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Categoria: Energia Sustentável


14:30 · 23.01.2017 / atualizado às 21:32 · 22.01.2017 por
Com a redução na conta na energia, o retorno de investimento total, orçado em R$ 6 milhões, será totalmente recuperado ao fim de cinco anos Foto: André Costa / Agência Diário
Com a redução na conta na energia, o retorno de investimento total, orçado em R$ 6 milhões, será totalmente recuperado ao fim de cinco anos Foto: André Costa / Agência Diário

Por André Costa

Juazeiro do Norte. Em novembro de 2015, o Centro Universitário Unileão deu início ao projeto de implantação de energia solar em um de seus três campus neste Município, cujo investimento inicial foi de R$ 1,5 milhões, para instalação de 816 painéis solares oriundos do Canadá, com capacidade para produzir 220 KW de energia limpa e renovável. A implantação da primeira parte do projeto ficou pronta no início do ano passado.

Após exatos doze meses, os resultados já estão sendo colhidos. A energia solar, além de ser uma boa opção na busca por alternativas menos agressivas ao meio ambiente, reduz drasticamente a conta de energia.

Em um ano, a Faculdade, que conta com mais de 10 mil estudantes nos três campi do Cariri, e outro em Icó, na região Centro-Sul, já economizou 2.052.89 Kwh. Essa redução representa um economia de R$ 20 mil.

Segundo o diretor-presidente da Faculdade Leão Sampaio (FLS), Jaime Romero, a quantidade de energia produzida pelos primeiros painéis instalado é suficiente para abastecer toda a demanda de energia elétrica normalmente utilizada no campus Lagoa Seca.

Com a continuidade das outras etapas, a UniLeão será a Instituição de Ensino Superior (IES) com o maior investimento em produção de energia solar do País, segundo a empresa cearense Satrix responsável pela instalação das placas na Faculdade e que responde por mais de ¼ dos projetos de energia renováveis no Brasil.

Além de abastecer toda a energia elétrica do campus, a carga gerada pelas placas em momentos de inatividade, como feriados, fins de semana e férias, será revertida em crédito pela Enel Distribuição Ceará. “Estaremos ajudando o meio ambiente, pois outras instituições poderão adquirir a nossa energia limpa”, pontua.

Ao fim da última etapa do projeto, prevista para este ano, os campi Lagoa Seca e Icó, terão, juntos, três mil placas instaladas, capazes de produzir até 850 KW de energia, o que equivale a uma economia prevista de R$ 100 mil por mês.

Com a redução na conta na energia, Jaime acredita que o retorno de investimento total orçado em R$ 6 milhões será totalmente recuperado ao fim de cinco anos.

Autossuficiência

Em cinco anos, além de recuperar todo o investimento, a unidade de ensino passará a produzir tudo aquilo que é consumido, isto é, “será autossuficiente”, conforme afirma o diretor-presidente.

“A economia no consumo de energia e, consequentemente, a redução da conta de luz, que hoje é a segunda maior despesa do grupo, ficando atrás apenas da folha salarial, pagará o montante gasto na implantação em breve”, acrescenta Jaime.

Conforme cálculos da Enel Distribuição Ceará, com a economia de energia gerada somente na primeira etapa, 13 toneladas de resíduos, por mês, deixarão de poluir a água, a terra e o ar.

“Esse dado mostra a importância do projeto”, destaca Romero. O investimento em energias limpas impacta diretamente no meio ambiente. Até 12 de janeiro, a redução no consumo da UniLeão equivale a 177,45 árvores que foram salvas, afirma estudo realizado pela Faculdade.

Jaime Romero ressalta que a instituição de ensino, para além da economia financeira, possui uma preocupação com as questões ambientais. “Penso que a Faculdade não deve somente ensinar as teorias, mas, sobretudo, dar o exemplo, se preocupar com as questões sociais e buscar soluções para eles”.

Além das placas de geração de energia solar, a UniLeão investe no tratamento de água e esgoto, com uma estação própria, instalada em 2009 a um custo de R$ 500 mil. O projeto realiza o reúso da água em 100%. Por dia, segundo a direção da Faculdade, são 50 mil litros tratados.

Mais informações:
Faculdade Leão Sampaio (FLS)
Endereço: Avenida Maria Letícia Leite Pereira, S/N – Bairro Lagoa Seca – Juazeiro do Norte
Telefone: (88) 2101-1046

10:00 · 26.12.2016 / atualizado às 21:17 · 25.12.2016 por
Região deixa de gerar por ano 11,6 mil GWh de energia com o não aproveitamento dos resíduos urbanos, da pecuária e agroindústria, volume poderia suprir quase 16% de tudo que foi consumido em 2015 Foto: André Costa / Agência Diário
Região deixa de gerar por ano 11,6 mil GWh de energia com o não aproveitamento dos resíduos urbanos, da pecuária e agroindústria, volume poderia suprir quase 16% de tudo que foi consumido em 2015 Foto: André Costa / Agência Diário

Um levantamento inédito feito pela Associação Brasileira de Biogás e Biometano (ABiogás) mostra que o Nordeste desperdiça todos os anos 4,953 bilhões de metros cúbicos (m³) de biogás, volume suficiente para gerar anualmente 11,6 mil gigawatts-hora (GW/h) de energia.
Esse total equivale a 15,9% do que a região Nordeste consumiu no ano de 2015 ou 4,7 milhões de residências. Se levarmos em consideração o último o Censo Demográfico, cada lar brasileiro tem 3,3 moradores, o potencial de biogás disponível na região poderia abastecer até 15,5 milhões de pessoas com pegada de carbono negativa.
Em 2015, o consumo de energia elétrica no Nordeste totalizou 72,945 mil GWh, segundo a Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE). Desse total, 11,6 mil GW/h poderiam vir do biogás que deixou de ser aproveitado.
O Nordeste foi a região que mais sofreu com a estiagem e baixa nos reservatórios das hidrelétricas. Isso contribuiu para que a bandeira tarifaria de energia elétrica paga pelos consumidores estivesse vermelha em boa parte do ano de 2015, ou seja, com taxa extra por causa do ligamento das termelétricas de maior custo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumentou foi de 51% em média.
Se o biogás estivesse sendo usado na região, o custo da energia poderia ser menor. Entretanto, essa fonte de energia ainda aparece pouco na matriz elétrica brasileira. De acordo com os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o insumo responde apenas por 0,572% de toda energia elétrica produzida no Brasil atualmente.
Outra equivalência energética é que o biometano extraído da purificação do biogás e substituto do gás natural (de origem fóssil) – poderia chegar a uma produção anual de 2,2 bilhões m³ no Nordeste.
Para se ter uma ideia do volume, de acordo com o anuário estatístico da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a região comercializou 9,6 milhões de m³ de óleo diesel (via distribuidoras). Se utilizado o biometano ( limpo e renovável) poderia substituir 23% da demanda por diesel da região.
Para o vice-presidente da ABiogás, Alessandro Gardermann, o setor já tem regulações tanto da Aneel, como da ANP que permitem o uso do biogás para geração elétrica e para uso combustível de veículos leves e pesados.
“O biogás tem todas as condições de ser utilizado em qualquer lugar do Brasil e atender a necessidade crescente de energia elétrica e de biocombustíveis, mesmo assim é desprezado”, afirma.
Geração distribuída
A Aneel estima que perdas técnicas de energia no Brasil chegam a 7,5% da energia gerada. Hoje, a maior parte da geração de energia elétrica no Nordeste está concentrada em hidrelétricas e termelétricas e parques eólicos, que ficam longe dos centros consumidores, por isso grandes blocos de energia precisam ser deslocados por linhas de transmissão, o que aumentam as perdas.
A  vantagem do biogás é  ser uma fonte renovável e não intermitente, pois não depende das chuvas, vento ou sol.
Soma-se que o insumo é uma forma de geração de energia descentralizada, ou seja, quase sempre se gera próximo de onde se consome. Esse tipo de energia vem de fontes distribuídas pelo Brasil, deixando a geração mais próxima da carga, o que reduz as perdas técnicas na transmissão.
O energético pode sair da agroindústria, de resíduos sólidos urbanos, efluentes domésticos e industriais, dejetos de animais e até abatedouros. Gardermann lembra que Brasil é um dos maiores produtores de proteína animal e isso deve continuar crescendo, mas esse mesmo setor enfrenta três gargalos energéticos: não há gás, energia elétrica eficiente ou lenha para termelétricas. O biometano pode ocupar esse espaço e ganhar o mercado como um todo.
“O Nordeste é uma região produtora de alimentos e de etanol. Ambas atividades são produtoras de biomassa residual ou resíduos orgânicos que geram o biogás e o biometano, se esse potencial fosse aproveitado reduziria a pressão energética da região”, finaliza.
ABiogás
A Associação Brasileira de Biogás e Biometano  é uma organização fundada em 2013, com o objetivo de congregar os interesses dos vários agentes, tanto no Brasil quanto no exterior, que se dedicam ao desenvolvimento, produção e consumo do biogás e do biometano.
Tem ainda como objetivo promover a inserção definitiva do biogás e do biometano na matriz energética brasileira, através do desenvolvimento dos diversos segmentos envolvidos em sua produção, regulamentação e utilização.

20:18 · 22.08.2016 / atualizado às 20:18 · 22.08.2016 por

Você sabia que o potencial solar encontrado na Alemanha – uma das maiores forças do setor fotovoltaico – é 58% menor que o encontrado no Paraná? A constatação faz parte de um estudo que serve como embasamento para a elaboração do primeiro Atlas Solarimétrico do Estado, previsto para ser lançado no início de 2017.

O projeto conta com o apoio da Fundação Parque Tecnológico Itaipu e da Itaipu Binacional, por meio do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH). O CIH ficou responsável pelo desenvolvimento de um sistema online que permitirá que qualquer pessoa consulte gratuitamente o potencial solar encontrado em determinado ponto do estado.

Interpretação

Também participam do projeto o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Após finalizarem a etapa de mapeamento, os técnicos estão agora realizando a validação e interpretação dos dados. “Qualquer cidadão comum poderá entrar no sistema e simular, por exemplo, qual o potencial de energia fotovoltaica no seu domicílio”, explica o engenheiro ambiental do CIH e um dos responsáveis pelo sistema, Alisson Rodrigues.

10:30 · 02.08.2016 / atualizado às 10:39 · 02.08.2016 por
A instalação de placas solares requer projeto e execução de profissionais Foto: André Costa
Iniciativas públicas e privadas, de pessoas físicas ou jurídicas podem concorrer ao Selo Solar Foto: André Costa

A opção pelo uso de energia solar é um investimento duplamente eficiente, ao reduzir o consumo de eletricidade de fontes fósseis e reduzir o valor da conta de energia elétrica. Com o objetivo de reconhecer esse tipo de iniciativa, em 2012, foi criado o Selo Solar, iniciativa que concede certificação para empresas ou instituições públicas e privadas que consumirem um valor mínimo anual de eletricidade solar.

Ele foi desenvolvido por meio de articulação do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), com o apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) / Banco de Crédito e Reconstrução (KfW).

A iniciativa, que desde 2015 conta com o apoio do WWF-Brasil, entra em um novo momento, com mais facilidade no processo de solicitação e de avaliação do mérito. A partir de agora, há duas categorias com regras próprias e específicas: Mercado Livre e Geração Distribuída.

Para consumidores livres, especiais e autoprodutores, os critérios de consumo de energia solar seguem os mesmos. Estes só podem receber o Selo Solar se alcançarem um valor mínimo de energia consumida (em MWh por ano) por subgrupo tarifário, que constam nas diretrizes da categoria Mercado Livre.

Ao exigir apenas documentos digitais, todo o processo torna-se mais simples e ágil. A declaração de anuência, por exemplo, agora precisa ser enviada apenas eletronicamente, e não mais por correio ordinário.

A relação de documentos, igualmente, é específica para cada categoria, sendo que para geração distribuída, os documentos também são claramente diferenciados para pessoa física e jurídica. Outra novidade é a definição de prazos para o solicitante responder às dúvidas no processo de avaliação e encaminhar a documentação após o preenchimento de formulário online.

Além disso, as novas diretrizes estão adequadas às alterações na Resolução Normativa 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) com a inclusão de critérios para as novas modalidades de autoconsumo remoto e geração compartilhada na categoria Geração Distribuída.

Veja mais detalhes sobre as novas diretrizes no site do Selo Solar:

Diretrizes Mercado Livre

Diretrizes Geração Distribuída

Fonte: WWF-Brasil

10:30 · 27.07.2016 / atualizado às 22:06 · 26.07.2016 por
A micro e minigeração de energia tem sido muito difundida e apoiada no Brasil Foto: André Costa / Agência Diário
A micro e minigeração de energia tem sido muito difundida e apoiada no Brasil Foto: André Costa / Agência Diário

Por André Costa

Juazeiro do Norte. O Ceará e outros Estados do Nordeste e Norte de Minas e Espírito Santo passam a contar com uma linha de financiamento que promete incentivar a utilização de energias renováveis.

O Banco do Nordeste (BNB), presente em quase dois mil municípios, lançou, em maio, a linha de financiamento à micro e à minigeração distribuída de energia elétrica renovável, o FNE Sol. No Cariri, o lançamento aconteceu na semana passada, em Juazeiro do Norte.

A nova linha utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste e tem prazo de pagamento de até 12 anos, com um ano de carência. O investimento pode ser financiado em até 100% e há bônus de adimplência de 15%.

O crédito é destinado a empresas de todos os portes e setores, produtores e empresas rurais, cooperativas e associações. De maio a julho deste ano, o banco já liberou mais de R$ 5 mi para implantação da energia fotovoltaica e a expectativa para os próximos meses é de novas liberações de créditos.

No Cariri

Em Juazeiro do Norte, a Faculdade Leão Sampaio foi uma das pioneiras na aquisição de placas de energia solar. A primeira etapa do projeto, concluída março do corrente ano, instalou 816 painéis solares que representam 220KW de potência energética. Isso significa que a energia limpa gerada, deixa de depositar no meio ambiente 13 toneladas/mês de resíduos prejudiciais.

Benefícios

“O cliente é beneficiado, tanto por consumir energia renovável e limpa, quanto por ter economia financeira. Inicialmente, o custo é neutro. O financiamento é compensado pela redução do consumo, pois as parcelas do financiamento são calculadas tomando como parâmetro o valor economizado na conta de energia. Depois, tem-se a diminuição significativa dessa despesa”, explica o superintendente estadual do Banco do Nordeste, João Robério Pereira de Messias.

Segundo explicou, podem ser financiados sistemas completos envolvendo geradores de energia, inversores, materiais auxiliares e instalação. O superintendente lembra que a intenção inicial do banco é contemplar empresas em todas as escalas, mas não descarta que o projeto futuramente beneficie pessoas físicas, clientes do banco.

Futuro

A diretora da empresa Globo Brasil Indústria de Painéis Solares, Tatiane Roberto, lembra que o Brasil como um todo está bem atrasado em relação a outros países, até mesmo alguns menos desenvolvidos, como o Chile, mas destaca que, nos próximos anos, o cenário deve mudar.

“O mercado de energia fotovoltaica no Brasil deve se expandir muito nos próximos anos com os novos projetos e a necessidade de aumentar as fontes alternativas na matriz energética do País”, declara. A empresa Globo Brasil é a primeira fabricante de grande porte instalada no País e, segundo a executiva, há projetos de instalação de uma fábrica no Ceará.

Para o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL), Francisco Freitas Cordeiro, esse novo cenário, com possível instalação de fábricas no Ceará e liberação de crédito deve “animar o empresário”.

Cordeiro acentua que o não uso da energia solar é algo cultural e lembra os “inúmeros benefícios que este tipo de energia gera” em detrimento da energia convencional, já que a matriz energética brasileira, baseada em hidrelétricas e termoelétricas, corre o risco de entrar em colapso. Cordeiro destacou a economia em médio prazo que as empresas terão e a contribuição ao meio ambiente como principais vantagens da energia renovável.

Fique por dentro

A microgeração distribuída de energia elétrica compreende as centrais geradoras que utilizem cogeração qualificada ou fontes renováveis (hidráulica, solar, eólica, biomassa etc.), conectadas na rede de distribuição, por meio de instalações de unidades consumidoras, cuja potência instalada seja menor ou igual a 75 kW. Já a minigeração distribuída engloba os mesmos tipos de centrais geradoras com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 5 MW (com exceção da fonte hidráulica, cuja potencia deve ser menor ou igual a 3 MW).

20:48 · 01.07.2016 / atualizado às 20:48 · 01.07.2016 por
Os aerogeradores já foram adicionados à paisagem do litoral cearense Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Os aerogeradores já foram adicionados à paisagem do litoral cearense Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

Com capacidade de 97,2 MW, centrais do Complexo Eólico Santa Mônica e respectivos sistemas de transmissão serão construídos no município de Trairi

A Diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 353,5 milhões para a construção de quatro centrais eólicas no município de Trairi (CE) e de seus respectivos sistemas de transmissão.

As usinas, que constituem o Complexo Eólico Santa Mônica, terão capacidade instalada total de 97,2 MW e foram vencedoras do 22º Leilão de Energia Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, realizado em agosto de 2015.

As quatro centrais eólicas – Cacimbas, Estrela, Santa Mônica e Ouro Verde – entrarão em operação no segundo semestre de 2016. Os investimentos incluem a aquisição de 36 aerogeradores, além de máquinas e equipamentos nacionais, também destinados às quatro linhas de transmissão.

O Banco já aprovou para o Nordeste, até o momento, R$ 20,8 bilhões em financiamento para projetos eólicos, equivalentes a 7.406 MW de capacidade instalada na região.

O apoio do BNDES à energia eólica tem contribuído para a diversificação da matriz enérgica brasileira, com fonte alternativa de recursos renováveis e ambientalmente mais limpa.

O uso dos combustíveis fósseis para geração de energia, no mundo, é responsável pela emissão de, aproximadamente, 70% dos gases de efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2).

As usinas eólicas não produzem qualquer tipo de emissão de gases uma vez que utilizam uma fonte limpa e inesgotável, o vento. Atualmente, a capacidade instalada mundial de energia eólica evita a emissão da ordem de grandeza de 100 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

O apoio do Banco, em linha com a política de desenvolvimento local do BNDES, também inclui investimentos sociais que vão além daqueles exigidos para o licenciamento ambiental do projeto e equivalem a 0,5% do valor total do investimento do Grupo Engie, ex-GDF Suez, nestes quatro projetos eólicos.

Ações como a contratação de empresas locais para prestação de serviços gerais – fornecimento e transporte de ferramentas e materiais, limpeza, obras civis leves, evacuação de resíduos comuns – aumentam a renda dos negócios locais e podem demandar contratação de mão de obra adicional.

Fonte: BNDES

08:00 · 06.05.2016 / atualizado às 23:38 · 05.05.2016 por
O estudo mostra como a energia fotovoltaica pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos para o País Foto: André Costa
O estudo mostra como a energia fotovoltaica pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos para o País Foto: André Costa

O Greenpeace Brasil acaba de lançar o estudo “Alvorada – Como o incentivo à energia solar fotovoltaica pode transformar o Brasil”. No documento, analisa algumas medidas que facilitariam o acesso das pessoas a sistemas fotovoltaicos, tanto para residências quanto para comércios.

O Greenpeace calculou, por exemplo, o impacto de o governo liberar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o trabalhador que quer usá-lo na compra de placas solares, como hoje acontece no caso do primeiro imóvel. Ou então, o que aconteceria se fossem menores os tributos que incidem nas placas que compõem os painéis. Baixar essas cobranças irá diminuir em até 20% o preço dos sistemas e, portanto, torná-los mais viáveis para muitas famílias.

A entidade avaliou como a Resolução Normativa Nº 687/15, que entrou em vigor em março deste ano, irá impactar em maior adesão à energia solar. E, também, como seria o Brasil em 2030 caso o governo não adote incentivo algum. Ou seja, se continuarmos como estamos hoje.

“Todas as medidas levantadas no estudo são factíveis e de responsabilidade dos governos municipais, estaduais e federal. Está nas mãos do poder público permitir que, na prática, os brasileiros possam gerar sua própria energia e economizar na conta de luz. Esse estudo mostra quais as melhores saídas para isso”, diz Bárbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

O documento também aponta como esses incentivos trariam impactos positivos em questões ambientais, sociais e econômicas. Destaca: “se mais pessoas gerarem sua própria eletricidade, evitaremos que toneladas de gases de efeito estufa sejam despejadas na atmosfera. Isso porque, diminuiríamos a demanda pela energia oferecida pelo governo, oriunda de grandes usinas térmicas que queimam combustíveis fósseis e são altamente poluentes. Também poderíamos tornar desnecessária a construção de novas usinas hidrelétricas na Amazônia”.

Segundo as informações do Greenpeace, caso todas as medidas propostas sejam adotadas pelo governo, a adesão à energia solar seria tão grande que teríamos 41,4 mil MWp instalados em telhados até 2030. A eletricidade produzida por esses sistemas seria o dobro do valor pretendido com o Complexo Hidrelétrico do Rio Tapajós, na Amazônia. A construção dessa usina é questionada por trazer grandes devastação para o meio ambiente e colocar em risco as populações locais de índios Munduruku.

O estudo mostra que a energia solar pode ser a responsável por milhões de vagas no mercado de trabalho de forma direta e indireta. No cenário mais otimista deste estudo, se chegaria a quase quatro milhões de vagas de trabalho relacionadas à expansão da energia solar.

“No momento, incentivar a energia solar é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada, já que, como aponta o estudo, cumpre um duplo papel: ajuda a população a reduzir seus gastos mensais com eletricidade, ajuda o País no seu compromisso para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. E ainda tem impactos positivos na economia nacional, que passa por uma fase difícil”, diz Rubim.

Os gráficos abaixo mostram a evolução de alguns indicadores de acordo com três cenários avaliados no estudo: O Brasil continua o mesmo, em que nada mudaria até 2030 em relação aos incentivos à fonte solar; o FGTS para comprar placas solares, que apresenta os impactos dessa medida; e Melhor Brasil. Neste cenário, juntamos todas os incentivos do relatório e mostramos como eles impulsionariam a energia solar e seus benefícios no país.

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O que diz o estudo:

– Caso todas as prefeituras dessem R$ 150 de descontos anuais no IPTU para as residências com sistemas fotovoltaicos, até 2030, o governo veria um retorno de R$ 1,7 bilhão em tributos gerados e recolhidos.

Isentar de impostos alguns itens que compõem os sistemas fotovoltaicos irá baratear seus custos e impulsionar as vendas. Em 15 anos, 833.273 vagas de empregos diretas e indiretas seriam criadas como efeito da movimentação desse mercado.

– O incentivo que se mostrou mais importante para expandir e acelerar a difusão dos sistemas fotovoltaicos no Brasil foi o uso do FGTS. Segundo os cálculos do estudo, hoje é mais vantajoso investir o dinheiro do fundo para comprar um sistema fotovoltaico do que deixá-lo guardado.

– Se todos os Estados deixassem de cobrar ICMS na eletricidade gerada pelo sistema fotovoltaico e injetada na rede de distribuição, mais pessoas veriam vantagens em ter painéis solares. E, até 2030, o Brasil teria deixado de emitir 118,8 milhões de toneladas de gases que agravam o efeito estufa e são responsáveis pelas mudanças climáticas. Hoje, apenas 11 Estados têm essa política de isenção do ICMS.

– Desde março deste ano, está em vigor a Resolução Normativa Nº 687. Ela tornou a microgeração de energia mais vantajosa e, segundo o estudo, será responsável por tantas adesões a placas solares que, em quinze anos, mais de 6 milhões de casas ou comércios estarão produzindo energia em telhados.

Fonte: Greenpeace Brasil

21:28 · 06.04.2016 / atualizado às 21:28 · 06.04.2016 por

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A ECO Soluções em Energia, em parceria com o Mestrado Acadêmico em Ciências Físicas Aplicadas da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e a empresa de arquitetura Projec, apresenta, nesta sexta-feira (8), no Campus do Itaperi, o projeto Árvore Solar. A estrutura terá dez painéis fotovoltaicos responsáveis por carregar as baterias de uma frota de nove bicicletas elétricas.

Durante o dia, quando as bicicletas estiverem conectadas à árvore, os painéis carregarão suas baterias. Quando estiverem em uso, a árvore repassará a energia para a rede pública, gerando créditos para a Uece utilizar posteriormente. A bicicleta com necessidade de carga à noite usará a energia da concessionária.

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A energia solar ajudará no deslocamento dos funcionários responsáveis pela segurança da instituição. As motocicletas e automóveis ficarão de lado, assim como o gasto com combustível e a emissão de gases poluentes, dando espaço para bicicletas elétricas, alimentadas com a ajuda da árvore solar. A iniciativa conta com o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), por meio do Fundo de Inovação Tecnológica do Ceará (FIT).

“O projeto da Árvore Solar engradece o know-how de serviços da nossa empresa por ser um projeto desafiador. Mais do que ser limpa, a luz solar é uma fonte de energia constante, inesgotável e capaz de atender grandes demandas. A ECO Energia projeta, vende e instala projetos específicos para geração distribuída em residências e indústrias, tendo mais de 4MW contratados no Norte e Nordeste do Brasil.”, explica Jonas Becker Paiva, diretor da ECO Soluções em Energia.

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A ECO Soluções em energia também conta com o auxílio da Incubadora de Empresas da Uece (IncubaUece), à qual é associada. A incubadora está prestando assistência à empresa com o intuito de viabilizar a execução do projeto. A missão da IncubaUece é estimular e apoiar empreendedores no processo de geração, consolidação e crescimento de micro, pequenas e médias empresas no Ceará, promovendo o desenvolvimento regional sustentável.

Segundo Geraldo Magela Moraes, arquiteto e sócio da empresa Projec, a ideia das árvores solares surgiu como complemento para um projeto de triciclos elétricos solares compartilhados para pequenos percursos. “Essa forma inovadora de captação por painéis solares simulando a filotaxia das plantas, a sua eficiência, bem como a otimização dos espaços ante a disposição convencional das placas fotovoltaicas, geralmente localizadas lado a lado nas cobertas das edificações”, ressalta o arquiteto.

Mais informações:

Inauguração Árvore Solar

Local: Uece/Campus do Itaperi em frente à Reitoria – Avenida Dr. Silas Muguba, 1700

Dia: 8 de abril (sexta-feira)

Horário: 15h30

10:46 · 23.01.2016 / atualizado às 10:46 · 23.01.2016 por
26 DE NOVEMBRO DE 2015 -  Juazeiro do Norte,  Energia Solar - Painéis solares da Faculdade Leão Sampaio
Visando acompanhar as tendências da indústria cearense, o Senai Cearáestá oferecendo novos cursos em Energia Solar Fotovoltaica Foto: André Costa / Agência Diário

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Ceará, visando acompanhar as tendências da indústria cearense, está oferecendo novos cursos nas áreas de Energias Renováveis e lançou capacitações em Energia Solar Fotovoltaica.

As turmas “Iniciação em Montagem de Sistemas Fotovoltaicos” e “Montador de Sistemas Fotovoltaicos” começam as aulas no 15 de fevereiro e 7 de março, respectivamente, na unidade da Barra do Ceará, em Fortaleza, no horário da noite.

Os valores são de R$ 750 e R$ 1.800, respectivamente. As pré-inscrições já podem ser feitas aqui . Os interessados também podem reservar suas vagas nos cursos pelo telefone (85) 4009-6300.

O primeiro curso requer idade mínima de 16 anos e Ensino Fundamental incompleto. A carga horária é de 40 horas. O segundo exige idade mínima de 18 anos e ter concluído curso de Qualificação Profissional de Eletricista ou áreas afins.

O curso de “Iniciação em Montagem de Sistemas Fotovoltaicos” promove aos participantes os conhecimentos sobre os diferentes tipos de sistemas fotovoltaicos e técnicas de aproveitamento da energia solar, bem como o conhecimento dos equipamentos utilizados.

Já o curso de “Montador de Sistemas Fotovoltaicos” capacita para instalar e fazer a manutenção de Sistemas de Energia Solar Fotovoltaicos, de acordo com a legislação vigente e normas aplicáveis à qualidade, à saúde, à segurança e ao meio ambiente.

20:08 · 12.01.2016 / atualizado às 20:10 · 12.01.2016 por
O Ceará, além do Rio Grande do Norte e o Rio Grande do Sul recebe o maior número de investimentos em geração eólica no País Foto: Natinho Rodrigues
O Ceará, além do Rio Grande do Norte e do Rio Grande do Sul, recebe o maior número de investimentos em geração eólica no País Foto: Natinho Rodrigues

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 42,4 milhões à Enerplan Energia Eólica IV S.A., para implantação do Parque Eólico Pontal 2A, no município de Viamão, no Rio Grande do Sul. O empreendimento, selecionado no 17º Leilão de Energia Nova (A3), em 2013, contará com oito aerogeradores fornecidos pela Alstom e terá potência total instalada de 21,6 MW de energia limpa.

A operação, que inclui subcrédito social de R$ 210 mil, é mista: R$ 28,3 milhões serão liberados diretamente pelo BNDES e os restantes R$ 14 milhões serão repassados na modalidade indireta, tendo como agente financeiro o Badesul, agência de fomento vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT). Os recursos do BNDES correspondem a 47% do investimento total no projeto.

A Enerplan Energia Eólica IV S.A. é uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) que atua como produtora independente de energia elétrica a partir de fontes alternativas. O escoamento da energia gerada pelo parque Pontal 2A e por outros dois parques da holding Enerplan Pontal Participações Societárias S.A. (Pontal 28 e Pontal 38) será feito por meio de uma subestação elevatória, de uma linha de transmissão e do bay de conexão até a subestação coletora do Sistema Interligado Nacional (SIN) Viamão 3.

A Enerplan Pontal Participações Societárias S.A. integra o Grupo Oleoplan, que iniciou suas atividades em 1980, atuando na indústria de extração de óleo de soja. Posteriormente, diversificou as atividades para o segmento calçadista e, na década de 2000, para o setor de energias renováveis nos segmentos de biodiesel e eólico.

Neste último, o Grupo conta com um portfólio de projetos em geração de energia de cerca de 409 MW, em diferentes fases de desenvolvimento, entre os quais cinco parques vencedores do Leilão de Energia de Reserva de 2009, localizados em Trairi, no Ceará, e que também foram financiados pelo BNDES, com R$ 92 milhões.

Fábrica no Ceará

No próximo dia 18, às 16h, a dinamarquesa Vestas vai inaugurar sua primeira fábrica de turbinas eólicas no Brasil. Com um investimento de R$ 100 milhões, a unidade está localizada na cidade de Aquiraz, no Ceará, vai gerar cerca de 600 empregos. Recentemente, a companhia obteve a certificação de conteúdo local, do BNDES, o que a permite oferecer aos clientes brasileiros máquinas com uma linha de financiamento mais vantajosa.

Fonte: BNDES/Vestas