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Categoria: Energias Renováveis


14:30 · 23.01.2017 / atualizado às 21:32 · 22.01.2017 por
Com a redução na conta na energia, o retorno de investimento total, orçado em R$ 6 milhões, será totalmente recuperado ao fim de cinco anos Foto: André Costa / Agência Diário
Com a redução na conta na energia, o retorno de investimento total, orçado em R$ 6 milhões, será totalmente recuperado ao fim de cinco anos Foto: André Costa / Agência Diário

Por André Costa

Juazeiro do Norte. Em novembro de 2015, o Centro Universitário Unileão deu início ao projeto de implantação de energia solar em um de seus três campus neste Município, cujo investimento inicial foi de R$ 1,5 milhões, para instalação de 816 painéis solares oriundos do Canadá, com capacidade para produzir 220 KW de energia limpa e renovável. A implantação da primeira parte do projeto ficou pronta no início do ano passado.

Após exatos doze meses, os resultados já estão sendo colhidos. A energia solar, além de ser uma boa opção na busca por alternativas menos agressivas ao meio ambiente, reduz drasticamente a conta de energia.

Em um ano, a Faculdade, que conta com mais de 10 mil estudantes nos três campi do Cariri, e outro em Icó, na região Centro-Sul, já economizou 2.052.89 Kwh. Essa redução representa um economia de R$ 20 mil.

Segundo o diretor-presidente da Faculdade Leão Sampaio (FLS), Jaime Romero, a quantidade de energia produzida pelos primeiros painéis instalado é suficiente para abastecer toda a demanda de energia elétrica normalmente utilizada no campus Lagoa Seca.

Com a continuidade das outras etapas, a UniLeão será a Instituição de Ensino Superior (IES) com o maior investimento em produção de energia solar do País, segundo a empresa cearense Satrix responsável pela instalação das placas na Faculdade e que responde por mais de ¼ dos projetos de energia renováveis no Brasil.

Além de abastecer toda a energia elétrica do campus, a carga gerada pelas placas em momentos de inatividade, como feriados, fins de semana e férias, será revertida em crédito pela Enel Distribuição Ceará. “Estaremos ajudando o meio ambiente, pois outras instituições poderão adquirir a nossa energia limpa”, pontua.

Ao fim da última etapa do projeto, prevista para este ano, os campi Lagoa Seca e Icó, terão, juntos, três mil placas instaladas, capazes de produzir até 850 KW de energia, o que equivale a uma economia prevista de R$ 100 mil por mês.

Com a redução na conta na energia, Jaime acredita que o retorno de investimento total orçado em R$ 6 milhões será totalmente recuperado ao fim de cinco anos.

Autossuficiência

Em cinco anos, além de recuperar todo o investimento, a unidade de ensino passará a produzir tudo aquilo que é consumido, isto é, “será autossuficiente”, conforme afirma o diretor-presidente.

“A economia no consumo de energia e, consequentemente, a redução da conta de luz, que hoje é a segunda maior despesa do grupo, ficando atrás apenas da folha salarial, pagará o montante gasto na implantação em breve”, acrescenta Jaime.

Conforme cálculos da Enel Distribuição Ceará, com a economia de energia gerada somente na primeira etapa, 13 toneladas de resíduos, por mês, deixarão de poluir a água, a terra e o ar.

“Esse dado mostra a importância do projeto”, destaca Romero. O investimento em energias limpas impacta diretamente no meio ambiente. Até 12 de janeiro, a redução no consumo da UniLeão equivale a 177,45 árvores que foram salvas, afirma estudo realizado pela Faculdade.

Jaime Romero ressalta que a instituição de ensino, para além da economia financeira, possui uma preocupação com as questões ambientais. “Penso que a Faculdade não deve somente ensinar as teorias, mas, sobretudo, dar o exemplo, se preocupar com as questões sociais e buscar soluções para eles”.

Além das placas de geração de energia solar, a UniLeão investe no tratamento de água e esgoto, com uma estação própria, instalada em 2009 a um custo de R$ 500 mil. O projeto realiza o reúso da água em 100%. Por dia, segundo a direção da Faculdade, são 50 mil litros tratados.

Mais informações:
Faculdade Leão Sampaio (FLS)
Endereço: Avenida Maria Letícia Leite Pereira, S/N – Bairro Lagoa Seca – Juazeiro do Norte
Telefone: (88) 2101-1046

21:14 · 26.09.2016 / atualizado às 21:15 · 26.09.2016 por
A fonte mais utilizada pelos consumidores-geradores é a solar com 4.955 adesões
A fonte mais utilizada pelos consumidores-geradores é a solar com 4.955 adesões

Em um ano, o número de conexões de micro e minigeração de energia teve um rápido crescimento. São 5.040 conexões em agosto, contra as 1.148 ligações registradas na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em setembro de 2015, o que representa uma potência instalada de 47.934 kW.

A fonte mais utilizada pelos consumidores-geradores é a solar com 4.955 adesões, seguida da eólica com 39 instalações. Acompanhe gráfico com o número de conexões por fonte e tabela que apresenta a potência instalada desses geradores em quilowatts (kW). O Estado com o maior número de micro e minigeradores é Minas Gerais (1.226 conexões), seguido de São Paulo (711) e Rio Grande do Sul (564): veja aqui.

A geração de energia pelos próprios consumidores tornou-se possível a partir da Resolução Normativa Aneel Nº 482/2012. A norma estabelece as condições gerais para o acesso de micro e minigeração aos sistemas de distribuição de energia elétrica e cria o sistema de compensação de energia elétrica, que permite ao consumidor instalar pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local.

A resolução 482 foi revista em novembro de 2015 e, na época, estimou-se que, em 2024, mais de 1,2 milhão de consumidores passem a produzir sua própria energia, o equivalente a 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada.

De acordo com o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, “além das vantagens para o consumidor, também são relevantes os benefícios que a Geração Distribuída traz ao sistema elétrico: redução de perdas e o custo evitado de ampliação do sistema, pois você gera junto à unidade de consumo; o aumento na segurança do abastecimento; e o ganho sob o aspecto ambiental, pois são projetos totalmente sustentáveis”, afirmou.

Como funciona?

A resolução autoriza o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, denominando-se microgeração distribuída a central geradora com potência instalada de até 75 quilowatts (kW) e minigeração distribuída – aquela com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW (sendo 3 MW para a fonte hídrica), conectadas à rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.

Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes.

O prazo de validade dos créditos é de 60 meses e eles podem ser usados também para abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular situadas em outro local, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora. Esse tipo de utilização dos créditos é chamado de “autoconsumo remoto”.

No caso de condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras), a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores.

Existe ainda a figura da “geração compartilhada”, que possibilita diversos interessados se unirem em um consórcio ou em uma cooperativa, instalarem uma micro ou minigeração distribuída e utilizarem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Com relação aos procedimentos necessários para conectar a micro ou minigeração distribuída à rede da distribuidora, foram instituídos formulários padrão para realização da solicitação de acesso pelo consumidor.

O prazo total para a distribuidora conectar usinas de até 75 kW, que antes era de 82 dias, foi reduzido para 34 dias. A partir de janeiro de 2017, os consumidores poderão fazer a solicitação e acompanhar o andamento de seu pedido junto à distribuidora pela internet.

A geração de energia perto do local de consumo traz uma série de vantagens, tais como redução dos gastos dos consumidores, economia dos investimentos em transmissão, redução das perdas nas redes e melhoria da qualidade do serviço de energia elétrica.

A expansão da geração distribuída beneficia o consumidor-gerador, a economia do país e os demais consumidores, pois os benefícios se estendem a todo o sistema elétrico.

Fonte: Aneel 

20:18 · 22.08.2016 / atualizado às 20:18 · 22.08.2016 por

Você sabia que o potencial solar encontrado na Alemanha – uma das maiores forças do setor fotovoltaico – é 58% menor que o encontrado no Paraná? A constatação faz parte de um estudo que serve como embasamento para a elaboração do primeiro Atlas Solarimétrico do Estado, previsto para ser lançado no início de 2017.

O projeto conta com o apoio da Fundação Parque Tecnológico Itaipu e da Itaipu Binacional, por meio do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH). O CIH ficou responsável pelo desenvolvimento de um sistema online que permitirá que qualquer pessoa consulte gratuitamente o potencial solar encontrado em determinado ponto do estado.

Interpretação

Também participam do projeto o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Após finalizarem a etapa de mapeamento, os técnicos estão agora realizando a validação e interpretação dos dados. “Qualquer cidadão comum poderá entrar no sistema e simular, por exemplo, qual o potencial de energia fotovoltaica no seu domicílio”, explica o engenheiro ambiental do CIH e um dos responsáveis pelo sistema, Alisson Rodrigues.

10:30 · 02.08.2016 / atualizado às 10:39 · 02.08.2016 por
A instalação de placas solares requer projeto e execução de profissionais Foto: André Costa
Iniciativas públicas e privadas, de pessoas físicas ou jurídicas podem concorrer ao Selo Solar Foto: André Costa

A opção pelo uso de energia solar é um investimento duplamente eficiente, ao reduzir o consumo de eletricidade de fontes fósseis e reduzir o valor da conta de energia elétrica. Com o objetivo de reconhecer esse tipo de iniciativa, em 2012, foi criado o Selo Solar, iniciativa que concede certificação para empresas ou instituições públicas e privadas que consumirem um valor mínimo anual de eletricidade solar.

Ele foi desenvolvido por meio de articulação do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), com o apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) / Banco de Crédito e Reconstrução (KfW).

A iniciativa, que desde 2015 conta com o apoio do WWF-Brasil, entra em um novo momento, com mais facilidade no processo de solicitação e de avaliação do mérito. A partir de agora, há duas categorias com regras próprias e específicas: Mercado Livre e Geração Distribuída.

Para consumidores livres, especiais e autoprodutores, os critérios de consumo de energia solar seguem os mesmos. Estes só podem receber o Selo Solar se alcançarem um valor mínimo de energia consumida (em MWh por ano) por subgrupo tarifário, que constam nas diretrizes da categoria Mercado Livre.

Ao exigir apenas documentos digitais, todo o processo torna-se mais simples e ágil. A declaração de anuência, por exemplo, agora precisa ser enviada apenas eletronicamente, e não mais por correio ordinário.

A relação de documentos, igualmente, é específica para cada categoria, sendo que para geração distribuída, os documentos também são claramente diferenciados para pessoa física e jurídica. Outra novidade é a definição de prazos para o solicitante responder às dúvidas no processo de avaliação e encaminhar a documentação após o preenchimento de formulário online.

Além disso, as novas diretrizes estão adequadas às alterações na Resolução Normativa 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) com a inclusão de critérios para as novas modalidades de autoconsumo remoto e geração compartilhada na categoria Geração Distribuída.

Veja mais detalhes sobre as novas diretrizes no site do Selo Solar:

Diretrizes Mercado Livre

Diretrizes Geração Distribuída

Fonte: WWF-Brasil

10:30 · 27.07.2016 / atualizado às 22:06 · 26.07.2016 por
A micro e minigeração de energia tem sido muito difundida e apoiada no Brasil Foto: André Costa / Agência Diário
A micro e minigeração de energia tem sido muito difundida e apoiada no Brasil Foto: André Costa / Agência Diário

Por André Costa

Juazeiro do Norte. O Ceará e outros Estados do Nordeste e Norte de Minas e Espírito Santo passam a contar com uma linha de financiamento que promete incentivar a utilização de energias renováveis.

O Banco do Nordeste (BNB), presente em quase dois mil municípios, lançou, em maio, a linha de financiamento à micro e à minigeração distribuída de energia elétrica renovável, o FNE Sol. No Cariri, o lançamento aconteceu na semana passada, em Juazeiro do Norte.

A nova linha utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste e tem prazo de pagamento de até 12 anos, com um ano de carência. O investimento pode ser financiado em até 100% e há bônus de adimplência de 15%.

O crédito é destinado a empresas de todos os portes e setores, produtores e empresas rurais, cooperativas e associações. De maio a julho deste ano, o banco já liberou mais de R$ 5 mi para implantação da energia fotovoltaica e a expectativa para os próximos meses é de novas liberações de créditos.

No Cariri

Em Juazeiro do Norte, a Faculdade Leão Sampaio foi uma das pioneiras na aquisição de placas de energia solar. A primeira etapa do projeto, concluída março do corrente ano, instalou 816 painéis solares que representam 220KW de potência energética. Isso significa que a energia limpa gerada, deixa de depositar no meio ambiente 13 toneladas/mês de resíduos prejudiciais.

Benefícios

“O cliente é beneficiado, tanto por consumir energia renovável e limpa, quanto por ter economia financeira. Inicialmente, o custo é neutro. O financiamento é compensado pela redução do consumo, pois as parcelas do financiamento são calculadas tomando como parâmetro o valor economizado na conta de energia. Depois, tem-se a diminuição significativa dessa despesa”, explica o superintendente estadual do Banco do Nordeste, João Robério Pereira de Messias.

Segundo explicou, podem ser financiados sistemas completos envolvendo geradores de energia, inversores, materiais auxiliares e instalação. O superintendente lembra que a intenção inicial do banco é contemplar empresas em todas as escalas, mas não descarta que o projeto futuramente beneficie pessoas físicas, clientes do banco.

Futuro

A diretora da empresa Globo Brasil Indústria de Painéis Solares, Tatiane Roberto, lembra que o Brasil como um todo está bem atrasado em relação a outros países, até mesmo alguns menos desenvolvidos, como o Chile, mas destaca que, nos próximos anos, o cenário deve mudar.

“O mercado de energia fotovoltaica no Brasil deve se expandir muito nos próximos anos com os novos projetos e a necessidade de aumentar as fontes alternativas na matriz energética do País”, declara. A empresa Globo Brasil é a primeira fabricante de grande porte instalada no País e, segundo a executiva, há projetos de instalação de uma fábrica no Ceará.

Para o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL), Francisco Freitas Cordeiro, esse novo cenário, com possível instalação de fábricas no Ceará e liberação de crédito deve “animar o empresário”.

Cordeiro acentua que o não uso da energia solar é algo cultural e lembra os “inúmeros benefícios que este tipo de energia gera” em detrimento da energia convencional, já que a matriz energética brasileira, baseada em hidrelétricas e termoelétricas, corre o risco de entrar em colapso. Cordeiro destacou a economia em médio prazo que as empresas terão e a contribuição ao meio ambiente como principais vantagens da energia renovável.

Fique por dentro

A microgeração distribuída de energia elétrica compreende as centrais geradoras que utilizem cogeração qualificada ou fontes renováveis (hidráulica, solar, eólica, biomassa etc.), conectadas na rede de distribuição, por meio de instalações de unidades consumidoras, cuja potência instalada seja menor ou igual a 75 kW. Já a minigeração distribuída engloba os mesmos tipos de centrais geradoras com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 5 MW (com exceção da fonte hidráulica, cuja potencia deve ser menor ou igual a 3 MW).

20:48 · 01.07.2016 / atualizado às 20:48 · 01.07.2016 por
Os aerogeradores já foram adicionados à paisagem do litoral cearense Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Os aerogeradores já foram adicionados à paisagem do litoral cearense Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

Com capacidade de 97,2 MW, centrais do Complexo Eólico Santa Mônica e respectivos sistemas de transmissão serão construídos no município de Trairi

A Diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 353,5 milhões para a construção de quatro centrais eólicas no município de Trairi (CE) e de seus respectivos sistemas de transmissão.

As usinas, que constituem o Complexo Eólico Santa Mônica, terão capacidade instalada total de 97,2 MW e foram vencedoras do 22º Leilão de Energia Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, realizado em agosto de 2015.

As quatro centrais eólicas – Cacimbas, Estrela, Santa Mônica e Ouro Verde – entrarão em operação no segundo semestre de 2016. Os investimentos incluem a aquisição de 36 aerogeradores, além de máquinas e equipamentos nacionais, também destinados às quatro linhas de transmissão.

O Banco já aprovou para o Nordeste, até o momento, R$ 20,8 bilhões em financiamento para projetos eólicos, equivalentes a 7.406 MW de capacidade instalada na região.

O apoio do BNDES à energia eólica tem contribuído para a diversificação da matriz enérgica brasileira, com fonte alternativa de recursos renováveis e ambientalmente mais limpa.

O uso dos combustíveis fósseis para geração de energia, no mundo, é responsável pela emissão de, aproximadamente, 70% dos gases de efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2).

As usinas eólicas não produzem qualquer tipo de emissão de gases uma vez que utilizam uma fonte limpa e inesgotável, o vento. Atualmente, a capacidade instalada mundial de energia eólica evita a emissão da ordem de grandeza de 100 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

O apoio do Banco, em linha com a política de desenvolvimento local do BNDES, também inclui investimentos sociais que vão além daqueles exigidos para o licenciamento ambiental do projeto e equivalem a 0,5% do valor total do investimento do Grupo Engie, ex-GDF Suez, nestes quatro projetos eólicos.

Ações como a contratação de empresas locais para prestação de serviços gerais – fornecimento e transporte de ferramentas e materiais, limpeza, obras civis leves, evacuação de resíduos comuns – aumentam a renda dos negócios locais e podem demandar contratação de mão de obra adicional.

Fonte: BNDES

22:41 · 09.05.2016 / atualizado às 22:46 · 09.05.2016 por
A instalação de placas solares requer projeto e execução de profissionais Foto: Alex Pimentel
A instalação de placas solares requer projeto e execução de profissionais Foto: Alex Pimentel

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre este importante componente do sistema de energia solar. Tire algumas dúvidas abaixo com as dicas da Prátil, empresa do grupo Enel que atua no ramo da energia solar, infraestrutura elétrica e eficiência energética.

A placa fotovoltaica gera energia sozinha – Mito

O painel solar gera energia elétrica, mas somente ele não é capaz de abastecer uma residência ou empresa. Isso porque os painéis geram energia em corrente contínua, que não é compatível com a que usamos em casa. Por isso são necessários cabos conectores e um inversor de frequência, que converte essa energia em corrente alternada, equalizando com a energia usada em residências.

A placa solar gera energia em dias nublados – Verdade

Em dias parcialmente nublados ainda há a geração de energia. Vale lembrar que, apesar de sempre haver geração de eletricidade sob a luz do dia, sua intensidade pode ser menor em razão do grau de insolação. Até mesmo com tempo chuvoso a claridade existente produzirá energia.

Depois de instalada, não pode ser retirada – Mito

É possível retirar as placas solares, assim como todos os equipamentos que compõem o sistema de energia solar e instalar em outro local. Para isso, é preciso apenas reformular o projeto para garantir que ele se adeque às necessidades do novo local de instalação. Assim, caso o proprietário do sistema se mude e queira levar o sistema, é possível.

A placa solar pode durar até 25 anos – Verdade

A maioria dos painéis fotovoltaicos tem garantia de vida útil de 25 anos, com um funcionamento de, no mínimo, 80% da capacidade de geração do equipamento. É importante verificar se a garantia é apoiada por uma entidade idônea que deverá cumprir as leis de proteção do consumidor caso haja alguma falha no desempenho da sua placa solar.

Dá para instalar as placas sozinho – Mito

Num sistema de energia solar conectado à rede, você não deve tentar instalar os seus painéis solares sozinho a não ser que você seja um técnico ou um engenheiro experiente. O acompanhamento de uma empresa ou profissional especializado é importante para elaborar o seu projeto e analisar o melhor local e as melhores condições de instalação. Caso a instalação seja feita no telhado, que é o modo mais usual, o uso de equipamentos de segurança é fundamental. Além disso, para conectar o sistema de energia solar na sua casa ou empresa é preciso uma autorização da distribuidora de energia local e somente engenheiros e eletrotécnicos podem fazer esta solicitação.

Fonte: Prátil

08:00 · 06.05.2016 / atualizado às 23:38 · 05.05.2016 por
O estudo mostra como a energia fotovoltaica pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos para o País Foto: André Costa
O estudo mostra como a energia fotovoltaica pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos para o País Foto: André Costa

O Greenpeace Brasil acaba de lançar o estudo “Alvorada – Como o incentivo à energia solar fotovoltaica pode transformar o Brasil”. No documento, analisa algumas medidas que facilitariam o acesso das pessoas a sistemas fotovoltaicos, tanto para residências quanto para comércios.

O Greenpeace calculou, por exemplo, o impacto de o governo liberar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o trabalhador que quer usá-lo na compra de placas solares, como hoje acontece no caso do primeiro imóvel. Ou então, o que aconteceria se fossem menores os tributos que incidem nas placas que compõem os painéis. Baixar essas cobranças irá diminuir em até 20% o preço dos sistemas e, portanto, torná-los mais viáveis para muitas famílias.

A entidade avaliou como a Resolução Normativa Nº 687/15, que entrou em vigor em março deste ano, irá impactar em maior adesão à energia solar. E, também, como seria o Brasil em 2030 caso o governo não adote incentivo algum. Ou seja, se continuarmos como estamos hoje.

“Todas as medidas levantadas no estudo são factíveis e de responsabilidade dos governos municipais, estaduais e federal. Está nas mãos do poder público permitir que, na prática, os brasileiros possam gerar sua própria energia e economizar na conta de luz. Esse estudo mostra quais as melhores saídas para isso”, diz Bárbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

O documento também aponta como esses incentivos trariam impactos positivos em questões ambientais, sociais e econômicas. Destaca: “se mais pessoas gerarem sua própria eletricidade, evitaremos que toneladas de gases de efeito estufa sejam despejadas na atmosfera. Isso porque, diminuiríamos a demanda pela energia oferecida pelo governo, oriunda de grandes usinas térmicas que queimam combustíveis fósseis e são altamente poluentes. Também poderíamos tornar desnecessária a construção de novas usinas hidrelétricas na Amazônia”.

Segundo as informações do Greenpeace, caso todas as medidas propostas sejam adotadas pelo governo, a adesão à energia solar seria tão grande que teríamos 41,4 mil MWp instalados em telhados até 2030. A eletricidade produzida por esses sistemas seria o dobro do valor pretendido com o Complexo Hidrelétrico do Rio Tapajós, na Amazônia. A construção dessa usina é questionada por trazer grandes devastação para o meio ambiente e colocar em risco as populações locais de índios Munduruku.

O estudo mostra que a energia solar pode ser a responsável por milhões de vagas no mercado de trabalho de forma direta e indireta. No cenário mais otimista deste estudo, se chegaria a quase quatro milhões de vagas de trabalho relacionadas à expansão da energia solar.

“No momento, incentivar a energia solar é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada, já que, como aponta o estudo, cumpre um duplo papel: ajuda a população a reduzir seus gastos mensais com eletricidade, ajuda o País no seu compromisso para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. E ainda tem impactos positivos na economia nacional, que passa por uma fase difícil”, diz Rubim.

Os gráficos abaixo mostram a evolução de alguns indicadores de acordo com três cenários avaliados no estudo: O Brasil continua o mesmo, em que nada mudaria até 2030 em relação aos incentivos à fonte solar; o FGTS para comprar placas solares, que apresenta os impactos dessa medida; e Melhor Brasil. Neste cenário, juntamos todas os incentivos do relatório e mostramos como eles impulsionariam a energia solar e seus benefícios no país.

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O que diz o estudo:

– Caso todas as prefeituras dessem R$ 150 de descontos anuais no IPTU para as residências com sistemas fotovoltaicos, até 2030, o governo veria um retorno de R$ 1,7 bilhão em tributos gerados e recolhidos.

Isentar de impostos alguns itens que compõem os sistemas fotovoltaicos irá baratear seus custos e impulsionar as vendas. Em 15 anos, 833.273 vagas de empregos diretas e indiretas seriam criadas como efeito da movimentação desse mercado.

– O incentivo que se mostrou mais importante para expandir e acelerar a difusão dos sistemas fotovoltaicos no Brasil foi o uso do FGTS. Segundo os cálculos do estudo, hoje é mais vantajoso investir o dinheiro do fundo para comprar um sistema fotovoltaico do que deixá-lo guardado.

– Se todos os Estados deixassem de cobrar ICMS na eletricidade gerada pelo sistema fotovoltaico e injetada na rede de distribuição, mais pessoas veriam vantagens em ter painéis solares. E, até 2030, o Brasil teria deixado de emitir 118,8 milhões de toneladas de gases que agravam o efeito estufa e são responsáveis pelas mudanças climáticas. Hoje, apenas 11 Estados têm essa política de isenção do ICMS.

– Desde março deste ano, está em vigor a Resolução Normativa Nº 687. Ela tornou a microgeração de energia mais vantajosa e, segundo o estudo, será responsável por tantas adesões a placas solares que, em quinze anos, mais de 6 milhões de casas ou comércios estarão produzindo energia em telhados.

Fonte: Greenpeace Brasil

21:28 · 06.04.2016 / atualizado às 21:28 · 06.04.2016 por

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A ECO Soluções em Energia, em parceria com o Mestrado Acadêmico em Ciências Físicas Aplicadas da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e a empresa de arquitetura Projec, apresenta, nesta sexta-feira (8), no Campus do Itaperi, o projeto Árvore Solar. A estrutura terá dez painéis fotovoltaicos responsáveis por carregar as baterias de uma frota de nove bicicletas elétricas.

Durante o dia, quando as bicicletas estiverem conectadas à árvore, os painéis carregarão suas baterias. Quando estiverem em uso, a árvore repassará a energia para a rede pública, gerando créditos para a Uece utilizar posteriormente. A bicicleta com necessidade de carga à noite usará a energia da concessionária.

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A energia solar ajudará no deslocamento dos funcionários responsáveis pela segurança da instituição. As motocicletas e automóveis ficarão de lado, assim como o gasto com combustível e a emissão de gases poluentes, dando espaço para bicicletas elétricas, alimentadas com a ajuda da árvore solar. A iniciativa conta com o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), por meio do Fundo de Inovação Tecnológica do Ceará (FIT).

“O projeto da Árvore Solar engradece o know-how de serviços da nossa empresa por ser um projeto desafiador. Mais do que ser limpa, a luz solar é uma fonte de energia constante, inesgotável e capaz de atender grandes demandas. A ECO Energia projeta, vende e instala projetos específicos para geração distribuída em residências e indústrias, tendo mais de 4MW contratados no Norte e Nordeste do Brasil.”, explica Jonas Becker Paiva, diretor da ECO Soluções em Energia.

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A ECO Soluções em energia também conta com o auxílio da Incubadora de Empresas da Uece (IncubaUece), à qual é associada. A incubadora está prestando assistência à empresa com o intuito de viabilizar a execução do projeto. A missão da IncubaUece é estimular e apoiar empreendedores no processo de geração, consolidação e crescimento de micro, pequenas e médias empresas no Ceará, promovendo o desenvolvimento regional sustentável.

Segundo Geraldo Magela Moraes, arquiteto e sócio da empresa Projec, a ideia das árvores solares surgiu como complemento para um projeto de triciclos elétricos solares compartilhados para pequenos percursos. “Essa forma inovadora de captação por painéis solares simulando a filotaxia das plantas, a sua eficiência, bem como a otimização dos espaços ante a disposição convencional das placas fotovoltaicas, geralmente localizadas lado a lado nas cobertas das edificações”, ressalta o arquiteto.

Mais informações:

Inauguração Árvore Solar

Local: Uece/Campus do Itaperi em frente à Reitoria – Avenida Dr. Silas Muguba, 1700

Dia: 8 de abril (sexta-feira)

Horário: 15h30

10:46 · 23.01.2016 / atualizado às 10:46 · 23.01.2016 por
26 DE NOVEMBRO DE 2015 -  Juazeiro do Norte,  Energia Solar - Painéis solares da Faculdade Leão Sampaio
Visando acompanhar as tendências da indústria cearense, o Senai Cearáestá oferecendo novos cursos em Energia Solar Fotovoltaica Foto: André Costa / Agência Diário

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Ceará, visando acompanhar as tendências da indústria cearense, está oferecendo novos cursos nas áreas de Energias Renováveis e lançou capacitações em Energia Solar Fotovoltaica.

As turmas “Iniciação em Montagem de Sistemas Fotovoltaicos” e “Montador de Sistemas Fotovoltaicos” começam as aulas no 15 de fevereiro e 7 de março, respectivamente, na unidade da Barra do Ceará, em Fortaleza, no horário da noite.

Os valores são de R$ 750 e R$ 1.800, respectivamente. As pré-inscrições já podem ser feitas aqui . Os interessados também podem reservar suas vagas nos cursos pelo telefone (85) 4009-6300.

O primeiro curso requer idade mínima de 16 anos e Ensino Fundamental incompleto. A carga horária é de 40 horas. O segundo exige idade mínima de 18 anos e ter concluído curso de Qualificação Profissional de Eletricista ou áreas afins.

O curso de “Iniciação em Montagem de Sistemas Fotovoltaicos” promove aos participantes os conhecimentos sobre os diferentes tipos de sistemas fotovoltaicos e técnicas de aproveitamento da energia solar, bem como o conhecimento dos equipamentos utilizados.

Já o curso de “Montador de Sistemas Fotovoltaicos” capacita para instalar e fazer a manutenção de Sistemas de Energia Solar Fotovoltaicos, de acordo com a legislação vigente e normas aplicáveis à qualidade, à saúde, à segurança e ao meio ambiente.