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Categoria: Extinção


08:27 · 22.04.2013 / atualizado às 09:21 · 22.04.2013 por
O Dia da Terra foi criado para estimular uma consciência a respeito da preservação do equilíbrio do nosso Planeta Imagem: SXC.HU
O Dia da Terra foi criado para estimular uma consciência a respeito da preservação do equilíbrio do nosso Planeta Imagem: SXC.HU

Hoje – Dia da Terra – o blog Gestão Ambiental inaugura seu novo visual e também a sua fan page no Facebook. Este será mais um espaço, ao lado da página de Gestão Ambiental e da coluna Mercado Verde,  do Diário do Nordeste, para informar sobre o mercado da sustentabilidade, tando do ponto de vista do setor produtivo quanto do ponto de vista do consumidor.

O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970, para estimular a formação de uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações para proteger o nosso Planeta Azul.

Da primeira manifestação, participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Environmental Protection Agency ( EPA) – Agencia de Proteção Ambiental – e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.

Depois, em 1972, se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.

O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas. Refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à Educação Ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.

No Dia da Terra, todos são convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso Planeta, em nível global, regional ou local. Iniciado como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em importante acontecimento educativo e informativo, utilizado para avaliar os problemas do meio ambiente do Planeta, como a contaminação do ar, água e solos; a destruição de ecossistemas, extinção de espécies da flora e da fauna; e o esgotamento de recursos não-renováveis.

Neste dia também se insiste insiste em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas, incluindo a reciclagem de materiais manufaturados; a preservação de recursos naturais, como o petróleo e a energia; a proibição de utilizar produtos químicos danosos; e o fim da destruição de habitats fundamentais, como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas.

11:18 · 08.09.2012 / atualizado às 11:22 · 08.09.2012 por
Cientistas reunidos na Coréia do Sul alertam para a necessidade da conservação das espécies, mas a América Latina ainda é considerada a região mais preservada no Planeta Foto: Cid Barbosa

O maior fórum mundial de conservação da biodiversidade foi aberto na quinta-feira (6 de setembro), na Coreia do Sul, com o alerta de que o modelo de desenvolvimento adotado pelo ser humano está arruinando o planeta e levando milhares de espécies para a extinção.

“Para salvar a Terra, todos os países devem trabalhar juntos, reconhecendo que compartilham um destino comum”, destacou o presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak, durante a cerimônia de abertura do Congresso Mundial de Conservação.

Lee afirmou que o estado do mundo natural foi “severamente comprometido” com o desenvolvimento desenfreado, que reduz a biodiversidade, levando quase 20 mil espécies à beira da extinção.

“Não podemos imaginar formas de resolver as mudanças climáticas, a pobreza ou a falta de água, de comida e de recursos energéticos separadas da natureza”, acrescentou.

Mais de oito mil autoridades governamentais, membros de organizações não-govvernamentais (ONGs), cientistas e diretores de empresas de 170 países estão no resort da ilha sul-coreana de Jeju para o congresso de dez dias sobre a biodiversidade.

A conferência quadrienal é realizada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), cujo presidente, Ashok Khosla, reforçou a necessidade de uma abordagem holística socioeconômica dos esforços de conservação.

“As políticas e as ações de preservação não podem ser bem sucedidas no longo prazo a menos que os países e as comunidades usem seus recursos de forma eficiente, distribuam os benefícios de forma justa e deem poder a seus cidadãos ativa e inclusivamente”, declarou.

A conferência é realizada em meio a alertas científicos do risco da extinção em massa, quando espécies lutam para sobreviver em um mundo de habitats pressionados, afetadas pela caça e sufocadas pelas mudanças climáticas.

Em um relatório publicado durante a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em junho passado, no Rio de Janeiro, a IUCN informou que das 63.837 espécies analisadas, 19.817 correm risco de extinção.

A atualização de sua “Lista Vermelha” identificou como ameaçadas 41% das espécies de anfíbios, 33% dos corais construtores de recifes, 25% dos mamíferos, 20% das plantas e 13% das aves.

Muitas delas são essenciais aos seres humanos, fornecendo alimento, trabalho e constituindo um patrimônio genétic0 para melhores cultivos e medicamentos, acrescentou o relatório da organização.

Nos últimos anos, biólogos descobriram novas espécies de rãs e aves em florestas tropicais, uma prova de que a biodiversidade do planeta é apenas parcialmente conhecida.

Os países-membros das Nações Unidas se comprometeram, ao assumirem as Metas de Desenvolvimento do Milênio, reduzir a taxa de perda da biodiversidade em 2010, mas estão longe da meta.

Após este fracasso, estabeleceram “um plano estratégico para a biodiversidade” segundo o qual prometeram evitar a extinção das “espécies mais conhecidas”.

Com 11 mil cientistas voluntários e mais de mil funcionários pagos, a IUCN realiza milhares de estudos de campo ao redor do mundo para monitorar e ajudar a gerir os ambientes naturais.

América Latina preserva mais

Relatório global divulgado ontem, na Coreia do Sul, afirma que áreas de proteção ambiental cobrem 12,7% da superfície terrestre do Planeta, número que ainda está abaixo dos objetivos traçados pela Organização das Nações Unidas (ONU), enquanto que a América Latina lidera o ranking das regiões com maior área protegida.

Segundo o estudo “Planeta Protegido”, áreas destinadas a parques nacionais e outros tipos de reservas ambientais cresceram, em comparação com o índice de 8,8% registrado em 1990.

Uma das metas definidas pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), assinada por membros das Nações Unidas, é de que 17% do território do planeta esteja sob proteção até 2020.

“Áreas protegidas têm contribuído significativamente para a conservação da biodiversidade e um aumento em sua cobertura e efetividade é vital para prosperidade do planeta e das comunidades no futuro”, disse a diretora-geral da IUCN, Julia Marton-Lefèvre, no Congresso em Jeju.

O levantamento mostra que a América Latina tem 20,4% de suas terras protegidas oficialmente, acima da média das regiões em desenvolvimento -13,3% de área protegidas – e das regiões desenvolvidas do Planeta, que têm 11,6% de suas áreas protegidas.

“Para atingir a meta de 17% estabelecida pela CDB com áreas nacionais protegidas, mais 6 milhões de quilômetros quadrados de áreas terrestres e de águas continentais terão que ser reconhecidos como protegidos, uma área dez vezes o tamanho de Madagascar”, diz o relatório.

O estudo também trata de áreas protegidas no oceano, onde a meta está mais longe de ser cumprida. Atualmente, 4% de áreas de oceano sob jurisdição de países estão protegidas, enquanto a meta até 2020 é de 10% da área.

As entidades que organizaram o estudo avaliam, no entanto, que áreas protegidas oficialmente não significam que na prática esteja ocorrendo conservação dos recursos naturais.

Com informações de agências

21:26 · 24.07.2011 / atualizado às 21:26 · 24.07.2011 por
Animais que estão no topo das cadeias alimentares são fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas, como os lobos, tubarões, leões e as nossas onças Foto: stock photo

 

O acentuado declínio nas populações dos grandes predadores não é apenas uma notícia triste para quem admira animais como leões, tigres, lobos e tubarões. De acordo com estudo publicado na revista Science, do qual participaram pesquisadores de 22 instituições de seis países, a perda de espécies no topo da cadeia alimentar pode representar um dos maiores impactos da ação humana nos ecossistemas terrestres.

Segundo James Estes e outros pesquisadores do Departamento de Ecologia e Biologia Evolucionária da Universidade da Califórnia, a redução é muito maior do que se estimava e afeta muitos outros processos ecológicos em um efeito que os cientistas chamam de cascata trófica, no qual a perda no topo da cadeia alimentar impacta enormemente muitas outras espécies de animais e de plantas.

Os autores do estudo afirmam que o resultado desse declínio é tão intenso que tem afetado os mais variados aspectos do ecossistema global, como o clima, a perda de habitats, poluição, sequestro de carbono, espécies invasoras e até mesmo a propagação de doenças.

O estudo aponta que a perda desses grandes animais é a força motriz por trás da sexta extinção em massa na história do Planeta. “Temos agora evidências extensivas de que os grandes predadores são altamente importantes na função da natureza, dos oceanos mais profundos às montanhas mais altas, dos trópicos ao Ártico”, disse William Ripple, da Universidade Estadual do Oregon, autor do estudo.

“De modo geral, o colapso dos ecossistemas atingiu um ponto em que isso não afeta apenas animais como lobos, o desflorestamento, o solo e a água. Esses predadores, em última análise, protegem os homens. Isso não é apenas algo sobre eles, mas sobre nós”, disse.

Entre os dados expostos no artigo está o efeito do declínio de lobos no Parque Nacional Yellowstone, nos Estados Unidos. Quando esses animais foram sendo removidos, a população de alces se alterou imediatamente. Mas também mudou o comportamento desse cervídeo, que passou a se alimentar de plantas em locais em que antes não ia porque podia ser atacado por um lobo.

Sem os lobos, pequenas árvores da família Salicaceae e gramíneas passaram a crescer menos, o que resultou na queda de alimentos para os castores, com resultante diminuição na população desses últimos. O resultado foi a cascata trófica. Com a reintrodução de lobos no parque, passou a ocorrer a recuperação do ecossistema, com as plantas voltando a crescer mais, assim como as populações de outros animais.

Outro destaque do estudo é a redução na população de grandes felinos no Utah, que levou ao aumento na população de cervídeos, à perda na vegetação, à alteração no fluxo de canais de água e ao declínio da biodiversidade.

Por muito tempo os grandes predadores foram vistos no topo da pirâmide trófica e sem terem grande influência nas espécies e na estrutura abaixo. Isso, segundo os autores do estudo, é uma compreensão fundamentalmente equivocada da ecologia.

O artigo Trophic Downgrading of Planet Earth (doi:10.1126/science.1205106), de James Estes e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

Fonte: Divulgação científica da Agência FAPESP