Busca

Categoria: Florestas


10:17 · 25.01.2013 / atualizado às 10:17 · 25.01.2013 por

Da Agência Brasil

Brasília. Equipes de técnicos e especialistas começam a ser deslocadas neste ano para a Amazônia, onde terão que mapear as florestas da região em detalhes. Atualmente, apesar de o Brasil ser coberto por 60% de florestas nativas, os dados sobre estas áreas limitam-se a imagens da cobertura vegetal, por satélites, por exemplo.

O objetivo do governo é detalhar aspectos como a qualidade dos solos, as espécies existentes em cada área e o potencial de captura e emissão de gás carbônico pelas florestas.

Os investimentos para o levantamento somam, pelo menos, R$ 65 milhões. Os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram contratados ontem (24 de janeiro) pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

proposta é que as equipes coletem em campo as informações sobre as áreas e analisem todo o material que vai compor o Inventário Florestal Nacional (IFN), que começou a ser construído em 2010.

“Em debates internacionais sobre mudanças de clima, por exemplo, saberemos que florestas são estas que temos, qual a qualidade de nossas florestas, teremos descoberta de espécies, conhecimento sobre espécies em extinção, além das informações sobre a distribuição desses territórios e do potencial de uso econômico das florestas”, explicou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

O inventário também reunirá informações sobre florestas situadas em outros biomas, como o Cerrado e a Caatinga. Desde que o projeto foi aprovado, o governo mapeou florestas em Santa Catarina e no Distrito Federal, em uma fase experimental.

Para o levantamento no Cerrado, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) disponibilizou US$ 10 milhões e, em Santa Catarina, os técnicos descobriram florestas que estão sendo regeneradas naturalmente, sem que os especialistas soubessem que o processo estava ocorrendo.

Ao todo serão mapeados quase 22 mil pontos em todo o território nacional. Em toda Amazônia, haverá em torno de sete mil pontos. Apenas no Arco do Desmatamento, formado por Rondônia, centro e norte do Mato Grosso e leste do Pará e onde será iniciado o levantamento da região, serão levantadas informações de cerca de três mil pontos amostrais, distantes 20 quilômetros um do outro.

As informações detalhadas sobres as florestas brasileiras também devem balizar as políticas do governo para conservação da biodiversidade no território nacional e as novas concessões florestais. “O Brasil só fez um levantamento como este uma vez, que foi publicado nos anos 1980, com dados dos anos 1970 e não foi um levantamento nacional. Este é o primeiro ‘censo’ florestal e será o trabalho de maior envergadura de todo o planeta”, disse Izabella Teixeira.

“Normalmente vemos as florestas do ponto de vista de perda [desmatamento e queimadas]. Com o inventário vamos conhecer a floresta por dentro. Vamos obter vários resultados. A ideia é que, de cinco em cinco anos, façamos novas medições”, acrescentou Antônio Carlos Hummel, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que está conduzindo o levantamento.

Além de dados sobre espécies arbóreas e sobre o solo, Hummel destacou que a população que vive no entorno das florestas também será questionada. Segundo ele, serão aplicados quatro diferentes questionários para saber como estas comunidades convivem nestes territórios.

Os dados serão divulgados parcialmente todos os anos, mas a conclusão de todo o levantamento só sairá em 2016.

10:55 · 06.09.2011 / atualizado às 11:08 · 06.09.2011 por

A top model brasileira Gisele Bündchen foi notícia no último domingo (4 de setembro), ao estrear como heroína do canal infantil Cartoon Network. Em um bloco especial do Movimento Cartoon, Gisele e a Equipe Verde, uma série animada de 26 curtas com duração de cerca de quatro minutos cada, trata sempre da questão ambiental.

Os lançamentos na área ambiental não pararam por aí. Bündchen lançou vídeo em prol da proteção das florestas nesta segunda-feira (5 de setembro), Dia Mundial da Amazônia. Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Gisele Bündchen, promove o desafio pela proteção ambiental.

Em vídeo exclusivo, gravado em parceria com o PNUMA, a modelo convoca os internautas para divulgarem a gravação que chama a atenção para a importância das florestas em nossas vidas e para a saúde do Planeta.

Para participar e divulgar o conteúdo basta acessar as redes sociais da modelo no Perfil Oficial no Twitter ( @giseleofficial ) e na Página Oficial da modelo no Facebook ( http://www.facebook.com/Gisele ).

Todas as pessoas que retuitarem o tweet e curtirem o post referentes ao vídeo farão parte da campanha e do sorteio de duas revistas autografadas para quem participar da mobilização no Twitter e outras duas para os usuários do Facebook que curtirem o post.

“Precisamos ser a mudança que queremos ver no mundo”, diz Gisele no vídeo. A modelo participa desde 2007 de campanhas de preservação no Xingu, e outros projetos ligados à preservação do meio ambiente no Brasil.

10:59 · 04.04.2011 / atualizado às 10:59 · 04.04.2011 por
Planta típica do bioma Caatinga, presente em toda a região Nordeste, a árvore do juazeiro (Ziziphus joazeiro Mart.) é daquelas que se mantém verde o ano inteirinho. A raspa da entrecasca, rica em saponina, é bastante usada para fazer sabonete, xampu e creme dental

Iniciativa faz parte do Inventário Florestal Nacional, que pretende mapear características, quantidade e qualidade das florestas em todo o País

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) está avançado nas parcerias com Estados no Nordeste para a realização do Inventário Florestal Nacional. No mês de março, foi publicado no Diário Oficial da União o extrato do acordo de cooperação técnica assinado com a Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace).

O Inventário consistirá no levantamento de informações sobre as florestas do Estado, como quantidade de árvores, altura, diâmetro e condição fitossanitária (saúde) delas, espécies presentes e carbono estocado. Também serão avaliados o tipo de solo, se há vestígios de exploração florestal e  entrevistas com moradores servirão para conhecer a relação ser humano – floresta.

No Ceará, segundo os envolvidos, essas características serão avaliadas em mais de 370 pontos de amostra distantes 20 quilômetros uns dos outros. De acordo com o SFB, em todo o Nordeste, quase quatro mil locais serão analisados com o intuito de conhecer a quantidade e a qualidade das florestas da região.

O Serviço Florestal e a Semace devem elaborar o planejamento técnico e logístico, capacitar servidores e equipes que irão a campo e estabelecer parcerias com a academia para que esta realize o controle de qualidade dos dados coletados, entre outras atividades.

“É possível que sejam descobertas espécies novas porque este é um bioma ainda pouco estudado e também pelo tamanho da área que será inventariada”, afirmou o engenheiro florestal da Gerência de Informações do Serviço Florestal, Gilson de Souza.

Um dos objetivo do levantamento é ajudar na gestão florestal nacional e local. “Por meio do Inventário será possível obter informações sobre os recursos florestais da região e do País para fundamentar a formulação e execução de políticas públicas de desenvolvimento, uso e conservação desses recursos”, explicou a engenheira florestal da Unidade Regional Nordeste do SFB, Maria Auxiliadora Gariglio.

O acordo com a Semace também prevê a disponibilização de informações do Estado para o Portal Nacional da Gestão Florestal, gerido pelo Serviço Florestal. O site promete trazer dados, entre outros, sobre fiscalização, licenciamentos, planos de manejo e supressão de vegetação autorizada nas unidades da federação.

O Portal é uma exigência da resolução 379/06 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e tem o objetivo de tornar a gestão florestal mais transparente. Segundo informações do SFB, entre os Estados brasileiros, o Ceará é um dos que tem demonstrado grande interesse na iniciativa.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro

12:55 · 30.03.2011 / atualizado às 10:47 · 31.03.2011 por

O 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade reuniu o ex-presidente norte-americano Bill Clinton; o ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger; e o cineasta James Cameron. No Ceará, durante a Semana da Árvore, o governo promete um inventário florestal Fotos: Reuters / Fábio Lima

 

Quais os resultados práticos de fóruns e eventos sobre sustentabilidade realizados no Brasil?

O Brasil voltou a ser o centro dos debates sobre as questões do meio ambiente, com a realização do 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus (AM), numa iniciativa do Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

O evento, que teve como tema principal a “Sustentabilidade Econômica, Ambiental e Social da Amazônia e do Planeta”, reuniu aproximadamente 600 lideranças empresariais, políticas e ambientais.

Para além da participação de políticos, artistas e ativistas internacionais, que resultados concretos deixa este – e outros tantos encontros – poderosamente patrocinado e festivo? Até que ponto não foi apenas vitrine para pessoas e empresas que se dizem social e ambientalmente responsáveis?

A lista de convidados ilustres no fórum de Manaus foi significativa. O ex-presidente dos Estados Unidos (EUA), Bill Clinton; o ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger; o premiado cineasta, produtor, roteirista e editor canadense residente nos Estados Unidos, James Cameron; o fundador do grupo Virgin, Richard Branson; o diretor de Sustentabilidade e Regeneração Urbana dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Dan Epstein; o ambientalista Paul Hawken e o ativista social Adam Werbach apresentaram suas palestras cumpriram o protocolo.

“As brasileiras passam mais de 24 horas sambando, dariam uma excelente fonte de energia alternativa”, disse Schwarenegger, uma frase que ilustra o seu conhecimento sobre o Brasil e o comprometimento com o 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade, deixando-nos em dúvida sobre a sua importância prática.

Olho nas florestas

A escolha do Amazonas como endereço mundial das discussões sobre o tema sustentabilidade, durante três dias, teve razão de ser. Não só pelo olho dos estrangeiros frente à maior reserva verde do Planeta.

O evento projeta internacionalmente a cidade de Manaus, que será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Há quem diga que a escolha se deve ao fato de o Amazonas ser o Estado mais preservado do Brasil, com 98% de suas florestas conservadas. Abriga 41 áreas de conservação, entre parques e reservas.

As florestas naturais cobrem 30% do planeta, cerca de quatro bilhões de hectares. Apenas cinco países felizardos detêm 50% desse incalculável patrimônio, entre eles o Brasil, com área de 470 milhões de hectares, mais de 50% do território. Por isso, o mundo vislumbra com olhos curiosos a Amazônia.

Mas autoridades brasileiras costumam esquecer outro biomas, como a Caatinga, o Cerrado e até mesmo a Mata Atlântica. Uma reflexão mais que válida, já que o Nordeste celebra, nesta última semana de março, a Festa a Anual das Árvores, coincidindo com a quadra chuvosa na região, com o objetivo de disseminar a conscientização para a importância da preservação das florestas.

Inventário florestal

Nas terras alencarinas – onde as árvores são vistas, muitas vezes, como entrave ao desenvolvimento econômico –, o Governo está elaborando o Inventário Florestal do Estado do Ceará, que, recentemente, teve o termo de cooperação técnica firmado entre a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Para o titular da Semace, José Ricardo Araújo, “o inventário será de grande valia para o Estado, pois uma das metas do governador Cid Gomes é duplicar as unidades de conservação do Ceará na sua segunda gestão”. Ele ressalta, ainda, “que é necessário conhecer bem as nossas florestas para poder gerenciá-las com maior eficiência”.

O representante governamental promete que, com a realização do inventário, será possível saber a quantidade de árvores, altura, diâmetro e condição fitossanitária (saúde) delas, espécies presentes e carbono estocado. Além disso, o solo terá uma avaliação, para saber se existem vestígios de exploração florestal.

Mais envolvimento

Voltando ao fórum de Manaus, para além do “oba oba”, houve reflexão séria, de gente comprometida com a causa socioambiental. O fundador da SOS Mata Atlântica e ex-secretário do Meio Ambiente de São Paulo, Fabio Feldmann, destacou a necessidade de o Brasil estabelecer uma agenda para o Século XXI, com temas ambientais, por meio de alianças políticas e lideranças fortes.

“O Brasil precisa ter uma cabeça de Século XXI e entender que o mundo está se transformando rapidamente. Sustentabilidade é a preocupação com gerações futuras”, destacou no Fórum.

O ex-secretário do Meio Ambiente de São Paulo salientou ainda a importância do envolvimento das empresas nas questões ambientais. “O desafio é o de criarmos um bom repertório de escolhas políticas e de consumo de produtos para a sociedade”, defendeu. Manifestou preocupação com o setor agropecuário brasileiro que, segundo ele, deverá ser o mais afetado pelo aquecimento global.

Feldmann criticou a festejada exploração de petróleo na camada de pré-sal. “Tenho dúvidas de um País que acredita que o combustível fóssil é seu passaporte para o mundo, quando o mundo inteiro está buscando alternativas ao seu uso”, afirmou.

Defendeu, ainda, a realização de um plebiscito nas áreas de risco afetadas pela exploração do pré-sal. “Precisamos perguntar à sociedade se ela está disposta a correr riscos, com acidentes na costa brasileira”, afirmou.

Para Adam Werbach, autor e diretor de Sustentabilidade da Saatchi & Saatchias, as empresas sustentáveis terão melhor desempenho nos próximos anos. “As leis são necessárias, mas também os mercados determinam o que é importante: as empresas com mais sucesso serão as sustentáveis, as outras ficarão decadentes”, disse.

Samira de Castro

Repórter