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Categoria: Gestão de Recursos Hídricos


20:11 · 20.03.2017 / atualizado às 20:11 · 20.03.2017 por

O Projeto Gestão Adaptativa do Risco Climático de Seca como Estratégia de Redução dos Impactos da Mudança Climática (Adapta) promove, nesta terça-feira (21), palestra pública sobre recursos hídricos.

O evento será realizado, a partir das 14h, no auditório do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental (DEHA), no bloco 713 do Campus do Pici Professor Prisco Bezerra, da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Coordenado pelo professor Francisco de Assis de Souza Filho, o Adapta é um projeto multidisciplinar, composto por pesquisadores do Brasil, da Alemanha e dos Estados Unidos, que visa dimensionar a vulnerabilidade dos usos e usuários de água, perante o risco climático de seca, e propor estratégias de gestão adaptativa, no intuito de aumentar a resiliência dos recursos diante da intensificação das variabilidades e mudanças do clima.

Durante a palestra, serão apresentados os resultados das discussões realizadas entre os pesquisadores que fazem parte do projeto (locais e visitantes). Os temas debatidos são variabilidade climática no presente, passado e futuro; alocação da água, plano de segurança hídrica e de secas; governança da água e governança institucional.

Além de discussões e apresentações de propostas metodológicas, os pesquisadores farão visita técnica aos perímetros de Tabuleiro de Russas e Morada Nova.

Confira a programação

08:00 · 19.11.2015 / atualizado às 21:47 · 18.11.2015 por
Monitoramento da Qualidade da Água é um dos seis temas ofertados nos cursos Foto: Honório Barbosa / Agência Diário
Monitoramento da Qualidade da Água é um dos seis temas ofertados nos cursos Foto: Honório Barbosa / Agência Diário

Desde ontem (18), a Agência Nacional de Águas (ANA) abriu inscrições para cinco mil vagas em cursos gratuitos, na modalidade de ensino a distância (EaD). Os interessados podem se inscrever por meio do site http://eadana.hospedagemdesites.ws/ até o próximo dia 22 ou antes desta data, caso todas as vagas sejam preenchidas. A seleção será feita por ordem de inscrição.

A Agência oferecerá os seguintes temas:

– Água na Medida Certa (1.000 vagas / 2 turmas)

– Comitê de Bacia: O que É e o que Faz? (500 vagas / 1 turma)

– Comitê de Bacia: Práticas e Procedimentos (500 vagas / 1 turma)

– Estruturação da Gestão Ambiental Municipal (1.000 vagas / 1 turma)

– Medindo as Águas do Brasil: Noções de Pluviometria e Fluviometria (1.000 vagas / 4 turmas)

– Monitoramento da Qualidade da Água (1.000 vagas / 1 turma)

Os interessados podem se inscrever em até dois cursos simultaneamente e receberão a confirmação de matrícula no primeiro dia de cada capacitação. Os alunos que conseguirem 60% de aproveitamento nas avaliações terão direito a um certificado, sendo que o tempo de duração das atividades pode ser menor que o previsto, conforme o desempenho de cada um. Para facilitar a aprendizagem, os conteúdos são estruturados por meio de uma navegação sequencial entre módulos.

Previsto para acontecer de 24 de novembro a 6 de dezembro, com carga de 20 horas, o curso Comitê de Bacia: o que É e o que Faz? busca ensinar as atribuições e responsabilidades desses colegiados, além de incentivar a participação da sociedade na gestão da água. Também com 20 horas de carga e no mesmo período, o tema Comitê de Bacia: Práticas e Procedimentos tem com foco o funcionamento da estrutura organizacional dos comitês, visando a melhorar o processo de gestão de recursos hídricos.

Com carga prevista de dez horas, o curso Medindo as Águas do Brasil: Noções de Plu e Fluviometria tem 1.000 vagas, divididas em quatro turmas. As atividades acontecem de 24 a 29 de novembro, de 30 de novembro a 6 de dezembro, de 7 a 13 de dezembro e de 14 a 20 de dezembro. A capacitação visa a ampliar o conhecimento dos alunos sobre medições e monitoramento das águas da chuva e dos rios, organização estrutural de gerenciamento das informações coletadas, uso e importância das informações coletadas, automação na coleta de dados e a Rede Hidrometeorológica Nacional.

A atividades do curso Água na Medida Certa também têm carga prevista de 20 horas. As 1.000 vagas disponíveis são para duas turmas, sendo a primeira de 24 de novembro a 6 de dezembro e a segunda de 7 a 20 de dezembro. A capacitação busca ampliar o conhecimento dos participantes sobre recursos hídricos, a partir de reflexões sobre conceitos e informações sobre a disponibilidade, distribuição e quantidades de água no planeta.

O curso Estruturação da Gestão Ambiental Municipal, oferecido pela ANA em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), tem carga de 40 horas e oferece 1.000 vagas. O objetivo da capacitação é apresentar linhas gerais para o fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e sua inter-relação com os demais instrumentos e atores da gestão municipal, entre os quais a Política Nacional de Recursos Hídricos. Neste caso, as atividades acontecem entre 24 de novembro a 20 de dezembro.

Para o curso Monitoramento da Qualidade da Água de Rios e Reservatórios, a ANA oferece 1.000 vagas. A capacitação também está prevista para o período entre 24 de novembro e 20 de dezembro, com carga de 40 horas. O objetivo é promover a reflexão sobre conceitos e ferramentas de monitoramento de qualidade da água em atendimento à Política Nacional de Recursos Hídricos e demais normas legais e institucionais sobre o tema.

Capacitação

A ANA realiza capacitações para as entidades que compõem o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e para toda a sociedade brasileira. O objetivo dos cursos é estimular a conservação e o uso sustentável da água, além da participação cidadã na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Em 2014, a Agência capacitou mais de 22 mil pessoas. Para 2015, a expectativa é bater este recorde com mais de 33 mil alunos. Saiba mais no Portal da Capacitação da ANA e assista à animação sobre os cursos realizados pela Agência.

Fonte: ANA

18:12 · 16.09.2015 / atualizado às 18:12 · 16.09.2015 por
Vicente Andreu destacou que, mesmo com uma excelente gestão de recursos hídricos, o Estado a situação pode ficar crítica em 2016 foto: Rubens Fraulini
Vicente Andreu destacou que, mesmo com uma excelente gestão de recursos hídricos, a situação pode ficar crítica no Ceará em 2016 foto: Rubens Fraulini

Por Maristela Crispim

Foz do Iguaçu. Em entrevista exclusiva, concedida durante o  Encontro de Experiências Pioneiras e Inovadoras de Iniciativas Sociais na Gestão da Água, que termina até amanhã, em Foz do Iguaçu, no Paraná, o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, destacou que as ações de gestão de águas do Estado do Ceará servem de exemplo para os demais.

Ele afirmou que, mesmo não sendo um especialista na área de Meteorologia, nas diversas reuniões das quais tem participado, sempre escuta que uma das regiões do Planeta onde o comportamento climático é mais bem definido é o Semiárido brasileiro, onde se tem um conhecimento que não existe em outros lugares. Ele disse que a região tem um sinal muito vinculado a dois fatores. O estabelecimento do El Niño, que é o aquecimento das águas do Pacífico e o Dipolo no Atlântico, ou seja, temperaturas mais altas no Norte do Atlântico.

Cenário preocupante

“O predominante, segundo os climatologistas, é que El Niño forte significa chuva no Sul e seca no Semiárido. Os institutos brasileiros ainda estão apontando um El Niño de moderado a fraco com perspectiva de intensificação. Já os institutos dos Estados Unidos e da Inglaterra apontaram uma possibilidade que seja intensificado, um dos quatro maiores identificados na história, e que possa ir até setembro. Se essa previsão se consolidar, teremos um cenário extremamente preocupante, uma vez que nós já estamos no quarto ano de seca”, ressaltou.

“O caso do Ceará é emblemático. É o Estado brasileiro que mais avançou na gestão dos recursos hídricos, sem dúvida nenhuma, seja pela construção de reservatórios, seja pela Cogerh (Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos), ele é um Estado que avançou muito. Mas, quando nós olhamos a situação de vários reservatórios do Estado, nós percebemos que, mesmo com todo esse avanço do ponto de vista da gestão, a natureza acaba tendo um impacto muito grande. Então o cenário para 2016 ainda é infelizmente muito preocupante”, afirmou.

Transposição de águas

Andreu destacou, ainda, que, no caso específico do Semiárido brasileiro, a estratégia mais fundamental agora é a conclusão das obras de transposição de águas do Rio São Francisco. “É fundamental, na nossa opinião, que as obras sejam concluídas no menor tempo possível. Hoje está prevista a conclusão dos dois trechos do canal leste e norte até dezembro de 2016. É preciso não só manter esse cronograma, sem possibilidade de atraso, como, se possível, antecipá-lo. No caso do Ceará, a integração dessas águas, oferece uma segurança hídrica, em particular para a região de Fortaleza, mas não apenas”, concluiu.

20:43 · 28.05.2015 / atualizado às 08:56 · 29.05.2015 por

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O Fórum Setorial de Responsabilidade Ambiental é uma iniciativa preparatória e complementar do Encontro Intercontinental sobre a Natureza (O2), realizado em novembro dos anos ímpares, em Fortaleza. Nesta sexta-feira (29 de maio), o tema em discussão será “Ações de convivência com a seca”, na sede do Banco do Nordeste (BNB), no bairro Passaré.
Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (Ihab), promove, na última sexta feira de maio e novembro (anos pares) e maio dos anos impares, o Fórum Multissetorial de Responsabilidade Ambiental, onde lideranças do governo, da iniciativa privada e da sociedade civil são estimulados a discutir e buscar formular estratégias para, de forma integrada, endereçar temas e questões relacionados ao meio ambiente tendo por base os conceitos de Desenvolvimento Sustentável e Produção mais Limpa.
TEMA CENTRAL: AÇÕES DE CONVIVÊNCIA COM A SECA
PROGRAMAÇÃO
08h – Recepção
08h30 – Abertura
09h – PAINEL 1
Políticas e Ações Estruturantes do Governo do Estado do Ceará para a Convivência com a Seca
Francisco José Teixeira Coelho – titular da Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará (SRH)
Casos Exitosos e Projetos Inovadores
10h – CASO 1
Abastecimento da População Difusa por Meio de Cisterna
Neyara Araújo Laje – coordenadora dos Quintais Produtivos da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará (SDA)
10h40 – Coffee Break
11h – CASO 2
Monitoramento e Controle de Reserva Hídrica em Situação de Escassez
João Lucio Farias – presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh)
11h40 – MESA REDONDA
Mediador: Antônio Rodrigues Amorim – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce)
12h30 – Apresentação Artística de Eco Arte Cultura
13h – Almoço BNB
14h30 – PAINEL 2
Assistência, Abastecimento e Qualidade de Água nos Municípios do Semiárido Brasileiro
Regino Antônio de Pinho Filho – superintendente Estadual no Ceará da Fundação Nacional da Saúde (Funasa)
Casos Exitosos e Projetos Inovadores
15h30 – CASO 3
Rede Estratégica de Poços no Semiárido Brasileiro
Fernando A. C. Feitosa – assessor da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial (DHT) da Companhia de Pesquisas em Recursos Minerais (CPRM) – Serviço Geológico do Brasil
16h10 – Coffee
16h30 – CASO 4
Modelo, Aplicação e Resultado do Saneamento para Promoção da Saúde
Vitória Laura da Silva Mendes – chefe de Divisão de Engenharia e Saúde Pública da Fundação Nacional da Saúde (Funasa)
17h10 – MESA REDONDA
Mediador: Francisco José Teixeira (Dedé Teixeira) – titular da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará (SDA)
18h – Apresentação Artística de Eco Arte Cultura
18h30 – Encerramento
Mais informações:
E-mail: forum@ihab.org.br
Telefone: 3262-1559
Inscrições no local
Fonte: Ihab

09:17 · 22.03.2015 / atualizado às 09:36 · 22.03.2015 por

 

A ANA destaca que a seca foi severa no Semiárido, com situação crítica nos Inhamuns e Sertão Central do Ceará Ilustração: Lincoln Souza
A ANA destaca que a seca foi severa no Semiárido, com situação crítica nos Inhamuns e Sertão Central do Ceará Ilustração: Lincoln Souza

Por Fernando Maia

Fortaleza. Para celebrar o Dia Mundial da Água, neste domingo, a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou, na última sexta-feira, encarte especial sobre a crise hídrica, que acompanha o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos – Informe 2014. O documento salienta a grande quantidade de municípios no Nordeste com baixa garantia hídrica. “No triênio 2012 a 2014, destaca-se a situação extremamente crítica no Semiárido, onde foram observadas secas com tempos médios de recorrência superiores a 100 anos, em 2012 e 2013, sendo que em 2014 houve chuvas com frequência normal, mas abaixo da média”.

Segundo o encarte, “a seca foi particularmente severa no Sertão, com situação crítica no Sertão dos Inhamuns e Central do Ceará, classificados como extremamente secos, em comparação com a série histórica. No triênio da seca no Nordeste, o primeiro ano foi crítico em termos climáticos, ocasionando situações dramáticas, com mananciais e estoques sendo deplecionados (descarregados) acentuadamente, seguido de dois anos com pouca precipitação, caracterizados como anos secos”.

Em termos de reserva hídrica, o documento ressalta que “nesses três anos, tem ocorrido o uso compulsório dos estoques de água sem que tenha havido chuva capaz de amenizar ou promover qualquer recarga nos açudes do Semiárido, estratégicos para a população da região. O nível dos reservatórios do Nordeste caíram de 61,7%, em maio de 2012, para 25,3%, em março deste ano. As ações de regulação no Nordeste neste período variaram da redução da vazão de defluência (sucessão) de água dos reservatórios até a fixação de dias alternados para captação de água em rios e açudes ou mesmo a suspensão temporária dos usos”.

Na mesma data, a ANA lançou o site da Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil. Segundo seus idealizadores, “o objetivo da página é apresentar as informações mais atuais sobre diversos aspectos do setor de recursos hídricos, consolidadas pela ANA, de forma simples e objetiva. No portal, há informações sobre seis grandes temas: quantidade de água, qualidade, usos do recurso, balanço hídrico, eventos críticos (secas e cheias) e gestão”.

Sem renovação

O professor de Hidrologia da Universidade de Fortaleza (Unifor) Rogério Campos, que é doutor em Recursos Hídricos, lembra que, pela característica climática da nossa região, há pouca renovação das águas dos reservatórios. O especialista enfatiza que, há praticamente quatro anos, a água acumulada não sangra nos açudes. “Além desse fator, aqueles mananciais, que têm fontes poluidoras no seu entorno, se tornam mais vulneráveis do ponto de vista da qualidade da água. Quando os açudes só acumulam, ou seja, não sofrem renovação, a tendência é que exista uma concentração maior de poluentes”, explica.

Mudança

Dentre as medidas que poderiam ser adotadas para minimizar esse problema, o professor Rogério Campos sugere uma mudança de atitude. “Seria muito importante que as válvulas de fundo fossem abertas nos período de sangria para liberar as águas mais profundas, permitindo, assim, a sua renovação. Acontece que ocorre o contrário. Quando os açudes enchem, a válvulas de fundo permanecem fechadas. Com isso, a água mais profunda continua lá e a nova, fruto da recarga ocasionada pelas chuvas, vai embora pelo sangradouro”. Embora não entre nessa questão de forma direta, como faz questão de ressaltar o especialista, a evaporação, de certa forma, contribui também para tornar precária a qualidade da água, “à medida que, quanto maior a evaporação, mais os poluentes se concentram”.

Para o professor Rogério Campos, é preciso combater as fontes poluidoras que assolam nossos açudes. “Isso precisa ser feito imediatamente. Não se pode admitir que o pouco de água que temos sofra esse processo de poluição. Devemos, além de tratar os esgotos, punir quem estiver poluindo”, completa.

Conjuntura

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam para uma situação preocupante no Planeta em relação aos recursos hídricos. Segundo a OMS, sete pessoas morrem por minuto no mundo por ingerir água insalubre. Nada menos que 768 milhões de pessoas não têm acesso à água tratada no Planeta, de acordo com OMS e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A falta de saneamento, que acaba poluindo os mananciais, é outra questão preocupante. A OMS e a Unicef apontam que 2,5 bilhões de pessoas vivem sem saneamento básico adequado no mundo. O que é contraditório nessa história é que cada R$ 1,00 investido em saneamento básico representa R$ 4,00 de economia gastos com a saúde, conforme cálculo da OMS.

* O texto acima integra série de reportagens especiais publicada no caderno Regional do Diário do Nordeste a partir do  Dia de São José (19 de março). A série tratou das chuvas e da religiosidade; da rede de açudagem do Ceará e da interligação das bacias; das tecnologias sociais que têm permitido que agricultores familiares convivam com as adversidades climáticas; e, por fim, no Dia Mundial da Água (22 de março), esta reflexão sobre a escassez e a qualidade do bem mais essencial à existência da vida. Boa leitura!

Caderno1

Matéria1 http://bit.ly/199GyJm

Matéria2 http://bit.ly/1MXQRO8

Matéria3 http://bit.ly/1LACbcm

Matéria4 http://bit.ly/1BXekvK

Caderno2

Matéria1 http://bit.ly/1Ha99K9

Matéria2 http://bit.ly/1bk19fV

Matéria3 http://bit.ly/1xGDmv7

Matéria4 http://bit.ly/1DG8imC

Caderno3

Matéria1 http://bit.ly/1xnSEu8

Matéria2 http://bit.ly/1BZzTfk

Materia3 http://bit.ly/1CHHxyg

Matéria4 http://bit.ly/1CHHCCb

PáginaDiaMundialdaÁgua

http://bit.ly/1C1XPP7

 

08:29 · 03.11.2014 / atualizado às 08:30 · 03.11.2014 por
A pós-graduação Lato Sensu em Elaboração e Gerenciamento de Projetos para a Gestão Municipal de Recursos Hídricos recebe inscrições até o dia 10 de novembro Foto: Kid Júnior / Agência Diário
A pós-graduação Lato Sensu em Elaboração e Gerenciamento de Projetos para a Gestão Municipal de Recursos Hídricos recebe inscrições até o dia 10 de novembro Foto: Kid Júnior / Agência Diário

A Agência Nacional de Águas (ANA) em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) abre inscrição para o curso de pós-graduação Lato Sensu em Elaboração e Gerenciamento de Projetos para a Gestão Municipal de Recursos Hídricos na modalidade semipresencial. São ofertadas 200 vagas gratuitas até o dia 10 de novembro, quando o prazo de inscrições termina.

O curso tem o objetivo de capacitar técnicos dos serviços municipais a atuarem na concepção, captação de recursos, implementação e prestação de contas de projetos ligados às políticas de âmbito municipal (ambiente, saneamento, uso e ocupação do solo) com potencial impacto sobre os recursos hídricos.

Para concorrer a uma das 200 vagas dessa primeira turma o candidato deverá cumprir três requisitos básicos:

1) Possuir graduação em qualquer área do conhecimento

2) Ser servidor com vínculo efetivo com a administração pública municipal, estadual ou federal

3) Estar liberado e autorizado pelo órgão de origem para as atividades presenciais e a distância oferecidas pelo curso

Uma comissão de avaliação formada por representantes da ANA e do IFCE avaliará e validará as inscrições, tendo como base os critérios definidos no Edital PRPI/DEAD nº 001/2014. Os resultados de todas as etapas do processo seletivo serão publicados no site http://prpi.ifce.edu.br/ifce_ana.

A duração do curso está estimada em 18 meses, com três encontros presenciais nos 12 primeiros meses da capacitação nas cidades polo definidas no edital, a saber: Manaus, Fortaleza, Brasília, São Paulo e Florianópolis, de acordo com a respectiva região geográfica.

O curso é gratuito e as despesas com deslocamento, hospedagem e alimentação correrão a expensas dos participantes ou de suas instituições de origem.

O resultado final da seleção deverá ocorrer na data provável de 21 de novembro, com divulgação no site do IFCE. O início das aulas está previsto para ocorrer no dia 1º de dezembro de 2014.

Vertente indutora

Como instituição responsável pelo desenvolvimento de ações de capacitação no âmbito do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), a ANA identificou a demanda para formação especializada de técnicos atuantes nos municípios brasileiros e, de forma inédita no Brasil, apoiou o IFCE na estruturação do curso de pós-graduação Lato Sensu em Elaboração e Gerenciamento de Projetos para a Gestão Municipal de Recursos Hídricos.

A expectativa da Agência é capacitar, em duas turmas, 600 profissionais e, assim, permitir que os municípios tenham as aptidões e o conhecimento necessários para captar recursos para financiamento nas áreas de saneamento, meio ambiente e planejamento do uso do solo.

Mais Informações:

www.ana.gov.br

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)

Agência Nacional de Águas (ANA)

Fones: (61) 2109-5103/5129/5495/5110

E-mail: comunicacao@ana.gov.br

Fonte: Agência Nacional de Águas

15:25 · 08.11.2013 / atualizado às 15:25 · 08.11.2013 por

O2

Com o objetivo de discutir às questões ambientais e pensar alternativas em prol da sustentabilidade da natureza será realizada,em Fortaleza, a sexta edição do Encontro Intercontinental sobre a Natureza (O2), de 12 a 14 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará, uma promoção do Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (Ihab).
De acordo com o presidente do Ihab, o geólogo Clodionor Araújo, essa temática é vital para todos os setores sociais e econômicos:  “Segurança hídrica significa garantir que ecossistemas de água doce, costeira e outros relacionados sejam protegidos e melhorados; que o desenvolvimento sustentável e a estabilidade política sejam promovidos; que cada pessoa tenha acesso à água potável suficiente a um custo acessível para levar uma vida saudável e produtiva; e que a população vulnerável seja protegida contra os riscos relacionados à água”.
O crescimento urbano desordenado, outro fenômeno intercontinental, também será discutido no evento. Atualmente, o Brasil possui cerca de 192 milhões de habitantes e as cidades não estão preparadas, nem estruturadas e cada vez mais apresentam problemas relacionados ao uso do solo, deslizamentos, produção de lixo e saneamento básico, entre outros.
A sexta edição do O2 vai promover outros debates sobre as diversas questões ambientais e traz a Fortaleza pesquisadores internacionais, como Ricardo Sandoval Minero (do México), Bimo Nkhata (África), Eimar Karar (África) e Christopher Scott (Arizona). Além de destaques nacionais, como Vicente Andreu Guillo, da Agência Nacional de Águas (ANA); Thales de Queiroz Sampaio, do Serviço Geológico do Brasil; Lazaro Valentim Zuquette, do Departamento de Geotecnia da USP/São Carlos.
O público terá oportunidade, ainda, de conhecer estudos, experiências e ações de manejo ecológico, participar de palestras, cursos, e visitar a Feira Proeco, que apresentará negócios sustentáveis de sucesso. Uma exposição fotográfica com as mais interessantes ações de reciclagem também será uma atração do evento.
As inscrições podem ser realizadas na sede do Ihab, na Rua Ildefonso Albano, 820, Meireles ou pela Internet: www.ihab.org.br
Mais informações
Encontro Intercontinental sobre a Natureza (O2)
Data: 12 a 14 de novembro de 2013
Local: Centro de Eventos – Av. Washington Soares, 1141
Inscrições: IHAB – Rua Ildefonso Albano, 820, Meireles / (85) 3262.1559 / www.ihab.org.br

14:03 · 22.03.2013 / atualizado às 14:03 · 22.03.2013 por
Em avaliação do Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica, em 2012, a água do Rio Cocó, em Fortaleza, foi classificada como “regular” Foto: Tuno Vieira

Por Maristela Crispim

Hoje é o Dia Mundial da Água e, desde o começo deste mês, recebi mais de quatro dezenas de e-mails de assessorias de imprensa de empresas interessadas em mostrar ao público suas ações de sustentabilidade na área de recursos hídricos. A superlotação da minha caixa, neste caso, demonstra que, de um jeito ou de outro, alguém está preocupado pelo menos em mostrar que dá importância a esse bem fundamental à existência da vida.

Entre as informações que recebi, não de empresas ou indivíduos, mas de pesquisas ou de iniciativas globais, locais ou governamentais visando mostrar diagnósticos, mobilizar ou estruturar políticas de gestão racional dos recursos hídricos, destaco algumas abaixo.

Qualidade das águas dos rios

O projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante” da Fundação SOS Mata Atlântica, viajou por 21 cidades das regiões Sudeste e Nordeste em 2012, realizando atividades de educação ambiental. Entre essas ações, está a análise da qualidade da água de um manancial de cada cidade.

Entre janeiro e dezembro de 2012, foram analisados 30 rios de nove Estados brasileiros e nenhum obteve resultado satisfatório. Desse total, 26 foram analisados pela primeira vez. Entre os rios já analisados em outros anos, três pioraram seus índices e um se manteve na mesma classificação.

“A iniciativa tem o papel de provocar uma reflexão sobre a importância do cuidado com a água nas cidades brasileiras e mostrar como as ações cotidianas podem impactar a qualidade da água que bebemos”, afirma Romilda Roncatti, coordenadora da exposição itinerante da Fundação SOS Mata Atlântica.

Para o monitoramento, foi feita a coleta de água usando um kit desenvolvido pelo Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica, que possibilita uma análise que engloba 14 parâmetros físico-químicos, entre eles transparência, lixo e odor.

O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

“Esse monitoramento tem caráter educativo e não tem valor pericial, pois a proposta é apresentar uma percepção ambiental sobre a região analisada”, esclarece Malu Ribeiro, coordenadora do Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica.

Dos 30 corpos d’água monitorados, 70% foram classificados como “regular” e 30% no nível “ruim”. Nenhum dos pontos de coleta conseguiu a soma necessária para alcançar os níveis “bom” ou “ótimo”.

No caso do Ceará, foram analisados os dois principais rios da Capital, Fortaleza, de 3 a 15 de julho do ano passado. Com 30 pontos, o Rio Cocó foi classificado como “regular”; já o Rio Maranguapinho, com 26 pontos, ficou na categoria “ruim”. “Infelizmente, os monitoramentos indicam que os rios de nossas cidades estão, de maneira geral, com qualidade bem longe do ideal, um alerta para que as pessoas fiquem atentas e cobrem do poder público ações para transformar essa realidade”, conclui Malu.

Programa Rede das Águas

A Rede das Águas é um programa de informação e intercâmbio voltado à mobilização social para a gestão integrada da água e da floresta, além do fortalecimento e aprimoramento de políticas públicas e reúne os projetos da Fundação SOS Mata Atlântica relacionados ao tema água. Consolidou-se como ferramenta de mobilização no setor de recursos hídricos e possibilitou o início das atividades de educação ambiental e mobilização ligadas ao tema água em rede social.

Um exemplo é o Observando os Rios, uma metodologia composta por kits de monitoramento da qualidade da água utilizada hoje em diversas bacias hidrográficas brasileiras, de dez Estados do bioma Mata Atlântica (SP, MG, PR, SC, RS, RJ, AL, CE, PE. GO e DF).

Mais informações no site: www.rededasaguas.org.br.

Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental.

A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas.

Investir em eficiência

Um dos nossos principais entraves está na qualidade, já que temos grandes problemas no setor de saneamento. Para o Instituto Tratabrasil, o avanço do saneamento básico no País depende da melhorias na gestão do setor, em especial nas perdas. Destaca que, em 2010, as perdas de faturamento das empresas operadoras com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água, alcançaram, na média nacional, 37,5%.

O estudo do Instituto Tratabrasil “Perdas de água: entraves ao avanço do saneamento básico e riscos de agravamento à escassez hídrica no Brasil”, desenvolvido pelos professores doutores Rudinei Toneto Jr., da USP-Ribeirão Preto e Carlos Saiani, do Instituto Mackenzie, destaca que no Nordeste as oscilações dos índices de perdas são notáveis, sendo menor no Ceará (21,76%) e maior em Alagoas (65,87%).

“O estudo e suas simulações mostram que mesmo pequenos ganhos, como reduções de 10% nas perdas atuais, resultariam em recursos financeiros muito importantes para melhorar o fornecimento de água, mas também a expansão das redes de esgoto e tratamento no Brasil. Níveis de perdas tão altas, como os das regiões Norte e Nordeste, fazem com que em muitos casos a arrecadação com o fornecimento de água não seja suficiente sequer para pagar os custos desses serviços. Esse quadro inibe os investimentos necessários para que muitos brasileiros tenham condições de viver dignamente”, comenta Édison Carlos, presidente executivo do Instituto.

Instituto Trata Brasil

O Trata Brasil é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), iniciativa de responsabilidade socioambiental que visa à mobilização dos diversos segmentos da sociedade para garantir a universalização do saneamento no País.

Criado em julho de 2007, tem como proposta informar e sensibilizar a população sobre a importância e o direito de acesso à coleta e ao tratamento de esgoto e mobilizá-la a participar das decisões de planejamento em seu bairro e sua cidade; cobrar do poder público recursos para a universalização do saneamento; apoiar ações de melhoria da gestão em saneamento nos âmbitos municipal, estadual e federal; estimular a elaboração de projetos de saneamento e oferecer aos municípios consultoria para o desenvolvimento desses projetos, e incentivar o acompanhamento da liberação e da aplicação de recursos para obras.

Incentivo financeiro

Para celebrar a data de hoje, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Agência Nacional de Águas (ANA) lançaram ontem um programa de incentivo financeiro, por meio de pagamentos por resultados, para fortalecer a gestão das águas nos Estados. Além do lançamento do Pacto das Águas, foi assinado aditivo ao acordo de cooperação entre o MMA, a ANA e a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República para a criação de um núcleo de pensamentos estratégicos para a área de Recursos Hídricos.

Questão de prioridade

Quando a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), em 2000, a água e o saneamento ficaram relegados a um segundo plano. Desde o ano passado, quando, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), a ONU iniciou a formulação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para sua agenda posterior a 2015, há uma campanha para destacar a importância da água e do saneamento.

Por isso, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou, na segunda quinzena de dezembro, a campanha Ano Internacional da Cooperação pela Água 2013, destinada ao Dia (22 de março) e ao Ano Internacional da Água.

Cinco objetivos

1. Conscientizar sobre a importância, os benefícios e os desafios da cooperação em questões relacionadas à água

2. Gerar conhecimento e construir capacidades em prol da cooperação pela água

3. Provocar ações concretas e inovadoras em prol da cooperação pela água

4. Fomentar parcerias, diálogo e cooperação pela água como prioridades máximas, mesmo após 2013

5. Fortalecer a cooperação internacional pela água para abrir caminho para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) defendidos por toda a comunidade que trata sobre água e atendendo às necessidades de todas as sociedades

Ficou a cargo da Unesco a organização das atividades, por se tratar de organização multidisciplinar que combina as ciências naturais e sociais, educação, cultura e comunicação. Dada a natureza intrínseca da água como um elemento transversal e universal, o Ano Internacional de Cooperação pela Água naturalmente abraça e toca em todos esses aspectos.

O objetivo é aumentar a conscientização, no potencial para uma maior cooperação, e sobre os desafios da gestão da água em função do aumento da demanda por acesso, distribuição e serviços.

O Ano destaca a história de iniciativas de cooperação de sucesso com o recurso, assim como identifica problemas envolvendo educação, diplomacia, gestão transfronteiriça, a cooperação de financiamento nacionais e / ou internacionais, quadros legais e apoia a formulação de novos objetivos que vão contribuir para o desenvolvimento dos recursos hídricos de forma verdadeiramente sustentável.