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Categoria: Manejo Florestal


16:49 · 07.05.2015 / atualizado às 16:49 · 07.05.2015 por

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Está aberto até 13 de maio o processo seletivo de candidatos ao Curso de Formação em Manejo Florestal Sustentável Integrado na Caatinga, que será ministrado de 25 de maio a 3 de junho, com carga horária de 80 horas, incluindo aulas teóricas e práticas, a serem realizadas na sede e na Estação Experimental do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), em Campina Grande (PB).

O objetivo é oferecer formação complementar para profissionais de instituições públicas e da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) que atuam em ações de planejamento, gestão e extensão na Caatinga. A formação deve orientar esses profissionais quanto ao planejamento, elaboração, implementação e acompanhamento de planos de manejo florestal na Caatinga, bem como quanto a critérios para a elaboração e avaliação dos planos de manejo submetidos à aprovação de órgãos ambientais; capacitar técnicos de órgãos estaduais que prestam assistência técnica aos produtores rurais e aqueles que atuam, por intermédio de Organizações Não Governamentais (ONGs), junto a produtores rurais em atividades de manejo florestal.

O Curso é uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), do Departamento de Combate Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (DCD/MMA) e do Centro de Produção Industrial Sustentável da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (Cepis/PaqTcPB), em parceria com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Insa, Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e Fundação Araripe.

Inscrições

O Curso será destinado a engenheiros florestais e profissionais de áreas afins que trabalham no serviço público federal, estadual ou organizações da sociedade civil da região Nordeste que atuem em ações de planejamento, gestão e extensão na Caatinga.

Para se inscrever no processo seletivo o candidato deverá enviar currículo e carta de interesse, por meio da qual justifique as razões para participar do curso.

As inscrições deverão ser efetuadas pelo e-mail: cursoflorestal@cepis.org.br

A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 15 de maio, pelo site: www.cepis.org.br ou www.insa.gov.br

Para acessar o edital, clique aqui

Mais informações: (83) 2101-9043

Fonte: Insa

10:05 · 03.01.2014 / atualizado às 10:05 · 03.01.2014 por
Umbuzeiro é uma das espécies relevantes para o manejo florestal de produtos não madeireiros Foto: Embrapa
Umbuzeiro é uma das espécies relevantes para o manejo florestal de produtos não madeireiros Foto: Embrapa

Aproximadamente 150 extensionistas que atuam na Caatinga se tornarão multiplicadores do conhecimento sobre o uso sustentável desse bioma para comunidades rurais com o auxílio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF), gerido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Os técnicos, ligados a cinco entidades dos Estados da Bahia, Ceará e Pernambuco, vêm participando de um curso em módulos sobre o manejo florestal. Eles já tiveram os módulos sobre os recursos florestais, ecologia e uso múltiplo da Caatinga (como produção de mel, frutas nativas e fitoterápicos). Agora vão concluir a capacitação com o conteúdo sobre princípios técnicos e práticas do manejo.

As informações obtidas poderão ser aplicadas na assistência a pequenos produtores rurais, seja com aqueles que ainda não realizam manejo, mas desejam iniciá-lo, seja com agricultores familiares que já extraem produtos e precisam de apoio técnico.

Segundo o coordenador técnico da Associação Regional da Escola Família Agrícola do Sertão (Arefase), Nelson Lopes, os agricultores demandam assistência para manejar a Caatinga de maneira sustentável. “A gente é desafiado, como profissional, a mostrar como trabalhar de forma diferente, sustentável”, diz.

No norte da Bahia, onde a Arefase atua, uma característica marcante é o uso coletivo do fundo de pasto, áreas de até 3 mil hectares onde animais são criados soltos e a vegetação é preservada. Entre os principais interesses dos agricultores familiares está o manejo florestal dos produtos não madeireiros – como forragem para os animais, frutos e fibras – com o uso de técnicas aliadas ao conhecimento que possuem.

Com a capacitação realizada para extensionistas, o SFB busca fortalecer o manejo por meio de uma de suas principais pontas, que é o profissional atuante no campo. Ao mesmo tempo em que esse técnico leva uma alternativa de uso sustentável, contribui para geração de renda e conservação do bioma.

Calendário

As capacitações para os extensionistas começaram entre outubro e novembro e terminarão em fevereiro de 2014. A parte final da capacitação vai abordar temas como histórico da adoção do manejo, integração das práticas do manejo ao sistema produtivo tradicional, aumento da renda, mercados, além das técnicas em si do manejo madeireiro, como talhonamento e ciclo e intensidade de corte.

As instituições que recebem as capacitações são, além da Efase (escola mantida pela Arefase), o Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não Governamentais Alternativas, de Pernambuco; o Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe, de Pernambuco; o Centro de Capacitação e Assessoria Técnica, do Ceará; e o Instituto de Integração e Desenvolvimento Ambiental e Social, também do Ceará.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro

11:10 · 11.07.2013 / atualizado às 11:48 · 11.07.2013 por
Área em processo de desertificação em Cabrobó (PE) visitada por nossa equipe em março deste ano Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
Área em processo de desertificação, em Cabrobó (PE), visitada por nossa equipe em março deste ano Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

O manejo florestal integrado de uso múltiplo é uma das prioridades apontadas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) para áreas semiáridas, no sentido da combate à desertificação. Para discutir o tema e subsidiar o Banco do Nordeste (BNB) e o Fundo Clima nas ações de crédito da atividade, o MMA promove, hoje (11), na sede do BNB, em Fortaleza, oficina de capacitação sobre manejo florestal de uso múltiplo. O evento reúne profissionais da área florestal, técnicos do governo e representantes da sociedade ligados à agenda.

“Dentre os compromissos do MMA para o combate à desertificação, o fortalecimento do manejo florestal integrado de uso múltiplo é uma das prioridades nos espaços semiáridos, fazendo frente ao desmatamento, sendo alternativa para a questão energética, o suporte forrageiro e os produtos não madeireiros”, analisa o diretor do Departamento de Combate à Desertificação da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Francisco Campello, que também é secretário-executivo da Comissão Nacional de Combate à Desertificação.

Segundo o MMA, as atividades de incentivo ao uso do manejo florestal integrado de uso múltiplo são implantadas pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) com apoio do Departamento de Combate à Desertificação do Ministério e o Núcleo Caatinga.

“O MMA por meio do Fundo Clima, do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF) o Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal, vêm trabalhando numa agenda para dar visibilidade a esse importante instrumento que promove a segurança alimentar, hídrica, energética e da biodiversidade”, explica Campello.

Ele destaca o esforço do Fundo Clima para aprimorar as ações com o BNB visando linha de crédito que possa difundir as práticas de manejo florestal associada ou não à melhoria tecnológica dos segmentos cerâmico e gesseiro.

Para ele, a abordagem técnica do tema requer o questionamento de alguns pontos, como o financiamento do manejo silvipastoril, cujo objeto é a segurança alimentar dos rebanhos, formação de pastagem apícola e o subproduto é lenha que pode ser incorporada no mercado de biomassa florestal e como criar capital de giro para as atividades de custeio.

Reportagem especial

A desertificação é um dos principais problemas do Semiárido, atingindo, segundo o próprio MMA, quatro núcleos: Gilbués (PI), Irauçuba (CE), Seridó (RN) e Cabrobó (PE). Já são 200 mil quilômetros totalmente degradados. Se juntarmos aos 400 quilômetros onde esse processo é mais moderados, temos 600 mil quilômetros de terras inadequadas para a agriculturas ou outras finalidades.

Sobre o tema, o Diário do Nordeste publicou dois cadernos especiais, nos dias 5 e 7 de abril de 2013, intitulados “Deserto avança” e “Deserto contido”. Para isso, visitamos todos eles e constatamos que o mau uso dos recursos naturais e o manejo inadequado da terra provocaram o problema. Em Gilbués, encontramos voçorocas gigantescas; em São José do Seridó, o pasto virou pedra; em Cabrobó, o solo ficou completamente salinizado.

O processo de desertificação é lento e silencioso. A recuperação de terras degradadas é demorada e o custo é altíssimo. Tendo em vista essa realidade, procuramos mostrar o que vem sendo feito para mitigar ou até reverter o problema.

Mostramos o trabalho que a Articulação do Semiárido (ASA) vem desenvolvendo na Região, garantindo água para o consumo básico e também para a produção, de uma forma sustentável, por meio da construção de cisternas associada à troca de experiências entre os agricultores familiares para a conservação do solo e da biodiversidade para garantir a manutenção dos serviços ambientais.

Descobrimos que o Instituto do Semiárido (Insa) está fazendo novo levantamento para delimitar as áreas que sofrem com a desertificação e que também desenvolve técnicas para fazer face ao problema da desertificação com elementos da própria Caatinga, a baixo custo. Até o fim do ano pretende lançar uma cartilha orientando os agricultores a lidar com a degradação extrema de terra.

Em Afogados da Ingazeira (PE) encontramos o engenheiro mecânico José Artur Padilha, que desenvolveu o Conceito Base Zero. Por meio de barragens subterrâneas em formato de arco romando deitado, ele armazena água no subsolo, evitando a evaporação que rouba quase a metade do potencial dos nossos mananciais hídricos de superfície.

Com informações do MMA

09:43 · 14.11.2012 / atualizado às 09:43 · 14.11.2012 por

Por abrigar a maior floresta tropical do Planeta, o Brasil tem a responsabilidade de preparar seus jovens para a gestão desse rico patrimônio natural e cultural. Pensando nisso, a Fundação Roberto Marinho, o Fundo Vale e o Governo do Estado do Pará lançaram ontem, dia 13 de novembro, em Belém, o Florestabilidade, um projeto de educação que visa despertar vocações para carreiras ligadas ao manejo florestal e oferecer recursos pedagógicos para professores e técnicos da extensão rural da Amazônia. O projeto conta com apoio do Serviço Florestal Brasileiro.

A cerimônia de lançamento foi realizada no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas de Belém, e contou com a presença do governador do Estado, Simão Jatene; do presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho; de educadores; estudantes; manejadores e técnicos extensionistas; além de parceiros.

“O projeto Florestabilidade nasceu da necessidade de propagar os valores econômicos, sociais e ambientais do manejo florestal. O escopo do programa é amplo e aborda as três principais utilizações da floresta: como bem de produção, como meio de vida e como serviço ambiental”, explica Andrea Margit, gerente de Meio Ambiente da Fundação Roberto Marinho.

Utilizando como base uma metodologia pedagógica aprimorada pela Fundação Roberto Marinho ao longo de mais de duas décadas, o Florestabilidade será inicialmente aplicado em parceria com os órgãos ambientais do Estado do Pará, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-PA). Entre 19 e 30 de novembro, 100 técnicos da Emater-PA serão formados pelo projeto e receberão os materiais pedagógicos.

“O Florestabilidade é um projeto fundamental para o Estado, por causa da quantidade de florestas que temos aqui. O que queremos mostrar é que, com o plano de manejo adequado, podemos nos beneficiar da área, tirar dela tudo o que precisamos, sem devastá-la. O projeto fará com que as pessoas entendam que o importante é manter a floresta em pé”, diz Cleide de Oliveira, presidente da Emater- Pará.

Entre janeiro e março de 2013, serão formados mil professores vinculados à Secretaria de Estado de Educação do Pará. Durante oficinas, professores e extensionistas vão simular a aplicação do conteúdo em escolas e comunidades. O Florestabilidade também chegará às escolas do Amazonas, Acre e Amapá.

Os recursos pedagógicos incluem 15 programas de televisão (15min cada), 15 programas de rádio (2min30 cada), dois livros para os mediadores (com conteúdo sobre manejo florestal e sugestões de planos de aula), o jogo Florestabilidade e um website interativo – que vai conectar os participantes do projeto com oportunidades de estudos e de trabalho em manejo florestal.

“Em um Estado da região amazônica que está trabalhando a questão dos municípios verdes, cujo objetivo é alcançar uma economia mais forte e sustentável, revertendo um quadro de devastação, trabalhar a questão das florestas a partir da educação é fundamental. Trata-se, também, de sistematizar um conhecimento empírico que esses jovens já têm, contribuindo para formar uma geração que valorize muito mais o exercício de uma consciência socioambiental responsável para a região e para o país”, afirma o secretário de Estado de Educação do Pará, Cláudio Cavalcanti Ribeiro.

Diversos especialistas e instituições dedicadas ao tema contribuíram com o desenvolvimento do material pedagógico, dentre eles o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), o Instituto Floresta Tropical (IFT), o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e o IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil).

“O Florestabilidade vem para abrir o horizonte dos jovens para uma profissão do futuro. Estima-se que em 2020 haverá uma carência de aproximadamente 10 mil postos de trabalho na área de manejo florestal na Amazônia, e os centros de excelência nessa área estão com limites de capacidade de operação. Além disso, o projeto vem atender a demanda de comunidades onde há grande vocação para o manejo florestal e pouco acesso à educação especializada”, diz Mirela Sandrini, diretora de operações do Fundo Vale.

Na TV

As ações de responsabilidade socioambiental difundidas pelo Florestabilidade são tema de programas televisivos que, além de integrarem o material didático, são exibidos, para todo o País, pelo Canal Futura.

Apresentada por Sérgio Marone na Amazônia, a série de 15 episódios mostra experiências bem-sucedidas no manejo de recursos florestais, feito por extrativistas, indígenas e empresas, principalmente nos Estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia. A estreia aconteceu no dia 5 de novembro. O programa vai ao ar todas as segundas-feiras às 20h50, com reprises aos sábados, às 15h50.

Na série, estarão em pauta assuntos como o manejo da madeira, da copaíba, do açaí, da castanha, do látex, dentre outros, e o desenvolvimento social e econômico das famílias que têm práticas responsáveis na gestão dos recursos da floresta.

Para a realização da série, a equipe de produção foi conferir o manejo da floresta em unidades de conservação, como a Floresta Nacional do Tapajós e a Reserva Extrativista Verde para Sempre (PA); a Reserva Extrativista Chico Mendes (AC); e as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Uacari (AM). Foram gravados ainda programas em localidades como a Terra Indígena Sete de Setembro (RO), a Cooperacre, a Cooperfloresta e o Terra Indígena Sete de Setembro (RO). No Florestabilidade, extrativistas, ribeirinhos e indígenas são os instrutores do manejo florestal.

Fundo Vale

O Fundo Vale foi criado pela Vale S.A. em 2009 para atuar em projetos de desenvolvimento sustentável. Como um fundo de cooperação, articula parcerias e participa diretamente da gestão dos projetos que apoia, visando a conservação dos recursos naturais e a melhoria das condições de vida das populações.

Até o fim de 2012 o Fundo Vale estima um aporte de cerca de R$ 41 milhões em 27 projetos na Amazônia, com foco no combate ao desmatamento e geração de alternativas econômicas para melhora da qualidade de vida na região. Trata-se de uma ação pioneira que permite estender as boas práticas em gestão do setor empresarial para o desenvolvimento sustentável, deixando um legado para as próximas gerações. Saiba mais em www.fundovale.org

Fundação Roberto Marinho

A Fundação Roberto Marinho está presente em todas as regiões do País, da Amazônia à costa litorânea, valorizando a cultura e a identidade nacionais. Criada em 1977 pelo jornalista Roberto Marinho, a instituição já formou mais de cinco milhões de brasileiros por meio do Telecurso – metodologia que une aulas presencias e a distância e trabalha com a construção coletiva do conhecimento.

Nesses 30 anos de atuação, trabalhando em quatro áreas principais – Meio Ambiente, Educação, Patrimônio e Televisão, por meio do Canal Futura –, a Fundação tem criado modelos e metodologias que são replicados por meio de parcerias com agentes públicos e privados. O objetivo é criar matrizes que garantam a sustentabilidade dos programas e ajudem a transformar as pessoas em protagonistas de suas próprias vidas. Saiba mais em www.frm.org.br.

Serviço Florestal Brasileiro

Tem a missão de conciliar uso e conservação das florestas, valorizando-as em benefício das gerações presentes e futuras, por meio da gestão de florestas públicas, da construção de conhecimento, do desenvolvimento de capacidades e da oferta de serviços especializados. O órgão foi instituído pela Lei nº 11.284/2006, e aprovado na estrutura regimental do Ministério do Meio Ambiente pelo Decreto nº 6.063/2007. Saiba mais em www.florestal.gov.br.

08:30 · 16.07.2012 / atualizado às 08:30 · 16.07.2012 por
O manejo da vegetação da Caatinga é fundamental para a conservação do bioma Foto: Maristela Crispim

O Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF) e o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC) lançaram na quarta-feira da semana que passou (11 de julho), duas novas chamadas de projetos que vão contribuir para a sustentabilidade da cadeia da lenha e do carvão no Nordeste, região que tem cerca de 30% da matriz energética formada por esses produtos florestais.

A estratégia dos fundos – geridos pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), respectivamente – é apoiar, de um lado, agricultores da reforma agrária com assistência técnica para a produção de lenha e carvão por meio do manejo florestal. E, de outro, as empresas que consomem esses insumos no aquecimento de fornos, para que alcancem uma maior eficiência no uso desses recursos florestais.

Público alvo

Podem ser beneficiados agricultores familiares do Seridó, Médio Sertão e Cariri Ocidental, na Paraíba, e do Sertão do Apodi, no Rio Grande do Norte. Para as empresas, as regiões – com exceção do Cariri Ocidental –, são as mesmas, acrescidas do Agreste Meridional de Pernambuco. O prazo para envio vai até 12 de agosto.

Os locais escolhidos têm, em comum, uma grande demanda por produtos florestais para o abastecimento de polos industrial, têxtil, de cal e de cerâmica. A lenha, o carvão e resíduos florestais chegam a representar cerca de 90% da energia utilizada na fabricação desses produtos, segundo Anuário Estatístico 2011 do Ministério de Minas e Energia.

Os assentados que forem atendidos ajudarão a prover lenha legalizada e sustentável no mercado. Os benefícios, porém, não são só econômicos. “O manejo traz, junto com a legalização, dignidade para os agricultores, que vão cortar lenha com segurança e assistência técnica. E quem tem plano de manejo, obrigatoriamente, vai ter reserva legal averbada e área de proteção ambiental respeitada, senão o plano não é aprovado”, afirma o chefe da Unidade Regional Nordeste do SFB, Newton Barcellos.

Já as empresas que tiverem seus projetos escolhidos contarão com assistência para aumentar a eficiência energética dos seus processos de produção. De acordo com o coordenador do FNDF, Fábio Chicuta, “mudanças na estocagem, secagem e separação da lenha, aliada a adaptações nos fornos, por exemplo, melhoram o uso do insumo energético, reduzem custos e evitam desperdício”.

Concentração

O Seridó e o Médio Sertão, na Paraíba são conhecidos pela concentração de empresas de cerâmica vermelha, segmento da indústria que, em todo o Nordeste, utiliza cerca de 8 milhões de metros cúbicos de lenha por ano.

A importância de investir em lenha produzida de forma sustentável fica mais evidente ao se avaliar o crescimento do consumo de produtos de cerâmica vermelha, como telhas, tijolos, lajotas e tubos. Em 2006, o número de peças consumidas per capita no país era de 368. Em 2010, saltou para 444,5 unidades per capita.

No Cariri Ocidental, a lenha produzida abastece pequenos empreendimentos locais, mas a região tem surgido como uma fornecedora para empresas de fora da Paraíba. No Sertão do Apodi, no Rio Grande do Norte, a demanda mais forte vem das indústrias de cal.

No Agreste Meridional de Pernambuco, o setor têxtil demanda enorme quantidade de lenha para aquecer caldeiras utilizadas no processo produtivo. O Agreste Pernambucano é o segundo maior produtor têxtil do Brasil.

Confira as chamadas em www.florestal.gov.br/chamadasfndf

Fonte: MMA

09:30 · 03.01.2012 / atualizado às 10:23 · 03.01.2012 por

 

Professores e estudantes da UFRN, UFCG, UFPI e UFPB participam de capacitação para medir crescimento da vegetação e aprimorar o conhecimento sobre uso sustentável do bioma Foto: Cid Barbosa

Cerca de 40 professores e estudantes de universidades da região Nordeste foram capacitados pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), em dezembro, sobre como monitorar o crescimento da vegetação da Caatinga em locais voltados ao manejo, ou seja, à extração sustentável de produtos do bioma.

A atividade ocorreu em parcelas permanentes da Rede de Manejo Florestal da Caatinga (RMFC), que são áreas separadas para o estudo da regeneração da mata e da biodiversidade após uma intervenção antrópica, localizadas em Lagoa Salgada (RN), Serra Negra do Norte (RN), Macau (RN), Floresta (PE), São João do Piauí (PI) e Pacajus (CE).

O engenheiro florestal da Unidade Regional Nordeste do SFB, Alencar Garlet, explica que as informações obtidas nas áreas de parcelas permanentes são usadas na elaboração de normas legais sobre extração florestal no bioma. “A Instrução Normativa sobre manejo na Caatinga têm como base científica as pesquisas da Rede”, diz.

São esses estudos que mostram quanto tempo o produtor deve aguardar para extrair madeira e lenha de uma área que já foi usada. O manejo funciona dentro de um ciclo no qual, a cada ano, só se retira produtos florestais de parte de área, e assim sucessivamente. Após 15 anos, é possível voltar ao primeiro talhão manejado.

Multiplicadores

Em todo o Nordeste, existem mais de 180 parcelas permanentes (em geral, com a dimensão de 20 por 20 metros), em 12 áreas experimentais. Para cada área de pesquisa, há uma instituição responsável pela medição anual. “São várias instituições, todas trabalhando integradas, que geram informações para todo o bioma”, afirma Garlet.

Mas para que os resultados possam ser reunidos na mesma base de dados, é preciso que todos usem a mesma metodologia. Os professores e estudantes que participaram da capacitação aprenderam a usar os protocolos definidos pela Rede, coordenada pela Associação Plantas do Nordeste (APNE).

Enquanto algumas instituições participam da Rede desde o início, outras vão se juntando ao grupo, como é o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A entidade abriu o curso de Engenharia Florestal recentemente e deve assumir, a partir de 2012, a medição das parcelas permanentes do estado.

O envolvimento de novos atores ajuda a fortalecer a rede e a consolidar as pesquisas, que não têm data para acabar. “As pesquisas ajudam a refinar e aprimorar as informações sobre o manejo na Caatinga. É um trabalho continuado, que está sempre se renovando”, diz.

A capacitação contou com a participação de integrantes da comunidade acadêmica da UFRN; Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campus de Patos; Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Campus de Bom Jesus.

Fonte: SFB