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Categoria: Mudanças Climáticas Globais


10:00 · 20.09.2017 / atualizado às 12:06 · 20.09.2017 por
Energia eólica está entre os projetos elegíveis de participação no edital Compromisso com o Clima desenvolvidos no Brasil Foto: Eduardo Queiroz

A Natura e o Itaú Unibanco, em parceria inédita, acabam de abrir o Edital Compromisso com o Clima, para captação de projetos de compensação das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE). A ação apresenta um formato diferenciado, participativo e que alavanca o apoio institucional a iniciativas inovadoras e sustentáveis.

Juntas, as duas empresas visam adquirir uma estimativa de 500 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) para compensar suas emissões dos últimos períodos. A inscrição é gratuita e pode ser feita até o dia 13 de outubro por meio da plataforma Ekos Social, http://ekos.social/pages/natura-itau, onde também está disponível o regulamento completo.

São elegíveis de participação no edital Compromisso com o Clima projetos desenvolvidos no Brasil relacionados a biomassa renovável, energia eólica, energia solar, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), metano para energia, eficiência energética, agricultura e agroflorestal, restauro florestal, Redução de emissões provenientes do desmatamento e degradação florestal (REDD+), purificadores de água, fogões eficientes, troca de combustível e tratamento de resíduos.

Dois tipos de projetos podem se inscrever:

1) Tradicionais: são aqueles que visam a redução de emissões de gases de efeito estufa verificadas por padrões de
certificação do mercado voluntário ou regulado de carbono.

2) Especiais: são aqueles que geram impacto positivo para o clima, com redução ou remoção de gases de efeito estufa na atmosfera, mas que não visam a certificação do projeto junto aos padrões dos mercados voluntário ou regulado de carbono.

Com a iniciativa conjunta, Natura e Itaú Unibanco buscam também estimular novos parceiros e fornecedores a neutralizarem suas emissões de GEE por meio de projetos em áreas como energia renovável, agricultura, floresta e tratamento de resíduos.

“A política de compensação de carbono reforça o compromisso que a Natura tem com a agenda para mitigar o efeito das mudanças climáticas estabelecida no Acordo de Paris. Para gerar maior impacto positivo ambiental e social, a parceria com o Itaú será muito importante. Estamos certos que não conseguiremos esse impacto se agirmos de forma isolada”, afirma Keyvan Macedo, gerente de Sustentabilidade da Natura.

“A compensação voluntária de emissões de Gases de Efeito Estufa é um componente importante para o combate às mudanças climáticas. Através dela, novos fluxos financeiros são gerados para projetos e iniciativas que promovem a transição para uma economia de baixo carbono”, afirma Denise Hills, superintendente de Sustentabilidade e Negócios Inclusivos do Itaú Unibanco.

A executiva reforça a importância de outras instituições a aderirem a iniciativas como esta. “À luz da convergência de objetivos, quanto mais o setor empresarial se envolver conosco nesta jornada, melhor. Todos saem ganhando”, acrescenta.

O processo de seleção de projetos será conduzido pelo Instituto Ekos Brasil, parceiro da Natura e Itaú Unibanco nesta iniciativa. Os selecionados serão conhecidos em junho de 2018. Saiba mais assistindo ao vídeo aqui.

Programa Carbono Neutro

Com o lançamento do Programa Carbono Neutro, em 2007, a Natura deu o primeiro passo rumo à redução de GEE em sua cadeia de produção, ao assumir o compromisso de reduzir em um terço as emissões relativas de GEE na atmosfera até 2013.

A meta foi alcançada e, novamente, a empresa se comprometeu em diminuir em mais 33% as emissões até 2020, em relação ao ano base de 2012.

As emissões que não puderam ser evitadas são compensadas voluntariamente pela Natura, por meio da compra de créditos de carbono no mercado voluntário e apoio a projetos de pequena escala.

Ao longo dos dez anos do Programa Carbono Neutro, foram desenvolvidas iniciativas importantes, que aliam impactos positivos para o clima com benefícios socioambientais, como no caso da instalação de fogões eficientes no Recôncavo Baiano.

Ao reduzir o uso de lenha em fogões rudimentares, o projeto vai além do impacto nas emissões de GEE, com melhoria da saúde e das condições sanitárias em quase 8 mil residências beneficiadas. Desde 2007, o Programa Carbono Neutro realizou cinco editais, com 29 projetos no Brasil e mais seis na América Latina.

A principal diferença do compromisso de redução das emissões de GEE executado pela Natura está no escopo de aplicação. Enquanto algumas iniciativas realizam medidas apenas nas emissões próprias de suas instalações, a Natura se atenta e se preocupa em aplicar suas políticas em toda sua cadeia produtiva, desde operações internas – energia utilizada na produção – até nas operações que estão fora da empresa, como transportadoras e produção de matérias primas.

Programa de Emissões de GEE

O Itaú Unibanco reconhece que as Mudanças Climáticas representam um dos principais desafios das gerações atuais e futuras. Assim como todos os setores da sociedade, o Itaú, como instituição financeira, também tem um papel importante na mitigação desses riscos, principalmente por meio da facilitação da transição para uma economia de baixo carbono.

Como parte do compromisso com a mitigação das Mudanças Climáticas, refletindo a busca pela performance sustentável e a evolução da gestão estratégica do carbono, o banco deu início, em 2015, ao Programa de Compensação de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Itaú Unibanco.

A gestão de carbono no Itaú Unibanco se dá, atualmente, em quatro fases: quantificação das emissões de GEE, verificação do inventário por terceira parte independente, publicação dos resultados e implementação de projetos internos de redução de emissões.

Neste sentido, a instituição entende que a etapa final para consolidar o ciclo de gestão do carbono é a Compensação das emissões de GEE oriundas de suas atividades, que não puderam ser reduzidas por meio de ações internas, por meio da compra de Créditos de Carbono que possuam cobenefícios socioambientais comprovados.

Sobre a Natura

Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza. Líder no setor de venda direta no Brasil, registrou R$ 7,9 bilhões de receita líquida em 2016, possui mais de 7 mil colaboradores, 1,8 milhão de consultoras e operações nos EUA, França, Chile, México, Peru, Colômbia e Argentina.

Foi a primeira companhia de capital aberto a receber a certificação B Corp no mundo, em dezembro de 2014, o que reforça sua atuação transparente e sustentável nos aspectos social, ambiental e econômico.

A estrutura da companhia é composta por fábricas em Cajamar (SP) e Benevides (PA), oito centros de distribuição no Brasil, um hub logístico em Itupeva (SP) e centros de Pesquisa e Tecnologia em São Paulo (SP) e Nova York (EUA).

Detém o controle da fabricante australiana de cosméticos Aesop, com lojas em países da Oceania, Ásia, Europa e América do Norte. Produtos da marca Natura podem ser adquiridos com as consultoras Natura, pela Rede Natura rede.natura.net, por meio do app Natura ou em lojas em São Paulo, Rio de Janeiro, Paris e Nova York.

Sobre o Itaú Unibanco

O Itaú Unibanco, com mais de 90 anos de história, é o maior banco privado da América Latina. Presente em 19 países nas Américas, Europa e Ásia, a instituição conta com mais de 90 mil colaboradores.

Com uma rede de atendimento ampliada, composta por mais de quatro mil agências e postos de atendimento e 46 mil caixas eletrônicos em todo o território nacional, atende clientes pessoa física e pessoa jurídica em todos os segmentos.

Além disso, tem o objetivo de se tornar uma instituição cada vez mais digital – 73% de suas transações já ocorrem em canais digitais, sendo 50% delas em celulares.

O Itaú tem como visão ser o banco líder em performance sustentável e em satisfação dos clientes. Sua marca tem como propósito promover mudanças positivas na vida das pessoas e na sociedade.

Orientado por suas causas, oferece produtos e serviços que atendem às necessidades dos clientes, refletindo o esforço contínuo em proporcionar a melhor experiência para todos aqueles que interagem no dia a dia.

O banco tem ações negociadas nas bolsas de São Paulo, Nova York e Buenos Aires, e faz parte do Dow Jones Sustainability World Index há 18 anos consecutivos.

Mais informações:
Edital Compromisso pelo Clima
Inscrições: até 13 de outubro de 2017
Quem pode fazer a inscrição: pessoas jurídicas, que desenvolvam projeto de redução e/ou remoção de GEE, no Brasil
Outras informações e regulamento completo:
ekos.social/pages/natura-itau
www.itau.com.br

10:27 · 24.03.2017 / atualizado às 10:49 · 24.03.2017 por

Fortaleza é uma das cidades participantes de um ato mundial chamado a Hora do Planeta 2017 – WWF, no qual luzes são apagadas durante uma hora. A iniciativa, que acontecerá neste sábado (25), na capital do Ceará, das 20 às 21 horas, envolverá alguns dos principais equipamentos da Capital: Mercado Central, Palácio do Bispo (Paço Municipal), Estátua de Iracema, Igreja de Fátima, Catedral Metropolitana e Praça Portugal.

A ideia do ato é alertar o mundo sobre as consequências e os desafios de enfrentamento do aquecimento global. O movimento é importante para a sensibilização da população, especialmente, quanto ao consumo consciente.

Além da Hora do Planeta, também será promovida a Bicicletada da Hora, um passeio ciclístico com saída da Praça Luíza Távora e percurso de 8km. Os ciclistas farão uma parada entre o Paço Municipal e a Sé Catedral Metropolitana, no momento em que as luzes forem apagadas.

A Hora do Planeta 2017 faz parte da programação da Festa Anual das Árvores, cujo tema deste ano é: “No Lugar de Lixo, Árvores e Flores”. O evento acontece até o dia 31 de março, com diversas ações que trabalham a importância da sustentabilidade, da preservação do  verde e do cuidado com a Cidade.

Hora do Planeta

A Hora do Planeta é um blecaute voluntário e simbólico promovido mundialmente pela organização ambiental WWF. Neste ano a ação acontece no dia 25 de março e incentiva que entidades, empresas e pessoas desliguem as luzes entre as 20h30 e 21h30 do horário local. Criada em 2007 em Sydney, na Austrália, ela já se tornou o maior movimento pelo meio ambiente do mundo, com mais de sete mil cidades participantes no ano passado.

“Mais do que um simples apagar de luzes, a Hora do Planeta é um convite para que as pessoas parem por cerca de uma hora e reflitam sobre as nossas ações em relação ao meio ambiente; o que temos feito e o que cada um pode fazer para diminuir o problema”, comenta o diretor-executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic. Para ele, o movimento é uma demonstração globalizada de que o mundo quer ver em seus líderes a coragem para enfrentar e reverter os diferentes desafios ambientais, cujos impactos interferem na vida de toda a população.

A preocupação para evitar o desperdício, o uso consciente de veículos individuais de transporte e a opção de comprar produtos locais e que não agridam o meio ambiente são alguns dos hábitos que Voivodic considera como importantes para a redução de danos ao meio ambiente. “As causas e os efeitos das mudanças climáticas estão inseridos na nossa vida. A resolução destas questões está muito relacionada à criação e ao cumprimento de políticas públicas. Porém, se cada um repensar seus hábitos de consumo, teremos uma grande melhoria na saúde do planeta”, continua Voivodic.

Atualmente, o Brasil tem enfrentado sérios problemas relacionados às mudanças do clima, como a seca do Nordeste, a diminuição de produção de alimentos ou o racionamento de água em plena temporada de chuvas no Distrito Federal. Segundo o coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur, a manutenção de certos sistemas ultrapassados de investimento, como a contratação de energia vinda de termelétricas, só piora o quadro para a população, pois produz mais gases de efeito estufa (que agrava o aquecimento global) e deixa mais cara a tarifa de eletricidade para os consumidores.

“O nosso País tem todas as características para ser líder global na geração de eletricidade, com ampliação da oferta de geração solar e eólica. O investimento de cinco anos em energia solar em detrimento à térmica, por exemplo, pode gerar cerca de R$ 150 bilhões de economia em 20 anos, além de mais empregos. Ao assumir uma liderança mais forte e a tempo frente às mudanças climáticas, o Brasil pode se tornar um exemplo de desenvolvimento sustentável e economia verde, contribuindo para o bem-estar da população e para a segurança climática do planeta”, comenta Nahur.

No Brasil, em 2016, 156 municípios aderiram oficialmente à campanha, desligando por uma hora a iluminação de 505 ícones, entre monumentos, espaços públicos e prédios históricos. Para este ano, a expectativa é ainda maior, com o incentivo para que pessoas e empresas organizem suas próprias atividades no sábado, 25 de março.

Convite ao engajamento

A Hora do Planeta acontece no mundo todo no dia 25 de março, entre 20h30 e 21h30 do horário local, e há diversas formas de fazer parte.

Para as cidades, a participação acontece por meio de um Termo de Adesão, que deve ser assinado por alguma autoridade local indicando quais monumentos e prédios públicos ficarão apagados durante os 60 minutos.

Escolas, instituições privadas e organizações também podem se engajar apagando as luzes e promovendo atividades e eventos. Em 2016, foi contabilizada a participação de 165 empresas, além de 39 escolas e organizações não governamentais.

A novidade para este ano é que o WWF-Brasil está buscando incentivar ainda mais a participação da sociedade. Para isto, disponibilizou no site da Hora do Planeta (horadoplaneta.org.br) um formulário para a inscrição de atividades e um material com dicas do que cada um pode fazer para participar mais intensamente da campanha.

WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Programação em Fortaleza

Data: 25/3/2017

A Hora do Planeta

Local: prédio da Seuma, Estátua de Iracema na Lagoa de Messejana, Fachada do Mercado Central, Coluna da Hora, Palácio do Bispo (Paço Municipal), Catedral e Igreja de Fátima, algumas luzes do Aterro de Iracema e Praça Portugal.

Horário: 20h às 21h

Bicicletada da Hora

Local: Saída da Praça Luíza Távora

Horário: 19h30 às 22h

Inscrição

21:09 · 04.11.2016 / atualizado às 21:09 · 04.11.2016 por
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se hoje legalmente comprometido em reduzir as emissões Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se, hoje, legalmente comprometido em reduzir as emissões Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

O Acordo do Clima entrou em vigor nesta sexta-feira, apenas 11 meses depois de pactuado em Paris. A rapidez demonstra que o mundo está inclinado a buscar soluções para o aquecimento global, destaca a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.
O Brasil deu sua contribuição como terceira grande economia a ratificar o Acordo, em setembro. É chegada a hora de cada país partir para ações práticas, cumprindo os compromissos assumidos em suas respectivas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).
Pelo Acordo de Paris, os países concordaram em ter metas obrigatórias de redução de emissões de gases  do efeito estufa  (GEE) entre 2020 e 2030.
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se hoje legalmente comprometido com a tarefa de estabilizar o aquecimento global em bem menos de 2 graus centígrados em relação à era pré-industrial e fazer esforços para limitá-lo a 1,5 graus centígrados.
“O acordo do clima passa a vigorar quatro anos antes do prazo oficial de 2020. Em vez de enxergar isso como oportunidade para adiar sua regulamentação até lá, os governos do mundo inteiro precisam correr para deixá-lo plenamente operacional bem antes disso”, disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.
Mas, ao mesmo tempo, relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta grandes lacunas entre os níveis de emissões assumidos nos compromissos nacionais e os necessários para que o aquecimento global fique abaixo dos 2 graus centígrados até o fim do século.
Ao serem somados, os compromissos ficam bem aquém do necessário. Estão mais distantes ainda do 1,5 grau centígrado, valor mais desejado para evitar danos aos países mais sensíveis às mudanças climáticas.
O Pnuma fez o alerta ontem de que o mundo só vai alcançar a meta dos 2 graus centígrados se fizer um corte adicional de 25% nas emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2030 em relação ao que já estava previsto para ser reduzido.

13:16 · 17.05.2016 / atualizado às 13:16 · 17.05.2016 por
A elevação no nível do mar é uma questão preocupante em muitos países costeiros Foto: Agência Diário / Kid Júnior
A elevação no nível do mar é uma questão preocupante em muitos países costeiros Foto: Agência Diário / Kid Júnior

A organização Christian Aid acaba de lançar um novo relatório mostrando quais cidades do mundo estão em maior risco de futuras inundações costeiras. “Act Now Or Pay Later: Protecting a billion people in climate-threatened coastal cities” mostra que mais de um bilhão de pessoas estão expostas a inundações costeiras até 2060 por causa da combinação do aumento do nível do mar, das tempestades e de condições meteorológicas extremas. Segundo o estudo, as pessoas que vivem em três dos maiores poluidores do mundo são as que estão e maior risco: EUA, China e Índia.

Segundo projeções para 2070, apoiadas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC), Kolkata e Mumbai, ambas na Índia, lideram a lista de cidades cujas populações estão mais expostas a inundações costeiras, com 14 milhões e 11,4 milhões, respectivamente. As primeiras sete cidades da lista são da Ásia e são seguidas por Miami no número oito. Porém Miami é a primeira da lista das cidades com maior impacto financeiro causado pelas inundações, com US$ 3,5 trilhões em ativos expostos.

Os EUA poderão vir a pagar um preço elevado por suas emissões de carbono per capita, as maiores do mundo, já que Nova York vem em terceiro lugar na lista dos maiores prejuízos financeiros causados pelas inundações costeiras, com US $ 2,1 trilhões. Guangzhou, na China, ocupa o segundo lugar com a exposição de ativos de US$ 3,4 trilhões. No total, das 20 cidades mais vulneráveis financeiramente, metade são de um desses dois países: EUA (com quatro cidades) e China (com seis).

O autor do relatório, Alison Doig, principal consultor de Mudanças Climáticas da Christian Aid, disse que os números devem servir de alerta antes da Cimeira Mundial da Ajuda Humanitária da próxima semana em Istambul (23-24 maio). “Estamos testemunhando a colisão de frente entre o crescimento das áreas urbanas costeiras e as mudanças climáticas que torna as inundações costeiras mais prováveis”, destacou.

“Esta é a tempestade perfeita para gerar um custo humano e financeiro pesado – a menos que façamos algo a respeito. Cruelmente, serão os pobres que sofrerão mais. Embora o custo financeiro para as cidades nos países ricos possa vir a ser incapacitante, as pessoas mais ricas, pelo menos, têm opções para se mudar e receber a proteção do seguro. Mas o que as evidências provam é que, de New Orleans até Dhaka, são os mais pobres que estão mais vulneráveis, porque eles têm a pior infraestrutura e não há redes de segurança social ou financeira para ajudá-los a se recuperarem”, disse.

Doig acrescentou: “Há uma chance de evitar essa visão terrível do futuro. Chama a atenção o fato de que as cidades que enfrentam os impactos mais graves estão nos países com mais altas taxas de emissões de carbono. Portanto a primeira coisa que podemos fazer é acelerar a transição global dos combustíveis fósseis sujos para a energia limpa e renovável do futuro. Nós também podemos fazer mais para nos prepararmos para tais ocorrências. Gastar dinheiro agora com a redução do risco de desastres vai poupar dinheiro e vidas mais tarde”.

Antes da Cimeira Mundial da Ajuda Humanitária da próxima semana, o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que seja dobrado o percentual de ajuda global investido na redução dos riscos de desastres. Isso elevaria a cifra para US$ 1 bilhão. A Christian Aid está pedindo um aumento para 5%. Doig disse: “Este bilhões de dólares iriam de alguma forma ajudar a proteger as pessoas nessas cidades agora e aliviar a ameaça para os bilhões de pessoas vulneráveis ao risco de inundações costeiras em 2060”.

O relatório também relaciona as nações que terão mais pessoas vivendo em zonas costeiras expostas em 2060. A China está no topo da lista, seguida por Índia e Bangladesh. O Reino Unido vem em 22º. Doig disse: “No Reino Unido temos visto, nos últimos anos, como as enchentes de inverno inundam grandes partes do país. Mas esses números mostram que não é apenas com a maior quantidade de chuvas que precisamos nos preocupar. As pessoas que vivem nas nossas costas vão se tornar vulneráveis às marés crescentes a menos que façamos algo sobre as mudanças climáticas”.

O relatório analisa, ainda, a forma como homens e mulheres são afetados diferentemente por desastres relacionados com o clima e conclui que as mulheres sofrem mais. Ele também mostra exemplos de onde Christian Aid está fornecendo assistência prática para ajudar os mais vulneráveis a lidar com os impactos climáticos que já estão enfrentando.

A Christian Aid trabalha em algumas das comunidades mais pobres do mundo em cerca de 40 países. Age onde há grande necessidade, independentemente da religião, ajudando as pessoas a viver uma vida plena, livre da pobreza. Fornece assistência urgente, prática e eficaz no combate às causas profundas da pobreza, bem como seus efeitos. Sua crença central que o mundo pode e deve ser mudado para que a pobreza termine. Tudo o que fazem é para acabar com a pobreza e a injustiça: rapidamente, de forma eficaz, de forma sustentável.

Relatório completo

Mais informações:

Telefone 24 horas: 07850 242950

www.christianaid.org.uk

16:52 · 31.03.2016 / atualizado às 16:52 · 31.03.2016 por

libertesedoscombustiveisfosseis

O movimento global “Liberte-se dos combustíveis fósseis” no Brasil conta com a participação das entidades climáticas integrantes do Fórum Ceará no Clima, que estão determinadas a impedir que o Estado continue a investir em termelétricas, indústrias poluentes, altamente emissoras de dióxido de carbono (CO2) e consumidoras de água.

Um dos fundadores do Fórum, professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e PhD em Ciências Atmosféricas, Alexandre Araújo Costa, informa que está se articulando uma frente ampla para denunciar e resistir ao incentivo às termelétricas.

“É um absurdo que, mesmo diante do agravamento da crise hídrica, muito motivada em função das mudanças climáticas, intensificadas pelas emissões de CO2 das termelétricas, o governo insista em transformar o Ceará no paraíso dos combustíveis fósseis. Não vamos permitir”, afirma Alexandre.

Em funcionamento desde 2011, a Termelétrica Energia Pecém, movida a carvão, é a maior do Brasil e é capaz de emitir até 6,5 milhões de toneladas de CO2 ao ano. Com a contribuição de outras termelétricas menores (como a Endesa, a gás natural), o volume coloca o Ceará no segundo lugar nas emissões no País para geração de eletricidade, atrás apenas do Rio de Janeiro.

“Só essa unidade emite o equivalente à frota total de veículos do Ceará. É como se dobrássemos o número de carros e caminhões circulando. Uma tragédia em termos de mudanças climáticas”, alerta. As termelétricas fazem parte do Complexo Industrial e Portuário de Pecém (CIPP), que abriga siderúrgica e terminal portuário, podendo ainda vir a contar com uma refinaria (que não foi implantada em virtude da crise da Petrobras).

Contramão

Segundo o movimento, se não bastassem as emissões, a questão do uso da água é igualmente alarmante. Somente a Termelétrica do Pecém consome 800 litros por segundo, a siderúrgica algo em torno 1.500 litros por segundo e a refinaria outros 1.000 litros por segundo. São mais de 3 m³/s para somente três empresas do complexo, o que equivale a praticamente o consumo da cidade de Fortaleza.

Ainda segundo as informações do movimento, depois de secar a reserva de água em Caucaia, até o fim do ano passado o complexo industrial estava retirando água do Açude Sítio Novos e até do Gavião, o mesmo reservatório que abastece a capital cearense. “Nossa previsão é que irá faltar água num futuro bem próximo e a população será a principal prejudicada, isto é fato”, assegura o professor Alexandre.

O governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa uma proposta (Mensagem do Executivo 7.953/2016) que prevê redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para incentivar a instalação de termelétricas a gás. Para a usina a carvão, já há subsídio para a água utilizada no processo de geração de energia. “Agora, querem ampliar esse desastre a um altíssimo custo socioambiental, comprometendo nossas poucas reservas de água e penalizando as pessoas que aqui vivem”, lamenta o pesquisador.

Energia sustentável

A diretora da 350.org Brasil e América Latina, Nicole Figueiredo de Oliveira, explica que o movimento global Break Free 2016 pretende mostrar a importância de nos libertarmos dos combustíveis fósseis. Especialmente a região Nordeste, que concentra o maior potencial para renováveis entre todos os estados brasileiros. “Não faz sentido investir numa energia suja, socialmente injusta e que traz sérias consequências climáticas”, completa Nicole.

O Ceará já tem sofrido consequências do aquecimento global com o agravamento das secas, avanço do mar, ondas de calor cada vez mais severas, entre outros impactos. “Precisamos nos posicionar a favor da implantação de um sistema energético limpo, que não consuma água nem emita CO2 e que barateie as contas de energia das pessoas”, argumenta.

Movimento Climático

Juliano Bueno de Araújo, coordenador da Coalizão Não Fracking Brasil e pela Sustentabilidade (Coesus), entidade parceira da 350.org Brasil no movimento global “Liberte-se dos combustíveis fósseis”, enfatiza a importância da adesão dos integrantes do Fórum Ceará no Clima: “Precisamos estar unidos para lutarmos contra os hidrocarbonetos, especialmente nas questões que envolvem o fraturamento hidráulico (Fracking) e o uso e contaminação da água, do solo e poluição do ar”.

O Fórum é a mais representativa organização do Ceará e realizou, em novembro de 2015, a maior marcha climática do Brasil, na véspera da Conferência do Clima (COP 21). Mais de 2 mil pessoas foram pedir o fim dos combustíveis fósseis e a transição segura rumo a energias 100% sustentáveis. Em assembleia realizada no fim de fevereiro, os integrantes aprovaram a adesão à Coesus, assumido a coordenação regional da campanha “Não Fracking Brasil” no Ceará e a adesão ao Liberte-se. Para saber mais sobre o movimento, acesse www.liberte-se.org e saiba como participar.

Audiência Pública

Na tarde desta quinta-feira (31), na Assembleia Legislativa do Ceará, em Fortaleza, uma audiência pública debate a mensagem que trata da redução da base de cálculo do ICMS para a instalação de novas termelétricas no Estado. A diretora da 350.org Brasil e América Latina, Nicole Figueiredo de Oliveira, está presente e representa o movimento “Liberte-se dos Combustíveis Fósseis” e a Coesus.

Fonte: Coalizão Não Fracking Brasil

22:00 · 28.03.2016 / atualizado às 22:00 · 28.03.2016 por

A Espiral da Morte

Focado na busca de respostas para três perguntas – por que o gelo dos polos está derretendo? Isso está sendo causado ou acelerado pelo ser humano? Que impactos podemos esperar nas próximas décadas se falharmos? – o jornalista Claudio Angelo viajou aos extremos do Planeta, conversou com dezenas de cientistas, ativistas, moradores de zonas vulneráveis, políticos, céticos sobre as Mudanças Climáticas, leu inúmeros trabalhos acadêmicos, esteve em conferências que buscavam mitigar o problema.

O resultado foi um trabalho de fôlego, que vai além das questões físicas, discute as implicações sociais, econômicas e culturais que ainda podem ocorrer. Unindo a curiosidade e o rigor de um jornalista especializado em cobrir ciência, ele vai direto à perspectiva de interesse geral: que caminho seguir pada garantir a sobrevivência da humanidade na Terra?

Claudio Angelo nasceu em Salvador, foi editor de Ciência da Folha de São Paulo entre 2004 e 2010, colaborou com as revistas Nature, Scientific American e Época e foi bolsista do Knight de Jornalismo Científico no MIT, nos Estados Unidos. Hoje trabalha no Observatório do Clima.

Mais informações:

Livro: A Espiral da Morte – como a humanidade alterou a máquina do clima

Autor: Claudio Angelo

Editora: Companhia das Letras

Preço: R$ 59,90

Tamanho: 496 páginas

17:52 · 21.03.2016 / atualizado às 18:16 · 21.03.2016 por
O Açude Quixeramobim é um dos 34 completamente secos dos 153 reservatórios monitorados pela Companhia de gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) Foto: Agência Diário
O Açude Quixeramobim é um dos 34 completamente secos dos 153 reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) no Estado do Ceará Foto: Agência Diário

Genebra 21 de março de 2016. O ano de 2015 entrou para a história graças à quebra de recordes de temperatura, ondas de calor intenso, chuvas irregulares, secas devastadoras e à atividade incomum de ciclones tropicais, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM). E essa tendência de quebrar recordes continua em 2016.

A Declaração da OMM sobre o Estado do Clima no mundo em 2015 dá detalhes sobre as temperaturas recordes em terra e na superfície do mar, sobre o avanço do aquecimento dos oceanos e da elevação do nível do mar, sobre a diminuição na extensão do gelo do mar e sobre eventos climáticos extremos em todo o mundo. Esse estudo está sendo lançado antes do Dia Mundial da Meteorologia, comemorado em 23 de março, e tem como tema “Mais quente, mais seco, mais úmido. Encare o futuro”.

O futuro está acontecendo agora”, sintetizou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas. “A taxa alarmante de mudanças que estamos testemunhando agora em nosso clima como resultado das emissões de gases de efeito de estufa não tem precedentes nos registros modernos”, explicou.

Em 2015 a temperatura média global da superfície quebrou todos os recordes anteriores por uma ampla margem, em cerca de 0,76° C acima da média registrada entre 1961 e 1990 por causa de um poderoso El Niño e por conta do aquecimento global causado pelo homem. Com 93% do excesso de calor armazenado nos oceanos, o aquecimento do oceano na faixa até 2.000 metros também atingiu um novo recorde.

Mas janeiro e fevereiro de 2016 definiram novos recordes mensais de temperatura, com calor especialmente pronunciado nas altas latitudes do hemisfério norte. A extensão do gelo marinho no Ártico atingiu um pico de baixa nos registros de satélite nesses dois meses de acordo com a Nasa e com a NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration dos Estados Unidos. As concentrações de gases de efeito de estufa ultrapassaram o simbólico e significativo limite de 400 partes por milhão limite.

“As temperaturas surpreendentemente altas registradas até agora em 2016 foram um alerta para toda a comunidade científica do clima”, declarou David Carlson, diretor do Programa de Investigação Mundial do Clima, que é co-patrocinado pela OMM.

“Nosso planeta está enviando uma mensagem poderosa aos líderes mundiais para assinar e implementar o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas e reduzir a emissão dos gases de efeito estufa a partir de agora, antes de ultrapassarmos o ponto a partir do qual não há volta”, alertou Taalas.

“Hoje, a Terra já está 1° C mais quente do que no início do século XX. Ou seja, estamos na metade do limite crítico de 2° C. E os planos nacionais sobre alterações climáticas adotados até agora podem não ser suficientes para evitar um aumento de temperatura da ordem de 3° C. Mas podemos evitar os piores cenários com medidas urgentes e de longo alcance para reduzir as emissões de dióxido de carbono”, lembrou Taalas.

Além de mitigação, é essencial reforçar a adaptação às alterações climáticas por meio de investimentos em sistemas de alertas de desastres, bem como ferramentas de gestão de secas, cheias e de questões de saúde relacionadas ao calor, salientou Taalas.

Principais conclusões da Declaração sobre o Estado das Clima em 2015

Temperaturas da superfície do mar e do calor do oceano

Grandes áreas dos oceanos aqueceram-se significativamente. Em particular, as zonas tropicais do centro e o leste do Pacífico ficaram muito mais quentes do que a média por causa do El Niño. O conteúdo de calor global do oceano foi recorde tanto nos 700 metros superiores como no nível de 2.000 metros. O aumento da temperatura do oceano responde por cerca de 40% da elevação do nível global do mar observada nos últimos 60 anos e espera-se que tenha uma contribuição semelhante sobre o futuro aumento do nível do mar. O nível do mar, medido por satélites e marégrafos tradicionais, foi o maior já registrado.

Gelo do Mar Ártico

A extensão máxima diária de gelo do mar Ártico aconteceu em 25 de fevereiro de 2015 e foi a mais baixa já registrada (este recorde foi batido em 2016). A extensão mínima de gelo marinho do Ártico, registrada em 11 de setembro, foi a quarta menor.

Calor

Muitos países passaram por ondas de calor intensas. As mais devastadoras em termos de impacto humano foram na Índia e no Paquistão. A Ásia, como continente, teve seu ano mais quente já registrado, assim como a América do Sul. A Europa Ocidental e Central registrou uma onda de calor excepcionalmente longa, com a temperatura se aproximando ou cruzando os 40° C em vários lugares.

Vários novos recordes de temperatura foram quebrados (Alemanha: 40,3° C; Espanha 42,6° C; Reino Unido 36,7° C). O nordeste dos EUA e a parte ocidental do Canadá tiveram uma temporada recorde de incêndios, com mais de 2 milhões de hectares queimados durante o verão apenas no Alasca.

Tempestades

As precipitações globais em 2015 estiveram próximas da média de longo prazo. Mas dentro deste nível médio global houve diversos casos de chuvas extremas nos quais o total que caiu em 24 horas ultrapassou a média mensal normal. Por exemplo, na África, Malawi sofreu sua pior inundação em janeiro. Níveis excepcionais de chuva foram também provocados por uma das monções no Oeste Africano. A costa ocidental da Líbia recebeu mais de 90 milímetros de chuva em 24 horas, em setembro, em comparação com a média mensal de 8 mm.

A cidade marroquina de Marrakech recebeu 35,9 mm de chuva em uma hora em agosto, mais de 13 vezes a mensal normal. O poderoso El Niño fez com que 2015 fosse mais úmido em muitas partes subtropicais da América do Sul (incluindo Peru, norte do Chile, Bolívia, Paraguai, sul do Brasil e norte da Argentina) e em partes do sul dos Estados Unidos e norte do México.

Seca

Uma grave seca afetou o sul da África, fazendo com que 2014/2015 fosse a temporada mais seca desde 1932/1933, com grandes repercussões para a produção agrícola e a segurança alimentar. Na Indonésia, o El Niño levou a grandes incêndios provocados pela seca, afetando a qualidade do ar inclusive em países vizinhos.

A parte norte da América do Sul sofreu uma seca grave, incluindo o Nordeste do Brasil, Colômbia e Venezuela, afetando setores da agricultura, água e energia. Partes do Caribe e da América Central também foram severamente afetados.

Ciclones tropicais

Globalmente o número de tempestades tropicais, ciclones e tufões não esteve muito longe da média, mas alguns eventos incomuns foram registrados. O ciclone tropical Pam atingiu a costa de Vanuatu como um ciclone de categoria 5 em 13 de março de 2015, causando devastação generalizada.

O Patricia atingiu o México em 20 de outubro como o furacão mais forte já registrado tanto no Atlântico ou como nas bacias do nordeste do Pacífico, atingindo velocidades máximas de de 346 km / h. Um ciclone tropical extremamente raro, o Chapala, atingiu o Iêmen no início de novembro, levando a inundações substanciais. Ele foi imediatamente seguido por Cyclone Megh, que atingiu a mesma área.

Dia Meteorológico Mundial

O Dia Meteorológico Mundial comemora a entrada em vigor da Convenção que institui a Organização Meteorológica Mundial, em 23 de março de 1950. Ele visa mostrar a contribuição essencial dos Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais para a segurança e o bem-estar da sociedade.

O tema “Mais quente, mais seco, mais úmido. Encare o futuro” destaca os desafios das mudanças climáticas e o caminho para sociedades resistentes ao clima.

O aumento de dias quentes, noites quentes e ondas de calor irá afetar a saúde pública. Estes riscos podem ser reduzidos por alertas sobre problemas de saúde causados pelo calor para decisores, serviços de saúde e o público em geral.

As secas precisam ser abordadas de forma mais ativa através de uma gestão integrada que inclua orientações sobre políticas eficazes e estratégias de gestão de terras e ações de melhores práticas para lidar com a seca.

Em caso de precipitações fortes e inundações, as previsões baseadas em impacto permitem que os gestores de emergência possam ser preparados com antecedência. A gestão integrada da inundação é uma abordagem holística de longo prazo para minimizar os riscos de inundação.

Construir comunidades resilientes ao clima e ao tempo é uma parte vital da estratégia global para alcançar o desenvolvimento sustentável.

A comunidade da OMM continuará a apoiar os países na busca pelo desenvolvimento sustentável e no combate às alterações climáticas por meio da disponibilização da melhor ciência possível e de serviços operacionais para tempo, clima, hidrologia, oceanos e do ambiente.

A Organização Meteorológica Mundial é a voz oficial do Sistema das Nações Unidas de Tempo, Clima e Água: www.wmo.int

Fonte: OMM

08:00 · 19.03.2016 / atualizado às 00:08 · 19.03.2016 por
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150 cidades brasileiras, incluindo 25 capitais, confirmaram a participação na Hora do Planeta, que acontece hoje, sábado, 19 de março, com promoção do WWF-Brasil. A Estátua de Iracema da Lagoa de Messejana; a Fachada do Mercado Central; a Coluna da Hora, na Praça do Ferreira; Catedral Metropolitana de Fortaleza, a Igreja de Fátima; o Palácio do Bispo (sede da Prefeitura de Fortaleza e o Prédio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) são alguns dos mais de 500 monumentos que serão apagados do Norte ao Sul do País hoje, entre 20h30 e 21h30.

Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, a Hora do Planeta não para de crescer. O que começou como evento isolado, em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação global, envolvendo um bilhão de pessoas em mais de 7 mil cidades de 162 países e territórios. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, entre eles, as Pirâmides do Egito; a Torre Eiffel, em Paris; a Acrópole de Atenas e – até mesmo – a cidade de Las Vegas já ficaram no escuro durante 60 minutos. No Brasil, a Hora do Planeta acontece oficialmente desde 2009. Promovido pelo WWF-Brasil, o movimento reúne cidades, empresas e pessoas em todas as regiões do país.

WWF-Brasil

É uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996 e sediado em Brasília, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Rede WWF

A Rede WWF é uma das maiores organizações ambientalistas independentes do mundo. Ela tem o apoio de quase 5 milhões de pessoas e uma rede mundial ativa em mais de 100 países. A missão da Rede WWF é acabar com a degradação do meio ambiente natural do planeta e construir um futuro onde os seres humanos vivam em harmonia com a natureza, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais renováveis e promovendo a redução da poluição e do desperdício de consumo.

Mais de oito anos no Brasil

Criada em 2007, na Austrália, quando ocorreu somente na cidade de Sidney, a Hora do Planeta, promovida pela Rede WWF, desembarcou pela primeira vez no Brasil em 2009. Com promoção do WWF-Brasil, anualmente a Hora do Planeta envolve um número maior de pessoas, cidades e empresas no Brasil. Saiba um pouco mais sobre a história da Hora do Planeta no Brasil e prepare-se para a edição de 2016, que acontece hoje:

2009 – Realizada no dia 28 de março, a primeira Hora do Planeta no Brasil já foi um grande sucesso, com a adesão de 113 cidades, 1.167 empresas e 527 organizações. Monumentos brasileiros como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Catedral de Brasília, a Ponte Estaiada e o Teatro Amazonas, entre outros, permaneceram no escuro graças a articulação do WWF-Brasil junto aos governos locais. Desde então, a Hora do Planeta não para de crescer no país, envolvendo todo ano milhões de brasileiros na campanha.

2010 – Realizada em 27 de março, a Hora do Planeta 2010 registrou a participação de 96 cidades brasileiras (19 delas capitais), que apagaram as luzes de seus principais ícones.

2011 – Com o slogan “Apague a luz para ver um mundo melhor”, a Hora do Planeta daquele ano aconteceu no sábado, 26 de março, envolvendo 98 municípios brasileiros participantes, sendo 17 capitais e 1.514 empresas e organizações. Pela primeira vez o WWF-Brasil realizou um grande evento público pela Hora do Planeta, nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, que contou com a apresentação do músico Toni Garrido e de baterias de várias escolas de samba.

2012 – Realizada no dia 31 de março, a Hora do Planeta 2012 bateu o recorde de cidades brasileiras participantes: 133. Foi o primeiro ano em que todas as 27 capitais do Brasil se envolveram na ação. A comemoração oficial do WWF-Brasil aconteceu no Arpoador, no Rio de Janeiro.

2013 – O ano registrou o mesmo número de cidades de 2012, mas o engajamento cresceu, resultando em mais 627 ícones apagados (entre eles, monumentos artísticos, espaços públicos e prédios históricos). Brasília foi escolhida a cidade-âncora da Hora do Planeta no Brasil naquele ano, e sediou o apagar oficial das luzes com uma série de atrações em um palco próximo ao Museu Nacional.

2014 – A sexta edição da Hora do Planeta no Brasil foi realizada no dia 29 de março e teve novo recorde de adesão: 144 municípios (24 deles capitais), em todas as regiões do país. O número representou 29 cidades mais do que no ano anterior e dez mais do que em 2012. O Monumento às Bandeiras, em São Paulo; o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; a Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, em Brasília; e a Igreja São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha), em Belo Horizonte, foram alguns dos ícones que ficaram apagados por 60 minutos.

2015 – No ano passado, a Hora do Planeta aconteceu no dia 28 de março e apagou as luzes de 626 ícones, reunindo mais de 4 mil pessoas em seu evento oficial na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. A adesão de 185 municípios – incluindo todas as capitais e o Distrito Federal – marcou um novo recorde de participação de cidades brasileiras e foi a maior desde que a campanha começou a ser realizada no Brasil, em 2009.

Mais informações:

Hora do Planeta 2016

Data: 19 de março (sábado)

Horário: das 20h30 às 21h30

www.wwf.org.br/horadoplaneta

Fonte: WWF-Brasil

12:05 · 02.03.2016 / atualizado às 12:40 · 02.03.2016 por

Entrevista_LaurentBili

O embaixador da França no Brasil, Laurent Bili, esteve em Fortaleza, na semana passada, onde concedeu entrevista exclusiva à página de Gestão Ambiental do Diário do Nordeste. Ele veio para participar da II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas, e se reuniu com o governador Camilo Santana; o prefeito Roberto Cláudio; e o reitor da UFC, professor Henry de Holanda Campos.

Acompanharam o embaixador na viagem, o diretor da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) no Brasil, Laurent Duriez; o cônsul-geral da França, em Recife, Bruno Bissonda; e a conselheira para Desenvolvimento Sustentável da Embaixada, Françoise Méteyer-Zaldine. Na agenda, o papel diplomático de levar Acordo de Paris, resultado da COP21, aos agentes locais, e viabilizar apoio lateral às cidades da região, sobretudo em Desenvolvimento Sustentável.

Confira a entrevista clicando aqui

08:00 · 19.02.2016 / atualizado às 12:28 · 19.02.2016 por

II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas

A II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas, primeiro evento nacional após a  21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) ,  em Paris, será realizada em Fortaleza, nos dias 24 e 25 de fevereiro. A Prefeitura de Fortaleza, em parceria com o Iclei, associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, promoverá o evento, no Centro de Eventos do Ceará.

O objetivo é buscar, a partir do Acordo de Paris, meios para aprofundar as discussões sobre o papel das cidades no enfrentamento às mudanças climáticas no Brasil, boas práticas, iniciativas e ferramentas regionais disponíveis para as cidades brasileiras e o caminho a ser trilhado para que as variáveis climáticas sejam incorporadas ao desenvolvimento urbano no País com ambição e escala.

“O Acordo de Paris instaurou um novo marco institucional para o enfrentamento das mudanças climáticas no qual governos municipais e estaduais são reconhecidos como atores essenciais para implementação de ações transformadoras no ambiente urbano”, lembra Pedro Roberto Jacobi, presidente do Secretariado para América do Sul do Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade.

“É uma grande satisfação receber um evento que discutirá experiências e casos que envolvem políticas públicas voltadas ao clima e às cidades. O prefeito Roberto Cláudio vem implementando, em Fortaleza, ações que dialogam diretamente com a questão climática, a exemplo do lançamento da Política de Desenvolvimento de Baixo Carbono, do investimento em modais não poluentes, como as bicicletas compartilhadas, do Plano de Arborização e da ampliação de áreas verdes com a criação de novos parques urbanos”, enfatiza Águeda Muniz, secretária de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

Durante o evento, será encerrado o projeto Urban LEDS, um programa de quatro anos, financiado pela União Europeia e desenvolvido pelo Iclei e ONU Habitat, em 37 cidades do Brasil, Índia, Indonésia e África do Sul para demonstrar estratégias de desenvolvimento urbano inclusivo de baixa emissão de carbono em condições de crescimento e transição acelerados.

A Embaixada Britânica, por meio dos recursos do Prosperity Fund, também apoia a realização do evento. Desde 2010 trabalhando em parceria com o Iclei em projetos relacionados à agenda climática e de infraestrutura de cidades, o fundo viabilizará a participação de especialistas britânicos para compartilharem experiências com cidades brasileiras.

A II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas contará, entre palestrantes, debatedores e plateia, com a participação de prefeitos do Brasil, além de representantes de governos estaduais, do governo federal e de cidades de outros países da América do Sul.

Também estão previstos representantes de instituições ligadas ao tema, como Abema, AFD, Anama, Avina, BID, CB27, CAF, Future Cities Catapult, CDP, Cebds, Fonari, FNP, Fundação Grupo Boticário, Fundação Konrad Adenauer, GIZ, ITDP, LEDS LAC, MercoCiudades, ONU Habitat, Sasa, SOS Mata Atlântica, WRI e WWF, entre outras.

CB27

Além da Jornada, Fortaleza também receberá, pela primeira vez, o CB27, reunião com todos os secretários de meio ambiente do Brasil. O encontro é uma troca de experiências quanto a projetos e ações desenvolvidos nas cidades do País. Na ocasião, a titular da Seuma apresentará a Política Ambiental de Fortaleza e o Programa Fortaleza Cidades Sustentável.

Iclei

Principal associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, o Iclei promove ação local para a sustentabilidade global e apoia cidades a se tornarem sustentáveis, resilientes, eficientes no uso de recursos, biodiversas, de baixo de carbono; a construírem infraestrutura inteligente e a desenvolverem uma economia urbana verde e inclusiva com o objetivo final de alcançar comunidades felizes e saudáveis.

Este movimento global congrega mais de 1.000 estados, metrópoles e cidades de pequeno e médio porte, em 86 países. Seu Secretariado para América do Sul (Iclei SAMS) apoia uma rede de mais de 40 cidades sul-americanas que representam mais de 100 milhões de habitantes em oito países, tais como Quito, Curitiba, Manaus, Ñuñoa, São José dos Campos, e Bogotá.

Mis informações, programação e inscrições, clique aqui