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Categoria: Recursos Hídricos


10:00 · 10.01.2017 / atualizado às 11:06 · 10.01.2017 por
O centenário Açude Cedro, localizado em Quixadá, município do Sertão Central do Ceará, está seco desde o fim do ano passado, após cinco anos consecutivos de chuvas abaixo da média na região Foto: José Avelino Neto / Agência Diário
O centenário Açude Cedro, localizado em Quixadá, município do Sertão Central do Ceará, está seco desde o fim do ano passado, após cinco anos consecutivos de chuvas abaixo da média na região Foto: José Avelino Neto / Agência Diário

O sistema Olho N’água, desenvolvido em parceria com a UFCG monitora o volume de água disponível nos reservatórios do Semiárido brasileiro. Desse total, cerca de 65% estão com armazenamento abaixo de 10%

O Instituto Nacional do Semiárido (Insa), em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), por meio do Laboratório Analyctis, do Departamento de Sistemas e Computação (DSC), lançou, no dia 21 de dezembro, o sistema Olho N’água, uma versão interativa de monitoramento dos reservatórios do Semiárido brasileiro.

A proposta tem como objetivo compartilhar com a sociedade informações atualizadas da disponibilidade de água dos reservatórios que abastecem cerca de 24 milhões de habitantes da região.

O Olho N’água integra o Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (Sigsab), que reúne e disponibiliza informações econômicas, sociais, ambientais e da infraestrutura do Semiárido.

Segundo o diretor do Insa, Salomão Medeiros, a plataforma aproxima o cidadão de sua realidade por meio das informações: “A gente fica mais empoderado quando sabe de fato a situação e o histórico do reservatório que abastece a cidade onde mora, porque consegue pensar suas condições hídricas, se elas se repetem e para onde estamos indo, a partir de dados. Isso contribui para o controle social, para que a população discuta com o gestor responsável acerca do manejo da água, do planejamento e da preocupação com a provisão. A proposta da ferramenta é envolver a sociedade nesse debate”.

Sistema de alerta

O sistema de monitoramento trabalha com o recorte de 452 reservatórios distribuídos em nove Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, que juntos totalizam 40.256 hm³ de capacidade máxima de armazenamento.

No sistema interativo existe a seção ‘Informe-se’, onde o usuário pode realizar uma consulta sobre os níveis dos reservatórios e se cadastrar para receber atualizações por meio do Messenger da página oficial do Facebook do Olho N’água.

As informações utilizadas para o monitoramento dos níveis dos reservatórios são provenientes da Agência Nacional de Águas (ANA), Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte (Semarh-RN).

Fonte: Insa

10:34 · 15.07.2015 / atualizado às 11:03 · 15.07.2015 por
Os cursos são voltados a diversas áres relacionadas a recursos hídricos Foto: Kid Júnior / Agência Diário

Estão abertas as inscrições para 7 mil vagas em cursos gratuitos, na modalidade de ensino a distância (EaD), oferecidos pela Agência Nacional de Águas (ANA). As inscrições podem ser realizadas por meio do site http://eadana.hospedagemdesites.ws/ até o próximo dia 21 ou antes desta data, caso todas as vagas sejam preenchidas. Esta é a maior quantidade de oportunidades já oferecidas de uma só vez pela instituição. Há capacitações sobre:

  • Água e Floresta: Uso Sustentável da Caatinga
  • Codificação de Bacias pelo Método Otto Pfafstetter
  • Comitê de Bacia: O que É e o que Faz?
  • Comitê de Bacia: Práticas e Procedimentos
  • Estruturação da Gestão Ambiental Municipal
  • Gestão Integrada de Recursos Hídricos no Nordeste
  • Lei das Águas
  • Monitoramento da Qualidade da Água de Rios e Reservatórios

Os interessados podem se inscrever em até dois cursos simultaneamente e receberão a confirmação de matrícula no primeiro dia de cada capacitação. A seleção será feita por ordem de inscrição. Os alunos que conseguirem 60% de aproveitamento nas avaliações terão direito a um certificado, sendo que o tempo de duração das atividades pode ser menor que o previsto, conforme o desempenho de cada um. Para facilitar a aprendizagem, os conteúdos são estruturados por meio de uma navegação sequencial entre módulos.

Oferecido pela ANA e pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), o curso Água e Floresta: Uso Sustentável da Caatinga, tem duração de dez horas. As turmas acontecem de 3 a 9 de agosto e de 10 a 16 de agosto, cada uma com 500 vagas. A capacitação visa a apresentar noções básicas sobre práticas sustentáveis de uso dos recursos florestais da Caatinga e sua relação com a água.

Com carga de 20 horas, o curso Codificação de Bacias Hidrográficas pelo Método de Otto Pfafstetter é voltado para integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), órgãos ambientais e afins. A capacitação tem o objetivo de propiciar um maior entendimento sobre a codificação oficial de bacias hidrográficas do Brasil: o Método Otto Pfafstetter. As duas turmas acontecerão de 21 de julho a 2 de agosto e de 3 a 16 de agosto.

Previsto para acontecer de 21 de julho a 2 de agosto com carga de 20 horas, o curso Comitê de Bacia: o que É e o que Faz? oferece 500 vagas. A capacitação busca ensinar as atribuições e responsabilidades desses colegiados, além de incentivar a participação da sociedade na gestão da água. Também com 500 vagas e 20 horas de carga, o tema Comitê de Bacia: Práticas e Procedimentos terá suas atividades entre 3 e 16 de agosto com foco no funcionamento da estrutura organizacional desses colegiados, visando a melhorar o processo de gestão de recursos hídricos.

O curso Estruturação da Gestão Ambiental Municipal, oferecido pela ANA em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), tem carga de 40 horas e oferece 1.000 vagas. O objetivo da capacitação é apresentar linhas gerais para o fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e sua inter-relação com os demais instrumentos e atores da gestão municipal, entre os quais a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH). Neste caso, as atividades acontecem entre 21 de julho e 16 de agosto.

Também há duas turmas para o curso Gerenciamento Integrado dos Recursos Hídricos no Nordeste com um total de 1.000 vagas e carga de dez horas. As atividades acontecem de 21 a 26 de julho e de 27 de julho a 2 de agosto. A capacitação aborda o gerenciamento de recursos hídricos no Nordeste, considerando as peculiaridades da região no que diz respeito à disponibilidade hídrica.

Com 1.600 vagas, o curso Lei das Águas tem carga de 20 horas e acontecerá em duas turmas de 21 de julho a 2 de agosto e de 3 a 16 de agosto. A capacitação aborda a Política Nacional de Recursos Hídricos e os conceitos básicos relacionados à gestão das águas e ensina os alunos a identificarem formas de atuação responsável para o uso e gestão do recurso.

Para o curso Monitoramento da Qualidade da Água de Rios e Reservatórios, a ANA oferece 1000 vagas para os interessados no tema. A capacitação está prevista para o período de 21 de julho a 16 de agosto, com carga de 40 horas. O objetivo é promover a reflexão sobre conceitos e ferramentas de monitoramento de qualidade da água em atendimento à Política Nacional de Recursos Hídricos e demais normas legais e institucionais sobre o tema.

Capacitação

A ANA realiza capacitações para as entidades que compõem o  Singreh e para toda a sociedade brasileira. O objetivo dos cursos é estimular a conservação e o uso sustentável da água, além da participação cidadã na implementação da PNRH. Em 2014, a Agência capacitou mais de 22 mil pessoas. Para 2015, a expectativa é bater este recorde com mais de 33 mil alunos. Saiba mais no Portal da Capacitação da ANA e assista aqui à animação sobre os cursos realizados pela Agência:

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Mais Informações: www.ana.gov.br

08:29 · 03.11.2014 / atualizado às 08:30 · 03.11.2014 por
A pós-graduação Lato Sensu em Elaboração e Gerenciamento de Projetos para a Gestão Municipal de Recursos Hídricos recebe inscrições até o dia 10 de novembro Foto: Kid Júnior / Agência Diário
A pós-graduação Lato Sensu em Elaboração e Gerenciamento de Projetos para a Gestão Municipal de Recursos Hídricos recebe inscrições até o dia 10 de novembro Foto: Kid Júnior / Agência Diário

A Agência Nacional de Águas (ANA) em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) abre inscrição para o curso de pós-graduação Lato Sensu em Elaboração e Gerenciamento de Projetos para a Gestão Municipal de Recursos Hídricos na modalidade semipresencial. São ofertadas 200 vagas gratuitas até o dia 10 de novembro, quando o prazo de inscrições termina.

O curso tem o objetivo de capacitar técnicos dos serviços municipais a atuarem na concepção, captação de recursos, implementação e prestação de contas de projetos ligados às políticas de âmbito municipal (ambiente, saneamento, uso e ocupação do solo) com potencial impacto sobre os recursos hídricos.

Para concorrer a uma das 200 vagas dessa primeira turma o candidato deverá cumprir três requisitos básicos:

1) Possuir graduação em qualquer área do conhecimento

2) Ser servidor com vínculo efetivo com a administração pública municipal, estadual ou federal

3) Estar liberado e autorizado pelo órgão de origem para as atividades presenciais e a distância oferecidas pelo curso

Uma comissão de avaliação formada por representantes da ANA e do IFCE avaliará e validará as inscrições, tendo como base os critérios definidos no Edital PRPI/DEAD nº 001/2014. Os resultados de todas as etapas do processo seletivo serão publicados no site http://prpi.ifce.edu.br/ifce_ana.

A duração do curso está estimada em 18 meses, com três encontros presenciais nos 12 primeiros meses da capacitação nas cidades polo definidas no edital, a saber: Manaus, Fortaleza, Brasília, São Paulo e Florianópolis, de acordo com a respectiva região geográfica.

O curso é gratuito e as despesas com deslocamento, hospedagem e alimentação correrão a expensas dos participantes ou de suas instituições de origem.

O resultado final da seleção deverá ocorrer na data provável de 21 de novembro, com divulgação no site do IFCE. O início das aulas está previsto para ocorrer no dia 1º de dezembro de 2014.

Vertente indutora

Como instituição responsável pelo desenvolvimento de ações de capacitação no âmbito do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), a ANA identificou a demanda para formação especializada de técnicos atuantes nos municípios brasileiros e, de forma inédita no Brasil, apoiou o IFCE na estruturação do curso de pós-graduação Lato Sensu em Elaboração e Gerenciamento de Projetos para a Gestão Municipal de Recursos Hídricos.

A expectativa da Agência é capacitar, em duas turmas, 600 profissionais e, assim, permitir que os municípios tenham as aptidões e o conhecimento necessários para captar recursos para financiamento nas áreas de saneamento, meio ambiente e planejamento do uso do solo.

Mais Informações:

www.ana.gov.br

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)

Agência Nacional de Águas (ANA)

Fones: (61) 2109-5103/5129/5495/5110

E-mail: comunicacao@ana.gov.br

Fonte: Agência Nacional de Águas

08:01 · 17.06.2013 / atualizado às 11:13 · 17.06.2013 por

WDCD2013

O Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação é celebrado anualmente no dia 17 de junho, desde 1995, o ano em que o dia foi proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Neste dia pretende-se promover a sensibilização pública relativa à cooperação internacional no combate à desertificação e os efeitos da seca. O tema escolhido para o ano de 2013 é a seca e a escassez de água.

De toda a água na Terra, apenas 2,5% é doce. E, de tudo isto, o fornecimento total utilizável para os ecossistemas, incluindo o ser humano, é inferior a 1%. E, matematicamente falando, quando a demanda por água excede a oferta disponível, resulta em escassez.

As terras secas são particularmente vulneráveis à escassez de água e a intensificação projetada de escassez de água doce irá causar maiores tensões em zonas áridas. Embora cada pessoa precise de pelo menos 2.000 metros cúbicos de água para o desenvolvimento do bem-estar humano e sustentável a cada ano, em média, as pessoas nas terras áridas têm acesso a apenas 1.300 metros cúbicos.

Mapa da escassez de água

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O objetivo do Dia Mundial de Combate à Desertificação de 2013 é criar consciência sobre os riscos de seca e escassez de água no sertão e, além, chamar a atenção para a importância de manter os solos saudáveis, como parte da agenda pós-Rio +20, bem como a agenda dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) pós-2015.

O slogan deste ano, “Não deixe que o nosso futuro secar” apela para que todos possam tomar medidas para promover a preparação e a resiliência à escassez de água, desertificação e seca. O slogan encarna a mensagem de que todos nós somos responsáveis pela água e conservação do solo e uso sustentável, e que existem soluções para estes graves problemas de recursos naturais. A degradação da terra ameaça o nosso futuro.

Dentro da campanha, a hashtag #WDCD2013 foi proposta para todas as postagens relacionadas ao tema. Ela chama todos a compartilhar fotos e notícias de eventos na sua página no Facebook.

Em Fortaleza

Em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Desertificação, o Conselho de Políticas e Gestão do Meio ambiente (Conpam) realiza hoje, a partir das 14h, evento na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. O objetivo é difundir as ações do Estado relacionadas à desertificação.

Estão previstas palestras sobre os temas “Experiências do Projeto Mata Branca na Convivência com o Semiárido”, ministrada pela assessora de projetos especiais do Conpam, Tereza Farias; “A Funceme no contexto da desertificação”, chefe do Núcleo de Meteorologia, Meiry Sayuiri Sakamoto; e “Ações Ambientais do Projeto São José”, assessor ambiental da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), Hermínio José Moreira Lima. Também será lançado o livro “Levantamento de reconhecimento de média intensidade dos solos – Mesorregião do Sul Cearense”.

No Ceará, as áreas mais fortemente atingidas, conforme o professor Marcos Nogueira, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), apresentam uso desordenado dos recursos naturais com práticas agrícolas primitivas, queimadas indiscriminadas e inadequação dos sistemas produtivos. O processo pode ser verificado nos municípios de Irauçuba, Jaguaribe e Inhamuns, o que corresponde a um espaço territorial de quase 30 mil km², cerca de 23% da área do Estado.

Fontes: UNCCD e Conpam

07:00 · 13.07.2011 / atualizado às 15:20 · 13.07.2011 por

Levantamento feito pelo Projeto Bacias identificou relação dos moradores com o manancial e traçou plano de ação

O Projeto Bacias, promovido pelo Movimento Cyan em parceira com o WWF-Brasil, apresentou, na sexta-feira passada, os primeiros resultados do ecomapeamento da Microbacia do Córrego Crispim e o plano de ação para despoluir o rio.

A pesquisa, realizada de porta em porta nas áreas urbana e rural da microbacia, foi feita em novembro de 2010 e reuniu informações sobre a população e sua relação com o córrego, suas expectativas e interesse em recuperá-lo. O Projeto Bacias tem como intuito melhorar a gestão e as condições dos recursos hídricos nas bacias que abastecem as 34 fábricas da Ambev no Brasil.

O estudo feito no Córrego identificou, por exemplo, que a maior parte da população tem interesse em participar de um projeto para revitalizar a região: das pessoas que não conhecem o local, 26% têm interesse pelo projeto. Já entre os que conhecem, mas nunca frequentaram o córrego, 40% mostraram interesse. Na parcela que conhece e já frequentou, esse número sobe para 48% e entre os frequentadores do Crispim, 60% gostariam de ajudar na recuperação das águas.

A pesquisa diagnosticou também a necessidade de reflorestar a área. Para dar início a esse processo, foi inaugurado um viveiro para a produção de mudas de árvores do Cerrado que serão usadas para reverter a atual situação das áreas degradas às margens do córrego. Todo o trabalho deve contar com a participação ativa da comunidade local.

O “Bacias” é um projeto ambiental lançado em março de 2010 com o objetivo de promover a recuperação, conservação e a gestão da bacia Corumbá-Paranoá. A proposta, conta Tattiana Lupion Torres, gerente regional de Meio Ambiente da Ambev, é promover um movimento de conscientização para conservar a água. “Essa iniciativa é uma extensão daquilo que já fazemos dentro das nossas unidades. Queremos dividir os nossos valores e a preocupação da companhia com o meio ambiente”, explicou.

Para detectar a real situação dos níveis de poluição de nascentes no Distrito Federal, a iniciativa realiza o monitoramento da água em seis córregos da região: Sagui, Crispim, Palha, Jerivá, Torto e Tamanduá. Para isso, o Movimento CYAN mobilizou e capacitou voluntários que fazem, mensalmente, o acompanhamento da qualidade da água.

Os resultados obtidos por esse levantamento serão disponibilizados no site do Movimento CYAN. A ideia é criar um histórico comparativo para avaliar a evolução desses parâmetros, identificar os problemas mais graves e encontrar as devidas soluções. Desta forma, torna-se possível uma análise aprofundada sobre o estado de degradação do meio ambiente para futuras ações de recuperação.

“O projeto se insere nas ações do WWF-Brasil como parte de sua estratégia de envolver as comunidades no cuidado com a água, em um modelo de gestão participativa que tem, nos próprios moradores das microbacias, os guardiões das águas, responsáveis pela conservação e, até, pelo monitoramento da qualidade das águas dos córregos”, diz Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, superintendente de Conservação do WWF-Brasil.

Berço das Águas

Apesar de parecer um esforço localizado, a conservação das águas no Distrito Federal e seu entorno tem importância nacional, pela sua contribuição para os recursos hídricos brasileiros. O Cerrado, onde se localiza o DF, é conhecido pelo clima extremamente seco durante o inverno. Entretanto, curiosamente, é considerado o berço das águas do Brasil. Do Planalto Central afloram águas que irão abastecer três das maiores bacias hidrográficas do País.

Na região, especificamente, nascem, em um fenômeno conhecido como Águas Emendadas, riachos que irão abastecer, ao sul, pelo córrego Brejinho, as bacias do Paraná e Prata, e ao norte, pelo córrego Vereda Grande, as bacias Tocantins e Amazonas. Ambos os cursos d’água afloram em uma mesma vereda, a uma distância de apenas seis quilômetros um do outro.

Ainda assim, o Cerrado é conhecido como o “patinho feio” dos biomas brasileiros. Mesmo sendo o maior deles, é o mais ameaçado e esquecido. O bioma, entretanto, abriga 10.400 espécies de plantas, das quais 50 são endêmicas, ou seja, só ocorrem nesta região. A fauna também apresenta uma importante diversidade, incluindo 180 espécies de répteis, 113 espécies de anfíbios, 837 de pássaros e 195 de mamíferos.

Nada disto impediu que o Cerrado perdesse para a produção agropecuária 45% de sua área de domínio. Com o desmatamento, vão-se também as nascentes e os riachos, assoreados e soterrados em função da destruição de suas matas ciliares.

Movimento CYAN

No Dia Mundial da Água, 22 de março de 2010, a Ambev lançou o Movimento CYAN – Quem vê água enxerga seu valor, um amplo projeto de mobilização e conscientização da sociedade para o uso racional da água.

Este ano o Movimento lançou o Banco CYAN – um sistema de descontos para compras online para quem economizar água. Por meio do Banco CYAN, as pessoas têm acesso à média de consumo de água de seu imóvel e, à medida que elas diminuem (ou até mesmo mantêm) o consumo, ganham pontos que podem ser usados como desconto em sites de compras na internet.

No Estado de São Paulo, o Banco está disponível para os 6,2 milhões de imóveis registrados pela Sabesp, ou seja, 23,6 milhões de pessoas de 364 municípios podem ser correntistas. Outra parceira é o Centro de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau). Futuramente serão feitas parcerias com outras concessionárias de água do País.