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Categoria: Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (RBJA)


13:29 · 20.11.2011 / atualizado às 13:29 · 20.11.2011 por

1.200 inscritos e cerca de 650 participantes confirmados

Quase 80 pessoas hospedadas por conta da organização em hoteis do Rio de Janeiro

21 pessoas do staff da organização trabalharam durante o evento com o apoio de mais 14 alunos voluntários que ficaram à disposição em todas as salas

95 passagens aéreas emitidas de quase todos os Estados brasileiros para participantes do evento

61 palestrantes, coordenadores de oficinas e de rodas de conversas

11 oficinas

9 rodas de conversas

7 plenárias com painéis

5 palestras de inspiração

36 trabalhos apresentados na mostra científica, selecionados de mais de 100 inscritos

12:30 · 18.11.2011 / atualizado às 12:30 · 18.11.2011 por

Por Maristela Crispim

Especial para a IV CBJA

“Não vivemos tempos normais, mas um período de exaustão de um modelo hegemônico que prevaleceu por duas décadas”. Assim o ex-presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, abriu o painel “Jornalismo em tempo de Economia Verde”, integrado pelo editor da revista Ideia Sustentável, Ricardo Voltolini; a editora do caderno Razão Social, do Jornal O Globo, Amélia Gonzalez; e a editora da revista Plurale, Sônia Araripe.

“Economia de um tempo que já se sabe que os recursos naturais são escassos e se vive um processo de aquecimento global”, assim Voltolini definiu o conceito de Economia Verde. Para isso, destacou, “é necessário que empresas produzam e indivíduos consumam de um modo sustentável”.

Não muito diferente da realidade para trás dos anos 1990, quando o Terceiro Setor reclamava que o jornalismo só promovia coisas ruins, destacou ele, hoje organizações continuam a cobrar mais espaços.

“Temos o hábito de simplificar o que é naturalmente complexo”, disse Voltolini ao lançar alguns desafios, como contextualização, escolha das fontes e linguagem. Quanto às fontes, sugeriu que se busque as empresas que estão fazendo uma transformação de fato, “procurar saber quem age por convicção ou por conveniência”.

No tocante à linguagem, lembrou que quando de escreve sobre sustentabilidade há duas tendências: um cientificismo chato ou a superficialidade que nada acrescenta. “É sempre bom lembrar que jornalista faz jornalismo e as redes sociais espelham a notícia e também que se evite o heroísmo e o catastrofismo”.

“Jornalista tem que gostar de pessoas. Se gostasse faria toda diferença. Eu sou do tempo em que a gente ia busca na rua as notícias”. Com essas afirmações, Sônia Araripe iniciou a sua participação no painel. Como dica aos jovens comunicadores, enfatizou a importância da leitura, de saber ouvir e da prática de entrevistar, viajar e conversar com diversas fontes.

Amélia Gonzalez continuou na mesma linha, destacando a importância de que,quando se vai cobrir um fórum de discussão, ouvir do início ao fim e não ficar do lado de fora conversando e tomando café, esperando por uma “aspa” para fechar a matéria.

“Sustentabilidade não cabe em manchete”, comentou ao enfatizar a importância de ampliar a cobertura. Por fim, lançou um questionamento para reflexão: “O que estamos fazendo por um mundo melhor quando divulgamos catástrofes e damos manchete ao que não merecia ser noticiado?”.

14:21 · 17.11.2011 / atualizado às 14:21 · 17.11.2011 por
O professor Ladislau Dowbor ficou encarregado da palestra de abertura do IV CBJA

Por Maristela Crispim

Rio de Janeiro. O IV Congresso de Jornalismo Ambiental (CBJA) foi aberto nesta manhã, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), com discussões extremamente pertinentes em relação ao futuro da nossa espécie neste Planeta, partindo de uma discussão sobre a inviabilidade do modelo econômico adotado por nossa civilização.

André Trigueiro, mais conhecido como âncora do Jornal das Dez, da Globo News, é professor de Jornalismo Ambiental da PUC-RJ e membro da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (RBJA), e destacou a responsabilidade do comunicador ambiental diante da proximidade da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20).

“A sociedade perdeu o nexo com a dinâmica de sustentação a vida, produto de um padrão civilizatório que chegou ao limite e a academia tem sua culpa, a partir de um método científico reducionista”, afirmou Felipe Guanaes, diretor do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente (Nima) da PUC-Rio, logo após o padre Francisco Ivern, vice-reitor da Instituição, destacar que as pessoas precisam não apenas respirar ar puro, mas se amarem e se respeitarem.

Guanaes destacou o absurdo distanciamento entre os objetos de pesquisa e o seu contexto, fruto de um estrutura de produção do conhecimento falha, que forma especialistas incapazes de superar esse processo de fragmentação da realidade.

Já César Romero, diretor do Departamento de Comunicação da PUC-Rio, ressaltou que o jornalista, enquanto mediador social, tem o dever de contribuir para o avanço democrático.

O jornalista Vilmar Berna, que também integra a RBJA, assim como a Rede Brasileira de Informação Ambiental (Rebia) falou sobre a necessidade de informar e formar, dentro de uma realidade de analfabetos funcionais na qual estamos mergulhados.

Desafios

“Crescer por crescer é a filosofia da célula cancerosa”. Foi com esta frase que um dos poucos economistas que apresenta uma visão de mundo mais abrangente que um mercado que precisa continuar crescendo, professor titular no departamento de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, nas áreas de economia e administração, Ladislau Dowbor abriu a primeira palestra do Congresso.

Com apenas três slides, o economista falou sobre a crise civilizatória que vivemos, incluindo o aumento populacional e o nosso padrão de emissão de gases de efeito estufa. Destacou, entre outras coisas, que a adoção do Produto Interno Bruto (PIB) como parâmetro e desenvolvimento é um grande equívoco, já que não mede a redução dos estoques do Planeta: “A minha tradução para ‘business as usual’ é ‘empurrando com a barriga’ ”.

“Precisamos situar nossa competência no campo decisório e de uma mudança cultural, democratizar e descentralizar o acesso à informação”. Assim como falou sobre a tendência à paralisação das cidades em função do aumento excessivo do transporte individual, destacou que a pesca industrial tem contribuído para liquidar um dos maiores recursos do Planeta.

Cobertura

“Nunca mais houve nada como a Rio 92. O mundo não falava em mudanças climáticas e a ONU foi capaz de criar o Protocolo de Kyoto”, disse a coordenadora geral da Rio + 20 no Itamaraty, Cláudia Maciel, que informou sobre a construção da Conferência, que trabalha no sentido do consenso entre os 193 países membros.

O evento será uma combinação de Economia Verde no contexto da erradicação da pobreza e Desenvolvimento Sustentável e um quadro institucional para o Desenvolvimento Sustentável.

Segundo ela, apenas 80 nações apresentaram suas contribuições à discussão e destas deve ser construído um documento que apresente as principais convergências. Para a nossa proposta, foi formada uma comissão com 30 ministérios e 40 organizações da sociedade civil, sem contar com consultas públicas on line.

Aron Belinky do Vitae Civilis, falou sobre o complexo de eventos que é a Rio + 20, com cronogramas, espaços e atores distintos e um destaque especial à Cúpula dos Povos por Justiça Ambiental. Ele destacou a feliz coincidência de datas com a reunião do G-20, no México, já que vai haver uma repercussão direta das decisões de lá no encontro daqui.

07:00 · 08.09.2011 / atualizado às 12:50 · 06.09.2011 por

 

Os profissionais da mídia e estudantes começam a se aquecer para a cobertura da Rio+20 já em novembro deste ano, entre os dias 17 e 19. A oportunidade é o IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (IV CBJA), realizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ), pela Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (RBJA).

Quando a preocupação é com o desenvolvimento sustentável, a Rio+20 é a mais importante reunião na agenda mundial. Para colaborar com essa desafiadora cobertura da mídia, o IV CBJA contará com painéis, debates e oficinas voltados ao tema.

A abertura dessa programação fica por conta do pensador Ignacy Sachs, ecossocioeconomista da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris.

Outros temas em voga na agenda ambiental brasileira também serão tratados em palestras de inspiração, painéis, minicursos e oficinas do CBJA: vão desde economia verde até o uso das redes sociais, passando por espiritualidade, resíduos sólidos e impactos das mudanças climáticas.

Pela primeira vez o CBJA terá inscrições gratuitas, graças ao patrocínio master de Fundo Vale e Petrobras e patrocínio premium de Fundação Banco do Brasil, Itaú, Caixa e Governo Federal.

Os interessados já podem se inscrever pelo site oficial www.jornalismoambiental.org.br.

Serviço:

IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental

Local: PUC-RIO – rua Marquês de São Vicente, 225 – Gávea, Rio de Janeiro-RJ

Data: 17, 18 e 19 de novembro de 2011

Site oficial: www.jornalismoambiental.org.br