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Categoria: Resíduos Sólidos


10:30 · 08.02.2017 / atualizado às 21:39 · 07.02.2017 por
Para aderir à iniciativa e trocar lixo por bônus na conta de energia, qualquer cliente pode solicitar o cartão Ecoenel nos postos de coleta do programa Foto: Ecoenel

Há dez anos surgiu o programa de troca de material reciclável por descontos na fatura de energia, com benefícios para a população e para o meio ambiente. Para celebrar a data, teve solenidade, nessa terça-feira, com a palestra da jornalista Marina Klink abordando o tema “Contexto do Programa Ecoenel no panorama mundial da sustentabilidade”.

Em atuação desde janeiro de 2007, o programa já atendeu 610.703 clientes cadastrados, contabilizou 77.530 toneladas de  resíduos e concedeu R$ 5.255.737 em descontos na conta de luz, com uma economia de energia na ordem de 134.129.606 kwh, representando o consumo anual de um município como Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e segunda maior cidade em quantidade de domicílios do Ceará, com 111.775 residências com o consumo médio de 100 kwh/mês.

Latas de bebida, copos, garrafas de plástico e livros velhos: todos esses materiais podem ser reciclados. E não apenas materiais sólidos. O óleo de cozinha, utilizado nas frituras da cozinha, é um resíduo que também pode ser doado e reutilizado. Inclusive, o Ecoenel arrecadou aproximadamente 213.963,15 mil litros de óleo, gerando cerca de R$ 59.262,33 mil em bônus na conta de energia.

Para Odailton Arruda, responsável pelo Ecoenel, o programa é uma referência a ser seguida. “No início, não tínhamos ideia da quantidade de vidas que iríamos impactar. O Ecoenel não é um simples programa de desconto na conta de energia, pois essa
“simples operação” envolve várias instituições, trabalha a destinação adequada e correta dos resíduos recicláveis, ajuda no pagamento da conta de energia de muitas famílias e ainda contribui com as melhores práticas ambientas e sociais em prol da
comunidade”, reforça.

Além dos componentes de resíduos gerarem matérias-primas, a iniciativa também contribui para a redução do problema de destinação do lixo, aumenta o poder de compra da população, valoriza a cidadania e ainda contribui para reduzir o número de
clientes inadimplentes.

Como funciona

Para aderir à iniciativa e trocar lixo por bônus na conta de energia, qualquer cliente pode solicitar o cartão Ecoenel nos postos de coleta do programa. Com o cartão, basta o cliente levar o lixo reciclável ao posto de coleta e registrar os bônus para sua próxima fatura de energia, ou para uma outra unidade consumidora que ele indique.

O cartão corresponde à unidade consumidora para a qual o cliente quer creditar o desconto. Quando o consumidor leva resíduos recicláveis a um posto de coleta, os resíduos são pesados separadamente por tipo, a informação é computada em uma máquina de processamento de dados e, via web, o valor é creditado na conta de energia, de acordo com a categoria do resíduo coletado. A próxima fatura já vem com o desconto. Caso o valor da bonificação seja superior ao total da conta, o excedente é creditado automaticamente na fatura seguinte.

Reconhecimento

Por seus resultados, o Ecoenel já recebeu reconhecimentos nacionais e internacionais. Os mais recentes foram a participação no Knowledge Week promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, nos Estados Unidos. Também ficou entre os três finalistas do Prêmio Nacional de Inovação em 2013 e o Prêmio ODM Brasil, que incentiva ações, programas e projetos que contribuem efetivamente para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Entre outros, pode-se citar que foi eleito, pela Revista Exame, em conjunto com o Monitor Group, uma das 25 melhores inovações brasileiras da última década e foi um dos dez ganhadores do World Business and Development Awards (WBDA), premiação da Organização das Nações Unidas (ONU), como um dos projetos mais importantes quanto ao seu alinhamento com os princípios do Pacto Global, estando entre os 20 mais relevantes no mundo.

Além disso, foi eleito, em 2015, como um dos mais importantes projetos da América Latina alinhado aos princípios do Pacto Global (United Nations – Global Compact) e reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente como Prática de Referência Ambiental.

Ecopontos

O primeiro ponto de coleta fixo foi implantado em um posto de gasolina  na Avenida Washington Soares, em Fortaleza, dentro dos padrões estabelecidos no projeto original. O local disponibilizava troca de resíduo reciclável por bônus na conta
de energia elétrica dos clientes cadastrados, além de coletar, organizar e destinar à indústria de reciclagem os materiais recebidos.

A partir do lançamento desse primeiro ponto, a distribuidora percebeu a necessidade de ampliação do projeto. A população reconheceu o potencial do programa e a Companhia trabalhou com base na expansão da iniciativa.

Visando o atendimento de comunidades carentes, criou-se em 2012 uma rede de pontos móveis em parceria com várias associações comunitárias. Por meio de um trabalho de mobilização, as pessoas levam seus resíduos uma vez por mês, dentro de um dia específico, e realizam a troca nos caminhões itinerantes do Ecoenel. Estes circulam diariamente em diferentes comunidades do Ceará realizando a coleta com base em um calendário elaborado especificamente para atender as necessidades dos clientes.

Seguindo o mesmo modelo, a arrecadação itinerante Ecoenel promove a coleta seletiva nos condomínios de Niterói, no Rio de Janeiro, por meio do “Econdomínios”. Sendo a coleta seletiva predial um grande desafio à limpeza pública urbana, esse tipo de ação se consolida tanto na destinação adequada dos resíduos quanto na geração de novos valores em nossa sociedade.

Abrangência

O Ecoenel conta atualmente com 198 postos de coleta no Ceará e Rio de Janeiro, espalhados pela Capital e Interior.

Iniciativas derivadas do programa

Doação

Ao longo dos últimos dez anos, o Ecoenel tem gerado outras ações. Uma dessas iniciativas é a Doação de Bônus. Dentro da lógica da bonificação na conta de energia elétrica, os clientes podem doar seus bônus a pessoas físicas, famílias ou a
instituições parceiras dos projetos.

Como o cliente é quem escolhe o número da unidade consumidora cadastrada no cartão, ele pode levar os resíduos e creditá-los na conta que desejar. Tanto no Ceará quanto no Rio de Janeiro, instituições, como a Associação de Pais e Amigos dos
Excepcionais (Apae), o Instituto da Primeira Infância (Iprede), em Fortaleza; Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes de Audição (Apada), em Niterói e tantas outras podem ser beneficiadas com a doação dos bônus dos clientes que participam do Ecoenel.

Banco de Leite

Por meio da iniciativa do Banco de Leite, o Ecoenel realiza a arrecadação de recipientes de vidro em seus pontos de coleta para os Bancos de Leite do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), em Fortaleza, e para o Hospital Universitário Antônio Pedro em Niterói, no Rio de Janeiro.

Odailton Arruda destaca que a arrecadação de potes de vidro se deve a uma solicitação dos próprios bancos de leite dos hospitais que se encontram extremamente necessitados desse tipo de material para armazenamento do leite doado por mães voluntárias. Segundo a coordenadora geral do Banco de Leite no Ceará, Erandy Cordeiro, podem ser doados vidros de café e maionese de 50g a 100g. Ela explica que esses formatos são os ideais para a coleta e pasteurização do leite humano.

Resíduos que podem ser reciclados

· Papel e papelão
· Garrafas de plástico de refrigerante (PET)
· Latas e cerveja e refrigerante
· Embalagens tipo longa vida
· Embalagens de vidro (garrafas de cerveja, refrigerantes, copos, vidro de nescafé, aguardente etc.)
· Ferros em geral, arames e pregos
· Plásticos (embalagens de detergente, água sanitária, margarina, copos etc)
· Óleo de cozinha

Fonte: Enel Distribuição

13:03 · 16.11.2016 / atualizado às 13:25 · 16.11.2016 por
A Rua Jovino Guedes, entre Ildefonso Albano e Barão de Aracati, na Aldeota é apenas um dos pontos escolhidos para o depósito de resíduos Foto: Maristela Crispim
A Rua Jovino Guedes, entre Ildefonso Albano e Barão de Aracati, na Aldeota, é apenas um dos pontos escolhidos para o depósito de resíduos Foto: Maristela Crispim

Os pontos de lixo. Este é um problema que incomoda quem mora, trabalha ou estuda perto. Mas parece não incomodar quem paga um carroceiro para se ver livre do incômodo entulho, sem se importar onde vai parar.

A Prefeitura de Fortaleza vem criando ecopontos para receber esse tipo de demanda e amenizar os tais pontos de lixo que insistem em não deixar de fazer parte da nossa rotina diária.

Recolher não acaba, criar pontos específicos parece que também não resolve. Qual seria, então, a saída para isso? Parte da população – aquela que realmente se incomoda – aguarda uma resposta.

A Rua Jovino Guedes, entre Ildefonso Albano e Barão de Aracati, na Aldeota é apenas um dos pontos escolhidos para o depósito de resíduos Foto: Maristela Crispim
A Rua Jovino Guedes, entre Ildefonso Albano e Barão de Aracati, na Aldeota, é apenas um dos pontos escolhidos para o depósito de resíduos Foto: Maristela Crispim
17:47 · 04.10.2016 / atualizado às 17:47 · 04.10.2016 por

 

30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico apresentam os mesmos problemas dos lixões Foto: Elizângela Santos / Agência Diário
30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico são o mesmo que lixões Foto: Elizangela Santos / Agência Diário

Contrariando as expectativas, a quantidade de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) descartados pela população continua a aumentar no Brasil, tanto em termos absolutos, quanto individualmente, apesar do impacto da crise econômica sobre o consumo.

Este é o cenário apontado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), na nova edição do Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, principal radiografia sobre a gestão de resíduos no País, que está sendo lançado hoje (4/10), na semana de comemoração de 40 anos da entidade.

O total de RSU gerado no País aumentou 1,7%, de 78,6 milhões de toneladas para 79,9 milhões de toneladas, de 2014 a 2015, período em que a população brasileira cresceu 0,8% e a atividade econômica (PIB) retraiu 3,8%.

Deficiência na gestão

A geração de resíduos sólidos no Brasil cresceu mais de 26% na última década (2005-2015), porém a gestão dos materiais descartados continua apresentando grande deficiência, e 76,5 milhões de brasileiros (mais de 1/3 da população) ainda sofrem com a destinação inadequada dos resíduos, em um país onde 30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico apresentam os mesmos problemas dos lixões, já que não contemplam o conjunto de medidas necessárias para proteção do meio ambiente contra danos e degradações.

“O desafio da gestão de resíduos sólidos urbanos continua bastante considerável, uma vez que, apesar de uma melhoria percentual, a cada ano um volume maior de resíduos é depositado em locais inadequados, sendo que mais de 3.300 municípios ainda fazem uso de unidades irregulares para destinação do lixo, o que significa graves riscos ao meio ambiente e impactos diretos na saúde da população”, destaca o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, ao lembrar que esse cenário contraria as determinações da  Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – Lei Federal N° 12.305/2010).

Os serviços de coleta mantiveram praticamente os mesmos índices de universalização observados anteriormente, com uma cobertura nacional de mais de 90%. As diferenças regionais, contudo, tornaram-se mais evidentes, já que as regiões Norte e Nordeste ainda estão com uma cobertura cerca de 80%, inferior à das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde o índice é superior a 90%.

O estudo da Abrelpe também mostrou que, em 2015, cada brasileiro gerou cerca de 391 kg de RSU, o que representa um volume similar e, em alguns casos, até maior do que aquele constatado em países mais desenvolvidos e com renda (PIB per capita) mais alta do que o Brasil.

De acordo com a entidade, a gestão adequada de resíduos sólidos é de vital importância para garantia de um futuro saudável e com alguma qualidade de vida, tendo sido incluída como uma das metas da nova agenda global dos 193 Estados-membros da ONU, que estabeleceram, por unanimidade, o compromisso de reduzir substancialmente, até 2030, a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reúso.

“No momento em que o mundo firma um pacto global em favor do meio ambiente, em que se discutem as bases da economia circular e se estabelecem as metas para um futuro sustentável, a gestão dos resíduos assume um caráter ainda mais prioritário para as sociedades”, afirma Silva Filho. “No entanto, o Brasil continua bastante atrasado no atendimento às determinações da PNRS, aprovada em 2010. No ritmo atual, o País não conseguirá cumprir o compromisso assumido perante a ONU, para implementar as ações definidas como prioridade até 2030”, observa o diretor- presidente da Abrelpe.

Coleta Seletiva

Segundo o Panorama elaborado pela Abrelpe, houve aumento paulatino das iniciativas municipais de coleta seletiva, conforme determinado pela PNRS, em todas as regiões do País. Em 2015, cerca de 70% dos municípios registraram tais atividades, que são cada vez mais demandadas pela sociedade. Em 2014, 64,8% dos municípios brasileiros apresentaram alguma iniciativa de coleta seletiva.

O aumento das iniciativas em municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi bastante considerável, enquanto nas regiões Sul e Sudeste mais de 85% dos municípios implementaram ações nesse sentido, um índice superior à média nacional.

Apesar desse aumento na abrangência das iniciativas de coleta seletiva, os índices de reciclagem no Brasil não apresentaram o mesmo avanço e, em alguns setores, houve até mesmo redução do total efetivamente reciclado, em comparação aos índices registrados anteriormente.

“O incremento da reciclagem é uma meta buscada não apenas no Brasil, mas também em várias partes do mundo, que já contam com medidas concretas de estímulo e desoneração para viabilizar os avanços pretendidos. Ações nesse sentido ainda são incipientes por aqui, e toda a cadeia da reciclagem sofre com a ausência de um sistema de gerenciamento integrado para superação dos gargalos existentes”, afirma o diretor-presidente da Abrelpe.

Aspectos econômicos

Para executar os serviços de limpeza urbana, incluindo coleta, transporte, destino final, varrição de ruas, manutenção de parques e demais serviços correlatos, em âmbito municipal, as prefeituras investiram, em média, recursos da ordem de R$ 10,15 por habitante/mês, e tiveram à disposição um contingente de 353.426 funcionários diretos, número que se manteve estável em comparação a 2014. Vale registrar, porém, que houve redução de 1,5% na quantidade de empregos gerados por empresas privadas.

Resíduos da construção e saúde

Além dos RSU, os municípios brasileiros, em geral, também assumiram a responsabilidade pelos resíduos de construção e demolição (RCD) abandonados em vias e logradouros públicos, e pelos resíduos de serviços de saúde  (RSS) gerados nas unidades públicas de atendimento à saúde.

Considerando os RSU, os RCD  abandonados em vias públicas e os RSS gerados em unidades públicas de Saúde, os municípios brasileiros ficaram responsáveis por um total de 125 milhões de toneladas de resíduos em 2015, quantidade suficiente para encher 1.450 estádios do Maracanã.

“As obrigações municipais para com a gestão de resíduos sólidos aumentam a cada ano, seja em termos de volume a gerenciar, seja em termos de obrigações a cumprir. Por outro lado, os orçamentos municipais têm seguido em sentido contrário, sofrendo com reduções periódicas. Esse cenário mostra claramente que serviços essenciais, como a limpeza urbana, não podem mais ficar vinculados ao orçamento geral das cidades, e devem ser custeados individualmente pelos geradores, o que garante a sustentabilidade financeira dos serviços e mais justiça social, com aplicação efetiva do princípio do poluidor-pagador”, finaliza o diretor-presidente da Abrelpe.

Abrelpe

Criada em 1976, a Abrelpe é uma associação civil sem fins lucrativos, que congrega e representa as empresas que atuam nos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Sua atuação está pautada nos princípios da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável e seu objetivo principal é promover o desenvolvimento técnico-operacional do setor de resíduos sólidos no Brasil.

Comprometida para o equacionamento das demandas decorrentes da gestão de resíduos,  desenvolve parcerias com poder público, iniciativa privada e instituições acadêmicas e, por meio de estudos, campanhas, eventos e premiações, busca conscientizar a sociedade para a correta gestão dos resíduos.

No contexto internacional, a Abrelpe é a representante no Brasil da International Solid Waste Association  (ISWA) e sede da Secretaria Regional para a América do Sul da Parceria Internacional para desenvolvimento dos serviços de gestão de resíduos junto a autoridades locais (Ipla), um programa reconhecido e mantido pela ONU, por meio das Comissão das Nações Unidas para Desenvolvimento Regional (UNCRD). Além disso, a Abrelpe é integrante da Iniciativa para os Resíduos Sólidos Municipais da  Climate and Clean Air Coalition (CCAC), uma parceria internacional para o meio ambiente que atua em diversas frentes para redução de poluentes e no combate às Mudanças Climáticas.

Fonte: Abrelpe 

10:00 · 06.07.2016 / atualizado às 21:38 · 05.07.2016 por
A expansão da coleta seletiva está atralada ao fim dos lixões, implantação e uso racional de aterros sanitários, reintrodução dos recicláveis na cadeia produtiva e inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
A expansão da coleta seletiva está atrelada ao fim dos lixões, implantação e uso racional de aterros sanitários, reintrodução dos recicláveis na cadeia produtiva e inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

A coleta seletiva é realizada hoje em 1.055 municípios brasileiros. Esse número representa um aumento de 13,8% em relação a 2014, ano-prazo para o cumprimento efetivo da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) com o fim dos lixões. A revelação é da décima edição da pesquisa Ciclosoft, divulgada no fim de junho pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre).

Realizada desde 1994, a pesquisa tem seus dados atualizados a cada dois anos, o que permite acompanhar, de perto, o que acontece com o sistema em todo o País, não apenas em relação à existência ou não da coleta seletiva, mas também no que diz respeito aos modelos empregados, à composição gravimétrica dos recicláveis e à comparação dos custos da coleta seletiva e da convencional, entre outras informações.

“A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, determina que todos os municípios brasileiros ofereçam a coleta seletiva à sua população. O histórico das edições da nossa pesquisa Ciclosoft mostra um claro engajamento dos municípios após a aprovação da Política. O aumento nesses seis anos foi de 138%, mas o fato é que, mesmo assim, apenas 18% das cidades disponibilizam o sistema”, analisa Victor Bicca, presidente do Cempre.

A Ciclosoft 2016 confirma a concentração do serviço nas regiões Sudeste e Sul que, juntas, somam 81% dos municípios com coleta seletiva. “Um dado interessante é que as regiões metropolitanas das 12 principais capitais brasileiras, que congregam cerca de 130 municípios, representam quase 40% dos resíduos gerados no País.

O desafio é que essas cidades efetivem seus sistemas de coleta seletiva, pois isso resultaria em um grande impulso para a destinação correta dos materiais recicláveis no Brasil e teria um alto poder de influenciar a efetiva expansão do sistema”, destaca Bicca. As cidades são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador.

Atrelados à expansão da coleta seletiva, estão benefícios, como o encerramento dos lixões, a implantação e uso racional de aterros sanitários, a reintrodução dos recicláveis na cadeia produtiva e a inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas como agentes da coleta.

Com abrangência nacional, a Ciclosoft obtém seus dados por meio de questionários enviados às prefeituras e visitas técnicas. A participação é aberta e voluntária.

Conheça, a seguir, as principais informações consolidadas pela Ciclosoft 2016.

Municípios com coleta seletiva

Mix de estratégias

Os programas de maior êxito são aqueles em que há uma combinação de diferentes modelos de coleta seletiva:

• A maior parte dos municípios opera o sistema por meio de PEVs (54%) e cooperativas (54%)

• A coleta porta a porta precisa de maior atenção dos gestores municipais (29%)

A operacionalização do sistema

A coleta pode ser realizada por mais de um agente executor:

• Contratação de empresas particulares – 67%

• A própria Prefeitura – 51%

• Cooperativas de catadores – 44%

É bem amplo o tipo de suporte dado às cooperativas e pode abranger equipamentos, galpões de triagem, ajuda de custo para despesas com água e energia elétrica, caminhões (incluindo combustível), capacitações e investimentos na divulgação da coleta e em educação ambiental.

Os municípios que desejarem participar da Ciclosoft 2018 podem enviar sua solicitação para o email: pesquisa@cempre.org.br.

Os dados completos da pesquisa Ciclosoft desde 2004 estão disponíveis no site do Cempre.

Fonte: Cempre

10:00 · 27.06.2016 / atualizado às 22:16 · 26.06.2016 por
O copo retrátil que tem como finalidade substituir o uso dos descartáveis foi lançado no Dia Mundial do Meio Ambiente
O copo retrátil que tem como finalidade substituir o uso dos descartáveis foi lançado no Dia Mundial do Meio Ambiente

“Salvar o Planeta: um copinho de cada vez”. Foi essa a filosofia que deu origem ao projeto “Menos 1 Lixo”, lançado oficialmente em 1º de janeiro de 2015, pela empresária carioca Fe Cortez. A ideia era simples: incentivar a redução na produção do lixo por meio da substituição dos copos descartáveis por um modelo reutilizável e portátil que qualquer pessoa possa carregar consigo para onde for.

O projeto começou usando um copinho importado. Metálico e retrátil, ele cabia até no bolso, podia ser levado para qualquer lugar e entrava em ação sempre que o usuário precisasse beber alguma coisa com um copo descartável.

“É uma atitude de consumo consciente aplicada de forma simples no dia a dia de pessoas urbanas e, ao mesmo tempo, com potencial de gerar grande retorno”, resume Fe. O impacto que essa simples atitude causa foi comprovado pela própria experiência da criadora do projeto. Fe Cortez realizou, ao longo do ano passado, o Desafio Menos 1 Lixo.

A ideia foi contabilizar quantos copos descartáveis deixou de consumir entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2015 e assim servir de exemplo do potencial do impacto positivo que pode ser gerado pelo indivíduo. O resultado foi inspirador: 1.618 copos descartáveis deixaram de ser utilizados em 365 dias. o que equivale a cerca de 800 litros de água (utilizados na produção desses copos) – ou o que uma pessoa deve beber de água durante um ano inteiro.

Além de usar o copinho para o desafio pessoal, ela importou milhares de unidades, personalizou com a logo da campanha e começou a vender no site do projeto. Além de um produto, o copo representava toda uma ideologia de adoção do consumo consciente no dia a dia.

Cortez comprovou isso com a própria experiência: além de usar o copinho diariamente, ela passou a consumir muito menos produtos com embalagens desnecessárias, trocou o carro pela bicicleta em grande parte dos seus deslocamentos, passou a fazer compostagem em casa, entre outras atitudes.

O desafio não se limitou a ela. No fim de um ano, o projeto atingiu a marca de 7 mil pessoas usando o copo. Isso significa, estimando-se que cada pessoa use o copinho do projeto cinco vezes por dia no lugar do descartável, cerca de 12 milhões de copos que deixaram de ser jogados no lixo, por ano, o que representa mais ou menos 6 milhões de litros de água que deixaram de ser usados na produção.

Produção 100% brasileira

Desde o início da campanha, o grande sonho da Fe Cortez era produzir o “copo perfeito”, ou seja, uma versão muito mais moderna, funcional, bonita e, principalmente, sustentável do copinho metálico que ela importava desde o início do projeto.

Depois de muita pesquisa, estudo de fornecedores e de um investimento de R$120 mil – que contou com apoio da marca Farm – em 5 de junho, na simbólica data do Dia Mundial do Meio Ambiente, o copo oficial do Menos 1 Lixo foi lançado.

Fe decidiu trabalhar com tecnologia totalmente brasileira, assim poderia acompanhar de perto toda a cadeia produtiva para se certificar de que a produção era baseada em práticas sustentáveis e que não utilizava mão de obra escrava (como poderia acontecer com produtos importados).

“O copo do Menos 1 Lixo é 100% brasileiro, com design da Bolei, agência especializada em produtos sustentáveis. Foi pensado para ser um companheiro inseparável, como a chave, carteira ou celular, acompanhar em todos os lugares e carregar todas as bebidas. Foi desenvolvido no tamanho ideal para, por exemplo, tomar um mate de galão na praia ou um açaí, que pode ser feito diretamente no copo, sem passar pelo descartável”, conta Fe Cortez.

Aberto, o produto comporta 400ml; fechado, tem menos de 4cm de altura. O que garante que realmente ele cabe em qualquer lugar e é portátil. Uma alça na tampa foi feita especialmente para permitir que o copo também possa ser pendurado na mochila, no chaveiro, em uma corda ou no passador da roupa, basta utilizar um mosquetão. O corpo do copo é feito de silicone de grau alimentício, material que possui menor aderência e o torna muito mais fácil de limpar, contribuindo para para a redução da pegada hídrica.

Além disso, pode ser levado ao freezer, micro-ondas, máquina de lavar louças, e não contém nenhum tipo de metal pesado, BPA, ou ftalatos, substâncias químicas que afetam o meio ambiente e a saúde humana. A tampa, de poliamida, também é livre de materiais nocivos, além de ser um material durável.

O novo copo está a venda no site do Menos 1 Lixo (www.menos1lixo.com.br) e no Sou Barato, outlet da Americanas.com que comercializa produtos novos, reembalados e usados a preços que cabem no bolso dos consumidores, o que aumenta a vida útil dos itens e, consequentemente, reduz descartes na natureza. Proposta totalmente aderente ao que é praticado pelo Menos 1 Lixo.

20:12 · 24.04.2016 / atualizado às 20:50 · 24.04.2016 por
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Entre as discussões previstas, está a perspectiva cearense para a gestão dos resíduos, assim como as experiências de municípios que obtiveram êxito Foto: Maristela Crispim

 

Com o objetivo de estimular o debate sobre as ações voltadas para o controle de resíduos sólidos, o 3º Seminário Política Nacional de Resíduos Sólidos será realizado nesta segunda-feira (25), na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, no Centro. Por meio de palestras e mesas de discussão, o evento, que é promovido pelo Diário do Nordeste será um espaço para pensar alternativas para o setor na cidade.

O evento contará com uma palestra e três mesas redondas. Segundo a diretora geral da Prática Eventos (responsável pelo Seminário), Enid Câmara, já há mais de 300 inscritos. Para ela, tanto a parte pública quanto a parte privada devem estar envolvidas no debate.

O intuito é “trabalhar cada vez mais a Política Nacional de Resíduos Sólidos e trazer esclarecimentos sobre a Lei, sobre o que a população pode fazer”, afirmou. A lei citada é a 12.305/2010, sancionada em agosto de 2010 e que determina sobre a geração de resíduos, coleta seletiva, destinação, enfim, a sua gestão integrada.

O coordenador da área de saneamento básico da Secretaria das Cidades, Alceu Galvão, explica que outra novidade do seminário é a presença do professor português Rui Marques, que vai expor experiências com resíduos sólidos na Europa.

A primeira mesa discutirá a perspectiva cearense para a gestão de resíduos, além de debater os possíveis investimentos no Estado e ações públicas em andamento.

Em seguida, o tema será o investimento privado para a gestão integrada e como esse tipo de trabalho pode ocorrer no Ceará.

Por fim, serão tratadas experiências de municípios cearenses que obtiveram êxito com a gestão dos resíduos sólidos.

Programação:

7h às 8h – Credenciamento / Café de boas-vindas

8h às 10h – Solenidade de abertura / Palestra Magna

10h às 11h – Palestra “Lições da experiência internacional para efetividade da PNRS no Brasil”

11h às 13h – Mesa “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos sob Diferentes Olhares

13h às 14h – Intervalo de almoço

14h às 16h – Mesa “Investimento Público e Privado em Resíduos Sólidos”

16h às 16h40 – Apresentação de casos

16h40 às 18h30 – Mesa “Experiências Municipais de Coleta Seletiva e Reciclagem”

18h30 – Encerramento

Mais informações:

Local: CDL – Rua 25 de Março, 882, Centro

Horário: Das 7h às 18h30

Telefone: (85) 3433.7684 ou 3433.7685

 

20:31 · 24.02.2016 / atualizado às 20:31 · 24.02.2016 por
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim

Por Maristela Crispim

Pontos de lixo como esse acima, que fotografei às 14h de hoje, no cruzamento das ruas Francisco Holanda com Silva Paulet, no bairro Dionísio Torres, considerado área nobre da cidade de Fortaleza, são muitos, precisamente 1.388, segundo a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP).

Problema antigo, de difícil solução, tem sido um grande desafio para as administrações da cidade. Entre as ações em curso, atualmente, está a construção de “ecopontos”, espaços destinados a coletar resíduos de pequenos geradores, que não podem ser classificados como lixo doméstico e, por isso, não são destinados à coleta domiciliar.

Adoção de multa

Segundo a SCSP, a Agência de Fiscalização (Agefis) visitou 7.807 grandes geradores de resíduos sólidos em 2015. A fiscalização foi iniciada no dia 18 de maio, após a sanção da Lei Nº 10.340/15. Até dezembro, foram registradas 2.499 autuações por irregularidades no plano, custeio, acondicionamento, transporte, armazenamento, coleta, tratamento e destinação do lixo. Desse total, 11% foram autuações gravíssimas, 67% graves, 5% médias e 17% leves.

A destinação irregular dos resíduos sólidos, o armazenamento inadequado do lixo e a falta do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) foram as infrações mais cometidas nesse primeiro ano de fiscalização.

Outra conduta errada foi a utilização de caçambas estacionárias de empresas que não estavam regularizadas. A operação de remoção dessas caçambas clandestinas iniciou no dia 22 de setembro. Até o fim de dezembro, foram removidas 51 caçambas estacionárias em situação irregular.

Isso representa 204 mil litros de lixo que teriam ido irregularmente para áreas verdes, vias públicas ou canteiros centrais. A partir de um aplicativo móvel que monitora todas as caçambas estacionárias da cidade, os fiscais da Agefis realizavam as vistorias acompanhados de veículos poliguindastes para remover as caçambas estacionárias irregulares.

Em 2015, as multas variaram de R$ 687,50 a R$ 3.437,50, podendo ser agravadas em até cinco vezes e ultrapassar os R$ 17 mil. Caso ocorra o pagamento sem contestação, o valor da multa pode ser reduzido em até 50%.

São considerados grandes geradores aqueles que diariamente produzem mais de 100 litros de lixo comum, 50 litros de entulho de construção civil ou qualquer quantidade de lixo com risco de contaminação ambiental ou biológica. Isso não inclui, portanto, os geradores daqueles resíduos que fotografei hoje.

Problema persiste

Esses esforços precisam ser reconhecidos, mas não resolveram o problema. Os pontos de lixo continuam existindo, no Dionísio Torres, na Leste-Oeste e em todos os pontos conhecidos de cada um de nós na Cidade.

Quando será que o cidadão vai começar a fazer a sua parte, sendo fiscal do patrimônio público, que é de todos e não de ninguém, como muitos costumam pensar para se acomodar dentro dos seus carros, desviar o olhar e não descer, sentir o mau cheiro, fotografar e denunciar?

Se cada um assumir um papel nessa complicada equação pode ser que o problema não se resolva, mas seja amenizado. Afinal, nos livramos do lixo, mas ele continua cheirando mal na próxima esquina, esquina onde normalmente não há uma casa, mas tem um vizinho.

Mapeamento

Segundo as informações da SCSP, em 2009, existiam cerca de 1.800 pontos de lixo na cidade. Atualmente, estão mapeados 1.388 e a redução também se deu em peso. Isso após a publicação da Lei Nº 10.340/2015, em maio do ano passado. Ainda segundo as informações da pasta, resultado da conscientização dos grandes geradores da crescente adequação à legislação vigente, o que resultou no crescimento de 24% em número de contratos novos de coleta particular.

Ecopontos

Uma das iniciativas da atual gestão de Fortaleza para a administração dos resíduos sólidos é a adoção dos ecopontos, que atualmente são quatro, sendo três em contêiner e um em alvenaria – para a população realizar o descarte gratuito de entulho de obras de pequeno porte, restos de poda, móveis, estofados velhos, papelão, plásticos, vidros, metais, celulares e aparelhos eletroeletrônicos. O horário de funcionamento é de segunda-feira a sábado, das 8h às 17h. Um novo deverá ser entregue ainda neste mês. E estima-se que, até o fim de 2016, a cidade terá 25 implantados.

Localização dos Ecopontos

–  Bairro Conjunto Esperança (Contêiner)

Avenida da Penetração Norte Sul com a Rua do Canal (Regional V)

– Bairro de Fátima (Contêiner)

Avenida Luciano Carneiro com Avenida Eduardo Girão (Regional IV)

– Bairro São João do Tauape (Contêiner)

Avenida Visconde do Rio Branco, S/N – anexo ao Parque Rio Branco (Regional II)

– Bairro Varjota (Alvenaria)

Avenida Antônio Justa com Rua Meruoca (Regional II)

Pontos de Coleta Voluntária (PEVs)

A Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) implantou Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) nos terminais de ônibus da Parangaba, Papicu, Antônio Bezerra e Siqueira para receber resíduos recicláveis. Os recipientes, que possuem capacidade para 300 quilos, fazem parte do Programa Reciclando Atitudes, um dos pontos do Plano de Ações para Gestão de Resíduos Sólidos, apresentado em março de 2015.

Coleta seletiva em praças e parques

A Seuma implantou cerca de 400 lixeiras de coleta seletiva em parques e praças da Cidade. Separadas pelas cores cinza (reciclável) e marrom (não-reciclável), as lixeiras são mais uma ação do Programa Reciclando Atitudes, cujo objetivo é promover processos de reciclagem com a inclusão dos catadores, incentivar a coleta adequada de resíduos e garantir a manutenção da qualidade ambiental e processos sustentáveis de reciclagem, observando os aspectos ambiental, social, econômico e energético.

Centros de Triagem

O material coletado em Fortaleza é destinado aos três Centros de Triagem públicos: Bonsucesso, Ascajan e Planalto Universo, localizados nos bairros: João XXIII, Jangurussu e Vila União, respectivamente. Os referidos Centros contam com gestão compartilhada entre Prefeitura – Seuma, Acfor e secretarias regionais- e cooperativa de catadores de Fortaleza.

A Prefeitura arca com a infraestrutura e o apoio técnico, como orientações, custos com logística e manutenção, capacitações, etc, e a cooperativa entra com o trabalho, administração e venda dos resíduos coletados, sendo o montante arrecadado distribuído entre os catadores. Além disso, a Prefeitura presta apoio na logística de transporte com caminhões para a coleta de materiais recicláveis e de óleo e gorduras residuais usados.

Projeto Maior Limpeza

Desde novembro de 2015, quando foi entregue o Ecoponto no Bairro de Fátima (Regional IV), a Prefeitura, com a articulação de vários órgãos municipais (SCSP, Acfor, Agefis, Emlurb, Defesa Civil, Coareg, SME, Seinf, Seuma, SMS e regionais), vem realizando o Projeto Maior Limpeza. A ação consiste em blitze educativas em vias e bairros das seis regionais, com o objetivo de conscientizar a população e comerciantes quanto ao descarte correto dos resíduos sólidos, além de distribuir mudas de espécies nativas e frutíferas, sempre no último sábado de cada mês.

Central 156

A Prefeitura conta com a colaboração da população para denunciar casos de descarte irregular de lixo em locais inapropriados. A população deve telefonar gratuitamente para o número 156 ou utilizar o aplicativo Central 156, disponível para Android e iOS, cujo download pode ser feito no site do Fiscal Cidadão: www.fortaleza.ce.gov.br/156.

15:15 · 10.09.2015 / atualizado às 15:37 · 10.09.2015 por
Hoje em média cada brasileiro gera 1,062 quilos de lixo por dia Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário
Hoje em média cada brasileiro gera 1,062 quilos de lixo por dia Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário

por Reinaldo Canto*
Diferente da nossa economia, que apresenta desaceleração, o que não para de crescer é a capacidade nacional de gerar cada dia mais lixo. Foi o que concluiu a nova pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
Segundo os dados levantados pela entidade, em cerca de 400 municípios nos quais residem quase 92 milhões de pessoas, de 2003 a 2014, a quantidade de resíduos produzidos pelos brasileiros foi cinco vezes superior ao aumento populacional do período que foi de apenas 6%. Hoje em média cada pessoa gera 1,062 quilos de lixo por dia!
Os formuladores da pesquisa afirmam que essa é a primeira e mais abrangente feita sobre a situação dos resíduos no Brasil, após a entrada em vigor da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em 2010.

Desde então pouca coisa prevista na lei foi efetivamente implementada, entre elas, um aumento na reciclagem da ordem de 7,2%. Quando a lei passou a valer, apenas 57,6% das cidades brasileiras tinham coleta seletiva, agora esse número saltou para 64,8% dos municípios que reciclam seus resíduos. Um avanço, sem dúvida, bem tímido!
Mas as boas notícias praticamente param por aí! No ano passado apenas 58,4% de um total de 78,6 milhões de toneladas de resíduos coletados tiveram destinação adequada, ou seja, foram ao menos encaminhados para aterros sanitários, locais apropriados e preparados para receber esses materiais.

Outros 41% foram parar em lixões ou aterros controlados, lugares inadequados e que oferecem riscos à saúde das pessoas, ao meio ambiente e podem trazer sérias e irreversíveis consequências como a contaminação do solo e do lençol freático, entre outros.
Exemplo na Amazônia
Recentemente tive a oportunidade de conhecer uma realidade que dá uma medida de quanto à falta de uma ação mais efetiva para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos deverá agravar um quadro que já pode ser considerado dramático.
À convite da empresa Tetra Pak, visitei experiências de coleta seletiva em comunidades ribeirinhas que fazem parte da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro em Manaus, no estado do Amazonas.
O projeto desenvolvido em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) tem o objetivo de reduzir os impactos causados pelo lançamento de resíduos que tradicionalmente eram jogados no Rio Negro ou enterrados e até mesmo queimados.
Quando a realidade dessas comunidades estava ligada, basicamente, ao descarte de material orgânico, ou seja, restos de alimentos, cascas de frutas e madeira, o próprio ambiente possuía condições razoáveis de absorção. A partir do momento em que as comunidades passam a consumir cada vez mais produtos descartáveis e alimentos industrializados embalados, entre outros, a situação muda completamente. Jogar no rio materiais como, plásticos, metais e até mesmo pilhas e baterias, altamente tóxicos e poluentes trás terríveis consequências para as pessoas e o meio ambiente amazônico.
Algumas comunidades como a Três Unidos que fica às margens do Rio Cuieiras felizmente começam a entender os perigos do descarte indiscriminado desses materiais. O Centro de Triagem lá localizado recebe embalagens diversas e por meio de uma prensa entregue pela Tetra Pak, todo o material é compactado e depois enviado à Manaus para uma destinação correta.
Alunos de outras 19 comunidades se dirigem diariamente para estudar no Núcleo de Conservação e Sustentabilidade Assy Manana, onde estudam e são estimulados a enviar os resíduos de suas comunidades para serem prensadas no centro de triagem da Três Unidos. No ano passado cerca de 1,5 tonelada de resíduos passaram pelo local e neste ano são esperadas a coleta de duas toneladas de materiais recicláveis.
Fernando von Zuben, diretor de meio ambiente da Tetra Pak explica que o fornecimento dos materiais adequados para a construção do centro de triagem e os equipamentos compatíveis com as necessidades locais representam importantes apoios para a preservação ambiental, mas ressalta, “toda a mão de obra é local e os resultados só aparecem se as pessoas estiverem envolvidas com o projeto”.
“Aqui na Amazônia as dificuldades para um processo como esse são bem maiores do que em São Paulo, por exemplo, por causa das questões logísticas da região”, afirma Virgílio Viana, engenheiro florestal e superintendente geral da FAS. Para ele, esses enormes desafios requerem uma conscientização ainda maior. A educação, o convencimento e o posterior engajamento das pessoas são as bases necessárias para o sucesso no trabalho de reciclagem.
Mesmo com a expansão do projeto previsto para atingir mais comunidades, ainda será pequeno diante de outras centenas de aglomerados humanos residentes na nossa Amazônia que, neste momento, estão jogando nos rios uma quantidade imensa de materiais poluentes e contaminantes. Por essa razão, os esforços precisam envolver seriamente mais atores da sociedade manauara e dos outros estados da região e de todo o Brasil.

Só para se ter uma ideia, a geração de resíduos apenas em Manaus é superior a 1,5 milhão de toneladas anuais. De 2005 a 2012 houve um incremento de 38% na quantidade de resíduos produzidos pela capital do Amazonas, segundo a Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos da cidade.
Como refletiu o cacique tuxaua Valdemir Triukuxuri, um dos líderes da comunidade Três Unidos, de acordo com a tradição indígena, tudo que é importante deve estar na frente, a vista de todos. Foi por essa razão que o Centro de Triagem possui localização privilegiada bem na frente da comunidade. “Índio considera um monumento, porque é bom para a saúde de todos”.
Pois bem são essas alternativas que nos restam: colocar o problema na frente para que todos possam ver e agir, parar de protelar indefinidamente os pontos principais previstos em lei como o fim dos lixões e o aumento da capacidade de reciclagem em todo o país ou só assistir o problema crescer perigosamente. Nesse último caso, o que o futuro nos reserva, se continuarmos a empurrar com a barriga a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos? Será mesmo uma imensa e vergonhosa montanha de lixo que não mais poderá ser escondida.
* Publicado originalmente na Carta Capital

15:57 · 13.03.2015 / atualizado às 15:59 · 13.03.2015 por
A ação de limpeza vai partir do Pier da Barra do Ceará em direção ao manguezal do Rio Ceará Foto: Tuno Vieira / Agência Diário
A ação de limpeza vai partir do Pier da Barra do Ceará em direção ao manguezal do Rio Ceará Foto: Tuno Vieira / Agência Diário

Amanhã (14), a partir das 8 horas, o Rio Ceará receberá um grupo de 60 voluntários integrados à uma rede cearense e nacional de parceiros do Projeto Limpando o Mundo, que realizarão a “I Expedição do Rio Ceará Limpando 0 Mundo”, cujo objetivo será realizar uma limpeza no manguezal do Rio Ceará para a remoção de resíduos sólidos, visando auxiliar a recuperação de áreas degradadas.

A expedição faz parte de uma formação de voluntários, com sensibilização e educação ambiental; exposição de riquezas naturais, sobre a importância deste frágil ecossistema para a sociedade e a sua relação com a vida marinha nos oceanos.

O Limpando o Mundo é um projeto que tem como missão mobilizar as comunidades de Fortaleza e Caucaia (CE) para a preservação e conservação de ecossistemas aquáticos por meio da sensibilização e conscientização dos problemas que a poluição marinha traz ao nosso Planeta.

O Projeto tem apoiadores como a Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), Instituto Povos do Mar (Ipom), Greenish, Albertu’s Restaurante, Cuca Barra, Grupo de Trabalho de Proteção às Tartarugas (GTAR) Verde Luz, Associação Brasileira do Lixo Marinho (ABLM) e Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma).

Este dia faz parte do cronograma de ações educativas e campanhas do ano 2015 e é a terceira edição do Projeto, voltado à sensibilização da sociedade para a conservação e proteção dos ecossistemas costeiros e da vida marinha frente aos impactos e à poluição por resíduos sólidos do Rio Ceará, nos manguezais, nas praias e nos oceanos.

Programação

Dia 13 – sexta-feira – 14h às 17h30 – Cuca Barra

Formação de 60 Guardiões do Rio Ceará: Lixo Marinho, o que eu tenho a ver?

O I Encontro de Formação dos Guardiões do Rio Ceará vai preparar os voluntários do Limpando o Mundo e convidados, para ajudar na proteção dos ecossistemas costeiros. A ação terá como facilitadores biólogos e ambientalistas do projeto e do GTAR Verde Luz. Eles vão falar sobre a importância do Rio Ceará, a fauna marinha, o lado histórico, econômico, ecológico, cultural e social do maior símbolo de ecossistemas naturais do litoral: o Ecossistema Rio Ceará.

Dia 14 Sábado – 8h às 12h

Limpeza no Manguezal do Rio Ceará

Saída de Barco com grupo de voluntários. A ação visa a catalogação dos resíduos sólidos encontrados e descartados de forma errada, sendo o material quantificado e qualificado

8 Horas: Concentração no Restaurante Albertu’s

Saída: 8h30 do Pier do Rio Ceará

Mais informações:

www.facebook.com/pages/Limpando-O-Mundo-CEARÁ

limpandoomundoceara.blogspot.com.br

15:58 · 26.02.2015 / atualizado às 15:58 · 26.02.2015 por
A última ação, realizada no dia 22 de fevereiro, por oito voluntários, na Praia de Iparana, em Caucaia, resultou na coleta de 90 quilos de lixo Foto: Aquasis
A última ação, realizada no dia 22 de fevereiro, por oito voluntários, na Praia de Iparana, em Caucaia, resultou na coleta de 90 quilos de lixo Foto: Aquasis

O descarte inadequado de resíduos gera diversos problemas ambientais. Quando começam as chuvas, alguns deles afloram, como o entupimento de galerias de drenagem e a sua chegada às praias, por diversos meios, que incluem rios e canais.

No mar, resíduos sólidos, principalmente plásticos, causam impactos ambientais, que vão desde a morte de animais marinhos aos riscos com a saúde pública, pois a ingestão pelos organismos aquáticos desse material pode voltar às nossas mesas.

É necessário que o poder público dos municípios costeiros redobrem esforços de limpeza pública, principalmente no período que antecede a quadra chuvosa. São imprescindíveis, ao mesmo tempo, campanhas de Educação Ambiental para informar e sensibilizar a sociedade.

Da mesma forma, comerciantes das praias (ambulantes ou fixos) precisam assumir uma postura de respeito e educativa com seus clientes.

Depois de um monitoramento de praia, realizado no dia 18 de fevereiro, uma equipe de quatro voluntários do programa Limpando o Mundo e mais quatro voluntários locais se uniram para limpar um trecho de 30 metros quadrados na Praia de Iparana (Caucaia). No dia 22 de fevereiro, domingo, um pequena ação foi realizada com o recolhimento aproximadamente 90 kg de resíduos sólidos.

Nesta sexta-feira (27), voluntários trabalharão em sensibilização e educação ambiental na Barra do Ceará, por meio do projeto Limpando o Mundo. Está programada uma atividade de limpeza de praia e atividades lúdicas de sensibilização para frequentadores ambulantes e donos de barraca.

O projeto conta com o apoio da Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), Instituto Povos do Mar (Ipom), Greenich, Associação Brasileira de Lixo Marinho (ABLM), Cuca da Barra, Grupo Tartarugas (Gtar) / Verde Luz, Albertus Restaurante e Coordenadoria da Juventude de Fortaleza.

O Limpando o Mundo tem como missão mobilizar as comunidades de Fortaleza e Caucaia (CE) para a preservação e conservação de ecossistemas marinhos por meio da sensibilização e conscientização dos problemas que a poluição marinha traz ao nosso Planeta.

Em dois anos foram 50 campanhas de limpeza de praia e mais de 12 toneladas de resíduos sólidos removidos de áreas naturais (praias, manguezais, margens de rios e lagoas), cerca de 30.000 pessoas foram impactadas pelas atividades do projeto. Uma rede de 800 voluntários foi montada.

Mais informações:

Dia 27

Hora de concentração: 14h30

Local de Encontro: Barraca do Dedê

Atividades: Limpeza de praia, atividades lúdicas, sensibilização de frequentadores e donos de barracas