Gestão Ambiental

Categoria: Resíduos Sólidos


15:58 · 26.02.2015 / atualizado às 15:58 · 26.02.2015 por
A última ação, realizada no dia 22 de fevereiro, por oito voluntários, na Praia de Iparana, em Caucaia, resultou na coleta de 90 quilos de lixo Foto: Aquasis
A última ação, realizada no dia 22 de fevereiro, por oito voluntários, na Praia de Iparana, em Caucaia, resultou na coleta de 90 quilos de lixo Foto: Aquasis

O descarte inadequado de resíduos gera diversos problemas ambientais. Quando começam as chuvas, alguns deles afloram, como o entupimento de galerias de drenagem e a sua chegada às praias, por diversos meios, que incluem rios e canais.

No mar, resíduos sólidos, principalmente plásticos, causam impactos ambientais, que vão desde a morte de animais marinhos aos riscos com a saúde pública, pois a ingestão pelos organismos aquáticos desse material pode voltar às nossas mesas.

É necessário que o poder público dos municípios costeiros redobrem esforços de limpeza pública, principalmente no período que antecede a quadra chuvosa. São imprescindíveis, ao mesmo tempo, campanhas de Educação Ambiental para informar e sensibilizar a sociedade.

Da mesma forma, comerciantes das praias (ambulantes ou fixos) precisam assumir uma postura de respeito e educativa com seus clientes.

Depois de um monitoramento de praia, realizado no dia 18 de fevereiro, uma equipe de quatro voluntários do programa Limpando o Mundo e mais quatro voluntários locais se uniram para limpar um trecho de 30 metros quadrados na Praia de Iparana (Caucaia). No dia 22 de fevereiro, domingo, um pequena ação foi realizada com o recolhimento aproximadamente 90 kg de resíduos sólidos.

Nesta sexta-feira (27), voluntários trabalharão em sensibilização e educação ambiental na Barra do Ceará, por meio do projeto Limpando o Mundo. Está programada uma atividade de limpeza de praia e atividades lúdicas de sensibilização para frequentadores ambulantes e donos de barraca.

O projeto conta com o apoio da Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), Instituto Povos do Mar (Ipom), Greenich, Associação Brasileira de Lixo Marinho (ABLM), Cuca da Barra, Grupo Tartarugas (Gtar) / Verde Luz, Albertus Restaurante e Coordenadoria da Juventude de Fortaleza.

O Limpando o Mundo tem como missão mobilizar as comunidades de Fortaleza e Caucaia (CE) para a preservação e conservação de ecossistemas marinhos por meio da sensibilização e conscientização dos problemas que a poluição marinha traz ao nosso Planeta.

Em dois anos foram 50 campanhas de limpeza de praia e mais de 12 toneladas de resíduos sólidos removidos de áreas naturais (praias, manguezais, margens de rios e lagoas), cerca de 30.000 pessoas foram impactadas pelas atividades do projeto. Uma rede de 800 voluntários foi montada.

Mais informações:

Dia 27

Hora de concentração: 14h30

Local de Encontro: Barraca do Dedê

Atividades: Limpeza de praia, atividades lúdicas, sensibilização de frequentadores e donos de barracas

17:06 · 04.11.2014 / atualizado às 17:14 · 04.11.2014 por

Com o objetivo de estruturar redes solidárias formadas por cooperativas e associações de materiais recicláveis, a Fundação Banco do Brasil publica edital para a contratação de bases de serviços de apoio às redes de cooperação de empreendimentos econômicos solidários.

O objetivo é prestar serviços de apoio, consultoria e assessoramento técnico para possibilitar aos empreendimentos condições de melhorar a renda e benefícios sociais para os catadores, cooperados e associados, estruturar redes solidárias de materiais recicláveis, de modo a possibilitar avanços na cadeia de valor, e a inserção no mercado da reciclagem como prestadoras de serviços das políticas públicas de coleta seletiva de resíduos sólidos e da logística reversa.

Para a contratação das executoras de serviços, selecionadas no edital, serão disponibilizados R$ 5,3 milhões, provenientes da Fundação BB e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por intermédio da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes).

Podem participar do Edital, cooperativas singulares, associações, cooperativas de segundo grau ou centrais de cooperativas e associações, participantes de rede de cooperação de empreendimentos econômicos solidários selecionadas no edital de seleção pública da Secretaria-Geral da Presidência da República nº 01/2013, além de entidades privadas sem fins lucrativos.

Desde 2003, a Fundação Banco do Brasil atua na cadeia produtiva de resíduos sólidos com a inclusão social dos catadores de materiais recicláveis em ações de geração de trabalho e renda e de educação, e apoia a melhoria das condições de trabalho de catadores de materiais recicláveis.

As ações promovem o fortalecimento dos empreendimentos econômicos solidários dos catadores, com investimentos em formação e capacitação para a autogestão, infraestrutura (galpões, máquinas, equipamentos, veículos), assistência técnica, assessoramento e consolidação de associações, cooperativas de catadores de materiais recicláveis e fortalecimento de redes de comercialização.

São parceiros da Fundação BB no projeto Cataforte: Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Ministério do Trabalho e Emprego com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (MTE/Senaes), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Petrobras.

Mais informações:

Os documentos poderão ser enviados pessoalmente à Fundação Banco do Brasil, mediante protocolo até às 18h do dia 12/11/2014 ou postados até 12/11/2014 com Aviso de Recebimento (AR). O edital poderá ser consultado na Internet, disponível no site Fundação BB (www.fbb.org.br).

Fonte: Fundação Banco do Brasil

 

13:54 · 19.09.2014 / atualizado às 13:54 · 19.09.2014 por

 

As ações de limpeza têm se ampliado com o Projeto Limpando o Mundo, da Aquasis Foto: Helosa Araújo / Agência Diário
As ações de limpeza têm se ampliado com o Projeto Limpando o Mundo, da Aquasis Foto: Helosa Araújo / Agência Diário

Amanhã, 20 de setembro, no Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, diversas ações no litoral do Ceará e nas lagoas de Fortaleza chamam a população a colaborar, não apenas na limpeza, mas para não poluir nossos recursos hídricos. O fato de deixar qualquer lixinho cair no chão contribui para a queda na qualidade das águas dos nossos recursos hídricos e para afetar a vida aquática porque “as águas sempre correm para o mar”.

Confira, a seguir, toda a programação de amanhã, procure se engajar, divulgar ou simplesmente pensar melhor no assunto. Os benefícios dessa mudança de atitude virão para todos nós.

Projeto Limpando o Mundo

Com o o objetivo de prevenir milhares de toneladas de lixo de irem para o oceano, no fim da década de 1980 foi realizada, pela primeira vez, a ação “Clean Up The World”, em Sydney, Austrália, quando mais de 40 mil voluntários auxiliaram na remoção de dejetos da costa australiana.

O projeto ganhou o mundo e é realizado em diversos países e cidades, incluindo Fortaleza, onde as Organizações Não Governamentais (ONGs) Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) e Instituto Povo do Mar (Ipom), o Serviço Social do Comércio (Sesc-CE) e a surfwear Greenish executam a tradução da iniciativa australiana, no Projeto Limpando o Mundo.

Visando a mobilização e sensibilização das pessoas e a soma dos esforços dos diversos projetos comprometidos com o meio ambiente, o Projeto promove o Dia Mundial de Limpeza de Praias, todos os anos no terceiro sábado de setembro.

Para esse dia 20, o Limpando o Mundo articulou parcerias com mais de 20 instituições e, durante esta terceira semana de setembro, realiza limpeza em praias de Fortaleza, Caucaia, Aquiraz, Cascavel, Aracati e Icapuí. Estima-se a participação de pelo menos 500 voluntários nos diversos grupos de limpeza. Nos pontos de concentração estão sendo distribuídos kits de limpeza para os participantes e passadas orientações de segurança ao lidar com o lixo.

Todo o lixo coletado pelo projeto é separado para reciclagem, catalogado e descartado corretamente. Os números do total de lixo removido das praias será divulgado em nota pelo projeto nos dias seguintes.

Quem se interessar em ajudar, basta ir até as praias divulgadas na página do Facebook do projeto (Limpando o Mundo/ Ceará) ou levar um saco plástico e coletar o lixo que puder na visita à praia / barraca favorita.

Abaixo segue uma lista com todas as praias e pontos de encontro de voluntários onde ocorrerão as limpezas:

Fortaleza

Barra do Ceará – Albertu’s restaurante

Praia de Iracema – Calçadão do Estoril

Titanzinho – Sede Associação Comunitária / IPOM

Praia do Futuro – Barraca Vila Galé

Rio Pacoti (sabiaguaba) – Eco Museu do Mangue

Caucaia

Cumbuco – Escola do Cumbuco

Tabuba – Lago do Kite Surf

Icarai – Barraca Waikiki

Aracati

Canoa Quebrada – Sede Recicriança

Quixaba – Barraca Marisol

Icapuí

Praia das Quitérias – Sede Força Jovem Atravessando Fronteiras

Cascavel

Caponga – Projeto Surf Escola

Mutirão nas lagoas

Uma data para chamar a atenção da importância do cuidado com os recursos hídricos da Cidade. Esse é o objetivo do Dia Nacional de Limpeza de Praias, Rios, Lagos e Lagoas que a Prefeitura de Fortaleza celebrará, amanhã, a partir das 9 horas, com um mutirão em seis lagoas urbanas: Urubu, Papicu, Porangabussu, Parangaba, Maraponga e Messejana. O ponto de encontro será na Lagoa da Parangaba.

O Dia Nacional de Limpeza de Praias, Rios, Lagos e Lagoas foi instituído durante a conferência ambiental Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92), pela Rede Nacional de Educadores Ambientais, a ser realizado no terceiro sábado de setembro, anualmente.

A ONG Aquasis é parceira da gestão municipal nessa atividade, por meio do projeto Limpando o Mundo. Juntas, população, organizações da sociedade civil e a Prefeitura de Fortaleza, limparão também algumas praias (confira relação abaixo).

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), com o apoio da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), Secretarias Regionais, Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb) e Ecofor Ambiental.

Locais de limpeza

Lagoas

– Urubu (Regional I)

– Papicu (Regional II)

– Porangabussu (Regional III)

– Parangaba (Regional IV)

– Maraponga (Regional V)

– Messejana (Regional VI)

Praias (pontos de encontro)

– Barra do Ceará – Restaurante do Alberto

– Praia de Iracema (Estoril)

– Titanzinho (Associação Comunitária/ Ipon)

– Praia do Futuro (Aldeia Surf School/ Vila Galé)

– Sabiaguaba (Ecomuseu do Mangue)

Ações privadas

A Solar Coca-Cola realizará mais uma vez o Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, neste sábado, das 8h30 às 11h30, um mutirão de educação ambiental para recolher lixo e conscientizar os banhistas sobre a importância de manter praias e rios limpos, a partir de uma caminhada de aproximadamente 2 km.

No ano passado, o evento recolheu quase uma tonelada de lixo. Neste ano, a ação será realizada na Praia do Meireles, na Avenida Beira-Mar, saindo do Clube Atlético Náutico Cearense até a Volta da Jurema. A expectativa é que o evento envolva cerca de 350 voluntários.

A ação também promove a responsabilidade social, pois todos os resíduos recolhidos são separados e destinados às cooperativas de catadores. Neste ano, a beneficiada será a Sociedade Comunitária de Reciclagem de Lixo do Pirambu (Socrelp), que também participa do mutirão de coleta.

Coordenado mundialmente desde 1986 pela ONG americana The Ocean Conservancy, o Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias é um dos mais bem sucedidos eventos que envolvem voluntários do mundo. Em torno de 40 milhões de pessoas de 125 países são mobilizadas em prol da ação.

A Coca-Cola apoia a ação desde 1994, como parte das iniciativas do programa Coletivo Reciclagem, do Instituto Coca-Cola Brasil. A Solar Coca-Cola vai realizar ações nas regiões em que atua (Nordeste, Mato Grosso, parte de Tocantins e de Goiás) limpando rios, praias e lagoas das principais cidades em que está presente.

Funcionários da Posco E&C Brasil realizam a 2ª Ação Voluntária de Limpeza de Praias e Ruas do Cumbuco, entre as 8 e 11 horas. O evento pretende reunir mais de 150 voluntários coreanos e brasileiros, além de moradores do Cumbuco.

O encontro será na Escola Municipal Helena de Aguiar Dias, onde os voluntários serão orientados e receberão o material para a ação – que é uma parceria com diversas associações do Cumbuco, como a Colônia dos Pescadores, Associação Comunitária do Cumbuco (ASCC) e Instituto de Formação de Empreendedores e Educadores (IFEE). A parceria entre a Posco E&C Brasil e as associações do Cumbuco acontece desde janeiro de 2014, e a primeira ação voluntária para a limpeza das praias locais aconteceu em maio deste ano.

A Energia Pecém e a Eneva, realizam, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Gonçalo do Amarante, a Campanha Praia Limpa Taíba, uma ação para recolher o lixo da praia na localidade. Mais do que promover esse mutirão de limpeza, a termelétrica pretende chamar a atenção da comunidade para a importância de manter as praias limpas e não jogar lixo na areia. Na oportunidade, estudantes do município, pescadores, moradores e colaboradores da Energia Pecém e outras empresas parceiras na iniciativa irão receber da usina os materiais necessários para entrarem em ação na limpeza da beira-mar.

 

15:16 · 16.09.2014 / atualizado às 15:46 · 16.09.2014 por

Coletor de Pilhas_Ecoelce

Desde julho de 2013, o Ecoelce, programa da Coelce que propõe a troca de material reciclável por bônus na fatura de energia, recebe em alguns pontos de coleta, pilhas e baterias usadas, totalizando, até agosto de 2014, a marca de um tonelada de pilhas.

As pilhas são encaminhadas ao Projeto Abinee, da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, que visa implantar os sistemas de logística reversa e destinação final das pilhas comuns de zinco-manganês, pilhas alcalinas, pilhas recarregáveis e baterias portáteis, sendo o Ecoelce o parceiro nessa ação. Após o descarte da pilha, o material é coletado, pesado, separado e encaminhado para o reprocessamento e a reciclagem.

Considerado resíduo perigoso, em termos técnicos, a reciclagem de pilhas e baterias consiste na recapturação dos materiais, nomeadamente manganês, zinco, aço e carbono, para serem reintroduzidos no processo industrial, evitando com isso a deposição dos metais pesados, tóxicos e altamente poluentes na natureza, ao mesmo tempo em que diminui a necessidade de exploração mineira para a obtenção dos mesmos.

Apesar de ser um resíduo que não disponibiliza bônus Ecoelce aos clientes, houve grande adesão da população cearense em destinar corretamente esse resíduo perigoso. Segundo o responsável pela área de eficiência energética da Coelce, Odailton Arruda, as pessoas estão mais conscientes sobre a destinação correta desses resíduos. “Chegar à marca de uma tonelada de pilhas arrecadas mostra que as pessoas não estão preocupadas somente com o desconto na conta de energia”, reforça.

Ecoelce

Em atuação desde janeiro de 2007, o programa já atendeu 427.817 clientes cadastrados, contabilizou mais de 17.231 toneladas de resíduos e concedeu R$ 2.260.555,77 em bônus na conta de luz. O projeto conta atualmente com 99 postos, entre capital e interior do Ceará.

Para aderir à iniciativa e trocar lixo por bônus na conta de energia, o titular da fatura deve solicitar seu cartão Ecoelce – que conta com um chip no qual ficam registrados os dados do cliente – cadastrando-se, com a conta em mãos, nos postos de coleta do programa. Com o cartão, basta o cliente levar o lixo reciclável ao ponto de coleta e registrar os bônus para sua próxima fatura de energia. Na capital, são treze pontos do programa aptos a receber as pilhas.

PONTO DE COLETA

ENDEREÇO

Assembleia Legislativa

Av. Desembargador Moreira com Rua Francisco Holanda, 900 – Jardins da Assembleia Legislativa, Joaquim Távora

Estrela Supermercado

Rua Florêncio de Alencar, 793, Barra do Ceará

Supermercado Super do Povo

Av. Dedé Brasil – no estacionamento do Super do Povo, Dias Macedo

ETUFOR

Av. dos Expedicionários com Rua Raul Cabral no prédio da ETUFOR, Vila União

Maraponga Mart Moda

Rua Altair com Rua Itaguaí (atrás do estacionamento da Moda Íntima), Maraponga

Mercadinho São Luiz

Av. Ulisses Bezerra, 1300, Cidade dos Funcionários (atrás do Mercadinho São Luiz da Av. Oliveira Paiva)

Praça do North Shopping

Rua 03, n° 255 ao lado da Fazendinha da Praça do North Shopping, Presidente Kennedy

Sebrae Meireles

Esquina da Rua Antônio Augusto com Rua Dr. Atualpa Barbosa Lima (ao lado do Sebrae), bairro Meireles

Washington Soares (Posto Ipiranga JG)

Av. Washington Soares, 3340, Água Fria – próximo ao Siara Hall

Aquiraz

Av. Torres de Melo – em frente a Rodoviária, Aquiraz

Jereissati I

Av. 06, nº. 80 – Jereissati I – atrás da Escola Dep. José Martins Rodrigues, Maracanaú

Prédio Administração Central Coelce

Rua Padre Valdevino, 150, Piedade

Prédio Diretoria Comercial Coelce

Rua Padre Valdevino, 150, Piedade

Fonte: Coelce

08:20 · 08.09.2014 / atualizado às 08:23 · 06.09.2014 por

Solenidade de abertura nesta segunda-feira de manhã e contará com a presença de representantes de entidades do setor e autoridades governamentais, entre elas o prefeito Fernando Haddad

 

O Congresso Mundial de Resíduos Sólidos ISWA 2014 será aberto hoje em São Paulo , às 9h30, com uma solenidade da qual vão participar o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad; o secretário do Meio Ambiente do estado de São Paulo, Rubens Naman Rizek Júnior; e o secretário de recursos hídricos e ambiente urbano do Ministério das Cidades, Ney Maranhão, além de outras autoridades e representantes de entidades do setor.

 

Anfitrião do evento, David Newman, presidente da ISWA – Internacional Solid Waste Association, fará a palestra magna sobre o tema Gestão Sustentável de Resíduos para Garantir um Futuro Saudável, durante a qual divulgará dados inéditos sobre investimentos globais em projetos de gestão de resíduos sólidos.  Na sequência, Antonis Mavropoulos, do Comitê Técnico-Científico da ISWA, falará sobre Inspirações para Inovar o Atual Sistema de Gestão de Resíduos.

 

Principal evento técnico em âmbito global para discutir práticas, tendências, soluções e desafios do setor de gestão de resíduos sólidos, o Congresso Mundial de Resíduos Sólidos ISWA 2014, que acontece de 8 a 11 de setembro no Sheraton World Trade Center, em São Paulo, deverá reunir mais de 800 participantes de 70 países. Organizado pela ISWA, em parceria com a ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, esta é a primeira vez em que o evento é promovido no Brasil.

 

Na edição de 2013, realizada na cidade de Viena, na Áustria, o Congresso concluiu pela necessidade de um “Plano Marshall” para obtenção de recursos e resolução de problemas na gestão de resíduos em âmbito global. As ações iniciadas e os avanços para desenvolver esse plano serão apresentados durante o ISWA 2014.

 

Além das sessões técnicas, que vão abranger cerca de 200 apresentações, o evento propiciará aos participantes a chance de visitar algumas das principais plantas de gestão de resíduos do País, como a recém-inaugurada Central de Separação Automática de resíduos da cidade de São Paulo, unidades de tratamento de resíduos perigosos e um dos maiores aterros sanitários do mundo.

 

Como parte da programação do Congresso ISWA 2014, será realizado o Fórum Global da IPLA – Programa das Nações Unidas para Gestão de Resíduos junto a Autoridades Locais, encontro realizado pela UNCRD – Comissão das Nações Unidas para Desenvolvimento Regional. Lançada em 2009, a IPLA tem como missão promover o aperfeiçoamento da gestão de resíduos junto aos municípios.

 

O Fórum Global acontecerá como uma Sessão Especial do Congresso ISWA 2014 e buscará discutir os temas mais atuais e promissores para o estabelecimento de uma gestão integrada e sustentável de resíduos sólidos nas cidades.

 

15:20 · 02.08.2014 / atualizado às 15:20 · 02.08.2014 por

 

Lixão de Iguatu, no Centro-Sul do Ceará, em agosto de 2013 Foto: Maristela Crisipim
Lixão de Iguatu, no Centro-Sul do Ceará, em agosto de 2013 Foto: Maristela Crisipim

Por Maristela Crispim

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) levou mais de 20 anos para ser aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente. Hoje, exatamente quatro anos após a sanção do então presidente Lula, quando nenhum resíduos reciclável deveria ser descartado e todos os rejeitos deveriam seguir para aterros sanitários, o Estado do Ceará permanece exatamente com o mesmo número de aterros sanitários de 16 anos atrás: Caucaia, Aquiraz, Maracanaú e Sobral.

Pela Lei, o lixo terá que ser encaminhado para um aterro sanitário, forrado com manta impermeável, para evitar a contaminação do solo. O chorume deve ser tratado e o gás metano terá que ser queimado. Quem não cumprir a legislação estará submetido às punições previstas na Lei de Crimes Ambientais, que prevê multa de R$ 5 mil a R$ 50 milhões.

A PNRS, instituída pela Lei Nº 12.305/10, contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Estabelece, ainda, outros instrumentos que ajudarão o Brasil a atingir uma das metas do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que é de alcançar o índice de reciclagem de resíduos de 20% em 2015.

Mesmo aquilo que a lei já prevê há décadas, como a segregação, transporte diferenciado e incineração de Resíduos Sólidos de Saúde (RSS), ainda não foi solucionado. Ao percorrer alguns dos principais lixões do Estado, há um ano atrás, nossa equipe encontrou até frascos de sangue, sem contar com seringas, agulhas, luvas e remédios vencidos.

Resíduos Sólidos de Saúde no Lixão de Crateús, Região dos Inhamuns (Ceará), em agosto de 2013 Foto: Maristela Crispim
Resíduos Sólidos de Saúde no Lixão de Crateús, Região dos Inhamuns (Ceará), em agosto de 2013 Foto: Maristela Crispim

Na mesma linha vão outros resíduos especiais. Alguns, como baterias e pneus, já possuem sistema de coleta relativamente estabelecido. Já pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes, eletroeletrônicos e mesmo medicamentos, por exemplo, engatinham com algumas iniciativas privadas pontuais.

Isso sem contar com a situação degradante na qual vivem e trabalham milhares de catadores. Fora dos padrões de escolaridade e faixa etária que o mercado de trabalho exige, eles buscam, na seleção de materiais recicláveis, renda constante sem precisarem cumprir horários ou dar satisfação a patrões.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), até agora, apenas 2.202 cidades, de um total de 5.570, cumpriram a meta. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM), revelou que metade das cidades brasileiras de até 300 mil habitantes não terá condições de obedecer à legislação, e mais de mil das 2,4 mil consultadas não conseguiram sequer elaborar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), fundamental na obtenção de verbas federais para a extinção dos lixões. O prazo final de entrega do documento era agosto de 2012. Segundo o MMA, somente três Estados possuem PGRS: Ceará, Maranhão e Rio de Janeiro.

Consulta, feita na semana passada pela CNM, envolveu 2.485 cidades das 5.490 com até 300 mil habitantes e mostrou que 768 ainda depositam os resíduos sólidos em lixões, a maioria nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. O levantamento indica que 16 capitais não têm aterro sanitário, incluindo Belo Horizonte, Brasília, Recife, Manaus e Porto Alegre. A CNM defendeu que o prazo seja ampliado, com uma carência de oito anos.

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que tem a missão de fiscalizar a aplicação da lei em cidades com até 50 mil habitantes, apoia o adiamento da implantação da legislação nestes casos, mas considera quatro anos prazo suficiente.

Reciclagem

Segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), é crescente o número de cidades que se movimentam para criar o PNRS e implantar uma política de coleta seletiva. A pesquisa Ciclosoft de 2012, estudo realizado pelo Cempre cujo objetivo é mostrar um panorama da coleta seletiva nos municípios brasileiros, 14% dos municípios oferecem o serviço de coleta seletiva. Desse total, 86% estão nas regiões Sul e Sudeste.

Em 2012, o Cempre apresentou ao MMA  proposta do acordo setorial para logística reversa das embalagens pós-consumo. O documento prevê, em sua primeira fase, a elevação da taxa de recuperação dos resíduos sólidos recicláveis em 20%, gerando uma redução de 22% do total das embalagens que são encaminhados aos aterros sanitários ou lixões.

Metal separado e prensado na Associação de Agentes Recicladores de Nova Olinda (Aarno) Foto: Maristela Crispim
Metal separado e prensado na Associação de Agentes Recicladores de Nova Olinda (Aarno), na Região do Cariri, Sul do Ceará, em agosto de 2013 Foto: Maristela Crispim

Prazo

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informou, na tarde de quinta-feira (31/07), que o governo não irá baixar qualquer medida para estender esse prazo, como estão solicitando entidades ligadas às prefeituras. A ministra afirmou que o governo defende um debate no Congresso Nacional sobre o assunto.

A ministra afirmou que sair punindo os municípios nesse momento não é a solução. O governo procurou o Ministério Público Federal (MPF) e pediu que se busque soluções com as prefeituras, como termos de conduta.

No dia 22, haverá um encontro em Porto Alegre (RS), entre governo, procuradores e prefeitos para discutir como vai se dar esse pacto. Ela disse que não encontrou má vontade dos gestores que não conseguiram criar alternativas para destinar seus resíduos e que é preciso entender dificuldades regionais e de capacitação para tornar essa política uma realidade.

Verbas

Para auxiliar os municípios, o governo liberou recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), PAC2, Caixa Econômica Federal (CEF), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Funasa.

O MMA informou que, nos últimos quatro anos, foram disponibilizados R$ 1,2 bilhão para que Estados e municípios realizassem o planejamento das ações e iniciassem medidas para se adequarem à nova legislação de resíduos sólidos. No entanto, segundo Izabella Teixeira, cerca de 50% foi efetivamente aplicado, devido ao que ela chamou de “dificuldades operacionais”.

Observatório

Visando monitorar a implementação da PNRS, foi criado na quinta-feira (31/07), por 25 entidades da sociedade civil, o Observatório da Política Nacional de Resíduos Sólidos, para acompanhar a implementação da política, e também aprofundar os dados sobre geração, gestão e destinação de resíduos sólidos no Brasil.

Membros:

Associação brasileira dos Membros do Ministério Público do Meio Ambiente (Abrampa)

Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe)

Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP)

Bolsa Verde do Rio de Janeiro (BVRio)

Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP)

Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds)

Cicla Brasil

Conservação Internacional

Fundação Avina

SOS Mata Atlântica

Fundo Verde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Giral

Instituto Akatu

Instituto Ethos

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP)

Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep)

Instituto Venturi

Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Nima PUC-Rio)

Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (Procam/USP)

S.O.Sustentabilidade

Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos)

Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

WWF-Brasil

Mais informações sobre o Observatório da PNRS: www.observatoriopnrs.org

 

13:24 · 20.06.2014 / atualizado às 22:37 · 20.06.2014 por

 

A imagem do torcedor japonês catando resíduos na Arena Pernambuco, no dia 15 passado, fez sucesso nas redes sociais e serve de alerta para os brasileiros

A imagem de um torcedor japonês coletando resíduos na Arena Pernambuco, em Recife, após a partida da Copa do Mundo  Japão X Costa do Marfim, correu o mundo nas redes sociais e fez muito sucesso. A iniciativa serve de alerta a nós,  brasileiros, sobre a nossa relação com os resíduos que produzimos.

Estimativa inédita e exclusiva da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), é de que o Brasil irá gerar um volume adicional de cerca de 15 mil toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) durante a Copa do Mundo de Futebol, incluindo o total gerado com o turismo, nos estádios e nas Fan Fests que acontecem nas cidades-sede do torneio. As cidades em que haverá maior geração de lixo são: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.

“A realização da Copa do Mundo tradicionalmente aumenta a geração de resíduos nas cidades que sediam o evento, mas o impacto decorrente desse aumento depende das medidas adotadas para lidar com esse volume adicional. No caso do Brasil, percebemos que muitas cidades não dimensionaram e tampouco se prepararam para o impacto da Copa sobre a geração adicional de lixo, o que pode se tornar um transtorno para o evento e, principalmente, para a imagem das cidades”, comenta Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Abrelpe.

A geração e coleta de lixo, seus desafios, oportunidades, possíveis soluções e tecnologias empregadas, estarão em destaque neste ano no Brasil por conta do Congresso Mundial de Resíduos Sólidos ISWA 2014 – e o Fórum Global de Resíduos da IPLA/ONU , que serão realizados em São Paulo, entre os dias 08 e 11 de setembro.

São os principais eventos do mundo nesse setor, realizados no Brasil pela primeira vez. No Congresso serão apresentados dados e estimativas inéditas acerca da geração de resíduos em megaeventos, bem como os sistemas e ações de sucesso para uma destinação e tratamento adequado a tais resíduos.

Lixo_Copa

Abrelpe

Criada em 1976, a Abrelpe é uma associação civil sem fins lucrativos, que congrega e representa as empresas que atuam nos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Sua atuação está pautada dentro dos princípios da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável e seu objetivo principal é promover o desenvolvimento técnico-operacional do setor de resíduos sólidos no Brasil.

Comprometida com o equacionamento das demandas decorrentes da gestão de resíduos, desenvolve parcerias com poder público, iniciativa privada e instituições acadêmicas e, por meio de campanhas, eventos e premiações, busca conscientizar a sociedade para a correta gestão dos resíduos.

No contexto internacional, é a representante no Brasil na International Solid Waste Association (ISWA) e sede da Secretaria Regional para a América do Sul da Parceria Internacional para Desenvolvimento dos Serviços de Gestão de Resíduos Junto a Autoridades Locais (Ipla), um programa reconhecido e mantido pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Comissão das Nações Unidas para Desenvolvimento Regional (UNCRD).

Catadores

Seis cidades-sede foram contempladas com R$ 2,3 milhões do Ministério do Meio Ambiente (MMA), permitindo a atuação de 710 catadores em Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal e São Paulo.

Esses recursos foram usados de acordo com o plano definido para cada cidade, incluindo capacitações, gastos com remuneração, aquisição de uniformes e equipamentos de proteção, alimentação e transporte dos catadores, logística para transporte do material coletado e divulgação das ações de coleta seletiva solidária. Os catadores estão realizando a coleta seletiva no entorno das arenas onde os jogos estão sendo disputados, nas festividades locais, incluindo as festas oficiais para as torcidas, chamadas de Fifa Fan Fest.

“Esse projeto tem contribuído para estimular a população que ali se encontra a pensar na correta forma de descarte dos seus resíduos; para dar visibilidade nacional e internacional ao trabalho desenvolvido pelos catadores de materiais recicláveis; e para fazer refletir sobre questões ambientais e de sustentabilidade e, ainda, demonstrar o modelo de gestão de resíduos por meio da coleta seletiva com a participação dos catadores de materiais recicláveis”, explica o gerente de projeto do Ministério do Meio Ambiente, Eduardo Rocha.

Destinação adequada

As cooperativas de catadores estão ampliando a renda com a venda do material reciclável coletado nas áreas da Copa, que são reaproveitados. Essa iniciativa também gera economia de recursos naturais, redução do envio de materiais para o aterramento e consequente redução na contaminação do solo e da água, além da inclusão social da categoria de catadores de material reciclável.

Em Fortaleza, já foram recolhidos, desde a abertura da Copa (12) até terça-feira (17), 1,1 tonelada de resíduos ao redor da Arena Castelão. Já os resíduos coletados das Fan Fests chegaram a 4,7 toneladas, no mesmo período.

O MMA está realizando visitas técnicas às cidades que receberam os recursos. São Paulo, Natal e Belo Horizonte já foram vistoriadas. A analista ambiental do MMA, Mariana Alvarenga, acompanhou a ação dos catadores em São Paulo, na abertura da Copa.

“Os catadores estão tendo visibilidade e chamando atenção para o tema dos resíduos sólidos”, destaca. No dia seguinte ao jogo, a analista conheceu o trabalho da cooperativa que já havia separado e pesado todo material recolhido. As cidades de Fortaleza, Manaus e Curitiba serão visitadas até a semana que vem.

Cada cidade elaborou seu projeto de acordo com as suas necessidades, seguindo as diretrizes do MMA. No início do ano, o MMA promoveu o seminário Plano de Limpeza e Coleta das Cidades-Sede da Copa 2014, com a finalidade de compartilhar experiências de coleta seletiva em grandes eventos entre os municípios e esclarecer aspectos do projeto de inclusão do catador na Copa do Mundo Fifa 2014.

Essa iniciativa é um dos temas prioritários definidos no âmbito da Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CTMAS), instalada em maio de 2010, com representantes do governo federal, dos Estados e dos municípios e coordenada pelos Ministérios do Meio Ambiente e do Esporte.

Fontes: Abrelpe / MMA

 

13:06 · 14.06.2014 / atualizado às 13:24 · 14.06.2014 por
Estação móvel de reciclagem do Pão de Açúcar e da Unilever ajudará a torcida brasileira a ter uma atitude sustentável #praserfeliz
Estação móvel de reciclagem do Pão de Açúcar e da Unilever ajudará a torcida brasileira a ter uma atitude sustentável #praserfeliz

O Grupo Pão de Açúcar lançou, em parceria com a Unilever, o “reciclar #praserfeliz” durante os dias de jogos da Copa do Mundo. Um veículo preparado para receber materiais recicláveis, com comunicação especial, percorrerá pontos com alta concentração de pessoas em três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.

Promotores convidarão as pessoas a destinar corretamente seus resíduos, evitando o descarte incorreto e o acúmulo nas ruas. Os que participarem da iniciativa ganham uma maquiagem festiva para torcer ainda mais pela seleção.

As ações acontecem durante todo o período do mundial. Foram escolhidos lugares com alta concentração de bares e restaurantes, em que as pessoas se reunirão para assistir aos jogos juntas e torcer.

A estação estará nesses locais entre 11h e 20h. Todos os recicláveis arrecadados serão doados para cooperativas de reciclagem que são parceiras do programa Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, presente nos estacionamentos de 127 lojas em todo o Brasil. Existente desde 2001 o programa já arrecadou mais de 75 mil toneladas de materiais recicláveis.

O “reciclar #praserfeliz” é parte do movimento pela felicidade lançado pelo Pão de Açúcar, que indica e oferece atitudes simples para que as pessoas busquem aquilo que as fazem felizes. No caso do “reciclar #praserfeliz” por meio da reciclagem, a pessoa assume o protagonismo em uma ação de qualidade de vida.

Assim como todas as inciativas da marca deste ano, esta também virá identificada com o tema “atitude #praserfeliz”. Compartilhando a ação e a hashtag, espera-se que outras pessoas se sintam contagiadas a fazerem o mesmo, reforçando o movimento.

A sustentabilidade é um dos pilares estratégicos do Pão de Açúcar, que busca ser reconhecido pelo consumidor como o varejista mais sustentável. A gestão de resíduos dos clientes é um dos temas prioritários e pioneiros da marca, reforçando seu compromisso de consumo consciente.

Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever

Em 2001, o Pão de Açúcar e a Unilever chamavam a atenção da população ao iniciar uma ação que seria essencial para a sociedade alguns anos depois: a reciclagem. O pioneirismo veio com o Programa Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, que em 13 anos já arrecadou mais de 75 mil toneladas de materiais recicláveis (papel, vidro, plástico e metal) e se consolida como o primeiro programa de parceria entre varejo e indústria no cenário nacional de reciclagem.

Os materiais recicláveis são doados para 36 cooperativas de reciclagem parceiras do Programa. Além do caráter social da ação, com a geração de renda e a inclusão social beneficiando mais de 6,9 mil pessoas direta e indiretamente por ano, as estações de reciclagem contribuem também com oincentivo ao descarte consciente.

O projeto está em constante evolução. Em 2007, a rede incluiu nas Estações pontos de arrecadação de óleo de cozinha, onde já foram coletados mais de 1,2 milhão de litros do produto usado, e grande parte é encaminhada para a produção de biocombustível.

Fonte: Grupo Pão de Açúcar

08:52 · 05.06.2014 / atualizado às 09:05 · 05.06.2014 por

Negocios

Por Maristela Crispim

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente e, em dezembro, a página de Gestão Ambiental do Diário do Nordeste celebra dez anos de existência. Para marcar essas duas importantes datas, o Diário inicia, com um caderno, uma série de reportagens especiais. O primeiro tema é resíduos sólidos.

Estamos a praticamente dois meses do fim do prazo dado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para o fim dos lixões em nosso País e indústria, comércio, consumidores, poderes públicos, todos são chamados à responsabilidade pelo destino dado ao que se produz, comercializa e consome.

Longe de ser encarada como mais um problema, a questão dos resíduos sólidos pode e deve ser vista como oportunidade. Muitos já estão se movimentando para mudar as coisas. Mas ainda há muito a ser feito.

Reduzir a demanda por matérias-primas virgens, reaproveitar ou usar matérias-primas recicladas, reduzir a produção de resíduos, destiná-los ao reúso e reciclagem são algumas das ações.

Mas a mudança deve começar em cada um, precisa ser individual. Necessitamos ter a consciência de que o saquinho de lixo que depositamos na calçada não desaparece de forma mágica.

O caminho apontado pela Lei é a Logística Reversa, instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos ou outra destinação final ambientalmente adequada.

A boa notícia é que já temos shopping centers, supermercados empresas de eletroeletrônico, construtoras e até mesmo a Companhia Energética do Ceará (Coelce) despontando nestas ações, antes mesmo de o consumidor tomar consciência de que pode fazer algo para mudar o rumo das coisas.

Como foi dito, este caderno especial apenas dá início a uma abordagem mais aprofundada das temáticas desenvolvidas rotineiramente pela página de Gestão Ambiental. Mês a mês outros temas serão tratados de forma especial, às quartas-feiras, no caderno de Negócios.

Referência

As discussões de temas como o impacto das Mudanças Climáticas, convivência com as adversidades climáticas do Semiárido, uso sustentável da Caatinga, Desertificação e gestão de resíduos sólidos, entre outros, têm feito do Diário do Nordeste uma referência em Jornalismo Ambiental na região, com destaque nos principais prêmios nacionais de jornalismo em Sustentabilidade.

Coluna e blog

O Diário do Nordeste é um dos poucos veículos diários do País a possuir espaços específicos para o tema sustentabilidade. A coluna Mercado Verde, publicada na página de Gestão Ambiental, aponta ações sustentáveis, ou não, no meio econômico.

Da mesma forma, o blog Gestão Ambiental há três anos tem focado as questões ambientais, principalmente aquelas relacionadas à nossa realidade regional.

10:45 · 13.01.2014 / atualizado às 10:45 · 13.01.2014 por
Além de provocar extravasamento na rede coletora, o lixo precisa ser retirado até a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) Foto: Agência Diário / Rodrigo Carvalho
Além de provocar extravasamento na rede coletora, o lixo precisa ser retirado até a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) Foto: Agência Diário / Rodrigo Carvalho

As chuvas, sempre muito bem-vindas na região Nordeste, pela promessa de prosperidade. Porém, com elas, nas áreas urbanas, o uso indevido da rede de esgoto pode ocasionar transbordamentos e obstruções.

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informa que foram retiradas do sistema de esgoto de Fortaleza 7.429 toneladas e 9.669 toneladas de lixo, nos anos de 2012 e 2013, respectivamente.

A limpeza preventiva, feita periodicamente, é uma das ações realizadas pela Companhia nas tubulações de esgoto para evitar transtornos à população. No entanto, nesses períodos chuvosos, os moradores devem ficar atentos e ter alguns cuidados para evitarmos transbordamentos e obstruções na rede de esgoto, muitas vezes causados pelo mau uso do sistema coletor.

O sistema de esgoto no Brasil é definido como separador absoluto. Nesse sistema, a rede de esgoto não é dimensionada para receber água de chuva. Por isso, não saber diferenciar os dois tipos de rede prejudica o meio ambiente, além de diminuir a qualidade de vida. Outro fator que contribui para os extravasamentos de esgoto é o despejo indevido de resíduos sólidos (lixo) na tubulação de esgoto.

O lixo é retirado de várias formas: no momento do tratamento de esgoto, dentro da própria estação; na rotina de manutenção dos poços de visitas; e em limpezas mais profundas, no interior das tubulações de esgotos.

Esgoto e drenagem

Apesar de a rede de coleta de esgoto ser diferente da rede de drenagem pluvial. Muitos não conseguem ainda diferenciar as duas. Enquanto a primeira, recolhe o esgoto dos imóveis, in natura, por uma rede que direciona o efluente até uma estação de tratamento; a segunda, de responsabilidade das prefeituras municipais, permite o escoamento das águas de chuva que, depois de captadas por galerias, são lançadas nos mananciais, sem a necessidade de tratamento.

A Companhia ressalta que algumas diferenças entre rede de drenagem e rede coletora de esgoto podem ser facilmente identificadas pela população.

As bocas de lobo (como são popularmente conhecidas), por exemplo, pertencentes à rede de drenagem pluvial, têm formato retangular e situam-se sempre próximas às calçadas das vias.

Os poços de visita (PVs) da rede coletora de esgoto localizam-se mais distantes das calçadas, fechados por tampas de metal e possuem a inscrição da Cagece. Outra forma de distinguir as duas redes é observar se são feitas em tubos em PVC (rede de esgoto) ou manilhas de concreto (rede de drenagem).

Como evitar extravasamentos

A Companhia orienta que as águas servidas e os dejetos advindos dos banheiros devem ser despejados nas tubulações de esgoto. Já as águas das chuvas, dos quintais e das ruas têm como destino o sistema de drenagem. Essas águas deságuam nos mananciais sem precisar de tratamento.

Todos os resíduos sólidos jogados nas redes de esgotos acumulam-se nas tubulações, podendo causar entupimento e transbordamento do esgoto nas vias públicas. É uma prática frequente da população jogar papel, resto de comida e outros objetos, direto no vaso sanitário. É comum, também, abrirem seus ralos de quintais para despejarem detritos não desejáveis. Isso pode acarretar, além de mau cheiro, problemas de saúde pública.

Outro fator que a Cagece esclarece é que a retirada do tampão do esgoto para a água da chuva, que se encontra na rua, escoar, é outra ação que pode ocasionar transbordamento, pois a rede de esgoto não é dimensionada para receber água de chuva.

Para evitar tais transtornos, como o dos extravasamentos, é preciso repensar hábitos e comportamentos. A Assessoria de Imprensa da Cagece destaca que já foram sensibilizados, nos dois últimos anos, aproximadamente, 31 mil pessoas, por meio de palestras, visitas domiciliares e visitas de despoluição.

Fonte: Cagece

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