Gestão Ambiental

Categoria: Resíduos Sólidos


20:56 · 21.09.2013 / atualizado às 20:56 · 21.09.2013 por

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Hoje foi comemorado o Dia Mundial de Limpeza de Praias, dia de não apenas ajudar a limpar a sujeira que nós mesmos permitimos que fosse parar em nossas praias, mas de refletir sobre o nosso comportamento, o nosso consumo, enfim, de pensar que não estamos a sós no mundo e que nossos atos têm consequências.

No Ceará já existe uma turma bem bacana engajada em fazer a diferença pela manutenção da beleza das nossas praias, pela vida marinha, pela nossa saúde, pelo nosso alimento.

O Projeto Limpando o Mundo está visitando as comunidades dos municípios de Fortaleza e Caucaia, realizando cadastro de voluntários e instituições, organizando e formando os grupos de voluntários para as ações de monitoramento e remoção do lixo das praias, rios e mangues.

No fim será apresentado o “Diagnóstico do LIXO Marinho” com um banco de dados de imagens e estatística para ajudar nas estratégias e busca de soluções para um dos maiores problemas ambientais do Planeta que vem afetando e impactando todos os oceanos e as zonas costeiras.

No projeto inclui uma série de ações de Educação Ambiental com encontros, oficinas e rodas de diálogos com informações sobre a biodiversidade marinha, conservação e a importância da coleta seletiva nas grandes cidades, gerando uma rede de multiplicadores e atentos à nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

O projeto também utiliza diversas linguagens das artes. Os primeiros resultados são duas canções compostas por jovens voluntários do projeto. Há também um movimento de cultura popular com percussão, capoeira, raps, artistas plásticos e outros.

O Dia Mundial de Limpeza de Praias é realizado ocorre todos os anos no terceiro sábado do mês de setembro desde 1989. Os primeiros esforços para realização dessa iniciativa aconteceram na Austrália e nos Estados Unidos, por meio da organização Ocean Conservancy. No Ceará, desde 1994, a Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) vem mantendo também esta bandeira e trabalho.

Organizações governamentais e não-governamentais, juntamente com a sociedade civil organizada, se propõem a ações de limpezas de praias (remoção de resíduos sólidos nas faixas litorâneas) e ações educativas focadas nas consequências da poluição marinha nos ecossistemas e na vida humana e no destino correto dos resíduos sólidos.

O Projeto Limpando o Mundo atua com 27 grupos, em 25 localidades de sete municípios do Ceará (Trairi, Paracuru, Caucaia, Fortaleza, Aracati, Beberibe e Icapuí), com mais de 540 voluntários cadastrados na ação. Hoje, eles participaram de atividades de limpeza de praia pela manhã.

Os resíduos sólidos removidos serão destinados a centro de recicladores como a Sociedade Comunitária de Reciclagem de Lixo do Pirambu (Socrelp) e o Movimento Emaús, parceiros do projeto e com um grande papel na sociedade nos processos de reciclagem e coleta seletiva.

O Projeto Limpando o Mundo é coordenado pela Aquasis e o Instituto Povo do Mar (Ipom), com o apoio do Serviço Social do Comércio do Ceará (Sesc-CE) e Cuca Che Guevara, patrocinado pela Greenish.

10:02 · 08.09.2013 / atualizado às 10:02 · 08.09.2013 por
O evento busca melhorar o trabalho nas cooperativas de catadores de materiais recicláveis e avaliar o impacto ambiental das embalagens Foto: Maristela Crispim
O evento busca melhorar o trabalho nas cooperativas de catadores de materiais recicláveis e avaliar o impacto ambiental das embalagens Foto: Maristela Crispim

A 4ª edição do Ciclo de Debates Abralatas: Inovação para Sustentabilidade será realizada no dia 12 de setembro, das 8h30min às 13h, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação, no Campus do Pici da Universidade Federal do Ceará  (UFC).

O evento busca valorizar os estudos, pesquisas e propostas desenvolvidos nas universidades brasileiras para melhorar o trabalho nas cooperativas de catadores de materiais recicláveis e avaliar o impacto ambiental das embalagens. As inscrições estão sendo realizadas pelo site do evento (is.gd/ccMFhV), e a programação é gratuita.

Por meio de palestras, debates e workshops, o evento propõe a discussão sobre os estudos de reciclagem e as novas práticas capazes de reduzir os impactos ambientais.

A mesa de abertura trata sobre as políticas de resíduos sólidos, e entre os convidados das atividades subsequentes está o ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, que ministra a palestra “O impacto social da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, às 9h30min.

Na programação, serão destacadas, ainda, experiências de soluções sustentáveis para a coleta seletiva de resíduos sólidos, às 10h45min. O Diretor do Centro de Tecnologia da UFC, professor José de Paula Barros Neto, falará sobre “Universidade como desenvolvedora de novas soluções”. O debate com a plateia está previsto para as 12h, após a participação do representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do Ceará, Francisco Erivaldo Gomes.

À tarde, às 14h, serão realizados os workshops sobre inovações da universidade. O professor Ronaldo Stefanutti, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC e tutor do PET de Engenharia Ambiental, vai apresentar a pesquisa “Óleo de cozinha usado: resíduo ou energia renovável?”, um estudo realizado no bairro Planalto do Pici sobre a qualidade e as possibilidades de reutilização do óleo de cozinha.

O professor Francisco Suetônio Bastos Mota (UFC) também participa dos workshops com o tema “A Universidade no processo de inovação e ações de sustentabilidade”, no mesmo horário. Confira programação completa no site (is.gd/ccMFhV).

O Ciclo de Debates 2013 está sendo realizado em Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Fortaleza (CE). É uma das atividades desenvolvidas nas comemorações de 10 anos da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), associação civil sem fins lucrativos que reúne os fabricantes de latas de alumínio para bebidas e que busca, por meio do compartilhamento de experiências, contribuir para o desenvolvimento dessa embalagem no Brasil.

Fonte: UFC / Abralatas

14:08 · 01.08.2013 / atualizado às 14:08 · 01.08.2013 por
A casca do coco verde contribui para o esgotamento precoce dos aterros sanitários, mas pode ser aproveitada de diversas maneiras
A casca do coco verde contribui para o esgotamento precoce dos aterros sanitários, mas pode ser aproveitada de diversas maneiras

As cascas do coco verde correspondem a 80% do peso bruto do fruto. No entanto, ao contrário das cascas de coco seco, que são utilizadas tradicionalmente para a produção de pó e fibra, o resíduo do coco verde é descartado. Disposto em aterros e lixões, contribui para a aceleração do esgotamento da capacidade de acumulação por causa do grande volume.

O processo de obtenção do pó e da fibra da casca de coco verde é feito mecanicamente com a utilização de um conjunto de equipamento desenvolvidos em parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agroindústria Tropical com a metalúrgica Fortalmag. Em Fortaleza, esse tipo de aproveitamento e outros estarão em discussão entre os dias 26 e 28 de agosto, na Feira Nacional do Coco (Fenacoco), no Marina Park Hotel.

Ações sustentáveis de reaproveitamento da casca do coco verde; mercado e perspectivas da cultura do coco no cenário nacional e internacional; e irrigação com energias renováveis são alguns dos temas que serão abordados. Feira tratará, ainda, de legislação, formas de cultivo, setor alimentício (humano e animal), automobilístico, fabricação de papel, paisagismo e construção civil.

Esta edição da Fenacoco traz atambém novidades, como concurso gastronômico, feira de artesanato e desfile de moda, todos utilizando como matéria-prima o coco.

Durante a Feira, pesquisadores de instituições como a Embrapa, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Católica do Pernambuco (Unicap) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se reunirão com produtores, empresários, ambientalistas e gestores dos setores público e privado nas discussões dos temas e nas proposições de novas ideias para o setor.

A Fenacoco é realizada pelo Instituto Ecoco, com apoio do governo federal, Banco do Nordeste (BNB), Embrapa, Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece).

Usos diversos

Segundo a Embrapa Agroindústria Tropical, a fibra pode ser usada na confecção de diversos produtos de utilidade para a agricultura, indústria e construção civil, em substituição a outras fibras naturais e sintéticas.

Tecida em forma de manta é um excelente material para ser usado em superfícies sujeitas à erosão provocada pela ação de chuvas ou ventos, como em taludes nas margens de rodovias e ferrovias, em áreas de reflorestamento, em parques urbanos e em qualquer área de declive acentuado ou de ressecamento rápido.

Compósitos reforçados com fibras naturais podem ser uma alternativa viável em relação àqueles que usam fibras sintéticas como as fibras de vidro. As fibras naturais podem conferir propriedades interessantes em materiais poliméricos, como boa rigidez dielétrica, melhor resistência ao impacto e características de isolamento térmico e acústico.

Na indústria de embalagens existem projetos para a utilização da fibra de coco como carga para o PET, podendo gerar materiais plásticos com propriedades adequadas para aplicações práticas e resultando em contribuição para a resolução de problemas ambientais, ou seja, reduzindo o tempo de decomposição do plástico.

A indústria da borracha é receptora também de grande número de projetos envolvendo produtos ecológicos diversos, desde a utilização da fibra do coco maduro e verde na confecção de solados de calçados, até encostos e bancos de carros.

Utilizada há várias décadas como um produto isolante em diversas situações, a fibra de coco tem hoje uma diversidade de aplicações, pelas características que apresenta. Devido às suas excepcionais performances acústicas, a fibra de coco verde e maduro contribui para uma redução substancial dos níveis sonoros, quer de impacto, quer aéreos, sendo a solução ideal para muitos dos problemas na área acústica, superando largamente os resultados obtidos com a utilização de outros materiais.

Ademais, a crise energética mundial das últimas duas décadas tem motivado o desenvolvimento de pesquisas sobre o fibro-cimento ou ou fibro-concreto devido ao fato de a fabricação de cimento exigir menor demanda de energia comparada com a necessária à fabricação do aço ou dos plásticos.

Assim, no Brasil, a utilização da fibra de coco verde na construção civil pode criar possibilidades no avanço da questão habitacional, através da redução do uso e do custo de materiais, envolvendo a definição de matrizes que inter-relacionam aspectos políticos e socioeconômicos.

Além dos usos já citados a fibra da casca de coco verde pode ser utilizada na confecção de vasos, placas e bastões para o cultivo de diversas espécies vegetais. Além de substituírem os produtos tradicionais a base de barro, cimento e plástico, também substituem os subprodutos extraídos do samambaiaçu, espécie vegetal da mata atlântica ameaçada de extinção.

Desta forma a comercialização de vasos, placas e bastões de fibra da casca de coco verde, busca a inserção no nicho de mercado ocupado hoje pelo xaxim que é um produto de exploração cada vez mais restrita pela legislação brasileira.

A confecção de artesanatos variados também representa uma importante forma de aproveitamento da fibra da casca de coco verde, haja vista que o Brasil tem sido cada vez mais um importante destino para os turistas de outros países, grandes consumidores deste tipo de produto.

Os principais Estados potenciais consumidores deste tipo de produto são: São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo.

Assim como a fibra o pó da casca de coco verde também pode ser utilizado na confecção de artesanato, compondo uma massa moldável que pode originar uma grande gama de produtos.

A parte fibrosa do coco maduro, ao ser beneficiada, produz fibras e uma considerável quantidade de pó. Esse material (pó de coco) é amplamente utilizado em diferentes partes do mundo como substrato para plantas.

O substrato obtido a partir dos frutos maduros do coco tem se mostrado como um dos melhores meios de cultivo para a produção de vegetais, principalmente em função de sua estrutura física vantajosa, que proporciona alta porosidade e alto potencial de retenção de umidade, conferindo a esse substrato características adequadas ao cultivo agrícola.

O pó de coco é um meio de cultivo 100% natural utilizado para germinação de sementes, propagação de plantas em viveiros e no cultivo de flores e hortaliças. Como o preço da turfa está cada vez mais elevado e as extratoras de turfas foram fechadas, o pó da casca de coco verde surge como uma alternativa que evita a aplicação de substratos que produzem impactos ambientais negativos (turfas, areia, entre outros).

Assim como a fibra o pó da casca de coco verde também pode ser utilizado na confecção de artesanato, compondo uma massa moldável que pode originar uma grande gama de produtos.

As características de absorção de líquidos do pó também possibilita seu uso em derramamentos de óleo e como cama para animais de estimação e laboratório.

Por fim, comprimido o pó se transforma em um briquete que substitui a madeira em fornos de pizzarias, padarias, siderúrgicas e outros.

Mais informações: www.fenacoco.com.br

Fonte: Fenacoco / Embrapa Agroindústria Tropical

08:47 · 21.07.2013 / atualizado às 08:47 · 21.07.2013 por

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Por Maristela Crispim

Hoje é domingo, dia de praia! O que você acha de ir curtir aquele solzinho, banho de mar e tropeçar em lixo? Caso a resposta seja negativa, que tal colaborar para que nossas praias fiquem cada vez mais limpas, atraentes e para que o lixo que nós produzimos não interfira nos ecossistemas marinhos? É só não jogar nada fora do cesto de lixo e (por que não?) por no lixo aquilo que encontrar na areia da praia. Um pequeno gesto que pode fazer toda a diferença.

Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) já tem um grupo fazendo um pouco mais que isso. Hoje, 21 de Julho, cerca de 20 voluntários do Projeto Limpando o Mundo, desenvolverão ações educativas entre os visitantes da Colônia Ecológica do Sesc de Iparana, em Caucaia. O projeto é idealizado pela Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos(Aquasis), Instituto Povos do Mar (Ipom) e Greenish, patrocinador oficial, e apoiado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) e Cuca Che Guevara.

O dia faz parte de um cronograma de ações educativas voltadas para sensibilização da sociedade para a conservação e proteção dos ecossistemas costeiros frente aos impactos e à poluição dos resíduos sólidos na Zona Costeira do Ceará.

Juaci Oliveira, coordenador geral do Projeto, destaca que, atualmente, milhares de toneladas de resíduos sólidos (plástico, isopor, metal, vidro e tecidos) são descartadas de forma errada nas cidades, entrando direta ou indiretamente nos ecossistemas aquáticos, como manguezais, praias e oceanos, acarretando impactos econômicos, sociais e ambientais para a vida de vários organismos marinhos, desde o plâncton (animais microscópicos) às grandes baleias.

Para sensibilizar os visitantes do Sesc de Iparana, uma exposição lúdica com material recolhido das ações dos voluntários do litoral dos municípios de Caucaia e Fortaleza foi montada no local. Junto com a exposição, haverá pinturas e atividades culturais com os “Batuqueiros do Mar”, jovens do projeto Brigada da Natureza que, com músicas temáticas e ao som dos tambores, irão puxar cortejos e brincadeiras com o público presente.

Ainda de acordo com Juaci, o “Limpando o Mundo” é um projeto que tem como missão mobilizar as comunidades de Fortaleza e Caucaia para a proteção e conservação de ecossistemas marinhos através da sensibilização e conscientização dos problemas que a poluição marinha traz ao nosso Planeta.

A Coordenação do Projeto Limpando o Mundo, conta também com a participação ativa das seguintes entidades e/ou grupos envolvidos direta ou indiretamente: Revista Ceará Surf, Surfistas Ambientais do Pacheco, Brigada da Natureza, Jovens do Cuca da Barra e moradores.

13:27 · 03.07.2013 / atualizado às 13:31 · 03.07.2013 por
Inicialmente Nove postos estarão cadastrados para a coleta das pilhas, em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Maranguape
Inicialmente Nove postos estarão cadastrados para a coleta das pilhas, em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Maranguape

Além de receber e dar destino correto aos resíduos recicláveis de milhares de cearenses, a partir de 8 de julho, nove postos do programa Ecoelce estarão cadastrados para receber pilhas descartadas pela população, beneficiando moradores de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Maranguape.

Na capital, serão seis pontos do programa aptos a receber as pilhas: Washington Soares; Assembleia Legislativa; Super do Povo, no bairro Dias Macedo; Super Polar, na Barra do Ceará; Etufor; e Sebrae. Em Caucaia, o ponto fica na Praça da Matriz. Em Maranguape, na Praça da Prefeitura; e na Av. VI, Conjunto Jereissati II, Maracanaú.

Reciclagem

Após o descarte da pilha, o material é coletado, pesado, separado por tipo de fabricante e encaminhado para o reprocessamento e a reciclagem. A iniciativa faz parte do projeto Abinne, criado pelos fabricantes de pilhas com o intuito de reciclá-las e dar a elas um destino ambientalmente correto e sustentável. Ao todo, já existem mais de 1.050 pontos de coleta no Brasil.

Política Nacional

De acordo com o artigo 33 da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei Nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, “são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de (entre outros) pilhas e baterias”.

Ponto Ecoelce Endereço
Washington Soares (Posto Ipiranga) Av. Washington Soares, 3.340 – Bairro Edson Queiroz
Assembleia Legislativa R. Francisco Holanda com Av. Desembargador Moreira – Bairro Dionísio Torres
Super do Povo, Dias Macedo Av. Dedé Brasil – No estacionamento do Supermercado Super do Povo
Super Polar, Barra do Ceará Av. Florêncio de Alencar – Supermercado Super Polar
Maracanaú – Jereissati II Av. VI, próximo ao nº 80, Setor D, Conj. Jereissati II, Maracanaú
Etufor Rua Raul Cabral com Avenida dos Expedicionários, Bairro Vila União
Caucaia Praça da Matriz – Centro de Caucaia
Maranguape Praça da Prefeitura – Centro de Maranguape
Sebrae R. Dr. Atualpa Barbosa Lima com R. Antônio Augusto, Praia de Iracema

Fonte: Ecoelce / PNRS

10:25 · 27.06.2013 / atualizado às 10:25 · 27.06.2013 por
Censo realizado pela Abipet mostra que, mesmo sem sistema de coleta seletiva, o Brasil deu destinação correta a 331 mil toneladas de produto em 2012 FOTO: ALEX PIMENTEL / AGÊNCIA DIÁRIO
O censo realizado pela Abipet mostra que, mesmo sem sistema de coleta seletiva, o Brasil deu destinação correta a 331 mil toneladas de produto em 2012 FOTO: ALEX PIMENTEL / AGÊNCIA DIÁRIO

A reciclagem de embalagens de PET (Politereftalato de etileno) no Brasil deu um salto em 2012 e cresceu 12,6% em volume, ao passar das 294 mil toneladas que tiveram destinação adequada em 2011, para 331 mil toneladas no ano passado.

Com esse resultado, o País atingiu um índice de reciclagem de 59%, mantendo excelente posicionamento como um dos maiores recicladores de PET do mundo – superando os Estados Unidos e até mesmo a média registrada na Europa.

Os números do 9.º Censo da Reciclagem do PET no Brasil foram divulgados ontem (26 de junho), pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), durante o PETtalk 2013 – Conferência Internacional da Indústria do PET, realizado em São Paulo.

“Os números demonstram que existe uma demanda muito forte pelo PET reciclado, criada por um trabalho do próprio setor, que investe continuamente em inovação e novas aplicações para o material reciclado. Esse trabalho criou um ciclo virtuoso. Todo PET coletado tem destinação adequada garantida por uma indústria forte, diversificada e ávida por essa matéria-prima”, afirmou Auri Marçon, presidente da Abipet.

O setor têxtil continua sendo o principal consumidor do PET reciclado, com 38,2% de participação, seguido das resinas insaturadas e alquídicas, com 23,9%. Outras embalagens (alimentos e não-alimentos) consomem 18,3% do volume reciclado. Laminados e chapas (6,4%), fitas de arquear (5,5%) e tubos (1,5%) são os outros principais mercados. Os 6,1% restantes ainda abastecem uma lista ampla de pequenas aplicações.

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O desafio da coleta seletiva

O presidente da Abipet, no entanto, chamou a atenção para a necessidade de suprir essa demanda aquecida, sob pena de impacto no preço do produto coletado e consequente comprometimento da sustentabilidade do negócio.

“O Brasil precisa investir em coleta seletiva, para que a indústria não seja prejudicada. Em muitos períodos do ano, as empresas recicladoras continuam com ociosidade que chega a 30% de sua produção, porque não encontram embalagem pós-consumo para reciclar”, alertou Marçon.

A solução, apontou o executivo, é estimular as prefeituras a implantar, o mais rápido possível, a coleta seletiva e a separação das embalagens recicláveis, de forma a aumentar a recuperação do material descartado pela sociedade.

“Isso, na verdade, é o que prega a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que exige responsabilidade compartilhada entre a sociedade civil, o setor privado e também do poder público. A indústria do PET investiu fortemente em reciclagem e hoje esses recicladores passam por um momento difícil, por não terem coleta suficiente para abastecer suas fábricas”, concluiu o presidente da Abipet.

Fonte: Abipet

18:26 · 29.05.2013 / atualizado às 18:26 · 29.05.2013 por
Segundo a Abrelpe, das 64 milhões de toneladas de resíduos geradas no ano passado, quase 24 milhões seguiram para aterros controlados e lixões; outras 6,2 milhões sequer foram coletadas Foto: Miguel Portela / Agência Diário
Segundo a Abrelpe, das 64 milhões de toneladas de resíduos geradas no ano passado, quase 24 milhões seguiram para aterros controlados e lixões; outras 6,2 milhões sequer foram coletadas Foto: Miguel Portela / Agência Diário

Os dados da 10ª edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012, divulgados ontem (28/5), pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), revelam que o Nordeste é a região que tem a maior quantidade de resíduos com destinação inadequada, um total de 38 mil toneladas por dia, que incluem 12 mil toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) por dia que não são sequer coletados.

Os dados também apontam que as regiões Centro-Oeste e Norte mantêm os piores desempenhos no que diz respeito à destinação final de resíduos no País. Nestas três regiões estão 74% dos municípios que ainda utilizam lixões e aterros controlados para depositar seus RSU.

“Apesar de o número de cidades que fazem uso diretamente de lixões, a pior forma de destinação de resíduos, ter caído cerca de 2% de 2001 para 2012, há muito que se fazer para superar os déficits encontrados da destinação final”, observa Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe, ao destacar que um total de mais de 3 mil municípios no País encaminham seus resíduos para lixões e aterros controlados, os quais, do ponto de vista ambiental, pouco se diferenciam dos próprios lixões.

Com uma participação de quase de 26% do total de resíduos urbanos gerados do País, um volume equivalente a mais de 51,6 mil toneladas de lixo por dia, o Nordeste aparece com a pior cobertura de coleta de RSU, pouco mais de 77% dos resíduos gerados são coletados. Além disso, a região não apresentou evolução na destinação final adequada em relação a 2011, encaminhando diariamente 65% dos resíduos coletados, ou seja, mais de 25,8 mil toneladas, para lixões e aterros controlados.

O Norte gerou em 2012 mais de 13,7 mil toneladas diárias de RSU, o equivalente a 0,965 kg por habitante por dia. Do volume coletado, 35% foi destinado a aterros sanitários e 65% depositado em lixões ou aterros controlados. E ainda são maioria os municípios que não tratam adequadamente seus resíduos, representando 80% das 449 cidades da região.

No Centro-Oeste, a geração de resíduos sólidos superou as 16 mil toneladas por dia (1,251 kg diário por habitante) em 2012, um acréscimo de 1,5% em relação ao ano anterior. Do volume gerado, 92,11% foi coletado, o que representa um acréscimo de 2,3%. Entretanto, menos de 30% dos resíduos coletados tiveram destino adequado – o menor percentual de adequação do País.

Com uma geração diária de mais de 98 mil toneladas, equivalente a 1,295 kg por habitante por dia, o Sudeste ainda figura como a região que tem a melhor cobertura de coleta (96,87%). Desse total coletado em 2012, 72% teve como destino final os aterros sanitários, mantendo-se também como a região que melhor destina seus resíduos.

Entretanto, o percentual com tratamento inadequado, apesar de ser bem menor em relação a outras regiões do País, representa um volume absoluto de mais de 26 mil toneladas/dia. Quando consideradas as cidades que não tratam adequadamente seus resíduos, o percentual é de 51%, o equivalente a 854 municípios da região.

A menor geração per capita de resíduos sólidos urbanos do Brasil ainda continua sendo observada na região Sul, com 0,905 kg por habitante por dia. Em contraponto, o Sul foi o que apresentou o maior crescimento na geração de resíduos em 2012, de 2,9%, o equivalente a mais de 21 mil toneladas diárias.

Por outro lado, a região não apresentou evolução na destinação adequada e manteve o percentual do ano passado de 70% para o encaminhamento dos resíduos coletados a aterros sanitários. Dos 1.188 municípios do Sul, 41% ainda não dão destino correto aos resíduos.

Alto índice geral

A pouco mais de um ano do prazo estipulado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para que os municípios deem fim à destinação inadequada de resíduos, a Abrelpe constatou que, em 2012, mais de 3 mil cidades brasileiras enviaram quase 24 milhões de toneladas de resíduos para destinos considerados inadequados, o equivalente a 168 estádios do Maracanã lotados de lixo. Esses dados também fazem parte da 10ª edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012.

“A maioria desses municípios tem menos de 10 mil habitantes e não dispõe de condições técnicas e financeiras para solucionar a questão dos resíduos sólidos de maneira isolada, diante das disposições da PNRS”, explica Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe, ao destacar que a carência de recursos aplicados no setor torna o problema ainda mais grave. “As mudanças demandadas pela PNRS requerem investimentos concretos e perenidade, e os avanços não vão acontecer sem sustentabilidade econômica”, acrescenta.

Apesar de ter crescido 7% em 2012, atingindo uma média de R$ 11,00/habitante/mês, o volume de recursos aplicados pelas administrações públicas ainda está longe de ser suficiente para fazer frente à coleta de resíduos sólidos e demais serviços de limpeza urbana, que são essenciais e devem atender à totalidade da população, que tem crescido, consumido mais e descartado mais resíduos.

Ainda segundo o estudo, foram geradas no ano passado quase 64 milhões de toneladas de resíduos sólidos, o que equivale a uma geração per capita de 383 kg /ano. Em relação a 2011, houve um crescimento de 1,3% no lixo por habitante, índice superior à taxa de crescimento populacional registrada no mesmo período, que foi de 0,9%.

Do total gerado, mais de 55 milhões de toneladas foram coletadas, o que representa um aumento de 1,9%, se comparado ao ano anterior, com uma cobertura de serviços superior a 90% no País. “Percebemos, nestes dez anos de estudo, que o índice de coleta tem crescido paulatinamente, indicando que a universalização desses serviços é um caminho possível”, destaca o diretor da Abrelpe.

A quantidade de resíduos que deixaram de ser coletadas chegou a 6,2 milhões de toneladas, número 3% inferior ao relatado na edição anterior. A situação da destinação final manteve-se praticamente inalterada em relação a 2011, já que 58% dos resíduos coletados, quase 32 milhões de toneladas, seguiram para destinação adequada em aterros sanitários.

A coleta seletiva também praticamente não mudou de um ano para outro. Em 2012, cerca de 60% dos municípios brasileiros declararam ter algum tipo de iniciativa nesse sentido – que muitas vezes resumem-se à disponibilização de pontos de entrega voluntária ou convênios com cooperativas de catadores.

“São muito tímidos os estímulos de parte das autoridades em favor da coleta seletiva e da reciclagem. Tanto é que, apesar do esforço da população, pouco se avançou na última década. Isso mostra que o modelo utilizado precisa ser repensado e reestruturado se quisermos ampliar os índices verificados atualmente”, alerta Silva Filho.

Já a preocupa a geração de Resíduos de Construção e Demolição (RCD) vem crescendo significativamente ano a ano e, de 2011 para 2012, aumentou em 5,3%, chegando a 35 milhões de toneladas. Esse volume tende a ser ainda maior, considerando que os municípios, via de regra, coletam apenas os resíduos lançados nos logradouros públicos.

“Com base nos dados do Panorama 2012, é possível perceber que o País está evoluindo a passos bastante lentos no estabelecimento de uma gestão integrada e sustentável de resíduos sólidos. Com isso, concluímos que apenas a PNRS não é suficiente para alterar práticas correntes e corrigir desvios. Os instrumentos estão disponíveis e exemplos não faltam para que as ações adequadas sejam pensadas, planejadas, implementadas e cobradas”, conclui o diretor da Abrelpe.

Abrelpe

Criada em 1976, a Abrelpe é uma associação civil sem fins lucrativos, que congrega e representa as empresas que atuam nos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Participou ativamente, no Congresso Nacional, da aprovação e a regulamentação da PNRS e foi a pioneira na implantação de um programa de Logística Reversa de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) em um município.

No contexto internacional, a Abrelpe é a representante no Brasil da International Solid Waste Association (ISWA) e sede da Secretaria Regional para a América do Sul da Parceria Internacional para Desenvolvimento dos Serviços de Gestão de Resíduos Junto a Autoridades Locais (Ipla), um programa reconhecido e mantido pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio do Centro das Nações Unidas para o Desenvolvimento Regional (UNCRD).

Fonte: Abrelpe

11:29 · 18.05.2013 / atualizado às 11:29 · 18.05.2013 por

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Por Maristela Crispim

O Dia Mundial da Reciclagem foi comemorado ontem, 17 de maio, enquanto o nosso País, vive um momento ímpar no que diz respeito aos resíduos sólidos, com a proximidade do fim do prazo mais radical da Política Nacional de resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em agosto de 2010, após mais de 20 anos de tramitação no Congresso. Ela estabeleceu agosto de 2014 como prazo para a extinção dos lixões em nosso território.

Mas, reunidos há duas semanas em Brasília, nossos atuais prefeitos querem mais tempo e pediram isso ao Congresso. Eles alegam que seus antecessores não cumpriram os outros prazos. Na semana que passou, entrevistei o diretor-executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), André Vilhena, que foi categórico: “Eles não vão ter mais tempo. Isso é um desrespeito com os que cumpriram”, disse.

O fato é que a legislação chegou mais que em boa hora. No período pré-industrial, os resíduos não geravam grande preocupação por dois principais motivos: volume e composição. No fim de 2011, ultrapassamos a marca de 7 bilhões de habitantes e a descartabilidade cresceu tanto quanto o nosso consumismo.

De acordo a última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE), cada brasileiro produz, em média, 1,1Kg de lixo em média por dia. No País, são coletadas diariamente 188,8 toneladas de resíduos sólidos. Desse total, em 50,8% dos municípios, os resíduos ainda têm destino inadequado, pois vão para os 2.906 lixões do País. Em 27,7% das cidades o lixo vai para os aterros sanitários e em 22,5% delas, para os aterros controlados.

É importante frisar que a PNRS responsabiliza todas as partes – produtor, comerciante, consumidor, e governo – pela destinação final dos resíduos e que é realmente necessário que todos cumpram o seu dever para sairmos do lugar.

Infelizmente, evitar o desperdício, reutilizar e reciclar ainda não fazem parte do dia a dia da maioria dos brasileiros. Mas isso precisa mudar urgentemente. Há quem diga que vai funcionar se afetar o bolso, como ocorreu com a obrigatoriedade com cinto de segurança. Mas eu quero acreditar que algo de diferente possa acontecer.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) destaca que o número de programas de coleta seletiva passou de 451, em 2000; para 994, em 2008. Mas esse contingente está concentrado nas regiões Sul e Sudeste, onde, respectivamente, 46% e 32,4% dos municípios informaram à pesquisa do IBGE que possuem coleta seletiva em todos os distritos.

É importante dizer que, além do fechamento dos lixões até agosto de 2014, a lei determina que só poderão ser encaminhados aos aterros sanitários aqueles resíduos que não podem ser reciclados, os rejeitos.

Se aplicadas, as novas responsabilidades definidas pela PNRS vão reduzir gastos públicos municipais e ampliar a capacidade de investimentos das prefeituras em sistemas de reaproveitamento de resíduos de forma consorciada, assim como o compartilhamento de aterros sanitários entre municípios de uma mesma região.

Reciclagem

A palavra reciclagem ganhou destaque a partir do fim da década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando rapidamente, e que já faltava espaço para a disposição de resíduos na natureza.

As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita de tratamento final, como aterramento, ou incineração.

Refinando conceitos, a reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao estado original e serem transformados novamente em um produto igual em todas as suas características. O reaproveitamento ou reutilização consiste em transformar um determinado material já beneficiado em outro.

Um exemplo claro da diferença entre os dois conceitos, é o reaproveitamento do papel. O papel chamado de reciclado não é nada parecido com aquele que foi beneficiado pela primeira vez. Este novo papel tem cor diferente, textura diferente e gramatura diferente. Isto acontece devido a não possibilidade de retornar o material utilizado ao seu estado original e sim transformá-lo em uma massa que ao fim do processo resulta em um novo material de características diferentes.

Já uma lata de alumínio pode ser derretida de volta ao estado em que estava antes de ser beneficiada e ser transformada em lata, podendo novamente voltar a ser uma lata com as mesmas características.

Em alguns casos, não é possível reciclar indefinidamente o material. Isso acontece, por exemplo, com o papel, que tem algumas de suas propriedades físicas minimizadas a cada processo de reciclagem, devido ao inevitável encurtamento das fibras de celulose.

Em outros casos, felizmente, isso não acontece. A reciclagem do alumínio, por exemplo, não acarreta em nenhuma perda de suas propriedades físicas, e esse pode, assim, ser reciclado continuamente.

Resultados

Os resultados da reciclagem são expressivos tanto no campo ambiental, quanto nos campos econômico e social. No meio ambiente a reciclagem pode reduzir a acumulação progressiva de resíduos a produção de novos materiais, como por exemplo o papel, que exigiria o corte de mais árvores; as emissões de gases como metano e gás carbônico; as agressões ao solo, ar e água; entre outros tantos fatores negativos.

No aspecto econômico, contribui para o uso mais racional dos recursos naturais e a reposição daqueles recursos que são passíveis de reaproveitamento. No âmbito social, não só proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas, por meio das melhorias ambientais, como também tem gerado muitos postos de trabalho e rendimento para pessoas que vivem nas camadas mais pobres.

No Brasil existem os carroceiros ou catadores de papel, que vivem da venda de sucatas, papéis, alumínio e outros materiais recicláveis deixados no lixo. Eles também trabalham na coleta ou na classificação de materiais para a reciclagem. Para muitas das pessoas que trabalham na reciclagem (em especial os que têm menos educação formal), a reciclagem é uma das únicas alternativas de ganhar o seu sustento.

Coleta seletiva

Coleta seletiva é o recolhimento dos materiais que são possíveis de serem reciclados, previamente separados na fonte geradora. A separação na fonte evita a contaminação dos materiais reaproveitáveis, aumenta o valor agregado destes e diminui os custos de reciclagem.

Para iniciar um processo de coleta seletiva é preciso avaliar, quantitativamente e qualitativamente, o perfil dos resíduos sólidos gerados em determinado município ou localidade, a fim de estruturar melhor o processo de coleta.

O lixo orgânico (deteriorável), também conhecido como lixo molhado, composto pelos restos de alimentos, deve ser separado do lixo chamado seco, podendo ter como destino os aterros sanitários ou entrarem num sistema de compostagem ou de biogás.

Classificação

Porta a Porta – Veículos coletores percorrem as residências em dias e horários específicos que não coincidam com a coleta normal de lixo. Os moradores colocam os recicláveis nas calçadas, acondicionados em contêineres distintos.

Posto de Entrega Voluntária (PEV) – Utiliza contêineres ou pequenos depósitos, colocados em pontos físicos no município, onde o cidadão, espontaneamente, deposita os recicláveis.

Posto de Troca – Troca do material a ser reciclado por algum bem ou benefício.

Programa Interno de Coleta Seletiva (PIC) – Realizado em instituições públicas e privadas, em parceria com associações de catadores ou empresas.

14:52 · 09.05.2013 / atualizado às 14:53 · 09.05.2013 por
O prazo estabelecido pela PNRS para por fim aos lixões é agosto de 2014, mas prefeitos admitem inacapacidade de cumprir e pedem prorrogação Foto: Fabiane de Paula

O prazo para que todos os lixões a céu aberto do País sejam desativados é 2 de agosto do ano que vem. Mas, se depender de muitos prefeitos brasileiros, essa profecia não se cumpre em 2014. A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), reunida na semana passada, em Brasília, anunciou que vai negociar com o Congresso e com o governo federal a prorrogação do prazo.

O recém-empossado presidente da entidade, José Fortunati (PDT), de Porto Alegre, declarou que é impossível grande parte das cidades cumprir a lei. Ele já buscou apoio dos presidentes da Câmara e do Senado para que seja alterada a lei que criou a PNRS. Pediu prazos distintos, de acordo com a realidade de cada cidade. Ele argumentou que 72% dos prefeitos vitoriosos nas eleições de 2012 não estavam no cargo. Por isso, culpam as gestões anteriores pelo atraso na adaptação à lei.

Relator da lei que instituiu a PNRS, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) criticou a proposta dos prefeitos. Ele disse que a legislação tem que premiar posturas e punir quem não segue uma regra e colocou-se terminantemente contrário a qualquer dilatação do prazo.

Novos prazos

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) estima que apenas 20% dos 5.565 municípios brasileiros concluíram os projetos ou solicitaram verbas para sua elaboração até 2 de agosto de 2012, quando expirou o prazo legal para esta etapa do processo.

O gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Saburo Takahashi, revelou que o órgão deve soltar, em breve, uma nova chamada para os municípios que perderam o primeiro prazo. Ele disse que, para atender os 80% que restam, é preciso tomar pé da situação e verificar como o governo pode apoiar os municípios que ainda não têm planos.

LixoesnoBrasil

O que diz a lei

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) passou duas décadas em tramitação no Congresso Nacional até virar lei, em 2010. Um dos principais objetivos é fazer com que o Brasil atinja o índice de reciclagem de resíduos de 20% até 2015, que é uma das metas do Plano Nacional sobre Mudança do Clima. Ela foi criada com um horizonte de 20 anos, com previsão de atualização a cada quatro anos.

Uma dos destaques é a logística reversa, que determina a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, fornecedores, comerciantes e consumidores de produtos para garantir que os resíduos sejam descartados de forma ambientalmente correta. Também institui programas de coleta seletiva, educação ambiental e inclusão dos catadores de material reciclável em todos os municípios. Exige, ainda, padrões sustentáveis de produção, consumo e reciclagem de resíduos.

Mas o ponto mais polêmico é a exigência que estados e municípios desativem todos os lixões e instalem aterros sanitários até 2 de agosto de 2014. A lei admite que os municípios formem consórcios para a gestão dos resíduos sólidos. Segundo o texto, o prefeito que não cumprir o prazo pode ser processado por improbidade administrativa. As cidades tiveram dois anos para se adequar à política nacional, mas a maioria sequer elaborou o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que é a primeira etapa do processo.

Auxílio

O Ministério das Cidades fará, até julho deste ano, uma série de seminários regionais para orientar os gestores na preparação de seus Planos Municipais de Saneamento Básico. Ele será cobrado a partir de 2014 como condição para que os municípios recebam recursos na área, de acordo com a Lei nº 11.445/2007, regulamentada pelo Decreto n° 7.217/2010.

Os seminários “Política e Plano Municipal de Saneamento Básico” têm como objetivo capacitar os entes políticos no cumprimento das normas legais, pois os municípios deverão ter seus planos aprovados e suas instâncias de participação social instituídas até 2014.

As capacitações serão realizadas em todas as regiões do País buscam apresentar e discutir aspectos relacionais aos planos com o apoio na legislação em vigor; estimular a formação de multiplicadores para a difusão da metodologia de elaboração dos planos; além de fortalecer a capacidade institucional de estados e municípios para a promoção da política de saneamento básico.

Os seminários ocorrem em parceria com a Caixa Econômica Federal e tem como público-alvo os gestores, técnicos, profissionais, entidades envolvidas no setor de saneamento e sociedade civil, que também poderá contribuir para a preparação do plano.

Seminarios_Saneamento

As inscrições podem ser feitas previamente pelo site www.capacidades.gov.br. Caso o número de interessados ultrapasse as vagas oferecidas, gestores e técnicos em saneamento terão prioridade de participação.

Fontes: Agência Brasil / MMA/ Ministério das Cidades

 

13:20 · 05.03.2013 / atualizado às 13:25 · 05.03.2013 por
Aterros sanitários são a terceira fonte antrópica que mais gera o metano Foto: Agência Diário

Combustível valioso por possuir um alto teor calorífico, o gás metano (CH4) tem um potencial de aquecimento global 25 vezes maior que o dióxido de carbono (CO2). Por conta disso, tem crescido o número de projetos que visam recuperar o metano, em especial para geração de energia elétrica.

Durante seminário promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no Rio de Janeiro, para lançar o Atlas Brasileiro de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e Potencial Energético na Destinação de Resíduos Sólidos, Christopher Godlove, coordenador de projetos da Environmental Protection Agency (EPA), destacou que o Brasil é responsável pela geração de 2% do gás metano emitido no Planeta. No entanto, os maiores geradores são os Estados Unidos, com 26%, e a China, com 11%. “Os aterros sanitários são a terceira maior fonte de emissão de metano”, acrescentou.

Ainda segundo o especialista da EPA, há mais de 1.100 projetos de aproveitamento de biogás de aterro sanitário no mundo, sendo que pelo menos 600 estão nos Estados Unidos. Dessas iniciativas americanas, mais de 250 visam a geração de energia elétrica, totalizando uma capacidade instalada de 1.100 MW.

“Os projetos têm porte médio de 4 MW, mas podem variar de 500 kW a 40 MW”, afirmou Sandra Mazo-nix, consultora da SCS Engineers, que atua como parceira da EPA no Global Methane Initiative (GMI), grupo que conta com a adesão de mais de 70 países, incluindo o Brasil.

Godlove salientou que, para que sejam viáveis economicamente, os projetos de recuperação de biogás contam nos Estados Unidos com mecanismos de incentivo fiscal, como o Production Tax Credit (PTC), pelo qual o governo federal concede incentivo de US$ 0,10 por kWh.

“Outros pontos que devem ser considerados para se avaliar a viabilidade de um projeto dessa natureza são a proximidade do gride, o preço da energia no mercado, as condições regulatórias e os possíveis compradores”, salientou Alfredo Nicastro, VP da MGM Innova, consultoria que desenvolveu o Atlas em conjunto com a Abrelpe.

Para o diretor executivo da entidade, Carlos Silva Filho, o governo brasileiro precisa criar programas que estimulem novas fontes de energia renovável. “Além disso, é importante que a redução de tarifas de distribuição e transmissão seja estendida a projetos com potência superior a 30 MW”, ponderou, ao enfatizar que, em razão desses fatores, a energia gerada a partir do biogás não é competitiva se comparada à eólica e à solar.

“Um de nossos objetivos ao desenvolver o Atlas é justamente municiar o governo de dados, de forma que possam avaliar possíveis incentivos para a geração de energia pelo setor de resíduos sólidos”, concluiu Silva Filho.

Criada em 1976, a Abrelpe é uma associação civil sem fins lucrativos, que congrega e representa as empresas que atuam nos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Seu objetivo principal é promover o desenvolvimento técnico-operacional do setor de resíduos sólidos no Brasil.

A entidade participou ativamente no Congresso Nacional para a aprovação e a regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e foi a pioneira na implantação de um programa de Logística Reversa de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) em um município.

Comprometida para o equacionamento das demandas decorrentes da gestão de resíduos, a Abrelpe desenvolve parcerias com poder público, iniciativa privada e instituições acadêmicas e, por meio de campanhas, eventos e premiações, busca conscientizar a sociedade para a correta gestão dos resíduos.

No contexto internacional, a Abrelpe é a representante no Brasil da International Solid Waste Association (Iswa ) e sede da Secretaria Regional para a América do Sul da Parceria Internacional para desenvolvimento dos serviços de gestão de resíduos junto a autoridades locais (Ipla), um programa reconhecido e mantido pela ONU por meio do Centro das Nações Unidas para o Desenvolvimento Regional (UNCRD).

Fonte: Abrelpe

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