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Categoria: Reúso de Água


16:49 · 15.01.2013 / atualizado às 16:53 · 15.01.2013 por

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) inicia, nesta quarta-feira (16 de janeiro), a pré-operação de uma Estação de Tratamento de Reúso (ETR), no bairro Guadalajara, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

O objetivo é fornecer água de reúso para regar os canteiros e praças do município. A expectativa inicial é de que seja possível produzir sete metros cúbicos por hora de efluente (esgoto) tratado e a tecnologia utilizada no empreendimento é pioneira no ramo do saneamento básico, conforme a Companhia.

A ETR utiliza uma tecnologia alemã, chamada de Wellan, que aprimora o tratamento de esgoto. A vantagem é que pode ser replicada em grande parte das estações semelhantes de esgoto, por ter baixo custo de implantação e por não necessitar de grandes espaços.

O projeto foi implantado em uma estação de tratamento de esgoto por lagoas de estabilização, que funciona com uma lagoa anaeróbia, uma lagoa facultativa e três lagoas de maturação. No processo de tratamento do esgoto, após as lagoas de estabilização, o efluente passa por tanques (chincanas), em seguida há uma pré-cloração.

É adicionado um coagulante (policloreto de alumínio), antes de passar pela tecnologia Wellan, que condiciona o efluente do ponto de vista físico-químico. O efluente passa por filtros de areia e por uma central de ozonização (o ozônio desinfecta), para, em seguida, ir para uma central de ultravioleta, para remover o ozônio.

Para finalizar, passa por dois filtros de carvão ativado, por outra pré-cloração e por outros filtros, antes de ser armazenado em reservatórios com capacidade de 16 mil litros.

Para o início da operação, técnicos da Cagece irão realizar uma visita técnica a partir das 8h30.

Serviço:

Visita técnica às 8h30min do dia 16/01/2013.

Estação de Tratamento de Reuso Guadalajara – Rua Mário Mendes, 278, Caucaia

17:36 · 08.05.2012 / atualizado às 17:36 · 08.05.2012 por

A Região Metropolitana de São Paulo, a Bacia do Rio Copiapó, no Chile, a Bacia do Rio Bravo/Rio Grande, no México, e a Bacia do Rio Suquía, na Argentina passarão a ser um laboratório de experimentos para a descoberta e disseminação de novos métodos e ferramentas que estimulem a aplicação de tecnologias de reúso de água no mundo.

O projeto, bancado pela União Europeia, chama-se Coroado (www.coroado-project.eu) e é coordenado no Brasil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP).

As regiões escolhidas são estratégicas do ponto de vista do consumo. Este é um aspecto importante sob o prisma da condição atual de preservação dos recursos hídricos, vulneráveis a secas, infraestrutura precária, desperdício, aumento de demanda e mananciais degradados ou inacessíveis. Especialistas no assunto garantem que, se o consumo continuar no ritmo atual, até 2025 mais da metade das nações do Planeta sofrerá com a escassez de água.

Segundo a responsável pelo Coroado no Brasil, a professora e pesquisadora Monica Ferreira do Amaral Porto, vice-chefe do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Poli, o projeto tem um custo superior a 4.500.000 euros e terá quatro anos de duração.

“Entre as ações, deverá avaliar as diversas tecnologias de reúso e reciclagem da água, em contraste com tecnologias e capacidade locais; custos e benefícios relativos à prática do reúso; soluções eficientes e economicamente viáveis para o fornecimento de água, e para o combate da degradação de ecossistemas e reservas de água”, explica.

No Brasil, a Escola Politécnica foi escolhida para liderar o projeto em função de sua infraestrutura e competências. Um de seus laboratórios, o Centro Internacional de Referência em Reúso de Água (Cirra), coordenado pelo professor José Carlos Mierzwa, com a colaboração do professor Ivanildo Hespanhol, é reconhecido internacionalmente por seu trabalho na área, assim como a linha de pesquisa desenvolvida pela professora Monica Porto na área de qualidade da água.

O primeiro evento internacional do projeto está sendo realizado até o dia 10 de maio, no Hotel Bourbon, em São Paulo. Trata-se de um encontro de trabalho com representantes das 13 universidades participantes do projeto, nove europeias e quatro sul-americanas.

“Haverá um dia aberto para empresários e outros convidados participarem das discussões, como a Fiesp, que tem sido uma grande incentivadora do reúso da água na indústria”, explica Monica Porto.

De acordo com a professora Monica Porto, o relatório final com os resultados do projeto servirá de base para a União Europeia canalizar investimentos em locais com grande potencial de aplicação de tecnologias de reúso. “Pois um dos objetivos do projeto é justamente incentivar o poder público a adotar tecnologias de uso e reciclagem da água”, acrescenta.

Aplicação

A pesquisadora lembra que a aplicabilidade do reúso da água é ampla e deve ser estimulada pelos governos. “Em setores industriais estratégicos, como a petroquímica e a siderurgia, muitas indústrias chegam a reutilizar 90% de sua água, representando também uma grande economia do ponto de vista financeiro”, ensina.

A tecnologia tem sido muito empregada também na agricultura irrigada e até mesmo na limpeza urbana. Em São Paulo, por exemplo, ruas do Centro são lavadas com água de reúso. Muitos codomínios têm incluído no projeto equipamentos para o reaproveitamento da água usada pelos moradores na lavagem de roupas ou de alimentos.

Fonte: Poli/USP