Gestão Ambiental

Categoria: Seca


10:00 · 20.08.2018 / atualizado às 10:28 · 20.08.2018 por

Por Letras Ambientais

A maioria dos municípios do Nordeste brasileiro já enfrenta situação e seca grave ou moderada. É o que mostra o atual mapa da cobertura vegetal da região, obtido por meio de monitoramento por satélite, realizado pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis). As imagens de satélites permitem analisar a rápida mudança na cobertura vegetal, de acordo com a expansão da seca pelos municípios da região.

Uma pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), sobre o Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic), mostrou que, no período de 2013 a 2016, a região Nordeste apresentou a maior proporção de municípios afetados pela seca (82,6%). Do total de 1.794 municípios do Nordeste, foram registrados eventos de seca em 1.481.

Apesar de esses eventos climáticos serem frequentes, intensos e com profundos impactos socioeconômicos no Nordeste, a pesquisa do IBGE mostra que apenas 15,7% dos municípios da região possuem um plano específico de contingência e/ou prevenção à seca.

A maioria dos municípios da região adota ações emergenciais para evitar ou minimizar os danos causados pela seca. Uma das ações mais comuns, segundo o estudo, é a distribuição regular de água, por meio de carros-pipa, adotada em 65,5% dos municípios da região. Em seguida, está a construção de poços (61%) e de cisternas (49%).

O pesquisador Humberto Barbosa, coordenador do Lapis, ressaltou que essa falta de planejamento nos municípios, para o enfrentamento da seca, é o que faz com que o evento climático se torne desastre natural. Ele comenta: “mesmo nesses 15% dos municípios que possuem um plano específico para lidar com a seca, ainda não analisamos o teor e a qualidade desse instrumento de planejamento, ou seja, não sabemos se realmente as ações planejadas fogem da pauta emergencial, em direção a um projeto permanente para convivência com a seca”.

Barbosa é um dos autores do Livro “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?” e destacou: “Na obra, observamos que, historicamente, a ausência de participação social no processo de planejamento das políticas para a região semiárida foi um dos fatores comuns para que a seca continue sendo enfrentada apenas com ações emergenciais. No entanto, são fundamentais ações estruturais e coordenadas para que a população possa conviver melhor com a seca”.

Segundo um Relatório do Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil (Ceped), no período de 1995-2014, os danos materiais e prejuízos (públicos e privados) causados por desastres naturais, derivados de eventos climáticos no Brasil, foram estimados em R$ 100 bilhões. Deste total, cerca de 75% estão diretamente vinculados às estiagens e secas, a afetarem frequentemente o Nordeste e as demais regiões do Brasil.

No Nordeste, o custo total de danos e prejuízos, derivados de eventos climáticos, foi cerca de R$ 47 bilhões. O valor inclui os prejuízos privados nos setores da agricultura, pecuária, indústria e serviços.

Radiografia

A seguir, apresenta-se uma radiografia da seca em cada Estado do Nordeste, vista a partir de mapas. Dentre os temas abordados, estão: a condição da cobertura vegetal dos municípios, antes e depois da seca deste ano; os danos e prejuízos causados pela seca; os estados mais afetados e aqueles mais preparados para evitar que esses eventos climáticos tomem proporções de desastre natural.

Os dados utilizados são oriundos do satélite Meteosat-10, com metodologia desenvolvida pelo Lapis, que determina diariamente o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) para a  região.

Os mapas animados, mostrados na sequência, comparam e analisam a condição da cobertura vegetal de cada um dos nove estados do Nordeste, no período da estação chuvosa (abril a maio) e no início da seca (julho a agosto).

Ceará

via GIPHY

No período de fevereiro a maio deste ano, foi registrado, no Ceará, um expressivo volume de chuvas. Por essa razão, a Caatinga alcançou um alto nível de recuperação. Em maio, o Estado foi considerado o que ficou mais verde no Semiárido brasileiro, como mostrado no primeiro mapa acima.

Atualmente, um total de 66% dos municípios cearenses já estão secos. Dos 184 municípios do Ceará, 121 apresentam situação de seca moderada ou grave, enquanto 63 continuam em condição climática favorável. Apenas em alguns municípios do norte, do noroeste ou do sul do Estado, a vegetação está verde, ou seja, a seca ainda não atingiu a vegetação.

De 30 de julho a 5 de agosto, o mapa mostra a rápida mudança ocorrida na vegetação do Ceará para a condição de seca. As áreas em vermelho indicam a ocorrência de seca grave, abrangendo a maioria dos municípios; enquanto, em amarelo, sinalizam para a condição de seca moderada.

Segundo o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 77 municípios do Ceará estão reconhecidos em Situação de Emergência, sendo 13 decorrentes da estiagem e 64 por ocasião da seca.

Há uma diferença entre os conceitos de seca e estiagem. A seca se refere à deficiência de chuvas durante um período prolongado, provocando escassez de água para atividades, grupos ou setores ambientais. As estiagens se caracterizam por serem menos intensas que a seca e ocorrerem durante um período de tempo mais curto.

A Situação de Emergência é o reconhecimento legal, pelo município atingido, de uma situação anormal provocada por desastres, segundo fatores de intensidade e alcance dos danos (humanos, materiais e ambientais) e dos prejuízos (sociais e econômicos).

A intensidade do impacto do desastre natural para o Município é o que leva os gestores a classificarem o prejuízo gerado para a população e infraestrutura local. Existem quatro níveis para medir os impactos dos desastres naturais. As secas e estiagens são consideradas desastres naturais de nível 3, caracterizando Situação de Emergência.

Nesse caso, os danos são importantes e os prejuízos vultuosos, mas suportáveis e superáveis pela comunidade afetada. A situação de normalidade pode ser restabelecida desde que os recursos mobilizados no território do município afetado sejam reforçados e suplementados com o apoio de meios estaduais e federais.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, o Ceará foi o Estado do Nordeste a registrar maiores proporções de municípios atingidos pela seca (97,8%). Apesar desse dado, apenas 22,2% dos seus municípios possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

No período de 1995-2014, o Estado ocupou o segundo lugar como um dos mais impactados e submetidos a maiores danos e prejuízos na região, oriundos de eventos climáticos. O valor estimado pelos municípios do Ceará, para o período, correspondeu a 22,2% do total estimado para o Nordeste, de acordo com o Ceped.

Piauí

via GIPHY

O mapa acima mostra que, no período de 30 de abril a 6 de maio, as chuvas no Piauí permitiram a recuperação de praticamente toda sua cobertura vegetal, com exceção do sudoeste do Estado.

O atual mapa da cobertura vegetal do Piauí, referente ao período de 30 de julho a 5 de agosto, mostra que 71% dos municípios apresentam seca grave ou moderada. Do total de 224 municípios do Estado, 160 estão secos, enquanto apenas 64 continuam verdes, ou seja, sob condições climáticas favoráveis, solo úmido e manutenção da cobertura vegetal.

Segundo o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 48 municípios do Piauí estão reconhecidos em Situação de Emergência, sendo 10 decorrentes da estiagem e 38 por ocasião da seca.

A pesquisa do IBGE sobre o perfil dos municípios brasileiros mostrou que, no período de 2013 a 2016, o Piauí foi o segundo Estado do Nordeste com maior proporção de municípios afetados pela seca (93,8%). Apesar desse dado, apenas 9,4% dos municípios do Piauí possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

Quantos aos danos e prejuízos provocados por eventos climáticos, especialmente pela seca, no período de 1995-2014, o Piauí foi o quarto Estado do Nordeste brasileiro a registrar maiores impactos diretos. O custo dos danos e prejuízos decorrentes de eventos climáticos, nos municípios do Piauí, foram estimados em 16,1% do total na região.

Paraíba

via GIPHY

De acordo com a atual imagem de satélite da cobertura vegetal da Paraíba, a seca já atinge mais de 71% da Paraíba. Dos 223 municípios, 160 apresentam seca moderada ou grave. O evento climático ocorre, de forma mais grave, nas microrregiões do Cariri, Seridó e Catolé do Rocha.

Enquanto isso, em apenas 63 municípios do Leste do Estado, incluindo a Zona da Mata e parte do Agreste, a vegetação está verde, ou seja, as condições climáticas continuam favoráveis e a seca ainda não atingiu a vegetação.

Os mapas acima mostram a rápida mudança ocorrida na vegetação a Paraíba, para a condição de seca. A primeira imagem retrata o Estado durante a estação chuvosa, no período de 30 de abril a 6 de maio, enquanto a segunda mostra as condições atuais da vegetação, no período de 30 de julho a 5 de agosto.

Segundo o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, desde abril deste ano, 197 municípios da Paraíba são reconhecidos em Situação de Emergência, por ocasião de estiagem.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, a Paraíba foi o terceiro Estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (91,9%). Por outro lado, apenas 25,6% dos municípios da Paraíba possuem um plano de contingência e/ou prevenção a essa tipologia de desastre natural.

Apesar de ainda ser baixo, proporcionalmente, é o Estado do Nordeste com maior percentual de municípios a apresentar esse tipo de instrumento de planejamento para minimizar os impactos da seca.

No período de 1995-2014, a Paraíba ocupou o quinto lugar, no Nordeste, como um dos Estados mais impactados e submetidos a maiores prejuízos provocados pela seca. Os danos materiais e prejuízos (públicos e privados), causados por desastres naturais, derivados de eventos climáticos, foram estimados em 6% do total dos custos na região.

Rio Grande do Norte

via GIPHY

Um total de 62% dos municípios do Rio Grande do Norte já estão secos. Segundo o monitoramento da cobertura vegetal por satélite, realizado pelo Lapis, dos 167 municípios do Estado, 104 enfrentam seca grave ou moderada, conforme segundo mapa acima.

Apenas 63 municípios do Leste Potiguar, alguns do norte e do noroeste do Estado, continuam com vegetação verde, indicando que os solos continuam úmidos, em decorrência das condições climáticas favoráveis.

De acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 161 municípios do Rio Grande do Norte estão em Situação de Emergência, por ocasião da seca.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, o Rio Grande do Norte foi o quarto estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (91%). Por outro lado, apenas 8,3% dos municípios do Rio Grande do Norte possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

No período de 1995-2014, o Rio Grande do Norte esteve entre os estados do Nordeste a sofrer menos impactos econômicos diretos da seca, com um total estimado de 3,1% dos danos materiais e prejuízos (públicos e privados) estimados para a região, causados por desastres naturais oriundos de eventos climáticos.

Bahia

via GIPHY

Um total de 57% dos municípios da Bahia já enfrentam seca. Segundo o monitoramento por satélite, realizado pelo Lapis, dos 417 municípios do estado, 237 enfrentam seca moderada ou grave, conforme mostrado no segundo mapa, referente ao período de 30 de julho a 5 de agosto.

O Oeste da Bahia integra a região de Matopiba, considerada a última fronteira agrícola do País, com importante participação na balança comercial brasileira. Hoje, todos os municípios dessa área estão afetados pela seca, trazendo consequências diretas à economia nacional.

Apenas 43% dos municípios do Estado continuam verdes, ou seja, ainda não foram atingidos pela seca. Eles estão localizados na porção Leste do Estado, compreendendo as mesorregiões do Sul e Centro-Sul Baiano, Região Metropolitana de Salvador, Nordeste e Centro-Norte Baiano.

No período de 30 de abril e 6 de maio deste ano, conforme mostrado no mapa acima, boa parte dos municípios da Bahia ficou com cobertura vegetal verde, por ocasião das chuvas registradas no Estado, ou apenas tiveram estiagem moderada.

De acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 207 municípios da Bahia estão em Situação de Emergência, sendo 203 decorrentes da estiagem e 4 por ocasião da seca.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, a Bahia foi o quinto Estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (88,5%). Todavia, apenas 15% dos municípios da Bahia possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca. É o Estado do Nordeste com maior número de Prefeituras a apresentar esse tipo de instrumento de planejamento (62 municípios). Todavia, proporcionalmente, o percentual ainda é considerado muito baixo, diante da abrangência de municípios afetados pela seca na Bahia.

A Bahia é o Estado do Nordeste que mais registrou danos e prejuízos (públicos e privados) diretos, em função de desastres naturais oriundos de eventos climáticos, no período de 1995-2014.

Do custo total de R$ 47 bilhões, estimado para a região Nordeste, a Bahia concentrou 29% desses danos e prejuízos. Como mencionado, o custo da seca é estimado em 75% do total de danos e prejuízos decorrentes de eventos climáticos no Nordeste.

Alagoas

via GIPHY

Um total de 33% dos municípios de Alagoas já estão secos. É o que mostra o atual mapa da cobertura vegetal do Estado, conforme monitoramento realizado pelo Lapis, referente ao período de 30 de julho a 5 de agosto. Dos 102 municípios alagoanos, 34 estão afetados por seca grave ou moderada, localizados na mesorregião do Sertão Alagoano e alguns no Agreste, na porção semiárida do Estado.

As áreas que atualmente continuam verdes estão localizadas no Leste Alagoano e em boa parte da mesorregião do Agreste. No período de 30 de abril a 6 de maio deste ano, como mostrado no mapa acima, as chuvas permitiram certa recuperação da cobertura vegetal desses municípios. Mas desde maio, quando terminou a estação chuvosa no Semiárido brasileiro, a seca se espalhou pelo Sertão e Agreste Alagoano.

Diante da severidade da atual estiagem na mesorregião do Sertão e parte do Agreste Alagoano, esta semana, a Defesa Civil Nacional reconheceu Situação de Emergência em 38 municípios do Estado. O decreto de reconhecimento do governo federal garante que esses municípios voltem a receber recursos emergenciais para conviver com a seca.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, Alagoas foi o sexto Estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (77,5%). Um total de 22,5% dos municípios alagoanos possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

De acordo com o Relatório do Ceped, Alagoas é um dos estados do Nordeste a registrarem menos danos e prejuízos decorrentes de desastres naturais de origem climática, compreendendo apenas 3,6% do total na região, no período de 1995-2014.

Sergipe

via GIPHY

Em Sergipe, 20% dos municípios estão secos atualmente, de acordo com o mapa da cobertura vegetal obtido pelo Lapis, por meio de monitoramento por satélite, referente ao período de 30 de julho a 5 de agosto. Dos 75 municípios do Estado, 15 enfrentam seca grave ou moderada. A seca se concentra na mesorregião do Sertão de Sergipe.

Diferentemente dos demais estados do Nordeste, na imagem de satélite de 30 de abril a 6 de maio, havia um maior número de municípios secos em Sergipe, tendo diminuído agora em julho. Provavelmente, isso ocorreu em decorrência da influência de frentes frias naquela área.

De acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, seis municípios de Sergipe estão em Situação de Emergência, sendo cinco decorrentes da estiagem e apenas um ocasionado pela seca.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, Sergipe foi o sétimo Estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (77,3%). Apenas 8% dos municípios do Estado possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

Sergipe também é um dos estados do Nordeste a registrarem menores danos e prejuízos decorrentes de desastres naturais de origem climática, compreendendo somente 2,9% do total na região, no período de 1995-2014.

Pernambuco

via GIPHY

Em Pernambuco, 52% dos municípios já são afetados pela seca. Do total de 185 municípios, 96 enfrentam seca grave ou moderada. De acordo com o monitoramento ambiental por satélite, realizado pelo Lapis, apenas na Região Metropolitana de Recife, na mesorregião da Zona da Mata e em parte dos municípios do Agreste pernambucano, a cobertura vegetal continua verde, em função das condições climáticas favoráveis.

No atual mapa da cobertura vegetal de Pernambuco, referente ao período de 30 de julho a 05 de agosto deste ano, a seca já atinge a maior parte do estado, incluindo a mesorregião do São Francisco, do Sertão e grande parte do Agreste.

Embora o percentual de municípios pernambucanos afetados pela seca seja de apenas 52%, abrange praticamente toda a área do estado. Isso ocorre em função de os municípios do interior, onde a seca predomina, apresentarem maior extensão territorial.

Quando comparados à porção Leste do estado, onde os municípios são de pequena extensão, o percentual de área onde a vegetação permanece verde é pouco expressivo.

De acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, 53 municípios de Pernambuco estão reconhecidos em Situação de Emergência, em razão da ocorrência de estiagem.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, Pernambuco foi o oitavo estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (77,2%). Apenas 24,8% desses municípios possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

Proporcionalmente, é o segundo Estado do Nordeste a apresentar mais prefeituras com esse tipo de instrumento de planejamento para fazer frente aos impactos da seca.

Com relação aos danos e prejuízos causados por eventos climáticos, Pernambuco ocupa o terceiro lugar no ranking como um dos mais afetados no Nordeste. Segundo Relatório do Ceped, os danos e prejuízos decorrentes de desastres naturais de origem climática em Pernambuco corresponderam a 16,2% do total na região, no período de 1995-2014.

Maranhão

via GIPHY

O Maranhão é o Estado do Nordeste menos afetado pela seca. De acordo com o monitoramento realizado pelo Lapis, atualmente, apenas 13,3% dos municípios maranhenses estão secos. Dos 217 municípios do Estado, somente 29 enfrentam seca, localizados no Sul Maranhense.

De acordo com o mapa da cobertura vegetal, de 30 de abril a 6 de maio, praticamente não havia seca no Estado, restrita apenas à seca moderada em alguns municípios do Sul Maranhense.

Não existem registros no Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, de municípios do Maranhão em Situação de Emergência, por ocasião de seca ou estiagem.

Segundo o IBGE, no período de 2013 a 2016, o Maranhão foi o Estado do Nordeste a registrar menor proporção de municípios atingidos pela seca (39%). Apenas 5% dos municípios do Estado possuem um plano de contingência e/ou prevenção à seca.

Com relação aos danos e prejuízos provocados por desastres naturais de origem climática, o Maranhão informou apenas 1,2% dos custos totais no Nordeste, no período de 1995-2014. Esse número mostra que o estado foi o que sofreu menos impactos da seca em toda a região.

Gestão da seca nos municípios

Como observado, as ações mais comuns adotadas pelos municípios do Nordeste, para evitar ou minimizar os danos e prejuízos causados pela seca, são de caráter emergencial. Dessa forma, a pesquisa do IBGE chama atenção para a falta de capacidade institucional dos municípios da região para lidarem com o constante risco de ocorrência de seca.

O panorama é crítico, sobretudo para as áreas inseridas no Semiárido brasileiro, com forte potencial para a ocorrência de seca, podendo tomar proporção de desastre natural, em um cenário socioeconômico e ambiental vulnerável.

Na estação chuvosa de 2018 (fevereiro a maio), as chuvas atingiram a maior parte dos municípios do Semiárido brasileiro, aliviando a seca que já durava sete anos. No entanto, o meteorologista Humberto Barbosa explicou que o volume de chuvas foi inferior à média histórica, sobretudo nos estados da parte sul do Nordeste (parte de Pernambuco, Alagoas, Bahia e parte do sul do Piauí).

“Essas chuvas foram insuficientes para diminuir o déficit de precipitação que a região vem sofrendo há sete anos, decorrentes dos impactos das secas meteorológica e hidrológica nos anos anteriores”, observou.

Recentemente, o IBGE divulgou os primeiros resultados do novo Censo Agropecuário. A região Nordeste foi a única a registrar queda na área destinada à produção agropecuária. No período de 2006 a 2017, a área ocupada pela agropecuária avançou 5% no Brasil, ocupando 16,6 milhões de hectares adicionais, área maior que a do Estado do Ceará (14,9 milhões de hectares).

No Nordeste, porém, houve uma redução de 9,9 milhões de hectares na área de produção agropecuária, o que equivale a aproximadamente o Estado inteiro de Pernambuco a menos na agropecuária local. Os sete anos de seca na região influenciaram diretamente essa redução.

Conclusão

A seca causa profundos impactos sociais, econômicos e ambientais ao Nordeste brasileiro. Falta capacidade institucional dos municípios da região para enfrentar a seca. Por essa razão, é necessário atuar no planejamento estruturado de ações para a convivência com a seca, utilizando informações seguras de monitoramento desses eventos climáticos e evitando maiores danos e prejuízos à região.

Fontes:
Letras Ambientais: www.letrasambientais.com.br
Lapis: lapismet.com.br

08:37 · 23.07.2018 / atualizado às 08:37 · 23.07.2018 por

Letras Ambientais

Especial para o blog Gestão Ambiental 

 

A seca já ocorre em praticamente todo o Ceará. É o que mostra o atual mapa da cobertura vegetal do Estado, obtido por meio de monitoramento por satélite, realizado pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Pela imagem de satélite abaixo, é possível observar que na maioria dos municípios do Ceará, as áreas em vermelho indicam a ocorrência de seca grave; enquanto, em amarelo, sinalizam para a condição de seca moderada. Apenas em alguns municípios do norte e do noroeste do Estado, a vegetação está verde, ou seja, as condições climáticas continuam favoráveis e a seca ainda não atingiu a vegetação. O mapa mostra a rápida mudança ocorrida na vegetação do Ceará para a condição de seca. 

Mapa da vegetação do Ceará mostra avanço da seca na maioria dos municípios Imagem: Lapis

No período de fevereiro a maio deste ano, o Estado registrou um expressivo volume de chuvas. A Caatinga alcançou um alto nível de recuperação, de modo que, em maio, o Ceará foi considerado o Estado que ficou mais verde no Semiárido brasileiro, como mostrado no mapa abaixo:   

 

Mapa da vegetação do Ceará mostrou Caatinga completamente recuperada em maio de 2018, após as chuvas Imagem: Lapis

O atual avanço da seca ocorre porque o período da estação chuvosa no Semiárido brasileiro foi encerrado no último mês de maio. A tendência de falta de chuvas, perda na umidade dos solos e ressecamento da vegetação da Caatinga avança em toda a região, como mostra a imagem a seguir. 

Avanço da seca no Semiárido brasileiro Imagem: Lapis

O mapa acima mostra que a seca já atinge quase todos os municípios do Semiárido brasileiro, com exceção das áreas de Zona da Mata, na Costa Leste do Nordeste, onde a vegetação está verde e ocorre, no período de abril e julho, a estação chuvosa. 

Gestão das secas nos municípios 

Uma pesquisa divulgada no dia 5 de julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre o Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic), mostrou que, no período de 2013 a 2016, em praticamente metade dos 5.570 municípios do País (48,6%) ocorreu algum evento de seca, totalizando 2.706 municípios a registrarem esses eventos climáticos.  

O estudo mostra que a maioria dos municípios afetados pela seca no Brasil (59,4%) não conta com um instrumento orientado à prevenção de desastres naturais e apenas 14,7% tem um plano específico de contingência e/ou de prevenção à seca.  

A região Nordeste, conhecida pelas secas frequentes, intensas e com profundos impactos socioeconômicos, apresentou a maior proporção de municípios afetados por esta tipologia de desastre natural (82,6%).  

No período de 2013 a 2016, o Ceará foi o Estado do Nordeste a registrar maiores proporções de municípios atingidos pela seca (97,8%), seguido pelo Piauí (93,8%), Paraíba (91,9%) e Rio Grande do Norte (91,0%).  

Ainda de acordo com o estudo, nos anos de seca, 89,3% dos municípios brasileiros informaram terem sofrido perda ou redução da produção agrícola, enquanto 81,3% declararam terem tido prejuízos financeiros.  

Segundo um Relatório do Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil (Ceped), no período de 1995-2014, o total de danos materiais e prejuízos (públicos e privados) causados por desastres naturais derivados de eventos climáticos no Brasil foram estimados em R$ 100 bilhões. Deste total, cerca de 75% estão diretamente vinculados às estiagens e secas a afetarem frequentemente o Nordeste e as demais regiões do Brasil.  

No Nordeste, o valor total de danos e prejuízos públicos e privados, derivados de eventos climáticos, foi cerca de R$ 47 bilhões, no período 1995-2014. O valor inclui o total de prejuízos privados na agricultura, pecuária, indústria e serviços.  O Estado do Ceará ocupa o segundo lugar (22%) como um dos mais impactados e submetidos a maiores prejuízos na região, ficando atrás somente da Bahia (28,8%). 

Para mais informações, leia o artigo “Quanto custam as secas ao Brasil”: www.letrasambientais.com.br/posts/quanto-custam-as-secas-ao-brasil 

Capacidade institucional 

As ações mais comuns adotadas pelos municípios atingidos pela seca no Brasil, para evitar ou minimizar os danos causados pelo evento climático, são de caráter emergencial: a construção de poços (59,5%) e a distribuição regular de água, por meio de carros-pipa (58,1%).  

A pesquisa chama atenção para a falta de capacidade institucional dos municípios brasileiros para lidarem com o constante risco de ocorrência de secas. O panorama é crítico para os estados do Semiárido, incluindo o Ceará, com forte potencial para a ocorrência de seca, que pode tomar proporção de desastre natural, em um cenário socioeconômico e ambiental vulnerável.  

Os prejuízos decorrentes das secas podem ser minimizados, desde que se disponham de informações seguras, e em tempo hábil, para que seja feito um planejamento adequado, evitando que esses fenômenos climáticos tomem proporção de desastres naturais e aumentem a vulnerabilidade da população, dos governos e dos setores econômicos. 

Com relação às previsões climáticas para o próximo ano, no Semiárido brasileiro, os especialistas ainda não definiram quanto à ocorrência de El Niño ou La Niña, principais sistemas meteorológicos a influenciarem as condições climáticas na região. O Oceano Pacífico continua em condição de neutralidade e, somente em setembro deste ano, será feita uma previsão para a região. 

Mais informações: 

Lapis – www.lapismet.com.br

Letras Ambientais – www.letrasambientais.com.br

14:23 · 02.04.2018 / atualizado às 14:26 · 02.04.2018 por
O livro já está à venda pelo site: www.letrasambientais.com.br/sobre-livro

Está marcado para a próxima quarta-feira (4) o pré-lançamento do livro “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?”, escrito pela jornalista Catarina Buriti e pelo meteorologista Humberto Barbosa.

O pré-lançamento vai ocorrer no Miniauditório do Centro de Treinamento do Banco do Nordeste (BNB), na Avenida Dr. Silas Munguba, 5700, Passaré, durante a oficina temática “Desafios para o Desenvolvimento Agricultura Sustentável: Bioma Caatinga“, realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A obra é interdisciplinar e trata da história de mais de um século de secas na atual região semiárida brasileira. A pesquisa inclui as primeiras políticas de açudagem, para o que se entendia, no início do século XX, como “combate à seca”, passando pela piscicultura, irrigação, políticas de desenvolvimento econômico; e as recentes ações de construção de cisternas e o Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Os autores levaram quatro anos para produzir o livro. Durante a pesquisa, visitaram e/ou consultaram documentos das principais instituições e organizações sociais que fazem parte da história da política de convivência com a seca no Semiárido.

Buscavam uma resposta para a seguinte questão: o que todas essas políticas hídricas tiveram em comum? Porque as políticas para a seca não trouxeram mudanças significativas para a região? Qual o motivo de, em pleno século XXI, o fenômeno continuar tomando proporções de desastre natural, causando prejuízos generalizados à economia do Semiárido brasileiro? Por que obras intensamente propaladas como soluções para a seca não modificaram ou talvez não alterem o cenário socioeconômico da região?

Os autores demonstram no livro que a ausência de mecanismos institucionais efetivamente descentralizados, que permitissem a participação social democrática, autônoma e qualificada no controle e na formulação de políticas hídricas, foi um dos fatores históricos predominantes para a falta de efetividade na governança das águas na região.

Com base na pesquisa, além de os autores oferecerem uma compreensão crítica e abrangente sobre a região semiárida do Brasil, no passado e no presente,  apontam caminhos e traçam estratégias político-institucionais para promover a gestão sustentável da seca, no contexto de possíveis mudanças climáticas.

No contexto do Semiárido brasileiro, a pesquisa foi validada em municípios do Cariri paraibano, microrregiões da Paraíba, consideradas as mais secas do Brasil. Além disso, são áreas altamente vulneráveis às mudanças climáticas, ao processo de desertificação e, por essa razão, extremamente carentes de políticas para mitigação dos impactos da seca.

O livro se destina a públicos de diferentes áreas, incluindo tomadores de decisão, formuladores de políticas, pesquisadores, professores, estudantes, agentes de organizações da sociedade civil, empresários e ativistas ambientais.

Os autores

Humberto Alves Barbosa é meteorologista, mestre em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e doutor em Solo, Água e Ciências Ambientais pela Universidade do Arizona. É coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Participa como autor de relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Catarina de Oliveira Buriti é escritora, jornalista, historiadora, mestre em História e doutora em Recursos Naturais. Desenvolve pesquisas sobre história da ciência, políticas públicas e Semiárido brasileiro. Atua na área de difusão científica do Instituto Nacional do Semiárido (Insa).

Mais informações:
Lançamento do Livro “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?”
Local: Banco do Nordeste (BNB) – Avenida Dr. Silas Munguba, 5700 – Passaré
HORÁRIO: 9h
O livro já está à venda pelo site: www.letrasambientais.com.br/sobre-livro

10:30 · 06.02.2017 / atualizado às 12:05 · 10.02.2017 por

 

 

Evolução da seca no Semiárido entre 2011 e 2016

Por
Catarina Buriti, jornalista
Humberto Barbosa, meteorologista

Em 1930, Rachel de Queiroz estreava na literatura brasileira com o romance “O Quinze”. Uma contundente crítica social, a obra abordava a severa seca ocorrida no Nordeste do Brasil, mais precisamente no município de Quixadá (CE), em 1915. Apresentava as consequências devastadoras do silencioso desastre sobre pequenos produtores rurais, como migração, fome, sede, morte, falta de trabalho, entre outras. O romance também relatou o drama de personagens nos tenebrosos campos de concentração, espaços construídos pelo governo nos arredores das grandes cidades, incluindo da capital Fortaleza, para alojar “retirantes” ou “flagelados” que fugiam da seca e impedir que perturbassem os espaços urbanos.

A seca de 1915 ocorreu pouco depois da criação da Inspetoria de Obras Contra as Secas (IOCS), em 1909, quando a seca passou a ser tratada como uma questão de Estado. Com a IOCS, buscou-se conhecer cientificamente a região, investiu-se na “política hidráulica”, baseada na construção de grandes reservatórios para armazenamento de água. Embora um passo importante para consolidar uma infraestrutura hídrica ainda inexistente na região, a construção dessas represas não beneficiou a população pobre que mais necessitava acessar políticas públicas para atravessar a seca. Grupos de poder econômico do Nordeste, como grandes latifundiários e fazendeiros influentes no cenário político regional, durante décadas, foram os maiores beneficiários dessas políticas.

Concentravam-se terra, água e poder na região, enquanto a maioria das pessoas continuava necessitando de socorros públicos para resistir aos impactos da seca. Nos momentos de crise, a ênfase do governo brasileiro recaía sobre políticas emergenciais, tardias, centralizadas, não planejadas e insuficientes. Desde 1915, o semiárido brasileiro enfrentou diversos eventos climáticos considerados de impacto severo ou extremo (1919, 1932, 1942, 1980, 1983, 1990, 1993, 1998, 2012 e 2016). Há muito a ocorrência do fenômeno é previsível pela ciência. Porém, em pleno alvorecer do século XXI, a população do Semiárido, especialmente agricultores familiares que dependiam das chuvas para manter seus sistemas de subsistência, ainda dependiam de ajuda pública para enfrentar a seca.

A paisagem de morte e de desolação representada no romance de Rachel de Queiroz, todavia, já não caracteriza a sociedade do Semiárido nos períodos secos. Nos tempos de “O Quinze”, pela falta de preparo mínimo para enfrentar a seca, perdia-se a dignidade humana e, em muitos casos, a vida de homens, mulheres, crianças e animais, grassados pela fome, a sede e as epidemias decorrentes da seca.

Mas o que mudou nas políticas públicas para o semiárido brasileiro? Nas últimas décadas, políticas sociais de distribuição de renda, embora insuficientes para provocar mudanças estruturais na região, têm contribuído para mitigar os impactos da seca. Além disso, políticas governamentais, fundamentadas na implantação de tecnologias sociais para abastecimento de água, têm provocado impactos positivos na agricultura familiar, contribuindo para a segurança hídrica e alimentar da população.

Hoje, agricultores familiares do Semiárido têm sido mais resilientes para conviver com a seca. A participação da sociedade civil na gestão de políticas públicas, com destaque para o papel da rede de organizações Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), tem contribuído para oferecer capacitação aos agricultores familiares, assegurando maior autonomia para enfrentar os períodos de seca. Políticas públicas do Estado brasileiro, com apoio dessas organizações civis, a exemplo do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) e do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), têm propiciado impactos positivos à agricultura familiar. Infelizmente, os animais ainda têm sido as maiores vítimas da escassez de água e alimentos durante esses eventos.

Em um século de secas, houve a consolidação de importantes pesquisas científicas sobre a região, que podem subsidiar a tomada de decisão sobre políticas públicas de gestão das secas. Além disso, os sistemas de alerta precoce sobre secas são cada dia mais precisos. Tecnologias de sensoriamento remoto, por exemplo, têm permitido o estudo em larga escala dos impactos das secas sobre a vegetação, os solos e a agricultura familiar.

Esses mecanismos tecnológicos têm permitido, por exemplo, a avaliação dos atuais impactos de seis anos de seca na região. Um século depois de “O Quinze”, vive-se a pior seca já registrada pela ciência no Semiárido brasileiro (2010-2016). Todavia, os governos parecem não ter atentado para a severidade do atual problema. Nesse período, não se assistiu a nenhum tipo de mobilização política sistemática e inovadora para mitigar os impactos desse evento climático. Dispomos de uma legislação bastante avançada para a gestão das águas, a exemplo da Lei das Águas que acaba de completar 20 anos. No entanto, limitações institucionais, infraestruturais, técnicas, financeiras, de pessoal, ainda fazem com que as agências governamentais atuem apenas no plano emergencial e na resolução de impactos imediatos.

Organismos federais, como o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e a Agência Nacional de Águas (ANA), têm o potencial de contribuir, respectivamente, com pesquisas científicas alternativas para o suprimento de água no Semiárido e para fortalecer os sistemas de gerenciamento. Universidades têm exercido um papel importante na formação de recursos humanos na região. No entanto, necessitam-se de incentivos estatais para a sistematização de dados, informações, mecanismos e ferramentas que auxiliem na gestão das secas, capazes de atender, de forma ampla e abrangente, as demandas por políticas públicas efetivas na região. A falta de planejamento na gestão das águas tem sido a principal causa que impede o desenvolvimento do Semiárido.

Atualmente, o desastre da seca ainda coloca grande parte dos municípios do Semiárido brasileiro em situação de emergência, em decorrência da falência na manutenção das atividades agropastoris em pequena escala, base da economia regional. Necessita-se de vontade política para diminuir a vulnerabilidade da população do Semiárido frente a esses eventos climáticos extremos. Isso requer o planejamento integrado de ações que fortaleçam a agricultura familiar, tornem tecnologias e conhecimentos técnicos acessíveis para que os produtores rurais possam se preparar para os períodos de seca. Também é imprescindível que disponham de recursos produtivos, como água, terra e crédito para garantirem a continuidade da produção. Essas estratégias são fundamentais para promover a adaptação dos agricultores familiares à seca e às mudanças climáticas previstas para futuro breve.

Sugestão de leitura:
PAREDES, F. J.; BARBOSA, H. A.; GUEVARA, E. Spatial and temporal analysis of droughts in northeastern Brazil. Agriscientia, v. 32, n. 1. 2015. p. 1-14.

21:24 · 24.05.2016 / atualizado às 21:24 · 24.05.2016 por

Até 31 de maio estão abertas inscrições para a premiação que destaca contribuições para o manejo sustentável da terra Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
Até 31 de maio  estão abertas inscrições para a premiação que destaca contribuições para o manejo sustentável da terra Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

O programa Dryland Champions, promovido pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), receberá, até 31 de maio, inscrições de projetos que contribuem para o manejo sustentável de solos nas áreas suscetíveis à desertificação no Brasil. Os interessados devem enviar o formulário de inscrição para o endereço drylandchampionsbrasil@gmail.com.

Podem se inscrever grupo de jovens e escolas, indivíduos (adultos, jovens ou crianças), agricultores, empresas, organizações não governamentais (ONGs), associações comunitárias e municípios. Os contemplados receberão os certificados em evento promovido pelo MMA durante as comemorações pelo Dia Mundial de Combate à Desertificação, em 17 de junho de 2016.

Neste ano, sob o slogan “Proteger a Terra. Restaurar os Solos. Envolver as pessoas”, a UNCCD comemora o Dia Mundial de Combate à Desertificação defendendo a importância da cooperação inclusiva para restaurar e recuperar terras degradadas e contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O Programa Dryland Champions é destinado a homenagear as atividades das pessoas e/ou organizações e empresas que fazem uma contribuição prática ao Manejo Sustentável de Terras. Sob o lema Dryland Champions – “Eu sou parte da solução”, a iniciativa centra-se em primeiro lugar, sobre as pessoas, o seu empenho e esforços para melhorar as condições de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e a seca.

A premiação reconhece um amplo leque de atividades de manejo sustentável da terra. Todas as ações, atividades, iniciativas e projetos que introduzam, facilitem, promovam ou implementem práticas e políticas em nível local ou nacional relacionados ao manejo sustentável da terra podem ser inscritas.

Para consultar o Edital e se inscrever, clique aqui

Fonte: MMA

22:04 · 24.03.2016 / atualizado às 22:28 · 24.03.2016 por
Um dos efeitos esperados com o Aquecimento Global é o aumento de eventos extremos, como as secas Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário
A ferramenta, apresentada no Dia Mundial da Água 2016, visa acompanhar o fenômeno da seca do Semiárido brasileiro Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário

Agência Nacional de Águas (ANA), Ministério da Integração Nacional (MI), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e governos do Nordeste lançaram, nesta semana, o Monitor de Secas do Nordeste do Brasil, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Água. A ferramenta traz mapa elaborado com a colaboração de técnicos locais que enfrentam a seca no dia a dia.

O Monitor de Secas é um instrumento que mostra a magnitude da seca no Nordeste e seus impactos. O principal produto é um mapa mensal que acompanha a situação da seca, disponibilizando as informações de forma ilustrativa, depois de validadas por técnicos locais que vivenciam a seca em seu cotidiano.

O mapa leva em consideração dados de monitoramento e os impactos concretos no abastecimento, agricultura e pecuária, dentre outras áreas, para apresentar o retrato mais recente e fiel possível da seca de maneira periódica.

Trata-se de uma ferramenta importante, que estará disponível nas páginas das instituições parceiras, para dar apoio aos tomadores de decisão do setor público e privado, contribuindo para a melhor gestão de secas e para o planejamento coordenado e proativo de ações de preparação e de resposta.

O mapa do Monitor de Secas passa a ser publicado mensalmente na página monitordesecas.ana.gov.br, junto com a descrição do processo de elaboração, incluindo indicadores e evidências. É possível visualizar a progressão da situação da seca em cinco categorias: excepcional, extrema, grave, moderada e fraca. O mapa também identifica e delimita as áreas de impactos de curto e longo prazo.

O Brasil tem um longo histórico de secas, principalmente no Semiárido. A seca extrema que atinge a região desde 2012 vem estimulando ainda mais esforços para melhorar a gestão e adotar medidas permanentes de monitoramento e de preparação.

Por isso, o governo federal, junto com agências de água, clima e meio ambiente e órgãos de governos estaduais e federais que atuam nos nove Estados do Nordeste, empenharam-se na construção e implementação de uma ferramenta inspirada em metodologias já consolidadas e adaptada à realidade brasileira.

A iniciativa contou com o apoio do Banco Mundial no desenho e implementação experimental da ferramenta e de parceiros internacionais como o National Drought Mitigation Center (Centro Nacional de Mitigação de Secas), dos Estados Unidos e a Comisión Nacional del Água do México (Conagua).

Para saber mais assista ao vídeo na página do monitor de secas ou no canal da ANA no youtube.

O Lançamento do Monitor de Secas do Nordeste do Brasil foi no âmbito do “Seminário sobre a crise hídrica e a segurança de barragens no Brasil”, evento em comemoração ao Dia Mundial da Água 2016, promovido pela ANA e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O evento fez outros lançamentos importantes, como o Mestrado Profissional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos, uma parceria entre a ANA e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com coordenação da Universidade Estadual Paulista (Unesp); o novo portal do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH) e relatórios das Nações Unidas e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre Água e Saneamento.

Página do Monitor de Seca: monitordesecas.ana.gov.br

Fonte: ANA

16:01 · 12.03.2016 / atualizado às 16:10 · 12.03.2016 por
Governo institui Câmara destinada a elaborar proposta de regulamentação das ações para reduzir os efeitos da seca Foto: Cid Barbosa
Além de frear a desertificação, novo grupo deve elaborar proposta de regulamentação das ações para reduzir os efeitos da seca Foto: Cid Barbosa

 

Foi publicada na última quinta-feira (10), no Diário Oficial da União (DOU), resolução da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD) instituindo a Câmara Técnica Temporária de Regulamentação da Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. A Câmara tem a finalidade de elaborar as minutas dos decretos de regulamentação da Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (Lei Nº 13.153/ 2015).

Instituída em junho de 2015, a Política irá promover ações de uso dos recursos naturais e iniciativas produtivas sustentáveis nas áreas suscetíveis à desertificação para evitar a degradação do solo.

Composição

A Câmara é composta por dois representantes de instituições públicas federais, dois de Estados com áreas suscetíveis à desertificação, dois representantes da sociedade civil e um representante da Secretaria-Executiva da CNCD, além de especialistas da área jurídica que serão convidados a contribuir na elaboração dos documentos. O prazo de funcionamento é até dezembro de 2016.

Para o diretor de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e secretário-executivo da CNCD, Francisco Campello, para evitar a desertificação, são fundamentais a implantação de boas práticas de convivência sustentável que possibilitem a conservação de solo nas atividades agropecuárias; o uso correto dos recursos florestais; maior eficiência nos sistemas produtivos que promovam a segurança hídrica, alimentar, energética e que conservem as paisagens.

Ações

O MMA vem adotando a estratégia de combate dos principais vetores do processo de desertificação, fomentando iniciativas estruturantes para uma convivência sustentável com a semiaridez. Assim, é possível promover segurança hídrica, alimentar, energética e a conservação da paisagem com o uso de tecnologias sociais e de baixo custo adaptadas ao clima das Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD). As áreas suscetíveis à desertificação (ASD) envolvem 11 Estados, têm uma área de 1.340.000 km² e uma população aproximada de 35 milhões de habitantes.

CNCD

A CNCD foi criada por meio de Decreto Presidencial de 21 de julho de 2008, e é presidida pelo MMA. É composta por 44 representantes de setores da sociedade civil e dos governos federal, estaduais e municipais e do setor produtivo relacionados com o tema.

Entre outras finalidades, cabe à CNCD deliberar sobre a implementação da Política Nacional de Combate à Desertificação, em articulação com as demais políticas setoriais, programas, projetos e atividades governamentais de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca; orientar, acompanhar e avaliar a implementação dos compromissos assumidos pelo Brasil junto à Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD); e promover a integração das estratégias de erradicação da pobreza nos esforços de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca.

Fonte: MMA

13:08 · 10.07.2014 / atualizado às 13:08 · 10.07.2014 por
Pesquisa de alunos do IFCE será apresentada em feira internacional Foto: IFCE
Pesquisa de alunos do IFCE será apresentada em feira internacional Foto: IFCE

Alunos do campus Juazeiro do Norte do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)  apresentarão o projeto “Água Renovada” em feira de ciência e tecnologia que ocorrerá em Medellín, na Colômbia, de 14 a 18 de julho. O projeto consiste na construção de um destilador rústico, de baixo custo, que purifica a água.

O sistema foi desenvolvido pelos estudantes do ensino médio Larissa Brenda, Júnior Nicácio e Laleska de Oliveira, sob a orientação de Ricardo Fonseca. “Para um Estado como o nosso, que enfrenta períodos de seca, a relevância é muito grande”, afirma Ricardo.

Segundo Larissa, o projeto é resultado de uma preocupação com a seca e a vontade de fazer algo pelas pessoas que sofrem com a falta de água. “A seca já chegou a atingir mais de 90% dos municípios cearenses. Em algumas cidades, o litro de água chegou a custar mais que um litro de gasolina. Encontramos uma forma de amenizar a situação sem gastar muito”, acrescenta.

Fonte: IFCE

13:14 · 22.01.2014 / atualizado às 13:19 · 22.01.2014 por
Com a perspectiva de a seca se prolongar por mais um ano, é preciso mais que fé e determinação para que o sertanejo continue em sua terra Foto: Agência Diário / José Leomar
Com a perspectiva de a seca se prolongar por mais um ano, é preciso mais que fé e determinação para que o sertanejo continue em sua terra Foto: Agência Diário / José Leomar

O Fórum Econômico Mundial (FEM) publicou, no fim da semana passada, a nona edição do relatório Riscos Globais 2014 (Global Risks 2014), que aponta quais são os riscos mais prováveis que o mundo enfrentará nos próximos meses. Entre os problemas mais destacados figuram as mudanças climáticas e os extremos meteorológicos.

Um estudo divulgado pela Nasa, ontem, aponta que o ano de 2013 foi o sétimo mais quente desde que a temperatura começou a ser medida sistematicamente, em 1880. Segundo a agência norte-americana, em 2013 foi mantida a tendência de longo prazo de um aquecimento global das temperaturas. Os anos mais quentes registrados são 2010 e 2005. Dos 10 anos mais quentes da história, nove ocorreram desde 2000, sendo 1998 a exceção.

O trabalho, realizado no Instituto Goddard de Estudos Espaciais da agência espacial americana, mostra que a temperatura média global do ano passado foi de 14,6ºC, 0,6ºC acima da média do século XX. Além disso, há 38 anos, em nenhum deles a temperatura média se situou abaixo dessa média de 14,6ºC.

El Niño

Um outro estudo, conduzido por uma equipe internacional de pesquisadores, ligados a instituições como a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), a Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO) e o Centro de Excelência para Ciência do Sistema Climático (CoECSS), publicado nesta semana no periódico Nature Climate Change, afirma que o aquecimento das temperaturas médias do Planeta acarretará em uma maior ocorrência do El Niño (aquecimento anormal nas águas do Oceano Pacífico) em sua forma mais intensa, resultando em mais eventos climáticos extremos em diversas partes do globo. Segundo Agus Santoso, do CoECSS, atualmente temos um forte El Niño a cada 20 anos e o trabalho mostra que teremos um a cada 10 anos.

Em conferência da ONU-Água, realizada nesta semana, em Zaragoza (Espanha), representantes das agências das Nações Unidas, governos, empresas, organizações não governamentais e especialistas da indústria de todo o mundo discutiram a importância da água e da energia em preparação para o Dia Mundial da Água de 2014 (22 de março).

Em meio às discussões: “a demanda por água pode exceder em 44% os recursos anuais disponíveis até 2050, enquanto a demanda de energia pode experimentar um aumento de 50% até o mesmo ano”. Isso porque a necessidade de água para gerar energia primária está crescendo conforme o crescimento econômico, as mudanças demográficas e as mudanças de estilos de vida.

Estiagem

Ontem, após dois dias de discussões, os pesquisadores da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) divulgaram que há probabilidade de a estiagem que aflige a região há dois anos se prolongar em 2014. A previsão climática para os próximos três meses no Ceará aponta 40% de probabilidade de que as chuvas fiquem abaixo da média até abril, 35% de chance de termos chuva em torno da média e 25% de probabilidade de precipitações acima da média.

Neste momento, é preciso fé, determinação e apoio que permitam ao sertanejo continuar em suas terras até que venham dias melhores. No que depender do que diz a comunidade científica, o horizonte não é nada animador.

Com informações do Instituto Carbono Brasil e da Funceme

11:36 · 25.10.2013 / atualizado às 11:39 · 25.10.2013 por
Entre 28 e 30 de outubro, evento multisetorial reúne tomadores de decisão do Governo Federal e dos estados nordestinos para discutir o atual ciclo de estiagem Foto: José Leomar / Agência Diário
Entre 28 e 30 de outubro, evento multisetorial reúne tomadores de decisão do Governo Federal e dos estados nordestinos para discutir o atual ciclo de estiagem Foto: José Leomar / Agência Diário

Banco Mundial, Ministério da Integração Nacional (MI), Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e Governo do Estado do Ceará realizam, nos dias 28, 29 e 30 de outubro o “Seminário sobre Secas, Impactos e Respostas – Uma Análise da Seca de 2012-2013 no Nordeste e Contribuições para uma Política Nacional sobre Secas”.

O evento acontece no Auditório Waldyr Diogo, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e reunirá representantes do Governo Federal e dos Estados nordestinos para uma discussão multisetorial dos efeitos e da convivência com a estiagem.

O Nordeste brasileiro vem enfrentando, desde 2012, uma das secas mais severas dos últimos 50 anos, com enormes impactos econômicos, sociais e ambientais. A sociedade e o governo, ou os governos, vêm reagindo através de diversas formas, buscando minorar os impactos e melhorar a convivência com a adversidade.

Segundo Antônio Rocha Magalhães, assessor do CGEE, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com as mudanças climáticas, as secas podem tornar-se ainda mais frequentes e severas.

“Com este Seminário, busca-se documentar a seca de 2012-2013, discutir a experiência do Nordeste e de outros lugares do mundo no enfrentamento de secas e extrair lições que possam ser úteis para melhorar a convivência e aumentar a resiliência do Nordeste ao fenômeno, promovendo melhor adaptação às variações atuais e futuras do clima”, explica.

Política Nacional

Outro objetivo relevante do evento é avançar em aspectos importantes para a consolidação de uma política nacional sobre secas, sob a liderança do Ministério da Integração Nacional, com o apoio de outras instituições nacionais e internacionais.

Assim, estarão reunidos no Seminário sobre Secas, Impactos e Respostas tomadores de decisão em áreas diversas como agricultura, pecuária, meio ambiente, recursos hídricos, meteorologia, defesa civil, pesca, energia, ciência e tecnologia.

Para Meiry Sakamoto, assessora técnica da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) além do planejamento em longo prazo para a convivência com o problema da seca, o encontro também deve orientar ações imediatas.

“Estamos vivenciando um ciclo severo de seca e ainda é prematuro falarmos em previsão para a estação chuvosa de 2014. Dessa forma, um evento como este tem grande relevância para que os governos, agentes públicos e sociedade civil compreendam a real situação do Nordeste para que seja traçado um planejamento de ações visando diminuir os impactos dessa estiagem e de um possível prolongamento dela”.

Seminário sobre Secas, Impactos e Respostas

Data: 28 a 30 de Outubro de 2013

Local: Auditório Waldyr Diogo, Fiec (Avenida Barão de Studart, 1980, Aldeota – Fortaleza – CE)

Organização: Governo do Estado do Ceará, CGEE

Apoio: Ministério da Integração Nacional, Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Banco do Nordeste do Brasil, Banco Mundial

28/10/2013 – Primeiro Dia

A SECA E SEUS IMPACTOS

Horário

Programação

9h-9h30

Boas Vindas

Domingos Filho – vice-governador do Estado do Ceará

Roberto Macêdo – presidente da Fiec

Antonio Rocha Magalhães – assessor do CGEE

Luiz Gonzaga Paes Landim – superintendente da Sudene

Nelson Martins – secretário do Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará

9h30-10h30

Palestras Magnas

Em Direção a Uma Política Nacional sobre Secas

Francisco Teixeira – ministro da Integração Nacional

Secas e Água no Nordeste

Paulo Varella – Diretor de Gestão da ANA

10h30-11h

Uma Viagem pelo Sertão – março de 2013”

Presidente da Mesa: Domingos Filho – vice-Governador do Estado do Ceará

Apresentação:

Antonio Rocha Magalhães (CGEE)

Eduardo Martins (Funceme)

11h-11h30

Intervalo para Café

11h30-12h

Sistema de Informação sobre Secas: Rumo a um Monitor de Secas para o Nordeste do Brasil

Presidente da Mesa: ministro Francisco Teixeira (MI)

Apresentação:

Erwin de Nys (Banco Mundial)

Maria Assunção Faus da Silva Dias (IAG/USP)

Eduardo Martins (Funceme)

12h-12h30

A Seca de 2012-2013: Monitoramento e Previsão

Presidente da Mesa: Paulo Varella (ANA)

Apresentação:

Antonio Divino Moura (INMET)

Gustavo Luedemann (MCTI)

Eduardo Martins (Funceme)

12h30-14h

Intervalo para Almoço

14h-14h45

Impactos da Seca de 2012-2013 no Nordeste

Presidente da Mesa: Wellington Damasceno (Etene/BNB)

Apresentação:

Luciano Ximenes (Etene/BNB)

Comentários: Flávio Ataliba (Ipece)

14h45-16h15

Painel 1 – Impactos Econômicos, Sociais e Ambientais da Seca nos Estados

Presidente da Mesa: José Mauro Couto (MI)

Painelistas: Representantes dos Estados do Ceará, Pernambuco, Piauí, Bahia, Paraíba

16h15-16h45

Intervalo para Café

16h45-18h15

Painel 2 – Impactos Econômicos, Sociais e Ambientais daSeca nos Estados

Presidente da Mesa: Nelson Martins (SDA)

Painelistas: Representantes dos Estados do Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas, Minas Gerais, Maranhão

18h15-18h45

Discussão

29/10/2013 – Segundo Dia

AS RESPOSTAS GOVERNAMENTAIS E SOCIAIS

Horário

Programação

09h-10h

O Sistema Nacional de Defesa Civil e a Força Tarefa do Governo Federal: Enfrentamento da Seca de 2012-2013

Presidente da Mesa: General Adriano Pereira (SNDC) a confirmar

Apresentação: Elcio Barbosa (Cenad/SNDC)

Discussão

10h-11h

Painel 3: Defesa Civil nos Estados

Presidente da Mesa: Coronel Hélcio Costalima (Defesa Civil do Estado do Ceará)

Participantes: Estados

11h-11h30

Intervalo para Café

11h30-12h

Legislação sobre Secas no Brasil

Presidente da Mesa: Paulo Varella (ANA)

Apresentação:

Sheila Pitombeira (Ministério Público do Estado do Ceará)

12h-12h30

Discussão

12h30-14h

Intervalo para Almoço

14h-15h

Painel 4 – A Questão da Água e as Secas: Impactos e Respostas

Presidente: Cesar Pinheiro (SRH)

Joaquim Gondim (ANA)

Representante (Dnocs)

Renys Frota (Cogerh)

André Facó (Cagece)

Marcelo Asfora (Apac)

15h-15h50

Painel 5 – Mecanismos de Proteção Social: Crédito Rural, Seguro Safra, Bolsa Estiagem, Bolsa Família

Presidente da Mesa: Eudoro Santana (Iplan/Fortaleza)

Painelistas:

Luis Sérgio Farias Machado (BNB)

Francisco Sombra (MDA)

Expedito José do Nascimento (Aprece)

15h50-16h10

Intervalo para Café

16h10-16h50

A Questão da Alimentação Animal

Presidente: Antonio Rodrigues Amorim (SDA)

Apresentação: Francisco Agenor Pereira (Conab)

Comentário: Estados

16h50-17h30

Painel 6: Ciência, Tecnologia e Inovação para a Convivência com as Secas

Presidente da Mesa:Renê Barreira (Secitece)

Evandro Vasconcelos Holanda Júnior (Embrapa Caprinos e Ovinos)

João Ambrósio (UVA)

Ricardo Marques (SRH)

17h30-18h10

Experiência do Setor Privado e Sociedade Civil

Presidente: Carlos Prado (Fiec)

Participantes:

Flávio Saboya (Faec)

Luis Carlos Ribeiro de Lima (Fetraece)

Leonildo Peixoto (Instituto Agropolos)

 

30/10/2013 – Terceiro Dia

PLANEJAMENTO E POLÍTICAS SOBRE SECAS

Horário

Programação

09h-10h

Políticas, Planos e Instituições sobre Secas

Presidente: Antonio Rocha Magalhães (CGEE)

Apresentação: José Machado (MI)

Comentários: Otamar de Carvalho (Consultor MI); José Mauro Couto (MI); Sudene

Discussão

10h-10h40

Iniciativas Municipais e Planos Estratégicos

Presidente: Domingos Filho (Vice Governador do Estado do Ceará)

Apresentação: Francisco de Assis de Souza Filho (UFC)

10h40-11h

Intervalo para Café

11h-11h40

Estudos de Casos: Milhã, Piranhas-Açu e Pirapama

Presidente da Mesa: Francisco de Assis de Souza Filho (UFC)

Apresentação: Equipe Banco Mundial

11h40-12h20

Políticas Nacionais de Secas: Um Estudo Comparativo de Cinco Países (EEUU, Austrália, México, Espanha e Brasil)

Presidente da Mesa: Marcelo Ásfora (Apac)

Apresentação: Erwin de Nys e Nathan Engle (Banco Mundial)

12h20-13h

Sistemas Nacionais de Informação sobre Secas

Presidente da Mesa: Luiz Gonzaga Paes Landim (Sudene)

Apresentação: Maria Assunção Faus da Silva Dias (IAG/USP)

13h-14h30

Intervalo para Almoço

14h30-15h30

Painel 7: Elementos para um Plano Nacional sobre Secas

Presidente da Mesa: Eduardo Martins (Funceme)

Painelistas: Representantes de Estados, MI, Banco Mundial (setores de Recursos Hídricos, Agricultura, Meio Ambiente e Defesa Civil)

15h30-16h30

Monitoramento e Previsão Climática

Presidente da Mesa: Hélio Camargo (Cemaden)

Apresentação:

Maria Assunção Faus da Silva Dias (IAG/USP)

José Aravéquia (CPTEC/Inpe)

Eduardo Martins (FUNCEME)

16h30-17h

Intervalo para Café

17h-18h

Implicações para as Políticas Públicas de Adaptação aos Impactos das Secas

Presidente: Antonio Rocha Magalhães (CGEE)

Participantes: Representantes do MI, Governo Ceará, BNB, WB

18h

Encerramento

Fonte: Funceme

Pesquisar

Gestão Ambiental

Blog da seção Gestão Ambiental, da editoria Negócios, do Diário do Nordeste.
Posts Recentes

10h09mCafé com qualidade e consciência

12h09mO porquê de um Dia Mundial de Limpeza da Praias

04h09mSustentável 2018: empresários e executivos debatem desafios de sustentabilidade 

01h09mUnifor inscreve para MBA em Gestão Ambiental na Cadeia Produtiva

10h08mUma radiografia da seca nos estados do Nordeste

Ver mais

Tags

Categorias
Blogs