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Categoria: Segurança Alimentar


20:42 · 13.05.2016 / atualizado às 20:42 · 13.05.2016 por

Até 23 de maio, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) recebe inscrições para um novo curso sobre gestão responsável da terra, das florestas e da pesca. A iniciativa, prevista para ocorrer nos meses de junho e julho, é online e semipresencial, com quatro semanas à distância e três dias de encontros em Antigua, na Guatemala.

Todos os custos do curso para os participantes – incluindo matrícula, viagem, deslocamentos, hospedagem e alimentação – serão financiados pela Cooperação Internacional do Reino Unido.

A iniciativa é voltada para funcionários e técnicos de instituições governamentais e da sociedade civil que trabalham na execução de políticas e programas de gestão sustentável de recursos naturais. O curso pode ser realizado por nacionais de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, México e Peru.

Com a capacitação, a FAO espera fortalecer a capacidade institucional de organismos estatais e da sociedade civil para aprimorar a governança da terra, das florestas e da pesca, promovendo a segurança alimentar o desenvolvimento sustentável.

As aulas estão alinhadas a diretrizes específicas sobre esses temas elaboradas pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU), que busca aumentar sua aplicação na América Latina. Os princípios da FAO buscam garantir a igualdade no acesso a recursos naturais e estabelecer padrões para a promoção dos direitos de propriedade e manejo responsáveis da natureza, o que pode contribuir para o combate à pobreza e à fome.

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Mais informações:

Duração: 4 semanas a distância e 3 dias presenciais

Fase a distância: 6 de junho a 10 de julho de 2016

Fase presencial: 18 a 20 de julho, no Centro de Formação da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid) em Antígua, na Guatemala.

Fonte: ONU Brasil

10:01 · 03.05.2013 / atualizado às 10:11 · 03.05.2013 por
O aquecimento global causa o derretimento do gelo polar e uma série de mudanças no clima do Planeta com consequências para todos os seus habitantes Foto: Agência Reuters
O aquecimento global causa o derretimento do gelo polar e uma série de mudanças no clima do Planeta com consequências para todos os seus habitantes Foto: Agência Reuters

Uma bomba em forma de notícia foi lançada ontem (2 de maio), pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). O relatório anual sobre mudanças climáticas “Atlas da Saúde e do Clima”, que relaciona as mudanças no clima e os eventos climáticos extremos à saúde das pessoas, alerta para um degelo recorde no Ártico entre agosto e setembro de 2012. Segundo o documento, o ano de 2012 foi um dos nove mais quentes desde 1850.

De acordo com o estudo, as temperaturas acima da média foram observadas na maior parte das áreas terrestres e foram mais notadas na América do Norte, no Sul da Europa, na Rússia (Ocidental), em áreas do Norte da África e no Sul da América do Sul.

Entre agosto e setembro de 2012, a cobertura de gelo no Ártico era 3,4 milhões de quilômetros quadrados, o que representa um decréscimo de 18% na comparação com o ano de 2007, ano do registro anterior. “O aquecimento contínuo da atmosfera é um sinal preocupante”, disse o secretário-geral da OMM, Michel Jaurrad.

Ele chamou a atenção para “muitos outros extremos” registrados em 2012, como as secas e os ciclones tropicais. “A variação natural do clima sempre deu origem a estes extremos, mas as características físicas do tempo e do clima estão cada vez mais sendo moldadas pelas mudanças climáticas”, destacou. Revelou, ainda, que o nível do mar aumentou 20 centímetros desde 1880 e que, com isso, tempestades, como o Furacão Sandy, causam muitas inundações costeiras.

O semiárido brasileiro, que viveu em 2012 a pior seca em 50 anos, está incluído com destaque neste rol de anomalias climáticas mais importantes do planeta no período, que afetou 1,1 mil municípios, um quinto de todas as cidades brasileiras. O auge da seca foi registrado entre março e maio, com um déficit de chuva de 300 milímetros, o que, segundo o estudo, põe em risco a Segurança Alimentar da população. Em resumo, no continente sul-americano, incluindo o Brasil, a onda de calor fez as temperaturas médias ficarem entre 1ºC e 2°C acima do normal.

Segundo Jarraud, o aquecimento mundial varia devido a uma série de fatores, incluindo os fenômenos meteorológicos como El Niño e La Niña – que contribuem para o aquecimento e degelo, do Oceano Pacífico, assim como as erupções vulcânicas. De acordo com ele, “o aquecimento vai continuar”, em decorrência do aumento das concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa (GEE).

O atlas apresenta exemplos práticos de como o uso do tempo e de informações sobre o clima podem proteger a saúde pública e está disponível em árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol.

Com informações da OMM, Agência Brasil

 

ATLAS OF HEALTH AND CLIMATE
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10:10 · 01.03.2013 / atualizado às 10:12 · 01.03.2013 por

São Paulo. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, firmou ontem (28 de fevereiro) um compromisso com representantes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) de trabalhar em conjunto com a agricultura brasileira para encontrar os caminhos para conciliar o acesso aos ecogenéticos (que resulta na predisposição genética em responder de diferentes maneiras a fatores ambientais) em produção de alimentos e inovação tecnológica. O objetivo da reunião foi discutir metas de biodiversidade e o Protocolo de Nagoia, segundo maior pacto ambiental desde o Protocolo de Quioto.

“Isso vem conciliando tanto o que está na parte de alimentos da FAO e na Convenção da Diversidade Biológica (CDB). Foi uma excelente reunião e temos muito trabalho pela frente. Estamos falando da biodiversidade que nós temos e de como poderemos produzir a partir do aprimoramento tecnológico e do conhecimento genético com mais sustentabilidade”, disse a ministra.

De acordo com o secretário executivo de Conservação da Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas (ONU), Bráulio Dias, é preciso reforçar o debate sobre a legislação ambiental nacional, já que o Brasil é um dos poucos países que têm leis ambientais. “Há pelo menos 15 países com essa legislação, mas em todos, e o Brasil não é uma exceção, essa lei foi muito voltada para proibir a biopirataria e não para estimular o acesso aos ecogenéticos e à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico. Se não houver isso, não teremos novos produtos e benefícios que possam ser repartidos”.

Para Dias, é preciso incentivar esse desenvolvimento e a comercialização de produtos para gerar riquezas. “A riqueza deve ser melhor compartilhada para que os países de onde são originários esses recursos também se beneficiem e possam melhorar seu esforço de conservação desse material para o futuro”, disse.

Fonte: Agência Brasil

08:49 · 12.02.2013 / atualizado às 08:49 · 12.02.2013 por

Brasília. Um projeto internacional para incluir produtos nativos na dieta alimentar das pessoas foi discutido na última sexta-feira (8 de fevereiro), durante a primeira reunião do Comitê Nacional de Coordenação do Projeto Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade para a Melhoria da Nutrição e do Bem-Estar Humano. A ideia é mostrar que é possível diversificar a dieta com produtos nativos e sem danificar o meio ambiente.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), 90% da flora nativa do País não fazem parte da alimentação dos brasileiros, sendo que muitas espécies nativas se reproduzem gratuitamente. O gerente de Recursos Genéticos do Departamento de Conservação da Biodiversidade do ministério, Lídio Coradin, lembra que 60% da alimentação mundial está concentrada no arroz, na batata, no trigo e no milho. Outros alimentos muito consumidos são o feijão, a cana, a beterraba, a soja, a banana, o sorgo, a mandioca e o amendoim.

“Há possibilidade de se mudar a cultura das populações para o consumo de muitos produtos da biodiversidade, que são utilizados apenas regionalmente, e que têm poder nutritivo muitas vezes maior sobre aqueles empregados habitualmente”, disse.

Além do Brasil, participam da iniciativa a Turquia, o Quênia e o Sri Lanka. O projeto prevê investimentos de US$ 1,7 milhão no Brasil até 2016 por meio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Programa das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), sob a coordenação do Bioversity for Food and Nutrition (BFN).

Fonte: Agência Brasil

09:16 · 26.01.2013 / atualizado às 09:16 · 26.01.2013 por

 

Mais de um bilhão de toneladas de comida são desperdiçadas a cada ano. Para reverter esta situação, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançaram, na terça-feira (22 de janeiro), a campanha global contra o desperdício de alimentos “Pensar. Comer. Preservar. Diga não ao Desperdício”.

A iniciativa se dirige especialmente aos consumidores, comerciantes e outros atores da área gastronômica e de hospedagem e reunirá diversas ações contra o desperdício em um portal. Segundo a FAO, um terço dos alimentos é perdido durante os processos de produção e venda, um desperdício equivalente a um trilhão de dólares.

“Nas regiões industrializadas, quase metade da comida descartada, cerca de 300 toneladas por ano, ainda está própria para o consumo. Esta quantidade é equivalente a toda a produção de alimentos da África Subsaariana, e suficiente para alimentar 870 milhões de pessoas”, informa o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva.

A campanha fornecerá informações e dicas para evitar o desperdício, reduzir o impacto ambiental e poupar recursos. Por exemplo, para os consumidores, não se deixar seduzir por estratégias para consumir mais do que o necessário e para os comerciantes, oferecer descontos aos produtos próximos de passar da validade.

A iniciativa está coordenada pelo SaveFood Initiative, ação da FAO e da Messe Düsseldorf, e pelo “Desafio Fome Zero”, do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Participam também organizações como a WRAP UK, de incentivo à reciclagem, e Feeding de 5000, que distribui alimentos que seriam descartados, além de outros parceiros, como governos nacionais com experiência em políticas contra o desperdício.

Leia mais em: http://www.thinkeatsave.org/

Fonte: ONU Brasil

10:55 · 17.10.2012 / atualizado às 21:56 · 17.10.2012 por
“O meio ambiente foi a ideia mais tardia que entrou no debate sobre segurança alimentar”, destaca o cientista chefe do Pnuma, Joseph Alcamo. Na imagem, tomates orgânicos produzidos no Centro-Sul do Ceará Foto: Honório Barbosa

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) fez um alerta, nesta terça-feira, Dia Mundial da Alimentação, sobre a necessidade de dar mais atenção à ecologia e ao meio ambiente para alcançar o objetivo de erradicar a fome no mundo.

A principal advertência foi que, se a ecologia e a proteção da biodiversidade não forem priorizadas, será cada vez mais difícil alcançar uma segurança alimentar mundial. Segundo números desta agência da Organização das Nações Unidas (ONU), um terço dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados, o que representa 1,3 bilhão de toneladas ao ano.

Segundo o relatório publicado ontem, a falta de alimentos sempre esteve relacionada com quatro pontos fixos: a disponibilidade, o acesso, a utilização e a estabilidade, enquanto a base dos recursos e o ecossistema não eram levados em consideração.

“O meio ambiente foi a ideia mais tardia que entrou no debate sobre segurança alimentar”, declarou o cientista chefe do Pnuma, Joseph Alcamo.

No relatório, intitulado “Evitar Futuras Crises de Fome: Fortalecer a Base Ecológica da Segurança Alimentar”, o Pnuma esmiúça os diversos tipos de abusos ao ecossistema, como a pesca em massa, o uso insustentável da água e as práticas agrícolas que degradam o meio ambiente.

“Esta é a primeira vez que a comunidade científica nos deu uma visão completa de como a base ecológica do sistema alimentício não só é pouco firme, mas como também está sendo enfraquecida”, afirmou Alcamo.

Além disso, o documento do Pnuma assinala que o caminho para garantir uma boa base ecológica, capaz de garantir a segurança alimentar mundial, parte em direção à reelaboração dos sistemas agrícolas sustentáveis e a uma mudança nas dietas e no armazenamento dos alimentos.

“O mundo necessita de uma grande revolução que entenda da melhor maneira como os alimentos são cultivados e como são produzidos em termos de contribuição natural”, declarou o subsecretário-geral e diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner.

O documento também aponta que enquanto a agricultura fornece 90% das calorias que são ingeridas no mundo, a pesca fornece os outros 10%, mas ambas as indústrias enfrentam várias ameaças, principalmente pelo aumento da população e pela mudança no estilo de vida e nos hábitos alimentares.

O relatório, que foi escrito por 12 cientistas e analistas em meio ambiente, foi elaborado junto a organizações como o Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (IFAD), o Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Fonte: G1