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Categoria: Sustentabilidade Energética


10:30 · 02.08.2016 / atualizado às 10:39 · 02.08.2016 por
A instalação de placas solares requer projeto e execução de profissionais Foto: André Costa
Iniciativas públicas e privadas, de pessoas físicas ou jurídicas podem concorrer ao Selo Solar Foto: André Costa

A opção pelo uso de energia solar é um investimento duplamente eficiente, ao reduzir o consumo de eletricidade de fontes fósseis e reduzir o valor da conta de energia elétrica. Com o objetivo de reconhecer esse tipo de iniciativa, em 2012, foi criado o Selo Solar, iniciativa que concede certificação para empresas ou instituições públicas e privadas que consumirem um valor mínimo anual de eletricidade solar.

Ele foi desenvolvido por meio de articulação do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), com o apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) / Banco de Crédito e Reconstrução (KfW).

A iniciativa, que desde 2015 conta com o apoio do WWF-Brasil, entra em um novo momento, com mais facilidade no processo de solicitação e de avaliação do mérito. A partir de agora, há duas categorias com regras próprias e específicas: Mercado Livre e Geração Distribuída.

Para consumidores livres, especiais e autoprodutores, os critérios de consumo de energia solar seguem os mesmos. Estes só podem receber o Selo Solar se alcançarem um valor mínimo de energia consumida (em MWh por ano) por subgrupo tarifário, que constam nas diretrizes da categoria Mercado Livre.

Ao exigir apenas documentos digitais, todo o processo torna-se mais simples e ágil. A declaração de anuência, por exemplo, agora precisa ser enviada apenas eletronicamente, e não mais por correio ordinário.

A relação de documentos, igualmente, é específica para cada categoria, sendo que para geração distribuída, os documentos também são claramente diferenciados para pessoa física e jurídica. Outra novidade é a definição de prazos para o solicitante responder às dúvidas no processo de avaliação e encaminhar a documentação após o preenchimento de formulário online.

Além disso, as novas diretrizes estão adequadas às alterações na Resolução Normativa 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) com a inclusão de critérios para as novas modalidades de autoconsumo remoto e geração compartilhada na categoria Geração Distribuída.

Veja mais detalhes sobre as novas diretrizes no site do Selo Solar:

Diretrizes Mercado Livre

Diretrizes Geração Distribuída

Fonte: WWF-Brasil

10:16 · 25.07.2014 / atualizado às 13:14 · 25.07.2014 por

O Google abriu, nesta terça-feira (22), um concurso que premiará com US$ 1 milhão quem criar uma forma de reduzir um tipo de aparelho usado na transmissão de energia elétrica. Chamado de “Little Box Challenge”, o desafio é feito em parceria com o Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE).

O dinheiro será pago à pessoa ou ao grupo que desenvolver um método de reduzir o tamanho de inversores e torná-los mais baratos. “Nós queremos encolher seu tamanho para o de um pequeno laptop, aproximadamente um décimo de seu tamanho atual”, informa, no blog da companhia, Eric Raymond, do time Google Gren, voltado às ações sustentáveis dentro da empresa.

Um inversor é, nas palavras de Raymond, “um dispositivo do tamanho de um cooler de pique-nique usado para converter a energia solar, de veículos elétricos e do vento (corrente direta) em algo que você possa usar em casa (corrente alternada)”.

Os novos inversores podem ser uma forma de o Google melhorar a transmissão de sua própria geração de energia, já que a empresa mantém um projeto de energia eólica. “Um inversor menor poderia ajudar a criar pequenas redes de transmissão de baixo custo em remotas partes do mundo. Ou permitir manter as luzes durante um blecaute via bateria de carros elétricos”, escreve Raymond.

A propostas podem ser enviadas até 30 de setembro (veja aqui). Os 18 finalistas notificados deverão levar seus protótipos de inversores a uma fábrica nos Estados Unidos em outubro de 2015. O resultado do concurso será anunciado em janeiro de 2016.

Fonte: G1

10:15 · 13.06.2014 / atualizado às 10:15 · 13.06.2014 por
O objetivo da iniciativa, segundo a ministra do Meio Ambiente, é aumentar a participação desse tipo de energia com segurança Foto: Agência Diário / Kiko Silva
O objetivo da iniciativa, segundo a ministra do Meio Ambiente, é aumentar a participação desse tipo de energia com segurança Foto: Agência Diário / Kiko Silva

O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) aprovou, no dia 10, resolução que estabelece critérios e procedimentos para o licenciamento de parques eólicos instalados em terra. A medida, segundo a ministra Izabella Teixeira, “é de extrema importância para o País, porque trará segurança jurídica, atraindo investimentos para o setor elétrico e aumentando a participação de energia limpa na matriz elétrica do Brasil”.

A ministra ressaltou a necessidade de estabelecer critérios também para o licenciamento de outros tipos de parques eólicos: “O Conama deverá agora fazer o mesmo para modernizar o licenciamento de empreendimentos de energia solar e para os parques eólicos “off shore”, aqueles que operam na plataforma marítima continental”.

Ela lembrou que o Brasil vem obtendo bons resultados no combate ao desmatamento, graças à Política Nacional de Mudanças do Clima. “É hora de avançarmos mais em fontes limpas com a incorporação de tecnologias de ponta na produção de eletricidade”, destacou.

A expectativa do Governo é que a oferta de energia eólica, um dos setores que mais crescem no mundo, seja ampliada, principalmente nos Estados do Nordeste, que oferecem condições excelentes para o aproveitamento dos ventos.

A ministra Izabella Teixeira destacou os conselheiros do Conama “compreenderam a importância estratégica da medida para o cumprimento das metas brasileiras de redução de emissões de CO2”, e atenderam à convocação para a reunião extraordinária.

“A aprovação da resolução permitirá uma tomada de decisão mais transparente com relação ao licenciamento”, destacou. O texto base, aprovado na última reunião ordinária, em 28 de maio, sofreu pequenas alterações e foi submetido a uma votação de destaques, o que não levou mais que uma hora. “A uniformização do marco jurídico é de extrema importância para definir o papel dos Estados, do governo federal e dos municípios nos procedimentos de licenciamento”, destacou.

Remediadores

O Conselho aprovou, ainda, a atualização de resolução que trata de remediadores – produtos utilizados para recuperação de ambientes e ecossistemas contaminados e ao tratamento de efluentes e resíduos.

A necessidade de estabelecer regras mais rígidas para a comercialização e utilização desses produtos é crescente, segundo explicou o representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama)  no Conama.

A idéia é reduzir o impacto que algumas delas pode provocar, mesmo quando a intenção é a de recuperação ambiental. O registro no órgão, que já era obrigatório, passa a ser mais rigoroso e haverá maior controle no uso desses produtos.

Fonte: MMA

11:00 · 03.02.2014 / atualizado às 11:00 · 03.02.2014 por
Nova metodologia, implantada em dezembro de 2012, já teve adesão de seis fabricantes e gerou investimentos na cadeia de subfornecedores Foto: Agência Diário / José Leomar
Nova metodologia, implantada em dezembro de 2012, já teve adesão de seis fabricantes e gerou investimentos na cadeia de subfornecedores Foto: Agência Diário / José Leomar

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) decidiu ampliar em seis meses o prazo de alguns dos marcos previstos na nova metodologia de credenciamento de aerogeradores.

O limite para o cumprimento de todo o plano de nacionalização foi mantido em janeiro de 2016. Os fabricantes, entretanto, terão um período adicional de seis meses para nacionalizar alguns dos subcomponentes usados na fabricação do aerogerador.

A metodologia para credenciamento e verificação de conteúdo local para aerogeradores fabricados no Brasil entrou em vigor no fim de 2012, com o objetivo de ampliar a quantidade de componentes nacionais nos equipamentos, promovendo a fabricação, no País, de peças com alto conteúdo tecnológico e uso intensivo de mão de obra, para sofisticar o parque produtivo nacional e gerar empregos de qualidade.

Desde então, o BNDES vem acompanhando de perto o desenvolvimento do setor. O mercado, por sua vez, vem respondendo e cumprindo os objetivos traçados e pactuados com o Banco. Ao longo do ano de 2013, seis empresas anunciaram sua adesão à nova metodologia, e cada um dos fabricantes de aerogeradores assinou um termo de responsabilidade se comprometendo a cumprir exigências de nacionalização.

Para tanto, foi apresentada a estratégia de cada empresa, que indicava os componentes e partes que seriam nacionalizados como critério de cumprimento de cada marco previsto, até 2016. Dessa forma, os prazos de nacionalização dos diferentes componentes e subcomponentes são fundamentais para os fabricantes de aerogeradores credenciados manterem seus códigos ativos no Credenciamento de Fabricantes Informatizados (CFI) do BNDES, constituindo um dos principais critérios da metodologia anunciada em 2012.

Em decorrência do processo de nacionalização de subcomponentes previsto, um amplo trabalho de desenvolvimento de fornecedores nacionais vem sendo realizado sobre a cadeia de suprimento do setor eólico. Todos os fabricantes se envolveram na atração de seus fornecedores globais para o Brasil ou no desenvolvimento de alternativas locais para o suprimento dos itens exigidos.

Como consequência, foram colocados em marcha dezenas de novos projetos de investimento, em diversos Estados do País, cuja maturação encontra-se em diferentes estágios. A continuidade desse processo é fundamental para complementar a demanda de componentes e subcomponentes antes do fim do plano, conforme exigido na nova metodologia.

Em atenção ao contínuo desenvolvimento da cadeia do setor eólico e a alguns gaps potenciais de fornecimento identificados pela não maturação de investimentos no volume ou prazo necessários, justificou-se, nesse estágio do processo, um ajuste nos prazos de nacionalização de componentes e subcomponentes exigidos na nova metodologia.

Essa dilatação do prazo ocorrerá para todos os marcos previstos na nova metodologia, a partir do marco atual, com exceção:

1. Do marco relativo à finalização da unidade industrial de montagem de nacelles, que, permanece conforme originalmente previsto, para julho de 2014

2. Do marco relativo ao início das operações (montagem) da fábrica de nacelles, que permanece, conforme originalmente previsto, para janeiro de 2015

3. Do marco final, previsto para janeiro de 2016

A readequação dos prazos não comprometerá os objetivos de desenvolvimento, nacionalização e geração de empregos do setor. Pelo contrário, espera-se que essa medida possa representar um prazo adicional para a viabilização de investimentos que estavam sendo descartados por falta de prazo para cumprir as exigências do BNDES.

Fonte: BNDES

15:42 · 29.11.2013 / atualizado às 15:47 · 29.11.2013 por

O Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) lançou, durante a Conferência da ONU sobre Clima (CoP19), que este ano foi realizada em Varsóvia, na Polônia, o sumário executivo “Recomendações para política de energia elétrica do Brasil”, que apresenta soluções para contribuir para a diversificação das fontes de geração elétrica brasileiras de forma sustentável. Destaques para a importância da regulamentação de leilões por fontes e leilões regionais, cogeração e microgeração, licenciamento ambiental, maior eficiência em transmissão e distribuição e no consumo final.

O novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), lançado em setembro de 2013, reforça que o processo de mudança do clima está em andamento. Neste cenário, a matriz elétrica brasileira composta, predominantemente, por hidroeletricidade, fica mais vulnerável.

O Brasil é o país com uma das matrizes energéticas e elétricas mais limpas do mundo. A primeira é composta por 42,4% de fontes renováveis e segunda, por 80%. Como consequência, as emissões de CO2 são de apenas 2,4 ton CO2/habitante inferior à média mundial de 4,6 ton CO2/habitante. Assim, o Brasil possui uma importante vantagem competitiva em relação à quantidade de carbono por produto e por MWh produzidos.

No entanto, essas emissões estão aumentando. Com exceção do desmatamento, cujas emissões reduziram de 2005 para 2010, as emissões dos demais setores aumentaram, ainda que a emissão total brasileira esteja menor. O estudo aponta que a maior preocupação, todavia, é o cenário tendencial de aumento para os próximos anos.

Na matriz elétrica nacional, por exemplo, essas emissões estão aumentando a uma taxa de, aproximadamente, 3,5% ao ano, devido à perda de participação da fonte hidráulica para fontes não renováveis. Tal cenário ocorre ante as novas diretrizes da política energética do país de inserção de apenas novas usinas hidroelétricas a fio d’água e, mais recentemente, do carvão como potencial fonte de geração nas termoelétricas a serem construídas nos próximos anos.

“O objetivo deste documento é contribuir para o desenvolvimento energético brasileiro, e principalmente, servir como ponto de partida para futuros estudos”, ressalta Raquel Souza, coordenadora da Câmara Temática de Energia e Mudança do Clima do CEBDS. Também participaram do evento o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Augusto Klink, e a diretora executiva do CEBDS, Lia Lombardi.

Vantagens competitivas do Brasil

O Brasil tem grande vantagem competitiva em termos de potencial de geração de energia elétrica por fontes renováveis ainda não plenamente exploradas, por exemplo, eólica, biomassa e solar. O potencial estimado de energia eólica hoje no país é de 143.000 MW, dos quais apenas 20MW já estão sendo explorados por meio de 59 usinas localizadas no Norte/Nordeste e Sul do país. Já foram realizados leilões para 141 projetos que já se encontram em instalação.

Em relação à biomassa, o Brasil, por ser um dos maiores produtores de etanol do mundo, tem potencial de gerar cerca de 15.000 MW de energia firme a partir do bagaço disponível nos meses em que a vazão dos rios é mais baixa (abril a outubro), ou seja, é uma fonte complementar à hidroeletricidade. Ademais, São Paulo é o principal Estado produtor de biomassa e também um dos maiores demandantes de energia elétrica. O aproveitamento desta fonte favoreceria a redução dos custos com linhas de transmissão.

A energia solar, por sua vez, ainda é incipiente no país e seu aproveitamento requer incentivos ao desenvolvimento de toda a cadeia produtiva visando reduzir os custos de investimento nesta fonte de geração.

Fonte:  CEBDS

12:58 · 01.07.2013 / atualizado às 13:00 · 01.07.2013 por

lampada

A partir de hoje (1º de julho), lâmpadas incandescentes de uso geral com potências entre 61 e 100 Watts, que não atendam a níveis mínimos de eficiência energética, deixam de ser produzidas e importadas no Brasil. A restrição consta da portaria N° 1007, de 31 de dezembro de 2010, que visa minimizar o desperdício no consumo de energia elétrica e o impacto na demanda de ponta.

Com base na norma, fabricantes e importadores de unidades incandescentes com potências entre 61 e 100 Watts poderão vender seus estoques até 31 de dezembro de 2013. Já o prazo para atacadistas e varejistas será de um ano. Ou seja, esses modelos os consumidores ainda poderão encontrar no mercado até 30 de junho de 2014. Esse tipo de lâmpada deve ser substituída pelas lâmpadas fluorescentes compactas (LFCs), halógenas, ou mesmo as de LED (Light-Emitting Diode).

No caso das lâmpadas de 60 Watts, a data limite para fabricação e importação é 30 de junho de 2014; a de comercialização se encerra em 30 de junho de 2015. A substituição desse modelo, usualmente adotado nas residências brasileiras, por uma unidade eficiente de 15 Watts pode garantir durabilidade de até 6 anos no uso da lâmpada.

Trocas de lâmpadas

Atualmente, cerca de 140 milhões de lâmpadas incandescentes com potências entre 61 e 100 Watts são comercializadas por ano no Brasil. A Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) estima que 40% deste total são produzidas no Brasil, sendo o restante importado.

A troca das lâmpadas incandescentes no Brasil está sendo feita de forma gradativa e de acordo com a potência das unidades. As mudanças começaram em 30 de junho de 2012, com as lâmpadas de potência igual ou superior a 150 Watts. O processo de substituição deve se encerrar em junho de 2017, com a participação de unidades com potência inferior a 25 Watts.

Economia de Energia

Estimativas do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) mostram que se todas as lâmpadas incandescentes com potência entre 61 e 100 watts, utilizadas em residências, fossem substituídas simultaneamente por unidades fluorescentes compactas, a economia resultante seria de aproximadamente 2,2 bilhões de kWh por ano. Esse volume equivale ao consumo residencial de uma cidade como Recife (PE), em dois anos.

A substituição destas lâmpadas por equivalentes de LFC proporcionaria uma economia de 75% de energia. Enquanto essas unidades duram cerca de750 horas, uma LFC pode durar entre 6.000 e 8.000 horas.

Fonte: Ministério de Minas e Energia

21:26 · 10.04.2013 / atualizado às 21:28 · 10.04.2013 por

Rio de Janeiro. O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) está divulgando o Estudo Sobre Adaptação e Vulnerabilidade à Mudança Climática: o caso do setor elétrico brasileiro.

Desenvolvido pela entidade de maio de 2011 a abril de 2013, com o apoio da Way Carbon, a publicação representa um esforço do setor empresarial para aprofundar a compreensão do tema, dada a sensibilidade da energia hidroelétrica à variação climática e a sua elevada participação nas fontes que compõem a matriz elétrica nacional.

“Os resultados do estudo mostram o impacto das mudanças climáticas no médio prazo no cenário energético nacional. A atual estratégia de geração elétrica brasileira dissociada de uma percepção mais precisa das mudanças climáticas levará a um ambiente de ainda mais insegurança – energética, econômica e física”, explica a presidente do Conselho, Marina Grossi.

Caso o País continue com a estratégia de priorização de usinas a fio d’água – que causam menos impacto ambiental – a longo prazo, o resultado poderá ser prejudicial, aponta a publicação. Como os eventos climáticos tendem a aumentar, a segurança energética dessas usinas irá diminuir, e teremos que recorrer cada vez mais a outras fontes como as térmicas, mais caras e poluidoras.

O estudo foi elaborado a partir da análise de três usinas, com as seguintes características: geração de energia em uma usina de até 30 MW de potência instalada a fio d’água; uma usina de potência instalada de até 100 MW; e uma usina de potência instalada de mais de 1.000 MW, sendo essas duas últimas com reservatório.

Foram utilizados dados dos últimos 80 anos de vazão dos rios onde essas usinas estão implantadas, sendo que as mesmas estão na bacia do Paraná e na bacia Atlântico Leste/Sudeste, na região de maior concentração de consumo elétrico nacional. Na primeira usina, o estudo prevê um déficit de abril a novembro em 2050.

Geralmente, estudos que tratam com mudanças climáticas tem uma previsão de longo prazo. Para permitir que o estudo seja aplicado às necessidades do planejamento corporativo, foram estudados cenários a médio prazo, em 2020 e 2050.

Para 2020, foi analisado o impacto e a exposição de cada usina, bem como suas sensibilidades e as variações de produção. Para 2050, a análise dessas variações de produção foi feita por meio de três cenários: cenário de mudança zero, que utilizou a condição de média histórica; cenário de mudança moderada e cenário de mudança extrema.

Ficou clara a importância da diversificação das fontes de energia para garantir a complementariedade da geração de energia hídrica.

“A inclusão da preocupação climática na agenda de planejamento e definição estratégica de expansão do setor de energia brasileiro se mostrou indispensável”, afirma Marina Grossi.

O CEBDS é uma associação civil, sem fins lucrativos que reúne os mais expressivos e maiores grupos empresariais brasileiros com o fim de promover o Desenvolvimento Sustentável no País. Fundada em 1997, a organização tem 78 empresas associadas.

Além disso, é a representante no Brasil do World Business Council for Sustainable Development (WSBCD), organização global que conta com uma rede de mais de 60 conselhos nacionais e regionais em 36 países.

Fonte: CEDBS

10:35 · 28.02.2013 / atualizado às 21:23 · 28.02.2013 por
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A brasileira Gisele Bündchen estrela vídeo da ONU sobre energia sustentável ao lado de Al Gore, ex-vice dos Estados Unidos, e Kandeh Yumkella, diretor-geral da Unido

A modelo brasileira Gisele Bündchen e o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore estão apoiando publicamente a iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) “Energia Sustentável para Todos”.

O projeto lançado por Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, tem três objetivos para melhorar o setor energético até 2030.

O primeiro é fornecer acesso universal aos modernos serviços de energia, visando não só dobrar a eficiência energética, mas dobrar o uso de energia renovável no mundo inteiro.

O vídeo de serviço público, que conta também com a presença do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), Kandeh Yumkella, pode ser visto pela Internet e na TV CNN Internacional.

Gisele, que também é Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), e Al Gore alertam, na campanha, que o Estado norte-americano de Nova York gasta, sozinho, mais eletricidade do que toda a África subsaariana.

Eles dizem, ainda, que quase 1,5 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à eletricidade e que aproximadamente 3 bilhões inalam gases tóxicos quando cozinham em fogões a lenha.

Potencial de transformação

No vídeo, o grupo enfatiza que a energia pode transformar economias, vidas, continentes e até mesmo o Planeta. Segundo eles, a energia pode impulsionar o desenvolvimento, o avanço das mulheres, o progresso e o crescimento.

A Assembleia Geral da ONU declarou o período de 2014-2024 como a “Década para a Energia Sustentável para Todos”. Na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), realizada no ano passado, a iniciativa recebeu promessa de US$ 50 bilhões para avançar com seus objetivos.

Fonte: Rádio ONU (Nova York)