Gestão Ambiental

Categoria: Sustentabilidade


10:51 · 19.09.2018 / atualizado às 13:54 · 19.09.2018 por
No Centro de Reciclagem, em Barueri (SP), um equipamento desenvolvido no Brasil separa o pó do café do alumínio, sem o uso de água. O primeiro vira adubo. O segundo volta à cadeia produtiva

Nespresso, pioneira no mercado de cafés em cápsulas, desenvolveu a estratégia global de sustentabilidade The Positive Cup (A Xícara Positiva), com a meta de que cada xícara de café da marca tenha impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. O programa engloba três pilares: aquisição sustentável de café, gestão responsável do alumínio e gestão eficiente do clima. No pilar alumínio, a meta é chegar a 100% dos clientes uma solução fácil de reciclagem até 2020. 

A escolha do alumínio tem duas justificativas. Primeiro é o melhor material para manter a qualidade e o frescor dos cafés, pois, hermeticamente fechada, a cápsula protege contra os efeitos do oxigênio, luz e umidade. Segundo, é um material infinitamente reciclável. 

De acordo com o presidente-executivo da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rego, a reciclagem do material alia uma combinação de vantagens: “O processo de reciclagem do alumínio utiliza apenas 5% da energia elétrica e, segundo dados do International Aluminium Institute (IAI), libera somente 5% das emissões de gás de efeito estufa quando comparado com a produção de alumínio primário”, explica. 

No Centro de Reciclagem, localizado em Barueri (SP), um equipamento desenvolvido no Brasil separa o alumínio do pó do café , sem o uso de água, e os dois materiais seguem caminhos diferentes. O primeiro vira adubo e o segundo retorna à cadeia produtiva. Atualmente, são mais de 70 pontos de recolhimento de cápsulas no Brasil. 

Pioneira também na reciclagem de cápsulas, a Nespresso oferece visitas oficiais ao Centro de Reciclagem. As visitas do público podem ser feitas mediante inscrições pelo site ou por meio do tour virtual, disponibilizado desde junho. 

Com duração de 90 minutos, o programa de visitas, inaugurado no mês em que é celebrado o Dia Internacional da Reciclagem (17 de maio), envolve a explicação de toda a cadeia de reciclagem.  As visitas fazem parte da campanha de Criação de Valor Compartilhado da Nespresso. 

“Investimos para que a reciclagem aconteça em favor do meio ambiente, pensando em toda a cadeia. A Nespresso ajuda parceiros a destinar corretamente a matéria-prima, atuando de forma responsável com o meio e de acordo com cada país em que opera”, comenta Claudia Leite, gerente de cafés e sustentabilidade da Nespresso no Brasil. 

“As cápsulas usadas são coletadas nestes pontos e enviadas ao Centro de Reciclagem por meio de logística reversa. Em 2017, reciclamos 13,3% do total de cápsulas vendidas, um crescimento significativo em relação ao ano anterior, mas temos o compromisso de fazer muito mais”, completa Claudia. 30 milhões de francos suíços são investidos anualmente pela Companhia em reciclagem no mundo, informa. 

E para quem ainda critica o consumo de café em cápsulas, Claudia também tem uma outra resposta: “o maior bebedor de café do mundo é a pia. A porção individual acaba com o desperdício” 

Nestlé Nespresso SA 

Pioneira e referência em café em porções individuais de alta qualidade, a empresa trabalha com mais de 75 mil produtores em 12 países, sendo 2 mil no Brasil, por meio de seu AAA Sustainable Quality Program, para incorporar práticas de sustentabilidade nas fazendas e em seus arredores. 

Lançado em 2003, em colaboração com a Rainforest Alliance, o programa ajuda a aumentar a produção e a qualidade das colheitas, com a assistência técnica de 400 agrônomos no mundo, sendo 20 no Brasil, garantindo o abastecimento sustentável de café e melhorando a qualidade de vida dos produtores e de suas comunidades. 

Com sede em Lausanne, na Suíça, a Nespresso opera em 69 países e tem mais de 12 mil colaboradores. Em 2016, a empresa operava uma rede de varejo global com mais de 600 Boutiques.  

No Brasil 

A marca está presente no Brasil há dez anos e conta com 17 boutiques nas principais cidades do País e serviços como atendimento personalizado 24h por dia, sete dias por semana, pelo telefone 0800 7777 737, opções de entrega com prazos variados para os pedidos realizados pelo site ou aplicativo mobile gratuito (disponível para IOS e Android), assistência técnica imediata para máquinas e pontos de coleta para reciclagem de cápsulas usadas. 

Mais informações: 

www.nespresso.com/br/pt/como-reciclar

16:48 · 14.09.2018 / atualizado às 17:17 · 14.09.2018 por
Com 500 participantes, as discussões trataram de propostas de políticas públicas que estão sendo levadas pelo CEBDS aos presidenciáveis Foto: Ulisses Matandos

Nesta semana, presidentes e executivos de grandes empresas brasileiras ou com atuação no País estiveram reunidos em evento que, da água filtrada na hora e bebida em copos de vidro, passando pelos cordõezinhos de crachás nas cores da diversidade, até a redução calculada no volume de impressos, foi pensado para respirar sustentabilidade, tendo como horizonte primeiro a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. 

A necessidade de implementação de um mercado de carbono e a urgência do melhor uso e tratamento dos recursos hídricos, alguns dos principais desafios que o Brasil enfrenta para alcançar um modelo sustentável de crescimento nos próximos anos, foi um dos destaques na programação do Congresso Sustentável 2018, realizado na terça-feira (11), pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), no Teatro Santander, em São Paulo.  

Durante o evento, que reuniu a mais alta de liderança de grandes empresas brasileiras – responsáveis por gerar mais de 1 milhão de postos de trabalho no Brasil em diversos segmentos –, foi apresentada a Agenda CEBDS por um País Sustentável. O documento, que pode ser baixado no site do CEBDS, contém dez propostas elaboradas pelos CEOs das próprias empresas associadas à organização e destinadas aos candidatos à Presidência da República. 

Aumento na participação de fontes renováveis na matriz energética, segurança hídricaexpansão do saneamento básico, soluções para transição a uma economia de baixo carbono, mecanismos financeiros de estímulo a práticas sustentáveis e equidade de gênero no mercado de trabalho foram alguns dos temas abordados. 

A presidente do CEBDS, Marina Grossi, destacou a importância do engajamento de todos na transição para um modelo de desenvolvimento sustentável Foto: Ulisses Matandos

“A viabilidade do velho modelo econômico está ultrapassada. O setor empresarial brasileiro tem demonstrado na prática que é possível ampliar os investimentos em processos mais sustentáveis e economicamente viáveis”, afirmou a presidente do CEBDS, Marina Grossi, durante a abertura do evento, destacando que a transição para um modelo de Desenvolvimento Sustentável depende conjuntamente do indivíduo, do coletivo, da empresa e do governo. “Para aquilo que não se pode fazer diretamente, se busca parceria”, acrescentou. 

Marina falou ainda sobre as oportunidades empresariais para os próximos quatro anos e que, dentro da responsabilidade compartilhada, cabe ao governo criar um ambiente para fazer acontecer. “O que a sociedade, nossas empresas, negócios, governo, cada um de nós está construindo para o futuro?”, provocou. 

Recursos Hídricos 

O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, destacou o alto engajamento da sociedade durante as eleições deste ano, que propicia conscientização da população sobre o seu papel no processo de transformação. Utilizando como exemplo o saneamento básico, o executivo ressaltou que não falta dinheiro, no entanto, carecemos de um marco regulatório, e que o Estado precisa estabelecer condições básicas para garantir a segurança dos investimentos a serem feitos pelo setor privado. 

Ele lembrou que o País é liderança na área ambiental no que diz respeito às energias renováveis como instrumentos de baixo carbono. “Porque existe um arcabouço confiável e claro e, assim, as empresas vêm investir com retorno aceitável”. No caso do saneamento, destacou que “é impossível investir no setor sem ter que negociar com 5.600 municípios brasileiros. Não falta dinheiro, não faltam investidores, por isso a sociedade deve se mobilizar”, finalizou. 

“Nós temos números de saneamento do século XIX”, lembrou Marina Grossi, utilizando dados do Instituto Trata Brasil e destacando seus reflexos na saúde e na produtividade. 

“O Brasil perde entre a captação e a entrada, por ano, sete sistemas Cantareira, o equivalente a 37% ; despeja seis mil piscinas olímpicas de esgoto bruto em seus mananciais; e 27% dos reservatórios monitorados pela ANA (Agência Nacional de Águas) estão secos. Desse jeito, em 2050, teremos uma grande frota de carros elétricos andando em ruas com esgoto a céu aberto”, ironizou a presidente da BRK Ambiental, Teresa Vernaglia. “Vai faltar água para a irrigação. Isso vai afetar o setor produtivo como um todo”, completou. 

Por outro lado, falou sobre reúso de água e da importância de um marco regulatório que permita a ampliação de escala dessa experiência. Na discussão entre o público e o privado, afirmou que isso não importa para o cidadão que não tem água e saneamento. “O importante é receber o serviço por um preço justo. O grande problema é a falta de investimento”, finalizou. 

Petróleo 

André Lopes de Araújo, presidente da Shell Brasil, surpreendeu ao falar sobre energias renováveis e o potencial de crescimento do setor Foto: Maristela Crispim

André Lopes de Araújo, presidente da Shell Brasil, surpreendeu ao falar sobre energias renováveis e o potencial de crescimento do setor. “Já trabalhamos com renováveis há algum tempo e somos os maiores produtores de etanol”, afirmou. Mas finalizou defendendo o petróleo como algo ainda presente por alguns anos nesta realidade: “Não podemos fugir da realidade das nossas reservas. Temos riquezas e escolhas a fazer. O petróleo vai estar aí ainda por décadas e deve atingir seu pico no fim da década de 2020. Estamos falando de um mundo que ainda precisa de muita energia e não tenho vergonha de dizer que o petróleo fará parte dessa transição”. 

Bernardo Paiva, presidente executivo da Ambev, destacou a parceria com a Volkswagen Caminhões e Ônibus para adoção de 1.600 caminhões elétricos por todos os 20 operadores logísticos que trabalham com a empresa até 2023. “É um caminho sem volta. Um dia chegaremos a 100%”, afirmou. 

Energias renováveis 

Em entrevista exclusiva ao Blog Gestão Ambiental, o presidente da Vestas Brasil & Cone Sul, Rogerio Zampronha, destacou a importância da energia eólica e o grande potencial dos ventos no Nordeste Foto: Maristela Crispim

O presidente da Vestas Brasil & Cone Sul, Rogerio Zampronha, enfatizou que a eólica é a fonte de energia mais em conta disponível no País, menos da metade da segunda mais barata e pode estar envolvida na redução de custos na produção de uma forma muito mais interessante. 

Observou, ainda, que a energia gerada pelos ventos já representa 9% da matriz brasileira. Em 2017, alcançou a marca de 12,8 GW de capacidade instalada e a previsão é de chegar a 28 GW em 2026. “No ano passado, o volume de emissões de carbono que deixou de ocorrer por causa da fonte eólica é o mesmo que se teria se deixassem de circular 16 milhões de veículos, o que equivale a 85% da frota hoje no Estado de São Paulo”, informou. 

Em entrevista exclusiva ao Blog Gestão Ambiental, ele disse que o Nordeste é abençoado com os melhores ventos do País e tem crescido muito no setor eólico, sobretudo os estados do Rio Grande do Norte e Bahia, que, no último leilão, tiveram predominância, mais uma vez, embora o Ceará tenha sido o pioneiro no setor. Ele falou também sobre as novas fronteiras que se abrem nos estados do Maranhão, Piauí e Paraíba. 

Sobre o recente investimento em parques eólicos continente a dentro, Zampronha destacou que, nas regiões serranas, onde o vento é mais forte à noite, é oportuna a instalação de sistemas híbridos, eólico durante à noite e solar de dia, sem falar nos benefícios socias associados à interiorização desses parques. 

O diretor de Relações Institucionais da Febraban, Mário Sérgio Vasconcelos, apresentou estudo de viabilidade de financiamento para projetos de energia solar fotovoltaica, realizado pelo BID e a Absolar Foto: Maristela Crispim

O diretor de Relações Institucionais da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Mário Sérgio Vasconcelos, apresentou, no Sustentável 2018, um estudo de viabilidade de financiamento para projetos de energia solar fotovoltaica, realizado em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). 

“A Febraban vem buscando os caminhos possíveis para uma economia de baixo carbono, e temos avançado nos últimos quatro anos. Cerca de 27% dos empréstimos do setor já são destinados a investimentos de baixo carbono”, ressaltou. 

Para André Clark, CEO da Siemens, o Brasil caminha para um powerhouse de geração de energia. “A transição energética passa por três coisas: tecnologia, mudanças climáticas e mercado consumidor. Estamos no centro dessas mudanças. Estados Unidos, China e Europa fazem a transição por causa do carvão. Nós fazemos pelo uso da terra e da água”, compara. 

A superintendente de Sustentabilidade e Negócios do Itaú, Denise Hills, estimou que, nos próximos cinco anos, o setor financeiro no Brasil deverá ter um avanço significativo na incorporação de aspectos socioambientais. 

O Sustentável 2018 foi patrocinado pelo Santander, Itaú, Braskem, Philip Morris, Instituto Clima e Sociedade (iCS) Instituto Arapyaú, e contou com apoio da Nespresso e Filtros Europa. O evento terá suas emissões de carbono compensadas por compra de créditos de carbono ou plantio de árvores, em parceria com a Neutralize Carbono. 

13:02 · 05.09.2018 / atualizado às 13:03 · 05.09.2018 por
Especialistas nesta área são inseridos em empreendimentos e modelos de negócio inovadores como ferramenta lucrativa Foto: Maristela Crispim

Pensar no desenvolvimento econômico sem esquecer os aspectos ambientais do setor produtivo, minimizando os impactos ambientais e os custos oriundos da produção com uma gestão eficiente. Esse é o principal objetivo do MBA em Gestão Ambiental na Cadeia Produtiva, com vagas em oferta pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Podem se inscrever profissionais graduados nas áreas de Engenharia, Arquitetura, Administração, Contabilidade, Biologia, Geologia, Geografia, Química, Agronomia, Direito e outros envolvidos com a área da Gestão Socioambiental ou que estejam interessados na área de meio ambiente.

Ao final do curso, o aluno será capaz de compreender as principais diretrizes legais e socioambientais no contexto produtivo, permitindo entender e aplicar os diversos tipos de ferramentas, equipamentos, procedimentos, processos, limites operacionais e tecnologias atuais.

Vale ressaltar que o curso oferece uma infraestrutura diferenciada, com salas de aula que foram estruturadas no formato de arena e com mesas redondas, dentro do mesmo padrão das universidades de Harvard e Stanford, de modo a proporcionar a melhor experiência de aprendizado.

Segundo Suellen Galvão, coordenadora do MBA em Gestão Ambiental na Cadeia Produtiva da Unifor, o curso está estruturado de modo a atender as demandas futuras e atuais do setor produtivo. “Cada vez mais em ascensão, o setor produtivo no Ceará comunga de modelos de gestão mais modernos que buscam aliar inovação ao Desenvolvimento Socioambiental das corporações por meio de práticas e tecnologias sustentáveis”, afirma.

“A perenidade das empresas passa por aspectos como responsabilidade socioambiental, compliance, inovação dos processos, práticas colaborativas e mudança de paradigmas. E a mudança de paradigma sobre Gestão Ambiental no setor produtivo é um fator chave para sua Sustentabilidade. O empresário precisa aprender sobre as inúmeras possibilidades de gerir melhor seus processos por meio da Gestão Ambiental e não vê-la mais somente como custo”, relata Suellen.

“Por oferecer uma forte base conceitual e atuação prática, o curso vem suprir a demanda de empresas que desejam aplicar Gestão Ambiental, mas não sabem por onde começar e/ou consideram um setor desnecessário ou caro a ser implantado. E é essa a importância desse profissional: contribuir para o Desenvolvimento Sustentável do setor produtivo”, complementa a coordenadora.

Políticas Ambientais

Já a coordenadora de Políticas Ambientais da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma), Edilene Oliveira, enfatiza que as organizações, cada vez mais, precisam da implementação de Sistemas de Gestão Ambiental (SGA) que promovem processos e práticas de sustentabilidade, observando a legislação e normas técnicas específicas.

“Essas ações colaboram com o meio ambiente e ajudam na racionalização de recursos naturais e financeiros, no fortalecimento da marca, quer seja pública ou privada, além dessas práticas envolverem os colaboradores para sensibilização ambiental, dentro e fora dos espaços de trabalho”.

“Os profissionais da Gestão Ambiental são responsáveis por ações de recuperação da biodiversidade e programas que revertam a degradação do meio ambiente. Na esfera pública, são responsáveis por elaborar e implementar políticas que promovam o gerenciamento das questões ambientais nas áreas de planejamento, certificação, sustentabilidade e educação ambiental”, enumera Edilene.

Mais informações:
Inscrições: até 30 de setembro, podendo ser prorrogadas
Período do Curso: setembro/2018 a junho/2020
Para entrar no site, clique aqui: MBA em Gestão Ambiental na Cadeia Produtiva

12:13 · 09.08.2018 / atualizado às 16:35 · 09.08.2018 por
Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil e Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados, maior franquia da McDonald’s no mundo, que atende a América Latina e Caribe Fotos: Maristela Crispim

Sempre fui cabreira com unanimidades e extremismos, para que lado for. Sendo assim, gosto de ouvir o que as pessoas têm a dizer. Foi com esse espírito que embarquei para um bate-volta a São Paulo na última terça feira (7), atendendo a convite da Arcos Dorados, maior franquia da McDonald’s no mundo, que atende a América Latina e Caribe. 

Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil, e Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento Sustentável, estavam a postos para um bate-papo sobre sustentabilidade. Antes desse momento, também de divulgação do Relatório de Impacto Social e Ambiental 2017 da Arcos Dorados, no restaurante da Henrique Schaumann (SP), os jornalistas convidados de oito estados participaram do Programa Portas Abertas, com o gerente Ewerton Perez Cruz, para conhecer os processos, além de conferir a preparação do cinquentenário Big Mac, o sanduíche mais vendido em todo o mundo.

O Programa Portas abertas leva clientes às cozinhas dos restaurantes para conhecerem seus processos. Na foto, o gerente do McDonald’s da Henrique Schaumann, em São Paulo, Ewerton Perez Cruz

Não há muitas dúvidas a respeito da eficiência e higiene nos processos da marca. Mas, a insistência em mostrar a qualidade dos insumos, por parte do presidente Paulo Camargo, demonstra que o McDonald’s já era vítima de fake news muito antes delas receberem este nome.

Mas, se falar em alimentação saudável numa rede de fast food ainda é desconfortável, pelo menos um esforço em mostrar nos cardápios quais produtos têm mais sódio e açúcar, assim como oferecer cinco opções de saladas, substituição de fritas por frutas ou por saladas é um movimento interessante, que garante certo poder de escolha ao cliente. 

Foi bom saber que, além de ser uma das maiores empregadoras de jovens da América Latina, a Companhia ainda contribui no desenvolvimento para o trabalho

Sustentabilidade 

Voltando ao tema central do encontro, um ambicioso projeto para aproveitar a própria escala para ajudar no processo de Educação Ambiental da sociedade vem sendo gestado pela Arcos Dorados. Segundo Leonardo Lima, a ideia é tornar as lojas da franquia centros de educação ambiental. Ela surgiu da análise dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas, para identificar como contribuir para a Agenda 2030, trabalho iniciado em 2016. 

O projeto é focado na Educação e no Desenvolvimento Sustentável. Com a participação ativa da comunidade local, a cidade de Birigui (SP) foi a cidade piloto. O restaurante de lá se tornou um centro de aprendizagem de práticas sustentáveis. Depois, foi espalhado para Araçatuba (SP). A meta agora é replicar pelo Brasil. 

O projeto tem cinco módulos de atuação acadêmica e se interrelaciona com dois programas atuais da companhia: Educação Infantil para o Desenvolvimento Sustentável; Gestão de Resíduos Sólidos; Florestação; Programa Bom Vizinho; Programa Portas Abertas; Alianças Estratégicas; e Educação Executiva. 

Canudinhos 

A mais recente ação de sustentabilidade do McDonald’s, no Brasil, é muito simbólica: o desestímulo ao uso do canudo plástico. Ele não é mais colocado na bandeja, mas é fornecido, se o cliente solicitar. 

Segundo Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil, ainda não foi encontrada uma solução logística para o caso do Rio de Janeiro, onde o uso foi proibido. Por enquanto, a empresa está negociando a importação de canudos de papel. 

Mas está formando uma coalizão global com a cadeia de cafeterias Starbucks para estimular projetos que possam dar origem a uma nova geração de canudos, copos e tampas para as suas redes de fast foods e para todas as outras também.

Depois da visita, da conversa e da leitura do relatório, posso me dizer bastante otimista com o que vi, ouvi e li. Uma empresa gigante que não apenas inclui metas de sustentabilidade, como também quer ser protagonista de um processo de educação da população voltada ao Desenvolvimento Sustentável é uma coisa boa demais nos nossos dias. Agora é acompanhar e esperar que essas ações rendam bons frutos.

O gerente do McDonald’s da Henrique Schaumann, em São Paulo, Ewerton Perez Cruz, nos mostra o cinquentenário Big Mac, o mais vendido da marca

‘Receita para o Futuro’: ‘escala para o bem’ 

“Na Arcos Dorados, nós estamos muito orgulhosos de poder compartilhar as iniciativas e os projetos que realizamos, bem como os resultados de nosso impacto social e ambiental na América Latina e no Caribe, através de nosso relatório anual: ‘A Receita do Futuro’. Este relatório é uma demonstração de como uma companhia de nosso tamanho pode usar sua escala para fazer bem à sociedade”, a declaração é de Woods Staton, executive chairman da Arcos Dorados e está logo no começo do documento. 

Intitulado “Preparando a receita do Futuro”, ele destaca os resultados de impacto social e ambiental para a América latina e o Caribe em 2017. Confira alguns deles a seguir: 

 

Gestão de resíduos 

Geração – materiais utilizados de fontes sustentáveis e que sejam aptos para a reciclagem 

Gestão e controle – separação em origem, de acordo com os requisitos de retiro e disposição 

Disposição – o processo de retiro e disposição é realizado de acordo com cada município onde fica o restaurante  

 

Energia e clima 

Trabalho na melhoria contínua dos processos e equipamentos para conseguir uma gestão eficiente de recursos por meio do Programa ABC que se centra em três prioridades: 

A. Utilização de boas práticas e conceitos de utilização racional de recursos nos restaurantes 

B. Investimento em novas tecnologias (ferramentas de controle e medição de consumo)

C. Articulação com as empresas fornecedoras de recursos

 

Uso racional 

20.000 litros de óleo são coletados por mês 

1.500 litros de água a cada 18h são maximizados com a coleta de água condensada, em cidades com clima quente ou temperado 

 

Cadeia de fornecimento sustentável 

Rigor em trabalhar com empresas comprometidas em realizar negócios de maneira responsável que estejam alinhadas com os padrões éticos, sociais e ambientais da Companhia.

Os fornecedores de insumos precisam cumprir elevados padrões de qualidade de produção e segurança alimentar, assim como a exigência de um compromisso com os Direitos Humanos, o trabalho decente e o respeito pelo meio ambiente. 

72% dos insumos (alimentos e papel) são de fornecedores locais 

67% das embalagens de papel são de fontes sustentáveis, no Brasil 100% certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC)

100% do peixe vendido no Brasil e em Porto Rico estão certificados pelo Marine Stewardship Council (MSC) 

 

Compromissos para o bem-estar animal 

Liderar o desenvolvimento de princípios, critérios globais e locais de uma pecuária sustentável 

Desenvolver metas e iniciar a compra verificada de carne sustentável 

 

Qualidade dos alimentos 

Apesar de ser uma empresa especializada em fast food, garante opções variadas e nutritivas com: 

100% de carne bovina de qualidade, sem aditivos nem conservante 

100% de batatas fritas sem gorduras trans 

Ingredientes de primeira qualidade 

Valores nutricionais com transparência 

 

McDonald’s na América latina e Caribe (Arcos Dorados) 

20 países 

2.188 restaurantes 

78.806 empregados (60 mil jovens entre 16 e 25 anos; 57% mulheres; 1.740 pessoas com deficiência) 

929 restaurantes no Brasil (50 mil empregos) 

Um dos principais empregadores de jovens na região 

16:47 · 22.07.2016 / atualizado às 16:47 · 22.07.2016 por

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) abriu novas turmas para seis cursos gratuitos realizados na modalidade de Educação a Distância (EaD), sem tutoria. Sustentabilidade é o eixo principal da maioria deles. Os cursos fazem parte da iniciativa de ampliar o acesso de diversos públicos interessados nos processos de formação e capacitação desenvolvidos pelo MMA. Para esta edição, a expectativa é formar 13,5 mil pessoas.

As inscrições estão abertas e os interessados podem se inscrever na plataforma Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). A página contém um resumo de cada curso. As capacitações serão realizadas entre julho e agosto e os participantes terão direito a um certificado de formação no tema, emitido pelo MMA.

A procura tem sido grande. Segundo a diretora de Educação Ambiental do MMA, Renata Maranhão, a crescente demanda reforça a importância da promoção da Educação Ambiental como potencializadora da implementação das políticas públicas ambientais. “A EaD, para além da disponibilização de conteúdos e troca de saberes, pode contribuir com o fortalecimento de redes, ampliando o diálogo entre o MMA e a sociedade”, destacou.

Modalidades

As inscrições para o curso Igualdade de Gênero e Desenvolvimento Sustentável encerram-se nesta segunda-feira (25). São 2 mil vagas com o objetivo de capacitar os gestores públicos de todas as áreas sobre a problemática da desigualdade de gênero e a importância da transversalização dos temas “gênero” e “desenvolvimento sustentável”. O curso é destinado a gestores públicos de todas as áreas, federais, estaduais e/ou municipais.

O curso de Estilos de Vida Sustentável pretende incentivar a reflexão, discussão e ação interativas com informações e conceitos sobre mudança em favor de estilos de vida sustentáveis. As inscrições também vão até o dia 25 de julho. O curso tem 2 mil vagas e aborda temas como o uso da água e energia, resíduos sólidos domésticos e os impactos dos resíduos, habitações sustentáveis, alimentação, saúde, mobilidade urbana e lazer.

O curso Criança e o Consumo Sustentável também oferece 2 mil vagas. Serão abordados o contexto histórico do consumo, fundamentos e conceitos da sustentabilidade e do consumo sustentável. Além disso, serão apresentadas estratégias de como proteger as crianças dos apelos consumistas e formas de como incentivar a prática de brincadeiras, hábitos e atitudes sustentáveis. Inscrições também até o dia 25 de julho.

As inscrições para Produção e Consumo Sustentável vão até 5 de agosto. O objetivo do curso é a divulgação de informações pertinentes à área ambiental, com conhecimentos específicos em produção e consumo sustentáveis, desenvolvendo ações e acompanhamento do sistema de gestão ambiental e economia verde. As aulas acontecerão durante o mês de agosto. São ofertadas 1,5 mil vagas.

O curso Sustentabilidade na Administração Pública, com 2 mil vagas e vai oferecer subsídios e apoio técnico para a implementação da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) nos órgãos e entidades da administração pública de todas as esferas e poderes. A curso é destinado a servidores públicos que desejam implementar a A3P nos órgãos e entidades da administração pública de todas as esferas e poderes, com inscrições até dia 25 de julho. O período de realização vai de de 25 de julho a 5 de agosto.

Profissionais que desejam aprender ou aprimorar técnicas de produção de conteúdos para a Educação à Distância (EaD) têm até o dia 25 de julho para se inscrever no curso Guia para a Produção de Conteúdos EAD. A capacitação tem como objetivo desenvolver conhecimento, habilidades e atitudes que possibilitem aos profissionais por ele formados utilizarem de maneira teórica e prática um guia para a produção de conteúdos para a EaD, contribuindo para o fomento da Educação Ambiental e a difusão de políticas públicas de meio ambiente.

Fonte: MMA

18:04 · 12.03.2014 / atualizado às 10:25 · 17.03.2014 por

 

O jardim filtrante é uma das inovações da planta Foto: Divulgação /Natura
O jardim filtrante é uma das inovações da planta Foto: Divulgação /Natura

Benevides (PA). A Natura, maior fabricante brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza, inaugurou neste 12 de março, um complexo industrial em Benevides, município de 50 mil habitantes localizado a 35 km de Belém (PA). Chamado de “Ecoparque”, o empreendimento vai concentrar a produção de sabonetes e de óleos fixos da Natura, além de gerar cerca de 250 empregos diretos e indiretos, até dezembro de 2014.

O Ecoparque está construído às margens da rodovia PA 391, em uma área de 172 hectares, anteriormente ocupada por uma propriedade particular. O projeto tem espaço para sediar outras empresas interessadas em compor o polo industrial, já que a Natura ocupa menos de 10% da área total.

Planejado para ser um empreendimento ecologicamente correto, o “Ecoparque” apresenta forma inovadora de atuação. O projeto é inspirado no conceito de simbiose industrial ao conectar empresas de diferentes segmentos de mercado, desde que tenham interesses comuns e necessidades complementares.

A ideia é criar uma operação verdadeiramente compartilhada, uma rede de cooperação, em que as indústrias instaladas em um mesmo espaço possam trocar recursos e articular alternativas conjuntas para fomentar a geração de negócios sustentáveis na região. Além de alavancar a demanda por insumos da sociobiodiversidade e o empreendedorismo local”, explicou Alessandro Carlucci, diretor-presidente da Natura.

A nova unidade fabril da Natura na Amazônia inicia atividades com capacidade de produção de mais de 200 milhões de barras de sabonetes e cerca de 400 toneladas de óleos fixos. Além desses produtos, o Ecoparque também absorverá a produção de “noodle”, base para fabricação de sabonetes, que anteriormente era fabricada na antiga unidade da empresa, localizada também na cidade de Benevides (PA).

O Ecoparque vai nos permitir abastecer o mercado brasileiro e internacional com produtos 100% fabricados na Amazônia”, ressaltou Josie Perissinoto Romero, vice-presidente de Operações e Logística da Natura.

O conceito de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente também está presente nas instalações e estruturas do empreendimento. A Natura utilizou a tecnologia de jardins filtrantes, um tratamento inovador de efluentes a partir de raízes de plantas. Em um processo de fitorrestauração, livre de produtos químicos, bactérias alojadas nas raízes de plantas aquáticas realizam a decomposição dos poluentes.

Outra forma de poupar recursos ambientais foi a implantação de sistemas de geotermia, nos quais equipamentos captam o ar externo e promovem troca térmica no subsolo para diminuir a temperatura no interior dos edifícios. “Também reutilizamos água da chuva e fazemos aproveitamento da ventilação e iluminação natural das instalações. Incentivamos o uso de bicicletas e disponibilizamos carros elétricos para facilitamos a mobilidade dos colaboradores e visitantes dentro do Ecoparque”, comenta João Paulo Ferreira, vice-presidente Comercial e de Sustentabilidade da Natura.

Investimento estratégico

O Ecoparque é parte integrante da estratégia de atuação da Natura na Amazônia. Em 2000, a Natura passou a incorporar ativos da biodiversidade brasileira na formulação de seus produtos, unindo ciência e conhecimento tradicional à geração de oportunidades de trabalho e renda para centenas de famílias.

A riqueza da biodiversidade amazônica estimulou a Natura a desenvolver conceitos inovadores e impulsionou forte estratégia de pesquisa e desenvolvimento na região, resultando em grande número de tecnologias de insumos e produtos.

Em 2011, a Natura lançou o Programa Amazônia que tem como objetivo aumentar, de forma sustentável, de 11% para 30% a utilização de matérias-primas cosméticas com origem na região, movimentar R$ 1 bilhão em recursos próprios e beneficiar mais de 10 mil famílias de comunidades fornecedoras.

Hoje, são 25 cooperativas envolvendo 2.571 famílias. E, mais do que uma relação de compra e venda de insumos, a Natura tem como objetivo estruturar, aprimorar e expandir cadeias produtivas sustentáveis da sociobiodiversidade na Amazônia. Desta forma, contribui para que estas comunidades se desenvolvam e ganhem competitividade e relevância econômica, ao mesmo tempo em que geram riquezas e promovem o desenvolvimento social.

Diante dessas iniciativas, a Natura reforça suas crenças e valores no que se refere à importância do desenvolvimento sustentável e da inovação em rede. A inauguração do Ecoparque, junto às outras ações que implementamos na região, agrega valor aos nossos produtos, gera benefícios sociais, ambientais e econômicos para a população local, além de valorizar as riquezas da biodiversidade amazônica,” finalizou Alessandro Carlucci, diretor-presidente da Natura.

A empresa

Fundada em 1969, a Natura é a maior fabricante brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza e líder no setor de venda direta no Brasil, com receita líquida anual de R$ 7 bilhões. Conta com sete mil colaboradores, que atuam nas operações do Brasil, Argentina, Chile, México, Peru, Colômbia e França. O apreço pelas relações fez a companhia manter a venda direta como modelo de negócios e atualmente reúne mais de 1,6 milhão de consultoras, que disseminam a proposta de valor da empresa aos consumidores.

A Natura acredita na inovação como um dos pilares para o alcance de um modelo de desenvolvimento sustentável. Em 2013, destinou R$ 181 milhões à inovação e lançou 179 itens. Esse investimento fez com que a empresa atingisse um índice de inovação, percentual da receita proveniente de produtos lançados, de 63,4%.

Programa Amazônia

O desafio da Natura com o Programa Amazônia é contribuir para o desenvolvimento sustentável da região por meio de ciência, tecnologia e inovação e adensamento das cadeias produtivas. Uma inovação que integra os diversos públicos e conhecimentos em uma grande rede de trocas para que juntos possam buscar soluções a partir dos produtos e serviços da sociobiodiversidade e revelar o grande potencial de negócios existente na Amazônia.

Principais frentes de atuação

  • Ciência, Tecnologia e Inovação: objetivo de gerar e difundir conhecimento “na”, “sobre” e “para” a região, ativando e coordenando redes de conhecimento locais, nacionais e internacionais a partir do Núcleo de Inovação Natura na Amazônia, NINA, instalado em Manaus /AM em agosto de 2012.
  • Cadeias Produtivas Sustentáveis: desenvolve as organizações e lideranças locais, garante a rastreabilidade e implementação de planos de boas práticas produtivas; oferece capacitações técnicas e de gestão; investe em ganhos de produtividade e qualidade, e promove assim a agregação de valor local às comunidades. Além disso, com o Ecoparque, esta frente impulsionará a geração de negócios sustentáveis a partir da sociobiodiversidade amazônica, além de fomentar o empreendedorismo local.
  • Fortalecimento Institucional: com foco em Educação, atua em prol da melhoria da qualidade do Ensino Fundamental na região pela Rede de Apoio à Educação Amazônia, em parceria com o Instituto Natura e as secretarias municipais de educação de 30 municípios do nordeste Paraense e Rio Juruá no Amazonas.

Fonte: Natura

14:22 · 19.12.2013 / atualizado às 15:07 · 19.12.2013 por
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Uma atitude sustentável simples, que merece ser conhecida e até copiada. Neste fim de ano, o Grupo Aço Cearense optou por não enviar cartões impressos de Natal para clientes e parceiros e reverter o valor que seria destinado à confecção e distribuição dos cartões para instituições beneficiadas pelo Instituto WMA. A divulgação da campanha acontece por meio das redes sociais do Grupo e dos apoiadores da causa, além de e-mail marketing. Para assistir ao vídeo, acesse: http://www.youtube.com/embed/lImigMv9QxQ

20:56 · 01.12.2013 / atualizado às 20:56 · 01.12.2013 por

O titular do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp; o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho; e o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, lançaram nesta sexta-feira (29), o Plano Inova Sustentabilidade, em reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizada em São Paulo.

O objetivo do Inova Sustentabilidade é incentivar a realização de investimentos na área ambiental, com a promoção de soluções inovadoras capazes de mitigar impactos das atividades produtivas sobre o meio ambiente.

Com dotação orçamentária de R$ 2 bilhões, divididos igualmente entre BNDES e Finep, o Inova Sustentabilidade terá quatro principais linhas temáticas: produção sustentável, recuperação de biomas e atividades produtivas sustentáveis de base florestal, saneamento ambiental, e monitoramento de desastres ambientais. As operações poderão ser contratadas entre 2014 e 2016.

A atuação conjunta dos órgãos governamentais proporcionará maior coordenação das ações do governo no fomento à inovação e uma melhor integração de instrumentos de apoio à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação disponíveis para o setor.

Os projetos (Planos de Negócios) das empresas brasileiras candidatas a financiamentos no âmbito do Inova Sustentabilidade serão submetidos ao processo de seleção pública conjunta.

As propostas poderão ser apoiadas pela combinação de linhas do BNDES e da Finep, que incluem Fundo Clima, Programa de Sustentação do Investimento (PSI), subvenção econômica para empresas e financiamento não-reembolsável para pesquisas realizadas em Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), dentre outros instrumentos de apoio. Instrumentos de renda variável também poderão ser utilizados.

A fim de possibilitar o desenvolvimento de soluções completas no âmbito das linhas temáticas do Inova Sustentabilidade, será estimulada a formação de parcerias entre empresas e entre empresas e ICTs.

Tais parcerias deverão contar com uma empresa-líder, que necessariamente deverá ser uma companhia independente ou pertencente a grupo econômico que possua receita operacional bruta igual ou superior a R$ 16 milhões e patrimônio líquido igual ou superior a R$ 4 milhões no último exercício.

O Inova Sustentabilidade poderá financiar Planos de Negócios acima de R$ 5 milhões, com prazo de execução de até 60 meses. A participação será de até 90%.

Linhas temáticas

Produção sustentável – apoio ao desenvolvimento tecnológico de produtos e processos que promovam a eficiência energética do setor industrial, a produção sustentável por meio da redução do consumo de recursos naturais, e a prevenção e controle de poluentes; a mitigação de emissão de gases de efeito estufa; e desenvolvimento de técnicas de tratamento e reaproveitamento de resíduos industrias, minerais, agropecuários e domésticos.

Recuperação de florestas – apoio a empresas e instituições que promovam soluções integradas de restauração de biomas brasileiros e o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da madeira tropical.

Saneamento ambiental – apoio ao desenvolvimento de tecnologias de atendimento dos serviços de saneamento ambiental no país, com foco no tratamento e abastecimento de água, drenagem urbana e tratamento e aproveitamento de resíduos sólidos.

Monitoramento ambiental e prevenção de desastres naturais – apoio ao desenvolvimento de tecnologias visando ao aperfeiçoamento de sistemas de alerta e de redução de exposição a risco de desastres naturais.

Fonte: BNDES

10:12 · 06.11.2013 / atualizado às 10:14 · 06.11.2013 por
Desta vez são 18 produtos inovando em ações de sustentabilidade
Desta vez são 18 produtos inovando em ações de sustentabilidade

Maristela Crispim*

São Paulo. O Walmart Brasil lançou ontem, em São Paulo, a terceira edição do Programa de Sustentabilidade de Ponta a Ponta, que incluiu mais 18 marcas de grandes fornecedores, com o apoio do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) do Governo de São Paulo. O programa tem como objetivos reduzir impactos ambientais, fomentar projetos sociais e de educação e estimular a melhoria contínua de produtos.

O primeiro passo foi detalhar as etapas do ciclo de vida dos produtos  para identificar oportunidades de melhorias que levassem à redução de indicadores de consumo de recursos naturais, de energia e de água; assim como as emissões de gases e geração de resíduos sólidos e efluentes. Após a implantação das ações, os efeitos foram quantificados tomando-se como referência o mesmo produto antes de junho de 2012.

Em sua terceira edição, o Sustentabilidade de Ponta a Ponta, após quatro anos, da primeira edição, totaliza 29 empresas e 41 produtos. Só em termos de redução de consumo, segundo o Walmart, são 19.883 Gwz de energia elétrica; 745 mil metros cúbicos de água; 140 toneladas de embalagens; e 290 mil litros de óleo diesel e/ou combustível. O cálculo de redução de gases de efeito estufa é de 4.291 toneladas de CO2 equivalente; e o de lixo, de 1.340 toneladas.

* A Jornalista viajou a São Paulo a convite do Walmart Brasil

13:31 · 08.10.2013 / atualizado às 13:45 · 08.10.2013 por

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizou, nesta segunda-feira (7), a primeira reunião do Grupo de Trabalho Intersetorial sobre Produção e Consumo Sustentáveis. Com o objetivo de debater medidas que estimulem a Economia Verde, o encontro ocorreu, em Brasília, com participantes do governo federal e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e entidades vinculadas.

O comitê é resultado das atividades da Semana do Meio Ambiente, realizada pelo MMA em junho deste ano, no Rio de Janeiro. A ideia é promover a troca de informações entre os envolvidos no processo industrial do País. “Não tem como avançarmos nas políticas ambientais sem discutir as dificuldades e as formas de mobilização e capacitação do setor”, afirmou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Mariana Meirelles.

Compras sustentáveis

A pauta do primeiro encontro foi a adoção de iniciativas de compras sustentáveis na administração pública. De acordo com Mariana, a intenção do grupo é incluir companhias de porte menor em uma lógica de Desenvolvimento Sustentável. “É preciso discutir formas de engajar pequenas e médias empresas”, explicou. “O diálogo aberto entre indústria e governo é necessário para mudar os padrões de produção e consumo no país.”

A indústria defendeu que as particularidades de cada área sejam levadas em consideração. “Esse é um tema que precisa do amadurecimento do setor. É importante ponderar o que cada setor pode contribuir, disse Sérgio Monforte, representante da CNI. Também participaram da reunião integrantes dos ministérios do Planejamento e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Consumo consciente

Para relembrar os compromissos assumidos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, o MMA articulou com a sociedade civil uma série de eventos no início de junho deste ano, no Rio de Janeiro, em comemoração à Semana do Meio Ambiente.

Tema do evento, o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) fomenta políticas, programas e ações que promovam a produção e o consumo sustentáveis no País. A iniciativa está de acordo com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, sobretudo com as diretrizes do Processo de Marrakesh, que foi criado para dar aplicabilidade ao conceito de Produção e Consumo Sustentáveis e promover mudanças verificáveis nos padrões de produção e consumo no mundo.

O PPCS está focado em seis áreas principais: Educação para o Consumo Sustentável; Varejo e Consumo Sustentável; Aumento da Reciclagem; Compras Públicas Sustentáveis; Construções Sustentáveis e Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P).

Fonte: MMA

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