Gestão Ambiental

Categoria: Unidades de Conservação (UCs)


10:29 · 18.07.2013 / atualizado às 10:29 · 18.07.2013 por

 

O Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, será a primeira Unidade de Conservação Federal a ser visitada para coleta de imagens Foto: Agência Reuters
O Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, será a primeira Unidade de Conservação Federal a ser visitada para coleta de imagens Foto: Agência Reuters

O Dia de Proteção das Florestas foi celebrado ontem (17), na sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Brasília, com o lançamento do Projeto Park View, que permite tour virtual pelos parques e reservas naturais.

Na ocasião, o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin, e a representante do Google no Brasil, Mariana Macário, assinaram termo de reciprocidade, com duração de três anos, podendo ser prorrogado por mais três, que garante desenvolvimento e implementação do Park View.

O projeto vai possibilitar ao internauta fazer um passeio virtual de 360º com o zoom ao nível da trilha pelo interior das Unidades de Conservação (UCs). Proporcionará, ainda, a utilização gratuita das imagens nos moldes do Street View, do Google, que mapeia estradas e avenidas urbanas.

Na próxima semana, técnicos do ICMBio e do Google irão definir o cronograma das coletas, que começará pelo Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. As imagens serão captadas por meio de equipamentos eletrônicos, adaptados a uma mochila, triciclo ou mesmo barco, proporcionando o acesso às áreas mais remotas, nas quais não há passagem de veículo.

Divulgação

Além de melhorar a gestão de dados georreferenciados, o projeto vai contribuir para a divulgação das UCs federais, em especial os parques nacionais, sem qualquer ônus para o ICMBio. “Não há dúvida de que este instrumento representa uma belíssima contribuição, que amplia a visibilidade, a divulgação das nossas unidades, com o interesse inteiramente orientado para fins ambientais, culturais e públicos, sem nenhum caráter comercial”, disse o presidente.

Mariana Macário destacou que o projeto Park View é totalmente alinhado com a missão e os objetivos das duas instituições. “No caso do ICMBio, a conservação da biodiversidade, por meio da gestão do conhecimento, da educação ambiental e do fomento ao manejo ecológico; e, no caso do Google, de criar um mapa do mundo, abrangente, preciso e útil para os usuários”, ressaltou.

A representante do Google reconheceu que o tour virtual não substitui a experiência real, mas é a mais próxima dela, permitindo ao internauta conhecer lugares que talvez nunca possa visitar ou até mesmo como ferramenta para ajudar as pessoas a planejar visitas às unidades de conservação, o que contribuirá em muito para ampliar o número de turistas nesses locais.

Primeiras 30 UCs contempladas

Parques nacionais do Iguaçu (PR), do Jaú (AM), de Anavilhanas (AM), do Pantanal Matogrossense (MT), de Fernando de Noronha (PE), do Monte Pascoal (BA), da Chapada dos Veadeiros (GO), das Emas (GO), do Superagui (PR), da Tijuca (RJ), da Bocaina (SP), da Serra da Canastra (MG), da Chapada dos Guimarães (MT), da Serra da Capivara (PI), da Serra do Cipó (MG), da Serra Geral (RS), de Aparados da Serra (RS), de Sete Cidades (PI), de Jericoacoara (CE), de Ubajara (CE), Itatiaia (RJ), dos Lençóis Maranhenses (MA), de Abrolhos (BA), da Serra dos Órgãos (RJ), da Chapada Diamantina (BA) e da Restinga de Jurubatiba (RJ); as reservas biológicas do Atol das Rocas (RN) e de Sooretama (ES); a Estação Ecológica Guaraqueçaba (PR); e a Floresta Nacional de Tapajós (PA)

Fonte: ICMBio

10:46 · 16.07.2013 / atualizado às 10:53 · 16.07.2013 por
O Pnud destaca que os manguezais estão entre os ecossistemas mais ricos, tanto em biodiversidade quanto em produtividade Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
O Pnud destaca que os manguezais estão entre os ecossistemas mais ricos, tanto em biodiversidade quanto em produtividade Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), projeto do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) amplia o conhecimento sobre manguezais brasileiros, além de nacionalizar o monitoramento e manejo de Unidades de Conservação (UCs). A iniciativa é financiada pelo Fundo Global Para o Meio Ambiente (GEF).

O Projeto Manguezais do Brasil contribui para a conservação e o uso sustentável dos manguezais e de suas funções e serviços ambientais necessários para o desenvolvimento humano sustentável das comunidades costeiras.

Segundo o Pnud, os manguezais estão entre os ecossistemas mais ricos, tanto em biodiversidade quanto em produtividade. No Brasil, ocupam uma área estimada de 1,3 milhão de hectares de faixa costeira, do Amapá a Santa Catarina. Eles são fundamentais para a integridade e o equilíbrio ambiental e também para a economia e alimentação das populações costeiras.

Com a parceria, reduziu-se de quase 50% para 1% as perdas do caranguejo-aratu durante o transporte. Espécie típica dos manguezais e fonte importante de proteínas para as comunidades, só pode ser levada viva para o local de consumo.

O Projeto Manguezais do Brasil também está debatendo o Plano de Gestão Integrada de Recursos Pesqueiros para as reservas extrativistas marinhas.

A iniciativa também reuniu, no fim de junho, na Casa da ONU, em Brasília, especialistas da comunidade científica, de órgãos governamentais e organizações não governamentais para avaliar progressos e debater desafios.

Fonte: ONU Brasil

14:39 · 23.06.2013 / atualizado às 18:23 · 23.06.2013 por
Coordenado pelas ONGs CI-Brasil e Fundação SOS Mata Atlântica, o Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) destinará R$ 300 mil reais para criação e gestão dessas áreas, que, no Ceará, incluem o município de Ubajara Foto: Cid Babosa / Agência Diário
Coordenado pelas ONGs CI-Brasil e Fundação SOS Mata Atlântica, o Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) destinará R$ 300 mil reais para criação e gestão dessas áreas, que, no Ceará, incluem o município de Ubajara Foto: Cid Babosa / Agência Diário

O Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) abre inscrições para seu XII Edital, que destinará 300 mil reais à criação e gestão de RPPNs na Mata Atlântica.

Podem participar proprietários de terra e organizações não governamentais de 49 municípios com ocorrência do bioma Mata Atlântica. Interessados poderão inscrever suas propostas até 15 de julho de 2013. O edital conta com recursos do Bradesco Capitalização e Instituto Credit Suisse Hedging Griffo.

O Programa é coordenado pelas ONGs Conservação Internacional (CI-Brasil) e Fundação SOS Mata Atlântica. Por meio de editais, o Programa apoia proprietários de terra interessados em criar suas reservas particulares.

O objetivo da iniciativa é ampliar a área de Mata Atlântica protegida no País. Em 2013, o Programa completa dez anos, contabilizando o apoio à criação de 361 novas RPPNs – sendo 194 já reconhecidas – e à gestão de outras 101 reservas, totalizando 56 mil hectares de florestas protegidos.

No Ceará, o Programa já apoiou a criação de cinco reservas e gestão de outras duas, somando 260 hectares beneficiados. Confira, abaixo, a lista dos municípios cearenses  incluídos na área de aplicação da Lei da Mata Atlântica:

Mata Atlântica_CE

Todos os requisitos e outros detalhes, como documentos necessários e a lista de municípios incluídos na área de aplicação da Lei da Mata Atlântica, estão no edital disponível nos sites www.sosma.org.br, www.conservacao.org, www.aliancamataatlantica.org.br ou no link direto: http://bit.ly/RPPN2013.

“O apoio e incentivo às RPPNs é uma estratégia fundamental para a conservação da Mata Atlântica, pois grande parte dos remanescentes está em propriedades particulares”, destaca Mariana Machado, coordenadora do Programa.

“Os parceiros do Programa acreditam no potencial das RPPNs para somar esforços às políticas públicas de conservação da biodiversidade e dos serviços ambientais que a floresta gera e por isso há dez anos o programa empenha-se na captação de recursos para investir nessas propriedades”, afirma.

Em uma década, foram quase seis milhões de reais destinados diretamente a projetos de criação e gestão de reservas particulares na Mata Atlântica. Além do apoio a projetos, o Programa também vem desenvolvendo ações para fortalecimento do movimento organizado em prol das RPPNs, articulação para implantação de políticas públicas para incentivo e apoio às reservas particulares, bem como divulgação e difusão deste tema. O Programa de incentivo às RPPNs da Mata Atlântica é a iniciativa que mais tem investido na conservação em terras privadas no Brasil.

Para o XII edital, o Programa volta a atender a demanda dos proprietários para implementação dos planos de manejo de suas reservas. “Essa linha apoiará projetos de implementação dos programas e ações propostos no Plano de Manejo, tais como programa de educação ambiental ou de pesquisa, ações de proteção da reserva, implantação de trilhas, etc.”, explica Mariana.

Podem concorrer ao XII Edital propostas que visem à criação de RPPNs inseridas dentro da área de aplicação da Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428 de 2006) ou propostas destinadas à implementação de Planos de Manejo reservas também inseridas no bioma. As propostas devem ter valor máximo de 10 mil reais para a criação de uma nova reserva, e de 15 mil reais nos casos de implementação de Plano de Manejo.

Podem enviar propostas pessoas físicas ou jurídicas, proprietária da área da RPPN, organizações ambientalistas sem fins lucrativos ou associações de proprietários. No caso de propostas encaminhadas por terceiros – pessoa física (pesquisador, técnico, consultor) ou jurídica (ONG, OSCIP, empresa, universidade, associação) – deve ser apresentada cópia de instrumento de acordo formal entre as partes.

Na avaliação das propostas, além do cumprimento das normas técnicas apresentadas no edital, a coordenação do Programa observa também critérios como a contribuição da área para a proteção da biodiversidade e de recursos hídricos, proximidade com outras unidades de conservação, beleza cênica e paisagística, presença de espécies ameaçadas de extinção e/ou endêmicas, grau de ameaça da região onde a RPPN será criada, entre outros.

Interessados têm até o dia 15 de julho para submeter suas propostas no site http://gerencia.sosma.org.br/rppn. As propostas também podem ser enviadas pelo correio, aos cuidados de Mariana Machado, para Avenida Paulista, 2073, Conjunto Nacional, Torre Horsa 1 – 13º andar – sala 1318, Bela Vista – CEP: 01311-300 – São Paulo/SP. Dúvidas e mais informações no email programarppn@sosma.org.br ou no telefone (11) 3262-4088 – ramal 2226.

Reservas Particulares

Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) é uma categoria de unidade de conservação criada pela vontade do proprietário rural, que decide transformar sua terra em uma reserva e assume compromisso perpétuo com a conservação da natureza.

As RPPNs são importantes para proteger as riquezas naturais, além de ajudar na preservação da água, na regulação do clima e do regime de chuvas, no controle de erosões, dentre outros serviços ambientais. Atividades recreativas, turísticas, de educação e pesquisa são permitidas na reserva. Dessa forma, muitas RPPNs também geram renda e conhecimento em sua região, com atividades como ecoturismo, educação ambiental e artesanato.

Essas reservas garantem a proteção de diversas espécies ameaçadas, como os primatas mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) e macaco-prego-do-peito-amarelo (Cebus xanthosternos), a ave Formigueiro-de-cauda-ruiva (Myrmeciza ruficauda) e o pau-brasil (Caesalpina echinata), entre outras.

“Uma grande parcela dos fragmentos florestais existentes na Mata Atlântica está localizada dentro de propriedades particulares. Portanto, a criação, a manutenção e a gestão de RPPNs são fundamentais para a conservação de espécies ameaçadas e de trechos importantes do bioma”, destaca Mariana Machado.

Conservação Internacional

A Conservação Internacional (CI) é uma organização privada, sem fins lucrativos, fundada em 1987 com o objetivo de promover o bem-estar humano fortalecendo a sociedade no cuidado responsável e sustentável para com a natureza – nossa biodiversidade global – amparada em uma base sólida de ciência, parcerias e experiências de campo.

Como uma organização não governamental (ONG) global, a CI atua em mais de 40 países, distribuídos por quatro continentes. Em 1988, iniciou seus primeiros projetos no Brasil e, em 1990, se estabeleceu como uma ONG nacional. Possui escritórios em Belo Horizonte-MG, Belém-PA, Brasília-DF e Rio de Janeiro-RJ, além de uma unidade avançada em Caravelas-BA. Mais informações: www.conservacao.org

Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental.

A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas. Mais informações: www.sosma.org.br

Fontes: Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica

09:04 · 25.03.2013 / atualizado às 16:29 · 25.03.2013 por

O Parque do Cocó – com sua fauna e flora, dunas, o rio que corre toda Fortaleza e seus ecossistemas – continua ameaçado. Embora mereça a atenção da Cidade há 30 anos, desde o fim dos anos 80 se arrasta o processo pela sua criação definitiva, com o estabelecimento de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, numa área superior a mil hectares, questão crucial para o meio ambiente de Fortaleza.

As ameaças à sua preservação têm sido evidenciadas pelas tentativas de construção de grandes empreendimentos imobiliários nesta área de grande valor ambiental, praticamente toda encoberta por dunas vegetadas e com muitos olhos d’água.

Uma das iniciativas recentes de proteção à área aconteceu em 2009, a partir da luta de diversos movimentos sociais, quando foi criada legalmente uma Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Dunas do Cocó, Lei Municipal Nº 9502, que garante o funcionamento único de cerca de 15 hectares para trilhas, pesquisas científicas, contemplação e qualquer atividade que não modifique a paisagem natural.

Hoje, segunda-feira, 25 de março, será realizado um grande ato cultural, com a apresentação de diversos artistas do Ceará, no anfiteatro do Parque do Cocó, a partir das 18 horas. Eles vão cantar pela regulamentação do Parque por meio de lei estadual, com a desapropriação total da área e pela regulamentação da lei que transforma 15 hectares de dunas do Cocó em Arie. Todos estão convidados!

14:58 · 21.02.2013 / atualizado às 19:26 · 21.02.2013 por

Por Maristela Crispim

Dragon Dreaming é método completo para a realização de projetos criativos, colaborativos e sustentáveis a partir dos sonhos e visões coletivas. Este é o tema de curso, realizado em várias cidades brasileiras, em rede, e que começa amanhã, em Fortaleza.

O próprio criador da metodologia, o geógrafo John Croft, vem da Austrália para o curso de aprofundamento (imersão), entre 1º e 10 de março, na Taíba. A alemã Ita Gabert, educadora e terapeuta psico-corporal, começa amanhã o curso introdutório, que vai até domingo, na Escola Vila (Bairro de Fátima).

O Dragon Dreaming vem sendo aplicado há mais de 20 anos em projetos sociais, ambientais, institucionais e no planejamento estratégico participativo para projetos de desenvolvimento comunitário sustentável na Austrália, África, Papua Nova Guiné, Europa e agora no Brasil.

A metodologia inspira-se em teorias de desenvolvimento e aprendizagem organizacionais, na Física contemporânea, na Teoria de Sistemas Vivos, Ecologia Profunda e sabedoria aborígene. Ela tem como princípios o empoderamento de indivíduos, a construção de comunidades e o serviço à Terra. O planejamento de projetos (incluindo o cronograma, atribuição de tarefas e elaboração do orçamento) toma a forma de um tabuleiro de jogos, que é jogado na vida real.

Projetos comunitários

Na segunda etapa do curso, de aprofundamento, também será abordada a “Captação Empoderada de Recursos”, método para a criação de uma base econômico-financeira para sustentar a realização de projetos com esses princípios.

Por esse motivo, o movimento de base comunitária Sabiaguaba em Transição – que articulou esse curso de design de projetos sustentáveis Dragon Dreaming no Ceará – lançou uma campanha – disponível no link http://www.benfeitoria.com/dragondreaming – para facilitar o acesso de agentes da transição e lideranças comunitárias do Ceará e do Nordeste, especialmente da Sabiaguaba, para participar do treinamento na metodologia. O objetivo é que essas pessoas fiquem mais capacitadas e fortalecidas para realizarem projetos comunitários bem sucedidos e sustentáveis.

“Estamos empenhados neste curso por acreditar no poder transformador e inovador desta metodologia para as comunidades, para o poder público, empresas, escolas, ONGs e projetos pessoais”, explica a bióloga Marisol Ginez Albano, educadora ambiental dialógica e membro do Movimento Sabiaguaba em Transição.

Segundo Marisol, a metodologia inclui o planejar, o sonhar, o realizar e o celebrar. Ela destaca que, na sabedoria aborígene, quando a pessoa deixa de acreditar nos seus sonhos é porque metade da alma já morreu.

Bairro ecológico

“Composto pelas comunidades de Sabiaguaba, Gereberaba e Abreulândia, é um bairro intenso e complexo. Essa capacitação os conduz a Sabiaguaba em direção à transição de um bairro em processo acelerado de degradação ambiental e ‘desculturalização’ para um bairro ecológico, de base comunitária e tradicional, capaz de irradiar sustentabilidade para toda a cidade de Fortaleza”, destaca a bióloga.

Ela ressalta que, resguardado pelo mangue e estuário dos rios Cocó e Pacoti, os campos de dunas, a praia, e uma população nativa com um pé em uma tradição rica de práticas sustentáveis e outro em uma cultura da massificação, consumo predatório e degradante, no intuito de conservar e manejar esta bela região foram criadas, em 2006 as Unidades de Conservação da Sabiaguaba, o Parque Natural Municipal das Dunas e a Área de Proteção Ambiental de Sabiaguaba.

Em 2011 foi realizado o plano de manejo dessas unidades, o primeiro a abrigar um zoneamento permacultural e que criou o desafio da transição de Sabiaguaba para o primeiro bairro ecológico de Fortaleza. Foi nesse contexto que um grupo composto por moradores, pesquisadores e apaixonados em geral, disposto a trabalhar, se organizou identificando-se como Movimento Sabiaguaba em Transição.

Dentre as suas ações, destacam-se mais de 30 círculos de diálogo e de ação; a dissertação de mestrado de Marisol, defendida no Programa de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema), da Universidade Federal do Ceará (UFC), resultante de uma pesquisa-ação mesclando o Método Paulo Freire e a Permacultura em Gereberaba; a criação da Feira Agroecológica da Sabiaguaba; e a realização do 1º Festival da Tradição.

Outra rica conquista foi a formação Gaia Education junto ao Curso de Especialização em Educação e Permacultura para a Sustentabilidade em Unidades de Conservação, em parceria com a Universidade Estadual do Ceará (Uece), tendo a Sabiaguaba como um estudo de caso e laboratório.

Como participar

Quem quiser participar do curso com o método Dragon Dreaming em Fortaleza deve acessar www.dragondreamingbr.org  ou informar-se pelos telefones (85) 9734-4232   e (85)8912-2080.

O curso introdutório acontece de 22 a 24 de fevereiro na Escola Viva (Bairro de Fátima); a etapa de aprofundamento segue de 1º a 10 de março na Taíba. Os valores para o curso incluem materiais, alimentação e hospedagem para o aprofundamento.

07:55 · 07.02.2013 / atualizado às 07:56 · 07.02.2013 por
“Abrindo os olhos e os ouvidos: diagnóstico e sensibilização das comunidades pesqueiras sobre as áreas marinhas protegidas e os conflitos” é o projeto classificado pelo Instituto Baleia Jubarte (IBJ) Foto: Divulgação/Enrico Marcovaldi/Instituto Baleia Jubarte

A Fundação SOS Mata Atlântica divulgou em dezembro os contemplados do V Edital do Programa Costa Atlântica.

Os sete projetos escolhidos receberão, ao todo, 225 mil reais para desenvolverem ações enquadradas nas duas linhas de apoio do programa: “Criação e Consolidação de Unidades de Conservação Marinhas” e “Conservação e Uso Sustentável de Ambientes Marinhos e Costeiros”.

O edital conta com o apoio das empresas Repsol Sinopec, Bradesco Capitalização e Anglo American. A seguir, conheça um pouco mais sobre os projetos e os benefícios que eles trarão para o mar e a costa de suas regiões.

Bahia

Dos sete projetos selecionados, um é da Bahia: “Abrindo os olhos e os ouvidos: diagnóstico e sensibilização das comunidades pesqueiras sobre as áreas marinhas protegidas e os conflitos”, do Instituto Baleia Jubarte (IBJ), que busca contribuir para a solução e minimização do conflito entre pescadores e cetáceos (mamíferos marinhos como as baleias e os golfinhos) . O projeto beneficiado realizará iniciativas de gestão e ordenamento da pesca na Região dos Abrolhos, incluindo comunidades pesqueiras costeiras, no extremo sul do Estado.

O projeto passará pelas cidades de Prado, Alcobaça, Caravelas, Nova Viçosa e Mucuri, onde comunidades pesqueiras, atores sociais e instituições envolvidas com a pesca serão avaliados pelo IBJ. Com isso, o Instituto pretende identificar as principais perdas e prejuízos nessas comunidades, debater e construir propostas conjuntas e efetivas de soluções para os problemas apresentados.

De acordo com Beatriz Barbato, bióloga do Instituto Baleia Jubarte, “Este projeto inova ao tentar utilizar uma abordagem diferenciada no diálogo com as comunidades pesqueiras”. “A intenção não é apenas difundir informações, necessitamos compartilhar conhecimento para estabelecermos soluções conjuntas. É preciso quebrar resistências, ouvir as comunidades pesqueiras, fornecer ferramentas e meios para que eles se organizem e passem a se tornar atuantes nas questões ambientais, políticas, econômicas e sociais”, destaca ela.

Com o resultado do V Edital do Programa Costa Atlântica, a Bahia passa a ter seis projetos apoiados pela Fundação SOS Mata Atlântica. Os primeiros projetos contemplados foram em Ilhéus e em Mata de São João, nos editais I e II. No terceiro edital, dois projetos foram selecionados, um deles foi do Consórcio entre o Instituto Baleia Jubarte e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caravelas com o projeto “Formação do Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista Marinha do Cassurubá”. O IV Edital teve um projeto escolhido na Bahia, o SOS Caramuanas, no sudeste da Ilha de Itaparica.

Piauí

O “Projeto Ilha Verde”, da Comissão Ilha Ativa, visa fortalecer as comunidades agroextrativistas da Ilha Grande de Santa Isabel, por meio da recuperação e preservação dos recursos naturais do território. Para isso, a Comissão Ilha Ativa conta com os esforços da sociedade, por meio do incentivo ao desenvolvimento de atividades alternativas geradora de renda e de práticas sustentáveis.

O projeto pretende elaborar três manuais de boas práticas com os principais recursos naturais explorados nas áreas do cajuí, murici e carnaúba. Com isso, a Comissão Ilha Ativa pretende planejar e acompanhar as atividades de produção das organizações e incentivar práticas agroecológicas, por meio de implantação de quintais produtivos e de viveiro de mudas para o reflorestamento.

De acordo com Flávio Luiz Simões, coordenador de práticas sustentáveis da Comissão Ilha Ativa, o Projeto Ilha Verde será o ponto de partida para que atividades sustentáveis de geração de renda possam ser desenvolvidas pelos beneficiados e, posteriormente, replicado a outros moradores do território. “Para o desenvolvimento dessa região o projeto pretende, por meio de práticas agroecológicas, valorizar e preservar os recursos naturais, bem como, a introdução de técnicas de agriculturas para obtenção de alimentos seguros”, destaca ele.

Com esse apoio, o Piauí passa a ter dois projetos da Comissão Ilha Ativa apoiados pela Fundação SOS Mata Atlântica. O primeiro projeto, contemplado pelo IV edital, contou com a elaboração de um diagnóstico da realidade extrativista e das populações tradicionais, que passaram a conviver com um aumento do fluxo turístico de potencial impacto para o ambiente em que vivem, na região da Reserva Extrativista (Resex) do Cajuí em conjunto a Resex Marinha do Delta do Parnaíba.

Rio de Janeiro

O “Projeto de restauração ecológica de área na foz do Rio Guapimirim”, da Cooperativa Manguezal Fluminense, busca recuperar áreas degradadas, que antes eram alvos de atividades irregulares. O projeto beneficiado plantará aproximadamente 3.630 mudas de mangue, de três espécies encontradas na região da Área de Proteção Ambiental (APA) Guapimirim, para recuperar uma área de 5.450 m².

A APA Guapimirim abrange a área de manguezal mais preservada do Estado do Rio de Janeiro. Para atingir o objetivo do projeto, a cooperativa fará uma limpeza do local para retirada de lixo, e em seguida fazer a marcação do local onde cada muda será plantada. A recuperação do mangue prevê benefícios como o controle de processos erosivos, ação depuradora de poluentes, manutenção de recursos pesqueiros, conservação da biodiversidade e subsistência de comunidades tradicionais.

De acordo com Claudio Mendonça da Silva, Presidente da Cooperativa Manguezal Fluminense, “a área escolhida para a realização do projeto é de fundamental importância para a Bacia do Rio Guapimirim e para a Baía da Guanabara. Com a recuperação do local, as espécies de animais da região serão beneficiadas e a água do rio ficará mais pura, o que facilita para as espécies de peixes criarem o seu berçário natural”. “A parceria entre a Cooperativa Manguezal Fluminense, APA Guapimirim e SOS Mata Atlântica irá fortalecer o projeto e será importante para a recuperação do local e sustento da população da região”, destaca ele.

O “Projeto de restauração ecológica de área na foz do Rio Guapimirim” é o quarto apoiado pelo Costa Atlântica no Rio de Janeiro. Os primeiros projetos contemplados foram “Centro de Informações Ambientais da Estação Ecológica”, do I Edital e “Serviços Ambientais em Ecossistemas Costeiro”, do Instituto Marés contemplado do III Edital. O IV Edital teve um projeto escolhido no Rio de Janeiro, a “maquete interativa”, uma ferramenta que auxilia a implementar planos de manejo participativo em UCs costeiras e marinhas.

Santa Catarina

O projeto “Bioinvasão pelo coral-sol Tubastraea sp. (Cnidaria: Scleractinia): Monitoramento e controle na Rebio Arvoredo e região do entorno”, do Instituto Ekko Brasil, pretende avaliar a invasão dessa espécie no litoral de Santa Catarina. Para isso, o instituto irá monitorar diversos pontos no litoral catarinense, nas regiões portuárias e na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo.

O projeto pretende monitorar a região por meio da colocação de placas de bioincrustação e por mergulho, além de treinar os mergulhadores locais para identificação do coral invasor, formando uma rede de extermínio da espécie no litoral catarinense. O projeto será executado pela equipe da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e do Laboratório de Biodiversidade Marinha da UFSC, sendo os recursos financeiros administrados pelo Instituto Ekko Brasil.

De acordo com Adriana Carvalhal Fonseca, Analista Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e coordenadora do projeto, a invasão do coral sol no litoral de Santa Catarina é recente e por isso ainda passível de ser manejada. “A ideia do projeto é nos anteciparmos ao problema. Se identificarmos, o quanto antes, os pontos onde a espécie invasora está estabelecida, poderemos controlar a sua expansão e evitar danos à biodiversidade local, em particular à Reserva Biológica Marinha do Arvoredo”, destaca ela.

Com o resultado do V Edital, Santa Catarina passa a ter dois projetos apoiados pelo Programa Costa Atlântica. O primeiro projeto, contemplado pelo edital III, contou com a formação de monitores ambientais de áreas de manguezal, na Vila da Glória, em São Francisco do Sul. O projeto promoveu a integração e consciência da comunidade na região, especialmente no manguezal, criando uma alternativa de renda que integrou o desenvolvimento econômico local, conservação ambiental e cultural.

São Paulo

Dos sete projetos selecionados, três são de São Paulo: o “Plano de Ação de Pesca Responsável do município de Itanhaém”, da Ecosurfi, foi contemplado pela linha 1 do V Edital do Programa Costa Atlântica. Com o objetivo de desenvolver um diagnóstico e planejamento participativo de pesca responsável, no município de Itanhaém, a Ecosurfi desenvolveu o projeto para capacitar e mapear as atividades de pesca na região. As etapas desse processo envolvem a mobilização do público-alvo, palestras, questionários, oficinas e rodas de conversa.

O projeto “Gerenciamento Integrado dos Resíduos Sólidos Orgânicos da Prainha Branca”, da Physis SDA, foi contemplado também pela linha 1 do edital. Para preservação do aterro local, saúde e bem estar da população, o projeto tem como objetivo gerenciar os resíduos sólidos orgânicos da Prainha Branca por meio da aplicação de técnicas e educação ambiental. Desenvolvido pela Physis SDA, em parceria com a Fundação Florestal e Sociedade Amigos da Prainha Branca, além de promover a gestão destes resíduos, visa capacitar moradores locais para que auxiliem na implantação e continuidade do projeto.

Segundo Vitor Yuki, diretor executivo da Physis SDA, “Os resultados do projeto de gerenciamento dos resíduos sólidos da Prainha Branca trarão para toda a sociedade e colaboradores envolvidos, uma nova forma de ver e tratar os resíduos orgânicos. A Physis espera que essa ideia se espalhe a outras comunidades que sofrem com os mesmos problemas”, destaca ele.

O projeto “Sistema de Gestão de Informações via Web Mapping”, da SALT Ambiental, foi o único de São Paulo contemplado pela linha 2. O projeto propõe a criação de uma ferramenta digital para aquisição e gerenciamento de informações ambientais da APA Marinha do Litoral Norte, podendo ser utilizada em conjunto com a sociedade. A ferramenta prevê o recebimento de textos, imagens desenhos e gráficos, e a disponibilização de informações ao público via Internet.

De acordo com Thiago Coelho, diretor técnico da SALT Ambiental, esta “é a mais nova ferramenta de gerenciamento costeiro”. “A participação do público, aliado a um sistema de armazenamento, filtros e disponibilização das informações em um mapa interativo, trará uma nova forma de se conhecer e gerenciar áreas de proteção ambiental como a APA Marinha do Litoral Norte”.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

21:06 · 09.08.2012 / atualizado às 21:06 · 09.08.2012 por

O Programa de Apoio à Conservação Ambiental Bolsa Verde antecipará para o fim deste ano a meta prevista para 2014 de 73 mil famílias beneficiadas pelo programa. O anúncio foi feito na quarta-feira passada (8 de agosto) pelo secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Paulo Guilherme Cabral, durante o encontro Diálogos Governo e Sociedade Civil: Brasil Sem Miséria, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Criado em setembro de 2011, o Programa Bolsa Verde faz parte das ações do Plano Brasil Sem Miséria e concede, a cada trimestre, benefício de R$ 300 às famílias em situação de extrema pobreza que vivem em áreas socioambientais prioritárias. O número atual de famílias beneficiadas é de 29 mil.

“Para alcançar a meta é preciso um esforço redobrado de ir atrás dessas famílias que estão em situação de extrema pobreza, muitas vezes pela própria característica ambiental de onde estão inseridas, como assentamentos e Unidades de Conservação (UCs)”, explicou o secretário, durante a mesa de discussões sobre inclusão produtiva rural.

Para ele, o aprimoramento do sistema de busca ativa será fundamental para alcançar essas famílias invisíveis e de difícil acesso, de forma a levar o Estado ao cidadão e alcançando aqueles que têm dificuldade de acesso aos programas sociais, como o Bolsa Verde e o Bolsa Família.

Prato de comida

Cabral destacou, ainda, a conscientização quanto aos benefícios do programa, tanto sociais quanto ambientais. “É muito ingrato para um pai de família ter que derrubar uma árvore para garantir um prato de comida para o filho”, disse.

A estratégia do Bolsa Verde vai ao encontro desse dilema, mostrando que é possível aferir e monitorar que de fato essas famílias beneficiadas não estão provocando desmatamento e sim sendo capacitadas para construir uma estratégia que vai além do Bolsa Verde.

“Para o completo sucesso da ação, entendemos que o governo também deve atuar de forma a garantir, além da preservação, saúde, educação e infraestrutura a essas famílias que vivem em áreas de preservação ambiental”, acrescentou.

Por fim, Cabral citou a importância de ações de monitoramento, capacitação e assistência técnica, que já vem sendo realizadas no âmbito do programa. “Estamos contratando uma empresa de consultoria jurídica que irá realizar esse monitoramento das famílias beneficiadas e, para isso, já temos recurso disponível de R$ 250 mil”.

Ele também ressaltou a parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para atender beneficiários de 11 Unidades de Conservação com a assistência técnica a mais de 14 mil famílias, ação que também já tem recurso disponível de R$ 60 mil. Além da parceria com a Embaixada Britânica, que irá atuar auxiliando e fomentando projetos de capacitação de multiplicados do programa.

Menos pobreza

Na ocasião, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, apresentou um breve balanço das ações do Plano Brasil Sem Miséria. “Grande parte das ações inseridas no Plano já está antecipando metas”, declarou. Para ela, o governo, com o objetivo ambicioso de antecipar o maior número de beneficiários, pretende superar a extrema pobreza até o final de 2014.

O Plano Brasil Sem Miséria se organiza em três eixos: um de garantia de renda, para alívio imediato da situação de extrema pobreza, outro de acesso a serviços, para melhorar as condições de educação, saúde, assistência e cidadania das famílias que compõem o público-alvo da ação e o terceiro de inclusão produtiva, para aumentar as capacidades e as oportunidades de ocupação e geração de renda entre as famílias extremamente pobres.

Tereza Campello também ressaltou que o governo federal já está aprimorando os modelos de busca ativa, com o objetivo de melhorar o desempenho das ações e aumentar cada vez mais o número de beneficiários daqui para frente.

“Queremos chegar na ponta dos estados, localizando cada vez mais povos e comunidades tradicionais, extrativistas, ribeirinhos e população quilombola, muitas vezes inseridos em regiões de difícil acesso”, explicou. A ministra detalhou, ainda, que esses beneficiários, alcançados com políticas específicas como o Bolsa Verde, respondem por 14% do total de beneficiários pelo Plano Brasil Sem Miséria.

Fonte: Sophia Gebrim / MMA

08:08 · 24.04.2012 / atualizado às 08:08 · 24.04.2012 por
O bioma Caatinga muda de cor ao longo do ano, mas, se devidamente preservado, garante recursos para quem dele depende Foto: Cid Barbosa

 

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) promove em Petrolina (PE), desde ontem (23 de abril), oficina para a criação de novas unidades de conservação na Região Nordeste.

A medida beneficiará a Caatinga, bioma semiárido mais diverso do mundo, que ocupa área 850 mil quilômetros quadrados, o equivalente a 11% do território nacional e engloba parte dos Estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais.

O encontro marca a semana dedicada ao bioma, já que o Dia Nacional da Caatinga é 28 de abril, e traz à tona a discussão de temas importantes sobre o bioma, como sustentabilidade e criação de novas reservas ambientais.

Com vegetação de rara biodiversidade, a Caatinga sustenta a economia da região Nordeste por meio de duas vertentes: fornecimento de energia e produtos florestais não madeireiros.

No primeiro caso, 30% da matriz energética da região vem da lenha obtida por meio de exploração não sustentável, utilizada por 70% das famílias na preparação de alimentos.

Em relação ao recurso florestal não madeireiro, em diversas atividades econômicas. Desde o forrageiro para pastagem de gado e produção de mel, passando pela comercialização de frutos nativos e plantas medicinais, chegando às cerâmicas e industrias de gesso, que geram divisas para o País usando lenha como suprimento de energia.

Integração

O engenheiro florestal da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Barreto Campelo, não tem dúvida: “A cada momento nos deparamos com vivências que demonstram que a relação do homem com a biodiversidade pode e deve ser a saída para um amplo processo de conservação ambiental”.

No que diz respeito aos aspectos socioeconômicos, existem experiências com a perspectiva de integração do recurso florestal na matriz produtiva dos projetos de reforma agrária, que geram renda de até 1,5 salário mínimo por família.

A cobertura florestal da Caatinga vem prestando serviços ambientais, proporcionando renda e atendendo à matriz energética no Nordeste. “Estamos vivenciando as preocupações das mudanças climáticas, todos procurando alternativas e clamando por modelos sustentáveis”, relata Campello.

O uso sustentável dos recursos florestais é uma realidade comprovada cientificamente e observada nas diferentes formas tradicionais de convivência com o semiárido pelas populações locais.

Como os fundos de pasto, a pecuária extensiva, o extrativismo sustentável do umbu, caroá, buriti, os sistemas de pousio da terra para agricultura. São formas de assegurar a manutenção da cobertura florestal, conjuntamente com o uso de práticas adequadas de conservação de solo e o uso de sistemas ecológicos de produção.

Parcerias

Nos últimos anos foram criados, pelo governo federal, o Monumento Natural do Rio São Francisco (Alagoas, Bahia e Sergipe), em 2009, com 27 mil hectares, e ampliando em 300 mil hectares o Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí, em dezembro de 2010, que ficou com cerca de 823 mil hectares.

Algumas parcerias estão sendo desenvolvidas com os Estados para implantação de unidades de conservação estaduais. “Os processos foram agilizados e os primeiros resultados concretos já aparecem, como a criação, neste ano de 2012, do Parque Estadual da Mata da Pimenteira, em Serra Talhada, Pernambuco”, diz o engenheiro florestal. Há, ainda, a destinação de recursos estaduais para criação de unidades no Ceará.

Fonte: MMA

12:08 · 11.04.2012 / atualizado às 12:08 · 11.04.2012 por
Os recursos servirão para qualificação da estrutura de atendimento turístico, organização de visitas, sinalização nos principais acessos da unidade, implantação de trilhas e garantia da preservação dos ecossistemas da região Foto: Rodrigo Carvalho

Unidade de conservação com grande potencial turístico no Estado do Ceará, o Parque Nacional de Jericoacoara receberá investimentos de R$ 1,5 milhão para obras de melhoria da estrutura de visitação e uso público.

Os recursos são oriundos de convênio firmado entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o parque, o Ministério do Turismo (Mtur) e a Secretaria Estadual de Turismo (Setur-CE).

A previsão é que, até o início do segundo semestre, a Setur inicie o processo licitatório para a elaboração dos projetos e das construções e, posteriormente, a implantação de estruturas de uso público.

Copa 2014

Segundo o chefe do parque, Wagner Elias Cardoso, os investimentos são importantes para que a unidade de conservação esteja preparada para absorver o aumento no número de visitantes que deverá ocorrer em função da Copa do Mundo de 2014.

Com a implementação do convênio, será possível qualificar a estrutura de atendimento turístico, organizar visitas, sinalização nos principais acessos da unidade, implantação de trilhas e garantir a preservação dos ecossistemas da região, que incluem mangues, restingas e lagoas.

A principal intervenção no parque será no Centro de Visitantes, que terá um espaço para exposições, palestras e outras atividades culturais. O local contará com recepção, bilheteria, banheiros, auditório, salas de administração e biblioteca, dentre outros espaços de apoio.

O Parque Nacional de Jericoacoara foi criado em 2002, com área de 8.850 hectares, a partir da recategorização parcial da Área de Proteção Ambiental (APA) instituída em 1984 e da redefinição de seus limites pela lei n° 11.486, de 15 de junho de 2007.

Fonte: ICMBio

10:06 · 09.04.2012 / atualizado às 10:06 · 09.04.2012 por
O Parque Nacional Serra das Confusões, no Piauí, recentemente ampliado, é uma das maiores UCs do Bioma Caatinga Foto: Rodrigo Carvalho

Brasília. As principais características de algumas unidades de conservação (UCs) brasileiras, como espécies que habitam o local e biomas existentes, começaram a ser reunidas em uma página da Internet criada pela organização não governamental (ONG) WWF-Brasil. Mesmo com a falta de dados de algumas regiões, o Observatório de Unidades de Conservação, como foi batizado o projeto, já pode ser consultado por qualquer pessoa.

O espaço virtual concentra dados como o tamanho das unidades, mapas, fotos, principais ameaças, legislação e informações sobre outros sistemas oficiais, como o monitoramento de chuvas ou o Cadastro de Conservação, mantido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Com o sistema de busca, é possível organizar informações por Estados, categoria (se é parque nacional, reserva extrativista ou floresta estadual, por exemplo), esfera (federal ou estadual) e grupo (proteção integral ou uso sustentável).

Para Giovanna Palazzi, do Departamento de Áreas Protegidas do MMA, o banco de dados pode contribuir para o mapeamento e o acompanhamento feitos pelo governo, que já cadastrou e validou, tecnicamente, 1,7 mil unidades de conservação (UCs) do País. “Hoje temos 100% das UCs federais, além de quase 95% das estaduais. Agora estamos entrando com as informações municipais. A ideia é aprimorar o cadastro com esses outros instrumentos criados por parceiros”.

Maria Cecília Wey de Brito, secretária geral do WWF-Brasil, acredita que, além de ser uma fonte atualizada de informações, o observatório também vai funcionar como um instrumento de cobrança de políticas e ações do Poder Público. “Para os tomadores de decisão, a importância das UCs já deveria estar clara. Se não está, os dados mostram o capital que o País tem, o que está faltando para fazer melhor e as ameaças (às unidades). Quando (o Poder Público) vê que só tem uma unidade em Mato Grosso do Sul que conserva o que restou do Rio Paraná, não vai ter argumentos para, naquele pedaço do rio, fazer uma obra”.

A representante da ONG acredita que as autoridades brasileiras precisam rever conceitos de valor dessas unidades. Ela lembra que, recentemente, o WWF precisou reunir estudos e promover debates para garantir a preservação de uma área de restinga no litoral paulista que poderia ter se transformado em mais uma área de exploração imobiliária.

Reportagem: Carolina Gonçalves / Edição: Vinicius Doria

Fonte: Agência Brasil

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