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Queda do Satélite UARS alerta para o lixo sobre nossas cabeças

12:56 · 26.09.2011 / atualizado às 12:57 · 26.09.2011 por

Esta imagem faz parte de um conjunto divulgado pelo Centro de Operações Espaciais Europeu

O Satélite de Pesquisa da Atmosfera Superior Terrestre (UARS), que pesava quase seis toneladas e que foi lançado há 20 anos pela Nasa caiu sobre a Terra no início deste sábado (24 de setembro), de acordo com a agência espacial americana.

A queda de um equipamento de tal magnitude sobre a superfície do nosso Planeta dá conhecimento a muitas pessoas de que tem mais objetos sobre nossas cabeças que aviões e helicópteros.

Ponto crítico

Segundo pesquisadores dos Estados Unidos mesmo, a quantidade de lixo no espaço atingiu um nível limite e perigoso. Olhando vídeos e fotos da Nasa, a órbita da Terra parece um imenso espaço vazio, mas no espaço, onde estão mais de mil satélites, meteorológicos militares e de comunicação, também circundam o planeta milhares de pedaços de sucata espacial. São partes de satélites desativados e detritos resultantes de choques na órbita terrestre.

Tudo isso está voando à velocidade de 28 mil quilômetros por hora. O problema é tão sério que existe até uma agência que monitora a posição de 16.094 pedaços de metal que voam soltas e sem controle pelo espaço. Por várias vezes, técnicos da Nasa foram obrigados a corrigir a rota dos ônibus espaciais para evitar colisões.

Além de ameaçar os astronautas, o volume de lixo espacial que vaga na órbita terrestre ameaça também o mercado das telecomunicações civis e militares.

Estudo do Conselho de Pesquisa Nacional dos Estados Unidos revelou que a quantidade de lixo espacial chegou a um ponto crítico. Já há detritos suficientes para gerar uma reação quase interminável de colisões que vão gerar ainda mais destroços.

Queda

As autoridades dos Estados Unidos ainda desconhecem exatamente o local onde os destroços atingiram o Planeta. Segundo informações da Nasa, o UARS e seus detritos provavelmente tenham caído em grande parte sobre o Oceano Pacífico, sem ter ferido ninguém ou causado danos materiais.

Apesar da constatação de que o satélite entrou na atmosfera terrestre em algum lugar sobre o Pacífico, a Nasa e a Força Aérea dos Estados Unidos ressaltam que isso não significa necessariamente que todos os destroços caíram no mar. A Nasa aguarda a divulgação de mais detalhes da Força Aérea, que ficou responsável por rastrear os detritos.

De acordo com o especialista do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, Jonathan McDowell, a nave entrou sobre a costa de Washington. Ele disse que muitos dos fragmentos provavelmente caíram sobre o Oceano Pacífico, embora sua trajetória sugere que alguma partes possam ter caído em cima de áreas mais povoadas nos Estados Unidos e no Canadá.

O Satélite UARS, de 3 x 10 metros, pesava 5.900 quilos, foi levado ao espaço em 1991. Tinha dez instrumentos para medir as reações da camada de ozônio e foi desativado em 2005 pela Nasa.

Ele foi o maior satélite da Nasa a cair sobre a superfície terrestre depois do Skylab, que se precipitou na zona ocidental da Austrália em 1979. Espera-se que se desprendam do satélite 26 fragmentos, com peso variando entre um e 158 quilos.

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