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Torcida consciente

Publicado em 14/06/2014 - 13:06 por | Comentar

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Estação móvel de reciclagem do Pão de Açúcar e da Unilever ajudará a torcida brasileira a ter uma atitude sustentável #praserfeliz

Estação móvel de reciclagem do Pão de Açúcar e da Unilever ajudará a torcida brasileira a ter uma atitude sustentável #praserfeliz

O Grupo Pão de Açúcar lançou, em parceria com a Unilever, o “reciclar #praserfeliz” durante os dias de jogos da Copa do Mundo. Um veículo preparado para receber materiais recicláveis, com comunicação especial, percorrerá pontos com alta concentração de pessoas em três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.

Promotores convidarão as pessoas a destinar corretamente seus resíduos, evitando o descarte incorreto e o acúmulo nas ruas. Os que participarem da iniciativa ganham uma maquiagem festiva para torcer ainda mais pela seleção.

As ações acontecem durante todo o período do mundial. Foram escolhidos lugares com alta concentração de bares e restaurantes, em que as pessoas se reunirão para assistir aos jogos juntas e torcer.

A estação estará nesses locais entre 11h e 20h. Todos os recicláveis arrecadados serão doados para cooperativas de reciclagem que são parceiras do programa Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, presente nos estacionamentos de 127 lojas em todo o Brasil. Existente desde 2001 o programa já arrecadou mais de 75 mil toneladas de materiais recicláveis.

O “reciclar #praserfeliz” é parte do movimento pela felicidade lançado pelo Pão de Açúcar, que indica e oferece atitudes simples para que as pessoas busquem aquilo que as fazem felizes. No caso do “reciclar #praserfeliz” por meio da reciclagem, a pessoa assume o protagonismo em uma ação de qualidade de vida.

Assim como todas as inciativas da marca deste ano, esta também virá identificada com o tema “atitude #praserfeliz”. Compartilhando a ação e a hashtag, espera-se que outras pessoas se sintam contagiadas a fazerem o mesmo, reforçando o movimento.

A sustentabilidade é um dos pilares estratégicos do Pão de Açúcar, que busca ser reconhecido pelo consumidor como o varejista mais sustentável. A gestão de resíduos dos clientes é um dos temas prioritários e pioneiros da marca, reforçando seu compromisso de consumo consciente.

Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever

Em 2001, o Pão de Açúcar e a Unilever chamavam a atenção da população ao iniciar uma ação que seria essencial para a sociedade alguns anos depois: a reciclagem. O pioneirismo veio com o Programa Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, que em 13 anos já arrecadou mais de 75 mil toneladas de materiais recicláveis (papel, vidro, plástico e metal) e se consolida como o primeiro programa de parceria entre varejo e indústria no cenário nacional de reciclagem.

Os materiais recicláveis são doados para 36 cooperativas de reciclagem parceiras do Programa. Além do caráter social da ação, com a geração de renda e a inclusão social beneficiando mais de 6,9 mil pessoas direta e indiretamente por ano, as estações de reciclagem contribuem também com oincentivo ao descarte consciente.

O projeto está em constante evolução. Em 2007, a rede incluiu nas Estações pontos de arrecadação de óleo de cozinha, onde já foram coletados mais de 1,2 milhão de litros do produto usado, e grande parte é encaminhada para a produção de biocombustível.

Fonte: Grupo Pão de Açúcar

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Conama aprova normas para licenciamento de parques eólicos

Publicado em 13/06/2014 - 10:15 por | Comentar

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O objetivo da iniciativa, segundo a ministra do Meio Ambiente, é aumentar a participação desse tipo de energia com segurança Foto: Agência Diário / Kiko Silva

O objetivo da iniciativa, segundo a ministra do Meio Ambiente, é aumentar a participação desse tipo de energia com segurança Foto: Agência Diário / Kiko Silva

O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) aprovou, no dia 10, resolução que estabelece critérios e procedimentos para o licenciamento de parques eólicos instalados em terra. A medida, segundo a ministra Izabella Teixeira, “é de extrema importância para o País, porque trará segurança jurídica, atraindo investimentos para o setor elétrico e aumentando a participação de energia limpa na matriz elétrica do Brasil”.

A ministra ressaltou a necessidade de estabelecer critérios também para o licenciamento de outros tipos de parques eólicos: “O Conama deverá agora fazer o mesmo para modernizar o licenciamento de empreendimentos de energia solar e para os parques eólicos “off shore”, aqueles que operam na plataforma marítima continental”.

Ela lembrou que o Brasil vem obtendo bons resultados no combate ao desmatamento, graças à Política Nacional de Mudanças do Clima. “É hora de avançarmos mais em fontes limpas com a incorporação de tecnologias de ponta na produção de eletricidade”, destacou.

A expectativa do Governo é que a oferta de energia eólica, um dos setores que mais crescem no mundo, seja ampliada, principalmente nos Estados do Nordeste, que oferecem condições excelentes para o aproveitamento dos ventos.

A ministra Izabella Teixeira destacou os conselheiros do Conama “compreenderam a importância estratégica da medida para o cumprimento das metas brasileiras de redução de emissões de CO2”, e atenderam à convocação para a reunião extraordinária.

“A aprovação da resolução permitirá uma tomada de decisão mais transparente com relação ao licenciamento”, destacou. O texto base, aprovado na última reunião ordinária, em 28 de maio, sofreu pequenas alterações e foi submetido a uma votação de destaques, o que não levou mais que uma hora. “A uniformização do marco jurídico é de extrema importância para definir o papel dos Estados, do governo federal e dos municípios nos procedimentos de licenciamento”, destacou.

Remediadores

O Conselho aprovou, ainda, a atualização de resolução que trata de remediadores – produtos utilizados para recuperação de ambientes e ecossistemas contaminados e ao tratamento de efluentes e resíduos.

A necessidade de estabelecer regras mais rígidas para a comercialização e utilização desses produtos é crescente, segundo explicou o representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama)  no Conama.

A idéia é reduzir o impacto que algumas delas pode provocar, mesmo quando a intenção é a de recuperação ambiental. O registro no órgão, que já era obrigatório, passa a ser mais rigoroso e haverá maior controle no uso desses produtos.

Fonte: MMA

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Família de Apuiarés (CE) recebe cisterna n° 80 mil da Fundação Banco do Brasil

Publicado em 12/06/2014 - 11:04 por | Comentar

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Francisca Cláudia Leitão Matos e o marido, Luciano Matos, recebem do presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, o título da cisterna nº 80 mil

Francisca Cláudia Leitão Matos e o marido, Luciano Matos, recebem do presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, o título da cisterna nº 80 mil

A convivência com as adversidades climáticas do Semiárido está virando realidade para cerca de 300 mil pessoas em nove Estados brasileiros. Elas encontraram na Tecnologia Social Cisternas de Placas uma maneira eficiente e de baixo custo para armazenar água da chuva por oito meses.

A metodologia é um exemplo de ideia simples que pode transformar histórias de vidas, como a da família de Francisca Cláudia Leitão Matos, moradora da comunidade Vertente, em Apuiarés (CE), a 132 km de Fortaleza. A agricultora foi a Brasília (DF), acompanhada do marido, Luciano Matos, e da filha caçula, Claudina, para receber, em evento na sede do Banco do Brasil, no dia 10 de junho, a placa simbólica e o termo de recebimento da cisterna de número 80 mil.

Aos 40 anos, mãe de três filhos, Cláudia, como gosta de ser chamada, contou que vê no Água para Todos a possibilidade de uma vida melhor. “Antes da cisterna, por várias vezes ficávamos doentes. Hoje eu tenho água boa para beber e cozinhar. Não tenho palavras para explicar a felicidade que sinto” disse.

Na comunidade Vertente moram 270 famílias das quais 255 possuem cisternas e dividem a mesma felicidade da família da Cláudia. “Eu não acreditava que um dia pudesse ter uma cisterna na minha casa, mas quando a vi pronta eu disse: é verdade, eu tenho! Hoje, eu sei a qualidade da água que bebo”, comemorou a agricultura.

Segundo o presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, mais do que garantir o acesso à água para consumo, o processo de construção das cisternas de placa tem base em ações de desenvolvimento local e de inclusão social. “A seca passa a ser compreendida pela população como uma situação com a qual se pode conviver”, disse.

Naidison de Quintella Baptista, presidente da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) avaliou que o investimento da Fundação BB na reaplicação da tecnologia social fortalece a autonomia e a cidadania das famílias envolvidas. “É uma mudança radical na vida das pessoas do Semiárido. Não se atua na perspectiva do assistencialismo, mas se atua na perspectiva da cidadania onde as pessoas são dotadas de instrumentos que garantem seu direito de acesso á água potável”.

No evento que oficializou a entrega das 80 mil cisternas pela Fundação BB, também estiveram presentes membros do Conselho Diretor e da Diretoria Executiva do Banco do Brasil, a titular do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello e o ministro Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Tecnologia Social

Cisterna de placas é uma tecnologia social que compreende um reservatório de forma cilíndrica, coberto e semienterrado. A solução foi certificada pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2001, na tentativa de solucionar a falta de água da população mais carente do Semiárido brasileiro. Trata-se de um encanamento simples que recolhe no telhado das casas a água de chuva e a encaminha para cisternas no subsolo ao lado, revestidas com placas para não permitir a infiltração.

A metodologia envolve a comunidade na construção das unidades. Cada reservatório tem a capacidade de acumular 16 mil litros de água que, se usados com moderação, podem durar até oito meses para uma família de cinco pessoas, em atividades como cozinhar, beber e escovar os dentes. .

Água para Todos

Em julho de 2012, a primeira unidade da Tecnologia Social foi construída na propriedade de Afifa Gonçalves de Souza, na área rural de Salto da Divisa (MG), a 877 km de Belo Horizonte. Na época, o programa iniciava o cumprimento do acordo proposto em 2011, pela parceria Água para Todos – formada pela Fundação BB, Banco do Brasil, Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) e a Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), para a implantação de 60 mil cisternas, em oito Estados do Eemiárido. Em 2013, o convênio foi ampliado para a construção de mais 20 mil unidades nos oito Estados da primeira etapa e incluiu Sergipe, completando os nove Estados que compõem o Semiárido brasileiro. Agora, em junho 2014 a meta das 80 mil cisternas foi alcançada.

Cisternas por Estado

• Alagoas – 4.606

• Bahia – 18.907

• Ceará – 16.436

• Minas Gerais – 9.006

• Paraíba – 8.116

• Pernambuco – 7.220

• Piaui – 4.384

• Rio Grande do Norte – 8.658

• Sergipe – 2.750

Fonte: Fundação BB

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MMA lança oito cursos a distância para formar 10 mil pessoas em cidadania e sustentabilidade

Publicado em 11/06/2014 - 13:58 por | 7 Comentários

Categorias: Educação Ambiental
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O Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai promover, neste ano, oito cursos a distância sobre cidadania e sustentabilidade socioambiental. A previsão é formar 10 mil pessoas até dezembro deste ano.

Os cursos serão realizados por meio da plataforma Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). O objetivo é ampliar o acesso de diversos públicos interessados nos processos de formação e capacitação desenvolvidos pelo MMA.

O diretor de Educação Ambiental, Nilo Diniz, destaca que o MMA e suas entidades vinculadas procuram, na atualidade, articular e potencializar a capacidade institucional de formação e capacitação, ampliando a base social da política ambiental no País.

“Este é o propósito desses cursos, que, por meio de uma nova plataforma virtual e de metodologias específicas, se somam a outras formações presenciais em andamento, bem como a processos participativos, como os conselhos e as conferências nacionais de meio ambiente, tanto a versão adulto, quanto a versão infanto-juvenil”, enfatiza.

Em julho, serão realizados dois cursos. O primeiro aborda questões que visam qualificar e reduzir o consumo infantil. O curso “Criança e Consumo Sustentável” tem como público-alvo as mães e os pais. Serão 20 horas de curso para duas mil vagas.

O curso “Estilo de vida sustentável” enfatiza uma nova perspectiva de qualidade de vida com base em padrões sustentáveis. São duas mil vagas para qualquer pessoa interessada no tema. O curso tem carga de 20 horas.

Temas prioritários

De agosto a dezembro, será realizado o curso “Formação de agentes populares de Educação Ambiental na Agricultura Familiar”, com duas mil vagas. O objetivo é colaborar com a formação de lideranças do campo e técnicos de instituições que atuam com Educação Ambiental e Agricultura Familiar.

O curso visa auxiliar no desenvolvimento de processos formativos e de mobilização nos territórios em favor da regularização ambiental, da adoção de práticas agroecológicas e sustentáveis e do enfrentamento de questões e conflitos socioambientais.

A iniciativa é destinada aos agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), lideranças de movimentos, sindicatos, associações, técnicos de Organizações Não Governamentais (ONGs), pastorais, prefeituras, órgãos públicos, empresas, professores, jovens, ambientalistas, animadores culturais. O curso compreende 120 horas de aula.

Apoio à implantação do Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar (PEAAF) nos Territórios” é o tema da quarta capacitação, que busca refletir sobre questões relacionadas à temática socioambiental no campo.

Podem participar gestores públicos estaduais e municipais e representantes de instituições que atuam com educação ambiental e Agricultura Familiar. Será ministrado de setembro a novembro, com 60 horas de duração e 300 vagas disponíveis.

Ampliação de conhecimento

O curso que aborda a “Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P)”, destinado aos gestores de órgãos governamentais, acontecerá de agosto a setembro. Serão disponibilizadas duas mil vagas e o curso durará 20 horas.

Igualdade de Gênero e Sustentabilidade” é o tema da sexta capacitação, aberta a todos os interessados. Ocorrerá de setembro a outubro, com mil vagas e 20 horas de duração.

Também será realizado um curso de formação de conteúdistas em Educação a Distância. A proposta é realizar a formação técnica sobre estratégias e metodologias de desenvolvimento de conteúdos na linguagem à distância.

O curso é destinado aos servidores do MMA e das unidades vinculadas, além de representantes de instituições que atuam com Ensino a Distância. Será ministrado de outubro a novembro, com 20 horas de duração e 500 vagas disponíveis.

O último curso tem o intuito de apresentar as etapas necessárias para elaboração dos Planos Municipais de Resíduos Sólidos” para os gestores públicos municipais. Será realizado em novembro, com 200 vagas e 20 horas de duração.

Lista dos cursos até dezembro

1. Criança e Consumo Sustentável: julho – 20 horas – 2 mil vagas

2. Estilo de Vida Sustentável: julho – 20 horas – 2 mil vagas

3. Formação de agentes populares de Educação Ambiental na Agricultura Familiar: agosto a dezembro – 120 horas – 2 mil vagas

4. Apoio à implantação do Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar (PEAAF) nos Territórios: setembro a novembro – 60 horas – 300 vagas

5. Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P): agosto a setembro – 20 horas – 2 mil vagas

6. Igualdade de Gênero e Sustentabilidade: setembro a outubro – 20 horas – mil vagas

7. Formação de conteudistas em EaD: outubro a novembro – 20 horas – 500 vagas

8. Planos Municipais de Resíduos Sólidos: novembro – 20 horas – 200 vagas

Fonte: MMA

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Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC) cai 53% na safra 2013/14 em relação a 2012/13

Publicado em 09/06/2014 - 10:19 por | Comentar

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Apesar de ter batido o recorde de recurso disponibilizado, com R$ 4,5 bilhões, o Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC) estagnou em 2013/14 . Os desembolsos, que chegaram a 83% do total em 2012/13 e vinham crescendo de forma acelerada nos anos-safras anteriores, atingiram apenas 53% em 30 de abril de 2014, a dois meses do fim do ano-safra. Em valores absolutos, foram aplicados, neste ano, R$ 2,364 bilhões nas ações do programa, contra R$ 2,993 bilhões em 2012/13. Isso sinaliza que o ano-safra pode fechar com uma queda na aplicação do recurso para mitigação de emissões na agropecuária.

ABC_2013_2014

As possíveis razões da baixa adesão dos produtores ao Programa ABC continuam sendo a taxa de juros de 5% ao ano – que se tornou pouco atrativa em relação a outras linhas de crédito, como o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), cujos juros caíram para 4,5% – e o alto grau de exigência para a obtenção do crédito, já que o ABC exige do produtor a apresentação de projeto georreferenciado da propriedade e análises de solo.

As regiões Norte e Nordeste, apesar de prioritárias para ações de ABC devido à sua vasta extensão de pastagens degradadas e à eficiência relativamente baixa de sua agropecuária, continuam sendo as que menos assinam contratos e recebem recursos do ABC: tiveram, juntas, em 2013/14 (até abril), apenas 21% dos contratos e receberam R$ 450,1 milhões, pouco mais da metade do que recebeu apenas a região Centro-Oeste.

Como já diagnosticado em 2013 pelo Observatório ABC, a baixíssima participação do Norte e do Nordeste nos contratos e desembolsos do Programa ABC deve-se a problemas fundiários, falta de assistência técnica e comprometimento dos produtores da região Norte com as linhas de crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e dos do Nordeste com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

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Como nos anos anteriores, o recurso do ABC segue concentrado nos estados da região Sudeste – que concentra 40% dos contratos – e nos estados da Centro-Oeste; estes possuem menos contratos, mas com maior valor médio por contrato, o que tornam a região o maior destino de dinheiro do ABC no ano-safra atual (quase R$ 885 milhões, contra R$ 801 milhões do Sudeste).

Tampouco houve avanços na colocação em funcionamento do Laboratório Virtual Multi-Institucional sobre Mudanças Climáticas e Agricultura, instituição encarregada de fazer as análises de carbono que dirão se as metas de mitigação do ABC estão sendo cumpridas.

Há, contudo, uma boa notícia na governança do programa: o Banco Central do Brasil (Bacen) passou a monitorar mais de perto os agentes do crédito rural com a criação, em 2013, de um sistema informatizado de controle de operações, o Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor). Em 2014, o sistema foi tornado disponível na Internet, aumentando a transparência da aplicação do crédito agropecuário, que inclui o Programa ABC.

Outra boa notícia é que dois Estados importantes para a execução da estratégia de mitigação do ABC – o Pará, que tem grande extensão de pastos degradados; e o Maranhão, que tem assistido a uma forte expansão recente da agricultura – deixaram o grupo de Estados que menos captam recursos do programa e passaram ao grupo dos que captam entre 1% e 2% do total.

Plano ABC

O Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC) tem como objetivo produzir no Brasil a transição da agricultura convencional para um modelo de produção que minimize as emissões de gases do efeito estufa.

Serve-se, para isso, do Programa ABC, que visa dar condições para o produtor rural realizar os investimentos necessários à incorporação de alternativas tecnológicas de baixa emissão de carbono no processo produtivo. Nesse âmbito, o Observatório ABC quer engajar os diferentes setores da sociedade brasileira nessa transição, monitorando as ações do plano e do programa ABC e desenvolvendo estudos técnicos para subsidiar e facilitar a discussão e o diálogo com a sociedade e o Governo.

Neste segundo ano do Observatório, a novidade é que as informações publicadas nos relatórios estão inseridas e disponibilizadas na Internet, onde o usuário tem acesso livre aos dados sobre o desembolso de recursos do Programa ABC. No Sistema ABC, é possível visualizar, por meio de gráficos e tabelas setorizados, todas as informações, desde o início do programa (safra 2010/11) até o ano-safra vigente. Esta ferramenta estará disponível no site do Observatório.

O coordenador do Observatório do ABC, Angelo Gurgel, afirma que a plataforma de dados com análises quantitivas e qualitativas sobre o desembolso do Programa ABC “aumenta a transparência na disponibilidade de informações à sociedade, classificando os dados quanto ao ano-safra, ao agente repassador, à fonte de recursos utilizada, à localização (estado, município e região) e à finalidade do investimento”.

Impactos positivos

Entre as conclusões, o relatório divulgado enfatiza que o Programa ABC possui condições para impactar positivamente o agronegócio brasileiro, tornando-o mais competitivo, resiliente às mudanças do clima e com modelos produtivos mais sustentáveis. No entanto, ainda há alguns fatores essenciais para o sucesso do programa, em termos do montante do recurso desembolsado e o objetivo final deste valor na redução de Gases Geradores de Efeito Estufa (GEE) na atmosfera.

O Observatório ABC afirma que continuará acompanhando a evolução do crédito e as ações tomadas para que o setor agrícola brasileiro avance no fortalecimento de um modelo de produção alinhado às políticas públicas que visam ao desenvolvimento sustentável do País. Os dados utilizados para a elaboração deste relatório podem ser acessados no site do Observatório ABC: www.observatorioabc.com.br.

Fonte: Observatório do ABC

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Caderno sobre resíduos sólidos inicia celebração dos dez anos da página Gestão Ambiental

Publicado em 05/06/2014 - 8:52 por | 2 Comentários

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Negocios

Por Maristela Crispim

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente e, em dezembro, a página de Gestão Ambiental do Diário do Nordeste celebra dez anos de existência. Para marcar essas duas importantes datas, o Diário inicia, com um caderno, uma série de reportagens especiais. O primeiro tema é resíduos sólidos.

Estamos a praticamente dois meses do fim do prazo dado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para o fim dos lixões em nosso País e indústria, comércio, consumidores, poderes públicos, todos são chamados à responsabilidade pelo destino dado ao que se produz, comercializa e consome.

Longe de ser encarada como mais um problema, a questão dos resíduos sólidos pode e deve ser vista como oportunidade. Muitos já estão se movimentando para mudar as coisas. Mas ainda há muito a ser feito.

Reduzir a demanda por matérias-primas virgens, reaproveitar ou usar matérias-primas recicladas, reduzir a produção de resíduos, destiná-los ao reúso e reciclagem são algumas das ações.

Mas a mudança deve começar em cada um, precisa ser individual. Necessitamos ter a consciência de que o saquinho de lixo que depositamos na calçada não desaparece de forma mágica.

O caminho apontado pela Lei é a Logística Reversa, instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos ou outra destinação final ambientalmente adequada.

A boa notícia é que já temos shopping centers, supermercados empresas de eletroeletrônico, construtoras e até mesmo a Companhia Energética do Ceará (Coelce) despontando nestas ações, antes mesmo de o consumidor tomar consciência de que pode fazer algo para mudar o rumo das coisas.

Como foi dito, este caderno especial apenas dá início a uma abordagem mais aprofundada das temáticas desenvolvidas rotineiramente pela página de Gestão Ambiental. Mês a mês outros temas serão tratados de forma especial, às quartas-feiras, no caderno de Negócios.

Referência

As discussões de temas como o impacto das Mudanças Climáticas, convivência com as adversidades climáticas do Semiárido, uso sustentável da Caatinga, Desertificação e gestão de resíduos sólidos, entre outros, têm feito do Diário do Nordeste uma referência em Jornalismo Ambiental na região, com destaque nos principais prêmios nacionais de jornalismo em Sustentabilidade.

Coluna e blog

O Diário do Nordeste é um dos poucos veículos diários do País a possuir espaços específicos para o tema sustentabilidade. A coluna Mercado Verde, publicada na página de Gestão Ambiental, aponta ações sustentáveis, ou não, no meio econômico.

Da mesma forma, o blog Gestão Ambiental há três anos tem focado as questões ambientais, principalmente aquelas relacionadas à nossa realidade regional.

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Fortaleza ganhará usina de biodiesel a partir de óleos residuais

Publicado em 29/05/2014 - 10:25 por | Comentar

Categorias: Biocombustível
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O Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (Ihab) realiza, nesta sexta-feira (30), a partir das 8 horas, na sede do Banco do Nordeste (BNB) Passaré, em Fortaleza, a edição especial do Fórum Multissetorial de Responsabilidade Ambiental. O destaque do encontro será o lançamento do Projeto “Bioplanet”, que atuará na reciclagem de Óleos e Gorduras Residuais (OGR) com tecnologia sustentável e trabalho e renda com foco na economia solidária.

De acordo com o presidente do conselho estratégico do Ihab, Clodionor Araújo, a base do projeto “Bioplanet-Fortaleza” é a instalação de uma usina de processamento e produção de biodiesel. “A unidade fica no Polo Industrial de Sustentabilidade, na Cooperativa Central de Produtores de Algodão (Cocentral), no bairro Modubim e terá capacidade de produção de 30 mil litros por mês. Pretendemos mostrar o biodiesel como fonte alternativa de energia e reforçar a visão de seus benefícios nas áreas econômica, social e ambiental” explica.

Ele afirma que o biodiesel será utilizado em veículos de transporte coletivo e de cargas, geradores e máquinas e equipamentos, além da implantação de um arranjo tecnológico para produzir o sabão ecológico, pelo modelo de economia solidária, contribuindo com o trabalho e renda de diversas comunidades.

O Bioplanet faz parte do edital de projetos de promoção do Brasil na Copa do Mundo Fifa 2014 e será lançado em todas as cidades que irão sediar os jogos. O arranjo tecnológico instalado em Fortaleza é o único do modelo no nordeste. Durante a copa já estão agendadas visitas de comitivas de diversos países como Estados Unidos, Bélgica, México e Colômbia.

Na capital cearense, o projeto é uma parceria entre a Biotechnos Projetos Autossustentáveis, uma empresa pesquisadora de alternativas de negócios ecologicamente corretos, o IIhab e a Cocentral.

Projeto “Bioplanet”

Os óleos e gorduras residuais, provenientes de óleos e gorduras vegetais e animais de consumo humano, oferecem maior risco de contaminação das águas subterrâneas. Os dejetos degradam o solo, as águas superficiais e subterrâneas e a atmosfera e causam consequências danosas para a saúde pública.

Além do fomento para a revitalização das águas das bacias hidrográficas, o projeto vai promover a inclusão de catadores em atividades de geração de renda. Haverá também mobilização social e educação ambiental para o recolhimento dos resíduos nas residências e restaurantes.

Fórum Ambiental

O Fórum Ambiental vai receber palestrantes nacionais para apresentar o projeto “Bioplanet”. O objetivo do evento é envolver lideranças públicas, empresariais e da sociedade civil na discussão sobre sustentabilidade ambiental e a implementação de ações baseadas nos conceitos de Desenvolvimento Sustentável e Produção mais Limpa.

O Fórum é aberto para aqueles que têm compromisso com a responsabilidade ambiental e sustentabilidade. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site www.ihab.org.br (iniciativa Fórum) até 30 de maio, dia do evento. Outras informações pelo telefone (85) 3262.1559 ou pelo email forum@ihab.org.br. Serão fornecidos certificados aos participantes.

Fonte: Ihab

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Ceará lidera no desmatamento da restinga

Publicado em 27/05/2014 - 16:07 por | Comentar

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O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 494 ha, principalmente nos municípios de Trairi, Amontoada e Aquiraz, com 259 ha, 71 ha e 57 ha de supressão respectivamente Foto: Fernando Brito / Agência Diário

O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 494 ha, principalmente nos municípios de Trairi, Amontoada e Aquiraz, com 259 ha, 71 ha e 57 ha de supressão respectivamente Foto: Fernando Brito / Agência Diário

Hoje, 27 de maio, Dia Nacional da Mata Atlântica, a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgaram, em entrevista coletiva, os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, no período de 2012 a 2013.

No período de 2012 a 2013 não foi identificada, pela escala adotada, supressão da vegetação de mangue. Na Mata Atlântica as áreas de manguezais correspondem a 231.051 ha. Bahia (62.638 ha), Paraná (33.403 ha), São Paulo (25.891 ha) e Sergipe (22.959 ha) são os Estados que possuem as maiores extensões de mangue.

Já a supressão de vegetação de restinga foi de 806 ha, uma redução de 48% em relação aos 1.544 ha identificados no período anterior. O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 494 ha, principalmente nos municípios de Trairi, Amontoada e Aquiraz, com 259 ha, 71 ha e 57 ha de supressão respectivamente. No Rio de Janeiro foram identificados 106 ha e no Paraná 94 ha.

A vegetação de restinga na Mata Atlântica equivale a 641.284 ha. São Paulo possui a maior extensão (206.698 ha), seguido do Paraná (99.876 ha) e Santa Catarina (76.016 ha).

Dados gerais

O estudo aponta desmatamento de 23.948 hectares (ha), ou 239 Km², de remanescentes florestais nos 17 Estados da Mata Atlântica no período de 2012 a 2013, um aumento de 9% em relação ao período anterior (2011-2012), que registrou 21.977 ha.

A taxa anual de desmatamento é a maior desde 2008, cujo registro foi de 34.313 ha. No período 2008 a 2010, a taxa média anual foi de 15.183 hectares. No levantamento de 2010 a 2011, ficou em 14.090 ha.

Segundo os dados do Atlas, nos últimos 28 anos, a Mata Atlântica perdeu 1.850.896 ha, ou 18.509 km2 – o equivalente à área de 12 cidades de São Paulo. Atualmente, restam apenas 8,5% de remanescentes florestais acima de 100 ha. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 ha, restam 12,5% dos 1,3 milhões de km2 originais.

Os Estados da Paraíba, Ceará e Rio de Janeiro, respectivamente, foram os que apresentaram os menores índices de desmatamento. Na outra ponta, Minas Gerais é o Estado campeão do desmatamento pelo quinto ano consecutivo, com 8.437 ha de áreas destruídas, seguido do Piauí (6.633 ha), Bahia (4.777 ha) e Paraná (2.126 ha). Juntos, os quatro Estados são responsáveis por 92% do total dos desflorestamentos, o equivalente a 21.973 ha.

Apesar de liderar a lista, Minas apresentou redução de 22% na taxa de desmatamento, que em 2011-2012 foi de 10.752 ha. De acordo com Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, a queda é resultado de moratória que desde junho do ano passado impede a concessão de licenças e autorizações para supressão de vegetação nativa do bioma. A ação foi autorizada pelo Governo de Minas Gerais após solicitação da Fundação.

O levantamento foi apresentado por Marcia Hirota, que é coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica; Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo Inpe, e Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação. A iniciativa tem o patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da Arcplan.

Voltando aos destaques positivos, São Paulo, Alagoas, Espírito Santo e Rio de Janeiro tiveram redução de desmatamento de 51%, 88%, 43% e 72%, respectivamente. Marcia Hirota explica que nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro – que apresentaram baixos índices de desmatamento – a preocupação é com o chamado “efeito formiga”.

“Não há mais desmatamentos de grandes proporções, mas eles ainda acontecem para expansão de moradias e infraestrutura. Só não aparecem no nosso levantamento porque são áreas menores de 3 ha”, informa.

Código Florestal

O lançamento do Atlas foi realizado logo após o Viva a Mata 2014, evento realizado no Parque Ibairapuera, em São Paulo, onde se reuniram representantes do governo, do setor privado e de entidades ambientais para um balanço dos dois anos do novo Código Florestal.

As análises e estudos apresentados, colhidos em diversas partes do país, traçaram um retrato preocupante sobre os avanços obtidos, especialmente na implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Nas mesas de abertura, que mostraram a situação do CAR no âmbito nacional, ficou claro que o cadastro não faz parte da agenda de políticas públicas priorizadas pelos governos estaduais. “Nenhum Estado possui recursos humanos ou infraestrutura especificamente voltada para o CAR. Isso mostra que não estão se preparando para cumprir a legislação”, apontou Gabriela Savian, coordenadora de projetos da Conservação Internacional.

O WWF-Brasil, que recebeu questionários de 8 Estados sobre o andamento do CAR, alerta para a falta de convênios que facilitem a ampliação do cadastramento. “É preciso capilarizar as ações em núcleos descentralizados espalhados por diversos locais. Sem isso, fica impossível ampliar o CAR”, afirmou Jean Timmers, superintendente de Políticas Públicas da WWF-Brasil.

Carta de recomendações

No fim do Viva a Mata 2014, foi lançado um documento destacando que o Bioma “é o mais ameaçado do Brasil e o segundo do Planeta, globalmente reconhecido como prioridade para ações de conservação da biodiversidade, dos serviços ambientais e demais recursos naturais”. Destacou, ainda que “isso acontece não apenas por sua sociobiodiversidade inigualável, que está desaparecendo, mas também por sua importância para a manutenção da qualidade de vida de mais de 60% da população brasileira que habita seu território”.

Outro importante alerta: “o resultado mais visível dessa situação hoje na Mata Atlântica é a ocupação indiscriminada de morros e áreas de mananciais. Com isso, a população passa a conviver com enchentes e desabamentos em épocas de fortes chuvas e falta de água em tempos de seca, entre muitos outros problemas”.

Dez ações

Nesse contexto, a Rede de ONGs da Mata Atlântica e da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, apresentaram dez ações consideradas fundamentais e emergentes para reversão das degradações e proteção do bioma.

1- Retomar a agenda de criação e implantação de áreas protegidas.

2- Regulamentar o Fundo de Restauração da Mata Atlântica (previsto em lei há oito anos).

3- Estruturar de maneira adequada os órgãos responsáveis pelo cumprimento do Código Florestal brasileiro (em vigor há dois anos).

4- Implantar, de forma qualificada, transparente e com participação social, os instrumentos do Código Florestal brasileiro, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), a restauração florestal e os incentivos econômicos e fiscais, para a sua total efetivação.

5- Estabelecer um marco legal sobre Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), em consonância com o Código Florestal brasileiro e propor a criação de leis e programas similares nos Estados e municípios

6- Criar programas, em âmbito federal e estaduais, de fomento à elaboração e implementação dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica.

7- Rearticular e fortalecer o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) como principal instrumento de gestão da política ambiental nacional, com participação e controle social.

8- Estabelecer um plano de ação para o cumprimento e monitoramento das Metas da Convenção da Diversidade Biológica (Metas de Aichi), voltadas para conter as perdas de biodiversidade no bioma, envolvendo e fomentando os estados e diversos seguimentos da sociedade.

9- Promover ampla discussão com a sociedade sobre megaempreendimentos, públicos e privados, que impactam o bioma.

10- Integrar as Políticas Públicas, nas três esferas da federação, tais como recursos hídricos, meio ambiente, agroecologia e mudanças climáticas, para a conservação e preservação do bioma.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

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Governo apresenta novo inventário da fauna brasileira no Dia Internacional da Biodiversidade

Publicado em 23/05/2014 - 14:08 por | Comentar

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A população das jubarte saltou de 500 animais em 1980 para cerca de 15 mil em 2012 Foto: Instituto Baleia Jubarte/ Enrico Marcovaldi

A população das baleias jubarte saltou de 500 animais em 1980 para cerca de 15 mil em 2012 Foto: Instituto Baleia Jubarte/ Enrico Marcovaldi

No Dia Internacional da Biodiversidade, comemorado ontem (22), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) apresentou o inventário da fauna brasileira, onde foram analisadas mais de 7,6 mil espécies, entre 2010 e 2014. Na Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira, realizada por 929 especialistas do Brasil e do mundo, 14% das espécies, 1.051 do total, ainda estão em risco de extinção, sendo 121 com risco agravado. O último mapeamento da fauna brasileira feito pelo ICMBio foi lançado em 2003 e tem 1,4 mil espécies catalogadas. Desse total, 627 eram consideradas com risco de extinção.

Unidades de Conservação

Entre as espécies ameaçadas, 73% estão sob regime de proteção, em Unidades de Conservação (UCs) ou dentro de um Plano de Ação Nacional. Para o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, não há dúvida que a criação de UCs é uma medida necessária para proteger as espécies: “em uma realidade como a brasileira, em que a dinâmica de ocupação dos habitats naturais é muito intensa”.

De acordo o diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da biodiversidade do ICMBio, Marcelo Marcelino, o número de espécies em extinção registrou aumento em razão de o número das identificadas também cresceu.

“O número de espécies em extinção cresceu, mas porque a lista de espécies que temos identificadas hoje é muito maior. O inventário anterior, de 2003, tinha apenas 18% do número total de espécies que temos agora”, declarou.

Segundo Marcelino, a expectativa é que no próximo ano o instituto tenha catalogado mais de 10 mil espécies. O diretor informou que o foco do instituto nos próximos meses é criar medidas para proteger animais que hoje não possuem ação de conservação. “Nosso foco agora é ter planos para 282 espécies que hoje não têm ações de conservação ou não estão dentro de unidades de conservação, como parques e reservas ecológicas.”

Para reforçar o trabalho dentro dessas unidades, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou portaria que permite a aplicação de recursos de compensação ambiental, em até 10%, em atividades para a conservação de espécies ameaçadas.

“Saímos de 1.022 para mais de 7 mil espécies inventariadas e nós queremos 14 ou 15 mil nesse catálogo, para isso precismos ter estratégia de médio e longo prazo, de redes de pesquisa de áreas prioritárias, como também recursos para serem dirigidas. Então estamos vinculando às unidades de conservação recursos com vistas à pesquisa e proteção dessas espécies”, afirmou.

A ministra anunciou a retirada de 77 espécies da lista de espécies ameaçadas de extinção, que será publicada pelo ICMBio, no segundo semestre deste ano. Uma dessas espécies é a baleia jubarte, encontrada na costa da Bahia e do Espírito Santo entre junho e novembro. A população das jubarte saltou de 500 animais em 1980 para cerca de 15 mil em 2012.

Segundo Izabella Teixeira, um conjunto de ações permitiram a saída da jubarte da lista, como “a visão de longo prazo com a estratégia de aumentar a proteção dos animais, de proibir a captura, somados ao grande programa de conservação feito pelo Instituto Baleia Jubarte, de estudar o comportamento da espécie, mapear as rotas migratórias e estabelecer, nestas áreas, medidas de manejo e conservação.”

A definição de rotas das embarcações para evitar colisões, a criação do santuário das baleias no Brasil e da Unidade de Conservação de Abrolhos também foram fundamentais a preservação da espécie. Foram contabilizados 15 mil exemplares, enquanto, na década de 1980, o total era de apenas 500 espécies vivas.

O governo brasileiro também anunciou uma campanha mundial pela criação do Santuário Internacional do Atlântico Sul para as Baleias. A proposta será avaliada em setembro pela Comissão Baleeira Internacional e tem o objetivo de impedir a caça comercial nessa área do oceano, onde ainda vigora a moratória internacional sobre a captura desses animais.

Além disso, o ministério apresentou um conjunto de medidas destinadas a proteger toda a fauna brasileira, como a criação de uma força tarefa especial dedicada ao combate ao tráfico ilegal das espécies ameaçadas de extinção.

Segundo Izabella Teixeira, o Ibama, ICMBio, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal já estão realizando ações, de caráter permanente, em torno de espécies como o peixe-boi da Amazônia, boto cor-de-rosa, arara-azul de lear, onça-pintada e o tatu-bola.

Para dar sequência ao sucesso na preservação de espécies ameaçadas de extinção, foi anunciada a criação do Prêmio Nacional da Biodiversidade. O objetivo é consagrar entidades nacionais que atuem na conservação da biodiversidade. “É preciso integrar a ciência com as questões sociais e de conservação ambiental”, declarou Izabella. O Instituto Baleia Jubarte e a Petrobras receberam uma menção honrosa por conta dos serviços prestados à proteção da espécie e, segundo a ministra, são as entidades a inaugurar a premiação.

Também foi foi destacada a Bolsa Verde para comunidades que vivem em regiões relevantes para conservação de espécies ameaçadas, a reintrodução do peixe-boi-marinho no Caribe e acordos com os ministérios da Pesca e Aquicultura e da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Instruções normativas dos ministérios do Meio Ambiente e da Pesca e Aquicultura estabelecerão regras para a captura de diversos animais. A partir de janeiro de 2015, será iniciada a moratória da pesca e comercialização da piracatinga por cinco anos, com o objetivo de proteger o boto vermelho e os jacarés, usados como isca. “O compartilhamento de competências tem ocorrido com foco no equilíbrio entre a conservação da biodiversidade e as questões ligadas ao pescador”, garantiu o ministro Eduardo Lopes.

Principais medidas

1. Menção honrosa para o Instituto Baleia Jubarte e a Petrobrás SA pelos serviços prestados à conservação da baleia jubarte.

2. Criação do Prêmio Nacional da Biodiversidade, com assinatura de portaria para instituições nacionais que promoverem melhoria no estado de conservação das espécies ameaçadas de extinção.

3. Aplicação dos recursos da compensação ambiental em projetos de conservação de espécies em Unidades de Conservação.

4. Força-tarefa de fiscalização do Ibama, ICMBio e Polícia Federal para o combate a ilícitos ambientais, como a caça de fauna ameaçada (peixe-boi da Amazônia, boto cor-de-rosa, arara azul de lear, onça pintada, tatu-bola, tubarões, muriqui e arraias de água doce). Estados e municípios podem aderir.

5. Bolsa Verde para comunidades em situação de vulnerabilidade social econômica ou baixa renda que vivem em regiões relevantes para a conservação de espécies ameaçadas de extinção.

6. Proposta de Santuário Internacional do Atlântico Sul para as Baleias, para a Comissão Baleeira Internacional (CBI), com o objetivo de impedir a caça comercial nesta área do oceano, na qual ainda vigora a moratória internacional sobre a captura destes cetáceos.

7. Reintrodução do peixe-boi-marinho, no Parque Nacional de Guadalupe, ilha francesa no Caribe.

8. Acordos com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA):

- Instrução Normativa interministerial proibindo a pesca acidental e comercialização das espécies de tubarão martelo e lombo preto.

- Instrução Normativa com medidas de prevenção da captura de albatrozes e tartarugas durante a pesca.

- Moratória da pesca e comercialização da piracatinga, a partir de janeiro de 2015, por cinco anos. O objetivo é proteger o boto vermelho e os jacarés que são utilizados como isca para pesca desse peixe.

9. Acordos com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI):

- Inserção do tema Espécies Ameaçadas nos programas permanentes de pesquisa em biodiversidade do MCTI, integrantes do Plano Plurianual (PPA), como o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio).

- Edital específico para bolsas de pesquisa sobre espécies ameaçadas para instituições que atuam na área.

- Ferramentas de tecnologia de informação para avaliação do risco de extinção, planos de ação e organização de bases de dados sobre espécies ameaçadas.

Fontes: MMA / Agência Brasil

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Plano de Conservação do Tatu-bola é lançado no Dia Internacional da Biodiversidade

Publicado em 22/05/2014 - 13:40 por | Comentar

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Capa Sumario Pan Tatu-Bola

O dia 22 de maio foi a data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para comemorar o Dia Internacional da Biodiversidade, com o objetivo de aumentar a conscientização mundial para a importância da diversidade biológica, e para a necessidade da proteção da biodiversidade do Planeta. A comemoração foi instituída em 1992, data da aprovação do texto final da Convenção da Diversidade Biológica (Convention on Biological Diversity).

Para marcar a data neste ano, foi lançado hoje, em Brasília, o Plano de Ação Nacional (PAN) de Conservação do Tatu-bola , elaborado durante a Oficina realizada de 12 a 16 de maio na Reserva Natural Serra das Almas, em Crateús. O evento foi realizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que na ocasião assinarão iniciativas em prol da preservação da fauna brasileira.

A oficina do Plano de Ação foi coordenada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) do ICMBio, contando com o apoio da Organização Não Governamental (ONG) Associação Caatinga e do Grupo Especialista em Tatus, Preguiças e Tamanduás (ASASG) da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), e com a participação de outras 15 instituições entre universidades, órgãos estaduais e federais de meio ambiente e ONGs.

O PAN Tatu-bola terá coordenação executiva da Associação Caatinga e será acompanhado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação do Cerrado e Caatinga (Cecat) e pela Coordenação Geral de Espécies Ameaçadas (CGESP) do ICMBio.

O PAN Tatu-bola enfoca as duas espécies do gênero Tolypeutes. Para T. tricinctus o objetivo é reduzir o risco de extinção, já o T. matacus é necessário ampliar o conhecimento sobre ele para poder avaliar adequadamente seu estado de conservação. Para atingir este objetivo em cinco anos, foram estabelecidas 38 ações ordenadas em seis objetivos específicos, e foi constituído um Grupo de Assessoramento Estratégico composto por dez membros, de sete instituições.

Paralelamente, a sociedade está sendo mobilizada pela campanha “Eu Protejo o Tatu-bola” que visa fortalecer ainda mais o apelo pela preservação do animal que inspirou o mascote da Copa do Mundo 2014. Os membros da Associação Caatinga destacam que, “infelizmente, esta estratégia não os protege da caça praticada pelos humanos e, isto, em conjunto com a destruição de seus habitats, tem ameaçado a sua sobrevivência”.

A expectativa é de que a execução das ações previstas possa ser iniciada já no segundo semestre de 2014.

Fonte: Associação Caatinga

 

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