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10:00 · 12.12.2016 / atualizado às 20:48 · 11.12.2016 por

Confira galeria fotográfica com sete espécies e descubra onde vivem

País com enorme biodiversidade e reconhecido mundialmente por isso, o Brasil abriga mais de cem mil espécies de animais em seu território. Belas, peculiares ou curiosas, elas são responsáveis diretas pelo equilíbrio e manutenção do meio ambiente.

Infelizmente, vários exemplares da nossa fauna estão ameaçados de extinção. Sejam eles mamíferos, aves, anfíbios ou répteis; marinhos ou terrestres, são animais que vivem sob ameaça em diferentes locais do país. Confira na galeria a seguir alguns exemplos e descubra onde estes seres incríveis (ainda) se encontram.

Brachycephalus tridactylus

O anfíbio foi identificado pela primeira vez na Reserva Natural Salto Morato, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em Guaraqueçaba, litoral norte do Paraná. A espécie é encontrada somente nos topos de morros da Mata Atlântica, que são regiões úmidas e frias. Com três dedos nas patas traseiras, a espécie chega a 1,5 cm de comprimento. Foto: Fundação Grupo Boticário
O anfíbio foi identificado pela primeira vez na Reserva Natural Salto Morato, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em Guaraqueçaba, litoral norte do Paraná. A espécie é encontrada somente nos topos de morros da Mata Atlântica, que são regiões úmidas e frias. Com três dedos nas patas traseiras, a espécie chega a 1,5 cm de comprimento Foto: Fundação Grupo Boticário

Bicudinho-do-brejo

O bicudinho-do-brejo (Stymphalornis acutirostris) pesa cerca de 10 gramas e mede em torno de 14 centímetros. Tem um voo limitado, de no máximo 25 metros. Isso, somado à degradação de seu habitat, interfere diretamente na ocorrência da espécie, que hoje vive em áreas não contínuas. É encontrado em Santa Catarina e no Paraná. Foto: Haroldo Palo Jr./Fundação Grupo Boticário
O bicudinho-do-brejo (Stymphalornis acutirostris) pesa cerca de 10 gramas e mede em torno de 14 centímetros. Tem um voo limitado, de no máximo 25 metros. Isso, somado à degradação de seu habitat, interfere diretamente na ocorrência da espécie, que hoje vive em áreas não contínuas. É encontrado em Santa Catarina e no Paraná
Foto: Haroldo Palo Jr./Fundação Grupo Boticário

Papagaio-de-peito-roxo

Classificada como “espécie em perigo”, o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) habita as regiões Sul e Sudeste do Brasil. Endêmica da Mata Atlântica, suas principais ameaças são a caça predatória e a degradação do seu habitat. A ave alimenta-se de frutos, sementes e folhas. No Sul do país, o principal alimento é o pinhão, semente da Araucária. Foto: Andrieli Rizzi/Fundação Grupo Boticário
Classificada como “espécie em perigo”, o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) habita as regiões Sul e Sudeste do Brasil. Endêmica da Mata Atlântica, suas principais ameaças são a caça predatória e a degradação do seu habitat. A ave alimenta-se de frutos, sementes e folhas. No Sul do país, o principal alimento é o pinhão, semente da Araucária Foto: Andrieli Rizzi/Fundação Grupo Boticário

Tamanduá-bandeira

Encontrado em todos os biomas brasileiros, o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) se alimenta principalmente de pequenos insetos. A espécie não tem dentes, o que o torna uma exceção entre os mamíferos. A captura dos seus alimentos é com sua língua comprida e também grudenta. Seu risco de extinção está ligado à perda de habitat natural. Foto: Haroldo Palo Jr./Fundação Grupo Boticário
Encontrado em todos os biomas brasileiros, o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) se alimenta principalmente de pequenos insetos. A espécie não tem dentes, o que o torna uma exceção entre os mamíferos. A captura dos seus alimentos é com sua língua comprida e também grudenta. Seu risco de extinção está ligado à perda de habitat natural Foto: Haroldo Palo Jr./Fundação Grupo Boticário

Muriqui-do-norte

Endêmico da Mata Atlântica, o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) é o maior primata das Américas, podendo chegar até 15kg. A espécie é classificada como “criticamente em perigo”, o que significa que enfrenta risco extremamente elevado de extinção na natureza. Atualmente, são identificados apenas mil indivíduos que vivem todos no Brasil, sendo a maioria localizada em Minas Gerais. Curiosamente, os animais vivem em grupos e tem o hábito de se abraçarem. Foto: Acervo Biodiversitas/Fundação Grupo Boticário
Endêmico da Mata Atlântica, o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) é o maior primata das Américas, podendo chegar até 15kg. A espécie é classificada como “criticamente em perigo”, o que significa que enfrenta risco extremamente elevado de extinção na natureza. Atualmente, são identificados apenas mil indivíduos que vivem todos no Brasil, sendo a maioria localizada em Minas Gerais. Curiosamente, os animais vivem em grupos e tem o hábito de se abraçarem Foto: Acervo Biodiversitas/Fundação Grupo Boticário

Mico-leão-dourado

A espécie vive cerca de 16 anos e tem hábitos diurnos. Alimenta-se principalmente de frutas, animais invertebrados e pequenos vertebrados. O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) habita o Rio de Janeiro e leva esse nome devido sua pelagem dourada, que está disposta na sua cabeça em forma de juba. Habita o Sudeste do Brasil. Foto: Haroldo Palo Jr./Fundação Grupo Boticário
A espécie vive cerca de 16 anos e tem hábitos diurnos. Alimenta-se principalmente de frutas, animais invertebrados e pequenos vertebrados. O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) habita o Rio de Janeiro e leva esse nome devido à sua pelagem dourada, que está disposta na sua cabeça em forma de juba. Habita o Sudeste do Brasil Foto: Haroldo Palo Jr./Fundação Grupo Boticário

Periquito-cara-suja

O periquito-cara-suja (Pyrrhura griseipectus) tem um papel de grande importância na regeneração natural das florestas pois, ao se alimentar, dissemina sementes em diferentes áreas e que promove o nascimento de novas árvores. Considerado criticamente ameaçado de extinção, o psicitacídeo (grupo de aves das araras, periquitos e papagaios) é o mais ameaçado do país e pode ser encontrado apenas no Ceará. Foto: Fábio Nunes/ Fundação Grupo Boticário
O periquito-cara-suja (Pyrrhura griseipectus) tem um papel de grande importância na regeneração natural das florestas pois, ao se alimentar, dissemina sementes em diferentes áreas, promovendo o nascimento de novas árvores. Considerado criticamente ameaçado de extinção, o psicitacídeo (grupo de aves das araras, periquitos e papagaios) é o mais ameaçado do País e pode ser encontrado apenas no Ceará  Foto: Fábio Nunes/ Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação  é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação,  já apoiou 1.493 projetos de 493 instituições em todo o Brasil.

A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Mais informações:

www.fundacaogrupoboticario.org.br

www.twitter.com/fund_boticario

www.facebook.com/fundacaogrupoboticario

Material disponibilizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

21:43 · 09.12.2016 / atualizado às 21:43 · 09.12.2016 por
Levantamento foi feito em áreas de Caatinga e serras, em mais 80 locais de Unidades de Conservação do Estado Foto: André Costa / Agência Diário
Levantamento foi feito em áreas de Caatinga e serras, em mais 80 locais de Unidades de Conservação do Estado Foto: André Costa / Agência Diário

O Inventário Florestal Nacional do Ceará (IFN-CE), lançado nesta sexta-feira (9), pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), é o primeira do gênero realizado no Ceará em 20 anos, com levantamento em 377 amostras diferentes de áreas de Caatinga e serras, e em mais 80 locais dentro dos perímetros das Unidades de Conservação do Estado.

Ele mostra que o Ceará tem 57% do seu território coberto por floresta, o que equivale a 8,5 milhões de hectares. A Caatinga, bioma característico da região Nordeste, representa 88% dessa cobertura vegetal. O levantamento também identificou áreas de cerrado, floresta ombrófila, estacional e pioneiras.

A Serra da Meruoca apresentou maior área com cobertura florestal, com 87% de sua extensão, enquanto Pacajus ficou com a menor cobertura, apenas 15%.
O estudo identificou ainda 776 espécies vegetais e 346 espécies de árvores, a mais encontrada foi o marmeleiro. A mais abundante em áreas fora das florestas foi a carnaúba, o vegetal símbolo do Ceará que consta inclusive do Brasão do Estado.

Na ocasião também foi apresentado o projeto de Mapeamento do Zoneamento Ecológico e Econômico do Ceará (ZEE) da Zona Costeira e Unidades de Conservação Costeiras do Estado.

Os dois documentos foram resultado do investimento de mais de R$ 6 milhões. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Sema), os dados apurados pelos pesquisadores serão ferramentas importantes na condução de políticas públicas de meio ambiente e nortearão a tomada de decisões de investidores interessados no desenvolvimento sustentável.

O governador Camilo Santana destacou a relevância histórica destes estudos para uma melhor gestão dos recursos naturais e o avanço nas políticas públicas voltadas ao meio ambiente.

Links:
Inventário Florestal
Zoneamento Ecológico e Econômico do Ceará (ZEE)

21:53 · 06.12.2016 / atualizado às 21:53 · 06.12.2016 por
Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba (PR) Foto: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba (PR) Foto: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

Estão abertas as inscrições para o 3º Concurso Fotográfico Wikiparques. Fotógrafos amadores ou profissionais têm até 20 de dezembro para se inscrever no prêmio que busca incentivar o compartilhamento de registros feitos em visitas a áreas protegidas brasileiras. Fotógrafos amadores e profissionais podem participar.

As inscrições podem ser realizadas no Wikiparques (www.wikiparques.org), plataforma colaborativa que disponibiliza informações gratuitas sobre os parques nacionais e outras áreas protegidas do País. Os interessados devem abrir uma conta na página e podem cadastrar várias fotos para concorrer, sem limite de quantidade.

Todas as imagens enviadas para o concurso serão incorporadas ao acervo do site.
“O Brasil é o país com maior biodiversidade do Planeta, com 20% do número total de espécies. Este concurso é um meio de incentivar o interesse das pessoas em conhecer e conservar essa riqueza biológica”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, instituição criadora do site Wikiparques, em parceria com O Eco.

Categorias

Como nas edições anteriores, o concurso tem duas categorias: Escolha do Júri, composto por representantes do WikiParques, do site de jornalismo ambiental O Eco e fotógrafos convidados, e Escolha Popular, seleção feita por visitantes do site.

Premiação
O vencedor de cada categoria receberá como prêmio um livro sobre meio ambiente e terá suas fotos divulgadas com destaque no blog e nas mídias sociais do site.

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da  é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, a Fundação já apoiou 1.493 projetos de 493 instituições no Brasil. Mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Mais informações:
www.fundacaogrupoboticario.org.br
www.twitter.com/fund_boticario
www.facebook.com/fundacaogrupoboticario

20:40 · 30.11.2016 / atualizado às 20:40 · 30.11.2016 por

Reciclagem economiza energia equivalente a 20% do Horário de Verão e traz redução importante dos gases de efeito estufa

Reciclagem economiza energia equivalente a 20% do Horário de Verão e traz redução importante dos gases de efeito estufa

 

O Brasil reciclou 292,5 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas, quase a totalidade das embalagens colocadas à venda em 2015. O novo índice de reciclagem – 97,9% – foi anunciado no fim de outubro pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas) e representa uma economia de energia equivalente a 20% do obtido com o Horário de Verão em todo o País.

Para o presidente executivo da Abralatas, Renault Castro, a manutenção do índice em níveis próximos a 100% é a confirmação do sucesso do modelo de reciclagem adotado pela embalagem e que se tornou uma referência para a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “O segredo é a existência de demanda pelo material e de uma rede de coleta viabilizada pelo valor da lata, mas que também permite o aumento da reciclagem de outros materiais”, disse Renault.

Somente na coleta da latinha foram injetados cerca de R$ 730 milhões na economia brasileira, informou o coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da Abal, Mario Fernandez. “Se fosse uma empresa, a ‘Coleta SA’ estaria entre as 730 maiores do País. O valor equivale a quase um milhão de salários mínimos por ano, confirmando a importância da reciclagem para a geração de emprego e renda aos catadores de materiais recicláveis”.

Mario Fernandez lembra que a reciclagem de latas de alumínio consome apenas 5% da energia utilizada na produção da embalagem a partir do alumínio primário, extraído da bauxita. “Ou seja, a economia de energia proporcionada pela reciclagem da lata atenderia a demanda anual residencial de um Estado como o de Goiás”, afirmou.

Outro benefício ambiental do reaproveitamento da embalagem foi ressaltado pelo presidente executivo da Abralatas. “O processo de reciclagem da lata reduz em 95% as emissões de gases de efeito estufa, uma informação relevante diante de um consumidor cada vez mais consciente e de um mercado que se preocupa com o impacto ambiental de sua produção”, afirmou Renault.

O sistema de reciclagem da latinha de alumínio foi inspiração para o modelo de logística reversa do Acordo Setorial de Embalagens em Geral, previsto pela PNRS.

A Abal foi fundada em 1970 e representa 100% dos produtores de alumínio primário e indústrias transformadoras, que contabilizam 80% do consumo doméstico do metal. Interlocutora do setor, atua por meio de Comitês Técnicos e de Mercado no desenvolvimento da indústria e no incremento de sua competitividade; na representação do setor junto ao governo; na difusão de aplicações e novas tecnologias ligadas ao alumínio, além de suporte informativo a associados e opinião pública.

Fundada em 2003, a Abralatas representa os fabricantes de latas de alumínio para bebidas e seus fornecedores, empresas de reciclagem e outras empresas e associações interessadas na promoção e no uso dessa embalagem.

Seus objetivos principais são promover a competitividade da lata de alumínio para bebidas no Brasil; representar os interesses comuns dos associados nos âmbitos nacional e internacional; estabelecer intercâmbio de ideias, informações e experiências para o aperfeiçoamento dos métodos de industrialização, comercialização e administração em geral da cadeia produtiva da embalagem manter serviço permanente de informações sobre todos os assuntos ligados à lata de alumínio para bebidas; e promover estudos a respeito do impacto ambiental da indústria de latas de alumínio para bebidas.

Mais informações:
www.abal.org.br
www.abralatas.org.br

13:03 · 16.11.2016 / atualizado às 13:25 · 16.11.2016 por
A Rua Jovino Guedes, entre Ildefonso Albano e Barão de Aracati, na Aldeota é apenas um dos pontos escolhidos para o depósito de resíduos Foto: Maristela Crispim
A Rua Jovino Guedes, entre Ildefonso Albano e Barão de Aracati, na Aldeota, é apenas um dos pontos escolhidos para o depósito de resíduos Foto: Maristela Crispim

Os pontos de lixo. Este é um problema que incomoda quem mora, trabalha ou estuda perto. Mas parece não incomodar quem paga um carroceiro para se ver livre do incômodo entulho, sem se importar onde vai parar.

A Prefeitura de Fortaleza vem criando ecopontos para receber esse tipo de demanda e amenizar os tais pontos de lixo que insistem em não deixar de fazer parte da nossa rotina diária.

Recolher não acaba, criar pontos específicos parece que também não resolve. Qual seria, então, a saída para isso? Parte da população – aquela que realmente se incomoda – aguarda uma resposta.

A Rua Jovino Guedes, entre Ildefonso Albano e Barão de Aracati, na Aldeota é apenas um dos pontos escolhidos para o depósito de resíduos Foto: Maristela Crispim
A Rua Jovino Guedes, entre Ildefonso Albano e Barão de Aracati, na Aldeota, é apenas um dos pontos escolhidos para o depósito de resíduos Foto: Maristela Crispim
21:09 · 04.11.2016 / atualizado às 21:09 · 04.11.2016 por
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se hoje legalmente comprometido em reduzir as emissões Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se, hoje, legalmente comprometido em reduzir as emissões Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

O Acordo do Clima entrou em vigor nesta sexta-feira, apenas 11 meses depois de pactuado em Paris. A rapidez demonstra que o mundo está inclinado a buscar soluções para o aquecimento global, destaca a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.
O Brasil deu sua contribuição como terceira grande economia a ratificar o Acordo, em setembro. É chegada a hora de cada país partir para ações práticas, cumprindo os compromissos assumidos em suas respectivas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).
Pelo Acordo de Paris, os países concordaram em ter metas obrigatórias de redução de emissões de gases  do efeito estufa  (GEE) entre 2020 e 2030.
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se hoje legalmente comprometido com a tarefa de estabilizar o aquecimento global em bem menos de 2 graus centígrados em relação à era pré-industrial e fazer esforços para limitá-lo a 1,5 graus centígrados.
“O acordo do clima passa a vigorar quatro anos antes do prazo oficial de 2020. Em vez de enxergar isso como oportunidade para adiar sua regulamentação até lá, os governos do mundo inteiro precisam correr para deixá-lo plenamente operacional bem antes disso”, disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.
Mas, ao mesmo tempo, relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta grandes lacunas entre os níveis de emissões assumidos nos compromissos nacionais e os necessários para que o aquecimento global fique abaixo dos 2 graus centígrados até o fim do século.
Ao serem somados, os compromissos ficam bem aquém do necessário. Estão mais distantes ainda do 1,5 grau centígrado, valor mais desejado para evitar danos aos países mais sensíveis às mudanças climáticas.
O Pnuma fez o alerta ontem de que o mundo só vai alcançar a meta dos 2 graus centígrados se fizer um corte adicional de 25% nas emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2030 em relação ao que já estava previsto para ser reduzido.

19:18 · 01.11.2016 / atualizado às 21:51 · 01.11.2016 por
As pesquisas exploratórias servem não apenas para quantificar as espécies que vivem na Reserva, mas para investigar seus hábitos e desenvolver estratégias de preservação Foto: Associação Caatinga
As pesquisas exploratórias servem não apenas para quantificar as espécies que vivem na Reserva, mas para investigar seus hábitos e desenvolver estratégias de preservação Foto: Associação Caatinga

Por Honório Barbosa

Crateús.  Três felinos de grande porte foram observados recentemente na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), neste município do Sertão cearense. A Unidade de Conservação (UC) é administrada pela Associação Caatinga.

Os pesquisadores Marina Zanin, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Clotilde Estrada e Francisco Palomares da Estação Biológica de Doñana, na Espanha descobriram em suas pesquisas exploratórias que três onças pardas (Puma concolor), um macho e duas fêmeas, vivem na Reserva.
A pesquisa tem por objetivo conhecer o comportamento das onças pardas. O trabalho de campo começou no segundo semestre de 2015. As visitas tiveram por objetivo coletar fezes dos animais, que foram analisadas em laboratórios na Espanha.

A continuidade do estudo pode mostrar um número ainda maior de felinos. Além da onça parda, jaguatiricas e gatos maracajás e mouriscos também foram identificados no estudo.
Thiago Vieira, gerente da RNSA, comemorou o resultado da pesquisa e ressaltou a importância das descobertas. “As pesquisas exploratórias são interessantes não só para quantificar as espécies que vivem na Reserva, mas também para investigar seus hábitos e desenvolver estratégias de preservação”, afirmou.
Esperava-se descobrir outras espécies para estimular a criação de novas UCs. O pesquisador Francisco Palomares já trabalhou em vários países da América do Sul com as onças pintadas e pardas. Segundo ele, a RNSA concentra uma das maiores quantidades de fezes de onça parda por Km².
Os pesquisadores estiveram no Ceará entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro. O trabalho foi considerado oportuno, com bons resultados. O esforço do grupo é para manter a unidade preservada, longe de caçadores. Infelizmente, muito moradores mantêm o hábito da caça, praticam a atividade como algo comum e regular, contribuindo para eliminar espécies nativas.
A Associação Caatinga é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) voltada à proteção do único bioma originalmente brasileiro, a Caatinga. Foi fundada em outubro de 1998 e mantém a Reserva Natural Serra das Almas, localizada no sertão de Crateús, a 400 Km de Fortaleza.
Tatu-bola
Recentemente, foi realizada uma expedição pioneira ao Cânion do Rio Poty, em Crateús e em localidades do vizinho Estado do Piauí. A iniciativa foi da Associação Caatinga, com apoio da Fundação Grupo o Boticário. O objetivo foi identificar novas áreas de ocorrência do tatu-bola, mapear áreas, aprofundar pesquisas sobre o animal e propor a criação de uma UC Pública e de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).

22:37 · 17.10.2016 / atualizado às 22:37 · 17.10.2016 por

O periquito-cara-suja (Pyrrhura griseipectus) já esteve com seus dias contados. Com apenas 250 indivíduos na natureza em 2003, o nível de ameaça à espécie era gravíssimo, com risco de desaparecer da Serra de Baturité (CE), um dos três pontos de ocorrência da espécie.

A serra, que fica a cerca de 100Km de Fortaleza, é bastante sensível, pois se trata de uma região de Mata Atlântica, ambiente natural mais ameaçado do País, em pleno sertão cearense. O local é um importante reservatório de água e abastece cerca de dois milhões de pessoas, englobando a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Para garantir a proteção desse periquito, o mais ameaçado das Américas, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza iniciou, em 2007, o apoio à ONG Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis).

“São quase dez anos de suporte às iniciativas que visam a conservar a espécie, mas ainda há muito a ser feito pela proteção de todo o ambiente natural em que o periquito vive”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

Por conta deste trabalho, neste ano, nasceram mais de 180 filhotes de periquitos-cara-suja na natureza. Ao todo, mais de 440 filhotes nasceram nas caixas-ninho nos últimos sete anos.

O resultado é bastante significativo, pois, atualmente, estima-se que menos de mil indivíduos vivam na natureza, número muito baixo e preocupante. A espécie é considerada criticamente ameaçada de extinção, sendo o psicitacídeo (grupo de aves das araras, periquitos e papagaios) mais vulnerável do País.

O periquito-cara-suja possui grande importância na floresta e para os moradores da região, pois é responsável pela disseminação de sementes maiores, que outras espécies não conseguem quebrar.

“Com o desaparecimento dele, essas árvores como o camunzé ou a guabiraba poderiam se prejudicar, empobrecendo a floresta, o que, por consequência, afeta diretamente o bem-estar das comunidades que vivem no entorno da região e dependem da floresta”, explica Alberto Campos, um dos fundadores da Aquasis.

O coordenador do projeto e pesquisador responsável pela pesquisa Fábio Nunes  afirma que a espécie, por ser bastante rara e endêmica (exclusiva) dessa região, chama muito a atenção dos observadores de aves (birdwatchers) que viajam milhares de quilômetros para visualizar o periquito.

Dessa forma, eles aquecem a economia local por meio do turismo ecológico, pois consomem nos restaurantes, lojas e hotéis da cidade. “A observação de aves é o turismo que mais cresce na Serra de Baturité e tem injetado renda significativa na economia local”, conclui.

Neste ano, nasceram mais de 180 filhotes de periquitos-cara-suja na natureza Foto: Fábio Nunes / Aquasis
Neste ano, nasceram mais de 180 filhotes de periquitos-cara-suja na natureza Foto: Fábio Nunes / Aquasis

Ações prioritárias

Campos destaca que a espécie não tem um Plano de Ação Nacional (PAN) próprio. “Ela consta no PAN das aves da Caatinga, junto com outras 11 espécies. Não tem como definir estratégias de conservação para aves tão diferentes”, explica.

O PAN é uma política pública que tem por objetivo identificar e orientar as ações prioritárias para combater as ameaças que põe em risco as espécies e ambientes naturais brasileiros. Segundo a Convenção da Diversidade Biológica (CDB), da qual o Brasil é signatário, o País deve elaborar e executar Planos de Ação para todas as espécies oficialmente ameaçadas até 2020.

Além disso, os pesquisadores destacam a necessidade da criação de unidades de conservação de proteção integral – aquelas que permitem apenas o uso indireto dos seus recursos naturais, proibindo sua extração ou dano – e a urgência da fiscalização no entorno da Área de Proteção Ambiental (APA) Estadual da Serra de Baturité.

Segundo eles, no caso do periquito-cara-suja, as principais ameaças são a falta de árvores de grande porte que seriam utilizadas para fazer os ninhos e o tráfico de animais silvestres. Para resolver essas questões, eles contam, foram criadas duas frentes de trabalho: uma de conscientização da população para a importância da espécie e outra de implantação de caixas-ninho.

Ilha de Mata Atlântica na Caatinga

A Serra de Baturité é uma das pouquíssimas regiões de Mata Atlântica que ainda existem no Ceará. “Considero a região prioritária para conservação devido ao conjunto de espécies de fauna e flora ameaçadas que só ocorrem ali”, explica Alberto Campos. Os pesquisadores pretendem trabalhar a conservação do periquito-cara-suja como símbolo para proteger toda a região da serra.

Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

Trata-se de uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.457 projetos de 488 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País.  Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Fonte:  Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

17:47 · 04.10.2016 / atualizado às 17:47 · 04.10.2016 por

 

30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico apresentam os mesmos problemas dos lixões Foto: Elizângela Santos / Agência Diário
30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico são o mesmo que lixões Foto: Elizangela Santos / Agência Diário

Contrariando as expectativas, a quantidade de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) descartados pela população continua a aumentar no Brasil, tanto em termos absolutos, quanto individualmente, apesar do impacto da crise econômica sobre o consumo.

Este é o cenário apontado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), na nova edição do Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, principal radiografia sobre a gestão de resíduos no País, que está sendo lançado hoje (4/10), na semana de comemoração de 40 anos da entidade.

O total de RSU gerado no País aumentou 1,7%, de 78,6 milhões de toneladas para 79,9 milhões de toneladas, de 2014 a 2015, período em que a população brasileira cresceu 0,8% e a atividade econômica (PIB) retraiu 3,8%.

Deficiência na gestão

A geração de resíduos sólidos no Brasil cresceu mais de 26% na última década (2005-2015), porém a gestão dos materiais descartados continua apresentando grande deficiência, e 76,5 milhões de brasileiros (mais de 1/3 da população) ainda sofrem com a destinação inadequada dos resíduos, em um país onde 30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico apresentam os mesmos problemas dos lixões, já que não contemplam o conjunto de medidas necessárias para proteção do meio ambiente contra danos e degradações.

“O desafio da gestão de resíduos sólidos urbanos continua bastante considerável, uma vez que, apesar de uma melhoria percentual, a cada ano um volume maior de resíduos é depositado em locais inadequados, sendo que mais de 3.300 municípios ainda fazem uso de unidades irregulares para destinação do lixo, o que significa graves riscos ao meio ambiente e impactos diretos na saúde da população”, destaca o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, ao lembrar que esse cenário contraria as determinações da  Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – Lei Federal N° 12.305/2010).

Os serviços de coleta mantiveram praticamente os mesmos índices de universalização observados anteriormente, com uma cobertura nacional de mais de 90%. As diferenças regionais, contudo, tornaram-se mais evidentes, já que as regiões Norte e Nordeste ainda estão com uma cobertura cerca de 80%, inferior à das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde o índice é superior a 90%.

O estudo da Abrelpe também mostrou que, em 2015, cada brasileiro gerou cerca de 391 kg de RSU, o que representa um volume similar e, em alguns casos, até maior do que aquele constatado em países mais desenvolvidos e com renda (PIB per capita) mais alta do que o Brasil.

De acordo com a entidade, a gestão adequada de resíduos sólidos é de vital importância para garantia de um futuro saudável e com alguma qualidade de vida, tendo sido incluída como uma das metas da nova agenda global dos 193 Estados-membros da ONU, que estabeleceram, por unanimidade, o compromisso de reduzir substancialmente, até 2030, a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reúso.

“No momento em que o mundo firma um pacto global em favor do meio ambiente, em que se discutem as bases da economia circular e se estabelecem as metas para um futuro sustentável, a gestão dos resíduos assume um caráter ainda mais prioritário para as sociedades”, afirma Silva Filho. “No entanto, o Brasil continua bastante atrasado no atendimento às determinações da PNRS, aprovada em 2010. No ritmo atual, o País não conseguirá cumprir o compromisso assumido perante a ONU, para implementar as ações definidas como prioridade até 2030”, observa o diretor- presidente da Abrelpe.

Coleta Seletiva

Segundo o Panorama elaborado pela Abrelpe, houve aumento paulatino das iniciativas municipais de coleta seletiva, conforme determinado pela PNRS, em todas as regiões do País. Em 2015, cerca de 70% dos municípios registraram tais atividades, que são cada vez mais demandadas pela sociedade. Em 2014, 64,8% dos municípios brasileiros apresentaram alguma iniciativa de coleta seletiva.

O aumento das iniciativas em municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi bastante considerável, enquanto nas regiões Sul e Sudeste mais de 85% dos municípios implementaram ações nesse sentido, um índice superior à média nacional.

Apesar desse aumento na abrangência das iniciativas de coleta seletiva, os índices de reciclagem no Brasil não apresentaram o mesmo avanço e, em alguns setores, houve até mesmo redução do total efetivamente reciclado, em comparação aos índices registrados anteriormente.

“O incremento da reciclagem é uma meta buscada não apenas no Brasil, mas também em várias partes do mundo, que já contam com medidas concretas de estímulo e desoneração para viabilizar os avanços pretendidos. Ações nesse sentido ainda são incipientes por aqui, e toda a cadeia da reciclagem sofre com a ausência de um sistema de gerenciamento integrado para superação dos gargalos existentes”, afirma o diretor-presidente da Abrelpe.

Aspectos econômicos

Para executar os serviços de limpeza urbana, incluindo coleta, transporte, destino final, varrição de ruas, manutenção de parques e demais serviços correlatos, em âmbito municipal, as prefeituras investiram, em média, recursos da ordem de R$ 10,15 por habitante/mês, e tiveram à disposição um contingente de 353.426 funcionários diretos, número que se manteve estável em comparação a 2014. Vale registrar, porém, que houve redução de 1,5% na quantidade de empregos gerados por empresas privadas.

Resíduos da construção e saúde

Além dos RSU, os municípios brasileiros, em geral, também assumiram a responsabilidade pelos resíduos de construção e demolição (RCD) abandonados em vias e logradouros públicos, e pelos resíduos de serviços de saúde  (RSS) gerados nas unidades públicas de atendimento à saúde.

Considerando os RSU, os RCD  abandonados em vias públicas e os RSS gerados em unidades públicas de Saúde, os municípios brasileiros ficaram responsáveis por um total de 125 milhões de toneladas de resíduos em 2015, quantidade suficiente para encher 1.450 estádios do Maracanã.

“As obrigações municipais para com a gestão de resíduos sólidos aumentam a cada ano, seja em termos de volume a gerenciar, seja em termos de obrigações a cumprir. Por outro lado, os orçamentos municipais têm seguido em sentido contrário, sofrendo com reduções periódicas. Esse cenário mostra claramente que serviços essenciais, como a limpeza urbana, não podem mais ficar vinculados ao orçamento geral das cidades, e devem ser custeados individualmente pelos geradores, o que garante a sustentabilidade financeira dos serviços e mais justiça social, com aplicação efetiva do princípio do poluidor-pagador”, finaliza o diretor-presidente da Abrelpe.

Abrelpe

Criada em 1976, a Abrelpe é uma associação civil sem fins lucrativos, que congrega e representa as empresas que atuam nos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Sua atuação está pautada nos princípios da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável e seu objetivo principal é promover o desenvolvimento técnico-operacional do setor de resíduos sólidos no Brasil.

Comprometida para o equacionamento das demandas decorrentes da gestão de resíduos,  desenvolve parcerias com poder público, iniciativa privada e instituições acadêmicas e, por meio de estudos, campanhas, eventos e premiações, busca conscientizar a sociedade para a correta gestão dos resíduos.

No contexto internacional, a Abrelpe é a representante no Brasil da International Solid Waste Association  (ISWA) e sede da Secretaria Regional para a América do Sul da Parceria Internacional para desenvolvimento dos serviços de gestão de resíduos junto a autoridades locais (Ipla), um programa reconhecido e mantido pela ONU, por meio das Comissão das Nações Unidas para Desenvolvimento Regional (UNCRD). Além disso, a Abrelpe é integrante da Iniciativa para os Resíduos Sólidos Municipais da  Climate and Clean Air Coalition (CCAC), uma parceria internacional para o meio ambiente que atua em diversas frentes para redução de poluentes e no combate às Mudanças Climáticas.

Fonte: Abrelpe 

18:41 · 28.09.2016 / atualizado às 18:41 · 28.09.2016 por
A estimativa é que cerca de 3 milhões de mortes ao ano estejam ligadas à exposição à poluição externa do ar Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
A estimativa é que cerca de 3 milhões de mortes ao ano estejam ligadas à exposição à poluição externa do ar Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou ontem (28) que 92% da população global vivem atualmente em áreas onde os níveis de qualidade do ar ultrapassam os limites mínimos estabelecidos pela entidade.

Os dados integram o mais completo relatório global já divulgado pela organização sobre zonas de perigo para poluição do ar, com base em informações de medições por satélite, modelos de transporte aéreo e monitores de estação terrestre de mais de 3 mil localidades rurais e urbanas.

Poluição atmosférica e saúde

A estimativa é que cerca de 3 milhões de mortes ao ano estejam ligadas à exposição à poluição externa do ar. A poluição interna do ar, entretanto, aparenta ser igualmente perigosa já que, em 2012, em torno de 6,5 milhões de mortes estavam associadas à poluição interna e externa juntas.

De acordo com a OMS, quase 90% das mortes relacionadas à poluição do ar são registradas em países de baixa e média renda, sendo que quase dois em cada três óbitos foram contabilizados no sudeste da Ásia e em regiões ocidentais do Pacífico.

Ainda segundo o relatório, 92% das mortes são provocadas por doenças não comunicáveis, sobretudo doenças cardiovasculares, derrame, doença obstrutiva pulmonar crônica e câncer de pulmão. A poluição do ar também aumenta os riscos de infecções respiratórias graves.

“A poluição do ar continua prejudicando a saúde das populações mais vulneráveis – mulheres, crianças e adultos de mais idade”, disse a diretora-geral adjunta da organização, Flavia Bustreo. “Para que as pessoas sejam saudáveis, elas precisam respirar ar limpo do primeiro ao último suspiro”, completou.

Fontes de poluição

A OMS alerta que as principais fontes de poluição do ar incluem modelos ineficientes de transporte; combustível doméstico e queima de resíduos; usinas de energia movidas a carvão; e atividades industriais em geral.

“Para enfrentar a poluição do ar, é preciso agir o mais rápido possível”, defendeu a diretora do Departamento de Saúde Pública e Determinantes Ambientais e Sociais de Saúde da OMS, Maria Neira.

“As soluções existem por meio do transporte sustentável nas cidades, da gestão de resíduos sólidos, do acesso a combustíveis domésticos limpos e fogões, bem como de energias renováveis e da redução de emissões industriais”, concluiu Maria.

Fonte: Agência Brasil