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22:41 · 09.05.2016 / atualizado às 22:46 · 09.05.2016 por
A instalação de placas solares requer projeto e execução de profissionais Foto: Alex Pimentel
A instalação de placas solares requer projeto e execução de profissionais Foto: Alex Pimentel

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre este importante componente do sistema de energia solar. Tire algumas dúvidas abaixo com as dicas da Prátil, empresa do grupo Enel que atua no ramo da energia solar, infraestrutura elétrica e eficiência energética.

A placa fotovoltaica gera energia sozinha – Mito

O painel solar gera energia elétrica, mas somente ele não é capaz de abastecer uma residência ou empresa. Isso porque os painéis geram energia em corrente contínua, que não é compatível com a que usamos em casa. Por isso são necessários cabos conectores e um inversor de frequência, que converte essa energia em corrente alternada, equalizando com a energia usada em residências.

A placa solar gera energia em dias nublados – Verdade

Em dias parcialmente nublados ainda há a geração de energia. Vale lembrar que, apesar de sempre haver geração de eletricidade sob a luz do dia, sua intensidade pode ser menor em razão do grau de insolação. Até mesmo com tempo chuvoso a claridade existente produzirá energia.

Depois de instalada, não pode ser retirada – Mito

É possível retirar as placas solares, assim como todos os equipamentos que compõem o sistema de energia solar e instalar em outro local. Para isso, é preciso apenas reformular o projeto para garantir que ele se adeque às necessidades do novo local de instalação. Assim, caso o proprietário do sistema se mude e queira levar o sistema, é possível.

A placa solar pode durar até 25 anos – Verdade

A maioria dos painéis fotovoltaicos tem garantia de vida útil de 25 anos, com um funcionamento de, no mínimo, 80% da capacidade de geração do equipamento. É importante verificar se a garantia é apoiada por uma entidade idônea que deverá cumprir as leis de proteção do consumidor caso haja alguma falha no desempenho da sua placa solar.

Dá para instalar as placas sozinho – Mito

Num sistema de energia solar conectado à rede, você não deve tentar instalar os seus painéis solares sozinho a não ser que você seja um técnico ou um engenheiro experiente. O acompanhamento de uma empresa ou profissional especializado é importante para elaborar o seu projeto e analisar o melhor local e as melhores condições de instalação. Caso a instalação seja feita no telhado, que é o modo mais usual, o uso de equipamentos de segurança é fundamental. Além disso, para conectar o sistema de energia solar na sua casa ou empresa é preciso uma autorização da distribuidora de energia local e somente engenheiros e eletrotécnicos podem fazer esta solicitação.

Fonte: Prátil

08:00 · 06.05.2016 / atualizado às 23:38 · 05.05.2016 por
O estudo mostra como a energia fotovoltaica pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos para o País Foto: André Costa
O estudo mostra como a energia fotovoltaica pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos para o País Foto: André Costa

O Greenpeace Brasil acaba de lançar o estudo “Alvorada – Como o incentivo à energia solar fotovoltaica pode transformar o Brasil”. No documento, analisa algumas medidas que facilitariam o acesso das pessoas a sistemas fotovoltaicos, tanto para residências quanto para comércios.

O Greenpeace calculou, por exemplo, o impacto de o governo liberar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o trabalhador que quer usá-lo na compra de placas solares, como hoje acontece no caso do primeiro imóvel. Ou então, o que aconteceria se fossem menores os tributos que incidem nas placas que compõem os painéis. Baixar essas cobranças irá diminuir em até 20% o preço dos sistemas e, portanto, torná-los mais viáveis para muitas famílias.

A entidade avaliou como a Resolução Normativa Nº 687/15, que entrou em vigor em março deste ano, irá impactar em maior adesão à energia solar. E, também, como seria o Brasil em 2030 caso o governo não adote incentivo algum. Ou seja, se continuarmos como estamos hoje.

“Todas as medidas levantadas no estudo são factíveis e de responsabilidade dos governos municipais, estaduais e federal. Está nas mãos do poder público permitir que, na prática, os brasileiros possam gerar sua própria energia e economizar na conta de luz. Esse estudo mostra quais as melhores saídas para isso”, diz Bárbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

O documento também aponta como esses incentivos trariam impactos positivos em questões ambientais, sociais e econômicas. Destaca: “se mais pessoas gerarem sua própria eletricidade, evitaremos que toneladas de gases de efeito estufa sejam despejadas na atmosfera. Isso porque, diminuiríamos a demanda pela energia oferecida pelo governo, oriunda de grandes usinas térmicas que queimam combustíveis fósseis e são altamente poluentes. Também poderíamos tornar desnecessária a construção de novas usinas hidrelétricas na Amazônia”.

Segundo as informações do Greenpeace, caso todas as medidas propostas sejam adotadas pelo governo, a adesão à energia solar seria tão grande que teríamos 41,4 mil MWp instalados em telhados até 2030. A eletricidade produzida por esses sistemas seria o dobro do valor pretendido com o Complexo Hidrelétrico do Rio Tapajós, na Amazônia. A construção dessa usina é questionada por trazer grandes devastação para o meio ambiente e colocar em risco as populações locais de índios Munduruku.

O estudo mostra que a energia solar pode ser a responsável por milhões de vagas no mercado de trabalho de forma direta e indireta. No cenário mais otimista deste estudo, se chegaria a quase quatro milhões de vagas de trabalho relacionadas à expansão da energia solar.

“No momento, incentivar a energia solar é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada, já que, como aponta o estudo, cumpre um duplo papel: ajuda a população a reduzir seus gastos mensais com eletricidade, ajuda o País no seu compromisso para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. E ainda tem impactos positivos na economia nacional, que passa por uma fase difícil”, diz Rubim.

Os gráficos abaixo mostram a evolução de alguns indicadores de acordo com três cenários avaliados no estudo: O Brasil continua o mesmo, em que nada mudaria até 2030 em relação aos incentivos à fonte solar; o FGTS para comprar placas solares, que apresenta os impactos dessa medida; e Melhor Brasil. Neste cenário, juntamos todas os incentivos do relatório e mostramos como eles impulsionariam a energia solar e seus benefícios no país.

Gráficos_alvorada

O que diz o estudo:

– Caso todas as prefeituras dessem R$ 150 de descontos anuais no IPTU para as residências com sistemas fotovoltaicos, até 2030, o governo veria um retorno de R$ 1,7 bilhão em tributos gerados e recolhidos.

Isentar de impostos alguns itens que compõem os sistemas fotovoltaicos irá baratear seus custos e impulsionar as vendas. Em 15 anos, 833.273 vagas de empregos diretas e indiretas seriam criadas como efeito da movimentação desse mercado.

– O incentivo que se mostrou mais importante para expandir e acelerar a difusão dos sistemas fotovoltaicos no Brasil foi o uso do FGTS. Segundo os cálculos do estudo, hoje é mais vantajoso investir o dinheiro do fundo para comprar um sistema fotovoltaico do que deixá-lo guardado.

– Se todos os Estados deixassem de cobrar ICMS na eletricidade gerada pelo sistema fotovoltaico e injetada na rede de distribuição, mais pessoas veriam vantagens em ter painéis solares. E, até 2030, o Brasil teria deixado de emitir 118,8 milhões de toneladas de gases que agravam o efeito estufa e são responsáveis pelas mudanças climáticas. Hoje, apenas 11 Estados têm essa política de isenção do ICMS.

– Desde março deste ano, está em vigor a Resolução Normativa Nº 687. Ela tornou a microgeração de energia mais vantajosa e, segundo o estudo, será responsável por tantas adesões a placas solares que, em quinze anos, mais de 6 milhões de casas ou comércios estarão produzindo energia em telhados.

Fonte: Greenpeace Brasil

18:54 · 04.05.2016 / atualizado às 18:58 · 04.05.2016 por
O programa promove a racionalização do consumo, por meio de ações de combate ao desperdício Foto: Agência Reuters
O programa promove a racionalização do consumo, por meio de ações de combate ao desperdício Foto: Agência Reuters

Foi publicada nesta quarta-feira (4), no Diário Oficial da União (DOU), a Lei Nº 13.280/2016, que reserva 20% dos recursos das empresas de energia elétrica destinados à eficiência energética para aplicação no Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). O programa promove a racionalização do consumo, por meio de ações de combate ao desperdício.

O projeto original, da senadora Ana Amélia (PP-RS), previa que investimentos obrigatórios em programas de eficiência energética das concessionárias e permissionárias de distribuição de energia priorizassem iniciativas da indústria nacional. A mudança, no entanto, acabou não sendo aprovada por já ter sido contemplada na Lei Nº 13.203/2015.

Outra mudança feita pela Câmara dos Deputados e aprovada pelo Senado Federal revoga a obrigação de que 60% dos recursos de eficiência energética sejam aplicados em unidades consumidoras beneficiadas pela tarifa social, comunidades de baixa renda e comunidades rurais. Pelo texto aprovado e transformado em lei, não há percentual mínimo. A única previsão é de que a aplicação pode chegar a 80% dos recursos. A intenção é não limitar a aplicação nas indústrias, que são responsáveis por grande parte dos ganhos com eficiência energética.

Comitê Gestor de Eficiência Energética

A nova lei também cria o Comitê Gestor de Eficiência Energética e transfere para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a competência para definir o calendário de recolhimento, as multas, punições e a forma de pagamento dos recursos que devem ser investidos no Procel.

A senadora Ana Amélia comemorou a aprovação do projeto, que considerou especial no momento de crise econômica que o País vive. Segundo ela, a lei pode estimular o crescimento econômico e industrial, porque impacta vários programas.

“Não só sobre inovação, mas sobre investimentos na eficiência energética para o setor industrial e para aqueles programas sociais que tratam da renovação de uma geladeira velha, que consome muita energia, por uma nova que consome menos energia”, disse.

Fonte: Agência Senado

19:58 · 27.04.2016 / atualizado às 19:58 · 27.04.2016 por
O objetivo não é proteger o tatu-bola isoladamente, mas o meio onde ele vive. Ao preservar as florestas da Caatinga, são  resguardadas as nascentes, de onde vem a água consumida nos grandes centros urbanos Foto: Associação Caatinga
O objetivo não é proteger o tatu-bola isoladamente, mas o meio onde ele vive. Ao preservar as florestas da Caatinga, são resguardadas as nascentes, de onde vem a água consumida nos grandes centros urbanos Foto: Associação Caatinga

Comemorado anualmente no dia 28 de abril, o Dia Nacional da Caatinga é um convite para a reflexão sobre a situação deste bioma que ocupa 11% do território nacional. Restando menos de 50% da sua cobertura vegetal natural, a Caatinga enfrenta, além do desmatamento, das queimadas e da caça, um período de estiagem que já se arrasta por cinco anos consecutivos somente no Estado do Ceará.

Os impactos da seca não atingem apenas a agricultura familiar: a produção industrial é reduzida e o consumo de água nas grandes cidades precisa ser reajustado. A segurança hídrica da população depende em grande parte de florestas preservadas. Temos, portanto, um ciclo que precisa ser mantido: a mata em pé protege as nascentes que produzem água e a água mantém a própria floresta, e permite que as cidades e as indústrias continuem funcionando.

Segundo a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o nível médio dos reservatórios do Ceará é de 13,5%, por isso investir em economia e preservação dos corpos d’água é de fundamental importância para a nossa segurança hídrica.

A Associação Caatinga, instituição pioneira na defesa do único bioma exclusivamente brasileiro, desenvolve ações de preservação e conservação da Caatinga no Ceará e Piauí.

Uma das mais recentes iniciativas coordenadas pela Associação é o Programa de Conservação do Tatu-bola, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. O programa desenvolve ações nas comunidades próximas à Reserva Natural Serra das Almas para reduzir o risco de extinção do tatu-bola, mamífero típico da Caatinga, que foi mascote da última Copa do Mundo, realizado no Brasil.

O biólogo Rodrigo Castro, coordenador geral da instituição, aponta as relações de interdependência na Caatinga e como isso afeta a vida urbana. “O Programa de Conservação do Tatu-bola não se restringe à proteção de uma espécie animal. Não se protege o tatu-bola isoladamente: o meio onde ele vive tem que ser cuidado também. Preservando as florestas da Caatinga resguardamos as nascentes d’água, que é de onde vem a água consumida nos grandes centros urbanos, como Fortaleza. Tanto quanto o tatu-bola nós também precisamos destas florestas para viver”.

“As ações do Programa Tatu-bola não partem somente da Associação Caatinga. Nosso trabalho (quer) envolve também as comunidades vizinhas das áreas de ocorrência do animal na luta pela manutenção dele na natureza”, explica Flávia Miranda, coordenadora técnica do Programa Tatu-bola.

Programa de Conservação do Tatu-bola

Lançado em março deste ano, o Programa tem duração de quatro anos e envolve atividades de educação ambiental, mapeamento das áreas de ocorrência, estudos do animal para fins de reprodução e estímulo à criação de novas reservas de patrimônio natural, locais onde o tatu-bola terá condições asseguradas para sobreviver.

Dia Nacional da Caatinga

A data 28 de abril homenageia o professor João Vasconcelos Sobrinho (1908-1989), pioneiro na área de estudos ambientais nesta região do Brasil. O Dia Nacional da Caatinga foi celebrado oficialmente pela primeira vez no Seminário “A Sustentabilidade do Bioma Caatinga”, realizado nos dias 28 e 29 de abril de 2004, em Juazeiro, na Bahia.

Associação Caatinga

Reconhecida pelo Ministério da Justiça como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), atua há 17 anos no Ceará e no Piauí, promovendo a conservação das terras, florestas, águas e de todas as formas de vida na Caatinga.

Fonte: Associação Caatinga

20:12 · 24.04.2016 / atualizado às 20:50 · 24.04.2016 por
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Entre as discussões previstas, está a perspectiva cearense para a gestão dos resíduos, assim como as experiências de municípios que obtiveram êxito Foto: Maristela Crispim

 

Com o objetivo de estimular o debate sobre as ações voltadas para o controle de resíduos sólidos, o 3º Seminário Política Nacional de Resíduos Sólidos será realizado nesta segunda-feira (25), na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, no Centro. Por meio de palestras e mesas de discussão, o evento, que é promovido pelo Diário do Nordeste será um espaço para pensar alternativas para o setor na cidade.

O evento contará com uma palestra e três mesas redondas. Segundo a diretora geral da Prática Eventos (responsável pelo Seminário), Enid Câmara, já há mais de 300 inscritos. Para ela, tanto a parte pública quanto a parte privada devem estar envolvidas no debate.

O intuito é “trabalhar cada vez mais a Política Nacional de Resíduos Sólidos e trazer esclarecimentos sobre a Lei, sobre o que a população pode fazer”, afirmou. A lei citada é a 12.305/2010, sancionada em agosto de 2010 e que determina sobre a geração de resíduos, coleta seletiva, destinação, enfim, a sua gestão integrada.

O coordenador da área de saneamento básico da Secretaria das Cidades, Alceu Galvão, explica que outra novidade do seminário é a presença do professor português Rui Marques, que vai expor experiências com resíduos sólidos na Europa.

A primeira mesa discutirá a perspectiva cearense para a gestão de resíduos, além de debater os possíveis investimentos no Estado e ações públicas em andamento.

Em seguida, o tema será o investimento privado para a gestão integrada e como esse tipo de trabalho pode ocorrer no Ceará.

Por fim, serão tratadas experiências de municípios cearenses que obtiveram êxito com a gestão dos resíduos sólidos.

Programação:

7h às 8h – Credenciamento / Café de boas-vindas

8h às 10h – Solenidade de abertura / Palestra Magna

10h às 11h – Palestra “Lições da experiência internacional para efetividade da PNRS no Brasil”

11h às 13h – Mesa “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos sob Diferentes Olhares

13h às 14h – Intervalo de almoço

14h às 16h – Mesa “Investimento Público e Privado em Resíduos Sólidos”

16h às 16h40 – Apresentação de casos

16h40 às 18h30 – Mesa “Experiências Municipais de Coleta Seletiva e Reciclagem”

18h30 – Encerramento

Mais informações:

Local: CDL – Rua 25 de Março, 882, Centro

Horário: Das 7h às 18h30

Telefone: (85) 3433.7684 ou 3433.7685

 

22:30 · 22.04.2016 / atualizado às 23:32 · 23.04.2016 por

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O Dia da Terra – 22 de abril – foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para marcar a responsabilidade coletiva de promover a harmonia com a natureza e alcançar um balanço entre economia, sociedade e meio ambiente.

Trata-se de uma oportunidade anual de reafirmar um compromisso coletivo num mundo ameaçado por mudanças climáticas, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo ser humano.

“Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa – e a nossa sobrevivência no futuro”, já disse secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que completou, no ano passado: “não temos Plano B porque não temos Planeta B”.

Reafirmando tudo isso, até o momento, 175 países, dos 195 países-membros da ONU, assinaram o Acordo do Clima, em Nova York, numa segunda data histórica após a aprovação do documento, no dia 12 de dezembro de 2015, em Paris, encerrando a COP-21.

Uma coisa é certa: as Mudanças Climáticas estão em curso, tendem a degradar a nossa qualidade de vida e, se nada for feito, tudo será muito pior no futuro. Esse é um compromisso de nações, mas deve ser também do setor produtivo e de cada habitante do Planeta.

A grande questão é que, por se tratar de um problema global, é muito difícil convencer as pessoas / empresas / governos da importância do papel de cada um para reduzir os seus impactos sobre o equilíbrio planetário e, ao mesmo tempo, buscar mitigar os efeitos já em curso.

No caso do Brasil, além das metas de redução de desmatamento, investimento em energias / meios de transporte limpos, ainda há muito mais a ser feito. Depende de cada um de nós a qualidade de vida das gerações futuras. Porque o Planeta vem provando, há eras, que consegue sobreviver.

Maristela Crispim

Editora

08:00 · 20.04.2016 / atualizado às 22:54 · 19.04.2016 por
Em Paracuru (CE), a ação ocorre nas praias de Curralzinho, Ronco do Mar, Boca do Poço, Pedra Rachada e Quebra-Mar Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Em Paracuru (CE), a ação ocorre nas praias de Curralzinho, Ronco do Mar, Boca do Poço, Pedra Rachada e Quebra-Mar Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

De 21 a 24 de abril, as cidades de Florianópolis e Imbituba (SC), Itanhaém (SP) e Paracuru (CE) realizam mobilizações pela universalização do saneamento básico, com coleta de assinaturas por esgoto tratado, e por água limpa nas praia e rios brasileiros. A ação faz parte da campanha Saneamento Já, que conta com organizações apoiadoras por todo o Brasil.

Em Florianópolis, a ação ocorre dos dias 21 a 24 de abril, na Praia de Jurerê Internacional e contará com a participação de ONGs como a Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto-e, Associação FloripAmanhã, Instituto Comunitário da Grande Florianópolis (Icom), e parceiros como a Câmara de Dirigentes Lojistas de Florianópolis (CDL Florianópolis) e a Jurerê Internacional.

Uma das consequências da deficiência na coleta e tratamento de esgoto se reflete nas praias de Florianópolis, destino muito procurado não apenas por Catarinenses, mas também por turistas de outras localidades.

O boletim de balneabilidade (qualidade da água para contato primário) de Florianópolis, emitido pela Fundação do Meio Ambiente do Estado, no dia 4 de março, indica que 41% dos pontos monitorados estão impróprios para banho. Florianópolis é uma das poucas capitais litorâneas que coleta pelo menos metade do esgoto gerado (índice de coleta de 55%), porém o tratamento de esgoto na Ilha da Magia ainda é de apenas 46%, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento.

Para Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, a falta de investimentos em saneamento básico no Brasil tem renegado praias, mananciais e rios urbanos às condições impróprias para o uso da sociedade e várias doenças pelo contato com água contaminada. “É necessário mudar essa realidade. O acesso à água em qualidade e quantidade é direito humano, mas para que isso ocorra temos que fazer pressão e incluir o saneamento na agenda de prioridade do País”, ressalta.

Nas outras três cidades, a ação ocorre no dia 21 de abril, com a presença da ONG Ecosurf.

Confira os locais e participe:

Em Itanhaém (SP), na Praia dos Sonhos e Praia dos Pescadores

Em Imbituba (SC), na Praia do Rosa

Em Paracuru (CE), a ação ocorre nas praias de Curralzinho, Ronco do Mar, Boca do Poço, Pedra Rachada e Quebra-Mar

Também é possível assinar a petição por esgoto tratado e água limpa nas praias e rios, bem como ter outras informações sobre a campanha, no link http://bit.ly/peticaosaneamento.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica