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21:24 · 24.05.2016 / atualizado às 21:24 · 24.05.2016 por

Até 31 de maio estão abertas inscrições para a premiação que destaca contribuições para o manejo sustentável da terra Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
Até 31 de maio  estão abertas inscrições para a premiação que destaca contribuições para o manejo sustentável da terra Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

O programa Dryland Champions, promovido pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), receberá, até 31 de maio, inscrições de projetos que contribuem para o manejo sustentável de solos nas áreas suscetíveis à desertificação no Brasil. Os interessados devem enviar o formulário de inscrição para o endereço drylandchampionsbrasil@gmail.com.

Podem se inscrever grupo de jovens e escolas, indivíduos (adultos, jovens ou crianças), agricultores, empresas, organizações não governamentais (ONGs), associações comunitárias e municípios. Os contemplados receberão os certificados em evento promovido pelo MMA durante as comemorações pelo Dia Mundial de Combate à Desertificação, em 17 de junho de 2016.

Neste ano, sob o slogan “Proteger a Terra. Restaurar os Solos. Envolver as pessoas”, a UNCCD comemora o Dia Mundial de Combate à Desertificação defendendo a importância da cooperação inclusiva para restaurar e recuperar terras degradadas e contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O Programa Dryland Champions é destinado a homenagear as atividades das pessoas e/ou organizações e empresas que fazem uma contribuição prática ao Manejo Sustentável de Terras. Sob o lema Dryland Champions – “Eu sou parte da solução”, a iniciativa centra-se em primeiro lugar, sobre as pessoas, o seu empenho e esforços para melhorar as condições de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e a seca.

A premiação reconhece um amplo leque de atividades de manejo sustentável da terra. Todas as ações, atividades, iniciativas e projetos que introduzam, facilitem, promovam ou implementem práticas e políticas em nível local ou nacional relacionados ao manejo sustentável da terra podem ser inscritas.

Para consultar o Edital e se inscrever, clique aqui

Fonte: MMA

13:16 · 17.05.2016 / atualizado às 13:16 · 17.05.2016 por
A elevação no nível do mar é uma questão preocupante em muitos países costeiros Foto: Agência Diário / Kid Júnior
A elevação no nível do mar é uma questão preocupante em muitos países costeiros Foto: Agência Diário / Kid Júnior

A organização Christian Aid acaba de lançar um novo relatório mostrando quais cidades do mundo estão em maior risco de futuras inundações costeiras. “Act Now Or Pay Later: Protecting a billion people in climate-threatened coastal cities” mostra que mais de um bilhão de pessoas estão expostas a inundações costeiras até 2060 por causa da combinação do aumento do nível do mar, das tempestades e de condições meteorológicas extremas. Segundo o estudo, as pessoas que vivem em três dos maiores poluidores do mundo são as que estão e maior risco: EUA, China e Índia.

Segundo projeções para 2070, apoiadas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC), Kolkata e Mumbai, ambas na Índia, lideram a lista de cidades cujas populações estão mais expostas a inundações costeiras, com 14 milhões e 11,4 milhões, respectivamente. As primeiras sete cidades da lista são da Ásia e são seguidas por Miami no número oito. Porém Miami é a primeira da lista das cidades com maior impacto financeiro causado pelas inundações, com US$ 3,5 trilhões em ativos expostos.

Os EUA poderão vir a pagar um preço elevado por suas emissões de carbono per capita, as maiores do mundo, já que Nova York vem em terceiro lugar na lista dos maiores prejuízos financeiros causados pelas inundações costeiras, com US $ 2,1 trilhões. Guangzhou, na China, ocupa o segundo lugar com a exposição de ativos de US$ 3,4 trilhões. No total, das 20 cidades mais vulneráveis financeiramente, metade são de um desses dois países: EUA (com quatro cidades) e China (com seis).

O autor do relatório, Alison Doig, principal consultor de Mudanças Climáticas da Christian Aid, disse que os números devem servir de alerta antes da Cimeira Mundial da Ajuda Humanitária da próxima semana em Istambul (23-24 maio). “Estamos testemunhando a colisão de frente entre o crescimento das áreas urbanas costeiras e as mudanças climáticas que torna as inundações costeiras mais prováveis”, destacou.

“Esta é a tempestade perfeita para gerar um custo humano e financeiro pesado – a menos que façamos algo a respeito. Cruelmente, serão os pobres que sofrerão mais. Embora o custo financeiro para as cidades nos países ricos possa vir a ser incapacitante, as pessoas mais ricas, pelo menos, têm opções para se mudar e receber a proteção do seguro. Mas o que as evidências provam é que, de New Orleans até Dhaka, são os mais pobres que estão mais vulneráveis, porque eles têm a pior infraestrutura e não há redes de segurança social ou financeira para ajudá-los a se recuperarem”, disse.

Doig acrescentou: “Há uma chance de evitar essa visão terrível do futuro. Chama a atenção o fato de que as cidades que enfrentam os impactos mais graves estão nos países com mais altas taxas de emissões de carbono. Portanto a primeira coisa que podemos fazer é acelerar a transição global dos combustíveis fósseis sujos para a energia limpa e renovável do futuro. Nós também podemos fazer mais para nos prepararmos para tais ocorrências. Gastar dinheiro agora com a redução do risco de desastres vai poupar dinheiro e vidas mais tarde”.

Antes da Cimeira Mundial da Ajuda Humanitária da próxima semana, o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que seja dobrado o percentual de ajuda global investido na redução dos riscos de desastres. Isso elevaria a cifra para US$ 1 bilhão. A Christian Aid está pedindo um aumento para 5%. Doig disse: “Este bilhões de dólares iriam de alguma forma ajudar a proteger as pessoas nessas cidades agora e aliviar a ameaça para os bilhões de pessoas vulneráveis ao risco de inundações costeiras em 2060”.

O relatório também relaciona as nações que terão mais pessoas vivendo em zonas costeiras expostas em 2060. A China está no topo da lista, seguida por Índia e Bangladesh. O Reino Unido vem em 22º. Doig disse: “No Reino Unido temos visto, nos últimos anos, como as enchentes de inverno inundam grandes partes do país. Mas esses números mostram que não é apenas com a maior quantidade de chuvas que precisamos nos preocupar. As pessoas que vivem nas nossas costas vão se tornar vulneráveis às marés crescentes a menos que façamos algo sobre as mudanças climáticas”.

O relatório analisa, ainda, a forma como homens e mulheres são afetados diferentemente por desastres relacionados com o clima e conclui que as mulheres sofrem mais. Ele também mostra exemplos de onde Christian Aid está fornecendo assistência prática para ajudar os mais vulneráveis a lidar com os impactos climáticos que já estão enfrentando.

A Christian Aid trabalha em algumas das comunidades mais pobres do mundo em cerca de 40 países. Age onde há grande necessidade, independentemente da religião, ajudando as pessoas a viver uma vida plena, livre da pobreza. Fornece assistência urgente, prática e eficaz no combate às causas profundas da pobreza, bem como seus efeitos. Sua crença central que o mundo pode e deve ser mudado para que a pobreza termine. Tudo o que fazem é para acabar com a pobreza e a injustiça: rapidamente, de forma eficaz, de forma sustentável.

Relatório completo

Mais informações:

Telefone 24 horas: 07850 242950

www.christianaid.org.uk

20:42 · 13.05.2016 / atualizado às 20:42 · 13.05.2016 por

Até 23 de maio, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) recebe inscrições para um novo curso sobre gestão responsável da terra, das florestas e da pesca. A iniciativa, prevista para ocorrer nos meses de junho e julho, é online e semipresencial, com quatro semanas à distância e três dias de encontros em Antigua, na Guatemala.

Todos os custos do curso para os participantes – incluindo matrícula, viagem, deslocamentos, hospedagem e alimentação – serão financiados pela Cooperação Internacional do Reino Unido.

A iniciativa é voltada para funcionários e técnicos de instituições governamentais e da sociedade civil que trabalham na execução de políticas e programas de gestão sustentável de recursos naturais. O curso pode ser realizado por nacionais de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, México e Peru.

Com a capacitação, a FAO espera fortalecer a capacidade institucional de organismos estatais e da sociedade civil para aprimorar a governança da terra, das florestas e da pesca, promovendo a segurança alimentar o desenvolvimento sustentável.

As aulas estão alinhadas a diretrizes específicas sobre esses temas elaboradas pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU), que busca aumentar sua aplicação na América Latina. Os princípios da FAO buscam garantir a igualdade no acesso a recursos naturais e estabelecer padrões para a promoção dos direitos de propriedade e manejo responsáveis da natureza, o que pode contribuir para o combate à pobreza e à fome.

Saiba mais aqui

Inscreva-se no curso diretamente clicando aqui

Mais informações:

Duração: 4 semanas a distância e 3 dias presenciais

Fase a distância: 6 de junho a 10 de julho de 2016

Fase presencial: 18 a 20 de julho, no Centro de Formação da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid) em Antígua, na Guatemala.

Fonte: ONU Brasil

16:58 · 11.05.2016 / atualizado às 17:02 · 11.05.2016 por

Coluna_GestãoAmbiental

A partir desta quarta-feira, Gestão Ambiental muda o seu formato para coluna, permanecendo na contracapa do caderno de Negócios do Diário do Nordeste todas as quartas-feiras, com informações sobre o mercado da sustentabilidade, tando do ponto de vista do setor produtivo quanto do ponto de vista do consumidor. Quem tiver sugestões de notas pode enviar e-mail para gestaoambiental@diariodonordeste.com.br

22:41 · 09.05.2016 / atualizado às 22:46 · 09.05.2016 por
A instalação de placas solares requer projeto e execução de profissionais Foto: Alex Pimentel
A instalação de placas solares requer projeto e execução de profissionais Foto: Alex Pimentel

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre este importante componente do sistema de energia solar. Tire algumas dúvidas abaixo com as dicas da Prátil, empresa do grupo Enel que atua no ramo da energia solar, infraestrutura elétrica e eficiência energética.

A placa fotovoltaica gera energia sozinha – Mito

O painel solar gera energia elétrica, mas somente ele não é capaz de abastecer uma residência ou empresa. Isso porque os painéis geram energia em corrente contínua, que não é compatível com a que usamos em casa. Por isso são necessários cabos conectores e um inversor de frequência, que converte essa energia em corrente alternada, equalizando com a energia usada em residências.

A placa solar gera energia em dias nublados – Verdade

Em dias parcialmente nublados ainda há a geração de energia. Vale lembrar que, apesar de sempre haver geração de eletricidade sob a luz do dia, sua intensidade pode ser menor em razão do grau de insolação. Até mesmo com tempo chuvoso a claridade existente produzirá energia.

Depois de instalada, não pode ser retirada – Mito

É possível retirar as placas solares, assim como todos os equipamentos que compõem o sistema de energia solar e instalar em outro local. Para isso, é preciso apenas reformular o projeto para garantir que ele se adeque às necessidades do novo local de instalação. Assim, caso o proprietário do sistema se mude e queira levar o sistema, é possível.

A placa solar pode durar até 25 anos – Verdade

A maioria dos painéis fotovoltaicos tem garantia de vida útil de 25 anos, com um funcionamento de, no mínimo, 80% da capacidade de geração do equipamento. É importante verificar se a garantia é apoiada por uma entidade idônea que deverá cumprir as leis de proteção do consumidor caso haja alguma falha no desempenho da sua placa solar.

Dá para instalar as placas sozinho – Mito

Num sistema de energia solar conectado à rede, você não deve tentar instalar os seus painéis solares sozinho a não ser que você seja um técnico ou um engenheiro experiente. O acompanhamento de uma empresa ou profissional especializado é importante para elaborar o seu projeto e analisar o melhor local e as melhores condições de instalação. Caso a instalação seja feita no telhado, que é o modo mais usual, o uso de equipamentos de segurança é fundamental. Além disso, para conectar o sistema de energia solar na sua casa ou empresa é preciso uma autorização da distribuidora de energia local e somente engenheiros e eletrotécnicos podem fazer esta solicitação.

Fonte: Prátil

08:00 · 06.05.2016 / atualizado às 23:38 · 05.05.2016 por
O estudo mostra como a energia fotovoltaica pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos para o País Foto: André Costa
O estudo mostra como a energia fotovoltaica pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos para o País Foto: André Costa

O Greenpeace Brasil acaba de lançar o estudo “Alvorada – Como o incentivo à energia solar fotovoltaica pode transformar o Brasil”. No documento, analisa algumas medidas que facilitariam o acesso das pessoas a sistemas fotovoltaicos, tanto para residências quanto para comércios.

O Greenpeace calculou, por exemplo, o impacto de o governo liberar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o trabalhador que quer usá-lo na compra de placas solares, como hoje acontece no caso do primeiro imóvel. Ou então, o que aconteceria se fossem menores os tributos que incidem nas placas que compõem os painéis. Baixar essas cobranças irá diminuir em até 20% o preço dos sistemas e, portanto, torná-los mais viáveis para muitas famílias.

A entidade avaliou como a Resolução Normativa Nº 687/15, que entrou em vigor em março deste ano, irá impactar em maior adesão à energia solar. E, também, como seria o Brasil em 2030 caso o governo não adote incentivo algum. Ou seja, se continuarmos como estamos hoje.

“Todas as medidas levantadas no estudo são factíveis e de responsabilidade dos governos municipais, estaduais e federal. Está nas mãos do poder público permitir que, na prática, os brasileiros possam gerar sua própria energia e economizar na conta de luz. Esse estudo mostra quais as melhores saídas para isso”, diz Bárbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

O documento também aponta como esses incentivos trariam impactos positivos em questões ambientais, sociais e econômicas. Destaca: “se mais pessoas gerarem sua própria eletricidade, evitaremos que toneladas de gases de efeito estufa sejam despejadas na atmosfera. Isso porque, diminuiríamos a demanda pela energia oferecida pelo governo, oriunda de grandes usinas térmicas que queimam combustíveis fósseis e são altamente poluentes. Também poderíamos tornar desnecessária a construção de novas usinas hidrelétricas na Amazônia”.

Segundo as informações do Greenpeace, caso todas as medidas propostas sejam adotadas pelo governo, a adesão à energia solar seria tão grande que teríamos 41,4 mil MWp instalados em telhados até 2030. A eletricidade produzida por esses sistemas seria o dobro do valor pretendido com o Complexo Hidrelétrico do Rio Tapajós, na Amazônia. A construção dessa usina é questionada por trazer grandes devastação para o meio ambiente e colocar em risco as populações locais de índios Munduruku.

O estudo mostra que a energia solar pode ser a responsável por milhões de vagas no mercado de trabalho de forma direta e indireta. No cenário mais otimista deste estudo, se chegaria a quase quatro milhões de vagas de trabalho relacionadas à expansão da energia solar.

“No momento, incentivar a energia solar é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada, já que, como aponta o estudo, cumpre um duplo papel: ajuda a população a reduzir seus gastos mensais com eletricidade, ajuda o País no seu compromisso para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. E ainda tem impactos positivos na economia nacional, que passa por uma fase difícil”, diz Rubim.

Os gráficos abaixo mostram a evolução de alguns indicadores de acordo com três cenários avaliados no estudo: O Brasil continua o mesmo, em que nada mudaria até 2030 em relação aos incentivos à fonte solar; o FGTS para comprar placas solares, que apresenta os impactos dessa medida; e Melhor Brasil. Neste cenário, juntamos todas os incentivos do relatório e mostramos como eles impulsionariam a energia solar e seus benefícios no país.

Gráficos_alvorada

O que diz o estudo:

– Caso todas as prefeituras dessem R$ 150 de descontos anuais no IPTU para as residências com sistemas fotovoltaicos, até 2030, o governo veria um retorno de R$ 1,7 bilhão em tributos gerados e recolhidos.

Isentar de impostos alguns itens que compõem os sistemas fotovoltaicos irá baratear seus custos e impulsionar as vendas. Em 15 anos, 833.273 vagas de empregos diretas e indiretas seriam criadas como efeito da movimentação desse mercado.

– O incentivo que se mostrou mais importante para expandir e acelerar a difusão dos sistemas fotovoltaicos no Brasil foi o uso do FGTS. Segundo os cálculos do estudo, hoje é mais vantajoso investir o dinheiro do fundo para comprar um sistema fotovoltaico do que deixá-lo guardado.

– Se todos os Estados deixassem de cobrar ICMS na eletricidade gerada pelo sistema fotovoltaico e injetada na rede de distribuição, mais pessoas veriam vantagens em ter painéis solares. E, até 2030, o Brasil teria deixado de emitir 118,8 milhões de toneladas de gases que agravam o efeito estufa e são responsáveis pelas mudanças climáticas. Hoje, apenas 11 Estados têm essa política de isenção do ICMS.

– Desde março deste ano, está em vigor a Resolução Normativa Nº 687. Ela tornou a microgeração de energia mais vantajosa e, segundo o estudo, será responsável por tantas adesões a placas solares que, em quinze anos, mais de 6 milhões de casas ou comércios estarão produzindo energia em telhados.

Fonte: Greenpeace Brasil

18:54 · 04.05.2016 / atualizado às 18:58 · 04.05.2016 por
O programa promove a racionalização do consumo, por meio de ações de combate ao desperdício Foto: Agência Reuters
O programa promove a racionalização do consumo, por meio de ações de combate ao desperdício Foto: Agência Reuters

Foi publicada nesta quarta-feira (4), no Diário Oficial da União (DOU), a Lei Nº 13.280/2016, que reserva 20% dos recursos das empresas de energia elétrica destinados à eficiência energética para aplicação no Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). O programa promove a racionalização do consumo, por meio de ações de combate ao desperdício.

O projeto original, da senadora Ana Amélia (PP-RS), previa que investimentos obrigatórios em programas de eficiência energética das concessionárias e permissionárias de distribuição de energia priorizassem iniciativas da indústria nacional. A mudança, no entanto, acabou não sendo aprovada por já ter sido contemplada na Lei Nº 13.203/2015.

Outra mudança feita pela Câmara dos Deputados e aprovada pelo Senado Federal revoga a obrigação de que 60% dos recursos de eficiência energética sejam aplicados em unidades consumidoras beneficiadas pela tarifa social, comunidades de baixa renda e comunidades rurais. Pelo texto aprovado e transformado em lei, não há percentual mínimo. A única previsão é de que a aplicação pode chegar a 80% dos recursos. A intenção é não limitar a aplicação nas indústrias, que são responsáveis por grande parte dos ganhos com eficiência energética.

Comitê Gestor de Eficiência Energética

A nova lei também cria o Comitê Gestor de Eficiência Energética e transfere para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a competência para definir o calendário de recolhimento, as multas, punições e a forma de pagamento dos recursos que devem ser investidos no Procel.

A senadora Ana Amélia comemorou a aprovação do projeto, que considerou especial no momento de crise econômica que o País vive. Segundo ela, a lei pode estimular o crescimento econômico e industrial, porque impacta vários programas.

“Não só sobre inovação, mas sobre investimentos na eficiência energética para o setor industrial e para aqueles programas sociais que tratam da renovação de uma geladeira velha, que consome muita energia, por uma nova que consome menos energia”, disse.

Fonte: Agência Senado