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10:27 · 24.03.2017 / atualizado às 10:49 · 24.03.2017 por

Fortaleza é uma das cidades participantes de um ato mundial chamado a Hora do Planeta 2017 – WWF, no qual luzes são apagadas durante uma hora. A iniciativa, que acontecerá neste sábado (25), na capital do Ceará, das 20 às 21 horas, envolverá alguns dos principais equipamentos da Capital: Mercado Central, Palácio do Bispo (Paço Municipal), Estátua de Iracema, Igreja de Fátima, Catedral Metropolitana e Praça Portugal.

A ideia do ato é alertar o mundo sobre as consequências e os desafios de enfrentamento do aquecimento global. O movimento é importante para a sensibilização da população, especialmente, quanto ao consumo consciente.

Além da Hora do Planeta, também será promovida a Bicicletada da Hora, um passeio ciclístico com saída da Praça Luíza Távora e percurso de 8km. Os ciclistas farão uma parada entre o Paço Municipal e a Sé Catedral Metropolitana, no momento em que as luzes forem apagadas.

A Hora do Planeta 2017 faz parte da programação da Festa Anual das Árvores, cujo tema deste ano é: “No Lugar de Lixo, Árvores e Flores”. O evento acontece até o dia 31 de março, com diversas ações que trabalham a importância da sustentabilidade, da preservação do  verde e do cuidado com a Cidade.

Hora do Planeta

A Hora do Planeta é um blecaute voluntário e simbólico promovido mundialmente pela organização ambiental WWF. Neste ano a ação acontece no dia 25 de março e incentiva que entidades, empresas e pessoas desliguem as luzes entre as 20h30 e 21h30 do horário local. Criada em 2007 em Sydney, na Austrália, ela já se tornou o maior movimento pelo meio ambiente do mundo, com mais de sete mil cidades participantes no ano passado.

“Mais do que um simples apagar de luzes, a Hora do Planeta é um convite para que as pessoas parem por cerca de uma hora e reflitam sobre as nossas ações em relação ao meio ambiente; o que temos feito e o que cada um pode fazer para diminuir o problema”, comenta o diretor-executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic. Para ele, o movimento é uma demonstração globalizada de que o mundo quer ver em seus líderes a coragem para enfrentar e reverter os diferentes desafios ambientais, cujos impactos interferem na vida de toda a população.

A preocupação para evitar o desperdício, o uso consciente de veículos individuais de transporte e a opção de comprar produtos locais e que não agridam o meio ambiente são alguns dos hábitos que Voivodic considera como importantes para a redução de danos ao meio ambiente. “As causas e os efeitos das mudanças climáticas estão inseridos na nossa vida. A resolução destas questões está muito relacionada à criação e ao cumprimento de políticas públicas. Porém, se cada um repensar seus hábitos de consumo, teremos uma grande melhoria na saúde do planeta”, continua Voivodic.

Atualmente, o Brasil tem enfrentado sérios problemas relacionados às mudanças do clima, como a seca do Nordeste, a diminuição de produção de alimentos ou o racionamento de água em plena temporada de chuvas no Distrito Federal. Segundo o coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur, a manutenção de certos sistemas ultrapassados de investimento, como a contratação de energia vinda de termelétricas, só piora o quadro para a população, pois produz mais gases de efeito estufa (que agrava o aquecimento global) e deixa mais cara a tarifa de eletricidade para os consumidores.

“O nosso País tem todas as características para ser líder global na geração de eletricidade, com ampliação da oferta de geração solar e eólica. O investimento de cinco anos em energia solar em detrimento à térmica, por exemplo, pode gerar cerca de R$ 150 bilhões de economia em 20 anos, além de mais empregos. Ao assumir uma liderança mais forte e a tempo frente às mudanças climáticas, o Brasil pode se tornar um exemplo de desenvolvimento sustentável e economia verde, contribuindo para o bem-estar da população e para a segurança climática do planeta”, comenta Nahur.

No Brasil, em 2016, 156 municípios aderiram oficialmente à campanha, desligando por uma hora a iluminação de 505 ícones, entre monumentos, espaços públicos e prédios históricos. Para este ano, a expectativa é ainda maior, com o incentivo para que pessoas e empresas organizem suas próprias atividades no sábado, 25 de março.

Convite ao engajamento

A Hora do Planeta acontece no mundo todo no dia 25 de março, entre 20h30 e 21h30 do horário local, e há diversas formas de fazer parte.

Para as cidades, a participação acontece por meio de um Termo de Adesão, que deve ser assinado por alguma autoridade local indicando quais monumentos e prédios públicos ficarão apagados durante os 60 minutos.

Escolas, instituições privadas e organizações também podem se engajar apagando as luzes e promovendo atividades e eventos. Em 2016, foi contabilizada a participação de 165 empresas, além de 39 escolas e organizações não governamentais.

A novidade para este ano é que o WWF-Brasil está buscando incentivar ainda mais a participação da sociedade. Para isto, disponibilizou no site da Hora do Planeta (horadoplaneta.org.br) um formulário para a inscrição de atividades e um material com dicas do que cada um pode fazer para participar mais intensamente da campanha.

WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Programação em Fortaleza

Data: 25/3/2017

A Hora do Planeta

Local: prédio da Seuma, Estátua de Iracema na Lagoa de Messejana, Fachada do Mercado Central, Coluna da Hora, Palácio do Bispo (Paço Municipal), Catedral e Igreja de Fátima, algumas luzes do Aterro de Iracema e Praça Portugal.

Horário: 20h às 21h

Bicicletada da Hora

Local: Saída da Praça Luíza Távora

Horário: 19h30 às 22h

Inscrição

11:26 · 21.03.2017 / atualizado às 11:35 · 21.03.2017 por

Grandes especialistas nos temas reúso e dessalinização se reunirão, nesta quinta-feira (23), em Fortaleza, no 1º Simpósio Nacional sobre Dessalinização e Reúso: Viabilizando Alternativas à Escassez Hídrica. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) na capital cearense, em parceria com a Abes Seção CE e a Câmara Temática Dessalinização e Reúso da Abes.

O encontro é uma das etapas preparatórias para o Congresso Abes Fenasan 2017, o maior encontro de Saneamento Ambiental das Américas, que será promovido em São Paulo, de 2 a 6 de outubro. O objetivo do Simpósio, que ocorrerá no Novotel Fortaleza, é debater e incentivar o uso da dessalinização e do reúso, tanto em custo quanto em aplicações, para que sejam opções viáveis na busca de soluções frente às situações de crise hídrica.

Segundo Álvaro José Menezes da Costa, diretor nacional da Abes, o simpósio visa a aprofundar a discussão do tema “e exibir exemplos práticos de reúso no Brasil, casos de reúso no exterior e também de dessalinização, que possam, de fato, ser aplicados na realidade nordestina o mais rápido possível”. Segundo Álvaro Menezes, a seca já atinge até as capitais nordestinas. “O risco de colapso é iminente”, alerta.

“O I Simpósio de Dessalinização e Reúso da Abes vem no momento oportuno e para romper paradigmas”, ressalta o coordenador da Câmara Temática Dessalinização e Reúso, Renato Giani Ramos. Ele ressalta as sérias crises hídricas enfrentadas por diferentes regiões do Brasil. “No meio de uma gravíssima falta de água na maioria das cidades do Nordeste, Fortaleza foi escolhida para debater em nível nacional alternativas para o fornecimento de água”.

O evento, explica, trará uma visão técnica, gerencial e econômica e reunirá experientes profissionais de diversas áreas e países para debater, de maneira ampla e assertiva, como viabilizar as soluções de dessalinização e reúso para a realidade brasileira. “O que um dia foi considerado uma alternativa cara, cada vez mais torna-se viável e necessária para poder ampliar a gama de alternativas de produção de água, de tal maneira que se garanta o abastecimento contínuo e com excelente padrão de qualidade, tanto para a indústria como para a população”, explica o coordenador. “É o chamado ‘cardápio de opções´”, completa.
Abes
Com 51 anos de atuação pelo saneamento e meio ambiente no Brasil, a Abes reúne em seu corpo associativo cerca de dez mil profissionais do setor e tem como missão ser propulsora de atividades técnico-científicas, político-institucionais e de gestão que contribuam para o desenvolvimento do saneamento ambiental, visando à melhoria da saúde, do meio ambiente e da qualidade de vida das pessoas.

Programação:

Mesa Redonda – Crise Hídrica no Nordeste: Passado, Presente e Futuro
Coordenador da Mesa: Renato Giani Ramos – coordenador da Câmara Temática de Dessalinização e Reúso / Empresa Dow Water& Process Solutions
Palestrantes
Helder dos Santos Cortez – diretor da Unidade de Negócio do Interior da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece)
Gianni Lima – assessor da Presidência da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh)
Jesualdo Farias – titular da Secretaria das Cidades (Scidades)
Ronaldo Stefanutti – professor da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Artur José Vieira Bruno – titular da Secretaria do Meio Ambiente (Sema)
Fuad Moura Braga – gerente de Programas Internacionais na Assessoria de Projetos Especiais – Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb)/Diretor da Abes-DF

Painel 1 – Financiamentos e Planos Regionais e Nacionais para a Dessalinização e Reutilização da Água
Coordenação e Mediação: Álvaro José Menezes da Costa – GO Associados
Palestra 1: Dessalinização e Reutilização da Água em Planos Nacionais e Regionais – Helene Kubler – CH2M HILL
Palestra 2: Financiamento Público e Privado às alternativas em dessalinização e reúso para a crise hídrica – Wladimir Ribeiro – Manesco e Associados
Palestra 3: Como estruturar um modelo de negócio para produção de água de reúso – um caso na prática – Fernando Gomes – Aquapolo

Painel 2 – Operação, Manutenção e Uso de Plantas de Dessalinização ou Reúso
Coordenação e Mediação: Alexander Fortin – CH2M Hill
Palestra 1: Viabilizando o Uso de Plantas Móveis e Pequenos Sistemas de Baixo Custo para o Fornecimento de Água Potável – Pablo Tojo – GRUNDFOS Holding A/S
Palestra 2: Operação e Manutenção de Plantas de Dessalinização – Fabian Fenóglio – SUEZ
Palestra 3: Dessalinização como Alternativa à Escassez Hídrica – Sérgio Hilsdorf – Veolia Water Technologies

Painel 3: Aplicações e Práticas de Dessalinização e Reúso
Coordenação e Mediação: Fernando Gomes – AQUAPOLO
Palestra 1: Práticas de Reuso de Água – Adrianus C. Van Haandel – Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental – UFCG
Palestra 2: Experiências de Dessalinização – José Roberto Ramos – RWL Water
Palestra 3: Aplicações e Práticas de Dessalinização e Reúso – Soluções por WABAG – Atul Injatkar – VA TECH WABAG LTD.

Mais informações:
1º Simpósio Nacional sobre Dessalinização e Reúso: Viabilizando Alternativas à Escassez Hídrica
Data: dia 23 de março de 2017 – das 8h45 às 17h15
Local: Novotel Fortaleza
Site para mais informações e inscrições
Site do Congresso ABES Fenasan 2017

20:11 · 20.03.2017 / atualizado às 20:11 · 20.03.2017 por

O Projeto Gestão Adaptativa do Risco Climático de Seca como Estratégia de Redução dos Impactos da Mudança Climática (Adapta) promove, nesta terça-feira (21), palestra pública sobre recursos hídricos.

O evento será realizado, a partir das 14h, no auditório do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental (DEHA), no bloco 713 do Campus do Pici Professor Prisco Bezerra, da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Coordenado pelo professor Francisco de Assis de Souza Filho, o Adapta é um projeto multidisciplinar, composto por pesquisadores do Brasil, da Alemanha e dos Estados Unidos, que visa dimensionar a vulnerabilidade dos usos e usuários de água, perante o risco climático de seca, e propor estratégias de gestão adaptativa, no intuito de aumentar a resiliência dos recursos diante da intensificação das variabilidades e mudanças do clima.

Durante a palestra, serão apresentados os resultados das discussões realizadas entre os pesquisadores que fazem parte do projeto (locais e visitantes). Os temas debatidos são variabilidade climática no presente, passado e futuro; alocação da água, plano de segurança hídrica e de secas; governança da água e governança institucional.

Além de discussões e apresentações de propostas metodológicas, os pesquisadores farão visita técnica aos perímetros de Tabuleiro de Russas e Morada Nova.

Confira a programação

21:31 · 19.03.2017 / atualizado às 21:31 · 19.03.2017 por

O Seminário Economia Ecológica: Educação para uma Mudança de Paradigma será aberto na próxima terça-feira (21), às 18h, no auditório do Departamento de Zootecnia, no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Campus do Pici Professor Prisco Bezerra. O evento, promovido pelo curso de graduação em Economia Ecológica da UFC, prossegue até o dia 23.

A palestra de abertura, sobre “Economia ecológica no mundo: a produção acadêmica, tendências, limites e possibilidades de uma ciência pós-normal”, será proferida por Clóvis Cavalcanti, presidente da Sociedade Internacional de Economia Ecológica e presidente de honra da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica.

A programação terá, ainda, minicursos com temas como “A crise hídrica no Ceará”, “Práticas de cuidado e bem viver”, “Como ecossistemas fornecem bens e serviços”, “Práticas de cuidado e bem viver”, além de mesas temáticas intituladas “Diálogo entre Economia Ecológica e Agroecologia”, “Introdução à Economia Ecológica” e “Sustentabilidade e relações de Poder”, dentre outras.

Com o encontro, os organizadores pretendem mostrar “as contribuições da economia ecológica para a reflexão sobre como a educação pode atuar nesse momento de crise de paradigmas mundiais, no âmbito social, econômico, político e ambiental”.

Também objetivam “divulgar o curso de graduação em Economia Ecológica da UFC e iniciar a aproximação do corpo discente e docente com a Sociedade Internacional de Economia Ecológica e a Sociedade Brasileira de Economia Ecológica”.

Como praticipar

O evento é aberto à comunidade e, para se inscrever, o interessado deve enviar nome completo, e-mail e curso para o endereço eletrônico do Seminário: seminarioecoeco@gmail.com.

Serão emitidos certificados para quem participar de pelo menos duas palestras e será emitido certificado para cada minicurso. Os organizadores informam que cada minicurso terá 30 vagas.

Mais informações:

Na programação completa do Seminário

N página do evento no Facebook

10:30 · 06.03.2017 / atualizado às 19:35 · 05.03.2017 por
Das 141 espécies de plantas cultivadas no País para alimentação, produção animal, biodiesel e fibras, aproximadamente 60% dependem da polinização animal, aponta a Embrapa Foto: Eduardo Queiroz / Agência Diário

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicou Instrução Normativa que estabelece diretrizes, requisitos e procedimentos para a avaliação dos riscos de ingredientes ativos de agrotóxicos para insetos polinizadores.

A norma, destinada a produtos ainda não registrados no País ou em reavaliação, é a primeira a estipular critérios de decisão com base no risco, ou seja, na probabilidade de uma espécie ser afetada pela exposição a agrotóxicos. O objetivo é oferecer mais proteção a abelhas e outros polinizadores.

Das 141 espécies de plantas cultivadas no País para alimentação, produção animal, biodiesel e fibras, aproximadamente 60% dependem da polinização animal, aponta a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A preocupação com o declínio das populações de abelhas e outros insetos é crescente em todo o mundo, o que levou governos e organizações a investigar sistematicamente o problema e suas causas.

A Instrução Normativa N° 02/2017, publicada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 10 de fevereiro de 2017, condiciona registros de agrotóxicos à apresentação de informações que permitam o uso adequado desses produtos, sem efeitos que comprometam a sobrevivência, a reprodução e o desenvolvimento das abelhas.

Desde 2012 o Ibama realiza estudos para estabelecer uma metodologia de avaliação de riscos resultantes do uso de agrotóxicos para insetos polinizadores, levando em consideração as particularidades da agricultura brasileira.

Avaliação ambiental

A avaliação ambiental de agrotóxicos conduzida pelo Ibama compreende: a avaliação do Potencial de Periculosidade Ambiental (PPA) e a Avaliação de Risco Ambiental (ARA).

A primeira leva em consideração a toxicidade dos agrotóxicos e seu comportamento em ambientes diversos. A segunda, além da toxicidade, considera a exposição dos organismos aos agrotóxicos, o que inclui o modo e a época de aplicação, as doses, a cultura e o clima, entre outros fatores.

Embora específica para insetos polinizadores, a nova norma também regulamenta as bases para o procedimento de avaliação de risco ambiental para registro de agrotóxicos, que será estendido a outros organismos e ecossistemas.

Consulta pública

Um primeiro esboço da Instrução Normativa foi submetido a Consulta Pública no site do Ibama em 31 de maio de 2016, com prazo de 30 dias, prorrogado até 19 de julho.

Participaram representantes de instituições de ensino e pesquisa, órgãos governamentais, entidades  representativas do setor apícola, entidades e empresas do setor regulado, apicultores meliponicultores.

Entre os participantes da consulta, 52% se declararam “fortemente favoráveis” à proposta de norma em discussão e 27%, “favoráveis”. As contribuições oferecidas foram analisadas e parte delas foi incorporada ao texto final da Instrução Normativa.

Mais informações:
Instrução Normativa n° 02/2017
Consolidação das contribuições recebidas em consulta pública

17:01 · 01.03.2017 / atualizado às 17:01 · 01.03.2017 por


“Como bem sabemos, a importância da Campanha da Fraternidade (CF) tem crescido a cada ano, repercutindo não apenas no interior das comunidades católicas, mas também nos diversos ambientes da sociedade, especialmente pela sua natureza e pela iminência dos assuntos abordados”. Foi com estas palavras que o arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, abriu oficialmente a Campanha da Fraternidade 2017.

A cerimônia ocorreu na sede da entidade, nesta quarta-feira (1º), em Brasília (DF). Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”, neste ano, a Campanha busca alertar para o cuidado com os biomas brasileiros: Cerrado, Mata
Atlântica, Caatinga, Pampa, Pantanal e Amazônia. Além disso, enfatiza o respeito à vida e à cultura dos povos que neles habitam. O lema escolhido para iluminar as reflexões é “Cultivar e guardar a criação (Gn 2, 15)”.

Para dom Sergio, a temática é de extrema urgência. “Cada Campanha da Fraternidade quer nos ajudar a vivenciar a fraternidade em um campo específico da vida ou da realidade social brasileira que tem necessitado de maior atenção e empenho, e, neste
ano, o tema escolhido é de grande notoriedade”, enfatizou.

Ainda de acordo com ele, é preciso que as pessoas conheçam os biomas a fundo para poderem “contemplar a beleza e a diversidade que estão estampados no próprio cartaz da Campanha da  Fraternidade.

Dom Sergio disse, ainda, que não basta conhecer os biomas, é preciso também refletir sobre a presença e sobre a ação humana nesses ambientes. Ele também ressaltou a valorização dos povos originários, que, de acordo com ele, são “verdadeiros guardiões dos biomas”.

“Nós precisamos valorizar, defender a vida e a cultura desses povos, mas também somos motivados a refletir sobre as causas dos problemas que afetam os biomas como, por exemplo, o desmatamento, a poluição da natureza e das nascentes. Necessitamos também refletir sobre a ação de cada um de nós e nossas posturas nos biomas onde estamos inseridos”, disse.

Por último, o bispo destacou que pode haver um certo estranhamento por parte das pessoas em relação à Igreja ter escolhido este assunto para a Campanha, mas segundo ele, ninguém pode assistir passivamente à destruição de um bioma ou de sua própria
casa, da casa comum.

“O assunto, de fato, não pode ser descuidado, não pode ser deixado para depois, ele necessita da atenção e dos esforços de todos. O tema tem sim muito a ver com a fé em Cristo, com a fé no Criador, com a palavra de Deus, e admirar os biomas é contemplar a obra do criador”, finalizou.

Importância

O presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado federal Alessandro Molon, compôs a mesa da cerimônia e, em sua fala, agradeceu pela escolha do tema por parte da Igreja no Brasil, considerando a iniciativa um serviço de extrema
importância para o País e para a proteção do meio ambiente.

O parlamentar lembrou e agradeceu ainda pelo pontificado do papa Francisco, “grande liderança mundial, que, dentre outras iniciativas importantes, escreveu a encíclica Laudato Si e tem dedicado uma parte especial do seu ministério ao convite de
uma ecologia humana e integral, lançando luz sobre a relação entre degradação do ambiente, injustiça social e pobreza”.

Molon indicou que, dos oito objetivos específicos da CF, quatro serão de grande importância para a Frente Parlamentar em 2017: o aprofundamento do conhecimento de cada bioma, o comprometimento com as populações originárias, o reforço do
compromisso com a biodiversidade e a contribuição para a construção de um novo paradigma ecológico. No fim, apresentou dez desafios da Frente Parlamentar para os quais pediu apoio da CNBB e do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Ações convergentes

“Sentimo-nos, portanto, amparados e revigorados na busca dos nossos objetivos”, afirmou o secretário de articulação institucional e cidadania do MMA, Edson Gonçalves Duarte, ao comentar a escolha da temática da CF 2017.

O representante do  ministro Sarney Filho lembrou da atuação do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, na defesa do Rio São Francisco e ressaltou que o cuidado com os biomas permeia todos os campos de atuação do Ministério: florestas, biodiversidade, água, extrativismo, clima, desenvolvimento sustentável e cidadania ambiental.

O secretário lamentou o profundo desconhecimento de parte da sociedade brasileira “que muitas vezes até compreende a importância da Amazônia, mas não percebe que o equilíbrio ecológico dos biomas é necessário para a manutenção, não apenas da fauna e da flora, mas também da vida humana”.

Duarte considerou que muitas das ações propostas pela Campanha da Fraternidade convergem com as prioridades determinas pelo MMA, como o combate ao desmatamento, o aprimoramento do monitoramento dos biomas, proteção de nascentes e matas ciliares, apoio aos povos tradicionais e a educação ambiental.

“A incorporação de toda essa temática na perspectiva de trabalho da CNBB
fortalece sobremaneira a defesa dos biomas brasileiros, pois, além de um arcabouço científico muito bem estruturado, a Campanha da Fraternidade reveste suas ações de uma riqueza espiritual capaz de tocar as consciências de uma forma profunda”,
salientou.

Publicação original: CNBB

16:52 · 28.02.2017 / atualizado às 16:52 · 28.02.2017 por


Que tal participar de uma competição em soluções de eficiência energética, ter a chance de conhecer Paris e receber uma oferta de emprego? Essa é a proposta do “Go Green in the City”, competição global de estudantes que chega à sétima edição em 2017 com o desafio de solucionar problemas reais do mundo.

Promovida pela Schneider Electric, empresa líder em gestão de energia e de automação com foco em sustentabilidade, presente em mais de 100 países, na competição, 12 times finalistas de todos os cantos do mundo serão patrocinados e terão a chance de viajar para a grande final, em Paris, se conectar com os colaboradores da empresa e conhecer de perto como é trabalhar lá, além de se engajar em criar soluções verdadeiramente inovadoras.

Como participar

A competição é válida para estudantes de Engenharia de qualquer lugar do mundo com mais de 18 anos ou profissionais da área com diploma há mais de dois anos, seja de graduação, master ou MBA.

Para participar, é só acessar o site da competição e inscrever a sugestão de solução inovadora para desafios no gerenciamento de energia para cidades mais inteligentes. As inscrições vão só até o dia 12 de maio.

Os prêmios

Os 12 finalistas irão ganhar uma viagem a Paris para participar da Cerimônia de Premiação. O time vencedor terá a chance de conhecer duas unidades da Schneider Electric pelo mundo, além de receber uma oferta de emprego.

Clique aqui para mais informações e inscrições

20:30 · 22.02.2017 / atualizado às 20:53 · 22.02.2017 por
O programa estimula e fomenta projetos de redução de emissão de gases de efeito estufa, incluindo iniciativas relacionadas à eficiência energética, energia renovável, manejo de resíduos, florestas, agricultura sustentável e mobilidade, e projetos de redução de pegada hídrica, como construção de cisternas ou dessalinizadores em áreas críticas e tratamento de efluentes Foto: Eduardo Queiroz / Agência Diário

O Itaú Unibanco, em parceria com o Instituto Ekos Brasil, acaba de lançar o edital da edição 2017 do Programa Ecomudança. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 27 de março, pelo site http://itau.com.br/sustentabilidade/riscos-e-oportunidades-socioambientais/ecomudanca.

A iniciativa prevê a destinação de até R$ 100 mil por projeto selecionado. O valor do apoio financeiro vem dos fundos de renda fixa Ecomudança Itaú, que destina 30% das taxas de administração ao programa.

O objetivo do Ecomudança é transformar os investimentos dos clientes do Itaú Unibanco em benefícios para a sociedade. O programa estimula e fomenta projetos de redução de emissão de gases de efeito estufa, incluindo iniciativas relacionadas à eficiência energética, energia renovável, manejo de resíduos, florestas, agricultura sustentável e mobilidade, e projetos de redução de pegada hídrica, como construção de cisternas ou dessalinizadores em áreas críticas e tratamento de efluentes.

Podem participam do Ecomudança entidades sem fins lucrativos – organizações sociais, fundações, cooperativas e associações, inclusive as que atuam como movimentos sociais. Além disso,  projetos com potencial de gerar renda para se manterem financeiramente a longo prazo, e com alto potencial de replicabilidade.

O processo de seleção é dividido em quatro etapas: triagem das inscrições; seleção dos projetos semifinalistas; visita técnica às organizações; seleção final dos projetos que receberão investimentos. A comissão de análise técnica é composta por profissionais do Itaú Unibanco e do Instituto Ekos Brasil. Todo processo de inscrição é feito de forma online e gratuita. Os projetos selecionados serão divulgados em setembro deste ano.

“O Ecomudança tem papel fundamental na atuação do banco como agente de transformação da sociedade”, afirma Denise Hills, superintendente de Sustentabilidade e Negócios Inclusivos do Itaú Unibanco. “Os resultados do programa são incrivelmente transformadores, com impactos importantes para o desenvolvimento das comunidades onde estão localizados”, completa.

Fique por dentro

Desde sua criação, em 2009, o Ecomudança já investiu R$ 5,3 milhões em 46 projetos de dezenas de cidades brasileiras. Mais de 1.000 famílias já foram beneficiadas diretamente, sendo que quase metade delas tiveram um aumento de mais de 10% na renda. As iniciativas contempladas já contribuíram para a redução da emissão de 22 mil toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera.

Somente no ano passado foram selecionados dez projetos, de nove estados – Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco e São Paulo –, além do Distrito Federal.

Um deles foi o projeto “Dessalinizadores solares nas comunidades rurais do Semiárido”, de Boqueirão, na Paraíba, promovido pela Associação de Lideranças, Organizações, Agricultores e Agricultoras Familiares do Cariri Paraibano.

Com o aporte recebido, foi possível iniciar a construção de 70 dessalinizadores solares de uso comunitário, em sete comunidades, beneficiando até 100 famílias, por meio da produção de 1.050 litros de água potável por dia e permitindo a economia de renda em 16%, referente à compra de galões de água para ingestão.

Mais informações:
www.itau.com.br/sustentabilidade/riscos-e-oportunidades-socioambientais/ecomudanca/

10:30 · 20.02.2017 / atualizado às 19:45 · 19.02.2017 por
O seminário, que será realizado no Teatro Celina Queiroz, na Unifor, terá como um dos principais palestrantes Amyr Klink, navegador e empreendedor de expedições marítimas que irá apresentar “Quatro lições para o uso racional da água”

O II Seminário Economia Verde – “Gestão de Água: o desafio do consumo consciente” ocorrerá nesta terça-feira (21), a partir das 8h, no Teatro Celina Queiroz, na Universidade de Fortaleza (Unifor).

O evento, realizado pelo Diário do Nordeste, por meio da marca IDN – Inovação e Desenvolvimento de Negócios, terá como um dos principais palestrantes Amyr Klink, navegador e empreendedor de expedições marítimas, que irá apresentar “Quatro lições para o uso racional da água“.

Outro convidado é o presidente da Itaueira Agropecuária e representante da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) no Conselho Temático de Integração Nacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Prado, que fará uma análise do cenário local, abordando a crise hídrica e seus reflexos no desenvolvimento econômico do Ceará.

O tema será tratado juntamente com a doutoranda em Direito Ambiental Internacional pela Universidade Rovira I Virgili (Espanha) e mestre em Administração de Empresas, Bleine Queiroz Caúla.

Também será apresentado pela gerente de Meio Ambiente da Cervejaria Aquiraz, Stephanie Landim, o case da Ambev sobre ações ambientais.

O encontro será  finalizado com o debate “Gestão da água: uma causa de todos“, com a presença dos palestrantes e moderação da jornalista do Diário do Nordeste, Maristela Crispim.

Relevância

Para a gerente de Mercado Anunciante do Diário do Nordeste, Livia Medeiros, este tema é de extrema relevância, tendo em vista a situação atual. “Especialmente pelo momento que a gente vive de crise hídrica no Estado, que repercute para vários setores, é mais que uma missão o Jornal promover o uso racional da água”, destaca.

Lívia já comemora o sucesso do seminário com o término das inscrições antes do tempo esperado. A iniciativa conta com o patrocínio do Governo do Estado do Ceará, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e da Fiec.

Mais informações:
II Seminário Economia Verde
Data: 21 de fevereiro – 8h
Local: Teatro Celina Queiroz
Site: www.diariodonordeste.com.br/idn

06:00 · 15.02.2017 / atualizado às 19:11 · 14.02.2017 por

A Geoanalysis, empresa cearense de Assessoria e Consultoria Ambiental associada ao Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos Domésticos e Industriais no Estado do Ceará (Sindiverde), desenvolveu uma ferramenta online, em formato de checklist, gratuita, para que os empresários conheçam, em poucos cliques, a situação ambiental em que o  negócio se encontra.

Essa ferramenta serve à difusão do conhecimento das principais exigências ambientais (federais, estaduais e municipais) – as quais muitas vezes não são conhecidas pelo empresariado – trazendo como resultado uma pontuação que indica o grau de vulnerabilidade do negócio em relação aos aspectos ambientais.

De posse do resultado, os empresários poderão solicitar um diagnóstico completo para aprofundar o conhecimento quanto aos pontos críticos e suas respectivas soluções, de modo a tornar sua empresa um negócio sustentável.

São muitas as adequações ambientais a cumprir (licenças, planos, normas) para estar de acordo com as leis, o que, muitas vezes, torna-se complicado e oneroso. É possível, no entanto, contratar uma assessoria especializada e garantir que o negócio seja regularizado e fique em vantagem competitiva com a bandeira da sustentabilidade, já que a responsabilidade ambiental deixou de ser opcional há algumas décadas e hoje é um fator crítico, tanto para a imagem, quanto para a saúde financeira de todas as empresas.

Dentro desse ambiente de sustentabilidade e inovação, a Geoanalysis se posiciona como primeira empresa no Nordeste a oferecer gestão ambiental na modalidade de planos continuados de assessoramento, o Plano Empresarial de Gestão Ambiental Continuada (Pegacon).

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Mais informações:

www.geoanalysis-ce.com.br