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Competição da ONU para jovens inovadores busca soluções para lidar com as mudanças climáticas

Publicado em 12/09/2014 - 13:12 por | Comentar

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O objetivo é fazer com que a Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC)  ajude as cidades inteligentes a mitigarem e reduzirem os efeitos das mudanças climáticas, principalmente em áreas relacionadas à saúde global Foto: Agência Diário / Kid Júnior

O objetivo é fazer com que a Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) ajude as cidades inteligentes a mitigarem e reduzirem os efeitos das mudanças climáticas, principalmente em áreas relacionadas à saúde global Foto: Agência Diário / Kid Júnior

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançaram o desafio para a Competição Mundial de Telecomunicações para Jovens Inovadores, que este ano enfocará em Cidades Inteligentes e Mudança Climática.

A ideia é explorar como a Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) pode ajudar as cidades inteligentes a mitigarem e reduzirem os efeitos das mudanças climáticas, principalmente em áreas relacionadas à saúde global.

As duas soluções vencedoras serão exibidas durante a ITU Telecom World 2014, a plataforma líder de debate, intercâmbio de conhecimento e promoção de redes para a comunidade de TIC, que será realizada em Doha, Catar, entre os dias 07 e 10 de dezembro. Além da oportunidade de participar dos workshops e de apresentar seus projetos para a indústria, os ganhadores ainda receberão até 10 mil dólares e um ano de tutoria contínua.

“As condições de clima extremos, epidemias, surtos de doenças infecciosas e poluição do ar exacerbando doenças não comunicáveis são exemplos de como a mudança do clima está afetando a saúde das pessoas em todo o mundo”, disse o secretário-geral do UIT, Hamadoun I. Touré. “As TICs podem fornecer soluções para lidar com as mudanças climáticas ao desenvolver cidades inteligentes que ajudarão a reduzir emissões, melhor a sustentabilidade da economia e promover o uso de tecnologias verdes inovadoras”.

Para Touré, é vital dar a oportunidade para os jovens se engajarem nessas questões dado que são eles que sofrerão com os efeitos negativos do clima na saúde. O desafio está aberto para jovens entre 18 e 30 anos em todo o mundo e, diferente das competições passadas cujo público-alvo era as start-ups, este ano os candidatos devem enviar sugestões e trabalhar em grupo para discutir, trocar ideias e elaborar as contribuições em forma de um conceito. O prazo final de inscrição é 7 de outubro, detalhes em ideas.itu.int

Fonte: ONU Brasil

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CEBDS lança estudo sobre Pagamentos por Serviços Ambientais

Publicado em 09/09/2014 - 20:01 por | Comentar

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O Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) promove lançamento da publicação “Pagamento por Serviços Ambientais: recomendações para o Marco Regulatório Brasileiro”, nesta quarta-feira, dia 10, em São Paulo. O documento oferece subsídios para as discussões atuais em torno da regulamentação de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) no Brasil.

 

O estudo apresenta um diagnóstico sobre a prática de pagamentos por serviços ambientais no Brasil e no mundo, bem como considerações e análises dos projetos de lei brasileiros sobre o tema, com abordagem voltada para os desafios e as oportunidades para o setor empresarial. A publicação reúne a perspectiva de governo, organizações da sociedade civil e empresas.

 

Hoje não há incentivo para organizações que investem na proteção, conservação do meio ambiente e no uso sustentável dos recursos naturais, o que não gera estímulo econômico para fazê-lo. Por exemplo, um produtor rural que detém uma área de reserva florestal privada (acima daquelas previstas pelo código florestal) poderia ser remunerado pela preservação de matas ciliares que garantam o fornecimento da água que será utilizada nos processos industriais, ou tratadas e distribuídas para a população. Com a lei do PSA em vigor, haveria um novo mercado, incluindo o custo da preservação dos ecossistemas. No entanto, a lei para regulação do Pagamento por Serviços Ambientais está em tramitação no Congresso desde 2007, mas ainda não foi votada.

 

O objetivo do estudo é discutir o arranjo ideal para uma política pública focada em pagamento por serviços ambientais no Brasil. 

 

Serviço: dia: 10/09/2014

Hora: 14h30 às 16h30

Local: CasaE Basf – Av. Professor Vicente Rao, 1195, Campo Belo – São Paulo

 

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Agricultura familiar contrata R$ 5,36 bilhões do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em dois meses

Publicado em 09/09/2014 - 8:00 por | Comentar

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A força da agricultura familiar
Nos dois primeiros meses da safra atual, agricultores familiares acessaram R$ 5,36 bilhões do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) – para aumento da produção e compra de máquinas e equipamentos a juros baixos. O valor representa 22% dos R$ 24,1 bilhões previstos no Plano Safra 2014/2015.
 
De 1º de julho a 31 de agosto deste ano foram realizados 395 mil contratos. No mesmo período do ano passado, foram contratados R$ 3,9 bilhões e firmados 364 mil contratos.
 
O estado com maior volume de contratação é o Rio Grande do Sul, com mais de 92 mil contratos, que representam R$ 1,75 bilhão. Isso é quase um terço do total (R$ 5,6 bilhões), incialmente, previsto para o estado.
 
Saiba mais
 
Do total investido nos dois primeiros meses da safra*:
 
- Foram fechados 160 mil contratos de financiamento para custeio da safra em um valor de R$ 2,9 bilhões;
 
- Para investimentos na propriedade, como compra de equipamentos ou mecanização de processos, o número de contratos é de 235 mil, que, somados, atingem o valor de R$ 2,4 bilhões;
 
- As mulheres bateram recorde. Elas financiaram até agora R$ 723,5 milhões e fecharam 106 mil contratos. Isso já é mais do que elas financiaram em toda a safra passada, quando foram fechados 91.784 contratos no valor de R$ 535 milhões;

* Os valores foram fornecidos pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural (Diorf), Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop), do Banco Central, que gerencia o Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (SICOR).

 

 

 

 

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SWA e ONU inauguram Congresso Mundial sobre Resíduos Sólidos em São Paulo

Publicado em 08/09/2014 - 8:20 por | Comentar

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Solenidade de abertura nesta segunda-feira de manhã e contará com a presença de representantes de entidades do setor e autoridades governamentais, entre elas o prefeito Fernando Haddad

 

O Congresso Mundial de Resíduos Sólidos ISWA 2014 será aberto hoje em São Paulo , às 9h30, com uma solenidade da qual vão participar o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad; o secretário do Meio Ambiente do estado de São Paulo, Rubens Naman Rizek Júnior; e o secretário de recursos hídricos e ambiente urbano do Ministério das Cidades, Ney Maranhão, além de outras autoridades e representantes de entidades do setor.

 

Anfitrião do evento, David Newman, presidente da ISWA – Internacional Solid Waste Association, fará a palestra magna sobre o tema Gestão Sustentável de Resíduos para Garantir um Futuro Saudável, durante a qual divulgará dados inéditos sobre investimentos globais em projetos de gestão de resíduos sólidos.  Na sequência, Antonis Mavropoulos, do Comitê Técnico-Científico da ISWA, falará sobre Inspirações para Inovar o Atual Sistema de Gestão de Resíduos.

 

Principal evento técnico em âmbito global para discutir práticas, tendências, soluções e desafios do setor de gestão de resíduos sólidos, o Congresso Mundial de Resíduos Sólidos ISWA 2014, que acontece de 8 a 11 de setembro no Sheraton World Trade Center, em São Paulo, deverá reunir mais de 800 participantes de 70 países. Organizado pela ISWA, em parceria com a ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, esta é a primeira vez em que o evento é promovido no Brasil.

 

Na edição de 2013, realizada na cidade de Viena, na Áustria, o Congresso concluiu pela necessidade de um “Plano Marshall” para obtenção de recursos e resolução de problemas na gestão de resíduos em âmbito global. As ações iniciadas e os avanços para desenvolver esse plano serão apresentados durante o ISWA 2014.

 

Além das sessões técnicas, que vão abranger cerca de 200 apresentações, o evento propiciará aos participantes a chance de visitar algumas das principais plantas de gestão de resíduos do País, como a recém-inaugurada Central de Separação Automática de resíduos da cidade de São Paulo, unidades de tratamento de resíduos perigosos e um dos maiores aterros sanitários do mundo.

 

Como parte da programação do Congresso ISWA 2014, será realizado o Fórum Global da IPLA – Programa das Nações Unidas para Gestão de Resíduos junto a Autoridades Locais, encontro realizado pela UNCRD – Comissão das Nações Unidas para Desenvolvimento Regional. Lançada em 2009, a IPLA tem como missão promover o aperfeiçoamento da gestão de resíduos junto aos municípios.

 

O Fórum Global acontecerá como uma Sessão Especial do Congresso ISWA 2014 e buscará discutir os temas mais atuais e promissores para o estabelecimento de uma gestão integrada e sustentável de resíduos sólidos nas cidades.

 

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ANA oferece 6 mil vagas em cursos gratuitos a distância sobre água e comitês de bacias

Publicado em 07/09/2014 - 8:00 por | 2 Comentários

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Inscrições podem ser realizadas pelo site da ANA até 7 de setembro ou até as vagas se esgotarem. Alunos que concluírem as atividades receberão certificado digital

 

A Agência Nacional de Águas (ANA) está com inscrições abertas para 6 mil vagas em cinco cursos diferentes, todos eles gratuitos e a distância. Os temas oferecidos são: Água na Medida Certa; Cuidando das Águas; Planejamento, Manejo e Gestão de Bacias; Comitês de Bacias: Práticas e Procedimentos; e Lei das Águas. Os interessados podem se inscrever na página de cursos a distância da ANA até o próximo domingo, 7 de setembro. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição. Quando o número de alunos chegar a 6 mil, as inscrições serão encerradas.

 

Os alunos que atingirem a partir de 60% de aproveitamento nas avaliações receberão certificado digital. O tempo de duração pode ser menor que o previsto, conforme o desempenho de cada participante. Para facilitar a aprendizagem, as atividades estão estruturadas através de uma navegação sequencial entre módulos e o material está disponível em formato PDF. Os alunos receberão e-mail em 9 de setembro, informando em qual turma foram incluídos, no caso de cursos com mais de uma turma.

 

Para o curso Água na Medida Certa, haverá duas turmas. A primeira terá atividades entre 9 e 21 de setembro, enquanto a segunda acontecerá de 22 de setembro a 5 de outubro. A capacitação tem carga de 20 horas e é aberta a qualquer interessado no tema. O objetivo é ensinar sobre recursos hídricos a partir de reflexões sobre conceitos e informações sobre a disponibilidade, distribuição e quantidade de água no planeta.

 

Também com duas turmas, de 9 a 21 de setembro e de 22 de setembro a 5 de outubro, o curso Comitê de Bacia: Práticas e Procedimentos é voltado para membros de comitês de bacias hidrográficas, agentes gestores de recursos hídricos e demais interessados. A capacitação, com 20 horas, visa a ensinar a dinâmica de funcionamento da estrutura organizacional dos comitês – que funcionam como “parlamentos das águas” nas bacias – para melhorar o processo de gestão destes colegiados.

 

Entre 9 de setembro e 5 de outubro, acontecerão as atividades do curso Cuidando das Águas, que tem carga de 40 horas. O objetivo é estimular a sociedade a refletir sobre sua responsabilidade no uso sustentável da água. A capacitação também aborda as possibilidades de melhoria da qualidade dos recursos hídricos, em cooperação com setores usuários, organizações não governamentais, governos e entidades de meio ambiente.

 

Com 20 horas, o curso Lei das Águas ensina os alunos a compreenderem a Política Nacional de Recursos Hídricos, também conhecida como Lei das Águas. Além disso, as atividades abordam os conceitos básicos relacionados à gestão dos recursos hídricos e identificam formas de atuação responsável para o uso e a gestão da água. As turmas acontecerão entre 9 e 21 de setembro e entre 22 de setembro e 5 de outubro.

 

O curso Planejamento, Manejo e Gestão de Bacias acontece entre 9 de setembro e 5 de outubro com uma carga de 40 horas. A capacitação busca apresentar aos alunos os instrumentos de planejamento dos recursos hídricos e de gestão de bacias hidrográficas.

 

Capacitação
A ANA realiza capacitações para as entidades que compõem o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e para toda a sociedade brasileira. O objetivo é estimular a conservação e o uso sustentável da água, além da participação cidadã na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Em 2013, a ANA capacitou 12.534 pessoas. Para 2014, a expectativa é bater este recorde, com 14,5 mil alunos. Saiba mais no Portal da Capacitação da ANA: http://capacitacao.ana.gov.br/Paginas/default.aspx.

 

 

 

 

 

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Movimento Limpa Brasil promove hoje em Fortaleza mutirão de limpeza e ações de conscientização

Publicado em 06/09/2014 - 8:08 por | Comentar

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Programação tem início a partir das 8 horas deste sábado 

O movimento Limpa Brasil – Let’s do it! chega a Fortaleza e fará hoje uma grande mobilização na capital cearense , com a realização de um amplo mutirão de recolhimento de material reciclável que acontecerá das 8 horas às 13 horas, em 36 espaços da cidade, entre áreas públicas, escolas e supermercados. O maior movimento de mobilização social começou no Brasil em 2010 e já passou por 19 cidades. O projeto conta com a cooperação da UNESCO no Brasil, Ministério da Educação e apoio do Ministério do Meio Ambiente e das prefeituras municipais, e pretende incentivar a reflexão para a mudança de atitude do cidadão brasileiro em relação ao hábito de jogar lixo fora do lixo.

A cerimônia de abertura do Limpa Brasil será realizada no anfiteatro do Parque do Cocó (Avenida Padre Antônio Tomás, na Aldeota), a partir das 09 horas. O evento contará com a participação do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, de secretários municipais, de representantes dos patrocinadores e dos parceiros e da imprensa. Em seguida, será realizada uma ação na Praça Portugal, às 10 horas. No encerramento das atividades, o Limpa Brasil tradicionalmente promove um show gratuito com a ideia de conscientização da população. A atração do show de Fortaleza será o cantor, compositor e sanfoneiro Waldonys, que se apresenta às 17 horas, novamente no anfiteatro Parque do Cocó. Quem for ao show poderá trocar material reciclado por uma muda de planta.

Os interessados em exercer sua cidadania e participar das ações do Limpa Brasil poderão se engajar de duas formas: levando o material reciclável de sua casa e entregando em qualquer um dos 36 pontos de coleta; ou retirando num desses pontos um kit contendo um saco de 100 litros e luvas para coletar o material reciclável que estiver descartado incorretamente, na região da cidade que preferir. Todo material reciclável recolhido será doado às cooperativas da cidade. Em Fortaleza, o material será entregue na sede da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Fortaleza e Região Metropolitana, que agrega 17 associações e aproximadamente 300 famílias.

 Ações em Fortaleza

Na capital cearense já aconteceram palestras de mobilização para professores da rede municipal de ensino e para alunos do IEP (Instituto de Educação e Portal). Ministrada pelo presidente da Associação de Catadores de Material Reciclável do Jardim Gramacho (Rio de Janeiro), Tião Santos, o objetivo das mobilizações é engajamento e capacitação das pessoas para participação no dia D.

Além disso, uma gincana foi realizada ontem pela manhã entre as escolas públicas municiais e 250 servidores municipais, entre agentes de endemias, educadores em saúde e técnicos das regionais, se engajaram na coleta de resíduos recicláveis no Centro da cidade, nas praças Coração de Jesus, da Estação e avenida Imperador.

Nos anos de 2011, 2012 e 2013 no Brasil, 19 cidades foram visitadas pelo Limpa Brasil – Let’s do it! para educar a população quanto ao problema do lixo e para incentivar o espírito de colaboração. O resultado foi a participação de mais de 155 mil voluntários e o recolhimento de 1,3 mil toneladas de material reciclado doado às cooperativas de material reciclado.

Em Fortaleza, o projeto conta com o patrocínio local da Prefeitura Municipal de Fortaleza e da C. Rolim Engenharia, Nacional Gás, Hotel Sonata de Iracema, CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas, Ecofor, Sindigráfica, Beach Park, Rotaract, Universidade de Fortaleza (Unifor) e IEP – Instituto de Educação Portal,  além de patrocínio nacional da Avianca e do Pão de Açúcar, e apoio da Unesco, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Educação, TV Globo, Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável e União dos Escoteiros do Brasil.
Sobre o Tião Santos

Tião Santos ganhou visibilidade após protagonizar o documentário Lixo Extraordinário, produzido pelo artista plástico Vik Muniz. Atualmente, Tião Santos é presidente da Associação de Catadores de Material Reciclável do Jardim Gramacho (Rio de Janeiro), representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e Coordenador Nacional de Logística do movimento Limpa Brasil Let’s do it!
Sobre o Limpa Brasil-Let’s do it!

O Let’s do it! é o maior movimento mundial de cidadania e cuidado com o meio ambiente, cujo objetivo é a conscientização em relação ao descarte correto do lixo. A campanha surgiu na Estônia em 2008 e, desde então, já percorreu mais de 140 países no mundo inteiro.

Em 2013 e 2014, o Limpa Brasil dá mais um passo em direção à verdadeira mudança cultural: não basta somente jogar o lixo no lixo, é preciso reciclar. O objetivo do movimento é ajudar a estabelecer, através da educação e campanhas de comunicação, a cultura da reciclagem no Brasil.
Relação dos 36 pontos de entrega voluntária em Fortaleza

Das 8 horas às 13 horas

(Exceto nos pontos Casa dos Turistas – das 9:00 as 13:00 horas)
 *Escolas Públicas Municipais

Distrito I

ESCOLA Municipal PROF. MARTINZ DE AGUIAR

Endereço: Rua Bernardo Porto, 470 , Carlito Pamplona

EM REITOR PEDRO TEIXEIRA BARROSO

Endereço: Av. Presidente Castelo Branco, 5201. Jacarecanga

 

Distrito II

EM COLONIA Z 8

Endereço: Rua Manoel Jesuíno, 370, Centro

MARIA FELÍCIO LOPES

Endereço: Rua Vinte de Julho, 480, Centro

FREI TITO DE ALENCAR LIMA

Endereço: Rua Dioguinho, 5925, Vicente Pinzon

 

Distrito III

EM JOSE ALCIDES PINTO

Endereço: Rua: Guarani, 2030 – João XXIII

EM MONSENHOR LINHARES

Endereço: Rua Profº Lino da Encarnação, 1130 – Parquelândia

 

Distrito IV

EM DIOGO VITAL DE SIQUEIRA

Endereço:Av.L, S/N – José Walter

EM JOSÉ AYRTON TEIXEIRA

Endereço: Rua Alfredo Mamede, S/N – Novo Mondubim

EM CLAUDIO MARTINS

Endereço: A. João Pessoa, 6601. Parangaba

 

Distrito V

EM JOAQUIM ALVES

Endereço: Av. Osório de Paiva, 8030 – Siqueira

EM GOVERNADOR FAUSTINO DE ALBUQUERQUE

Endereço: R. 143, 155 – 1ª. etapa – Conjunto Ceará

EM CREUSA DO CARMO ROCHA

Endereço: Rua Duas Nações, 1055 – Granja Portugal

 

Distrito VI

EM CÔNEGO FRANCISCO PEREIRA DA SILVA

Endereço: Rua Luiz Francisco Xavier, 256 -  Paupina

EM BÁRBARA DE ALENCAR

Endereço: Rua Capitão Porfírio, 544 Parque Santa Maria

EM MARIETA CALS

Endereço: Rua Maiza, S/N Conjunto Palmeiras

 

* Parque do Cocó

Avenida Pe. Antônio Tomás, – Aldeota

 

* Lojas Pão de Açúcar

Buena Vista – Avenida Washington Soares, 1500 – Lojas 3 e 4

Cocó – Avenida Eng. Santana Junior, 2277 – Shopping

Fátima -  Rua Dr. Costa de Araújo, 1132

Júlio Ventura -  Rua Bárbara de Alencar, 1887 – Loja 1

Mucuripe – Avenida da Abolição, 3790

Náutico -  Avenida da Abolição, 2900

São Gerardo  – Avenida Bezerra de Menezes, 498/1548

São João – Avenida Santos Dumont, 1169

Virgílio Távora  – Avenida Virgílio Távora, s/n

 

* Terminais de Ônibus

Antônio Bezerra

Av. Mister Hull, s/n. Próximo ao Extra Supermercado

Conjunto Ceará

Rua 113, S/N

Lagoa

Avenida Gomes Brasil n° 550

Messejana

Avenida Perimetral n° 650

Papicu

Rua Pereira de Miranda n° 187

Parangaba

Av. Silas Munguba x R. Germano Franck

Siqueira

Avenida General Osório de Paiva n° 29.55

 * Casa do Turista – horário das 9:00 as 13:00 horas

Beira Mar – Meireles: Avenida Beira Mar – Próximo ao Anfiteatro Flávio Ponte

Casa do Turista – Mercado Central – Centro: Rua Alberto Nepomuceno, 199
Posto de Informação da Praça do Ferreira- Centro: Praça do Ferreira

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Reciclanip apresenta programa de reciclagem de pneus na RWM Brasil 2014 – SP

Publicado em 01/09/2014 - 8:12 por | Comentar

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A entidade, criada pelos fabricantes brasileiros de pneus recolheu e deu destinação correta a mais 400 mil t de os pneus descartados em 2013, evitando que possam se tornar criadouros da dengue ou criem outros problemas ambientais, atuando em parceira com prefeituras de todo o país.

 

A ANIP Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos está apoiando a realização nos dias 09 e 10 de setembro do mais relevante evento do país totalmente focado em resíduos sólidos e limpeza pública – a RWM 2014, que vai ocorrer em São Paulo.  “Somos responsáveis pela maior operação de logística reversa do país, que envolve a criação de pontos de coleta de pneus inservíveis com parceiros em todos os estados, a gestão da retirada do produto descartado, sua destinação correta e fomento para novas destinações”, explica César Faccio, gerente geral da Reciclanip, entidade sem fins lucrativos mantida pelos fabricantes associados à ANIP.

A RWM Brasil 2014 reunirá empresas de diversos países em um único local com os dois mais significativos e importantes congressos mundiais sobre limpeza pública, resíduos sólidos, sustentabilidade e meio ambiente de todo o mundo: O ISWA World Congress, promovido anualmente pela International Solid Waste Association, e o IPLA Global Forum, organizado pela IPLA – International Partnership for Local Authorities, mantido pela Organização das Nações Unidas – ONU. Os eventos têm como objetivo compartilhar experiências, buscar oportunidades e debater as tendências para uma gestão de resíduos que atenda integralmente as disposições da Lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), cujo prazo estipulado para adequação se encerrará ainda este ano. Para mais informações sobre a RWM Brasil, o ISWA e o IPLA Global Fórum acesse o site www.rwmbrasil.com.br ou clique aqui para fazer o pré-registro na Feira RWM Brasil 2014.

Durante o evento o gerente geral da Reciclanip fará palestra, explicando a importância de ser bem administrado e como funciona o ponto de coleta, como é feita a retirada do inservível e de que modo se define a destinação ambientalmente adequada, de acordo com as normas do IBAMA. “A Reciclanip retira o material quando o local atinge a quantidade de 2.000 pneus de passeio ou 300 pneus de caminhões e a retirada é feita por transportadores conveniados”, conta o porta-voz. Ele lembrar que é fundamental a área do ponto de coleta ser protegida, a fim de se evitar o acúmulo de água, que poderia gerar problemas ambientais e saúde.

Neste ano a Reciclanip está investindo R$ 100 milhões nessa operação, que atende a mais de 100% da meta estabelecida pelo IBAMA.

Informações da palestra Reciclanip

Dia: 09.09 ( terça-feira) e 10.09 ( quarta-feira)

Horários – 10h às 21h

Site – http://www.rwmbrasil.com.br/

 

Sobre a feira:

Nos dias 09 e 10 de setembro, a i2i Events Group realizará em São Paulo a 2ª edição do único evento no Brasil focado totalmente na gestão de resíduos sólidos, a RWM Brasil 2014.

Na edição passada, a feira atraiu mais de 2.200 compradores e influenciadores e 70 expositores de 16 países. Nesse ano, a RWM Brasil reunirá autoridades de diversos países, especialistas do setor e tomadores de decisão contando com a parceria com a ABRELPE, principal associação para gerenciamento de resíduos sólidos no Brasil, o apoio da ANIP e a colaboração com a ISWA – Associação Internacional de Resíduos Sólidos, e a IPLA – Parceria Internacional para a Expansão dos Serviços de Gestão de Resíduos de Autoridades Locais.

Sobre a ANIP e Reciclanip

A ANIP – Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (www.anip.org.br), fundada em 1960, representa a indústria de pneus e câmaras de ar instalada no Brasil, que compreende onze empresas ( Michelin, Brigdestone, Pirelli, Goodyear, Continental, Maggion, Levorin, Dunlop, Rinaldi, Titan e Tortuga) e 20 fábricas instaladas nos Estados de São Paulo (nove), Rio de Janeiro (duas), Rio Grande do Sul (duas), Bahia (três), Paraná (três) e Amazona (uma). Ao todo, responde por 27 mil empregos diretos e 120 mil indiretos. O setor é apoiado por uma rede com mais de 5 mil pontos de venda no Brasil com 40 mil empregos. Em 2007 a ANIP criou a Reciclanip, voltada para a coleta e destinação de pneus inservíveis no País. Originária do Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis, de 1999, a Reciclanip é considerada uma das principais iniciativas na área de pós-consumo da indústria brasileira, por reunir mais de 800 pontos de coleta no Brasil. Desde 1999, quando começou a coleta pelos fabricantes, 2,79 milhões de toneladas de pneus inservíveis foram coletados e destinados adequadamente, o equivalente a 558 milhões de pneus de passeio.

Seguindo o modelo de gestão de empresas européias, com larga experiência na coleta e destinação de pneus inservíveis, a Reciclanip difere no quesito remuneração. Em outros países, as empresas são pagas pelos vários agentes da cadeia produtiva para cobrir as despesas operacionais e garantir a destinação de pneus inservíveis. Os consumidores europeus, quando compram novos pneus para seus veículos, por exemplo, são obrigados a pagar uma taxa para a reciclagem dos pneus velhos. Aqui no Brasil, os fabricantes de pneus novos, representados pela ANIP, arcam com todos os custos de coleta e destinação dos pneus inservíveis, como transporte, trituração e destinação.

O programa é desenvolvido por meio de parcerias com as prefeituras, que cedem os terrenos dentro de normas específicas de segurança e higiene para receber os pneus inservíveis vindos de origens diversas. Forma-se então, o Ponto de Coleta. São 819 em todo país, de onde a Reciclanip recolhe e transporta os pneus até as empresas de trituração ou de reaproveitamento.

 

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Nova publicação da ONU apresenta alternativas para promover o desenvolvimento sem desmatamento

Publicado em 31/08/2014 - 8:00 por | Comentar

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Abordando o tema ‘Desenvolvimento sem Desmatamento’, a última edição da Policy in Focus reúne 13 artículos que mostram que o desflorestamento não é sinônimo de progresso. Pelo contrário, a publicação visa a mostrar que o desenvolvimento sem desmatamento é fundamental para a sustentabilidade do sistema econômico global e a preservação da vida na Terra.

Realizada pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) e o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, a Policy in Focus traz discussões atuais sobre regiões de fronteiras florestais da Amazônia e Himalaia que giram em torno de desmatamento, degradação e seus relacionamentos justapostos ou complementares com o desenvolvimento.

Segundo Carlos Castro, coordenador da área de Desenvolvimento Sustentável e Inclusão Produtiva do PNUD Brasil e um dos editores desta edição, apesar dos desafios existentes para assegurar o desenvolvimento sustentável em áreas de fronteira em regiões de floresta, há alternativas possíveis que demonstram que esse caminho é viável.

O projeto desenvolvido pelo PNUD e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Mato Grosso na região noroeste do estado, financiado pelo Fundo Global do Meio Ambiente (GEF) é um exemplo. A floresta em pé tem gerado renda consideravelmente maior do que a renda gerada em áreas desmatadas da região. Esse projeto é minuciosamente explorado em dois artigos da revista. A publicação também destaca o papel essencial de uma governança adequada, mostrando como projetos que melhor demonstram a preservação de florestas o fizeram através de apoio à infraestrutura cooperativa e arranjos institucionais.

Além de fomentar novas discussões em torno a eliminação do desmatamento, contribuindo para a melhoria das políticas públicas voltadas para a promoção da conservação ambiental e desenvolvimento humano, essa edição tem o objetivo final de estabelecer uma abordagem de longo prazo para o desenvolvimento que torne as florestas em pé mais valiosas do que cortadas, fazendo com sua conservação e uso seja mais viável sócio e economicamente.

 

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Mudanças climáticas limitam a agricultura do presente e do futuro

Publicado em 30/08/2014 - 9:02 por | Comentar

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Escassez de água, temperaturas mais altas e menor disponibilidade de terras agricultáveis: cientista revela como a agricultura das próximas décadas pode lidar com esses desafios

 

Pesquisadores de todo o mundo reconhecem que, com a intensificação das mudanças climáticas, a agricultura terá que lançar mão de todas as ferramentas tecnológicas para garantir produtividade. Além disso, estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que a população mundial deve chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050, o que vai significar aumento pela demanda de alimentos, água e energia.

 

Biólogo, engenheiro agrônomo formado pela Universidade de Barcelona e doutor em fisiologia vegetal, José Luis Araus Ortega é um dos cientistas que está preocupado com esse cenário. Seus estudos sobre os mecanismos relacionados à produtividade e à capacidade fotossintética dos vegetais já resultaram em trabalhos em parceria com o Centro Internacional para Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT), no México, e com a Comissão Europeia, especificamente nos projetos focados em economia de água.

 

Em entrevista ao Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Dr. José Luis Araus Ortega falou sobre os métodos de detecção de alterações no metabolismo das plantas e sobre o desenvolvimento de plantas que usam o nitrogênio do solo com mais eficiência. “No futuro, as plantas que responderem melhor a situações de escassez de água e excesso de calor serão fundamentais”, afirma.

 

Neste mês o senhor esteve no Brasil para participar do Congresso Nacional do Milho e Sorgo. Como o senhor vê que essas culturas serão afetadas pelas mudanças climáticas?

Definitivamente, as alterações de temperaturas em todas as regiões da Terra são fatores limitantes para a agricultura do presente e do futuro, inclusive para as culturas do milho e do sorgo. Temos que encontrar soluções inovadoras para produzir alimentos em um ambiente de escassez de água e de recursos energéticos. Estamos lidando com o crescimento demográfico e com as mudanças de hábitos alimentares dessa população que, cada vez mais, demanda quantidade e qualidade (mais proteínas). Uma das alternativas para ajudar a resolver essa equação é aumentar a eficiência do melhoramento genético e investir na agricultura como produtora de biocombustíveis.

 

O senhor pesquisa a produtividade na região do Mar Mediterrâneo. Como o clima dessa área será afetado nos próximos anos?

O clima mediterrâneo é encontrado em muitas regiões do sul da Europa, na costa norte da África e em parte do Oriente Médio. Pesquisas revelam que essa será uma das áreas mais afetadas pelas mudanças climáticas. Esse clima deve sofrer com a redução na quantidade de chuvas e com o aumento de temperatura. A escassez de água prejudica o desenvolvimento das plantas, fazendo com que produzam menos, tenham dificuldade para executar a fotossíntese e pode até provocar a morte. O calor faz com que os vegetais cresçam por menos tempo e tenham mais gastos respiratórios, além de proporcionar um ambiente mais adequado para o aparecimento de pragas.

 

O senhor busca plantas que estejam adaptadas a condições adversas por meio de quais técnicas?

Me refiro a métodos de detecção de alterações no metabolismo das plantas em situações de estresse (em inglês, remote sensing). Em agronomia, esse método começou a ser usado para estudar diferenças na fertilidade e na eficiência do transporte de recursos como água e nitrogênio. 

 

O senhor também faz pesquisa com transgênicos para desenvolver plantas com novas características?

Trabalhei em um projeto europeu de transgênicos que expressavam a característica de maior eficiência no uso de nitrogênio. Infelizmente, antes de a pesquisa apresentar resultados, grupos “ecológicos fundamentalistas” destruíram os ensaios com os organismos geneticamente modificados (OGM).

 

Por que a característica de tolerância à seca é tão difícil de ser desenvolvida, seja por transgenia ou por outro método?

São dois principais desafios. O primeiro se refere ao fato de a tolerância à seca ser uma característica multigênica e o segundo à dificuldade de repetir no campo o desempenho que as plantas transformadas tiveram em um ambiente controlado. A resposta das plantas a esse e a outros estresses abióticos envolve muitos genes. Até agora, os transgênicos já desenvolvidos conseguiram modificar a expressão de um gene ou de um pequeno número deles. A tolerância à seca, entretanto, é uma característica mais complexa.

 

Há cultivos em que é mais fácil conseguir expressar características?

Depende do ponto de vista. É sabido que o sorgo é uma planta naturalmente mais tolerante à seca que, por exemplo, o milho. O problema é que a genética do sorgo é menos conhecida e a produtividade potencial do sorgo é menor. Dessa maneira, acredito que só é possível comparar os cultivos com eles mesmos. Nós avançamos no desenvolvimento de plantas com tolerância à seca e mais eficientes no uso de nitrogênio para diversas espécies, mas ainda falta comparar essas novas variedades com as plantas das últimas décadas. Minha pesquisa tem como objetivos apresentar aos melhoristas de plantas ferramentas úteis e fáceis de manejar para que possam selecionar mais eficientemente essas plantas.

 

Em quanto tempo agricultores vão poder ter acesso a variedades melhoradas tolerantes à seca?  

Creio que os produtores já fazem isso hoje. Trata-se de um processo dinâmico, que está em constante evolução. Plantas de sorgo, milho e trigo com melhor rendimento em condições não ideais já foram desenvolvidas. Não se trata de passar de zero (não tolerante) ao infinito (tolerante à seca severa), a melhora genética é um processo paulatino. Até o momento não houve registro de aumento drástico no rendimento. Entretanto, há equipes de pesquisadores internacionais que tentam dar esse salto quântico na tolerância à seca por meio da transgenia, introduzindo, por exemplo, genes responsáveis pelo metabolismo do sorgo no arroz, milho ou trigo.

 

Como o senhor vê o potencial dos transgênicos para a agricultura mundial em um cenário de mudanças climáticas?

Os transgênicos são uma ferramenta essencial para o melhoramento genético das plantas. A pesquisa com organismos geneticamente modificados deveria ser apoiada sempre.

 

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Amazônia brasileira tem Índice de Progresso Social inferior à média nacional

Publicado em 28/08/2014 - 15:44 por | Comentar

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Estudo inédito com 772 municípios

 

  • Relatório “IPS Amazônia 2014” resultou da avaliação de 43 indicadores sociais e ambientais
  • Gerado a partir da colaboração proporcionada pela rede #Progresso Social Brasil, o estudo foi realizado pelo Imazon, em parceria com a Social Progress Imperative (SPI) e Fundación Avina

 

      A Amazônia brasileira, conhecida internacionalmente por seus recursos naturais e sua importância ambiental para o Brasil e o mundo, é uma região em que 24 milhões de pessoas convivem em meio a desafios sociais e falta de oportunidades para a maioria de sua população. Esse foi o cenário abordado pelo estudo inédito “Índice de Progresso Social (IPS) na Amazônia Brasileira – IPS Amazônia 2014”, gerado a partir da colaboração propiciada pela rede #Progresso Social Brasil, com realização do instituto de pesquisa Imazon, em parceria com a instituição global sem fins lucrativos Social Progress Imperative (SPI) e a Fundación Avina.

O relatório IPS Amazônia 2014 mostra que a região tem um IPS geral de 57,31, inferior à média nacional, que é de 67,73, considerando uma variação que vai de 0 (pior nível de progresso social) a 100 (melhor). Na avaliação de cada um dos 772 municípios da região, 98,5% apresentaram um IPS menor do que o da média do Brasil, que está na 46ª posição em um ranking mundial de 132 países, conforme a última edição do estudo IPS global, lançado em abril, no qual os líderes Nova Zelândia, Suíça e Islândia obtiveram média superior a 88.

As dimensões avaliadas pelo IPS Amazônia refletem, de modo geral, o método estatístico do Índice de Progresso Social, criado pela Social Progress Imperative para ajudar a orientar mundialmente decisões de investimento e políticas de governos que tenham impacto positivo na vida das pessoas, a partir do emprego de 54 indicadores exclusivamente das áreas social e ambiental. Idealizado com o apoio de especialistas em políticas públicas de todo o mundo, o IPS parte do entendimento de que medidas de desenvolvimento baseadas apenas ou prioritariamente em variáveis econômicas são insuficientes para mensurar o progresso social.

Amazônia avaliada em três dimensões

Para calcular o IPS Amazônia, foram utilizados 43 indicadores recentes e de fontes públicas e confiáveis, alguns dos quais escolhidos para refletir melhor as peculiaridades da realidade local – como a incidência da malária e o desmatamento –, mas preservando as condições de comparabilidade com o restante do Brasil. Esse projeto representou a primeira iniciativa efetiva de aplicação do IPS global em um contexto eminentemente local.

Seguindo a metodologia do IPS, três dimensões foram consideradas no levantamento sobre os 772 municípios dos 9 Estados da Amazônia: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos para o Bem-Estar e Oportunidades. O melhor resultado obtido foi na dimensão Fundamentos para o Bem-Estar, com índice médio de 64,84, e o pior na de Oportunidades, com 48,33. Essa dimensão também apresenta a maior disparidade entre a região e o restante do País (21%), evidenciando que faltam oportunidades para a população amazônica (veja, a seguir, os resultados completos para as três dimensões avaliadas na região).

 

Resultados do “IPS Amazônia 2014”

Confira os resultados obtidos pela região em cada dimensão avaliada, ao lado do desempenho do Brasil no Índice de Progresso Social (IPS).

  Amazônia Brasil
Índice de Progresso Social (IPS) 57,31 67,73
Dimensão – Necessidades Humanas Básicas 58,75 71,60
Nutrição e cuidados médicos 72,46 80,01
Água e saneamento 35,35 74,87
Moradia digna 72,48 92,03
Segurança pessoal 54,72 39,49
Dimensão – Fundamentos para o Bem-Estar 64,84 70,42
Acesso ao conhecimento básico 60,61 67,13
Acesso à informação e aos meios de comunicação 53,36 63,44
Saúde e bem-estar 70,57 68,35
Sustentabilidade dos ecossistemas 74,85 82,76
Dimensão – Oportunidades 48,33 61,18
Direitos individuais 45,22 65,39
Liberdade e escolha 64,41 81,99
Igualdade e inclusão 64,58 63,59
Acesso à educação superior 19,10 33,76

 

“Medir a situação social da Amazônia é ainda um grande desafio. A frequência de atualização dos dados é baixa, há limitações na abrangência geográfica de alguns indicadores e, até recentemente, o desempenho social era avaliado somente por índices que sofrem forte influência da economia”, avalia Adalberto Veríssimo, do Imazon, um dos responsáveis pelo levantamento inédito. Com a criação do IPS, em 2013, tornou-se possível, conforme Veríssimo, avaliar o progresso social da região considerando apenas indicadores sociais e ambientais que são realmente importantes para a qualidade de vida das pessoas. “O progresso social da forma como é medido pelo IPS revela que a região está abaixo da média brasileira, o que é incompatível com a sua importância ambiental”, destaca.

Esse conjunto de informações está acessível pela internet (veja os endereços, ao final deste texto, em “Informações gerais”), em uma plataforma que permite desagregar e analisar os dados do estudo. “Dessa forma, viabiliza-se o uso estratégico dessas informações por tomadores de decisão dos setores público e privado, no sentido da busca de soluções para a superação dos indicadores socioambientais na Amazônia brasileira. Com essa expectativa, a Rede de Progresso Social no Brasil dá destaque a esta agenda em sua interlocução com os governos, empresas e organizações sociais”, afirma Glaucia Barros, diretora programática da Fundación Avina.

Na visão do sócio-líder da Deloitte para o atendimento ao Setor Público no Brasil, Eduardo de Oliveira, experiências como a do IPS Amazônia são importantes para tornar mais efetivas ações conjuntas entre governo e iniciativa privada. “Projetos de estudo como este são essenciais para que líderes do setor público e agentes empresariais entendam mais profundamente os desafios de tantas regiões que, a exemplo da Amazônia, representam ainda grandes fronteiras de desenvolvimento sócio-econômico e também de novas oportunidades de negócios. Vivemos hoje uma era na qual não existe mais qualquer contradição entre o progresso social e a prospecção de negócios – estas são, na verdade, facetas de uma mesma realidade, a de um mundo mais integrado e que precisa de informações de qualidade para avançarmos em todas as dimensões”, analisa Eduardo de Oliveira.

 

Resultados por grupos de municípios

Para mostrar o comportamento do progresso social em uma região como a Amazônia, responsável por um terço das florestas tropicais do mundo e banhada pela maior bacia hidrográfica do planeta, cinco grupos foram criados para reunir os municípios com faixas similares no IPS Amazônico:

  • Grupo 1 (IPS médio – 65,79): 87 municípios com os melhores resultados da região, somando 390 mil km2 e 9,4 milhões de habitantes (8% do território da região e 39% da população). Responde por mais da metade do PIB da Amazônia e inclui todas as capitais dos Estados, exceto Porto Velho (RO).
  • Grupo 2 (IPS médio – 61,13): 200 municípios que somam uma área de 1 milhão de km2 e população de 4,8 milhões de habitantes (21% do território e 20% da população). Conta com Porto Velho e com o município com a maior renda per capita da Amazônia, Campos de Júlio (MT).
  • Grupo 3 (IPS médio – 59,10): 194 municípios com acentuada diferença no nível de desenvolvimento econômico, com rendas per capita que vão de R$ 1,8 mil anuais em Barreirinha (AM) a R$ 9,7 mil em Ipiranga do Norte (MT), reforçando que o bom desempenho econômico não garante necessariamente o progresso social.
  • Grupo 4 (IPS médio – 53,59): 204 municípios que somam 29% do território e 20% da população da região e respondem por apenas 9% do PIB amazônico.
  • Grupo 5 (IPS médio – 49,00): 87 municípios que registram os níveis mais baixos de progresso social na Amazônia, com 1,7 milhão de habitantes (7% do total da região), e responsáveis por 3% do PIB amazônico.

De modo geral, os resultados do IPS Amazônia refletem, segundo Adalberto Veríssimo, “um modelo de desenvolvimento fortemente marcado pelo desmatamento, uso extensivo dos recursos naturais e conflitos sociais. A extensão continental da região e a precariedade da infraestrutura local impõem desafios adicionais ao seu progresso social e econômico.”

 

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