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Fortaleza inicia logística reversa de eletrônicos

Publicado em 11/04/2014 - 15:13 por | Comentar

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O Piloto receberá aparelhos em qualquer estado de conservação, independentemente de modelo, marca ou fabricante Foto: Kid Júnior / Agência Diário

O Piloto receberá aparelhos em qualquer estado de conservação, independentemente de modelo, marca ou fabricante Foto: Kid Júnior / Agência Diário

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) impõe o prazo de agosto de 2014 para a eliminação de lixões e aterros controlados, definição dos acordos setoriais e implantação dos sistemas de logística reversa para diversas cadeias de indústrias, importadores e distribuidores, entre outras medidas.

Os resíduos eletroeletrônicos, quando descartados no meio ambiente, ou manipulados de maneira incorreta são altamente contaminantes. Se descartados corretamente, porém, podem gerar matérias-primas, como plásticos, vidros, metais e outros.

Atendendo à legislação referente aos resíduos eletroeletrônicos, um grupo técnico da Associação Brasileira das Entidades Representativas e Empresas de Serviço Autorizado em Eletroeletrônicos (Abrasa), Instituto Nacional de Resíduos (Inre), Green Mind, WG & Associados, Gestão Estratégica de Resíduos Eletroeletrônicos (Geree) e Ecoletas, vêm buscando criar um sistema de gestão, visando a Logística Reversa na PNRS em seu descarte ecologicamente correto dos resíduos especiais.

Isso atende à etapa posterior ao uso dos equipamentos eletroeletrônicos, chamada de pós-consumo, com intuito de promover o seu recolhimento em Fortaleza. Para o teste inicial deste sistema, está sendo realizado um piloto que terá como resultado a avaliação dos processos que compõem este sistema de gestão para a logística reversa e destinação ambientalmente correta dos resíduos.

Serão recebidos, até 24 de maio, equipamentos como notebooks, computadores, telefones celulares, HDs, placas eletrônicas, estabilizadores, nobreaks, módulos, telefones, impressoras, televisores LCD, monitores LCD, aparelhos de som, DVD/VHS, câmeras, filmadoras, vídeo games, aspiradores de pó, iiquidificadores, ventiladores, lixadeiras/esmerilheiras, balanças digitais, furadeira/parafusadeiras, ferros de passar roupa e secador de cabelo; assim como seus resíduos e componentes.

Integra a proposta do piloto disseminar uma discussão sobre o tema na região de abrangência do ponto de recolhimento. Os consumidores poderão participar desta experiência e contribuir com a logística reversa dos resíduos eletroeletrônicos na cidade de Fortaleza.

A campanha receberá aparelhos em qualquer estado de conservação, independentemente de modelo, marca ou fabricante. Para isso, antes do início da divulgação, foi realizado o credenciamento e treinamento operacional de cada ponto de coleta. Haverá uma pessoa para auxiliar o recebimento no balcão, que efetuará o manuseio do equipamento retornado, a sua estocagem, geração de relatórios de entregas e outros documentos e apoio ao reciclador no momento da retirada dos equipamentos.

No momento da entrega do(s) aparelho(s), o consumidor deverá preencher e assinar o termo de doação do equipamento direto para o reciclador. Esta é uma etapa muito importante do processo, pois garante a posse e transfere a responsabilidade sobre o resíduo do consumidor para o reciclador.

A legislação determina a responsabilidade compartilhada, onde todos os participantes da produção, venda e consumidores são responsáveis por aquele resíduo. Ao entregar o seu resíduo eletroeletrônico, o consumidor compreende a importância do consumo consciente e o descarte ambientalmente correto.

Será disponibilizado também ao ponto de coleta formulário de intercorrência, aonde poderão ser anotados os problemas, questões e situações percebidas para envio à gestora e inclusão no relatório final.

Haverá um serviço de apoio ao piloto através de telefone e e-mail a serem divulgados para prestar apoio em geral, responder dúvidas e questionamentos e receber comentários e críticas, bem como relatórios de intercorrências.

Serão disponibilizadas, também, informações sobre o piloto no site www.inre.org.br, pelo email retorne@inre.eco.br, nos pontos de coleta e meios de comunicação locais.

Ao fim da operação, será emitido um certificado de destinação ambientalmente adequada que será enviado por email ao consumidor, comprovando a sua participação na logística reversa de equipamentos eletroeletrônicos.

A Abrasa representa atualmente 10.429 empresas (MEs e EPPs) prestadoras de assistência técnica autorizada em pós-vendas e comércio de componentes eletroeletrônicos em todos os Estados do Brasil e Distrito Federal com capilaridade nacional.

O Inre é uma entidade gestora de logística reversa e tratamento pós-consumo de resíduos eletroeletrônicos (REEE), apolítica, sem conflitos e sem fins lucrativos que visa contribuir para a implantação da PNRS, como agente ativo na condução, implementação e respeito à lei, mantendo diálogo matricial e buscando o menor preço para a cadeia produtiva, consumidor e sociedade. O Sistema Inre de Logística Reversa para Equipamentos Eletroeletrônicos abrange todo o território nacional de forma modular.

A Ecoletas faz o Gerenciamento e a destinação final de Resíduos Eletrônicos para empresas e instituições que buscam soluções legais e ambientalmente corretas, solucionando o problema do e-lixo de forma completa e inovadora. A empresa foi a primeira no Estado do Ceará com licenciamento ambiental para descarte de lixo eletrônico. Conta com profissionais experientes e qualificados para oferecer o melhor atendimento.

Os postos de entrega não receberão, durante o Piloto, os seguintes tipos de equipamentos: monitor e TV CRT, tonner, cartucho, pilha, baterias, lâmpadas, micro-ondas, fogões, máquina de lavar, geladeiras, freezeres, condicionadores de ar.

Pontos de coleta participantes do piloto

- Centro técnico eletrônico – R. Pinto Madeira, 1264 – Aldeota – (85) 3231.9615

- TC Telecom Samsung – Av. Antônio Sales, 2830 – Dionísio Torres – (85) 3261.2815

- Videocomp Eletrônica – Av. Oliveira Paiva, 1113 – Cidade dos Funcionários – (85) 3279.2606

- Eletrônica Multimarcas – Av. Bezerra de Meneses, 1977 – (85) 3287.2233

- Ecoletas Ambiental – Av. Deputado Paulino Racha, 1881 – Castelão – (85) 3295.2179

- Sindiverde – Av. Barão de Studart, 1980 3º andar – Aldeota

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Serviço Florestal abre inscrições para 49 vagas

Publicado em 10/04/2014 - 11:07 por | Comentar

Categorias: Concurso Público
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As vagas são para as unidades regionais do órgão em Santarém (PA), Porto Velho (RO), Natal (RN) e Curitiba (PR) e para a sede em Brasília (DF) Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

As vagas são para as unidades regionais do órgão em Santarém (PA), Porto Velho (RO), Natal (RN) e Curitiba (PR) e para a sede em Brasília (DF) Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Começou ontem (9 de abril) e vai até o dia 16 de maio o período de inscrição para o concurso público e processo seletivo simplificado do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Ao todo o órgão irá contratar 49 novos servidores, sendo 24 para cargos efetivos, com lotação nas unidades regionais (UR) de Santarém (PA), Porto Velho (RO), Natal (RN) e Curitiba (PR) e 25 para cargos de contratação temporária com lotação em Brasília (DF).

O concurso para o cargo de Analista Ambiental efetivo é dividido em duas áreas de concentração, sendo oito vagas para a Área de Concentração I e 15 vagas para a Área de Concentração II. Os cargos não exigem experiência prévia e são abertos para candidatos com nível superior em qualquer área de formação.

Já o processo seletivo para a contratação de servidores temporários possui nove áreas de concentração e exige experiência prévia de três ou cinco anos, ou titulação de especialização Lato Sensu, Mestrado ou Doutorado, dependendo do nível do cargo.

Para concorrer a algumas das áreas, os candidatos deverão ter diploma de graduação em áreas específicas como Administração, Direito, Economia, Ciência Política, Relações Internacionais, Engenharia Florestal, Agronomia, Biologia, Ciências da Terra, Engenharia Agronômica, Engenharia Cartográfica, Engenharia Florestal, Engenharia Civil, Geografia, Geologia e Informática.

A remuneração inicial do cargo de Analista Ambiental é de R$ 6.478, podendo chegar até R$ 6.902, com adicional de titulação, e de R$ 6.130 e R$ 8.300, no caso dos Técnicos de Nível Superior de contratação temporária, que correspondem aos níveis IV e V, respectivamente.

As provas têm realização prevista para o dia 8 de junho e contarão com questões de conhecimentos básicos (Língua Portuguesa, Direito Constitucional e Direito Administrativo) e conhecimentos específicos de cada área. Ambas as seleções são organizadas pelo Instituto Quadrix.

Para mais informações acesse www.quadrix.com.br.

Fonte: SBF

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19.551 técnicos e produtores capacitados pelo Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono

Publicado em 09/04/2014 - 14:20 por | Comentar

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Brasília. Os resultados do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), que está sendo implementado desde 2011 pelo Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade (Depros), da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foram apresentados durante a primeira reunião nacional do Plano ABC, realizada hoje (9 de abril), no auditório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Brasília.

De acordo com os dados da SDC, até o momento, 19.551 técnicos e produtores já foram capacitados por meio do Plano, sendo que, em 2013, foram realizadas quase 7 mil capacitações. O total de crédito investido em tecnologia no campo, desde a safra 2010/2011 até a atual, soma o valor de R$ 6,55 bilhões. Para a safra 2013/2014, o Governo Federal disponibilizou R$ 4,5 bilhões – 32% de aumento em relação ao ano anterior – dos quais já foram utilizados, somente até a metade desta safra, R$ 1,75 bilhões. De 2010 a 2014, os recursos utilizados por meio do Plano tiveram um aumento de 584%.

Dados do Banco do Brasil, maior financiador do Plano – dos mais de R$ 6 bilhões, R$ 5, 5 bilhões são do banco – mostram que o maior investimento até agora foi em recuperação de pastagens, respondendo por cerca de 68% do total financiado pela instituição financeira. Em seguida vêm os sistemas de plantio direto, com 11%, Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) - Programa de Preservação da Natureza (Pronatureza) (10%), Florestas (6%) e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) (4%). O Centro-Oeste e o Sudeste foram as regiões que mais aderiram ao programa de crédito.

As principais vantagens do Programa ABC para os produtores são as taxas de juros mais baixas, chegando a 5% pelo Programa ABC e até 4,5% pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), até oito anos de carência dependendo da modalidade e ainda 15 anos para fazer o pagamento. Com isso, já foi possível firmar um total de 23.498 contratos. “As tecnologias previstas no Plano ABC são excelentes para agropecuária brasileira, pois conservam os recursos naturais e elevam a renda do produtor rural”, afirmou o secretário da SDC, Caio Rocha.

Os estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Tocantins, Goiás e Bahia já estabeleceram e publicaram os planos estaduais (com as metas e objetivos para cada Unidade da Federação) e terão prioridade no crédito. Todos os demais estados do Brasil, incluindo o Distrito Federal, já criaram grupos gestores estaduais (GGE) para a elaboração dos demais planos.

Rally do Pecuária/ABC

Neste ano, o Mapa, por meio da SDC, pretende fazer estudos de caso do Plano ABC, indo ao campo, entrevistando os produtores rurais e verificando como está indo a recuperação de pastagens e ILPF. O trabalho será realizado em conjunto com a Agroconsult, durante o Rally da Pecuária/ABC, que terá início no fim deste mês.

Esta será a primeira vez que o Mapa participará ativamente do Rally, produzindo um levantamento sobre como o Plano ABC. “Agricultura de baixo carbono é considerada hoje essencial para a produção brasileira. Por meio dela, os produtores têm trabalhado com sustentabilidade, maior produtividade e rendimento econômico. Agora, vamos verificar efetivamente e em campo o que tem mudado na agricultura e na pecuária após a implantação do plano”, afirmou Caio Rocha.

Fonte: Mapa

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Projeto Mata Branca recebe Prêmio Mandacaru

Publicado em 07/04/2014 - 17:24 por | Comentar

Categorias: Sem categoria
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O Conselho e Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), com o Projeto de Conservação e Gestão Sustentável do Bioma Caatinga nos Estados da Bahia e Ceará (Mata Branca), recebeu Prêmio Mandacaru, no último dia 28, na categoria Gestão Inovadora. O prêmio está dividido em quatro categorias: Experimentação no Campo, Práticas Inovadoras, Pesquisa Aplicada e Gestão Inovadora. A cerimônia de premiação ocorreu na sede Instituto Ambiental Brasil Sustentável (IABS), em Brasília.

O Projeto Mata Branca se enquadra nesses pilares que buscam a convivência harmônica com o Semiárido cearense e consolida tecnologia simples para o manejo sustentável da fauna e flora e da água. O tema proposto foi “Água, Participação e Soberania Alimentar”.

O Conpam foi premiado ainda com R$ 30.000,00. Os recursos serão utilizados no Projeto Mata Branca II – Semente do Trabalho, integrando dez escolas públicas das regiões dos Inhamuns, Sertão Central, Centro Sul, Litoral Oeste/Jaguaribe. Para isso, serão replicados o Viveiro de Mudas e o Banco de Germoplasma de sementes da Caatinga, localizados no município de Tauá.

A premiação é uma iniciativa do Instituto Ambiental Brasil Sustentável (IABS), com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e em parceria com a Agência Espanhola de Cooperação (Aecid).

Confira os vencedores:

Categoria I – Experimentação no Campo

Associação Comunitária de Garrote (BA)

Associação das Produtoras Rurais de Santa Rita de Cássia (BA)

Associação de Desenvolvimento Rural Sustentável da Serra Baixa Verde (PE)

Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Porterinha (MG)

Categoria II – Práticas Inovadoras

Cooperativa de Assistência a Agricultura Familiar e Sustentável do Piemonte (BA)

Organização Potiguar de Arte, Cultura, Desporto e Meio Ambiente (RN)

Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras – CERTI (PB)

Instituto Nordeste e Cidadania – Inec (CE)

Categoria III – Pesquisa Aplicada

Universidade Federal Rural do Semiárido – UFRSA (RN)

Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA)

Categoria IV – Gestão Inovadora

Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente – Conpam (CE)

Prefeitura Municipal de Seridó (RN)

Fonte: Conpam

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“Mudança climática e você”

Publicado em 04/04/2014 - 13:00 por | Comentar

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GESTAO AMBIENTAL

Na última segunda-feira foi divulgada a segunda parte do 5º relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em tom de apelo diante da urgência na busca por soluções, pela falta de acordo global para combater os efeitos nocivos das alterações climáticas.

Para aqueles que ainda se sentem desinformados sobre o tema para tomar uma posição há muitas possibilidades. Uma delas é o mais recente livro do  professor Genebaldo Freire Dias.

De uma forma crítica, ousada, irreverente e reflexiva, mas sem abrir mão do rigor técnico, no livro “Mudança climática e você”, o professor aborda o tema, destacando as consequências e os desafios da degradação ambiental, em sua totalidade.

Dividida em duas partes, a obra apresenta os principais relatórios sobre as mudanças ambientais produzidos pelas grandes agências internacionais nos últimos dez anos e examina as questões de governança e “desgovernança”, abordando a impossibilidade do desenvolvimento sustentável caso se mantenham as tendências atuais.

Com vivência de 40 anos de ativismo ambiental em gestão privada e pública, 35 anos de pesquisa e vida acadêmica, o autor escancara o cinismo, o descaso, o despreparo, o analfabetismo ambiental e os riscos que corremos por conta das indecisões e da má gestão no enfrentamento dos desafios da mudança ambiental global, entre eles a mudança climática.

O autor destaca que o título, “Mudança climática”, não se refere apenas à mudança meteorológica, física, descritiva ou midiática, mas ao clima interior, perceptivo, vibracional, emocional, tanto individual quanto coletivo.

O autor

Genebaldo Freire Dias nasceu em Pedrinhas (Sergipe), em 1949. É bacharel em Ciências Biológicas, mestre e doutor em Ecologia pela Universidade de Brasília (UnB). Professor de Engenharia Ambiental e pesquisador da Universidade Católica de Brasília desde 1985, onde dirigiu o mestrado em Planejamento e Gestão Ambiental.

Na área pública, atuou como diretor da área de Controle de Poluição no governo do Distrito Federal; no Governo Federal, foi coordenador de Avaliação de Impacto Ambiental; e secretário de Ecossistemas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh); chefe do Departamento de Educação Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); diretor do Parque Nacional de Brasília e coordenador do Núcleo de Educação Ambiental do Prevfogo / Ibama, em Brasília.

Serviço
Título: “Mudança climática e você”
Subtítulo: “Cenários, desafios, governança, oportunidades, cinismos e maluquices”
Autor: Genebaldo Freire Dias
Editora: Gaia
Páginas: 272
Preço: R$ 49,00
Edição: 1ª edição
Ano de publicação desta edição: 2014
Gênero: Ciências Biológicas
Origem: Nacional
Assunto: Ecologia e Meio Ambiente

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Hora do Planeta bate recorde de participação no Brasil com 144 cidades

Publicado em 02/04/2014 - 9:16 por | Comentar

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Trata-se de um gesto simbólico, de mobilização, que vem crescendo ano a ano Foto: Maristela Crispim

Trata-se de um gesto simbólico, de mobilização, que vem crescendo ano a ano Foto: Maristela Crispim

A sexta edição da Hora do Planeta no Brasil, realizada no sábado (29/3), das 20h30 às 21h30, com promoção do WWF-Brasil, bateu o recorde de participação de cidades brasileiras com a adesão de 144 municípios, em todas as regiões do País. O número representa 29 cidades mais do que no ano anterior e dez mais do que em 2012 – ano que detinha o maior envolvimento verde-amarelo desde a primeira edição por aqui, em 2009.

O Monumento às Bandeiras, em São Paulo; o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; a Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, em Brasília; e a Igreja São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha), em Belo Horizonte, são apenas alguns dos 475 ícones – entre monumentos, prédios e equipamentos públicos locais – que foram apagados de Norte a Sul do Brasil por sessenta minutos.

“É um gesto simbólico que convida a um engajamento para gerar mudanças em nossas rotinas para minimizar os efeitos do aquecimento global. A ideia é que todos continuem nessa jornada”, explicou a superintendente de Comunicação, Marketing e Engajamento do WWF-Brasil, Renata A. Soares, ao abrir o evento que marcou a data na praça Victor Civita, em São Paulo, de onde um interruptor gigante apagou, simbolicamente, as cidades brasileiras participantes e inseriu o País no mapa global da Hora do Planeta 2014.

No mundo todo mais de 7 mil cidades, em 162 países, participaram da Hora do Planeta. Da Ópera House de Sydney ao Empire State Building (Nova York), tiveram suas luzes apagadas e ícones como a Torre Eiffel, em Paris, o Big Ben e o Palácio de Buckingham, em Londres, o Kremlin, em Moscou, as Pirâmides de Giza, no Egito, e a Table Mountain, na Cidade do Cabo. “É sempre extraordinário ver as cidades e monumentos envolvidos na Hora do Planeta, mas em 2014 tivemos histórias e atividades que vão além dos sessenta minutos e provam que o movimento é comandado pelo poder das pessoas”, afirmou o CEO e co-fundador da Hora do Planeta, Andy Ridley.

Não à toa, o embaixador global da Hora do Planeta 2014 foi um super-herói, o Homem-Aranha – por meio de uma parceria pioneira com a Sony Pictures. Herói do filme “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro”, com lançamento em 1º de maio no Brasil, o personagem apoia uma ação mundial de arrecadação de recursos para projetos ambientais.

Já no Brasil, o Homem do Farol – simpático personagem criado pela agência Grey Brasil – foi responsável por desligar o interruptor gigante que “apagou” as cidades participantes pela Hora do Planeta 2014. “Como sou morador e administrador de um farol, não posso desligar as luzes, mas fiz questão de vir aqui incentivar os brasileiros a aderirem a esse ato de conscientização”, comentou ele no evento.

A lista completa com as 144 cidades participantes está disponível em:

http://www.wwf.org.br/participe/horadoplaneta/cidades/

Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, a Hora do Planeta não parou de crescer. O que começou como um evento isolado em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação global, envolvendo um bilhão de pessoas em mais de 7 mil cidades de 152 países. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo a cidade de Las Vegas (EUA) já ficaram no escuro durante sessenta minutos.

WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Fonte: WWF-Brasil

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Prepare-se para apagar as suas luzes por uma hora. A Hora do Planeta é daqui a pouco!

Publicado em 29/03/2014 - 18:29 por | Comentar

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A sexta edição brasileira da Hora do Planeta, que acontece hoje, 29 de março, entre 20h30 e 21h30, está confirmada para ocorrer pelo menos em 115 cidades brasileiras. O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e a Igreja São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha), em Belo Horizonte, são alguns dos mais de 300 monumentos que serão apagados do Norte ao Sul do País. Para celebrar a data, o WWF-Brasil promove um evento oficial da Hora do Planeta na Praça Victor Civita, em São Paulo, de onde simbolicamente todas as cidades brasileiras participantes serão apagadas.

“Queremos que as pessoas usem esses sessenta minutos para se lembrar que as coisas não estão indo exatamente por um caminho que nos vá ajudar no futuro. Temos uma hora para pensar: ‘Eu posso fazer diferente’. Seja apagar as luzes durante a Hora do Planeta, seja tomar um banho mais curto”, afirma a Secretária-Geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito.

Com o slogan “Use seu poder para salvar o planeta”, o movimento aposta no poder de cada um para a mudança, seja o cidadão brasileiro ou o Homem-Aranha, primeiro embaixador global do movimento. No Brasil, a Hora do Planeta conta com os atores Tainá Müller e Reynaldo Gianecchini como seus embaixadores oficiais. A campanha também apresenta o homem do farol, personagem criado pela agência Grey Brasil que como morador e administrador de um farol faz de tudo para engajar os brasileiros na Hora do Planeta, será o responsável pelo acionamento do interruptor gigante.

Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, não parou de crescer. O que começou como um evento isolado em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação global, envolvendo um bilhão de pessoas em mais de 5 mil cidades de 152 países. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo a cidade de Las Vegas (EUA) já ficaram no escuro durante sessenta minutos.

WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Rede WWF

A Rede WWF é uma das maiores organizações ambientalistas independentes do mundo. Ela tem o apoio de quase 5 milhões de pessoas e uma rede mundial ativa em mais de 100 países. A missão da Rede WWF é acabar com a degradação do meio ambiente natural do Planeta e construir um futuro onde os seres humanos vivam em harmonia com a natureza, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais renováveis e promovendo a redução da poluição e do desperdício de consumo.

Monumentos Brasileiros na Hora do Planeta 2013

Aracaju

1. Mirante 13 de Julho

2. Prefeitura Municipal de Aracaju – Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos

Belo Horizonte

1. Sede da Prefeitura

2. Praça da Bandeira

3. Igrejinha da Pampulha

4. Estádio Mineirão

Brasília

1. Palácio do Buriti

2. Complexo Cultural da República – Biblioteca e Museu Nacional

3. Torre de TV

4. Catedral Metropolitana de Brasília

5. Esplanada dos Ministérios

6. Praça dos Três Poderes

7. Congresso Nacional

Campo Grande

1. Paço Municipal;

2. Central de Atendimento ao Cidadão

3. Morada dos Baís

4. Obelisco

Cuiabá

1. Praças Municipais

Curitiba

1. Jardim Botânico

2. Praça Japão

Fortaleza

1. Estátua de Iracema – Praia de Iracema

2. Estátua de Iracema – Lagoa de Messejana

3. Fachada do Mercado Central – Centro

4. Relógio Praça do Ferreira (Coluna da Hora) – Centro

5. Seminário da Prainha

6. Prédio do Palácio do Bispo

7. Prédio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma)

8. Catedral Metropolitana de Fortaleza

9. Igreja de Fátima

Goiânia

1. Monumento Viaduto

2. Praça Latif Sebra

3. Monumento Viaduto AV T63

João Pessoa

1. Estação Ciência, Cultura e Artes

2. Prédio do Paço Municipal

3. Centro Administrativo Municipal

Macapá

1. Fortaleza de São José de Macapá

2. Monumento Marco Zero do Equador

3. Teatro das Bacabeiras

Manaus

1. Parque Municipal Lago do Japiim

Natal

1. Parque da Cidade

2. Prédio da Prefeitura

3. Secretarias Municipais

Palmas

1. Espaço Cultural José Gomes Sobrinho

Rio Branco

1. Praça da revolução (dois monumentos)

2. Prefeitura e Secretarias Municipais

Rio de Janeiro

1. Cristo Redentor

2. Igreja da Penha

Recife

1. Prefeitura de Recife

2. Parque das Esculturas – Marco Zero

Vitória

1. Palácio Jerônimo Monteiro

A lista completa com todas as cidades participantes está disponível em:

http://www.wwf.org.br/participe/horadoplaneta/cidades/

SERVIÇO

Hora do Planeta 2014

Data: 29 de março (sábado)

Horário: das 20h30 às 21h30

Site: www.horadoplaneta.org.br

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FBB seleciona projetos que estimulam a agroecologia na agricultura familiar

Publicado em 25/03/2014 - 20:56 por | Comentar

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Em parceria com BNDES, edital do Programa Ecoforte conta com recursos de R$ 25 milhões e vai beneficiar 30 propostas Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Em parceria com BNDES, edital do Programa Ecoforte conta com recursos de R$ 25 milhões e vai beneficiar 30 propostas Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Até o dia 16 de maio estão abertas as inscrições para o edital do Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica (Ecoforte). O programa é voltado para redes de cooperativas e associações que atuam com Agricultura Orgânica e extrativismo de forma sustentável e vai selecionar 30 projetos em todo o País.

O programa vai destinar, nesta primeira etapa, R$ 25 milhões em investimentos sociais, em uma parceria da Fundação Banco do Brasil (FBB) com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos devem beneficiar cerca de 20 mil famílias de assentados da reforma agrária, agricultores familiares, indígenas, povos e comunidades tradicionais.

A expectativa é diversificar e ampliar a capacidade produtiva, intensificar as práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. O Ecoforte prevê a comercialização dos produtos das redes, cooperativas e associações de pequenos produtores e, assim, aumentar a renda familiar dos participantes, possibilitando a inclusão socioprodutiva deste público.

Podem participar da seleção pública associações sem fins lucrativos, fundações de direito privado ou cooperativas, na condição de representante de rede de agroecologia, que existam há pelo menos três anos e que apresentem projeto no valor de até R$ 1,25 milhão, com prazo máximo de 24 meses para a execução da proposta.

O edital do Ecoforte foi lançado no dia 14 passado, no Palácio do Planalto, em evento que teve a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, do presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo; do assessor da presidência do BNDES, Francisco Oliveira; de integrantes da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, membros do Comitê Gestor do Ecoforte e representantes do governo e da sociedade civil. A cerimônia fez parte da 6ª reunião ordinária da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO).

De acordo com o presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, o programa Ecoforte busca a articulação entre os parceiros para o fortalecimento de redes, cooperativas e organizações socioprodutivas de agroecologia. “Com o carimbo do Ecoforte iremos agregar mais investimentos sociais, como por exemplo, do Fundo Amazônia, para incentivar o agroextrativismo na região Norte”.

Nilton Fábio Alves Lopes é representante do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas e esteve no lançamento. Segundo ele, o programa potencializa as experiências em agroecologia. “O Ecoforte vem reforçar os trabalhos que fazemos em nossa região, em agroecologia. Lá temos várias iniciativas, algumas inclusive apoiadas pela Fundação Banco do Brasil, como o  Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), e essas tecnologias sociais fortalecem as alternativas das comunidades no desenvolvimento da agroecologia. Nós vamos participar da seleção e estamos apostando na articulação que desenvolvemos e na disposição do acesso do direito dos povos e comunidades tradicionais com foco em agroecologia”.

Planapo

O Programa Ecoforte integra o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), do governo federal que visa ampliar a produção e o consumo de alimentos orgânicos e agroecológicos no Brasil. Além da Fundação Banco do Brasil, participam do programa o Banco do Brasil, o BNDES, a Secretaria-Geral da Presidência da República; o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Ministério do Meio Ambiente (MMA); Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS); Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Dênis Monteiro, Secretário Executivo da Articulação Nacional de Agroecologia, aponta a importância da soma de esforços para estimular a agroecologia. “Ter o Ecoforte alinhado às ações do Planapo fortalece o objetivo de efetivação do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, que é um dos nossos principais desafios. O plano tem um conjunto de ações muito importante. Se as iniciativas realmente chegarem aos agricultores e às agricultoras que estão vivendo nas comunidades, a gente vai conseguir atingir os objetivos de aumentar a escala de produção agroecológica e diversificar a produção”, destacou.

As organizações interessadas na seleção podem participar, no dia 27 de março, de uma oficina de capacitação que vai esclarecer dúvidas sobre o edital e fornecer orientações que ajudem na elaboração dos projetos.

O edital do Ecoforte está aberto até o dia 16 de maio de 2014 e pode ser consultado no site da Fundação Banco do Brasil, www.fbb.org.br

Fonte: FBB / MMA

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Benefícios da expansão do saneamento no Brasil

Publicado em 19/03/2014 - 21:15 por | Comentar

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Benefícios econômicos da expansão do saneamento

Publicação do Instituto Trata Brasil e do CEBDS evidencia ganhos em saúde, educação, trabalho e renda, imóveis e turismo (clique na imagem para acessar o estudo na íntegra)

São Paulo. O Instituto Trata Brasil e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) lançam hoje (19), em São Paulo, a publicação “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento Brasileiro”. O lançamento acontece no Fórum Água: gestão estratégica no setor empresarial, evento realizado pelo CEBDS, em parceria com Ambev, Coca-Cola, HSBC e Programa Água Brasil – uma iniciativa do Banco do Brasil, WWF, Agência Nacional das Águas (ANA) e Fundação Banco do Brasil.

A publicação destaca os principais ganhos que o País teria se alcançasse a universalização dos serviços de água tratada e esgotamento sanitário. Entre várias áreas que melhorariam com esses serviços, o estudo evidencia os benefícios à saúde, educação, trabalho e renda, imóveis e turismo.

“Um país como o Brasil, com aspirações de se destacar nas grandes discussões internacionais, não pode se manter entre os mais atrasados no que há de mais básico – o saneamento. Apesar de sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, ainda não conseguimos garantir água tratada, coleta e tratamento de esgotos a todos os cidadãos”, afirma o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos.

“Os resultados destacados nesta publicação devem oferecer uma visão mais clara das oportunidades geradas pela solução deste desafio e, desta forma, estimular governos e empresas a investir em saneamento, a fim de adequar a realidade de nossa infraestrutura ao tamanho e importância de nosso país”, considera Marina Grossi, presidente do CEBDS.

Realizada pelo professor Fernando Garcia, da consultoria econômica Ex Ante, a pesquisa foi feita com o objetivo de mostrar que o avanço em saneamento básico não somente evita doenças e outros problemas, mas também gera oportunidades, produtividade e riqueza ao País.

A publicação traz pela primeira vez uma comparação internacional e mostra que o Brasil, sétima maior economia do mundo, está na posição de número 112 no ranking do saneamento. Diz ainda que a expansão do saneamento de 4,1% ao ano perdeu velocidade nesta década de 2010 – na anterior, era de 4,6% ao ano -, o que nos distancia ainda mais da já longínqua meta do governo federal de universalizar os serviços em 2030.

Principais resultados do estudo

Saneamento no Brasil e no Mundo – Desenvolvimento Humano

- No contexto mundial, o Brasil ocupa a 112.ª posição num ranking de saneamento entre 200 países. A pontuação do Brasil no Índice de Desenvolvimento do Saneamento – um indicador que leva em consideração a cobertura por saneamento atual e sua evolução recente – foi de 0,581 em 2011. O índice brasileiro é inferior não só às médias da América do Norte e da Europa, mas também às de alguns países do Norte da África e Oriente Médio, povos de renda média bem mais baixa que do Brasil. Equador (0,719), Chile (0,707), Honduras (0,686) e Argentina (0,667), por exemplo, registraram índices muito superiores aos do Brasil em 2011.

- A situação do saneamento tem reflexos imediatos nos indicadores de saúde. A taxa de mortalidade infantil no Brasil foi de 12,9 mortes por 1.000 nascidos vivos em 2011. Esse valor é bem mais elevado que o da média mundial ou que as taxas de mortalidade infantil de Cuba (4,3%), Chile (7,8%) ou Costa Rica (8,6%).

- A situação precária do saneamento também se reflete na longevidade da população. A esperança de vida no Brasil, de 73,3 anos em 2011, é menor que a média da América Latina (74,4 anos). Em relação aos países mais próximos, o Brasil ficou muito atrás da Argentina (com 75,8 anos) ou do Chile (79,3 anos).

Saneamento e Qualidade de Vida

- Em 2013, segundo o Ministério da Saúde (DataSus), foram notificadas mais de 340 mil internações por infecções gastrintestinais em todo o país. Cerca de 173 mil foram classificados pelos médicos como “diarreia e gastrenterite de origem infecciosa presumível”. 170,7 mil internações envolveram crianças e jovens até 14 anos.

- O estudo mostra que se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto, esse número cairia para algo em torno de 266 mil representando uma redução, em termos absolutos, de 74,6 mil internações. 56% dessa redução ocorreria no Nordeste.

- Em 2013, o custo de uma internação por infecção gastrintestinal no Sistema Único de Saúde (SUS) foi de cerca de R$ 355,71 por paciente na média nacional. Isso acarretou despesas públicas de R$ 121 milhões no ano. A universalização traria uma economia anual de R$ 27,3 milhões, distribuídos 52,3% no Nordeste e 27,2% no Norte; o restante da redução ocorreria no Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país.

- Em 2013, 2.135 morreram no hospital por causa das infecções gastrintestinais. Estima-se que esse valor poderia cair a 1.806 casos, numa redução de 329 mortes (15,5%) se houvesse acesso universal ao saneamento.

Saneamento e Produtividade

- Em 2008, 15,8 milhões de pessoas, o que equivale a 8,3% da população, indicaram terem se afastado de suas atividades durante ao menos um dia, segundo dados do IBGE. Desse total, 969 mil (6,1%) afastamentos foram causados por diarreias, sendo que dessas 304,8 mil trabalhavam e 707,4 mil frequentavam escola ou creche.

- Os cerca de 300 mil trabalhadores perderam 900 mil dias de trabalho. Desse total, 37,0% concentrou-se na região Sudeste do país e 27,1%, no Nordeste. A cada afastamento perdeu-se 16,7 horas de trabalho, o que equivale a uma perda de R$ 151,13 reais por afastamento. Assim, estima-se que, em 2012, tenham sido gastados R$ 1,112 bilhão em horas pagas, mas não trabalhadas efetivamente.

- A universalização dos serviços de água e esgoto possibilitaria uma redução de 23% nos afastamentos ao trabalho – algo em torno de 196 mil dias a menos. Isso implicaria uma redução de custo de R$ 258 milhões por ano.

- Trabalhadores sem acesso à coleta de esgoto ganham salários, em média, 10,1% inferiores aos daqueles que moram em locais com coleta de esgoto. A falta de acesso à água tratada impõe uma perda média de 4,0% na remuneração do trabalho.

- A renda média do trabalho no Brasil em 2012 foi de aproximadamente R$ 1.432,00.[1] A universalização do esgoto e da água tratada traria um incremento superior a R$ 88,00 por mês na média dos trabalhadores, ou seja, uma elevação de 6,1%. Essa elevação na massa de salários do país, que hoje está em torno de R$ 1,7 trilhão, possibilitaria um acréscimo nos pagamentos de R$ 105,5 bilhões por ano.

- Educação: o estudo mostra que, em média, estudantes sem acesso à coleta de esgoto têm atraso maior do que aqueles que têm acesso ao saneamento. Assim, a universalização do acesso à coleta de esgoto e à água tratada traria uma redução de 6,8% em seu atraso escolar, possibilitando um incremento da escolaridade média do trabalhador brasileiro nos próximos anos, com efeitos sobre a produtividade e a renda.

Saneamento e valorização ambiental

- Nas economias latino-americanas mais bem atendidas em saneamento, os fluxos de turistas são maiores que o do Brasil. Cuba, Chile e Argentina receberam respectivamente 238, 176 e 139 turistas estrangeiros por mil habitantes em 2011. No Brasil, esse número foi de apenas 27 turistas por mil habitantes naquele ano.

- O estudo apontou que há uma diferença de 13,6% entre o valor de dois imóveis, um com e outro sem acesso ao saneamento. A valorização dos imóveis chegaria a R$ 178,3 bilhões, portanto, sozinha, compensaria parcialmente o custo da universalização do saneamento para o Brasil, que foi estimado em R$ 313,2 bilhões.

- Estima-se que, em longo prazo, a universalização dos serviços de esgotos implicaria também num aumento de arrecadação de IPTU na proporção do aumento do valor médio dos imóveis, o que dá um ganho estimado de R$ 845 milhões por ano. O aumento esperado de arrecadação de ITBI supera R$ 183 milhões por ano.

- No Turismo, estima-se que a universalização criaria quase 500 mil postos de trabalho, entre colocações em hotéis, pousadas, restaurantes, agências de turismo, empresas de transportes de passageiros etc.

- A renda gerada com essas atividades alcançaria R$ 7,2 bilhões por ano em salários e um crescimento de PIB de mais de R$ 12 bilhões para o país.

Fonte: CBEDS e Instituto Trata Brasil

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Natura inaugura complexo industrial sustentável na Amazônia

Publicado em 12/03/2014 - 18:04 por | Comentar

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O jardim filtrante é uma das inovações da planta Foto: Divulgação /Natura

O jardim filtrante é uma das inovações da planta Foto: Divulgação /Natura

Benevides (PA). A Natura, maior fabricante brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza, inaugurou neste 12 de março, um complexo industrial em Benevides, município de 50 mil habitantes localizado a 35 km de Belém (PA). Chamado de “Ecoparque”, o empreendimento vai concentrar a produção de sabonetes e de óleos fixos da Natura, além de gerar cerca de 250 empregos diretos e indiretos, até dezembro de 2014.

O Ecoparque está construído às margens da rodovia PA 391, em uma área de 172 hectares, anteriormente ocupada por uma propriedade particular. O projeto tem espaço para sediar outras empresas interessadas em compor o polo industrial, já que a Natura ocupa menos de 10% da área total.

Planejado para ser um empreendimento ecologicamente correto, o “Ecoparque” apresenta forma inovadora de atuação. O projeto é inspirado no conceito de simbiose industrial ao conectar empresas de diferentes segmentos de mercado, desde que tenham interesses comuns e necessidades complementares.

A ideia é criar uma operação verdadeiramente compartilhada, uma rede de cooperação, em que as indústrias instaladas em um mesmo espaço possam trocar recursos e articular alternativas conjuntas para fomentar a geração de negócios sustentáveis na região. Além de alavancar a demanda por insumos da sociobiodiversidade e o empreendedorismo local”, explicou Alessandro Carlucci, diretor-presidente da Natura.

A nova unidade fabril da Natura na Amazônia inicia atividades com capacidade de produção de mais de 200 milhões de barras de sabonetes e cerca de 400 toneladas de óleos fixos. Além desses produtos, o Ecoparque também absorverá a produção de “noodle”, base para fabricação de sabonetes, que anteriormente era fabricada na antiga unidade da empresa, localizada também na cidade de Benevides (PA).

O Ecoparque vai nos permitir abastecer o mercado brasileiro e internacional com produtos 100% fabricados na Amazônia”, ressaltou Josie Perissinoto Romero, vice-presidente de Operações e Logística da Natura.

O conceito de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente também está presente nas instalações e estruturas do empreendimento. A Natura utilizou a tecnologia de jardins filtrantes, um tratamento inovador de efluentes a partir de raízes de plantas. Em um processo de fitorrestauração, livre de produtos químicos, bactérias alojadas nas raízes de plantas aquáticas realizam a decomposição dos poluentes.

Outra forma de poupar recursos ambientais foi a implantação de sistemas de geotermia, nos quais equipamentos captam o ar externo e promovem troca térmica no subsolo para diminuir a temperatura no interior dos edifícios. “Também reutilizamos água da chuva e fazemos aproveitamento da ventilação e iluminação natural das instalações. Incentivamos o uso de bicicletas e disponibilizamos carros elétricos para facilitamos a mobilidade dos colaboradores e visitantes dentro do Ecoparque”, comenta João Paulo Ferreira, vice-presidente Comercial e de Sustentabilidade da Natura.

Investimento estratégico

O Ecoparque é parte integrante da estratégia de atuação da Natura na Amazônia. Em 2000, a Natura passou a incorporar ativos da biodiversidade brasileira na formulação de seus produtos, unindo ciência e conhecimento tradicional à geração de oportunidades de trabalho e renda para centenas de famílias.

A riqueza da biodiversidade amazônica estimulou a Natura a desenvolver conceitos inovadores e impulsionou forte estratégia de pesquisa e desenvolvimento na região, resultando em grande número de tecnologias de insumos e produtos.

Em 2011, a Natura lançou o Programa Amazônia que tem como objetivo aumentar, de forma sustentável, de 11% para 30% a utilização de matérias-primas cosméticas com origem na região, movimentar R$ 1 bilhão em recursos próprios e beneficiar mais de 10 mil famílias de comunidades fornecedoras.

Hoje, são 25 cooperativas envolvendo 2.571 famílias. E, mais do que uma relação de compra e venda de insumos, a Natura tem como objetivo estruturar, aprimorar e expandir cadeias produtivas sustentáveis da sociobiodiversidade na Amazônia. Desta forma, contribui para que estas comunidades se desenvolvam e ganhem competitividade e relevância econômica, ao mesmo tempo em que geram riquezas e promovem o desenvolvimento social.

Diante dessas iniciativas, a Natura reforça suas crenças e valores no que se refere à importância do desenvolvimento sustentável e da inovação em rede. A inauguração do Ecoparque, junto às outras ações que implementamos na região, agrega valor aos nossos produtos, gera benefícios sociais, ambientais e econômicos para a população local, além de valorizar as riquezas da biodiversidade amazônica,” finalizou Alessandro Carlucci, diretor-presidente da Natura.

A empresa

Fundada em 1969, a Natura é a maior fabricante brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza e líder no setor de venda direta no Brasil, com receita líquida anual de R$ 7 bilhões. Conta com sete mil colaboradores, que atuam nas operações do Brasil, Argentina, Chile, México, Peru, Colômbia e França. O apreço pelas relações fez a companhia manter a venda direta como modelo de negócios e atualmente reúne mais de 1,6 milhão de consultoras, que disseminam a proposta de valor da empresa aos consumidores.

A Natura acredita na inovação como um dos pilares para o alcance de um modelo de desenvolvimento sustentável. Em 2013, destinou R$ 181 milhões à inovação e lançou 179 itens. Esse investimento fez com que a empresa atingisse um índice de inovação, percentual da receita proveniente de produtos lançados, de 63,4%.

Programa Amazônia

O desafio da Natura com o Programa Amazônia é contribuir para o desenvolvimento sustentável da região por meio de ciência, tecnologia e inovação e adensamento das cadeias produtivas. Uma inovação que integra os diversos públicos e conhecimentos em uma grande rede de trocas para que juntos possam buscar soluções a partir dos produtos e serviços da sociobiodiversidade e revelar o grande potencial de negócios existente na Amazônia.

Principais frentes de atuação

  • Ciência, Tecnologia e Inovação: objetivo de gerar e difundir conhecimento “na”, “sobre” e “para” a região, ativando e coordenando redes de conhecimento locais, nacionais e internacionais a partir do Núcleo de Inovação Natura na Amazônia, NINA, instalado em Manaus /AM em agosto de 2012.
  • Cadeias Produtivas Sustentáveis: desenvolve as organizações e lideranças locais, garante a rastreabilidade e implementação de planos de boas práticas produtivas; oferece capacitações técnicas e de gestão; investe em ganhos de produtividade e qualidade, e promove assim a agregação de valor local às comunidades. Além disso, com o Ecoparque, esta frente impulsionará a geração de negócios sustentáveis a partir da sociobiodiversidade amazônica, além de fomentar o empreendedorismo local.
  • Fortalecimento Institucional: com foco em Educação, atua em prol da melhoria da qualidade do Ensino Fundamental na região pela Rede de Apoio à Educação Amazônia, em parceria com o Instituto Natura e as secretarias municipais de educação de 30 municípios do nordeste Paraense e Rio Juruá no Amazonas.

Fonte: Natura

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