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21:28 · 06.04.2016 / atualizado às 21:28 · 06.04.2016 por

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A ECO Soluções em Energia, em parceria com o Mestrado Acadêmico em Ciências Físicas Aplicadas da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e a empresa de arquitetura Projec, apresenta, nesta sexta-feira (8), no Campus do Itaperi, o projeto Árvore Solar. A estrutura terá dez painéis fotovoltaicos responsáveis por carregar as baterias de uma frota de nove bicicletas elétricas.

Durante o dia, quando as bicicletas estiverem conectadas à árvore, os painéis carregarão suas baterias. Quando estiverem em uso, a árvore repassará a energia para a rede pública, gerando créditos para a Uece utilizar posteriormente. A bicicleta com necessidade de carga à noite usará a energia da concessionária.

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A energia solar ajudará no deslocamento dos funcionários responsáveis pela segurança da instituição. As motocicletas e automóveis ficarão de lado, assim como o gasto com combustível e a emissão de gases poluentes, dando espaço para bicicletas elétricas, alimentadas com a ajuda da árvore solar. A iniciativa conta com o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), por meio do Fundo de Inovação Tecnológica do Ceará (FIT).

“O projeto da Árvore Solar engradece o know-how de serviços da nossa empresa por ser um projeto desafiador. Mais do que ser limpa, a luz solar é uma fonte de energia constante, inesgotável e capaz de atender grandes demandas. A ECO Energia projeta, vende e instala projetos específicos para geração distribuída em residências e indústrias, tendo mais de 4MW contratados no Norte e Nordeste do Brasil.”, explica Jonas Becker Paiva, diretor da ECO Soluções em Energia.

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A ECO Soluções em energia também conta com o auxílio da Incubadora de Empresas da Uece (IncubaUece), à qual é associada. A incubadora está prestando assistência à empresa com o intuito de viabilizar a execução do projeto. A missão da IncubaUece é estimular e apoiar empreendedores no processo de geração, consolidação e crescimento de micro, pequenas e médias empresas no Ceará, promovendo o desenvolvimento regional sustentável.

Segundo Geraldo Magela Moraes, arquiteto e sócio da empresa Projec, a ideia das árvores solares surgiu como complemento para um projeto de triciclos elétricos solares compartilhados para pequenos percursos. “Essa forma inovadora de captação por painéis solares simulando a filotaxia das plantas, a sua eficiência, bem como a otimização dos espaços ante a disposição convencional das placas fotovoltaicas, geralmente localizadas lado a lado nas cobertas das edificações”, ressalta o arquiteto.

Mais informações:

Inauguração Árvore Solar

Local: Uece/Campus do Itaperi em frente à Reitoria – Avenida Dr. Silas Muguba, 1700

Dia: 8 de abril (sexta-feira)

Horário: 15h30

18:12 · 01.04.2016 / atualizado às 18:12 · 01.04.2016 por
Banco já havia financiado a construção de 20 mil cisternas, no valor de R$ 210 milhões Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
Banco já havia financiado a construção de 20 mil cisternas, no valor de R$ 210 milhões Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o movimento social Articulação do Semiárido Brasileiro ( ASA Brasil) lançaram a segunda fase do Programa de Implantação de Cisternas para Uso na Produção de Alimentos, em Propriedades Rurais Ocupadas por Famílias da Região do Semiárido Brasileiro.

Nessa nova etapa, lançada nesta quinta-feira (31), em Brasília, serão construídas 3,4 mil cisternas de produção, no valor de R$ 46,8 milhões. Os recursos são não reembolsáveis, provenientes do Fundo Social do BNDES.

Essa iniciativa se soma à primeira etapa do programa, contratada em 2013, quando foram executadas e entregues 20 mil cisternas de produção, no montante total de R$ 210 milhões, também oriundos do Fundo Social do Banco. A totalidade dos recursos já foi liberada e o programa integralmente cumprido. Foram beneficiadas mais de 20 mil famílias na região do Semiárido Brasileiro.

O programa tem permitido que as famílias da área atingida pela seca tenham acesso à água durante todo o ano, por meio do armazenamento da chuva. Alguns dos benefícios são a fixação da população no campo e a melhoria de sua qualidade de vida.

Bancos de sementes

Também no âmbito da parceria BNDES/MDS/ASA está em implementação o programa de estruturação e construção de 400 bancos comunitários de sementes na região, com o objetivo de preservar, selecionar e armazenar as sementes nativas adaptadas ao Semiárido Brasileiro de forma coletiva. Com investimentos de R$ 8,6 milhões do Fundo Social, dos quais R$ 3 milhões já desembolsados, o projeto deverá ser concluído até o fim deste ano, permitindo melhores condições de vida para os agricultores familiares.

A implantação de cisternas e a construção de bancos de sementes são iniciativas complementares, pois envolvem armazenamento e manejo de água e de sementes para uso na produção de alimentos, em propriedades rurais ocupadas por famílias da região do Semiárido brasileiro, inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

“Esta é uma das maiores ações de adaptação climática do mundo”, afirmou a ministra do MDS, Tereza Campello, destacando as qualidades sociais e ambientais do projeto, que, “desenvolvido em conjunto com as comunidades locais, permitiu a democratização do acesso à água”. O MDS coordena o programa do Governo Federal Água para Todos, que já implantou, nos últimos dois anos, cerca de 1,2 milhão de cisternas familiares (água para consumo humano) na região.

“Este é um projeto extraordinário, que representa a libertação e a melhoria de vida de milhares de famílias”, disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para quem o programa significa “uma verdadeira revolução social”.

Fonte: BNDES

16:52 · 31.03.2016 / atualizado às 16:52 · 31.03.2016 por

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O movimento global “Liberte-se dos combustíveis fósseis” no Brasil conta com a participação das entidades climáticas integrantes do Fórum Ceará no Clima, que estão determinadas a impedir que o Estado continue a investir em termelétricas, indústrias poluentes, altamente emissoras de dióxido de carbono (CO2) e consumidoras de água.

Um dos fundadores do Fórum, professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e PhD em Ciências Atmosféricas, Alexandre Araújo Costa, informa que está se articulando uma frente ampla para denunciar e resistir ao incentivo às termelétricas.

“É um absurdo que, mesmo diante do agravamento da crise hídrica, muito motivada em função das mudanças climáticas, intensificadas pelas emissões de CO2 das termelétricas, o governo insista em transformar o Ceará no paraíso dos combustíveis fósseis. Não vamos permitir”, afirma Alexandre.

Em funcionamento desde 2011, a Termelétrica Energia Pecém, movida a carvão, é a maior do Brasil e é capaz de emitir até 6,5 milhões de toneladas de CO2 ao ano. Com a contribuição de outras termelétricas menores (como a Endesa, a gás natural), o volume coloca o Ceará no segundo lugar nas emissões no País para geração de eletricidade, atrás apenas do Rio de Janeiro.

“Só essa unidade emite o equivalente à frota total de veículos do Ceará. É como se dobrássemos o número de carros e caminhões circulando. Uma tragédia em termos de mudanças climáticas”, alerta. As termelétricas fazem parte do Complexo Industrial e Portuário de Pecém (CIPP), que abriga siderúrgica e terminal portuário, podendo ainda vir a contar com uma refinaria (que não foi implantada em virtude da crise da Petrobras).

Contramão

Segundo o movimento, se não bastassem as emissões, a questão do uso da água é igualmente alarmante. Somente a Termelétrica do Pecém consome 800 litros por segundo, a siderúrgica algo em torno 1.500 litros por segundo e a refinaria outros 1.000 litros por segundo. São mais de 3 m³/s para somente três empresas do complexo, o que equivale a praticamente o consumo da cidade de Fortaleza.

Ainda segundo as informações do movimento, depois de secar a reserva de água em Caucaia, até o fim do ano passado o complexo industrial estava retirando água do Açude Sítio Novos e até do Gavião, o mesmo reservatório que abastece a capital cearense. “Nossa previsão é que irá faltar água num futuro bem próximo e a população será a principal prejudicada, isto é fato”, assegura o professor Alexandre.

O governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa uma proposta (Mensagem do Executivo 7.953/2016) que prevê redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para incentivar a instalação de termelétricas a gás. Para a usina a carvão, já há subsídio para a água utilizada no processo de geração de energia. “Agora, querem ampliar esse desastre a um altíssimo custo socioambiental, comprometendo nossas poucas reservas de água e penalizando as pessoas que aqui vivem”, lamenta o pesquisador.

Energia sustentável

A diretora da 350.org Brasil e América Latina, Nicole Figueiredo de Oliveira, explica que o movimento global Break Free 2016 pretende mostrar a importância de nos libertarmos dos combustíveis fósseis. Especialmente a região Nordeste, que concentra o maior potencial para renováveis entre todos os estados brasileiros. “Não faz sentido investir numa energia suja, socialmente injusta e que traz sérias consequências climáticas”, completa Nicole.

O Ceará já tem sofrido consequências do aquecimento global com o agravamento das secas, avanço do mar, ondas de calor cada vez mais severas, entre outros impactos. “Precisamos nos posicionar a favor da implantação de um sistema energético limpo, que não consuma água nem emita CO2 e que barateie as contas de energia das pessoas”, argumenta.

Movimento Climático

Juliano Bueno de Araújo, coordenador da Coalizão Não Fracking Brasil e pela Sustentabilidade (Coesus), entidade parceira da 350.org Brasil no movimento global “Liberte-se dos combustíveis fósseis”, enfatiza a importância da adesão dos integrantes do Fórum Ceará no Clima: “Precisamos estar unidos para lutarmos contra os hidrocarbonetos, especialmente nas questões que envolvem o fraturamento hidráulico (Fracking) e o uso e contaminação da água, do solo e poluição do ar”.

O Fórum é a mais representativa organização do Ceará e realizou, em novembro de 2015, a maior marcha climática do Brasil, na véspera da Conferência do Clima (COP 21). Mais de 2 mil pessoas foram pedir o fim dos combustíveis fósseis e a transição segura rumo a energias 100% sustentáveis. Em assembleia realizada no fim de fevereiro, os integrantes aprovaram a adesão à Coesus, assumido a coordenação regional da campanha “Não Fracking Brasil” no Ceará e a adesão ao Liberte-se. Para saber mais sobre o movimento, acesse www.liberte-se.org e saiba como participar.

Audiência Pública

Na tarde desta quinta-feira (31), na Assembleia Legislativa do Ceará, em Fortaleza, uma audiência pública debate a mensagem que trata da redução da base de cálculo do ICMS para a instalação de novas termelétricas no Estado. A diretora da 350.org Brasil e América Latina, Nicole Figueiredo de Oliveira, está presente e representa o movimento “Liberte-se dos Combustíveis Fósseis” e a Coesus.

Fonte: Coalizão Não Fracking Brasil

22:00 · 28.03.2016 / atualizado às 22:00 · 28.03.2016 por

A Espiral da Morte

Focado na busca de respostas para três perguntas – por que o gelo dos polos está derretendo? Isso está sendo causado ou acelerado pelo ser humano? Que impactos podemos esperar nas próximas décadas se falharmos? – o jornalista Claudio Angelo viajou aos extremos do Planeta, conversou com dezenas de cientistas, ativistas, moradores de zonas vulneráveis, políticos, céticos sobre as Mudanças Climáticas, leu inúmeros trabalhos acadêmicos, esteve em conferências que buscavam mitigar o problema.

O resultado foi um trabalho de fôlego, que vai além das questões físicas, discute as implicações sociais, econômicas e culturais que ainda podem ocorrer. Unindo a curiosidade e o rigor de um jornalista especializado em cobrir ciência, ele vai direto à perspectiva de interesse geral: que caminho seguir pada garantir a sobrevivência da humanidade na Terra?

Claudio Angelo nasceu em Salvador, foi editor de Ciência da Folha de São Paulo entre 2004 e 2010, colaborou com as revistas Nature, Scientific American e Época e foi bolsista do Knight de Jornalismo Científico no MIT, nos Estados Unidos. Hoje trabalha no Observatório do Clima.

Mais informações:

Livro: A Espiral da Morte – como a humanidade alterou a máquina do clima

Autor: Claudio Angelo

Editora: Companhia das Letras

Preço: R$ 59,90

Tamanho: 496 páginas

22:04 · 24.03.2016 / atualizado às 22:28 · 24.03.2016 por
Um dos efeitos esperados com o Aquecimento Global é o aumento de eventos extremos, como as secas Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário
A ferramenta, apresentada no Dia Mundial da Água 2016, visa acompanhar o fenômeno da seca do Semiárido brasileiro Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário

Agência Nacional de Águas (ANA), Ministério da Integração Nacional (MI), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e governos do Nordeste lançaram, nesta semana, o Monitor de Secas do Nordeste do Brasil, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Água. A ferramenta traz mapa elaborado com a colaboração de técnicos locais que enfrentam a seca no dia a dia.

O Monitor de Secas é um instrumento que mostra a magnitude da seca no Nordeste e seus impactos. O principal produto é um mapa mensal que acompanha a situação da seca, disponibilizando as informações de forma ilustrativa, depois de validadas por técnicos locais que vivenciam a seca em seu cotidiano.

O mapa leva em consideração dados de monitoramento e os impactos concretos no abastecimento, agricultura e pecuária, dentre outras áreas, para apresentar o retrato mais recente e fiel possível da seca de maneira periódica.

Trata-se de uma ferramenta importante, que estará disponível nas páginas das instituições parceiras, para dar apoio aos tomadores de decisão do setor público e privado, contribuindo para a melhor gestão de secas e para o planejamento coordenado e proativo de ações de preparação e de resposta.

O mapa do Monitor de Secas passa a ser publicado mensalmente na página monitordesecas.ana.gov.br, junto com a descrição do processo de elaboração, incluindo indicadores e evidências. É possível visualizar a progressão da situação da seca em cinco categorias: excepcional, extrema, grave, moderada e fraca. O mapa também identifica e delimita as áreas de impactos de curto e longo prazo.

O Brasil tem um longo histórico de secas, principalmente no Semiárido. A seca extrema que atinge a região desde 2012 vem estimulando ainda mais esforços para melhorar a gestão e adotar medidas permanentes de monitoramento e de preparação.

Por isso, o governo federal, junto com agências de água, clima e meio ambiente e órgãos de governos estaduais e federais que atuam nos nove Estados do Nordeste, empenharam-se na construção e implementação de uma ferramenta inspirada em metodologias já consolidadas e adaptada à realidade brasileira.

A iniciativa contou com o apoio do Banco Mundial no desenho e implementação experimental da ferramenta e de parceiros internacionais como o National Drought Mitigation Center (Centro Nacional de Mitigação de Secas), dos Estados Unidos e a Comisión Nacional del Água do México (Conagua).

Para saber mais assista ao vídeo na página do monitor de secas ou no canal da ANA no youtube.

O Lançamento do Monitor de Secas do Nordeste do Brasil foi no âmbito do “Seminário sobre a crise hídrica e a segurança de barragens no Brasil”, evento em comemoração ao Dia Mundial da Água 2016, promovido pela ANA e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O evento fez outros lançamentos importantes, como o Mestrado Profissional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos, uma parceria entre a ANA e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com coordenação da Universidade Estadual Paulista (Unesp); o novo portal do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH) e relatórios das Nações Unidas e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre Água e Saneamento.

Página do Monitor de Seca: monitordesecas.ana.gov.br

Fonte: ANA

17:52 · 21.03.2016 / atualizado às 18:16 · 21.03.2016 por
O Açude Quixeramobim é um dos 34 completamente secos dos 153 reservatórios monitorados pela Companhia de gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) Foto: Agência Diário
O Açude Quixeramobim é um dos 34 completamente secos dos 153 reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) no Estado do Ceará Foto: Agência Diário

Genebra 21 de março de 2016. O ano de 2015 entrou para a história graças à quebra de recordes de temperatura, ondas de calor intenso, chuvas irregulares, secas devastadoras e à atividade incomum de ciclones tropicais, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM). E essa tendência de quebrar recordes continua em 2016.

A Declaração da OMM sobre o Estado do Clima no mundo em 2015 dá detalhes sobre as temperaturas recordes em terra e na superfície do mar, sobre o avanço do aquecimento dos oceanos e da elevação do nível do mar, sobre a diminuição na extensão do gelo do mar e sobre eventos climáticos extremos em todo o mundo. Esse estudo está sendo lançado antes do Dia Mundial da Meteorologia, comemorado em 23 de março, e tem como tema “Mais quente, mais seco, mais úmido. Encare o futuro”.

O futuro está acontecendo agora”, sintetizou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas. “A taxa alarmante de mudanças que estamos testemunhando agora em nosso clima como resultado das emissões de gases de efeito de estufa não tem precedentes nos registros modernos”, explicou.

Em 2015 a temperatura média global da superfície quebrou todos os recordes anteriores por uma ampla margem, em cerca de 0,76° C acima da média registrada entre 1961 e 1990 por causa de um poderoso El Niño e por conta do aquecimento global causado pelo homem. Com 93% do excesso de calor armazenado nos oceanos, o aquecimento do oceano na faixa até 2.000 metros também atingiu um novo recorde.

Mas janeiro e fevereiro de 2016 definiram novos recordes mensais de temperatura, com calor especialmente pronunciado nas altas latitudes do hemisfério norte. A extensão do gelo marinho no Ártico atingiu um pico de baixa nos registros de satélite nesses dois meses de acordo com a Nasa e com a NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration dos Estados Unidos. As concentrações de gases de efeito de estufa ultrapassaram o simbólico e significativo limite de 400 partes por milhão limite.

“As temperaturas surpreendentemente altas registradas até agora em 2016 foram um alerta para toda a comunidade científica do clima”, declarou David Carlson, diretor do Programa de Investigação Mundial do Clima, que é co-patrocinado pela OMM.

“Nosso planeta está enviando uma mensagem poderosa aos líderes mundiais para assinar e implementar o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas e reduzir a emissão dos gases de efeito estufa a partir de agora, antes de ultrapassarmos o ponto a partir do qual não há volta”, alertou Taalas.

“Hoje, a Terra já está 1° C mais quente do que no início do século XX. Ou seja, estamos na metade do limite crítico de 2° C. E os planos nacionais sobre alterações climáticas adotados até agora podem não ser suficientes para evitar um aumento de temperatura da ordem de 3° C. Mas podemos evitar os piores cenários com medidas urgentes e de longo alcance para reduzir as emissões de dióxido de carbono”, lembrou Taalas.

Além de mitigação, é essencial reforçar a adaptação às alterações climáticas por meio de investimentos em sistemas de alertas de desastres, bem como ferramentas de gestão de secas, cheias e de questões de saúde relacionadas ao calor, salientou Taalas.

Principais conclusões da Declaração sobre o Estado das Clima em 2015

Temperaturas da superfície do mar e do calor do oceano

Grandes áreas dos oceanos aqueceram-se significativamente. Em particular, as zonas tropicais do centro e o leste do Pacífico ficaram muito mais quentes do que a média por causa do El Niño. O conteúdo de calor global do oceano foi recorde tanto nos 700 metros superiores como no nível de 2.000 metros. O aumento da temperatura do oceano responde por cerca de 40% da elevação do nível global do mar observada nos últimos 60 anos e espera-se que tenha uma contribuição semelhante sobre o futuro aumento do nível do mar. O nível do mar, medido por satélites e marégrafos tradicionais, foi o maior já registrado.

Gelo do Mar Ártico

A extensão máxima diária de gelo do mar Ártico aconteceu em 25 de fevereiro de 2015 e foi a mais baixa já registrada (este recorde foi batido em 2016). A extensão mínima de gelo marinho do Ártico, registrada em 11 de setembro, foi a quarta menor.

Calor

Muitos países passaram por ondas de calor intensas. As mais devastadoras em termos de impacto humano foram na Índia e no Paquistão. A Ásia, como continente, teve seu ano mais quente já registrado, assim como a América do Sul. A Europa Ocidental e Central registrou uma onda de calor excepcionalmente longa, com a temperatura se aproximando ou cruzando os 40° C em vários lugares.

Vários novos recordes de temperatura foram quebrados (Alemanha: 40,3° C; Espanha 42,6° C; Reino Unido 36,7° C). O nordeste dos EUA e a parte ocidental do Canadá tiveram uma temporada recorde de incêndios, com mais de 2 milhões de hectares queimados durante o verão apenas no Alasca.

Tempestades

As precipitações globais em 2015 estiveram próximas da média de longo prazo. Mas dentro deste nível médio global houve diversos casos de chuvas extremas nos quais o total que caiu em 24 horas ultrapassou a média mensal normal. Por exemplo, na África, Malawi sofreu sua pior inundação em janeiro. Níveis excepcionais de chuva foram também provocados por uma das monções no Oeste Africano. A costa ocidental da Líbia recebeu mais de 90 milímetros de chuva em 24 horas, em setembro, em comparação com a média mensal de 8 mm.

A cidade marroquina de Marrakech recebeu 35,9 mm de chuva em uma hora em agosto, mais de 13 vezes a mensal normal. O poderoso El Niño fez com que 2015 fosse mais úmido em muitas partes subtropicais da América do Sul (incluindo Peru, norte do Chile, Bolívia, Paraguai, sul do Brasil e norte da Argentina) e em partes do sul dos Estados Unidos e norte do México.

Seca

Uma grave seca afetou o sul da África, fazendo com que 2014/2015 fosse a temporada mais seca desde 1932/1933, com grandes repercussões para a produção agrícola e a segurança alimentar. Na Indonésia, o El Niño levou a grandes incêndios provocados pela seca, afetando a qualidade do ar inclusive em países vizinhos.

A parte norte da América do Sul sofreu uma seca grave, incluindo o Nordeste do Brasil, Colômbia e Venezuela, afetando setores da agricultura, água e energia. Partes do Caribe e da América Central também foram severamente afetados.

Ciclones tropicais

Globalmente o número de tempestades tropicais, ciclones e tufões não esteve muito longe da média, mas alguns eventos incomuns foram registrados. O ciclone tropical Pam atingiu a costa de Vanuatu como um ciclone de categoria 5 em 13 de março de 2015, causando devastação generalizada.

O Patricia atingiu o México em 20 de outubro como o furacão mais forte já registrado tanto no Atlântico ou como nas bacias do nordeste do Pacífico, atingindo velocidades máximas de de 346 km / h. Um ciclone tropical extremamente raro, o Chapala, atingiu o Iêmen no início de novembro, levando a inundações substanciais. Ele foi imediatamente seguido por Cyclone Megh, que atingiu a mesma área.

Dia Meteorológico Mundial

O Dia Meteorológico Mundial comemora a entrada em vigor da Convenção que institui a Organização Meteorológica Mundial, em 23 de março de 1950. Ele visa mostrar a contribuição essencial dos Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais para a segurança e o bem-estar da sociedade.

O tema “Mais quente, mais seco, mais úmido. Encare o futuro” destaca os desafios das mudanças climáticas e o caminho para sociedades resistentes ao clima.

O aumento de dias quentes, noites quentes e ondas de calor irá afetar a saúde pública. Estes riscos podem ser reduzidos por alertas sobre problemas de saúde causados pelo calor para decisores, serviços de saúde e o público em geral.

As secas precisam ser abordadas de forma mais ativa através de uma gestão integrada que inclua orientações sobre políticas eficazes e estratégias de gestão de terras e ações de melhores práticas para lidar com a seca.

Em caso de precipitações fortes e inundações, as previsões baseadas em impacto permitem que os gestores de emergência possam ser preparados com antecedência. A gestão integrada da inundação é uma abordagem holística de longo prazo para minimizar os riscos de inundação.

Construir comunidades resilientes ao clima e ao tempo é uma parte vital da estratégia global para alcançar o desenvolvimento sustentável.

A comunidade da OMM continuará a apoiar os países na busca pelo desenvolvimento sustentável e no combate às alterações climáticas por meio da disponibilização da melhor ciência possível e de serviços operacionais para tempo, clima, hidrologia, oceanos e do ambiente.

A Organização Meteorológica Mundial é a voz oficial do Sistema das Nações Unidas de Tempo, Clima e Água: www.wmo.int

Fonte: OMM

08:00 · 19.03.2016 / atualizado às 00:08 · 19.03.2016 por
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150 cidades brasileiras, incluindo 25 capitais, confirmaram a participação na Hora do Planeta, que acontece hoje, sábado, 19 de março, com promoção do WWF-Brasil. A Estátua de Iracema da Lagoa de Messejana; a Fachada do Mercado Central; a Coluna da Hora, na Praça do Ferreira; Catedral Metropolitana de Fortaleza, a Igreja de Fátima; o Palácio do Bispo (sede da Prefeitura de Fortaleza e o Prédio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) são alguns dos mais de 500 monumentos que serão apagados do Norte ao Sul do País hoje, entre 20h30 e 21h30.

Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, a Hora do Planeta não para de crescer. O que começou como evento isolado, em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação global, envolvendo um bilhão de pessoas em mais de 7 mil cidades de 162 países e territórios. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, entre eles, as Pirâmides do Egito; a Torre Eiffel, em Paris; a Acrópole de Atenas e – até mesmo – a cidade de Las Vegas já ficaram no escuro durante 60 minutos. No Brasil, a Hora do Planeta acontece oficialmente desde 2009. Promovido pelo WWF-Brasil, o movimento reúne cidades, empresas e pessoas em todas as regiões do país.

WWF-Brasil

É uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996 e sediado em Brasília, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Rede WWF

A Rede WWF é uma das maiores organizações ambientalistas independentes do mundo. Ela tem o apoio de quase 5 milhões de pessoas e uma rede mundial ativa em mais de 100 países. A missão da Rede WWF é acabar com a degradação do meio ambiente natural do planeta e construir um futuro onde os seres humanos vivam em harmonia com a natureza, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais renováveis e promovendo a redução da poluição e do desperdício de consumo.

Mais de oito anos no Brasil

Criada em 2007, na Austrália, quando ocorreu somente na cidade de Sidney, a Hora do Planeta, promovida pela Rede WWF, desembarcou pela primeira vez no Brasil em 2009. Com promoção do WWF-Brasil, anualmente a Hora do Planeta envolve um número maior de pessoas, cidades e empresas no Brasil. Saiba um pouco mais sobre a história da Hora do Planeta no Brasil e prepare-se para a edição de 2016, que acontece hoje:

2009 – Realizada no dia 28 de março, a primeira Hora do Planeta no Brasil já foi um grande sucesso, com a adesão de 113 cidades, 1.167 empresas e 527 organizações. Monumentos brasileiros como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Catedral de Brasília, a Ponte Estaiada e o Teatro Amazonas, entre outros, permaneceram no escuro graças a articulação do WWF-Brasil junto aos governos locais. Desde então, a Hora do Planeta não para de crescer no país, envolvendo todo ano milhões de brasileiros na campanha.

2010 – Realizada em 27 de março, a Hora do Planeta 2010 registrou a participação de 96 cidades brasileiras (19 delas capitais), que apagaram as luzes de seus principais ícones.

2011 – Com o slogan “Apague a luz para ver um mundo melhor”, a Hora do Planeta daquele ano aconteceu no sábado, 26 de março, envolvendo 98 municípios brasileiros participantes, sendo 17 capitais e 1.514 empresas e organizações. Pela primeira vez o WWF-Brasil realizou um grande evento público pela Hora do Planeta, nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, que contou com a apresentação do músico Toni Garrido e de baterias de várias escolas de samba.

2012 – Realizada no dia 31 de março, a Hora do Planeta 2012 bateu o recorde de cidades brasileiras participantes: 133. Foi o primeiro ano em que todas as 27 capitais do Brasil se envolveram na ação. A comemoração oficial do WWF-Brasil aconteceu no Arpoador, no Rio de Janeiro.

2013 – O ano registrou o mesmo número de cidades de 2012, mas o engajamento cresceu, resultando em mais 627 ícones apagados (entre eles, monumentos artísticos, espaços públicos e prédios históricos). Brasília foi escolhida a cidade-âncora da Hora do Planeta no Brasil naquele ano, e sediou o apagar oficial das luzes com uma série de atrações em um palco próximo ao Museu Nacional.

2014 – A sexta edição da Hora do Planeta no Brasil foi realizada no dia 29 de março e teve novo recorde de adesão: 144 municípios (24 deles capitais), em todas as regiões do país. O número representou 29 cidades mais do que no ano anterior e dez mais do que em 2012. O Monumento às Bandeiras, em São Paulo; o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; a Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, em Brasília; e a Igreja São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha), em Belo Horizonte, foram alguns dos ícones que ficaram apagados por 60 minutos.

2015 – No ano passado, a Hora do Planeta aconteceu no dia 28 de março e apagou as luzes de 626 ícones, reunindo mais de 4 mil pessoas em seu evento oficial na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. A adesão de 185 municípios – incluindo todas as capitais e o Distrito Federal – marcou um novo recorde de participação de cidades brasileiras e foi a maior desde que a campanha começou a ser realizada no Brasil, em 2009.

Mais informações:

Hora do Planeta 2016

Data: 19 de março (sábado)

Horário: das 20h30 às 21h30

www.wwf.org.br/horadoplaneta

Fonte: WWF-Brasil