Busca

20:31 · 24.02.2016 / atualizado às 20:31 · 24.02.2016 por
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim

Por Maristela Crispim

Pontos de lixo como esse acima, que fotografei às 14h de hoje, no cruzamento das ruas Francisco Holanda com Silva Paulet, no bairro Dionísio Torres, considerado área nobre da cidade de Fortaleza, são muitos, precisamente 1.388, segundo a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP).

Problema antigo, de difícil solução, tem sido um grande desafio para as administrações da cidade. Entre as ações em curso, atualmente, está a construção de “ecopontos”, espaços destinados a coletar resíduos de pequenos geradores, que não podem ser classificados como lixo doméstico e, por isso, não são destinados à coleta domiciliar.

Adoção de multa

Segundo a SCSP, a Agência de Fiscalização (Agefis) visitou 7.807 grandes geradores de resíduos sólidos em 2015. A fiscalização foi iniciada no dia 18 de maio, após a sanção da Lei Nº 10.340/15. Até dezembro, foram registradas 2.499 autuações por irregularidades no plano, custeio, acondicionamento, transporte, armazenamento, coleta, tratamento e destinação do lixo. Desse total, 11% foram autuações gravíssimas, 67% graves, 5% médias e 17% leves.

A destinação irregular dos resíduos sólidos, o armazenamento inadequado do lixo e a falta do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) foram as infrações mais cometidas nesse primeiro ano de fiscalização.

Outra conduta errada foi a utilização de caçambas estacionárias de empresas que não estavam regularizadas. A operação de remoção dessas caçambas clandestinas iniciou no dia 22 de setembro. Até o fim de dezembro, foram removidas 51 caçambas estacionárias em situação irregular.

Isso representa 204 mil litros de lixo que teriam ido irregularmente para áreas verdes, vias públicas ou canteiros centrais. A partir de um aplicativo móvel que monitora todas as caçambas estacionárias da cidade, os fiscais da Agefis realizavam as vistorias acompanhados de veículos poliguindastes para remover as caçambas estacionárias irregulares.

Em 2015, as multas variaram de R$ 687,50 a R$ 3.437,50, podendo ser agravadas em até cinco vezes e ultrapassar os R$ 17 mil. Caso ocorra o pagamento sem contestação, o valor da multa pode ser reduzido em até 50%.

São considerados grandes geradores aqueles que diariamente produzem mais de 100 litros de lixo comum, 50 litros de entulho de construção civil ou qualquer quantidade de lixo com risco de contaminação ambiental ou biológica. Isso não inclui, portanto, os geradores daqueles resíduos que fotografei hoje.

Problema persiste

Esses esforços precisam ser reconhecidos, mas não resolveram o problema. Os pontos de lixo continuam existindo, no Dionísio Torres, na Leste-Oeste e em todos os pontos conhecidos de cada um de nós na Cidade.

Quando será que o cidadão vai começar a fazer a sua parte, sendo fiscal do patrimônio público, que é de todos e não de ninguém, como muitos costumam pensar para se acomodar dentro dos seus carros, desviar o olhar e não descer, sentir o mau cheiro, fotografar e denunciar?

Se cada um assumir um papel nessa complicada equação pode ser que o problema não se resolva, mas seja amenizado. Afinal, nos livramos do lixo, mas ele continua cheirando mal na próxima esquina, esquina onde normalmente não há uma casa, mas tem um vizinho.

Mapeamento

Segundo as informações da SCSP, em 2009, existiam cerca de 1.800 pontos de lixo na cidade. Atualmente, estão mapeados 1.388 e a redução também se deu em peso. Isso após a publicação da Lei Nº 10.340/2015, em maio do ano passado. Ainda segundo as informações da pasta, resultado da conscientização dos grandes geradores da crescente adequação à legislação vigente, o que resultou no crescimento de 24% em número de contratos novos de coleta particular.

Ecopontos

Uma das iniciativas da atual gestão de Fortaleza para a administração dos resíduos sólidos é a adoção dos ecopontos, que atualmente são quatro, sendo três em contêiner e um em alvenaria – para a população realizar o descarte gratuito de entulho de obras de pequeno porte, restos de poda, móveis, estofados velhos, papelão, plásticos, vidros, metais, celulares e aparelhos eletroeletrônicos. O horário de funcionamento é de segunda-feira a sábado, das 8h às 17h. Um novo deverá ser entregue ainda neste mês. E estima-se que, até o fim de 2016, a cidade terá 25 implantados.

Localização dos Ecopontos

–  Bairro Conjunto Esperança (Contêiner)

Avenida da Penetração Norte Sul com a Rua do Canal (Regional V)

– Bairro de Fátima (Contêiner)

Avenida Luciano Carneiro com Avenida Eduardo Girão (Regional IV)

– Bairro São João do Tauape (Contêiner)

Avenida Visconde do Rio Branco, S/N – anexo ao Parque Rio Branco (Regional II)

– Bairro Varjota (Alvenaria)

Avenida Antônio Justa com Rua Meruoca (Regional II)

Pontos de Coleta Voluntária (PEVs)

A Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) implantou Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) nos terminais de ônibus da Parangaba, Papicu, Antônio Bezerra e Siqueira para receber resíduos recicláveis. Os recipientes, que possuem capacidade para 300 quilos, fazem parte do Programa Reciclando Atitudes, um dos pontos do Plano de Ações para Gestão de Resíduos Sólidos, apresentado em março de 2015.

Coleta seletiva em praças e parques

A Seuma implantou cerca de 400 lixeiras de coleta seletiva em parques e praças da Cidade. Separadas pelas cores cinza (reciclável) e marrom (não-reciclável), as lixeiras são mais uma ação do Programa Reciclando Atitudes, cujo objetivo é promover processos de reciclagem com a inclusão dos catadores, incentivar a coleta adequada de resíduos e garantir a manutenção da qualidade ambiental e processos sustentáveis de reciclagem, observando os aspectos ambiental, social, econômico e energético.

Centros de Triagem

O material coletado em Fortaleza é destinado aos três Centros de Triagem públicos: Bonsucesso, Ascajan e Planalto Universo, localizados nos bairros: João XXIII, Jangurussu e Vila União, respectivamente. Os referidos Centros contam com gestão compartilhada entre Prefeitura – Seuma, Acfor e secretarias regionais- e cooperativa de catadores de Fortaleza.

A Prefeitura arca com a infraestrutura e o apoio técnico, como orientações, custos com logística e manutenção, capacitações, etc, e a cooperativa entra com o trabalho, administração e venda dos resíduos coletados, sendo o montante arrecadado distribuído entre os catadores. Além disso, a Prefeitura presta apoio na logística de transporte com caminhões para a coleta de materiais recicláveis e de óleo e gorduras residuais usados.

Projeto Maior Limpeza

Desde novembro de 2015, quando foi entregue o Ecoponto no Bairro de Fátima (Regional IV), a Prefeitura, com a articulação de vários órgãos municipais (SCSP, Acfor, Agefis, Emlurb, Defesa Civil, Coareg, SME, Seinf, Seuma, SMS e regionais), vem realizando o Projeto Maior Limpeza. A ação consiste em blitze educativas em vias e bairros das seis regionais, com o objetivo de conscientizar a população e comerciantes quanto ao descarte correto dos resíduos sólidos, além de distribuir mudas de espécies nativas e frutíferas, sempre no último sábado de cada mês.

Central 156

A Prefeitura conta com a colaboração da população para denunciar casos de descarte irregular de lixo em locais inapropriados. A população deve telefonar gratuitamente para o número 156 ou utilizar o aplicativo Central 156, disponível para Android e iOS, cujo download pode ser feito no site do Fiscal Cidadão: www.fortaleza.ce.gov.br/156.

08:00 · 19.02.2016 / atualizado às 12:28 · 19.02.2016 por

II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas

A II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas, primeiro evento nacional após a  21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) ,  em Paris, será realizada em Fortaleza, nos dias 24 e 25 de fevereiro. A Prefeitura de Fortaleza, em parceria com o Iclei, associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, promoverá o evento, no Centro de Eventos do Ceará.

O objetivo é buscar, a partir do Acordo de Paris, meios para aprofundar as discussões sobre o papel das cidades no enfrentamento às mudanças climáticas no Brasil, boas práticas, iniciativas e ferramentas regionais disponíveis para as cidades brasileiras e o caminho a ser trilhado para que as variáveis climáticas sejam incorporadas ao desenvolvimento urbano no País com ambição e escala.

“O Acordo de Paris instaurou um novo marco institucional para o enfrentamento das mudanças climáticas no qual governos municipais e estaduais são reconhecidos como atores essenciais para implementação de ações transformadoras no ambiente urbano”, lembra Pedro Roberto Jacobi, presidente do Secretariado para América do Sul do Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade.

“É uma grande satisfação receber um evento que discutirá experiências e casos que envolvem políticas públicas voltadas ao clima e às cidades. O prefeito Roberto Cláudio vem implementando, em Fortaleza, ações que dialogam diretamente com a questão climática, a exemplo do lançamento da Política de Desenvolvimento de Baixo Carbono, do investimento em modais não poluentes, como as bicicletas compartilhadas, do Plano de Arborização e da ampliação de áreas verdes com a criação de novos parques urbanos”, enfatiza Águeda Muniz, secretária de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

Durante o evento, será encerrado o projeto Urban LEDS, um programa de quatro anos, financiado pela União Europeia e desenvolvido pelo Iclei e ONU Habitat, em 37 cidades do Brasil, Índia, Indonésia e África do Sul para demonstrar estratégias de desenvolvimento urbano inclusivo de baixa emissão de carbono em condições de crescimento e transição acelerados.

A Embaixada Britânica, por meio dos recursos do Prosperity Fund, também apoia a realização do evento. Desde 2010 trabalhando em parceria com o Iclei em projetos relacionados à agenda climática e de infraestrutura de cidades, o fundo viabilizará a participação de especialistas britânicos para compartilharem experiências com cidades brasileiras.

A II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas contará, entre palestrantes, debatedores e plateia, com a participação de prefeitos do Brasil, além de representantes de governos estaduais, do governo federal e de cidades de outros países da América do Sul.

Também estão previstos representantes de instituições ligadas ao tema, como Abema, AFD, Anama, Avina, BID, CB27, CAF, Future Cities Catapult, CDP, Cebds, Fonari, FNP, Fundação Grupo Boticário, Fundação Konrad Adenauer, GIZ, ITDP, LEDS LAC, MercoCiudades, ONU Habitat, Sasa, SOS Mata Atlântica, WRI e WWF, entre outras.

CB27

Além da Jornada, Fortaleza também receberá, pela primeira vez, o CB27, reunião com todos os secretários de meio ambiente do Brasil. O encontro é uma troca de experiências quanto a projetos e ações desenvolvidos nas cidades do País. Na ocasião, a titular da Seuma apresentará a Política Ambiental de Fortaleza e o Programa Fortaleza Cidades Sustentável.

Iclei

Principal associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, o Iclei promove ação local para a sustentabilidade global e apoia cidades a se tornarem sustentáveis, resilientes, eficientes no uso de recursos, biodiversas, de baixo de carbono; a construírem infraestrutura inteligente e a desenvolverem uma economia urbana verde e inclusiva com o objetivo final de alcançar comunidades felizes e saudáveis.

Este movimento global congrega mais de 1.000 estados, metrópoles e cidades de pequeno e médio porte, em 86 países. Seu Secretariado para América do Sul (Iclei SAMS) apoia uma rede de mais de 40 cidades sul-americanas que representam mais de 100 milhões de habitantes em oito países, tais como Quito, Curitiba, Manaus, Ñuñoa, São José dos Campos, e Bogotá.

Mis informações, programação e inscrições, clique aqui

21:00 · 11.02.2016 / atualizado às 21:06 · 11.02.2016 por
O Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, recebeu, em 2015, 780 mil visitantes Foto: Natinho Rodrigues/Agência Diário
O Parque Nacional de Jericoacoara (CE) recebeu, em 2015, 780 mil visitantes, ficando atrás somente dos parques da Tijuca (RJ) e do Iguaçu (PR) Foto: Natinho Rodrigues/Agência Diário

Dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) mostram que a visitação às unidades de conservação federais aumentou muito na última década. Se forem considerados somente os parques nacionais, o número de visitantes subiu 238%, passando de 2,99 milhões, em 2007; para 7,14 milhões, em 2015.

O parque nacional mais visitado continua sendo o da Tijuca, no Rio de Janeiro, que recebeu 2.945.355 de pessoas em 2015. Em seguida vem o de Iguaçu, no Paraná (1.642.093); o de Jericoacoara, no Ceará (780 mil); e o de Brasília, na capital federal (294.682).

Ao se considerar todas as Unidades de Conservação (UCs) administradas pelo ICMBio, a visitação aumentou 320% nos últimos dez anos, passando de 1,9 milhão de pessoas, em 2006; para 8 milhões, em 2015.

Ações estruturantes

Embora não haja um estudo efetivo que indique o motivo desse aumento, a diretora de Criação e Manejo do ICMBio, Lilian Hangae, lista algumas ações que contribuíram para estruturar as unidades e atrair mais visitantes.

“Temos priorizado o investimento em ações estruturantes, como a capacitação de servidores, o estabelecimento de diretrizes e normas gerais, a delegação de serviços de apoio à visitação e a atuação em conjunto com instituições parceiras”, diz Lilian.

Com orientações técnicas estabelecidas, ainda segundo as suas informações, as experiências adquiridas são multiplicadas regionalmente, diminuindo os custos e levando à implantação de atividades de uso público com maior agilidade, maior ou menor grau de complexidade e em diferentes categorias de UCs.

Perfil dos visitantes

Sobre o perfil dos visitantes, Lilian lembra que o assunto é objeto de uma constante preocupação do ICMBio, pois representa o fio condutor dos procedimentos de estruturação e ordenamento da visitação.

Segundo suas informações, no geral, esse perfil varia de acordo com os atributos ambientais e sociais das UCs. “Cada unidade de conservação tem uma abordagem em termos de atividades disponibilizadas para visitação e estas atividades, em muitos casos, estabelecem o perfil dos visitantes”.

Ainda que poucas unidades disponham de estudos específicos sobre visitação, há significativos avanços na realização de pesquisas e desenvolvimento e aplicação de metodologias que levam a esse conhecimento, destaca Lilian.

Qualificação da visitação

Em relação à importância do turismo nas UCs, Lilian afirma que uma das premissas para o alcance da missão do ICMBio, que é proteger o patrimônio natural e promover o desenvolvimento socioambiental, é o fortalecimento e qualificação da visitação nas unidades federais.

“A visitação é uma ferramenta estratégica de sensibilização para a conservação e estímulo ao desenvolvimento do sentimento de pertencimento da sociedade em relação a estas áreas protegidas”, conclui.

Fonte: MMA

08:00 · 03.02.2016 / atualizado às 11:59 · 03.02.2016 por
O Ecossistema Costeiro-Marinho foi a área natural escolhida como foco para o segundo edital nacional da Fundação Grupo Boticário de 2015 Foto: Helosa Araújo / Agência Diário
O Ecossistema Costeiro-Marinho foi a área natural escolhida como foco para o segundo edital nacional da Fundação Grupo Boticário de 2015 Foto: Helosa Araújo / Agência Diário

As inscrições para a primeira chamada anual de 2016 do Edital de Apoio a Projetos, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, estão abertas desde o dia 31 de janeiro e podem ser realizadas até 31 de março, no site www.fundacaogrupoboticario.org.br, na seção “Editais”.

Serão selecionadas iniciativas em todas as regiões brasileiras. As inscrições para o Edital Biodiversidade Paraná serão abertas no segundo semestre. Em caso de dúvidas, os interessados podem contatar a equipe de Ciência e Informação da Fundação Grupo Boticário, pelo endereço picn@fundacaogrupoboticario.org.br.

20 iniciativas receberão R$1,5 mi

Em janeiro, a Fundação divulgou a lista das novas iniciativas de conservação da natureza que serão apoiadas a partir do primeiro semestre de 2016. No total, serão doados cerca de R$ 1,5 milhão a 20 novas iniciativas, no Ecossistema Costeiro-Marinho e na Mata Atlântica. As pesquisas foram selecionadas por meio de dois editais, um nacional e outro com foco no Paraná.

No edital nacional, os Estados beneficiados foram São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Paraíba, Amapá, Pará, Maranhão, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que abrigam importantes áreas do ecossistema costeiro-marinho, área natural escolhida como foco para o segundo edital nacional da Fundação Grupo Boticário de 2015.

Já o Edital Biodiversidade do Paraná, seleciona apenas pesquisas e projetos a serem realizados por instituições desse Estado, com foco especial para a Floresta com Araucárias – ecossistema reduzido a 1% da sua cobertura original – e para a Floresta Densa do Lagamar (Litoral e Serra do mar).

Nesta chamada, sete iniciativas foram aprovadas, com um valor total de R$ 600 mil. Esse edital, que é anual, é realizado em parceria com a Fundação Araucária, instituição sem fins lucrativos que atua no fomento à pesquisa no Paraná.

Entre os projetos selecionados, destaca-se o trabalho que será desenvolvido para a conservação das tartarugas marinhas na região da Foz do Rio Doce (ES). Realizada pelo Projeto Tamar, essa iniciativa ganha, ainda, mais relevância após o desastre com as barragens de rejeitos de mineração, ocorrido em novembro do ano passado, em Mariana (MG), e que chegou ao mar na altura do Espírito Santo.

“Os estudos dessa pesquisa podem vir a trazer informações valiosas para entender melhor o impacto que esse incidente causou na biodiversidade local”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

Em 25 anos de atuação, a Fundação Grupo Boticário já se firmou como uma das maiores apoiadoras, ligadas à iniciativa privada, de iniciativas de conservação da natureza brasileira. Ao todo, 1.457 iniciativas já foram apoiadas em todos os estados brasileiros.

Para conferir a lista completa das 20 novas iniciativas selecionadas nos dois editais, bem como os respectivos técnicos e instituições responsáveis por cada uma delas, acesse o site www.fundacaogrupoboticario.org.br, e clique na seção “O que fazemos” > “Editais”.

Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos, cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.457 projetos de 487 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Fonte: Fundação Grupo Boticário

08:00 · 27.01.2016 / atualizado às 21:45 · 27.01.2016 por
YouTube Preview Image

 

 

O mapa codificado por cores mostra uma progressão das anomalias de temperatura da superfície global de 1880 a 2015. As temperaturas superiores às normais são mostradas em vermelho e as inferiores são mostradas em azul. O quadro final representa as temperaturas globais médias de cinco anos, de 2010 a 2015, com escala em graus Celsius
Crédito: NASA / Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio

2015 foi ano mais quente do planeta Terra desde a que a moderna manutenção de registros começou, em 1880, de acordo com análises independentes pela Administração Nacional Aeronáutica e Espacial (Nasa) e pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos. A temperatura global média em 2015 quebrou a marca anterior, de 2014, por 0,13 graus Celsius.

As temperaturas de 2015 continuaram uma tendência de aquecimento de longo prazo, de acordo com as análises feitas por cientistas do Instituto da Nasa Goddard de Estudos Espaciais (Giss), em Nova York (Gistemp).

Cientistas da NOAA concordam com a constatação de que 2015 foi o ano mais quente já registrado com base em análises separadas. Porque os locais das estações de tempo e medições mudam ao longo do tempo e há alguma incerteza nos valores individuais no índice Gistemp. Tendo isto em conta, a análise Nasa estima que 2015 foi o ano mais quente com 94% de certeza.

“A mudança climática é o desafio de nossa geração e trabalho vital da Nasa sobre esta importante questão que afeta cada pessoa na Terra”, disse o administrador da Nasa, Charles Bolden. “O anúncio de hoje não só ressalta como crítico programa de observação da Terra da Nasa é um ponto de dados-chave que devem fazer os decisores políticos se levantar e tomar conhecimento. Agora é a hora de agir sobre o clima”, afirmou na divulgação do estudo.

A temperatura média da superfície do Planeta subiu cerca de 1ºC desde o fim do século XIX, uma mudança em grande parte impulsionada pelo aumento do dióxido de carbono (CO2) e outras emissões geradas pela atividade humana na atmosfera.

A maior parte do aquecimento ocorreu nos últimos 35 anos, com 15 dos 16 anos mais quentes registrados a partir de 2001. No ano passado, pela primeira vez, as temperaturas médias globais chegaram a 1ºC ou mais acima da média 1880-1899.

Fenômenos como o El Niño ou La Niña, respectivamente de aquecimento ou resfriamento do Oceano Pacífico tropical, podem contribuir para variações de curto prazo na temperatura média global. O aquecimento do El Niño esteve em vigor durante a maior parte de 2015.

“2015 foi notável, mesmo no contexto contínuo de El Niño”, disse Gavin Schmidt, diretor do Giss. “As temperaturas do ano passado tiveram um incremento do El Niño, mas é um efeito cumulativo da tendência de longo prazo que resultou no registro de aquecimento que estamos vendo”, acrescentou.

A dinâmica de tempo muitas vezes afeta as temperaturas regionais, de modo que nem todas as regiões na Terra experimentaram as temperaturas médias recordes no ano passado.

As análises da Nasa incorporam medições de temperatura de superfície de 6.300 estações meteorológicas, observações navais e baseadas em bóia de temperaturas da superfície do mar, e as medições de temperatura de estações de pesquisa da Antártida.

Estas medições brutas são analisadas utilizando um algoritmo que considera o espaçamento variado de estações de temperatura em todo o mundo e os efeitos de aquecimento urbano, que poderiam distorcer as conclusões. O resultado desses cálculos é uma estimativa da diferença de temperatura média global a partir de um período de referência de 1951-1980.

O Instituto da Nasa Goddard de Estudos Espaciais (Giss) é uma subdivisão do Centro de Vôo Espacial Goddard da agência, em Greenbelt, em Maryland. O laboratório é afiliado ao Instituto Terra, da Universidade de Columbia e à Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas de Nova York.

O conjunto de dados de 2015 sobre a temperatura da superfície total e a metodologia completa utilizada para fazer o cálculo de temperatura estão disponíveis em:
http://data.giss.nasa.gov/gistemp/

Para mais informações sobre as atividades das ciências da Terra da Nasa, visite:
http://www.nasa.gov/earth

Fonte: Nasa

10:46 · 23.01.2016 / atualizado às 10:46 · 23.01.2016 por
26 DE NOVEMBRO DE 2015 -  Juazeiro do Norte,  Energia Solar - Painéis solares da Faculdade Leão Sampaio
Visando acompanhar as tendências da indústria cearense, o Senai Cearáestá oferecendo novos cursos em Energia Solar Fotovoltaica Foto: André Costa / Agência Diário

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Ceará, visando acompanhar as tendências da indústria cearense, está oferecendo novos cursos nas áreas de Energias Renováveis e lançou capacitações em Energia Solar Fotovoltaica.

As turmas “Iniciação em Montagem de Sistemas Fotovoltaicos” e “Montador de Sistemas Fotovoltaicos” começam as aulas no 15 de fevereiro e 7 de março, respectivamente, na unidade da Barra do Ceará, em Fortaleza, no horário da noite.

Os valores são de R$ 750 e R$ 1.800, respectivamente. As pré-inscrições já podem ser feitas aqui . Os interessados também podem reservar suas vagas nos cursos pelo telefone (85) 4009-6300.

O primeiro curso requer idade mínima de 16 anos e Ensino Fundamental incompleto. A carga horária é de 40 horas. O segundo exige idade mínima de 18 anos e ter concluído curso de Qualificação Profissional de Eletricista ou áreas afins.

O curso de “Iniciação em Montagem de Sistemas Fotovoltaicos” promove aos participantes os conhecimentos sobre os diferentes tipos de sistemas fotovoltaicos e técnicas de aproveitamento da energia solar, bem como o conhecimento dos equipamentos utilizados.

Já o curso de “Montador de Sistemas Fotovoltaicos” capacita para instalar e fazer a manutenção de Sistemas de Energia Solar Fotovoltaicos, de acordo com a legislação vigente e normas aplicáveis à qualidade, à saúde, à segurança e ao meio ambiente.

08:00 · 20.01.2016 / atualizado às 20:55 · 20.01.2016 por
O marco é a utilização de energia solar no Mineirão, estádio-sede da Copa do Mundo Fifa 2014 Foto: Agência Reuters
O marco é a utilização de energia solar no Mineirão, estádio-sede da Copa do Mundo Fifa 2014 Foto: Agência Reuters

Duas vezes eleita Capital Nacional da Hora do Planeta pelo Desafio das Cidades do World Wide Found for Nature  (WWF), em parceria do Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais Locais (Iclei), Belo Horizonte disputa, pela terceira vez, o prêmio na edição 2015/2016.

O seu maior êxito rumo a uma economia de baixo carbono continua sendo o investimento em energia limpa, com ênfase na solar. O marco desta empreitada é o Mineirão, estádio-sede da Copa do Mundo Fifa 2014, em que há uma usina solar fotovoltaica em pleno funcionamento.

O Mineirão, no entanto, não será o único a receber esse tipo de investimento. A Prefeitura tem planos de fazer o mesmo no Mineirinho e no Aeroporto Internacional de Confins. Há, ainda, a Lei Nº 10.175/11, que determina o uso de painel solar para aquecer a água em todas as novas construções comerciais e residenciais da cidade. A expectativa é reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 3.905,5 toneladas de carbono por ano.

Ações como essas foram reportadas pela Prefeitura de BH no Carbonn, plataforma de registro climático administrada pelo Iclei ao lado do C40 e do CGLU. Ela é uma das mais importantes do mundo e agora ganha ainda mais importância, uma vez que os governos locais foram reconhecidos como parte integrante da luta contra as mudanças climáticas, no Acordo de Paris, que deverá ser ratificado ainda em 2016.

A Política Municipal de Mitigação dos Efeitos da Mudança Climática foi iniciada na capital mineira, aliás, em 2006, e trabalha na articulação de políticas públicas e iniciativas privadas para reduzir as emissões. O Plano de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa (PREGEE) prevê ações de curto, médio e longo prazos que levem a uma economia de baixo carbono, alinhada ao desenvolvimento econômico, com base nas áreas de transporte, energia, saneamento básico e adaptação.

Energia também é um foco importante para Belo Horizonte, com demonstra a Ferramenta de Avaliação Rápida de Energia da Cidade (Trace). Ela produz subsídios que, entre outras coisas, orientam o poder municipal na discussão sobre utilização de lâmpadas de LED na iluminação pública em substituição às tradicionais. Também cobre os setores de passageiros, prédios municipais, água e resíduos sólidos, além de energia.

Já a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por sua vez, movimenta o Programa de Eficiência Energética, que segue a Lei Federal Nº 9.991/00, com o investimento de 1% da receita em projetos e pesquisas de eficiência. Uma série de iniciativas nessa linha foram implementadas para mostrar à sociedade a importância e os caminhos da redução do desperdício.

Ao lado de Betim, Campinas, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Sorocaba, Belo Horizonte tem suas ações analisadas por um júri internacional, que decidirá as três finalistas brasileiras do Desafio das Cidades da Hora do Planeta 2015/2016.

Fonte: WWF-Brasil