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Tag: Acordo de Paris


19:11 · 24.07.2017 / atualizado às 19:41 · 24.07.2017 por
O cantor pernambucano se junta à ONG para dar visibilidade ao Desafio Ambiental para estimular negócios sustentáveis, reconhecer inovações, iniciativas sociais e ferramentas que fomentem a sustentabilidade e que apoiem a restauração florestal em harmonia com questões sociais Foto: WWF-Brasil

Em uma iniciativa para trazer melhorias ao meio ambiente, o WWF-Brasil lançou, em junho, o Desafio Ambiental: inovação e empreendedorismo em restauração florestal, com o intuito de apoiar o País a atingir suas metas de restauração e, ao mesmo tempo, dar visibilidade a iniciativas pioneiras. E, para chamar atenção à causa, o cantor Lenine se uniu ao WWF-Brasil.

Engajado em causas ecológicas, Lenine aceitou de pronto participar desta ação, que tem suas inscrições abertas até o dia 9 de agosto. Para o diretor executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic, “há bastante sinergia entre os valores do Lenine e os da organização, devido ao posicionamento ecológico dele e o seu envolvimento com a ‘causa verde’”.

E continua: “Queremos encontrar e promover o empreendedorismo e a inovação no setor privado para que a restauração florestal ganhe escala e se multiplique nas propriedades rurais brasileiras. Ao mesmo tempo, queremos popularizar o tema de restauração, que é de interesse público, e essa conexão com o público ganha força com a presença do Lenine”.

Lenine iniciou em 2015 o projeto Carbono, inspirado no elemento químico conhecido como a “base da vida”. Nesse álbum, o cantor destaca os impactos ambientais gerados pelo homem e a importância de freá-los.

Desafio Ambiental

Trata-se de um concurso para mapear, conectar, impulsionar e premiar iniciativas que restauram biomas brasileiros por meio de modelos inovadores e sustentáveis. A ação combina os universos da restauração florestal e do empreendedorismo de impacto e inovação, visando não só premiar financeiramente as ideias selecionadas, mas criar uma rede de colaboração entre as diversas iniciativas que acontecem no Brasil hoje, impulsionando o ecossistema de restauração.

Dentro da prática de restauração florestal, o concurso busca reconhecer:

  • Projetos de campo
  • Modelos de negócios que viabilizem a recuperação de áreas degradadas
  • Metodologias ou modelos inovadores
  • Iniciativas sociais que promovam a restauração florestal e sua cadeia
  • Tecnologias
  • Startups

As propostas serão selecionadas por júri técnico e júri popular. O primeiro corpo de jurados será composto por um representante de cada um dos parceiros do desafio, enquanto que o júri popular está aberto a qualquer pessoa física, sendo um voto para cada CPF.

Na primeira fase do concurso, serão selecionadas até oito propostas para a realização de uma imersão com o Impact HUB, a fim de impulsionar seu projeto. Em homenagem ao Dia da Árvore (Centro-Oeste, Sudeste e Sul), a premiação vai ocorrer no dia 21 de setembro e os prêmios serão distribuídos da seguinte forma:

1º lugar – júri técnico: participação da imersão e mentoria. R$ 5.000,00 em dinheiro e participação do Empretec (Sebrae)

2º lugar – júri técnico: participação da imersão e mentoria. R$ 3.000,00 em dinheiro e participação do Empretec (Sebrae)

3º ao 8º lugar: participação da imersão e mentoria

1º lugar – júri popular – R$ 2.000,00 em dinheiro

Por que restaurar?

A restauração florestal é uma prática importante para a manutenção dos ecossistemas. Essa técnica recupera áreas degradadas visando restabelecer sua estrutura e função ecológica, com melhoria da qualidade e quantidade dos recursos hídricos, fixação de carbono, regulação climática e conservação da biodiversidade, entre outras.

Surge como ferramenta de contraponto a preocupação com as questões ambientais, e, em particular, com o aquecimento global e com a possibilidade de ocorrerem mudanças do clima nos próximos anos.

O Brasil se configura entre os principais países produtores e exportadores de produtos agropecuários, com mais de 300 de milhões hectares destinados à agropecuária, segundo o IBGE. Contudo, esse setor também responde por grande parte das emissões brasileiras de gases de efeito estufa (GEE), que são responsáveis diretamente pelo aquecimento global.

“Nosso país se comprometeu em implantar ações e medidas que promovam o cumprimento de nossas metas no Acordo de Paris. Dentre elas, há o compromisso de recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e reflorestar 12 milhões de hectares. Todavia, a estrutura hoje disponível para esse fim não conseguirá atender essa demanda se não houver ingredientes extras, com inovação e empreendedorismo”, comenta Mauricio Voivodic.

Imersão e planejamento colaborativo

Existem no Brasil inúmeras iniciativas que atuam em prol das florestas. São projetos de restauração e reflorestamento, agroflorestas, pequenos ou médios agricultores, startups de impacto, rede de sementes, povos e comunidades tradicionais e muitas outras iniciativas, que geram renda, restauram ecossistemas e contribuem para reverter o já conhecido quadro de desmatamento e degradação.

O impacto em larga escala e verdadeiramente transformacional não pode ocorrer isoladamente, requer ação coletiva. A ideia é impulsionar os projetos envolvidos e, além disso, estimular a criação de caminhos de colaboração setorial e interssetorial.

WWF-Brasil

Trata-se de uma organização não governamental (ONG) brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Mais informações:
Desafio Ambiental: inovação e empreendedorismo em restauração florestal
Inscrições: até 9 de agosto de 2017
Realização: WWF-Brasil
Execução: Impact HUB
Apoio:
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e Parque Nacional da Tijuca
Site: www.desafioambiental.org

21:09 · 04.11.2016 / atualizado às 21:09 · 04.11.2016 por
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se hoje legalmente comprometido em reduzir as emissões Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se, hoje, legalmente comprometido em reduzir as emissões Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

O Acordo do Clima entrou em vigor nesta sexta-feira, apenas 11 meses depois de pactuado em Paris. A rapidez demonstra que o mundo está inclinado a buscar soluções para o aquecimento global, destaca a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.
O Brasil deu sua contribuição como terceira grande economia a ratificar o Acordo, em setembro. É chegada a hora de cada país partir para ações práticas, cumprindo os compromissos assumidos em suas respectivas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).
Pelo Acordo de Paris, os países concordaram em ter metas obrigatórias de redução de emissões de gases  do efeito estufa  (GEE) entre 2020 e 2030.
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se hoje legalmente comprometido com a tarefa de estabilizar o aquecimento global em bem menos de 2 graus centígrados em relação à era pré-industrial e fazer esforços para limitá-lo a 1,5 graus centígrados.
“O acordo do clima passa a vigorar quatro anos antes do prazo oficial de 2020. Em vez de enxergar isso como oportunidade para adiar sua regulamentação até lá, os governos do mundo inteiro precisam correr para deixá-lo plenamente operacional bem antes disso”, disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.
Mas, ao mesmo tempo, relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta grandes lacunas entre os níveis de emissões assumidos nos compromissos nacionais e os necessários para que o aquecimento global fique abaixo dos 2 graus centígrados até o fim do século.
Ao serem somados, os compromissos ficam bem aquém do necessário. Estão mais distantes ainda do 1,5 grau centígrado, valor mais desejado para evitar danos aos países mais sensíveis às mudanças climáticas.
O Pnuma fez o alerta ontem de que o mundo só vai alcançar a meta dos 2 graus centígrados se fizer um corte adicional de 25% nas emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2030 em relação ao que já estava previsto para ser reduzido.

22:30 · 22.04.2016 / atualizado às 23:32 · 23.04.2016 por

earth_NASA

O Dia da Terra – 22 de abril – foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para marcar a responsabilidade coletiva de promover a harmonia com a natureza e alcançar um balanço entre economia, sociedade e meio ambiente.

Trata-se de uma oportunidade anual de reafirmar um compromisso coletivo num mundo ameaçado por mudanças climáticas, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo ser humano.

“Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa – e a nossa sobrevivência no futuro”, já disse secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que completou, no ano passado: “não temos Plano B porque não temos Planeta B”.

Reafirmando tudo isso, até o momento, 175 países, dos 195 países-membros da ONU, assinaram o Acordo do Clima, em Nova York, numa segunda data histórica após a aprovação do documento, no dia 12 de dezembro de 2015, em Paris, encerrando a COP-21.

Uma coisa é certa: as Mudanças Climáticas estão em curso, tendem a degradar a nossa qualidade de vida e, se nada for feito, tudo será muito pior no futuro. Esse é um compromisso de nações, mas deve ser também do setor produtivo e de cada habitante do Planeta.

A grande questão é que, por se tratar de um problema global, é muito difícil convencer as pessoas / empresas / governos da importância do papel de cada um para reduzir os seus impactos sobre o equilíbrio planetário e, ao mesmo tempo, buscar mitigar os efeitos já em curso.

No caso do Brasil, além das metas de redução de desmatamento, investimento em energias / meios de transporte limpos, ainda há muito mais a ser feito. Depende de cada um de nós a qualidade de vida das gerações futuras. Porque o Planeta vem provando, há eras, que consegue sobreviver.

Maristela Crispim

Editora

17:52 · 21.03.2016 / atualizado às 18:16 · 21.03.2016 por
O Açude Quixeramobim é um dos 34 completamente secos dos 153 reservatórios monitorados pela Companhia de gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) Foto: Agência Diário
O Açude Quixeramobim é um dos 34 completamente secos dos 153 reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) no Estado do Ceará Foto: Agência Diário

Genebra 21 de março de 2016. O ano de 2015 entrou para a história graças à quebra de recordes de temperatura, ondas de calor intenso, chuvas irregulares, secas devastadoras e à atividade incomum de ciclones tropicais, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM). E essa tendência de quebrar recordes continua em 2016.

A Declaração da OMM sobre o Estado do Clima no mundo em 2015 dá detalhes sobre as temperaturas recordes em terra e na superfície do mar, sobre o avanço do aquecimento dos oceanos e da elevação do nível do mar, sobre a diminuição na extensão do gelo do mar e sobre eventos climáticos extremos em todo o mundo. Esse estudo está sendo lançado antes do Dia Mundial da Meteorologia, comemorado em 23 de março, e tem como tema “Mais quente, mais seco, mais úmido. Encare o futuro”.

O futuro está acontecendo agora”, sintetizou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas. “A taxa alarmante de mudanças que estamos testemunhando agora em nosso clima como resultado das emissões de gases de efeito de estufa não tem precedentes nos registros modernos”, explicou.

Em 2015 a temperatura média global da superfície quebrou todos os recordes anteriores por uma ampla margem, em cerca de 0,76° C acima da média registrada entre 1961 e 1990 por causa de um poderoso El Niño e por conta do aquecimento global causado pelo homem. Com 93% do excesso de calor armazenado nos oceanos, o aquecimento do oceano na faixa até 2.000 metros também atingiu um novo recorde.

Mas janeiro e fevereiro de 2016 definiram novos recordes mensais de temperatura, com calor especialmente pronunciado nas altas latitudes do hemisfério norte. A extensão do gelo marinho no Ártico atingiu um pico de baixa nos registros de satélite nesses dois meses de acordo com a Nasa e com a NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration dos Estados Unidos. As concentrações de gases de efeito de estufa ultrapassaram o simbólico e significativo limite de 400 partes por milhão limite.

“As temperaturas surpreendentemente altas registradas até agora em 2016 foram um alerta para toda a comunidade científica do clima”, declarou David Carlson, diretor do Programa de Investigação Mundial do Clima, que é co-patrocinado pela OMM.

“Nosso planeta está enviando uma mensagem poderosa aos líderes mundiais para assinar e implementar o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas e reduzir a emissão dos gases de efeito estufa a partir de agora, antes de ultrapassarmos o ponto a partir do qual não há volta”, alertou Taalas.

“Hoje, a Terra já está 1° C mais quente do que no início do século XX. Ou seja, estamos na metade do limite crítico de 2° C. E os planos nacionais sobre alterações climáticas adotados até agora podem não ser suficientes para evitar um aumento de temperatura da ordem de 3° C. Mas podemos evitar os piores cenários com medidas urgentes e de longo alcance para reduzir as emissões de dióxido de carbono”, lembrou Taalas.

Além de mitigação, é essencial reforçar a adaptação às alterações climáticas por meio de investimentos em sistemas de alertas de desastres, bem como ferramentas de gestão de secas, cheias e de questões de saúde relacionadas ao calor, salientou Taalas.

Principais conclusões da Declaração sobre o Estado das Clima em 2015

Temperaturas da superfície do mar e do calor do oceano

Grandes áreas dos oceanos aqueceram-se significativamente. Em particular, as zonas tropicais do centro e o leste do Pacífico ficaram muito mais quentes do que a média por causa do El Niño. O conteúdo de calor global do oceano foi recorde tanto nos 700 metros superiores como no nível de 2.000 metros. O aumento da temperatura do oceano responde por cerca de 40% da elevação do nível global do mar observada nos últimos 60 anos e espera-se que tenha uma contribuição semelhante sobre o futuro aumento do nível do mar. O nível do mar, medido por satélites e marégrafos tradicionais, foi o maior já registrado.

Gelo do Mar Ártico

A extensão máxima diária de gelo do mar Ártico aconteceu em 25 de fevereiro de 2015 e foi a mais baixa já registrada (este recorde foi batido em 2016). A extensão mínima de gelo marinho do Ártico, registrada em 11 de setembro, foi a quarta menor.

Calor

Muitos países passaram por ondas de calor intensas. As mais devastadoras em termos de impacto humano foram na Índia e no Paquistão. A Ásia, como continente, teve seu ano mais quente já registrado, assim como a América do Sul. A Europa Ocidental e Central registrou uma onda de calor excepcionalmente longa, com a temperatura se aproximando ou cruzando os 40° C em vários lugares.

Vários novos recordes de temperatura foram quebrados (Alemanha: 40,3° C; Espanha 42,6° C; Reino Unido 36,7° C). O nordeste dos EUA e a parte ocidental do Canadá tiveram uma temporada recorde de incêndios, com mais de 2 milhões de hectares queimados durante o verão apenas no Alasca.

Tempestades

As precipitações globais em 2015 estiveram próximas da média de longo prazo. Mas dentro deste nível médio global houve diversos casos de chuvas extremas nos quais o total que caiu em 24 horas ultrapassou a média mensal normal. Por exemplo, na África, Malawi sofreu sua pior inundação em janeiro. Níveis excepcionais de chuva foram também provocados por uma das monções no Oeste Africano. A costa ocidental da Líbia recebeu mais de 90 milímetros de chuva em 24 horas, em setembro, em comparação com a média mensal de 8 mm.

A cidade marroquina de Marrakech recebeu 35,9 mm de chuva em uma hora em agosto, mais de 13 vezes a mensal normal. O poderoso El Niño fez com que 2015 fosse mais úmido em muitas partes subtropicais da América do Sul (incluindo Peru, norte do Chile, Bolívia, Paraguai, sul do Brasil e norte da Argentina) e em partes do sul dos Estados Unidos e norte do México.

Seca

Uma grave seca afetou o sul da África, fazendo com que 2014/2015 fosse a temporada mais seca desde 1932/1933, com grandes repercussões para a produção agrícola e a segurança alimentar. Na Indonésia, o El Niño levou a grandes incêndios provocados pela seca, afetando a qualidade do ar inclusive em países vizinhos.

A parte norte da América do Sul sofreu uma seca grave, incluindo o Nordeste do Brasil, Colômbia e Venezuela, afetando setores da agricultura, água e energia. Partes do Caribe e da América Central também foram severamente afetados.

Ciclones tropicais

Globalmente o número de tempestades tropicais, ciclones e tufões não esteve muito longe da média, mas alguns eventos incomuns foram registrados. O ciclone tropical Pam atingiu a costa de Vanuatu como um ciclone de categoria 5 em 13 de março de 2015, causando devastação generalizada.

O Patricia atingiu o México em 20 de outubro como o furacão mais forte já registrado tanto no Atlântico ou como nas bacias do nordeste do Pacífico, atingindo velocidades máximas de de 346 km / h. Um ciclone tropical extremamente raro, o Chapala, atingiu o Iêmen no início de novembro, levando a inundações substanciais. Ele foi imediatamente seguido por Cyclone Megh, que atingiu a mesma área.

Dia Meteorológico Mundial

O Dia Meteorológico Mundial comemora a entrada em vigor da Convenção que institui a Organização Meteorológica Mundial, em 23 de março de 1950. Ele visa mostrar a contribuição essencial dos Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais para a segurança e o bem-estar da sociedade.

O tema “Mais quente, mais seco, mais úmido. Encare o futuro” destaca os desafios das mudanças climáticas e o caminho para sociedades resistentes ao clima.

O aumento de dias quentes, noites quentes e ondas de calor irá afetar a saúde pública. Estes riscos podem ser reduzidos por alertas sobre problemas de saúde causados pelo calor para decisores, serviços de saúde e o público em geral.

As secas precisam ser abordadas de forma mais ativa através de uma gestão integrada que inclua orientações sobre políticas eficazes e estratégias de gestão de terras e ações de melhores práticas para lidar com a seca.

Em caso de precipitações fortes e inundações, as previsões baseadas em impacto permitem que os gestores de emergência possam ser preparados com antecedência. A gestão integrada da inundação é uma abordagem holística de longo prazo para minimizar os riscos de inundação.

Construir comunidades resilientes ao clima e ao tempo é uma parte vital da estratégia global para alcançar o desenvolvimento sustentável.

A comunidade da OMM continuará a apoiar os países na busca pelo desenvolvimento sustentável e no combate às alterações climáticas por meio da disponibilização da melhor ciência possível e de serviços operacionais para tempo, clima, hidrologia, oceanos e do ambiente.

A Organização Meteorológica Mundial é a voz oficial do Sistema das Nações Unidas de Tempo, Clima e Água: www.wmo.int

Fonte: OMM

12:05 · 02.03.2016 / atualizado às 12:40 · 02.03.2016 por

Entrevista_LaurentBili

O embaixador da França no Brasil, Laurent Bili, esteve em Fortaleza, na semana passada, onde concedeu entrevista exclusiva à página de Gestão Ambiental do Diário do Nordeste. Ele veio para participar da II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas, e se reuniu com o governador Camilo Santana; o prefeito Roberto Cláudio; e o reitor da UFC, professor Henry de Holanda Campos.

Acompanharam o embaixador na viagem, o diretor da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) no Brasil, Laurent Duriez; o cônsul-geral da França, em Recife, Bruno Bissonda; e a conselheira para Desenvolvimento Sustentável da Embaixada, Françoise Méteyer-Zaldine. Na agenda, o papel diplomático de levar Acordo de Paris, resultado da COP21, aos agentes locais, e viabilizar apoio lateral às cidades da região, sobretudo em Desenvolvimento Sustentável.

Confira a entrevista clicando aqui

08:00 · 19.02.2016 / atualizado às 12:28 · 19.02.2016 por

II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas

A II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas, primeiro evento nacional após a  21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) ,  em Paris, será realizada em Fortaleza, nos dias 24 e 25 de fevereiro. A Prefeitura de Fortaleza, em parceria com o Iclei, associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, promoverá o evento, no Centro de Eventos do Ceará.

O objetivo é buscar, a partir do Acordo de Paris, meios para aprofundar as discussões sobre o papel das cidades no enfrentamento às mudanças climáticas no Brasil, boas práticas, iniciativas e ferramentas regionais disponíveis para as cidades brasileiras e o caminho a ser trilhado para que as variáveis climáticas sejam incorporadas ao desenvolvimento urbano no País com ambição e escala.

“O Acordo de Paris instaurou um novo marco institucional para o enfrentamento das mudanças climáticas no qual governos municipais e estaduais são reconhecidos como atores essenciais para implementação de ações transformadoras no ambiente urbano”, lembra Pedro Roberto Jacobi, presidente do Secretariado para América do Sul do Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade.

“É uma grande satisfação receber um evento que discutirá experiências e casos que envolvem políticas públicas voltadas ao clima e às cidades. O prefeito Roberto Cláudio vem implementando, em Fortaleza, ações que dialogam diretamente com a questão climática, a exemplo do lançamento da Política de Desenvolvimento de Baixo Carbono, do investimento em modais não poluentes, como as bicicletas compartilhadas, do Plano de Arborização e da ampliação de áreas verdes com a criação de novos parques urbanos”, enfatiza Águeda Muniz, secretária de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

Durante o evento, será encerrado o projeto Urban LEDS, um programa de quatro anos, financiado pela União Europeia e desenvolvido pelo Iclei e ONU Habitat, em 37 cidades do Brasil, Índia, Indonésia e África do Sul para demonstrar estratégias de desenvolvimento urbano inclusivo de baixa emissão de carbono em condições de crescimento e transição acelerados.

A Embaixada Britânica, por meio dos recursos do Prosperity Fund, também apoia a realização do evento. Desde 2010 trabalhando em parceria com o Iclei em projetos relacionados à agenda climática e de infraestrutura de cidades, o fundo viabilizará a participação de especialistas britânicos para compartilharem experiências com cidades brasileiras.

A II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas contará, entre palestrantes, debatedores e plateia, com a participação de prefeitos do Brasil, além de representantes de governos estaduais, do governo federal e de cidades de outros países da América do Sul.

Também estão previstos representantes de instituições ligadas ao tema, como Abema, AFD, Anama, Avina, BID, CB27, CAF, Future Cities Catapult, CDP, Cebds, Fonari, FNP, Fundação Grupo Boticário, Fundação Konrad Adenauer, GIZ, ITDP, LEDS LAC, MercoCiudades, ONU Habitat, Sasa, SOS Mata Atlântica, WRI e WWF, entre outras.

CB27

Além da Jornada, Fortaleza também receberá, pela primeira vez, o CB27, reunião com todos os secretários de meio ambiente do Brasil. O encontro é uma troca de experiências quanto a projetos e ações desenvolvidos nas cidades do País. Na ocasião, a titular da Seuma apresentará a Política Ambiental de Fortaleza e o Programa Fortaleza Cidades Sustentável.

Iclei

Principal associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, o Iclei promove ação local para a sustentabilidade global e apoia cidades a se tornarem sustentáveis, resilientes, eficientes no uso de recursos, biodiversas, de baixo de carbono; a construírem infraestrutura inteligente e a desenvolverem uma economia urbana verde e inclusiva com o objetivo final de alcançar comunidades felizes e saudáveis.

Este movimento global congrega mais de 1.000 estados, metrópoles e cidades de pequeno e médio porte, em 86 países. Seu Secretariado para América do Sul (Iclei SAMS) apoia uma rede de mais de 40 cidades sul-americanas que representam mais de 100 milhões de habitantes em oito países, tais como Quito, Curitiba, Manaus, Ñuñoa, São José dos Campos, e Bogotá.

Mis informações, programação e inscrições, clique aqui

20:22 · 12.12.2015 / atualizado às 20:22 · 12.12.2015 por

Foi adotado por consenso, neste sábado (12), em Paris, um novo acordo global que busca combater os efeitos das mudanças climáticas, bem como reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE).

O documento, chamado Acordo de Paris, foi ratificado pelas 195 partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e pela União Europeia, durante a 21ª Conferência das Partes (COP21). Um dos objetivos é manter o aquecimento global “muito abaixo de 2ºC”, buscando ainda “esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 ° C acima dos níveis pré-industriais”. O Acordo de Paris sinaliza o consenso, inédito, de que não podemos continuar usando combustíveis fósseis e desmatando indefinidamente.

O texto final determina, no que diz respeito ao financiamento climático, que os países desenvolvidos deverão investir 100 bilhões de dólares por ano em medidas de combate à mudança do clima e adaptação em países em desenvolvimento.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que o Acordo de Paris marca um momento decisivo de transformação para reduzir os riscos da mudança climática. “Pela primeira vez, cada país do mundo se compromete a reduzir as emissões, fortalecer a resiliência e se unir em uma causa comum para combater a mudança do clima. O que já foi impensável se tornou um caminho sem volta”, disse Ban.

“O Acordo de Paris prepara o terreno para o progresso na erradicação da pobreza, no fortalecimento da paz e na garantia de uma vida de dignidade e oportunidade para todos”, acrescentou o chefe da ONU.

Papel Brasileiro

Comunicado oficial expedido pela Presidência da República, no começo da noite, destacou que  “o Acordo é justo e ambicioso, fortalecendo o regime multilateral e atendendo aos legítimos anseios da comunidade internacional”. O texto, assinado pela presidente Dilma Rousseff, afirmou, ainda que “os países desenvolvidos deverão prover recursos financeiros para as ações nos países em desenvolvimento” e que “0 Acordo de Paris fomenta, também, a possibilidade de apoio voluntário entre países em desenvolvimento, o que permitirá que o Brasil continue a promover a cooperação sul-sul”.

Em nota, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura destacou que, “o acordo reconhece como parte decisiva o papel da sociedade civil e do setor privado na implementação das ações de mitigação e de adaptação para o sucesso do acordo”. E que “reconhece o papel construtivo e decisivo da delegação brasileira para a elaboração desse marco histórico”.

“Esperamos, também, que o protagonismo da delegação brasileira na COP21 se traduza em uma forte atuação do governo em âmbito nacional para liderar a implementação dos compromissos assumidos pelo Brasil em sua INDC, o que contará com o apoio entusiasmo da Coalizão”, afirmou.

Destaca, ainda, que acredita que o Acordo de Paris cria um ambiente fértil para a implementação das inúmeras propostas da suas para promover uma economia florestal e agrícola competitiva, inclusive e de baixo carbono, em benefício do Brasil e do mundo. Cria um novo mecanismo de mercado, que toma como base experiência existente, e dá base para a continuidade e o incremento das atividades de Reduções de Emissões Provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+).

Também para a Coalizão do Clima, o Brasil teve papel de destaque na conferência mais uma vez, ajudando a construir consensos como tem feito desde a conferência de Durban, em 2011, quando surgiu o embrião do Acordo de Paris.

Ressalta, por fim, que o desafio que se coloca ao País agora é o da implementação. Se quiser fazer valer o compromisso com 1,5oC, o país terá de reajustar sua Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (INDC). Terá de entender que a exploração do pré-sal e o desmatamento, seja ele legal ou ilegal, são incompatíveis com essa meta.

“O Brasil vem desempenhando um papel fundamental em COPs climáticas e nesta não foi diferente. Ter sido um dos dois únicos países a apresentar meta absoluta para 2025 (o outro foi EUA) e ter trabalhado, nesta reta final, em prol de 1.5° C foram grandes contribuições para o sucesso de Paris”, afirmou Carlos Nomoto, secretário-geral do WWF-Brasil.

Fim que é começo

Conforme a Coalizão do Clima, o acordo foi inteiro construído sobre compromissos voluntários em corte de emissões e financiamento, que os países são apenas convidados a apresentar e que implementam conforme permitirem as circunstâncias. “A meta de descarbonização até o meio do século e a data do pico de emissões foram perdidas, e não há indicação de compromissos de finanças no longo prazo. Tudo dependerá da manutenção do espírito de engajamento que tornou a COP21 possível”, destacou.

“A conferência de Paris chega a um final que é somente o começo. O começo de um processo que leva os países a se reunirem em 2018 para começar a revisão das metas que devem ser apresentadas em 2020 que vigorarão até 2030. Estas metas têm que garantir que não aumentemos a temperatura mundial acima de 1,5. A luta por um futuro de segurança climática só começa aqui, precisamos ainda de financiamento climático adicional e acima de tudo fazer o dever de casa”, destacou André Nahur, coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.

Já para Tasneem Essop, chefe da delegação do WWF para as negociações climáticas da ONU, “O Acordo de Paris é um marco importante. Fizemos progressos aqui, mas o trabalho não está terminado. Temos de trabalhar quando voltarmos para casa, para fortalecer as ações nacionais lançadas por este acordo. Precisamos garantir, de forma mais rápida, novos esforços de cooperação dos governos, cidades, empresas e cidadãos para fazer cortes mais profundos nas emissões; mais recursos para transição energética em economias em desenvolvimento e proteção das populações mais pobres e vulneráveis. Os países devem voltar no próximo ano com o objetivo de implementar rapidamente e aplicar os compromissos assumidos aqui”, ponderou.

Protesto vermelho

“Ao meio-dia de hoje (hora de Paris), mais de dez mil pessoas tomaram a Avenida da Grand Armée, em Paris, para desenrolar longas faixas vermelhas em tributo às vítimas dos desastres climáticos, para e mostrar seu comprometimento em manter a luta por justiça climática”, destacou Bill McKibben, cofundador da 350.org.

“Todos os governos parecem agora reconhecer que a era dos combustíveis fósseis precisa acabar, e logo. Mas o poder da indústria dos combustíveis fósseis está refletido no texto, que prolonga a transição de tal forma que danos climáticos sem fim serão cometidos. Já que a velocidade é uma questão crucial agora, nós ativistas precisamos redobrar nossos esforços para enfraquecer essa indústria. O texto não salvou o Planeta, mas pode ter salvo a chance de salvar o Planeta”, afirmou.

May Boeve, diretora executiva da 350.org, disse que “isso marca o fim da era dos combustíveis fósseis. Não há nenhuma forma de atingir as metas colocadas nesse acordo a não ser manter o carvão, o petróleo e o gás sob o solo. O texto deve mandar uma mensagem clara para os investidores em combustíveis fósseis: desinvistam já”.

Ela ressaltou, ainda, que o trabalho agora é fazer com que os países mantenham sua palavra e acelerem a transição para 100% de energia renovável. “Mais de dez mil de nós foram para as ruas de Paris hoje para mostrar nosso comprometimento em manter a luta pela justiça climática, enquanto mais gente ainda protestava em outros lugares do mundo. Nossa mensagem é simples: um clima em que seja possível viver é a linha vermelha que estamos preparados para defender”, afirmou.

Lacunas sérias

“O texto final do acordo ainda tem lacunas muito sérias. Estamos muito preocupados com a exclusão dos direitos dos povos indígenas, a falta de financiamento para perdas e danos e, ainda que o texto reconheça a importância de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C, os compromissos atualmente assumidos pelos países ainda nos levariam a um aquecimento de mais de 3°C. Essas são linhas vermelhas que não podemos ultrapassar. Depois de Paris, vamos redobrar nossos esforços para trazer as soluções reais que a ciência e a justiça exigem”, concluiu.

Acesse o Acordo do Clima na Íntegra.

(Com informações da ONU Brasil, Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, 350.org, WWW-Brasil e Presidência da República)