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Tag: Agricultura Familiar


13:58 · 11.06.2014 / atualizado às 14:00 · 11.06.2014 por

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai promover, neste ano, oito cursos a distância sobre cidadania e sustentabilidade socioambiental. A previsão é formar 10 mil pessoas até dezembro deste ano.

Os cursos serão realizados por meio da plataforma Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). O objetivo é ampliar o acesso de diversos públicos interessados nos processos de formação e capacitação desenvolvidos pelo MMA.

O diretor de Educação Ambiental, Nilo Diniz, destaca que o MMA e suas entidades vinculadas procuram, na atualidade, articular e potencializar a capacidade institucional de formação e capacitação, ampliando a base social da política ambiental no País.

“Este é o propósito desses cursos, que, por meio de uma nova plataforma virtual e de metodologias específicas, se somam a outras formações presenciais em andamento, bem como a processos participativos, como os conselhos e as conferências nacionais de meio ambiente, tanto a versão adulto, quanto a versão infanto-juvenil”, enfatiza.

Em julho, serão realizados dois cursos. O primeiro aborda questões que visam qualificar e reduzir o consumo infantil. O curso “Criança e Consumo Sustentável” tem como público-alvo as mães e os pais. Serão 20 horas de curso para duas mil vagas.

O curso “Estilo de vida sustentável” enfatiza uma nova perspectiva de qualidade de vida com base em padrões sustentáveis. São duas mil vagas para qualquer pessoa interessada no tema. O curso tem carga de 20 horas.

Temas prioritários

De agosto a dezembro, será realizado o curso “Formação de agentes populares de Educação Ambiental na Agricultura Familiar”, com duas mil vagas. O objetivo é colaborar com a formação de lideranças do campo e técnicos de instituições que atuam com Educação Ambiental e Agricultura Familiar.

O curso visa auxiliar no desenvolvimento de processos formativos e de mobilização nos territórios em favor da regularização ambiental, da adoção de práticas agroecológicas e sustentáveis e do enfrentamento de questões e conflitos socioambientais.

A iniciativa é destinada aos agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), lideranças de movimentos, sindicatos, associações, técnicos de Organizações Não Governamentais (ONGs), pastorais, prefeituras, órgãos públicos, empresas, professores, jovens, ambientalistas, animadores culturais. O curso compreende 120 horas de aula.

Apoio à implantação do Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar (PEAAF) nos Territórios” é o tema da quarta capacitação, que busca refletir sobre questões relacionadas à temática socioambiental no campo.

Podem participar gestores públicos estaduais e municipais e representantes de instituições que atuam com educação ambiental e Agricultura Familiar. Será ministrado de setembro a novembro, com 60 horas de duração e 300 vagas disponíveis.

Ampliação de conhecimento

O curso que aborda a “Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P)”, destinado aos gestores de órgãos governamentais, acontecerá de agosto a setembro. Serão disponibilizadas duas mil vagas e o curso durará 20 horas.

Igualdade de Gênero e Sustentabilidade” é o tema da sexta capacitação, aberta a todos os interessados. Ocorrerá de setembro a outubro, com mil vagas e 20 horas de duração.

Também será realizado um curso de formação de conteúdistas em Educação a Distância. A proposta é realizar a formação técnica sobre estratégias e metodologias de desenvolvimento de conteúdos na linguagem à distância.

O curso é destinado aos servidores do MMA e das unidades vinculadas, além de representantes de instituições que atuam com Ensino a Distância. Será ministrado de outubro a novembro, com 20 horas de duração e 500 vagas disponíveis.

O último curso tem o intuito de apresentar as etapas necessárias para elaboração dos Planos Municipais de Resíduos Sólidos” para os gestores públicos municipais. Será realizado em novembro, com 200 vagas e 20 horas de duração.

Lista dos cursos até dezembro

1. Criança e Consumo Sustentável: julho – 20 horas – 2 mil vagas

2. Estilo de Vida Sustentável: julho – 20 horas – 2 mil vagas

3. Formação de agentes populares de Educação Ambiental na Agricultura Familiar: agosto a dezembro – 120 horas – 2 mil vagas

4. Apoio à implantação do Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar (PEAAF) nos Territórios: setembro a novembro – 60 horas – 300 vagas

5. Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P): agosto a setembro – 20 horas – 2 mil vagas

6. Igualdade de Gênero e Sustentabilidade: setembro a outubro – 20 horas – mil vagas

7. Formação de conteudistas em EaD: outubro a novembro – 20 horas – 500 vagas

8. Planos Municipais de Resíduos Sólidos: novembro – 20 horas – 200 vagas

Fonte: MMA

14:50 · 20.05.2014 / atualizado às 14:50 · 20.05.2014 por

 

III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA) terminou nesta segunda-feira (19), em Juazeiro (BA), com a presença de duas mil pessoas, sendo 70% dos participantes agricultores. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoveu, no encontro, dois espaços de diálogo com a sociedade, um para discutir a sociobiodiversidade e outro para promover o edital Ecoforte extrativista, do Fundo Amazônia, no valor de R$ 7 milhões, que será lançado em breve.

“Este ENA teve o diferencial da participação numerosa de povos e comunidades tradicionais e povos indígenas”, destacou a diretora do Departamento de Extrativismo do MMA, Larisa Gaivizzo. Segundo ela, houve, no encontro, o reconhecimento dos territórios protegidos – Unidades de Conservação (UCs) – como locais de conservação, de conhecimento e de práticas ecológicas de manejo dos recursos naturais. “O MMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) têm papel importante na definição desse papel nas UC”, disse.

A coordenadora de Juventude do MMA, Marccella Berte, participou da Plenária das Juventudes. “Jovens das universidades e do campo trocaram sonhos e ampliaram a vontade de pautar seus desafios no encontro e na construção de políticas publicas”, salientou, lembrando que cresce a cada edição do ENA o interesse dos jovens pela Agroecologia. Neste ano, foram 13 tendas com atividades funcionando ao mesmo tempo.

O mote do III ENA foi “por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia?”. Entre as questões discutidas, estavam a mudança no padrão de produção agrícola, a luta contra o uso e a venda indiscriminada de agrotóxicos, a importância das “sementes crioulas”, chamadas também de “sementes da diversidade” em contraponto às sementes transgênicas e o não fechamento das escolas no campo.

Incentivo

Por meio do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), criado em 2012 pelo governo federal, as políticas públicas começaram a incentivar a produção orgânica. O Planapo envolve dez ministérios e tem o objetivo de ampliar e efetivar ações para orientar o Desenvolvimento Rural Sustentável.

Representantes do governo e da sociedade civil, entre eles movimentos sociais do campo e da floresta, compõem a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo), um grupo de trabalho que debate as ações e estratégias para executar o Planapo.

2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar, instituído pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), e o Ano do Brasil orgânico e sustentável, definido pelo governo federal para promover produtos da agricultura familiar brasileira durante a Copa do Mundo Fifa no Brasil.

Fonte: MMA

 

08:12 · 15.05.2014 / atualizado às 08:12 · 15.05.2014 por
O III ENA, que começa amanhã e vai até 19 de maio, debate uma agricultura que cuida da terra, alimenta a saúde e cultiva o futuro Foto: Honório Barbosa / Agência Diário
O III ENA, que começa amanhã e vai até 19 de maio, debate uma agricultura que cuida da terra, alimenta a saúde e cultiva o futuro Foto: Honório Barbosa / Agência Diário

O III Encontro Nacional de Agroecologia (III ENA) será realizado de 16 e 19 de maio de 2014, em Juazeiro (BA), com o lema “Cuidar da Terra, Alimentar a Saúde, Cultivar o Futuro”. São esperadas aproximadamente 2 mil pessoas de todo o País, dentre elas 70% agricultoras e agricultores, e diversos segmentos da sociedade.

O evento organizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), com a participação de diversas entidades que compõe esta rede, além de movimentos sociais do campo, da saúde, da economia solidária e do feminismo, é o resultado de um processo de mapeamento e visita a experiências concretas por meio de Caravanas Agroecológicas e Culturais, que começaram em 2013.

Programa

O centro do III ENA será a “Feira de Saberes e Sabores”, espaço aberto aos moradores de Juazeiro e região, com produtos agroecológicos da agricultura familiar e das populações tradicionais de todo o País.

Lugar ideal para a troca de mercadorias, para conversa e amizade, e sobretudo ambiente propício à troca de conhecimento, a Feira será instalada na Universidade Federal do Vale São Francisco (Univasf) e vai narrar também a diversidade das práticas agroecológicas a partir dos territórios por onde passaram as Caravanas e a interlocução das diversas práticas com as políticas públicas existentes – e que garantem ou deveriam garantir a ampliação da produção de alimentos agroecológicos.

Estão previstas, ainda, palestras com intelectuais brasileiros e estrangeiros, e um grande show na noite de sábado. A programação vai ajudar a responder: “por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia?”. Os diversos seminários temáticos ajudarão a compreender o emaranhado de relações entre a produção de alimentos e o cotidiano de toda a população.

Estão em pauta temas como o acesso universal e livre às sementes em contraposição aos transgênicos; agrotóxicos, contaminação e saúde; reforma agrária e direitos territoriais; acesso à mercados locais e institucionais; agricultura nas cidades e ainda os direitos das mulheres e à comunicação.

É esperada para o fim do evento a entrega aos representantes do governo uma carta política sobre as discussões nas atividades e demandas do movimento agroeocológico.

Caravanas agroecológicas e culturais

Para a ANA, as experiências concretas dos agricultores são fundamentais e é por meio delas que se encontra caminhos para a produção de alimentos saudáveis e sem agrotóxicos, a partir da agricultura familiar, que fortalece as redes locais da economia e se importa com a igualdade de gêneros e a vida do trabalhador e do consumidor.

É por causa deste método de trabalho que as Caravanas Agroecológicas e Culturais ganharam centralidade no processo de mobilização do III Encontro Nacional de Agroecologia entre 2013 e 2014.

Planejadas pela ANA com organizações locais, foram pelo menos 12 territórios visitados em todo o País, envolvendo mais de 2,5 mil pessoas. Divididas por rotas, as visitas às experiências promoveram uma troca de saberes intensa entre os agricultores, técnicos, estudantes, gestores públicos, dentre outros.

As variadas experiências mostraram a capacidade da Agroecologia de promover o desenvolvimento dos territórios e o bem-estar da população. Também evidenciaram que há uma série de projetos oposto aos princípios postulados pela Agroecologia disputando os territórios, como é o caso do perímetro irrigado a ser implantado na Chapada do Apodi (RN-CE), o crescimento da mineração na Zona da Mata (MG), as hidrelétricas previstas para o Rio Tapajós, em Santarém (PA) e o uso intenso de agrotóxicos no Mato Grosso, inclusive na região de Cáceres.

Assim como em todo o País, entre outros projetos que impossibilitam a existência da agricultura familiar agroecológica. As atividades garantiram um panorama de realidades muito distintas e que traduzem, em sua diversidade o que é agroecologia. Foi documentada a agricultura no modo de vida na beira dos rios na Amazônia, os mercados de alimentos orgânicos na região Sul e as lutas pela terra no Tocantins e em tantos territórios que ainda sofrem com a dívida histórica da reforma agrária.

Saiba mais:

III ENCONTRO NACIONAL DE AGROECOLOGIA

16 a 19 de maio

Campus da Universidade Federal do Vale São Francisco (Univasf)

Juazeiro, Bahia

Outras informações: www.agroecologia.org.br

Fonte: ASA Brasil

10:40 · 28.04.2014 / atualizado às 10:40 · 28.04.2014 por
A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Em agosto de 2003, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva instituiu, por meio de decreto não numerado, 28 de abril como o Dia Nacional da Caatinga, em homenagem ao primeiro ecólogo do Nordeste brasileiro e pioneiro em estudos da caatinga, o professor João Vasconcelos Sobrinho, nascido em 28 de abril de 1908. O objetivo é fazer o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e outras instituições, governamentais ou não, promoverem campanhas de valorização e conservação deste importante bioma do nosso País.

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do Planeta. Seu nome – do Tupi, “mata branca” – decorre da paisagem esbranquiçada apresentada pela vegetação durante o período de estiagem, quando a maioria das plantas perde as folhas e os troncos tornam-se esbranquiçados.

O bioma ocupa aproximadamente 850.000 km², cerca de 10% do território nacional, englobando de forma contínua parte dos Estados da Paraíba, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia (região Nordeste do Brasil) e parte do norte de Minas Gerais (região Sudeste do Brasil).

Infelizmente é o mais fragilizado dos biomas brasileiros. O uso insustentável do solo e recursos naturais ao longo de centenas de anos de ocupação fazem com que a Caatinga esteja bastante degradada. Entretanto, as poucas pesquisas existentes revelam a sua riqueza em termos de biodiversidade e particularidades.

Paisagem

Do ponto de vista da vegetação, a Caatinga é classificada como savana estépica. Entretanto, a paisagem é bastante diversa, com regiões distintas, cujas diferenças se devem à pluviometria, fertilidade e tipos de solo e relevo. Uma primeira divisão é entre o Agreste e o Sertão. O Agreste é uma faixa de transição entre o interior seco e a Mata Atlântica, característica da Zona da Mata. Já o Sertão apresenta vegetação mais rústica. Estas regiões são usualmente conhecidas como Seridó, Curimataú, Caatinga e Carrasco.

Segundo esta distinção, a Caatinga Seridó é uma transição entre Campo e a Caatinga Arbórea. Cariri é o nome da Caatinga com vegetação menos rústica. Já o Carrasco corresponde a uma Savana muito densa, seca, que ocorre em topo de chapadas, caracterizada pelo predomínio de plantas caducifólias lenhosas, arbustivas, muito ramificadas e densamente emaranhadas por trepadeiras. Ocorre sobretudo na Bacia do Meio Norte e Chapada do Araripe.

Ceará

A solenidade de entrega do Prêmio Ambientalista Joaquim Feitosa para a Fundação Araripe será realizada a partir das 14 horas, no Palácio Iracema, em Fortaleza, quando, em parceria com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), serão lançadas publicações resultantes do Projeto de Conservação e Gestão Sustentável do Bioma Caatinga nos Estados da Bahia e do Ceará (Mata Branca).

A escolha foi feita pelo Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga, presidido pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam). a Fundação Araripe foi escolhida por demonstrar experiência comprovada focada na conservação, recuperação e desenvolvimento de atividades que contribuem sobremaneira para o fortalecimento das Políticas Florestais, da Biodiversidade e de Educação e Extensão Ambiental.

Fundação Araripe fica noCrato (CE), no centro de um espaço do Nordeste que inclui territórios do Ceará (Cariri), Pernambuco Ocidental (entre outros espaços, o Polo Gesseiro) e o Piauí (ao Leste de Picos), com uma população de mais de 1.5 milhões de habitantes, distribuídos em mais de 100 municípios, desde o ano 2000.

Procura contribuir para uma gestão mais eficaz dos recursos humanos e materiais disponíveis, abrindo frentes de trabalho e participando da luta pelo desenvolvimento sustentável. A estratégia da Fundação Araripe, para avançar na direção desejada, é dialogar com os atores regionais para o estabelecimento de agendas em termos de medidas concretas que permitam o desenvolvimento da educação e da saúde, da pesquisa, da vida econômica, regional, social e cultural.

Semiárido

No dia 14 de abril de 2014 o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), completou 10 anos de criação. Com a missão de “viabilizar soluções interinstitucionais para a realização de ações de pesquisa, formação, difusão e formulação de políticas para a convivência sustentável do Semiárido brasileiro a partir das potencialidades socioeconômicas e ambientais da região”.

Para celebrar esta data será realizada uma programação especial hoje, a partir das 16 horas, em sua sede, em Capina Grande. Dentre os destaques haverá a instalação do escritório regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) na região Nordeste, por meio da assinatura de acordo de cooperação. Outra importante novidade é o lançamento da primeira fase do Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido brasileiro (SIGSAB). Além da comemoração do Dia Nacional da Caatinga.

FAO

O Governo Federal, por meio do Insa, apoiará a implantação da 2º Unidade de Coordenação de Projetos da FAO no Brasil, a outra se localiza no Paraná. Na Região Nordeste do Brasil, o escritório da FAO funcionará na sede do Insa/MCTI, em Campina Grande (PB), e apoiará projetos para fortalecer a agricultura familiar, o combate à desertificação, ações de mitigação e recuperação da degradação da terra em espaços semiáridos, a mitigação dos efeitos da seca, a produção de alimentos e o combate à fome.

Terá como parâmetros a instrumentalização da ciência, da tecnologia e da inovação para promover o uso racional do solo, água, bosques e florestas, mediante o planejamento social, econômico, ambiental e o manejo sustentável e de uso múltiplo, com ênfase na inclusão sócio-produtiva das populações mais vulneráveis, levando em consideração a relevância do conhecimento popular e a experiência exitosa de implantação da Unidade de Coordenação de Projetos da FAO na Região Sul do Brasil.

Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido

Considerando que a informação é fundamental para o desenvolvimento da região semiárida, desde 2011 o Insa, no cumprimento de seu papel institucional, concentrou esforços para estruturar e implantar o Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (SIGSAB), com a finalidade de reunir e disponibilizar dados e informações econômicas, sociais, ambientais e da infraestrutura do Semiárido brasileiro. O sistema será utilizado para divulgar experiências, conhecimentos e estudos como forma de gerar novos conhecimentos nos campos da ciência, tecnologia e inovação.

Existem várias instituições envolvidas com a produção de dados e informações de interesse para o Semiárido brasileiro. O propósito do SIGSAB é reuni-las para agilizar e facilitar o acesso aos dados científicos sobre a região.

O Sistema foi planejado para operar em plataforma web e o uso de suas ferramentas poderá subsidiar a realização de estudos e pesquisas que poderão contribuir inclusive na definição de políticas públicas e investimentos tanto públicos quanto privados, para o planejamento do uso sustentável dos recursos naturais.

Os dados disponibilizados trarão benefícios para os nove estados que foram o Semiárido brasileiro (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe e Minas Gerais), beneficiando pesquisas que serão realizadas em proveito de aproximadamente 22.500.000 de brasileiros.

O Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (SIGSAB) terá dois módulos de consulta: um básico e outro avançado. O módulo básico é direcionado, gestores de políticas públicas, organizações sociais e sociedade em geral; já o módulo avançado tem como público equipes técnicas de órgãos gestores, pesquisadores de Institutos de pesquisa em ciência, tecnologia e inovação, e professores de Universidades.

Os dados e informações disponibilizados no Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (SIGSAB) são provenientes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Agência Nacional de Águas (ANA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ministério do Meio Ambiente (MMA), entre outras.

Fontes: MMA, Conpam, Insa

13:37 · 04.02.2014 / atualizado às 13:43 · 04.02.2014 por
Edital prevê destinação de R$ 15 milhões Foto: Agência Diário / Waleska Santiago
Edital prevê destinação de R$ 15 milhões Foto: Agência Diário / Waleska Santiago

Povos e comunidades tradicionais beneficiários em Unidades de Conservação (Ucs) – reserva extrativista, reserva de desenvolvimento sustentável, área de proteção ambiental ou floresta nacional – podem participar da Chamada Pública do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para apoio à agricultura familiar.

O edital prevê a destinação de R$ 15 milhões para fortalecimento de cooperativas e associações de produtores rurais de base familiar, formalmente constituídas, por meio de investimentos em estruturação de circuitos locais e regionais de produção, beneficiamento, processamento, armazenamento e comercialização.

Se destina ao fortalecimento social e econômico de organizações produtivas rurais de base familiar que operem a Política de Garantia de Preço Mínimo dos Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio) ou forneçam alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ou o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Serão priorizados projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de povos e comunidades tradicionais, quilombolas, indígenas e mulheres.

Os apoios serão dados em valores de até R$ 70 mil para projetos que fortaleçam sistemas de produção orgânica ou de base agroecológica, apresentados por organizações com atuação comprovada nessas áreas, e para proponentes cujos projetos beneficiem exclusivamente mulheres, respeitado o limite máximo de R$ 2.800 por beneficiário direto do projeto; e de até R$ 50 mil para os demais projetos, respeitado o limite máximo de R$ 2.000 por beneficiário direto do projeto.

Os recursos deverão ser aplicados em máquinas, móveis, materiais permanentes e veículos novos; construção, adequação e reparo em imóveis; equipamentos de irrigação, proteção individual e informática; embalagens, rótulos e outros materiais utilizados na etapa de comercialização; serviços técnicos especializados relacionados à atividade produtiva das organizações proponentes; e outros itens.

As inscrições poderão ser realizadas de 17 de fevereiro a 31 de março, período em que o formulário de inscrição será disponibilizado para download no sítio da Conab. O edital está disponível aqui.

Fonte: ICMBio

10:17 · 29.01.2014 / atualizado às 10:17 · 29.01.2014 por
Clique na imagem e baixe a publicação
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Convivência com o Semiárido: autonomia e protagonismo social” é o título de publicação organizada por Luiz Conti e por Edni Schroeder, pela “Rede GenteSAN”, sobre aspectos a realidade do Semiárido brasileiro.

A obra traz uma coletânea de textos elaborados por autores que, em sua maioria, vivem e trabalham com os temas da região. Os primeiros artigos trazem ampla apresentação e contextualização do Semiárido.

Os artigos mostram que no Semiárido vêm se fortalecendo novas formas de produção de conhecimento, com textos sobre a educação contextualizada para a convivência com o Semiárido, as conquistas e desafios alcançados na produção de conhecimentos a partir da população da região.

Na sequência, há textos sobre soberania e segurança alimentar no Semiárido; as interfaces entre direito humano à alimentação adequada, soberania alimentar, segurança alimentar e nutricional e agricultura familiar; o direito humano à água, à lu z dos instrumentos e mecanismos internacionais e nacionais de direitos humanos, a fim de se garantir a universalização do direito humano à água no Semiárido e no Brasil.

Os autores dos textos são Carlos Humberto Campos (Cáritas/ASA), Clara Marinho Pereira (Sesan-MDS), Danielle Leite Cordeiro (P1+2 / P1MC-CE), Evandro Pontel (RedeGenteSAN/Faurgs), Eugênia da Silva Pereira (Casa-BA), Gustavo Correa de Assis (Sesan-MDS), Haroldo Schistek (Irpaa-BA), Igor Arsky (Sesan-MDS), Irio Conti (RedeGenteSAN/Ufrgs), Jales Dantas da Costa (Sesan-MDS), José Camelo da Rocha (AS-PTA-PB), Maria de Lourdes Araújo (RedeGenteSAN/Faurgs), Naidison Baptista (MOC/ASA) E Vitor Leal Santana (Sesan-MDS).

Fonte: RedeGenteSAN

14:13 · 16.01.2014 / atualizado às 14:13 · 16.01.2014 por
Os produtos orgânicos devem ter padrão de oferta aos mercados de bares, hotéis, restaurantes e no varejo Foto: Agência Diário / Kid Júnior
Os produtos orgânicos devem ter padrão de oferta aos mercados de bares, hotéis, restaurantes e no varejo Foto: Agência Diário / Kid Júnior

Sessenta empreendimentos da agricultura familiar irão participar da Campanha Brasil Orgânico e Sustentável. As inscrições podem ser feitas até o próximo dia 26, no site do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Para os agricultores familiares essa é uma oportunidade de promover seus produtos, uma vez que, com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o Brasil terá grande atenção.

O diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, Nilton Pinho de Bem, explica que as cooperativas que fazem parte da campanha são apoiadas pelo Ministério por meio de políticas públicas como o Programa de Ater Mais Gestão (para gestão de cooperativas) e os programas de compras públicas da agricultura familiar. “A campanha é uma excelente oportunidade para apoiar as cooperativas na comercialização e promoção de vendas de seus produtos”, disse.

Serão montados estandes em várias cidades sedes da Copa. Cada estande contará com a participação de seis empreendimentos da agricultura familiar representando seus produtos. Os empreendimentos selecionados participarão dos quiosques durante sete dias em cada cidade, entre os dias 11 a 27 de junho de 2014, dependendo da cidade sede.

Campanha

A campanha Brasil Orgânico e Sustentável consiste em inserir os produtos orgânicos, da agricultura familiar, em pontos de degustação, canais de venda direta, participação em eventos de projeção nacional e internacional, sempre com a marca Brasil Orgânico e Sustentável. Esses produtos estarão presentes também nos eventos esportivos e nos demais eventos paralelos à realização dos jogos da Copa do Mundo de 2014.

O projeto é uma iniciativa do Governo Federal, por meio do MDS, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ministério do Esporte (ME), em parceria com a Agência de Cooperação Alemã (GIZ) e Associação Brasil Orgânico e Sustentável (Abrasos).

Seleção

Os empreendimentos interessados devem possuir um ou mais dos seguintes selos: Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf); Produto Orgânico do Brasil; Comércio Justo; Identificação Geográfica; Maior percentual de sócios inscritos no Cadastro Único para programas sociais do Governo Federal; ou acessar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Deverão possuir, também, produtos com padrão de oferta aos mercados de bares, hotéis, restaurantes e no varejo, além de ter interesse em inserir e / ou ampliar a oferta de seus produtos nesses setores.

Cada empreendimento deverá preencher integralmente o questionário de seleção no site do MDS que deverá ser enviado até às 23h59 do dia 26 de janeiro para Audrei dos Santos Soares no seguinte e-mail: audrei.soares@mds.gov.br. Qualquer dúvida entrar em contato pelo telefone: (61) 2030-1119.

Fonte: MDS

15:40 · 02.11.2013 / atualizado às 15:49 · 02.11.2013 por
Agricultores experimentadores participaram de intercâmbio de informações no sertão paraibano Foto: Maristela Crispim
Agricultores experimentadores participaram de intercâmbio de informações no sertão paraibano Foto: Maristela Crispim

Por Maristela Crispim*

Campina Grande. Reunidos, de 28 a 31 de outubro, no 3º Encontro Nacional de Agricultores Experimentadores, esses guardiões da biodiversidade, que cultivam vida e resistência no Semiárido, trocaram de experiências em apresentações verbais, na Feira de Saberes e Sabores e em visitas temáticas para conhecer experiências de criatórios no Semiárido (potencial forrageiro da Caatinga, manejo alimentar das raças nativas e adaptadas); sementes e a diversificação produtiva dos cultivos anuais; quintais produtivos; e manejo agroflorestal das caatingas.

Organizado pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) o Encontro reuniu aproximadamente 300 agricultores experimentadores dos nove Estados do Semiárido, de Minas Gerais até o Piauí, e mais o Maranhão.

No Encontro também teve espaço para a discussão dos avanços e desafios da assessoria técnica às redes de agricultores experimentadores. Luciano Marçal da Silveira, que é coordenador do Programa Local da Paraíba da Organização Não Governamental (ONG) AS-PTA, que trabalha Agricultura e Agroecologia no Rio de Janeiro, Paraná e Paraíba, explicou que, ao longo de 30 anos vigorou no País o paradigma da Revolução Verde, que associa um pacote tecnológico artificial, com adubos, agrotóxicos, irrigação e sementes de fora, o que rompeu com uma agricultura que já existia antes.

Nessa linha, explica que há uma tendência de desqualificação da agricultura familiar, de classificá-la como atrasada. “Mas há uma contracorrente, até porque a modernização da agricultura no Semiárido foi um desastre, que promoveu a multiplicação da pobreza”, afirma.

“Durante muito tempo a roça e a queima foram sustentáveis, porque no passado havia muita disponibilidade de terra para migrar. Mas, com propriedades cada vez menores, esse tipo de prática precisou ser repensado, por meio da capacidade de observação do uso dos recursos naturais disponíveis”, acrescenta.

Para ele, é preciso reverter esse quadro, vendo a Caatinga não como limitante, mas como fonte de recursos, como base para a regeneração produtiva com práticas mais sustentáveis, “que precisam, antes de mais nada, olhar para a tradição, quais são as práticas mais eficientes no uso dos recursos; promover um reencontro da ciência com o desenvolvimento local; construir condições para que a agricultura estabeleça uma produção com a base de recursos que a Caatinga oferece e isso não se constrói sem a participação inventiva do agricultor”, enfatiza.

Luciano destaca a importância de recolocar o agricultor como construtor de conhecimentos, construir ambientes coletivos de trocas em rede para aprendizados mútuos. Mas alerta que, se os agricultores estão assumindo novos papéis, é importante que os técnicos repensem seus papéis: “eles têm uma formação difusionista, com dificuldade de estabelecer uma visão mais horizontal, que contribua para o fortalecimento dessas redes”.

Para ele, é preciso fugir do daquela receita da visita individual e levar o conhecimento para ajudar na construção em ambientes coletivos. “Mas é preciso mobilização para que isso aconteça. A construção coletiva de técnicas rompe o paradigma da separação entre pesquisa e extensão e o desenvolvimento técnico nunca foi tão exigido quanto agora”, finaliza.

* A jornalista viajou a convite da ASA

09:50 · 23.10.2013 / atualizado às 10:43 · 23.10.2013 por
O agricultor Zito dos Milagres receberá uma das visitas Foto: Divulgação / Jackson Angell
O agricultor Zito dos Milagres receberá uma das visitas Foto: Divulgação / Jackson Angell

O governo federal lançou, no último dia 17, o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – Brasil Agroecológico, com a meta de atender a 75 mil famílias, por meio de assistência técnica voltada à produção orgânica, e apoiar 50 mil agricultores para que consigam a certificação de produtores orgânicos.

Ele envolve dez ministérios e tem como objetivo articular as políticas e ações de incentivo ao cultivo de alimentos orgânicos com base agroecológica. Segundo o governo, inicialmente, serão investidos R$ 8,8 bilhões em três anos. A maior parte dos recursos, R$ 7 bilhões, será do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Plano Agrícola e Pecuário.

Ainda em meio à euforia de ver esse plano sair do papel, após mais de um ano de discussões, estão acontecendo, em todo o País, uma série de visitas a territórios ricos em experiências de agroecologia. Aqui, a Caravana Agroecológica e Cultural da Chapada do Apodi começa hoje e vai até o sábado, reunindo aproximadamente 200 pessoas, entre representantes de comunidades tradicionais, agricultores, pesquisadores e lideranças dos movimentos sociais do campo, organizações e redes da sociedade civil do Nordeste e de outras regiões do Brasil.

Intercambio de experiências

O objetivo é promover o intercâmbio de experiências da agricultura familiar de base agroecológica , fortalecer as redes locais de agroecologia e a resistência da Chapada do Apodi, que abrange os Estados do Rio Grande do Norte e Ceará, uma preparação para o III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), previsto para o primeiro semestre de 2014, em Juazeiro (BA).

Após a abertura, em Mossoró, os participantes da Caravana seguirão em rotas percorrendo diversos municípios do Estado do Rio Grande do Norte e do Ceará, dentre os quais estão: Açu (RN); Olho d’Água do Borges e Campo Grande (RN); Tibau , Grossos, Mossoró (RN), com a experiência da Rede Xique-Xique, e Limoeiro do Norte (CE); para conhecer experiências de agricultura irrigada, bioágua, economia solidária e o perímetro irrigado Jaguaribe-Apodi, passando também pelos assentamentos rurais para conhecer o desenvolvimento agroecológico da região de Apodi (RN).

No último dia de encontro, será realizado um ato público para denunciar o modelo do projeto de Perímetro Irrigado de Santa Cruz do Apodi, proposto pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs). Segundo os trabalhadores rurais, a obra pretende desapropriar mais de 13 mil hectares de terras da Chapada do Apodi em benefício do agronegócio, afetando mais de 800 famílias que vivem e produzem de forma agroecológica, ameaçando a autonomia da agricultura camponesa no território.

“Para nós, essa caravana vem contribuir muito para troca de conhecimentos sobre a agricultura familiar e também dar força para nossas lutas, pelas nossas terras e pelo direito de viver e plantar nelas”, diz Francisca Antônia de Lima, agricultora do P.A Laje do Meio, um dos locais que será visitado.

Sobre os preparatórios para a Caravana, Agnaldo Fernandes, secretário do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi, diz: “estamos construindo de forma coletiva e com muito cuidado para que a gente possa ter um encontro de trocas de conhecimento que venha a favorecer a agroecologia em nossa região”.

A Caravana é uma realização da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), entre outras redes e organizações do Ceará e Rio Grande do Norte.

Programação

23/10

Abertura em Mossoró

19h – “Terra” – Cia Escarcéu de Teatro

19h30 – Mesa de Abertura no Centro de Treinamento Seminário Santa Teresinha

Noite Cultural

24/10 – Rotas 1

7h

Rota Padre Pedro Neefs: Mossoró – Ipanguaçu

Rota Ronaldo Valença: Mossoró – Olho d’água dos Borges – Campo Grande

Rota Romana Barros Mossoró – Tibau – Grossos – Mossoró (Rede Xique-Xique)

Rota Zé Maria do Tomé: Mossoró – Limoeiro do Norte – Baixo Jaguaribe

19h – Noite Cultural

25/10 – Rotas 2

7h

Rota Padre Pedro Neefs: Apodi – Carpina – Baixa Fechada – Barragem de Santa Cruz

Rota Ronaldo Valença: Apodi – PA Milagres – PA Lage do Meio

Rota Romana Barros: Apodi – PA Moacir Lucena – Agrovila Palmares – Lajedo de Soledade.

Rota Zé Maria do Tomé: Limoeiro do Norte – Caatingueirinha – Oziel Alves

Rota Margarida Alves: Apodi – P.A Sítio do Góis – PA Tabuleiro Grande

16h – Encontro das Rotas no Acampamento Edivan Pinto (Apodi)

19h – Feira Agroecológica e Cultural

26/10

8h – Ato de solidariedade à Chapada do Apodi

Avaliação da Caravana e Mística de encerramento– Auditório do STTR

Outras Informações:

Blog da caravana: www.caravanaagroecologicaapodi.wordpress.com

21:36 · 04.07.2013 / atualizado às 08:34 · 05.07.2013 por
As tecnologias sociais têm mostrado a sua força na convivência do sertanejo com as adversidades climáticas no Semiárido Foto: Waleska Santiago
As tecnologias sociais, como as cisternas, têm mostrado a sua força na convivência do sertanejo com as adversidades climáticas no Semiárido Foto: Waleska Santiago / Agência Diário

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir R$ 210 milhões na construção de 20 mil cisternas para captação, armazenamento e manejo de água. As cisternas serão destinadas à produção de alimentos no Semiárido brasileiro. A região passa pela pior seca dos últimos 50 anos, o que levou à decretação de estado de emergência em 1.046 de seus 1.133 municípios.

A ação faz parte do Plano Safra Semiárido, lançado ontem (4) pelo Governo Federal, no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador (BA). Participaram da cerimônia a presidente da República Dilma Rousseff; o titular do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas; o diretor de Desenvolvimento Social da Fundação BB, Éder Melo; e o diretor da área social do BNDES, Guilherme Lacerda.

O objetivo do Plano Safra Semiárido é garantir a segurança produtiva, impulsionando sistemas de produção adaptados à realidade do clima da região, que engloba os Estados do Nordeste e o Norte de Minas Gerais. Essa é a primeira vez que o governo elabora um plano específico para o Semiárido, marcado pela forte presença da agricultura familiar – que está em 95% dos 1,6 milhão de estabelecimentos agropecuários dos municípios.

A primeira parte desse apoio, contratada ontem, será realizada em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB) e totaliza R$ 126 milhões, para a implantação de 12 mil cisternas de uso agropecuário na região. Os recursos para essa parceria são do BNDES Fundo Social.

Segundo a FBB, serão atendidas as famílias que já possuem a tecnologia social Cisterna de Placas, implantadas pela Fundação em parceria com a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), desde 2003.

O apoio do BNDES está inserido em acordo de cooperação com Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e Petrobras para a implantação de 64 mil cisternas produtivas até meados do próximo ano, nos oito Estados brasileiros que compõem o Semiárido (exceto Maranhão).

O projeto beneficiará famílias de baixa renda (até meio salário mínimo per capita) da região do Semiárido, inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). As famílias serão selecionadas entre as que já têm acesso à água para consumo próprio (“primeira água”). A “segunda água” será destinada à criação de animais e à irrigação para o cultivo de frutas e hortaliças.

Entre as tecnologias a serem utilizadas destacam-se as cisternas de placas de cimento, com capacidade para armazenar até 52 mil litros, as barragens subterrâneas de lona plástica, que retêm a água que escorre por baixo da terra, e os “barreiros trincheiras”, com paredes e fundos de pedra para impedir a infiltração, capazes de estocar até 132 mil litros.

O acesso à água para produção é parte integrante do esforço de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria e compõe o Água para Todos. Além do acesso à água, o programa inclui ainda ações para a capacitação técnica dos agricultores familiares, troca de experiências e acompanhamento da execução dos projetos.

Em ação coordenada com diversos órgãos de governo, o plano prevê também a garantia de comercialização da produção agropecuária do Semiárido, por meio, principalmente, do Programa Nacional de Alimentação Escolar e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A iniciativa pretende, também, difundir estratégias de armazenamento de alimentos e sementes crioulas, de estoque de forragem para os animais, com aproveitamento de pastagens e plantas nativas, de ampliação de infraestruturas produtivas, de melhoria nos processos de beneficiamento e comercialização, dentre outras, potencializando atividades já existentes em propriedades rurais, amenizando os efeitos econômicos decorrentes da seca, fenômeno natural constante no Semiárido.

A FBB e o BNDES mantêm Acordos de Cooperação Técnica e Financeira para aplicação de recursos em tecnologias sociais nas áreas de geração de trabalho e renda, educação e desenvolvimento sustentável.

Fonte: Fundação Banco do Brasil e BNDES