Busca

Tag: Algodão Orgânico


19:52 · 28.07.2017 / atualizado às 14:32 · 31.07.2017 por
Chiara Gadaleta é consultora de moda sustentável, apresentadora de TV e dedica-se ao movimento “EcoEra”, plataforma que integra a sustentabilidade unindo ética e estética

MaxiModa completa dez edições e traz grandes nomes da gestão de moda para refletir sobre o tema “O Futuro é Agora”,  no Teatro RioMar , em 18 de agosto. Cinco convidados irão compartilhar as principais práticas aplicadas nas empresas, no comércio e no ambiente da moda brasileira, e discutirão qual o real futuro não somente para o setor, mas também para os padrões de consumo no país e as estratégias a serem adotadas para criar um ambiente sustentável de convívio entre marca e cliente.

A programação do MaxiModa 2017 traz a Fortaleza: a porta-voz da moda consciente no Brasil, Chiara Gadaleta; o CEO da Arezzo e designer de sapatos exclusivos, Alexandre Birman; a especialista em tendências e comportamento, Andrea Bisker; a diretora da revista Elle Brasil, Susana Barbosa; e a presidente da Vimer Experience, agência especializada em visual merchandising, Camila Salek.

Com patrocínio do Shopping RioMar, Sebrae e Sinditêxtil, a 10ª Edição do MaxiModa tem a Universidade de Fortaleza (Unifor) como parceira acadêmica oficial e conta, ainda, com apoio educacional do Senac/Ceará e de empresas como Hotel Gran Marquise, Boana, Mollybloom, Marcas Comunicação, Elemídia, Cidade, Compasso, Bandeirantes, Toca Fina Cozinha e Indaiá.

Chiara Gadaleta é consultora de moda sustentável, apresentadora de TV e dedica-se ao movimento “EcoEra”, plataforma pioneira que integra a sustentabilidade unindo ética e estética. Atualmente coordena o projeto “Trançados do Uatumã”, uma central de artesanato na Reserva do Uatumã na Amazônia. É idealizadora do SP.Ecoera, evento inovador e pioneiro que trata da Indústria da Moda e Beleza integrada a Sustentabilidade. Assina as colunas “Eco Era” na publicação impressa e no site da Vogue Brasil.

Confira entrevista exclusiva para o Blog Gestão Ambiental:

Na sua opinião, o brasileiro está mais consciente em relação ao consumo sustentável de moda?

Sem dúvida! Há quase dez anos, quando iniciamos as operações do EcoEra, um grupo muito pequeno de profissionais estavam antenados e buscando informações sobre como a moda poderia se integrar com temas urgentes relacionados ao meio ambiente como impacto negativo da industria em rios, atmosfera e etc. e a parte social como trabalho escravo dentre outros. Hoje, depois de quase uma década, já atingimos algumas metas significativas, como mapeamento de produtos com atributos sustentáveis, elenco de marcas com práticas conscientes em sua cadeia de valor e grupos de moda com certificados. A coluna EcoEra, na revista Vogue, o Prêmio EcoEra, que já está caminhando para sua terceira edição, são sinais de que os consumidores estão cada vez mais preocupados com as marcas que escolhem.

Qual é, do seu ponto de vista, o setor da cadeia produtiva e varejista de moda mais desenvolvido em relação a práticas mais sustentáveis?

Justamente por ser uma cadeia de valor, TODOS os setores necessitam estar alinhados. Das comunidades agrícolas até as empresas de reciclagem de fios. Das empresas que estampam as peças que usamos até os estabelecimentos que revendem as peças em desuso, aumentando sua vida útil, evitando descarte inapropriado. A boa notícia é que todos estão empenhados em criar uma indústria mais conectada com os nossos tempos: de sustentabilidade ambiental e social. Nesse contexto, algumas iniciativas merecem destaque, dentre elas, o desenvolvimento de fios biodegradáveis, apoio de comunidades de algodão orgânico no Nordeste do País, metas de resíduos zero e criação de centrais de upcycling.

Você acha que essa tendência, mostrada no programa ‘Menos é demais’, de empréstimos, trocas e mesmo compra de peças usadas vai pegar em todo Brasil, considerando as diferenças culturais de cada região?

As questões que envolvem o desenvolvimento sustentável de um mercado especifico, que por sua vez envolvem os pilares social, ambiental, econômico e cultural, são altamente LOCAIS. Cada região, cada Estado, cidade, município, bairro, grupo de pessoas possuem suas características particulares. Exatamente por esse motivo, as pesquisas do EcoEra são feitas se aprofundando cada vez mais na situação local da empresa, seu entorno e sua comunidade local. E a partir desse dados traçar planos para alcançar impactos positivos com mais amplitude. Portanto, respondendo sua pergunta, acreditamos que as práticas apresentadas no programa são customizáveis, ou seja, podem ser ajustadas a cada região e até mesmo a cada situação.

Quais são, para você, os principais desafios a serem vencidos para avançarmos em direção a um consumo de moda sustentável?

No nosso entendimento, o principal desafio é estabelecer um critério satisfatório de transparência em toda cadeia de valor. Essa cadeia vai da produção da matéria prima até o descarte da peça pelo consumidor final. O desafio é que todos os envolvidos tenham as informações necessárias para que encontremos JUNTOS soluções eficazes e replicáveis em todo o mercado de moda, beleza e design. Cada etapa da cadeia produtiva de uma peça de roupa possui um fator determinante, uma questão seria em relação ao impacto social e ambiental de cada processo e ao mesmo tempo, para cada situação de risco existe uma oportunidade para melhoria. A missão do movimento EcoEra, que hoje também atua como consultoria para pequenas, medias e grandes empresas, é pilotar e proporcionar soluções para que as marcas se tornem agentes de transformação social e ambiental e inspirem boas práticas em seus mercados de atuação.

10:58 · 05.06.2017 / atualizado às 10:58 · 05.06.2017 por

 

Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Para lembrar a data, o Diário do Nordeste publica o caderno especial de Gestão Ambiental sobre Moda Sustentável. Ainda no clima de Semana do Meio Ambiente, promove, amanhã, o III Seminário Economia Verde – Moda Sustentável: como agregar valor ao seu negócio, amanhã (6), às 19h, na Praça Central do Shopping Parangaba (piso L1), com o especialista em Sustentabilidade Jair Kievel. O evento se insere no Fórum Fortaleza Sustentável, cinco dias de palestras, oficinas e apresentações culturais alusivas à temática sustentabilidade, promovido pelo Shopping Parangaba, em parceria com o Instituto Íris.

Sustentabilidade é um termo a cada dia mais presente no mundo. Muitas mudanças ocorreram desde que a expressão Desenvolvimento Sustentável foi cunhada, há décadas. Passamos por várias conferências ambientais e climáticas até que alguns setores começaram a incorporar a preocupação com o ambiente que nos abriga e fornece matéria-prima. Não é diferente como mercado da moda.

No início da humanidade, o ato de vestir era uma forma de se proteger, principalmente do frio. Com o tempo, passou a significar uma forma de se distinguir na sociedade e mesmo de se expressar. Vestir de forma mais sustentável requer, primeiramente, reflexão, que deve começar diante do guarda-roupas. Se há algo que não se veste há mais de seis meses, é hora de pensar se realmente é necessário manter. Reunião de trocas entre amigos ou mesmo grupos virtuais são meios de se desfazer daquelas peças que não combinam mais com o estilo ou de renovar o guarda-roupas constantemente sem grandes gastos.

Outro momento importante de ponderação está na hora da compra. Primeiro questionamento: é necessário? Depois vem uma reflexão mais complexa. Hoje, algumas grandes redes varejistas, como a multinacional holandesa C&A, estão buscando investir em cadeias sustentáveis, incluindo o estímulo à produção de algodão orgânico.

Há também iniciativas individuais, muitas vezes idealistas, como a VIDA BR, que produz camisetas com tecidos feitos de fios PET reciclados com estampas cujas cores ressaltam quando expostas à luz solar e que ainda pode servir como crédito na compra de uma nova ao atingir o fim da sua vida útil.

Esse é o momento de refletir mais a fundo sobre a cadeia de fornecedores de cada peça. Os preços podem ainda não ser os mais acessíveis, pelas dificuldades de produção em escala e os investimentos para redução dos impactos da produção sobre o equilíbrio ambiental, mas certamente essas ações fazem a diferença ao mobilizarem os consumidores para a importância de repensar o consumo.

22:11 · 05.06.2016 / atualizado às 22:37 · 05.06.2016 por

gestao_Página_01
O Planeta já dá sinais de que se nós – indivíduos, empresas, governos – não mudarmos nossas atitudes, seguiremos para o nosso declínio.
Nesta edição 2016 especial de Gestão Ambiental do Dia Mundial do Meio ambiente, falamos francamente com o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl.
Tratamos também do tema mitigação, mostrando a palma forrageira como uma opção viável de manter o rebanho, já que o Estado do Ceará amarga o quinto ano seguido de seca.
Também focamos experiências bem-sucedidas de Gestão Ambiental de empresas como a Esmaltec e a C. Rolim Engenharia.
Destacamos a guinada sustentável da gigante C&A, que uniu-se à National Geographic para promover o cultivo do algodão orgânico, considerando inclusive a produção do agricultores familiares do Ceará.
Por fim, tratamos de um novo investimento que já vem fazendo a diferença na gestão dos Resíduos Sólidos no Ceará, por meio da Cidade Limpa Ambiental.

Confira todas as páginas em álbum na Fan Page do Blog Gestão Ambiental no Facebook.
Aproveitem a leitura!

09:54 · 14.01.2014 / atualizado às 10:01 · 14.01.2014 por

tie

A primeira loja da Tiê Moda Ecológica do Nordeste será inaugurada amanhã, 15 de janeiro, em Fortaleza. A loja é a responsável pelo fardamento do Greenpeace no Brasil e tem como prioridade o uso de materiais ecológicos. A marca produz roupas, bijuterias, calçados, bolsas e brindes promocionais.

Modelos, estampas e etiquetas personalizadas são produzidos com algodão orgânico, amazônia plus e tecido PET. O tingimento do algodão é natural, com vegetais como pedaços de árvores e tubérculos, folhas e sementes, terra e pó de madeira. No caso de lãs e sedas também são utilizados açafrão e urucu.

São colorantes naturais do Brasil, especialmente dos bosques brasileiros anileiras (azuis), cedro (rosa), barbatimão (vinho), garapa de cana (amarelo), jenipapo (cinza), ipê (rosa), jatobá (marrom ou cinza), mangueira (verde), amoreira (amarelo), folhas do eucalipto (azulado cinzento) e pedaços da cebola (alaranjada).

À frente da Tiê Moda Ecológica no Nordeste está a empresária Fernanda Lenzi, que aposta no crescimento desse segmento. “O consumidor brasileiro está cada vez mais consciente do seu papel para ajudar na preservação do nosso Planeta e vai procurar consumir produtos fabricados com esse cuidado”, aposta.

A matriz da Tiê Moda Ecológica fica em Vila Madalena (SP), com ambiente idealizado para ser um reduto ecológico. Possui um charmoso jardim interno e os materiais usados na sua construção obedeceram às normas de sustentabilidade. A Rua Harmonia, onde está situada, foi eleita a mais ecológica da cidade, com diversas lojas que se preocupam com a preservação do meio ambiente.

A loja de Fortaleza também vai seguir a linha ecológica da grife. Localizada na Rua José Vilar, na Aldeota, o espaço terá móveis de madeira de demolição, embalagens ecológicas e um ambiente agradável. “Nossa ideia é tornar um espaço de encontro entre amigos”, antecipa Fernanda Lenzi.

Além da loja de Vila Madalena, a Tiê Moda Ecológica está presente em Sorocaba, Santos, Granja Viana e Campinas, em São Paulo, e ainda em Bonito (MS).

Matéria-primas naturais

As camisetas criadas a partir da malha de PET reciclado já fazem sucesso junto ao público de moda ecológica. Criado a partir da fiação das tiras cortadas da garrafa PET, o tecido tem a mesma qualidade e resistência do algodão, além de ser confortável. As garrafas PET também são matérias-primas para as bijuterias da marca.

O algodão orgânico é cultivado sem substâncias químicas nem agrotóxicas, nocivos à saúde humana e ao meio ambiente. Além dos benefícios ecológicos, tem vantagens econômicas e sociais, pois mantém os agricultores no campo, oferecendo uma oportunidade de renovação da produção algodoeira e gerando um novo cidadão consciente da preservação da natureza e os lucros resultantes da mesma.

Já o Amazônia Plus é um tecido composto de algodão orgânico e suavizante natural obtido da manteiga do Cupuaçu. Produzido com matéria-prima totalmente natural, é biodegradável, não contém silicone e permite um acabamento com alta absorção de água, devido à sua grande hidrofilia. O tecido protege ainda dos raios solares UVB E UVC.

Tiê-sangue

Escolhido como símbolo da marca, o tiê-sangue (Ramphocelus bresilius), também conhecido como sangue-de-boi, tiê-fogo, chau-baêta e tapiranga, é uma ave sul-americana passeriforme da família Thraupidae, tida como ave  símbolo da Mata Atlântica. A plumagem do macho é de um vermelho-vivo, que deu origem ao nome. Parte das asas e da cauda são pretas.

Serviço:

Tiê Moda Ecológica – loja Fortaleza

Rua José Vilar, 1420, Aldeota, Fortaleza

Facebook: www.facebook.com/tiefortaleza