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Tag: Aquecimento Global


19:11 · 24.07.2017 / atualizado às 19:41 · 24.07.2017 por
O cantor pernambucano se junta à ONG para dar visibilidade ao Desafio Ambiental para estimular negócios sustentáveis, reconhecer inovações, iniciativas sociais e ferramentas que fomentem a sustentabilidade e que apoiem a restauração florestal em harmonia com questões sociais Foto: WWF-Brasil

Em uma iniciativa para trazer melhorias ao meio ambiente, o WWF-Brasil lançou, em junho, o Desafio Ambiental: inovação e empreendedorismo em restauração florestal, com o intuito de apoiar o País a atingir suas metas de restauração e, ao mesmo tempo, dar visibilidade a iniciativas pioneiras. E, para chamar atenção à causa, o cantor Lenine se uniu ao WWF-Brasil.

Engajado em causas ecológicas, Lenine aceitou de pronto participar desta ação, que tem suas inscrições abertas até o dia 9 de agosto. Para o diretor executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic, “há bastante sinergia entre os valores do Lenine e os da organização, devido ao posicionamento ecológico dele e o seu envolvimento com a ‘causa verde’”.

E continua: “Queremos encontrar e promover o empreendedorismo e a inovação no setor privado para que a restauração florestal ganhe escala e se multiplique nas propriedades rurais brasileiras. Ao mesmo tempo, queremos popularizar o tema de restauração, que é de interesse público, e essa conexão com o público ganha força com a presença do Lenine”.

Lenine iniciou em 2015 o projeto Carbono, inspirado no elemento químico conhecido como a “base da vida”. Nesse álbum, o cantor destaca os impactos ambientais gerados pelo homem e a importância de freá-los.

Desafio Ambiental

Trata-se de um concurso para mapear, conectar, impulsionar e premiar iniciativas que restauram biomas brasileiros por meio de modelos inovadores e sustentáveis. A ação combina os universos da restauração florestal e do empreendedorismo de impacto e inovação, visando não só premiar financeiramente as ideias selecionadas, mas criar uma rede de colaboração entre as diversas iniciativas que acontecem no Brasil hoje, impulsionando o ecossistema de restauração.

Dentro da prática de restauração florestal, o concurso busca reconhecer:

  • Projetos de campo
  • Modelos de negócios que viabilizem a recuperação de áreas degradadas
  • Metodologias ou modelos inovadores
  • Iniciativas sociais que promovam a restauração florestal e sua cadeia
  • Tecnologias
  • Startups

As propostas serão selecionadas por júri técnico e júri popular. O primeiro corpo de jurados será composto por um representante de cada um dos parceiros do desafio, enquanto que o júri popular está aberto a qualquer pessoa física, sendo um voto para cada CPF.

Na primeira fase do concurso, serão selecionadas até oito propostas para a realização de uma imersão com o Impact HUB, a fim de impulsionar seu projeto. Em homenagem ao Dia da Árvore (Centro-Oeste, Sudeste e Sul), a premiação vai ocorrer no dia 21 de setembro e os prêmios serão distribuídos da seguinte forma:

1º lugar – júri técnico: participação da imersão e mentoria. R$ 5.000,00 em dinheiro e participação do Empretec (Sebrae)

2º lugar – júri técnico: participação da imersão e mentoria. R$ 3.000,00 em dinheiro e participação do Empretec (Sebrae)

3º ao 8º lugar: participação da imersão e mentoria

1º lugar – júri popular – R$ 2.000,00 em dinheiro

Por que restaurar?

A restauração florestal é uma prática importante para a manutenção dos ecossistemas. Essa técnica recupera áreas degradadas visando restabelecer sua estrutura e função ecológica, com melhoria da qualidade e quantidade dos recursos hídricos, fixação de carbono, regulação climática e conservação da biodiversidade, entre outras.

Surge como ferramenta de contraponto a preocupação com as questões ambientais, e, em particular, com o aquecimento global e com a possibilidade de ocorrerem mudanças do clima nos próximos anos.

O Brasil se configura entre os principais países produtores e exportadores de produtos agropecuários, com mais de 300 de milhões hectares destinados à agropecuária, segundo o IBGE. Contudo, esse setor também responde por grande parte das emissões brasileiras de gases de efeito estufa (GEE), que são responsáveis diretamente pelo aquecimento global.

“Nosso país se comprometeu em implantar ações e medidas que promovam o cumprimento de nossas metas no Acordo de Paris. Dentre elas, há o compromisso de recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e reflorestar 12 milhões de hectares. Todavia, a estrutura hoje disponível para esse fim não conseguirá atender essa demanda se não houver ingredientes extras, com inovação e empreendedorismo”, comenta Mauricio Voivodic.

Imersão e planejamento colaborativo

Existem no Brasil inúmeras iniciativas que atuam em prol das florestas. São projetos de restauração e reflorestamento, agroflorestas, pequenos ou médios agricultores, startups de impacto, rede de sementes, povos e comunidades tradicionais e muitas outras iniciativas, que geram renda, restauram ecossistemas e contribuem para reverter o já conhecido quadro de desmatamento e degradação.

O impacto em larga escala e verdadeiramente transformacional não pode ocorrer isoladamente, requer ação coletiva. A ideia é impulsionar os projetos envolvidos e, além disso, estimular a criação de caminhos de colaboração setorial e interssetorial.

WWF-Brasil

Trata-se de uma organização não governamental (ONG) brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Mais informações:
Desafio Ambiental: inovação e empreendedorismo em restauração florestal
Inscrições: até 9 de agosto de 2017
Realização: WWF-Brasil
Execução: Impact HUB
Apoio:
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e Parque Nacional da Tijuca
Site: www.desafioambiental.org

21:09 · 04.11.2016 / atualizado às 21:09 · 04.11.2016 por
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se hoje legalmente comprometido em reduzir as emissões Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se, hoje, legalmente comprometido em reduzir as emissões Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

O Acordo do Clima entrou em vigor nesta sexta-feira, apenas 11 meses depois de pactuado em Paris. A rapidez demonstra que o mundo está inclinado a buscar soluções para o aquecimento global, destaca a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.
O Brasil deu sua contribuição como terceira grande economia a ratificar o Acordo, em setembro. É chegada a hora de cada país partir para ações práticas, cumprindo os compromissos assumidos em suas respectivas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).
Pelo Acordo de Paris, os países concordaram em ter metas obrigatórias de redução de emissões de gases  do efeito estufa  (GEE) entre 2020 e 2030.
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se hoje legalmente comprometido com a tarefa de estabilizar o aquecimento global em bem menos de 2 graus centígrados em relação à era pré-industrial e fazer esforços para limitá-lo a 1,5 graus centígrados.
“O acordo do clima passa a vigorar quatro anos antes do prazo oficial de 2020. Em vez de enxergar isso como oportunidade para adiar sua regulamentação até lá, os governos do mundo inteiro precisam correr para deixá-lo plenamente operacional bem antes disso”, disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.
Mas, ao mesmo tempo, relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta grandes lacunas entre os níveis de emissões assumidos nos compromissos nacionais e os necessários para que o aquecimento global fique abaixo dos 2 graus centígrados até o fim do século.
Ao serem somados, os compromissos ficam bem aquém do necessário. Estão mais distantes ainda do 1,5 grau centígrado, valor mais desejado para evitar danos aos países mais sensíveis às mudanças climáticas.
O Pnuma fez o alerta ontem de que o mundo só vai alcançar a meta dos 2 graus centígrados se fizer um corte adicional de 25% nas emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2030 em relação ao que já estava previsto para ser reduzido.

21:13 · 16.09.2016 / atualizado às 21:37 · 16.09.2016 por

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O secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Everton Lucero, lançou, nesta sexta-feira (16), a segunda fase do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), substâncias que contribuem para o aumento do buraco na camada de ozônio.   A meta é reduzir em 51,6%, até 2021, o uso pela indústria dessas substâncias químicas. Com isso, será protegida a camada de gás que protege o planeta dos raios ultravioletas.

Pelo Protocolo de Montreal, acordo internacional para preservação da camada de ozônio, os países em desenvolvimento se comprometem a reduzir o consumo da substância em 39,3 %. “A meta brasileira é ambiciosa e esperamos repetir o sucesso alcançado na primeira fase, que reduziu em 22%, enquanto o previsto era 16,6%”, avaliou Lucero.

Nos próximos cinco anos, serão investidos cerca de 35 milhões de dólares, em recursos doados pela Agência de Cooperação Alemã (GIZ) para a substituição de processos industriais que utilizam os HCFCs e para a capacitação do setor de serviços em refrigeração e produção de espumas.

O lançamento foi feito em cerimônia no Ministério do Meio Ambiente (MMA), no Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário ressaltou que a experiência do PBH brasileiro é reconhecida internacionalmente. “Esperamos seguir o exemplo em outros acordos internacionais, como o de redução dos gases de efeito estufa (Acordo de Paris)”, afirmou.

Substituição

O HCFCs (hidroclorofluorcarbonos) substituíram os CFC (clorofluorcarbonos), banidos desde a década de 1980 nos aparelhos de refrigeração e ar-condicionados e nos processos de expansão da espuma de estofados. Agora é preciso substituí-los porque, embora menos nocivos à camada de ozônio, agravam o efeito estufa, responsável pelo aquecimento global.

O efeito colateral exige que se busque sua redução gradativa, a um nível máximo de 15% do consumo atual. A medida requer mudanças no Protocolo de Montreal.  Em outubro, na próxima reunião das partes do acordo, em Kigali (Ruanda), será proposto um adendo para ampliar os esforços mundiais nesse sentido.

Prêmio 

O MMA premiou 28 empresas que aderiram, com sucesso, ao PBH. A placa comemorativa foi entregue às corporações como reconhecimento ao esforço na mudança de seus processos industriais, eliminando o HCFC. “O êxito do PBH não seria possível sem o engajamento da sociedade e do setor produtivo”, ressaltou Lucero.

A agência implementadora do PBH no Brasil é o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).  O PBH conta ainda como a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) na capacitação dos profissionais que lidam com a utilização dos HCFCs.

Fonte: MMA

08:00 · 27.01.2016 / atualizado às 21:45 · 26.01.2016 por
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O mapa codificado por cores mostra uma progressão das anomalias de temperatura da superfície global de 1880 a 2015. As temperaturas superiores às normais são mostradas em vermelho e as inferiores são mostradas em azul. O quadro final representa as temperaturas globais médias de cinco anos, de 2010 a 2015, com escala em graus Celsius
Crédito: NASA / Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio

2015 foi ano mais quente do planeta Terra desde a que a moderna manutenção de registros começou, em 1880, de acordo com análises independentes pela Administração Nacional Aeronáutica e Espacial (Nasa) e pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos. A temperatura global média em 2015 quebrou a marca anterior, de 2014, por 0,13 graus Celsius.

As temperaturas de 2015 continuaram uma tendência de aquecimento de longo prazo, de acordo com as análises feitas por cientistas do Instituto da Nasa Goddard de Estudos Espaciais (Giss), em Nova York (Gistemp).

Cientistas da NOAA concordam com a constatação de que 2015 foi o ano mais quente já registrado com base em análises separadas. Porque os locais das estações de tempo e medições mudam ao longo do tempo e há alguma incerteza nos valores individuais no índice Gistemp. Tendo isto em conta, a análise Nasa estima que 2015 foi o ano mais quente com 94% de certeza.

“A mudança climática é o desafio de nossa geração e trabalho vital da Nasa sobre esta importante questão que afeta cada pessoa na Terra”, disse o administrador da Nasa, Charles Bolden. “O anúncio de hoje não só ressalta como crítico programa de observação da Terra da Nasa é um ponto de dados-chave que devem fazer os decisores políticos se levantar e tomar conhecimento. Agora é a hora de agir sobre o clima”, afirmou na divulgação do estudo.

A temperatura média da superfície do Planeta subiu cerca de 1ºC desde o fim do século XIX, uma mudança em grande parte impulsionada pelo aumento do dióxido de carbono (CO2) e outras emissões geradas pela atividade humana na atmosfera.

A maior parte do aquecimento ocorreu nos últimos 35 anos, com 15 dos 16 anos mais quentes registrados a partir de 2001. No ano passado, pela primeira vez, as temperaturas médias globais chegaram a 1ºC ou mais acima da média 1880-1899.

Fenômenos como o El Niño ou La Niña, respectivamente de aquecimento ou resfriamento do Oceano Pacífico tropical, podem contribuir para variações de curto prazo na temperatura média global. O aquecimento do El Niño esteve em vigor durante a maior parte de 2015.

“2015 foi notável, mesmo no contexto contínuo de El Niño”, disse Gavin Schmidt, diretor do Giss. “As temperaturas do ano passado tiveram um incremento do El Niño, mas é um efeito cumulativo da tendência de longo prazo que resultou no registro de aquecimento que estamos vendo”, acrescentou.

A dinâmica de tempo muitas vezes afeta as temperaturas regionais, de modo que nem todas as regiões na Terra experimentaram as temperaturas médias recordes no ano passado.

As análises da Nasa incorporam medições de temperatura de superfície de 6.300 estações meteorológicas, observações navais e baseadas em bóia de temperaturas da superfície do mar, e as medições de temperatura de estações de pesquisa da Antártida.

Estas medições brutas são analisadas utilizando um algoritmo que considera o espaçamento variado de estações de temperatura em todo o mundo e os efeitos de aquecimento urbano, que poderiam distorcer as conclusões. O resultado desses cálculos é uma estimativa da diferença de temperatura média global a partir de um período de referência de 1951-1980.

O Instituto da Nasa Goddard de Estudos Espaciais (Giss) é uma subdivisão do Centro de Vôo Espacial Goddard da agência, em Greenbelt, em Maryland. O laboratório é afiliado ao Instituto Terra, da Universidade de Columbia e à Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas de Nova York.

O conjunto de dados de 2015 sobre a temperatura da superfície total e a metodologia completa utilizada para fazer o cálculo de temperatura estão disponíveis em:
http://data.giss.nasa.gov/gistemp/

Para mais informações sobre as atividades das ciências da Terra da Nasa, visite:
http://www.nasa.gov/earth

Fonte: Nasa

20:27 · 15.01.2016 / atualizado às 20:27 · 15.01.2016 por
O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada Foto: Associação Caatinga
O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada Foto: Associação Caatinga

Um tatu-bola foi encontrado no quintal da casa de agricultores da localidade Pau de Óleo, no município de Crateús (CE). Após encontrarem o animal, os agricultores foram orientados a encaminhá-lo animal à Associação Caatinga, organização não governamental (ONG) de proteção ao bioma original do Nordeste e responsável pelo Programa de Conservação do Tatu-bola, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Em 2014, o tatu-bola atraiu os olhares do mundo para si como mascote da Copa do Mundo, mas a situação do mamífero segue preocupante. O animal típico da Caatinga, aparece na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Nacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Em janeiro de 2015,outro tatu-bola foi resgatado na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA) e encaminhado ao Zoológico de Brasília, onde um casal de tatus-bola é mantido em cativeiro para estudos a fim de preservar a espécie.

O gerente da Reserva, Thiago Vieira, afirma que a confiança popular no trabalho da instituição contribui para o desenvolvimento das ações de conservação do Bioma. “A entrega desse tatu-bola à Associação Caatinga pela comunidade do entorno da RNSA é reflexo positivo do trabalho desenvolvido em prol da conservação do Bioma. Fazemos a nossa parte com as ações de Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável e a comunidade reconhece e colabora conosco”, ressalta Thiago.

O tatu-bola conta com um Plano de Ação Nacional para Conservação (PAN), elaborado sob coordenação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e com o apoio da Associação Caatinga. Graças à parceria da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a Associação Caatinga implementa as ações prioritárias previstas no PAN para a conservação do mamífero.

“A conservação do tatu-bola traz impactos positivos para as outras formas de vida existentes na Caatinga. A execução das ações do PAN torna possível também a conservação de inúmeras outras espécies raras, endêmicas ou ameaçadas dos biomas Caatinga e Cerrado, além de contribuir para a mitigação de efeitos potencializadores do aquecimento global, combater a degradação e desertificação”, afirma Samuel Portela, coordenador de áreas protegidas da Associação Caatinga.

O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada.

08:09 · 06.10.2015 / atualizado às 08:09 · 06.10.2015 por
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Se todo o gelo do Planeta derretesse, o mar submergiria algumas grandes cidades e continentes inteiros seriam remodelados drasticamente

A comunidade científica mundial tem feito muitos alertas sobre os efeitos das  interferências humanas sobre o clima terrestre, particularmente o Aquecimento Global ocasionado pelas nossas emissões de gases a partir do processo de industrialização, sobretudo com a geração de energia e transportes.
A elevação do nível do mar em consequência do derretimento do gelo existente no Planeta é uma dessas consequências e as estimativas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) são de que continue crescente se não contivermos as nossas emissões.
É com o objetivo de reverter esse quadro e outras consequências, como a intensificação de secas e enchentes no globo terrestre que mais de 190 países estarão reunidos em Paris, no início de dezembro, na 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP21).
A National Geographic mostrou, em 2013, que o nível do mar aumentaria em 65,83 metros, se todo o gelo da Terra derretesse, o que reformularia drasticamente os continentes e submergiria muitas das principais cidades do mundo. Confira o vídeo!

Leia mais sobre o assunto no site da National Geographic

09:16 · 02.04.2014 / atualizado às 09:16 · 02.04.2014 por
Trata-se de um gesto simbólico, de mobilização, que vem crescendo ano a ano Foto: Maristela Crispim
Trata-se de um gesto simbólico, de mobilização, que vem crescendo ano a ano Foto: Maristela Crispim

A sexta edição da Hora do Planeta no Brasil, realizada no sábado (29/3), das 20h30 às 21h30, com promoção do WWF-Brasil, bateu o recorde de participação de cidades brasileiras com a adesão de 144 municípios, em todas as regiões do País. O número representa 29 cidades mais do que no ano anterior e dez mais do que em 2012 – ano que detinha o maior envolvimento verde-amarelo desde a primeira edição por aqui, em 2009.

O Monumento às Bandeiras, em São Paulo; o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; a Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, em Brasília; e a Igreja São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha), em Belo Horizonte, são apenas alguns dos 475 ícones – entre monumentos, prédios e equipamentos públicos locais – que foram apagados de Norte a Sul do Brasil por sessenta minutos.

“É um gesto simbólico que convida a um engajamento para gerar mudanças em nossas rotinas para minimizar os efeitos do aquecimento global. A ideia é que todos continuem nessa jornada”, explicou a superintendente de Comunicação, Marketing e Engajamento do WWF-Brasil, Renata A. Soares, ao abrir o evento que marcou a data na praça Victor Civita, em São Paulo, de onde um interruptor gigante apagou, simbolicamente, as cidades brasileiras participantes e inseriu o País no mapa global da Hora do Planeta 2014.

No mundo todo mais de 7 mil cidades, em 162 países, participaram da Hora do Planeta. Da Ópera House de Sydney ao Empire State Building (Nova York), tiveram suas luzes apagadas e ícones como a Torre Eiffel, em Paris, o Big Ben e o Palácio de Buckingham, em Londres, o Kremlin, em Moscou, as Pirâmides de Giza, no Egito, e a Table Mountain, na Cidade do Cabo. “É sempre extraordinário ver as cidades e monumentos envolvidos na Hora do Planeta, mas em 2014 tivemos histórias e atividades que vão além dos sessenta minutos e provam que o movimento é comandado pelo poder das pessoas”, afirmou o CEO e co-fundador da Hora do Planeta, Andy Ridley.

Não à toa, o embaixador global da Hora do Planeta 2014 foi um super-herói, o Homem-Aranha – por meio de uma parceria pioneira com a Sony Pictures. Herói do filme “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro”, com lançamento em 1º de maio no Brasil, o personagem apoia uma ação mundial de arrecadação de recursos para projetos ambientais.

Já no Brasil, o Homem do Farol – simpático personagem criado pela agência Grey Brasil – foi responsável por desligar o interruptor gigante que “apagou” as cidades participantes pela Hora do Planeta 2014. “Como sou morador e administrador de um farol, não posso desligar as luzes, mas fiz questão de vir aqui incentivar os brasileiros a aderirem a esse ato de conscientização”, comentou ele no evento.

A lista completa com as 144 cidades participantes está disponível em:

http://www.wwf.org.br/participe/horadoplaneta/cidades/

Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, a Hora do Planeta não parou de crescer. O que começou como um evento isolado em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação global, envolvendo um bilhão de pessoas em mais de 7 mil cidades de 152 países. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo a cidade de Las Vegas (EUA) já ficaram no escuro durante sessenta minutos.

WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Fonte: WWF-Brasil

10:01 · 14.02.2014 / atualizado às 10:01 · 14.02.2014 por

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Com promoção do WWF-Brasil, a Hora do Planeta 2014 acontece no sábado, 29 de março. Com o slogan “Use seu poder para salvar o Planeta”, o maior movimento mundial contra o aquecimento global irá apresentar embaixadores, reais e fictícios, para mobilizar cidades, empresas e pessoas. Paralelamente, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo são finalistas da iniciativa global Hora do Planeta: Desafio das Cidades, que irá eleger a Capital Global da Hora do Planeta.

Pelo sexto ano consecutivo, a organização ambientalista WWF-Brasil promove a campanha Hora do Planeta no País. Lançada mundialmente ontem (13/02), a Hora do Planeta 2014 acontecerá no sábado, 29 de março, entre 20h30 e 21h30.

Com o slogan “Use seu poder para salvar o planeta”, o movimento aposta no poder de cada um para a mudança, seja o cidadão brasileiro ou o Homem-Aranha, primeiro embaixador global do movimento.

Paralelamente, a Rede WWF promove a Hora do Planeta: Desafio das Cidades, que irá premiar iniciativas rumo ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG) são finalistas do desafio.

“Como maior ato simbólico mundial contra o aquecimento global, a Hora do Planeta abre espaço para a reflexão da postura de cidades, empresas e cidadãos. Com o Desafio das Cidades vamos além da hora, com o objetivo de estimular a criação e disseminação de melhores práticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas por meio de planos ambiciosos, inspiradores e factíveis para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono”, afirma a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, lembrando que na edição de 2013 mais de 7.000 em 154 países apagaram as suas luzes por sessenta minutos.

No Brasil, Belo Horizonte foi a primeira cidade a aderir à Hora do Planeta 2014. Também já participam da campanha Macapá (AP), Campinas (SP), Erechim (RS) e Joinville (SC). No total, já são quinze cidades brasileiras confirmadas no movimento global. Em 2013, a Hora do Planeta contabilizou 113 cidades no Brasil, que juntas apagaram mais de 627 ícones (entre monumentos, espaços públicos e prédios históricos).

Para se juntar à Hora do Planeta 2014 basta acessar o site oficial da campanha (www.horadoplaneta.org.br) e apagar as luzes no dia 29 de março, entre 20h30 e 21h30. As cidades brasileiras interessadas em participar devem solicitar o Termo de Adesão Hora do Planeta 2014 que oficializa a participação.

Já empresas, organizações e pessoas podem se cadastrar on-line e acessar peças como banners, imagens de capa para mídias sociais, entre outros. As redes sociais – Facebook, Twitter e Instagram, também são canais oficiais de comunicação da campanha.

Confira o vídeo da campanha

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Hora do Planeta: Desafio das Cidades

Criada pela Rede WWF há três anos, a iniciativa Hora do Planeta: Desafio das Cidades é uma forma de ir além da mobilização gerada pelo movimento global, com a conquista de compromissos concretos de redução do impacto do ser humano sobre o clima. Cidades de 13 países foram convidadas a reportar dados relevantes, planos e ações com relação às suas emissões de carbono.

Pela primeira vez o Brasil está envolvido, com três finalistas: Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Outras cinco cidades (Betim, Manaus, Porto Alegre, Fortaleza e Sorocaba), que têm projetos interessantes rumo ao desenvolvimento urbano sustentável, também concorreram, mas não foram selecionadas.

Neste ano, o foco global da competição foram os investimentos em benefício da reestruturação das matrizes energéticas, em um movimento que priorize as fontes limpas de energia em detrimento daquelas originárias de combustíveis fósseis. Além dos municípios brasileiros, concorrem na atual edição do desafio cidades da Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, Índia, Indonésia, Itália, México, Noruega e Suécia.

As cidades finalistas serão avaliadas, a partir de critérios técnicos, por um júri internacional de especialistas. O anúncio da Capital Global da Hora do Planeta ocorrerá no final de março na cidade canadense de Vancouver. Além da cidade vencedora pelo júri, será escolhida uma cidade por voto popular. As finalistas podem ser votadas no site global We Love Cities (www.welovecities.org/pt). Além de escolher a sua preferida, o internauta pode também encaminhar sugestões de melhorias que serão entregues a cada uma das participantes do concurso.

Use seu poder para salvar o planeta

Com o Slogan “Use seu poder para salvar o planeta”, a Hora do Planeta 2014 irá apresentar até o dia 29 de março embaixadores que estimulem a participação das pessoas no movimento.

“Globalmente temos o Homem-Aranha como nosso primeiro embaixador. Com ele, simbolizamos que todos nós temos poder para fazer mudanças. Ao longo da campanha, vamos apresentar outros embaixadores, reais e fictícios, para mostrar que é possível usar o poder que todos temos para salvar o planeta”, explica a superintendente de Comunicação, Marketing e Engajamento do WWF-Brasil, Renata A. Soares.

A participação do Homem-Aranha foi possível graças a uma parceria entre a Rede WWF e a Sony Pictures Entertainement. Os atores Andrew Garfield, Emma Stone e Jamie Foxx, que respectivamente atuam como Peter Parker/Homem-Aranha, Gwen Stacy e Max Dillon/Electro no filme “O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro”, com lançamento previsto para 1º de Maio no Brasil, juntamente com o diretor Marc Webb, também irão apoiar e participar efetivamente da Hora do Planeta 2014.

Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, a Hora do Planeta não parou de crescer.

O que começou como um evento isolado em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação global, envolvendo um bilhão de pessoas em mais de 5 mil cidades de 152 países. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo a cidade de Las Vegas (EUA) já ficaram no escuro durante 60 minutos.

WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Rede WWF

A Rede WWF é uma das maiores organizações ambientalistas independentes do mundo. Ela tem o apoio de quase 5 milhões de pessoas e uma rede mundial ativa em mais de 100 países. A missão da Rede WWF é acabar com a degradação do meio ambiente natural do planeta e construir um futuro onde os seres humanos vivam em harmonia com a natureza, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais renováveis e promovendo a redução da poluição e do desperdício de consumo.

Fonte: WWF-Brasil

Mais informações

Hora do Planeta 2014

Data: 29 de março (sábado)

Horário: das 20h30 às 21h30

www.horadoplaneta.org.br

13:14 · 22.01.2014 / atualizado às 13:19 · 22.01.2014 por
Com a perspectiva de a seca se prolongar por mais um ano, é preciso mais que fé e determinação para que o sertanejo continue em sua terra Foto: Agência Diário / José Leomar
Com a perspectiva de a seca se prolongar por mais um ano, é preciso mais que fé e determinação para que o sertanejo continue em sua terra Foto: Agência Diário / José Leomar

O Fórum Econômico Mundial (FEM) publicou, no fim da semana passada, a nona edição do relatório Riscos Globais 2014 (Global Risks 2014), que aponta quais são os riscos mais prováveis que o mundo enfrentará nos próximos meses. Entre os problemas mais destacados figuram as mudanças climáticas e os extremos meteorológicos.

Um estudo divulgado pela Nasa, ontem, aponta que o ano de 2013 foi o sétimo mais quente desde que a temperatura começou a ser medida sistematicamente, em 1880. Segundo a agência norte-americana, em 2013 foi mantida a tendência de longo prazo de um aquecimento global das temperaturas. Os anos mais quentes registrados são 2010 e 2005. Dos 10 anos mais quentes da história, nove ocorreram desde 2000, sendo 1998 a exceção.

O trabalho, realizado no Instituto Goddard de Estudos Espaciais da agência espacial americana, mostra que a temperatura média global do ano passado foi de 14,6ºC, 0,6ºC acima da média do século XX. Além disso, há 38 anos, em nenhum deles a temperatura média se situou abaixo dessa média de 14,6ºC.

El Niño

Um outro estudo, conduzido por uma equipe internacional de pesquisadores, ligados a instituições como a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), a Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO) e o Centro de Excelência para Ciência do Sistema Climático (CoECSS), publicado nesta semana no periódico Nature Climate Change, afirma que o aquecimento das temperaturas médias do Planeta acarretará em uma maior ocorrência do El Niño (aquecimento anormal nas águas do Oceano Pacífico) em sua forma mais intensa, resultando em mais eventos climáticos extremos em diversas partes do globo. Segundo Agus Santoso, do CoECSS, atualmente temos um forte El Niño a cada 20 anos e o trabalho mostra que teremos um a cada 10 anos.

Em conferência da ONU-Água, realizada nesta semana, em Zaragoza (Espanha), representantes das agências das Nações Unidas, governos, empresas, organizações não governamentais e especialistas da indústria de todo o mundo discutiram a importância da água e da energia em preparação para o Dia Mundial da Água de 2014 (22 de março).

Em meio às discussões: “a demanda por água pode exceder em 44% os recursos anuais disponíveis até 2050, enquanto a demanda de energia pode experimentar um aumento de 50% até o mesmo ano”. Isso porque a necessidade de água para gerar energia primária está crescendo conforme o crescimento econômico, as mudanças demográficas e as mudanças de estilos de vida.

Estiagem

Ontem, após dois dias de discussões, os pesquisadores da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) divulgaram que há probabilidade de a estiagem que aflige a região há dois anos se prolongar em 2014. A previsão climática para os próximos três meses no Ceará aponta 40% de probabilidade de que as chuvas fiquem abaixo da média até abril, 35% de chance de termos chuva em torno da média e 25% de probabilidade de precipitações acima da média.

Neste momento, é preciso fé, determinação e apoio que permitam ao sertanejo continuar em suas terras até que venham dias melhores. No que depender do que diz a comunidade científica, o horizonte não é nada animador.

Com informações do Instituto Carbono Brasil e da Funceme

21:18 · 29.09.2013 / atualizado às 23:27 · 29.09.2013 por
A erosão em praias como a do Icaraí demonstração que a nossa já é vulnerável Foto: Érica Fonseca / Agência Diário
A erosão em praias como a do Icaraí demonstra que a nossa já é vulnerável Foto: Érica Fonseca / Agência Diário

Por Maristela Crispim*

Reunidos até ontem em Estocolmo, na Suécia, os pesquisadores integrantes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgaram a primeira parte de seu quinto relatório de avaliação (AR5), uma nova atualização dos seus prognósticos sobre os rumos das mudanças climáticas globais. Nele, os pesquisadores acrescentaram mais centímetros à elevação do nível do mar esperada para o próximo século. Essa elevação seria causada pelo aumento do degelo na região da Antártica e do Ártico.

No cenário mais otimista, com corte de emissões e políticas climáticas, o aumento da temperatura terrestre poderia variar entre 0,3 °C e 1,7 °C de 2010 até 2100 e o nível do mar poderia subir entre 26 e 55 centímetros ao longo deste século.

Já no pior cenário, com altas emissões de gases-estufa e não cumprimento de regras para a redução, a superfície da Terra poderia aquecer entre 2,6 °C e 4,8 °C ao longo deste século, fazendo com que o nível dos oceanos aumente entre 45 e 82 centímetros. O documento mostra também que o nível dos oceanos aumentou 19 centímetros entre 1901 e 2010.

Uma mudança da escala de dezenas de centímetros na projeção não é pequena. A margem de erro para o cenário mais pessimista chega a quase um metro de altura, o que afetaria não apenas nações insulares, mas as metrópoles costeiras do Planeta, segundo alertaram os pesquisadores do IPCC.

Considerando as possíveis consequências, eles tentam adotar respostas cada vez mais precisas. “Reduzimos atualmente a margem de incerteza de forma considerável” declarou Anny Cazenave, especialista em observação dos oceanos no Laboratório Francês de Estudos em Geofísica e Oceanografia Espacial (Legos).

No Ceará

A coordenadora do curso de Oceanografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Lidriana Pinheiro reconhece que uma elevação da ordem de 80 centímetros no nível do mar potencializaria o processo erosivo que já acomete parte da nossa costa, a exemplo do que ocorre em praias como Iparana, Pacheco e Caponga, por exemplo.

Segundo suas informações, o processo existente depende tanto de fatores naturais, como a flutuação no nível do mar e a própria morfologia da costa; quanto de origem antropogênica (atividades humanas), com o barramento de rios que impede o transporte natural dos sedimentos e o avanço urbano em direção à área de praias.

“É claro que o foco de erosão não se dá de uma forma só ao longo do litoral. Onde tem falésia, por exemplo, é diferente de onde não tem”, explica. A professora alerta quem, diante dos prognósticos, é necessário que planos de ordenamento e gerenciamento urbanos de cidades litorâneas incluam a convivência com a erosão costeira para evitar a destruição do patrimônio material e histórico local. “As obras e expansões urbanas nessas áreas precisam atentar para os cenários futuros, mesmo que ainda haja controvérsia em relações a essas previsões na comunidade científica”, afirma.

No Brasil

Em nosso país, a previsão levanta uma discussão sobre o futuro de milhares de cidades que ficam no litoral. As mais vulneráveis já foram mapeadas por pesquisadores brasileiros, já que o País tem um imenso litoral com mais de oito mil quilômetros de praias.

O mais completo estudo já feito no Brasil sobre os impactos da elevação do nível do mar revela que 40% das nossas praias são vulneráveis. Manguezais, dunas, áreas de baixada e cidades densamente povoadas próximas de estuários como Rio de Janeiro e Recife oferecem menos resistência ao mar.

Setenta e um pesquisadores assinam o relatório feito no País em 2006. O estudo detalha os impactos previstos em 16 Estados. “O Brasil tem vulnerabilidade ao longo de todo o litoral, de forma pontual”, disse o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dieter Muhe, coordenador do estudo, em entrevista à TV Globo.

Segundo o professor, já existe uma recomendação do governo federal de que toda nova construção em área urbana deve ficar a uma distância mínima de 50 metros da praia, exatamente do ponto onde termina a areia. Nas regiões desocupadas, a distância mínima deve ser de 200 metros.

Como ocorre

O principal fenômeno por trás do aumento do nível do mar é o fato de que a água aumenta de volume quando está mais quente e os oceanos absorvem boa parte do calor aprisionado na atmosfera.

“A expansão termal é a maior contribuição para o aumento futuro do nível do mar, sendo responsável por 30% a 55% do total, com a segunda maior contribuição vindo das geleiras”, afirma a versão preliminar do sumário político do documento. O texto destaca, ainda, que “há alta confiabilidade em que o aumento do derretimento da superfície da Groenlândia vai exceder a elevação da queda de neve, levando à contribuição positiva (aumentou do nível do mar)”.

De acordo com estudos mais recentes, as calotas da Groenlândia e da Antártica teriam contribuído em pouco menos de um terço da elevação do nível do mar há 20 anos. O resto se distribui entre a dilatação térmica e o derretimento das geleiras de montanhas.

Nas pesquisas, leva-se mais em consideração um fenômeno insuficientemente conhecido em 2007: o deslizamento nos mares das geleiras costeiras da Groenlândia e da Antártica, detalhou Cazenave, co-autora, como em 2007, do capítulo sobre o mar do novo relatório do IPCC. Um dos problemas por trás dessas projeções, no entanto, é que o balanço do derretimento e da formação de gelo na Antártida ainda é difícil de prever.

Incertezas regionais

Os pesquisadores admitem que ainda é possível fazer avanços na forma de registrar a grande variabilidade regional da elevação das águas. Essa variabilidade se deve às diferenças na expansão térmica, mas também aos movimentos da crosta terrestre. Em algumas regiões, o solo tem a tendência de afundar, por exemplo, por causa do bombeamento da água ou da exploração do petróleo, tornando estas regiões ainda mais vulneráveis.

Apesar de a maioria das observações e dos modelos de computador alertar para o derretimento da parte ocidental do continente gelado, o aumento de precipitação na Antártida oriental deixa o cenário incerto. “Há uma cofiabilidade média de que nevascas na Antártida vão aumentar, enquanto o derretimento de superfície continuará pequeno, resultando numa contribuição negativa (redução do nível do mar”, diz o texto.

Um avanço do novo relatório é a tentativa de lidar melhor com as incertezas regionais. Por exemplo, apesar de a Groenlândia ter a massa de gelo terrestre que mais vai contribuir para a elevação do mar, lá ele não deve subir. Como a massa de gelo da região vai diminuir, ela perde força de gravidade que puxa água na direção da costa. E o mesmo deve ocorrer com a Península Antártica.

“Precisamos entender o papel das plataformas de gelo, das geleiras, o efeito térmico e saber como a crosta vai se mover”, detalha Aimée Slangen, da Universidade de Utrecht, na Holanda. Slangen publicou, no ano passado, um estudo sobre diferenças regionais na subida da linha d’água, mas diz que ainda é difícil fazer um mapa preciso.

O último esboço do relatório afirma que, em 95% das áreas oceânicas do mundo, o nível do mar vai subir, e que 70% das áreas costeiras terão um aumento com desvio de menos de 20% da média. Para os cientistas, porém, é preciso aprimorar o mapeamento. “Para uma cidade ou um país, a média mundial não importa, é preciso saber o que está acontecendo logo à porta de casa”, afirma Slangen.

Atividades humanas

Essa publicação do IPCC confirma que há 95% de probabilidade de que as atividades humanas sejam a principal causa para o aquecimento global e que estamos a caminho de uma elevação de 4,8ºC até o fim do século.

O relatório “Mudanças Climáticas 2013 – As bases físicas científicas” resultou de quatro anos de trabalho do GT I e da análise de 9.200 estudos. Algumas das conclusões do documento foram antecipadas, como a extrema probabilidade (mais de 95%) de que as atividades humanas, principalmente a queima de combustíveis fósseis, sejam a principal causa para o aquecimento do planeta desde 1950.

“É grande a confiança de que isso (as ações da humanidade) resultou no aquecimento dos oceanos, no derretimento de neve e gelo, no aumento do nível do mar e transformou alguns extremos climáticos”, afirmou o documento preliminar.

Os pesquisadores revelaram que a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, gás oriundo da queima de combustíveis fósseis e o mais nocivo ao ambiente, cresceu 40% desde 1750 e continua a se acumular. Com isso, a temperatura na Terra já subiu 0,89ºC entre 1901 e 2012 e deve se elevar entre 1,5ºC, no melhor cenário, e 6ºC no pior até o fim do século.

Pelos cálculos do IPCC, a concentração de CO2 na atmosfera vem se intensificando – subiu 20% entre 1750 e 1958 e chegou a 40% agora. O resultado imediato é o agravamento do efeito estufa, que provoca o aquecimento do Planeta.

“Cada uma das últimas três décadas foi mais quente que todas as décadas precedentes desde 1850, e a primeira década do século XXI foi a mais quente”, adverte o relatório. Entre 2016 e 2035, o planeta deve aquecer entre 0,3ºC e 0,7ºC.

Ao avaliar quatro cenários de emissões de gases, o IPCC fez previsões de que até 2100 a temperatura no planeta pode aumentar entre 0,3 ºC e 1,7 ºC (no cenário mais brando, com menos emissões e políticas climáticas implementadas) e entre 2,6 ºC 4,8 ºC se não houver controle do lançamento de gases-estufa.

Para o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), que possui membros do IPCC em seus quadros, as projeções indicam que a temperatura média em todas as grandes regiões do Brasil será de 3ºC a 6ºC mais elevada em 2100 do que no fim do século XX.

O IPCC defende que o aquecimento global deveria ser limitado a 2ºC para que as piores consequências das mudanças climáticas, como o aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos, não aconteçam.

O novo documento também detalha porque o aquecimento global ficou mais lento nos últimos 15 anos, fato que está sendo utilizado por céticos para questionar toda a ciência climática.

Uma das explicações é a maior ocorrência da La Niña, que resfria as águas do Oceano Pacífico, mas outras variáveis naturais podem ter também influenciar, como a atividade vulcânica, que dispersa partículas na atmosfera que refletem a luz do sol de volta para o espaço.

O IPCC

O IPCC foi estabelecido em 1988 e é formado por milhares de climatologistas, geógrafos, meteorologistas, economistas e outros especialistas que representam mais de uma centena de países.

Em 2007, a entidade recebeu o Prêmio Nobel da Paz por “construir e divulgar um maior conhecimento sobre a mudança climática causada pelo homem e por fixar a base das medidas que são necessárias para resistir a essa crise”.

O IPCC é dividido em três Grupos de Trabalho (GTs) e uma Força-Tarefa. O GT I é responsável pela “Base Científica da Mudança Climática”, o II lida com “Impactos da Mudança Climática, Adaptação e Vulnerabilidade” e o III está a cargo de explicar a “Mitigação da Mudança Climática”. A Força-Tarefa busca melhorar as metodologias para o cálculo e divulgação das emissões nacionais de gases do efeito estufa.

É importante destacar que o IPCC não realiza as pesquisas climáticas que apresenta. Os relatórios que divulga são um panorama de tudo o que foi publicado na literatura científica recentemente. Sua importância consiste em trazer para os governos e para a sociedade, em uma linguagem mais acessível, o que a ciência afirma estar acontecendo com o nosso planeta.

O “Mudanças Climáticas 2013 – As bases físicas científicas” contou com a participação de 259 autores de 39 países e ouviu mais de 50 mil comentários. A previsão é de que o GT II apresentará seu relatório em março de 2014 e o GT III, em abril.

O grande documento síntese de todos esses trabalhos será a Quinta Avaliação do IPCC (IPCC Fifth Assessment Report – AR5), que deve ser divulgado durante a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas no fim do ano que vem em Lima, no Peru (COP 20). As outras quatro grandes avaliações do IPCC foram publicadas em 1990, 1995, 2001 e 2007.

Dados

– Temperatura global aumentou 0,85 ºC entre 1880 e 2012

– Há 95% de chance de que o homem causou aquecimento

– A concentração de CO2 no ar é a maior em 800 mil anos

– No pior cenário de emissões, a temperatura sobe 4,8 ºC até 2100

– No mesmo cenário, nível do mar pode aumentar 89 cm até 2100

– O gelo do Ártico pode retroceder 94% até 2100 durante o verão

*Com informações de agências