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Tag: Arborização Urbana


09:10 · 21.09.2012 / atualizado às 09:19 · 21.09.2012 por
Juazeiro fotografado no segundo semestre de 2008, em Parambu, no Sertão de Crateús Foto: Cid Barbosa

Por Maristela Crispim

Destaco este juazeiro (Ziziphus joazeiro), fotografado em Parambu, no Sertão de Crateús (Ceará), por Cid Barbosa, para dizer que HOJE É O DIA DA ÁRVORE… NO SUL E SUDESTE! A Festa Anual da Árvore é comemorada em março no Nordeste e Norte, e não em setembro, como ocorre no Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

O principal motivo para essa distinção é que, aqui, tão perto do Equador, as quatro estações não são tão definidas e o período mais propício para o plantio é o chuvoso, no caso do Ceará, de fevereiro a maio, já que a melhor forma de comemorar a data é plantar árvores e que elas precisam de cuidados para vingarem, sendo o principal deles a irrigação adequada. O decreto federal que estabelece a data comemorativa no território nacional é o 55.795, de 24 de fevereiro de 1965.

A campanha “Plante uma árvore. Semeie esta ideia!”, lançada pelo Grupo Edson Queiroz, tem como objetivo incentivar a criação e a recuperação de áreas verdes no Estado, o que inclui o  plantio responsável.

Em tempo: o juazeiro é uma dessas espécies fascinantes do bioma Caatinga, que conseguem se manter verdes o ano inteiro. Outras, tão fascinantes quanto, perdem as folhas no segundo semestre para se manterem vivas e ressurgem, exuberantes, ao caírem as primeiras chuvas do semestre seguinte.

Só lembrando: Hoje a partir das 16 horas, na Praça dos Mártires (Passeio Público),  Centro de Fortaleza, o Movimento Pró-Árvore comemora o seu primeiro ano de trabalho pela preservação do verde no Estado do Ceará.

10:20 · 19.09.2012 / atualizado às 10:20 · 19.09.2012 por

Por Maristela Crispim

Os fortalezenses e amantes desta cidade têm motivo de sobra para comemorar, na próxima sexta-feira, o primeiro ano de existência do Movimento Pró-Árvore, que reúne pessoas (especialistas ou simplesmente apaixonados pelo verde) em torno de um interesse, que deveria ser comum a todos:de preservar e estimular a arborização da Cidade e também do Estado do Ceará.

A comemoração oficial será a partir das 16 horas do dia 21 de setembro, num local que não seria o mesmo sem suas árvores; a Praça dos Mártires, mais conhecida como Passeio Público, que conta uma parte da história da capital do Ceará também pela sua exuberante vegetação, que aconchega os visitantes.

Desde que surgiu, no 1º Encontro, realizado no Instituto Gaia, com a palestra “As Árvores de Fortaleza” por Antonio Sérgio F. Castro, um dos fundadores do Pró-Árvore, o movimento já realizou diversas ações, tanto de denúncia contra cortes e podas criminosos, quanto para apreciação da natureza, em expedições, apelidadas pelo grupo como “Idas ao Mato” e “Percursos Urbanos”.

Além de cinco encontros, 16 Idas ao Mato e outros tantos Percursos Urbanos, o grupo realizou Rodas de Conversa e participou de eventos, discussões sobre políticas públicas na área e debates em veículos de comunicação.

As Idas ao Mato já contabilizam Pucaba, Mangabeira, Eusébio, Dunas do Cocó, Lagoa Encantada, Jardim Botânico de São Gonçalo, Serra do Camará, Dunas do Cumbuco, Serra do Juá, Serra da Aratanha, Serra Grande, Jericoacoara, Sargento Mor (Caucaia), Pão de Açúcar, Tabuba, Serra de Baturité e Serra da Conceição.

Os Percursos Urbanos incluem circuitos a pé por pés de Baobás e pela arborização urbana da cidade. O grupo atuou, ainda, na defesa das Dunas do Cocó, da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) da Matinha do Pici, dos oitis do Colégio Militar e do Parque Guararapes, entre outras intervenções.

O grupo criado no Facebook, para discussões e divulgações entre os participantes do Pró-Árvore, já conta com 214 membros e facilita a troca de informações e organização de eventos e manifestos.

O primeiro ano de existência coincidiu com o lançamento, em março passado, da “Campanha Plante uma Árvore. Semeie esta ideia”, do Grupo Edson Queiroz, lançada neste ano, com o objetivo de estimular a criação e a recuperação de áreas verdes no Ceará.

Já que estamos falando em datas comemorativas, é bom lembrar que A Festa Anual da Árvore é comemorada em março no Nordeste, e não em setembro, como ocorre no Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O principal motivo é que, aqui, tão perto do Equador, as quatro estações não são tão definidas e o período mais propício para o plantio é o chuvoso, considerando que a melhor forma de comemoração é plantar novas árvores.

14:09 · 20.08.2012 / atualizado às 16:00 · 20.08.2012 por
A aridez promete continuar, já que não há muitos espaços para plantar nos calçadões Foto: Marília Camelo

Por Maristela Crispim

É realmente louvável a iniciativa de requalificação urbana realizado no belo e esquecido Litoral Oeste de Fortaleza. Batizado de Vila do Mar na gestão da prefeita Luizianne Lins, o projeto foi iniciado pelo Governo do Estado com o nome de Costa Oeste, com obras iniciadas em abril de 2002, no governo Lúcio Alcântara, e sucessivamente embargadas pelo Ministério Público Federal (MPF).

Quando a obra estiver concluída (só foi executada uma parte), a extensão, de aproximadamente 5,5 Km, irá da foz do Rio Ceará, na Barra do Ceará, onde foi iniciada, até o antigo Kartódromo, próximo à Escola de Aprendizes Marinheiros, na Avenida Presidente Castelo Branco (Leste-Oeste).

Aridez

Aproveito este espaço para fazer uma única ressalta – desconsiderando a falta de segurança relatada por algumas pessoas que já visitaram o Mirante Rosa dos Ventos, no Cristo Redentor – é a quase ausência de plantas e árvores. A sensação de aridez é grande.

Nos calçadões há poucos espaços destinados ao plantio e a ação, anunciada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), de plantio de 400 mudas, parece irrisória considerando a extensão do local.

Ao realizar o plantio, conforme destacaram os próprios técnicos da Semam, é preciso considerar as condições ambientais do lugar, incluindo, além da alta refração dos raios solares, a forte ação dos ventos e da maresia, daí a necessidade da escolha cuidadosa de espécies e cuidado constante para que vinguem.

Para concluir, é bom lembrar que o processo de requalificação da malha viária de Fortaleza, por meio do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor), parece não estar atento à necessidade de ampliação da arborização da cidade para a garantia do conforto térmico, entre outros benefícios, pelo menos é o que se percebe na Avenida Pontes Vieira, onde boa parte do canteiro central está impermeabilizada, sendo mantida apenas as árvores pré-existentes.

Em tempo: para incentivar o plantio e manutenção responsável das nossas árvores urbanas foi lançada, neste ano, a “Campanha Plante uma Árvore. Semeie esta ideia”, do Grupo Edson Queiroz.

09:04 · 02.08.2012 / atualizado às 09:04 · 02.08.2012 por

“Um ato de amor pelas árvores” é o tema do 5º Encontro do Movimento Pró-Árvore, a partir das 15 horas do próximo domingo, dia 5 de agosto, no anfiteatro do Parque Rio Branco, bairro Joaquim Távora, em Fortaleza; iniciativa que comunga com os objetivos da “Campanha Plante uma Árvore. Semeie esta ideia”, do Grupo Edson Queiroz, lançada neste ano.

Galhos de ação

1- Defesa de árvores: denúncias de ameaças e de cortes de árvores e outras ações que causem danos à cobertura vegetal.

2- Estímulo à produção de mudas, plantio e cuidado com árvores nos espaços públicos e privados.

3- Produção e difusão de conteúdos, ações culturais e educativas (Comunicação). Fotos, vídeos, blog, cartilhas, livros.

4- Incentivo à manutenção, dinamização e criação de novos parques e corredores ecológicos (defesa de áreas verdes públicas).

5- Fomento à pesquisa, produção científica, difusão e documentação da flora na cidade (inventário das árvores notáveis, visita a parques) e no campo (idas e expedições ao mato).

09:11 · 10.03.2012 / atualizado às 09:11 · 10.03.2012 por

Por Maristela Crispim

O grupo Edson Queiroz lançou a campanha “Plante uma árvore. Semeie esta ideia” com o objetivo de chamar a atenção da população de Fortaleza para a importância do verde em nossas vidas.

Um dos pontos de destaque neste tipo de campanha é o valor educativo que conduz, como uma discussão mais atenta sobre como a nossa cidade é planejada, administrada e como ocupamos os espaços públicos.

Como o professor de Paisagismo da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ricardo Bezerra, me disse, em entrevista realizada nesta semana, o gesto de plantar árvores também é influenciado pela moda, já que as pessoas costumam escolher a espécie que está em evidência.

Mas isso pode ameaçar a biodiversidade local se não houver um cuidado com a escolha das espécies, pois a maioria das árvores cultivadas em Fortaleza são exóticas (ou seja, são plantas que vêm de fora) e algumas dessas espécies (como o nim indiano) podem competir com as plantas nativas.

Em 2006, o então estudante de biologia Marcelo Freire Moro fez um inventário das árvores existentes nos espaços públicos do bairros Benfica e Jardim América (ruas e praças) com o objetivo de fazer um levantamento qualiquantitativo da arborização.

Do total de 2.075 indivíduos amostrados, ele descobriu que a grande maioria era exótica, ou seja, trazida de fora do Brasil para cá: “A despeito da grande diversidade de espécies nativas disponível para cultivo ornamental na flora brasileira, a arborização de Fortaleza é essencialmente exótica e o cultivo excessivo de exóticas na arborização desvaloriza a flora nativa.”

Moro lembra que exótico é qualquer organismo levado pelo ser humano para um local além da ocorrência natural daquela espécie: “Uma planta trazida da África, Ásia ou mesmo da Amazônia para o Ceará, mas que não ocorria naturalmente aqui é exótica”.

Na Biologia, o termo “exótico” (que significa “aquilo que vem de fora”) é usado para contrastar com o termo “nativo”, que são as plantas que existem naturalmente em uma dada região.

Segundo suas informações, a maioria das exóticas não se reproduz sozinha e, portanto, não causa problemas. Mas algumas delas conseguem se adaptar bem e começam a se reproduzir e se espalhar, tornando-se invasoras; e, ao chegar a locais com vegetação natural, acabam competindo com as plantas nativas e causando danos à biodiversidade local.

É o caso da viuvinha-alegre (Cryptostegia madagascariensis), nim-indiano (Azadirachta indica) e algaroba (Prosopis juliflora), que depois de trazidas para o Ceará, estão se espalhando e competindo com as plantas nativas.

 

Segundo Moro, hoje há muito mais espécies da Ásia do que do Brasil em Fortaleza: “Essa é uma grande contradição, pois o Brasil é o país mais rico biodiversidade do mundo. O Ficus benjamina, o nim indiano, o jambeiro, a castanholeira, são todas espécies da Ásia”, “Enquanto plantas nativas como o juazeiro, maçaranduba, jenipapo, pitombeira e murici raramente são cultivados aqui”.

Ele destaca que é raro encontrar exemplares de murici, juazeiro, pitombeira, catanduva ou maçaranduba, que são árvores nativas do Ceará. “As pessoas em Fortaleza já não conhecem mais as plantas nativas do Ceará”, destaca.

“Eu contei todas as árvores desses dois bairros e, infelizmente, as árvores exóticas perfaziam 95% da arborização, deixando as nativas (e isso no País de maior diversidade biológica do mundo) com menos de 5% dos indivíduos”, completa.

Quem desejar ler um pouco mais sobre a questão da biodiversidade nativa na arborização de Fortaleza, pode consultar os dados da sua monografia de graduação, na revista Ciência Florestal (http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/cienciaflorestal/article/viewFile/4524/2684).

“O site ‘Flora do Ceará’ (http://www.floradoceara.com.br/), do Agrônomo Antônio Sérgio, é uma fonte extra de dados sobre a flora do Ceará, como um banco fotográfico onde as pessoas podem conhecer mais sobre as nossas plantas”, lembra Marcelo.

Árvores nativas sugeridas para a arborização de Fortaleza

  • Pitombeira (Talisia esculenta): oferece uma ótima sombra e seus frutos podem ser consumidos pelas aves e pelas pessoas.
  • Ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus): possui flores muito bonitas. Perde todas (ou parte das) folhas durante a floração, e se enche de flores roxas, oferecendo um espetáculo visual.
  • Caraúba ou ipê-amarelo-do-cerrado (Tabebuia aurea): Fornece sombra e tem flores amarelas muito bonitas, que atraem beija-flores.
  • Peroba ou ipê-branco (Tabebuia roseoalba): árvore nativa das florestas do litoral do Ceará, possui belíssimas flores brancas.
  • Joazeiro (Ziziphus joazeiro): ótima sombra e frutos que alimentam as aves e humanos, ricos em vitaminas. É uma das árvores mais marcantes do sertão do Ceará, mas é muito rara na arborização de Fortaleza.
  • Angelim (Andira surinamensis): tem boa sombra e flores muito bonitas. Durante a floração sua beleza chama a atenção de quem passa pelas ruas.
  • Murici (Byrsonima sericea): essa árvore, nativa do litoral e serras do Ceará, é bem ornamental, com belas flores amarelas e frutos que atraem aves, além de sombra agradável. Uma boa opção para ruas e praças.
  • Pau-branco (Auxemma oncocalyx): flores bonitas e sombra moderada. Já é usada na arborização de Fortaleza, mas ainda com baixa abundância.
  • Oiti (Licania tomentosa): uma das poucas árvores nativas a estar presente entre as mais cultivadas em Fortaleza. Tem ótima sombra. Indivíduos muito antigos estão presentes em algumas avenidas e praças de Fortaleza, especialmente no Centro.
  • Oiticica (Licania rigida): Outra árvore emblemática da Caatinga, pois fica muito grande e não perde as folhas na estação seca. É uma espécie de grande porte, adequada à arborização de praças e avenidas. Apenas alguns exemplares antigos estão presentes em Fortaleza.

Fonte: Marcelo Freire Moro

08:33 · 20.12.2011 / atualizado às 08:33 · 20.12.2011 por
As árvores restantes têm sofrido com elementos urbanos, como a fiação Foto: Marília Camelo

Se fossemos falar em vegetação natural, a cidade de Fortaleza fica no que seria classificado como tabuleiro litorâneo, uma transição entre a vegetação de mangue e dunas e a vegetação da Caatinga que recobre o nosso interior.

Mas a arborização da nossa cidade, que vem perdendo espaço com o fim dos quintais  e ocupação de terrenos ainda ociosos, perde espaço para fios e outros entraves urbanos, deixando a cidade mais quente e menos agradável aos olhos a cada dia, sem contar com o sacrifício da fauna urbana.

Num café da manhã com a imprensa, hoje (20 de dezembro), no Horto Municipal Falconete Fialho, a Prefeitura anuncia o início dos trabalhos para a elaboração do novo Inventário Arbóreo de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), em parceria com o Fórum da Agenda 21 e a Universidade Estadual do Ceará (Uece).

Acredito que fortalezenses e visitantes esperam que este trabalho surta efeito, tanto no sentido de recompor pelo menos um pouco do que foi perdido, quanto de garantir a sobrevivência de algumas espécies mais antigas, que ainda emprestam sua beleza à cidade, a exemplo de avenidas como a Dom Manuel.

O coordenador de Políticas Ambientais da Semam, Rafael Tomyama, cita uma das diferenças entre o inventário – a ser elaborado – do último levantado, de 2003. “O novo inventário fará uma avaliação qualitativa das árvores, identificando suas especificidades; algo que o antigo não analisou”, disse.

O Inventário Arbóreo é um passo necessário para a elaboração do Plano Municipal de Arborização, previsto no Plano Diretor Participativo. A expectativa é de que os estudos sejam concluídos até a metade de 2012. Com a finalização e os resultados obtidos, vão ser traçadas as ações do Plano Municipal de Arborização, que terá a participação da população.

Um Grupo de Trabalho (GT) de Arborização do Fórum da Agenda 21, responsável por estudar as propostas para a realização do Inventário Ambiental, apresentou, em reunião no dia 25 de outubro deste ano, relatório com parecer técnico para discussão junto aos participantes do Fórum.

Doze entidades estavam presentes na discussão, entre elas, representantes da Semam, da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb), da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (Uece), além de representantes da sociedade civil organizada, como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Ibradec) e o Instituto Muiraquitã.

“O Fórum é uma forma de representação democrática, que tem conseguido, junto com o poder público, destacar a questão da arborização”, pontua Flávia Oliveira, secretária executiva do Fórum.

Com informações da Semam

07:00 · 17.09.2011 / atualizado às 11:25 · 15.09.2011 por

Como explica a professora Fernanda Rocha, a falta de planejamento urbano leva às podas constantes e danosas às nossas árvores Foto: Marília Camelo

Entrevista – Fernanda Rocha*

Por Iracema Sales

Está marcado para as 19h30 do próximo dia 21, no Instituto Gaia, o primeiro encontro do Movimento Pró-Árvore, que pretende ser um fórum de discussões em prol das áreas verdes de Fortaleza, uma iniciativa do engenheiro agrônomo e botânico Antonio Sérgio Castro. Nesta mini-entrevista com a arquiteta Fernanda Rocha, tratamos do assunto:

Como se encontra a cidade de Fortaleza em termos de espaços verdes e de arborização?

Inicialmente é necessário definir melhor certos conceitos: Espaço verde é todo o espaço ocupado por vegetação, com valor social. Pensando de uma perspectiva ampliada, social, prefiro utilizar o conceito de espaço livre, que abrange também os espaços verdes e engloba o convívio social. Quanto à minha visão do estado destes em Fortaleza, minha vivência é de que temos uma cidade onde os valores destes espaços, bem como da sua arborização, são relegados, quando muito, às últimas instâncias, e eventualmente lembrados pelo poder público, que não possui qualquer visão de longo prazo, e menos ainda uma visão integradora.

Qual a importância da arborização nas grandes cidades? Existe um percentual determinado de áreas verdes nas cidades? Qual o ideal e como está Fortaleza?

Constantemente tenho alertado para a falta de veracidade de alguns destes índices, e para o caso de sua existência, do imperativo de sua relação com outros dados contextualizados. Nada adianta dizer que esta ou aquela cidade possui tantos metros quadrados de verde por habitante se não pensarmos em conjunto sua distribuição no meio urbano, sua acessibilidade, seja física, visual ou simbólica. O que isto significa em termos qualitativos para esta cidade?

O que deveria ser feito para melhorar a arborização da Cidade? Ainda podemos reverter esse quadro de ser uma cidade sem verde?

Em primeiro lugar, é preciso pensá-la como parte de um sistema, como prevê o Plano Diretor Participativo do Município de Fortaleza (PDP For), e considerar sua importância como infraestrutura básica da cidade. Enquanto isto, todas as ações devem coibir sua dilapidação, e pensar alternativas possível de seu reforço.

O que dizer das podas? Elas são feitas de forma correta?

Podas são sempre agressivas, e sua necessidade constante indica a falta de planejamento na implantação e compatibilização com outras infraestruturas. Em casos imperativos, existem procedimentos a serem adotados, de modo a minimizar os possíveis danos.

* Arquiteta e Urbanista, professora da Universidade de Fortaleza (Unifor), coordenadora da Pós-Graduação em Paisagismo

07:00 · 12.09.2011 / atualizado às 07:54 · 12.09.2011 por
A arborização urbana com espécies nativas, como os ipês, dariam um colorido a mais à cidade Foto: Antonio Sérgio Castro

Um convite a todos que amam as árvores: está marcado o primeiro encontro do Movimento Pró-Árvore que nasce neste mês de setembro em Fortaleza.

A ideia do engenheiro agrônomo e botânico Antonio Sérgio Castro é unir todos aqueles que amam o verde e que se entristecem ao constatar a realidade da capital cearense, aqueles que querem fazer algo em prol das árvores, das poucas áreas verdes que nos restam.

O primeiro passo é o  encontro dessas pessoas, a troca de ideias, experiências e propostas, buscando conhecimento, interação, união de forças e, finalmente, ação.

LOCAL: Instituto Gaia – Rua José Vilar, 964 – Aldeota

DATA: 21 de setembro de 2011 (Dia da Árvore original, ainda adotado nas regiões Sul e Sudeste; enquanto o no Norte e Nordeste comemoramos a data na primeira semana de março)

HORÁRIO: 19H30

21:43 · 15.06.2011 / atualizado às 21:43 · 15.06.2011 por
Castanholeira (ou amendoeira) fotografada hoje, 15 de junho de 2011, em uma rua do bairro Dionísio Torres, em Fortaleza Foto: Marília Camelo

Por Maristela Crispim

Olhando para a foto acima, feita há algumas horas,  pertinho do meu local de trabalho, no bairro vizinho ao que moro, eu me ponho a questionar uma série de coisas.

Penso na importância de manter e preservar o verde urbano  para a manutenção do nosso conforto térmico e também  sob a pena de padecermos com enchentes e doenças respiratórias advindas do excesso de CO2.

Por que ainda tratamos nossas árvores assim? Por que não fazemos um planejamento para as nossas calçadas, praças e parques urbanos? Por que não pensamos em novas e, por que não dizer, revolucionárias formas de pensar a Cidade, no que diz respeito à iluminação pública e fiação aérea?

Alguém já parou para pensar que – no lugar de gastarmos para montarmos árvores natalinas, que além de fugirem à nossa realidade climática, fogem à nossa cultura – poderíamos ter ipês, acácias e outras árvores de todos os tipos a colorir e enfeitar as nossas cidades a cada fim de ano?

A meu ver, as soluções poderiam ser tão mais simples, a depender só da vontade e do empenho dos gestores públicos e privados de manifestar amor pelas cidades em que vivem de uma forma mais sincera e despojada.

Simples assim: quando você realmente ama alguém, deseja a essa alguém o melhor. Melhor que pode vir expresso em saúde, vitalidade e beleza. Tudo junto.

Vivemos no Semiárido e temos uma série de plantas nativas que, se receberem os cuidados adequados, só trarão benefícios, para todos. Por que, então, mantermos essa atitude autodestrutiva?