Busca

Tag: Associação Caatinga


18:54 · 16.03.2018 / atualizado às 18:54 · 16.03.2018 por
Fundamental para a existência da vida, a água estará no centro das discussões de governantes, pesquisadores e ativistas do mundo inteiro, nos próximos dias, em Brasília Foto: Maristela Crispim

Soluções baseadas na natureza para segurança hídrica estão entre os temas debatidos durante os seis dias de evento

A partir deste domingo (18) Brasília será sede do 8º Fórum Mundial da Água (FMA), o mais importante evento do setor, organizado pelo Conselho Mundial da Água. Esta é a primeira vez que um país do Hemisfério Sul sedia o encontro, que espera receber 40 mil visitantes e sete mil congressistas de diversos países.

O evento tem como objetivo debater inúmeras agendas relacionadas à água, tendo como base os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial o objetivo 6, relacionado à água. Um dos assuntos que terá um recorte especial nesta edição, serão as Soluções baseadas na Natureza (SbN) para segurança hídrica.

O Brasil conta com 12% da água doce do Planeta e possui a maior bacia hidrográfica do mundo, além de um sistema de gerenciamento de recursos hídricos avançado, embora ainda com muitas lacunas para sua implementação. Segundo o presidente do Conselho Mundial da Água e responsável pelo Fórum, Benedito Braga, existe um acúmulo de conhecimento e instrumentos de gestão no País que fizeram com que o Brasil fosse escolhido para sediar o evento neste ano.

A água é um recurso estratégico que, além de ser elemento vital aos seres vivos, é também essencial ao desenvolvimento econômico. Neste sentido, assegurar tal recurso com qualidade e quantidade é de extrema importância, sobretudo em tempos de crise hídrica, cada vez mais agravada pela degradação ambiental e pelos impactos da mudança global do clima.

Participações

Entre os eventos paralelos que serão realizados no Fórum Mundial da Água, a Fundação Grupo Boticário organiza um debate no dia 21 de março. A partir das 17h, representantes da Fundação irão abordar o tema “A natureza como solução integradora” e farão uma apresentação de um framework com Soluções Baseadas na Natureza, e dos resultados de dois estudos de casos para investimentos em infraestrutura natural – um deles realizado em São Bento do Sul (SC), em parceria com a Prefeitura e o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE); e outro realizado no Sistema Cantareira, em parceria com o World Resources Institute (WRI), The Nature Conservancy (TNC), Instituto BioAtlântica (IBIO), União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e FEMSA Foundation.

A Associação Caatinga, que promoveu o tatu-bola como mascote da Copa do Mundo no Brasil, defenderá o bioma, único exclusivamente brasileiro e um dos mais ameaçados do País, no Fórum. Biólogos falarão sobre o projeto No Clima da Caatinga, que atua com tecnologias para o melhor uso da água e demais recursos naturais, especialmente os florestais. Desde 2011, 16 nascentes foram restauradas e protegidas, mais de 21 mil alunos alcançados por atividades de Educação Ambiental, 3.300 famílias envolvidas, 1.600 pessoas capacitadas no uso de tecnologias sustentáveis e 490 educadores certificados em 40 comunidades de Pernambuco e Piauí.

10:30 · 11.12.2017 / atualizado às 11:29 · 11.12.2017 por
A capacidade de flexionar a carapaça e assumir o formato de bola deveria funcionar como mecanismo de proteção para o tatu-bola, mas o torna muito mais vulnerável à caça  Foto: Associação Caatinga

A capacidade de flexionar a carapaça e assumir o formato de bola deveria funcionar como mecanismo de proteção para o tatu-bola, mas ao invés disso, o torna muito mais vulnerável à caça do que os outros tatus, pois ele não foge diante da ameaça dos caçadores. Ele também é bastante vulnerável às mudanças climáticas e ambientais, e estudos sobre a espécie são escassos. Por isso, a pesquisadora cearense Liana Sena, bióloga formada pela Universidade Estadual do Ceará (Uece),  doutoranda pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), resolveu estudar o Tatu-Bola-do-Nordeste (Tolypeutes tricinctus) e identificar o impacto da caça ilegal sobre a espécie.

“Os tatus são animais extremamente presentes na cultura brasileira, principalmente no Semiárido nordestino, muito devido à caça e à agricultura. Apesar disso, são animais pouco estudados, mas que exercem funções importantes para o ambiente, como a atividade escavadora, essencial para manutenção de solos férteis”, explicou a pesquisadora.

O projeto “Usando modelos de ocupação para investigar uso do habitat do tatu-bola e sua vulnerabilidade frente à caça ilegal” foi contemplado, em novembro passado, com um financiamento da Fundação Rufford, instituição no Reino Unido que apoia 4.276 projetos de conservação da natureza em 157 países em desenvolvimento.

Os objetivos do estudo são investigar a pressão de caça sobre a espécie e estimar a efetividade dos remanescentes florestais de Caatinga em manter populações viáveis no presente e no futuro. Os resultados serão usados para sugerir áreas prioritárias para a conservação da espécie na Caatinga, revelar lacunas de proteção em outras áreas de ocorrência e subsidiar ações de manejo e conservação.

Mais conhecido por ter sido o mascote da Copa de 2014, graças a campanha da Associação Caatinga, ONG com à qual Liana já colaborou, o Tatu-Bola-do-Nordeste consta na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção na categoria “Em Perigo” (EN). É a única espécie de tatu endêmica no Brasil e foi contemplada no Plano de Ação Nacional para a Conservação do Tatu-bola elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)/Ministério do Meio Ambiente (MMA) em 2014, que tem duração de cinco anos.

De acordo com Liana Sena, a principal causa apontada para a ameaça de extinção do tatu-bola é a caça: “por isso, o projeto incorporou a dimensão humana na pesquisa aplicada à conservação, como ferramenta para entender a influência de fatores socioeconômicos e culturais na caça de subsistência e captura ilegal do tatu-bola. Essas informações são cruciais para entender conflitos e a relação humano-fauna silvestre, e construir estratégias mais eficientes e realistas de intervenção e conservação”, esclareceu.

O tatu-bola ocorre em todos os estados do Nordeste e no Tocantins, Minas Gerais e Goiás, sendo encontrado predominantemente na Caatinga e em algumas áreas do Cerrado. No Brasil há uma outra espécie de tatu-bola, Tolypeutes matacus, que possui registros no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo mais comum na Bolívia, Paraguai e Argentina.

A pesquisa vem sendo desenvolvida no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, onde encontra-se a maior concentração de sítios arqueológicos atualmente conhecida nas Américas. A Unidade de Conservação foi fundada em 1979 e em 1991 foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Com informações do Site o((eco))

18:09 · 28.04.2017 / atualizado às 18:45 · 30.04.2017 por
A expedição ao Cânion do Poti teve como um dos objetivos conhecer melhor os hábitos do tatu-bola par ajudar na conservação Foto: Devian Zutter

Em comemoração ao Dia Nacional da Caatinga, celebrado neste 28 de abril, a Associação Caatinga lançou o documentário “Expedição ao Cânion do Poti”, um dos resultados do Programa Tatu-bola, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. O objetivo central é sensibilizar o público sobre a importância da conservação do tatu-bola e do bioma Caatinga, além de arrecadar fundos para dar continuidade às ações do Projeto Tatu-bola.

“Esperamos que as pessoas possam conhecer e familiarizar-se com a espécie e seu habitat. Desta forma, conhecendo nosso bioma e toda a riqueza de fauna e flora associada, eles poderão ajudar de alguma maneira na sua conservação, seja com ações práticas ou repassando as informações aprendidas para seus parentes e amigos. Assim, mais e mais pessoas conhecerão o surpreendente mundo da Caatinga”, reforça o biólogo Samuel Portela, que participou da expedição ao cânion do Rio Poti e faz parte da coordenação técnica do Programa Tatu-bola.

O curta-metragem “Expedição ao Cânion do Poti” retrata a trajetória de pesquisadores que se aventuraram por dez dias na região do Cânion do Rio Poti, para identificar áreas de ocorrência do tatu-bola. O animal, presente na Caatinga e em algumas florestas do Cerrado brasileiro, está ameaçado de extinção e foi categorizado como vulnerável na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que identifica espécies ameaçadas. A ideia do Projeto Tatu-bola é tirar a espécie da lista de animais ameaçados de extinção e torná-la símbolo de proteção do bioma Caatinga.

O biólogo Samuel Portela destaca que a expedição ao Cânion do Rio Poti foi uma experiência importante para a conservação do tatu-bola, pois nela foi possível confirmar a presença da espécie na área de abrangência do Programa Tatu-bola e conhecer mais sobre o ambiente em que ele vive, como por exemplo, o tipo de vegetação existente onde ele costuma habitar, o tipo de solo e um pouco dos seus hábitos.

O Programa de Conservação do Tatu-bola está no terceiro semestre de atuação e tem por objetivo identificar áreas de ocorrência do animal e preservá-las a fim de garantir ambientes seguros para seu desenvolvimento e reprodução. É desenvolvido pela Associação Caatinga com o apoio da Fundação Grupo Boticário desde novembro de 2015.

Campanha de Financiamento Coletivo

No lançamento do documentário, também foi apresentada a Campanha de financiamento Coletivo do Projeto Tatu-bola, na plataforma Kickante, que tem como meta arrecadar, por meio de doações, R$ 500 mil.

Com esse valor, será possível implantar o Centro de Pesquisa e Conservação do Tatu-bola (CPCTB), que funcionará na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), localizada na divisa do Ceará e Piauí, e dará suporte a um trabalho multidisciplinar para promover a conservação do tatu-bola, a manutenção da espécie na natureza, a redução do risco de extinção, a redução do risco de desertificação, a contenção dos efeitos do aquecimento global e a segurança hídrica.

O apoio do valor arrecadado ajudará a viabilizar ações que irão gerar conhecimento atualizado sobre a ecologia e distribuição da espécie; identificar áreas prioritárias para a conservação da espécie; promover conservação da espécie através da criação de reservas ambientais (Unidades de Conservação) e estabelecimento de corredores ecológicos; tornar o animal mais conhecidos e os ambientes naturais onde ocorre; e sensibilizar a sociedade, por meio de ações de educação ambiental.

A Associação Caatinga é uma organização não governamental que atua há 17 anos em projetos de conservação e preservação do único bioma originalmente brasileiro, a Caatinga.

Fonte: Associação Caatinga

19:18 · 01.11.2016 / atualizado às 21:51 · 01.11.2016 por
As pesquisas exploratórias servem não apenas para quantificar as espécies que vivem na Reserva, mas para investigar seus hábitos e desenvolver estratégias de preservação Foto: Associação Caatinga
As pesquisas exploratórias servem não apenas para quantificar as espécies que vivem na Reserva, mas para investigar seus hábitos e desenvolver estratégias de preservação Foto: Associação Caatinga

Por Honório Barbosa

Crateús.  Três felinos de grande porte foram observados recentemente na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), neste município do Sertão cearense. A Unidade de Conservação (UC) é administrada pela Associação Caatinga.

Os pesquisadores Marina Zanin, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Clotilde Estrada e Francisco Palomares da Estação Biológica de Doñana, na Espanha descobriram em suas pesquisas exploratórias que três onças pardas (Puma concolor), um macho e duas fêmeas, vivem na Reserva.
A pesquisa tem por objetivo conhecer o comportamento das onças pardas. O trabalho de campo começou no segundo semestre de 2015. As visitas tiveram por objetivo coletar fezes dos animais, que foram analisadas em laboratórios na Espanha.

A continuidade do estudo pode mostrar um número ainda maior de felinos. Além da onça parda, jaguatiricas e gatos maracajás e mouriscos também foram identificados no estudo.
Thiago Vieira, gerente da RNSA, comemorou o resultado da pesquisa e ressaltou a importância das descobertas. “As pesquisas exploratórias são interessantes não só para quantificar as espécies que vivem na Reserva, mas também para investigar seus hábitos e desenvolver estratégias de preservação”, afirmou.
Esperava-se descobrir outras espécies para estimular a criação de novas UCs. O pesquisador Francisco Palomares já trabalhou em vários países da América do Sul com as onças pintadas e pardas. Segundo ele, a RNSA concentra uma das maiores quantidades de fezes de onça parda por Km².
Os pesquisadores estiveram no Ceará entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro. O trabalho foi considerado oportuno, com bons resultados. O esforço do grupo é para manter a unidade preservada, longe de caçadores. Infelizmente, muito moradores mantêm o hábito da caça, praticam a atividade como algo comum e regular, contribuindo para eliminar espécies nativas.
A Associação Caatinga é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) voltada à proteção do único bioma originalmente brasileiro, a Caatinga. Foi fundada em outubro de 1998 e mantém a Reserva Natural Serra das Almas, localizada no sertão de Crateús, a 400 Km de Fortaleza.
Tatu-bola
Recentemente, foi realizada uma expedição pioneira ao Cânion do Rio Poty, em Crateús e em localidades do vizinho Estado do Piauí. A iniciativa foi da Associação Caatinga, com apoio da Fundação Grupo o Boticário. O objetivo foi identificar novas áreas de ocorrência do tatu-bola, mapear áreas, aprofundar pesquisas sobre o animal e propor a criação de uma UC Pública e de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).

19:58 · 27.04.2016 / atualizado às 19:58 · 27.04.2016 por
O objetivo não é proteger o tatu-bola isoladamente, mas o meio onde ele vive. Ao preservar as florestas da Caatinga, são  resguardadas as nascentes, de onde vem a água consumida nos grandes centros urbanos Foto: Associação Caatinga
O objetivo não é proteger o tatu-bola isoladamente, mas o meio onde ele vive. Ao preservar as florestas da Caatinga, são resguardadas as nascentes, de onde vem a água consumida nos grandes centros urbanos Foto: Associação Caatinga

Comemorado anualmente no dia 28 de abril, o Dia Nacional da Caatinga é um convite para a reflexão sobre a situação deste bioma que ocupa 11% do território nacional. Restando menos de 50% da sua cobertura vegetal natural, a Caatinga enfrenta, além do desmatamento, das queimadas e da caça, um período de estiagem que já se arrasta por cinco anos consecutivos somente no Estado do Ceará.

Os impactos da seca não atingem apenas a agricultura familiar: a produção industrial é reduzida e o consumo de água nas grandes cidades precisa ser reajustado. A segurança hídrica da população depende em grande parte de florestas preservadas. Temos, portanto, um ciclo que precisa ser mantido: a mata em pé protege as nascentes que produzem água e a água mantém a própria floresta, e permite que as cidades e as indústrias continuem funcionando.

Segundo a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o nível médio dos reservatórios do Ceará é de 13,5%, por isso investir em economia e preservação dos corpos d’água é de fundamental importância para a nossa segurança hídrica.

A Associação Caatinga, instituição pioneira na defesa do único bioma exclusivamente brasileiro, desenvolve ações de preservação e conservação da Caatinga no Ceará e Piauí.

Uma das mais recentes iniciativas coordenadas pela Associação é o Programa de Conservação do Tatu-bola, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. O programa desenvolve ações nas comunidades próximas à Reserva Natural Serra das Almas para reduzir o risco de extinção do tatu-bola, mamífero típico da Caatinga, que foi mascote da última Copa do Mundo, realizado no Brasil.

O biólogo Rodrigo Castro, coordenador geral da instituição, aponta as relações de interdependência na Caatinga e como isso afeta a vida urbana. “O Programa de Conservação do Tatu-bola não se restringe à proteção de uma espécie animal. Não se protege o tatu-bola isoladamente: o meio onde ele vive tem que ser cuidado também. Preservando as florestas da Caatinga resguardamos as nascentes d’água, que é de onde vem a água consumida nos grandes centros urbanos, como Fortaleza. Tanto quanto o tatu-bola nós também precisamos destas florestas para viver”.

“As ações do Programa Tatu-bola não partem somente da Associação Caatinga. Nosso trabalho (quer) envolve também as comunidades vizinhas das áreas de ocorrência do animal na luta pela manutenção dele na natureza”, explica Flávia Miranda, coordenadora técnica do Programa Tatu-bola.

Programa de Conservação do Tatu-bola

Lançado em março deste ano, o Programa tem duração de quatro anos e envolve atividades de educação ambiental, mapeamento das áreas de ocorrência, estudos do animal para fins de reprodução e estímulo à criação de novas reservas de patrimônio natural, locais onde o tatu-bola terá condições asseguradas para sobreviver.

Dia Nacional da Caatinga

A data 28 de abril homenageia o professor João Vasconcelos Sobrinho (1908-1989), pioneiro na área de estudos ambientais nesta região do Brasil. O Dia Nacional da Caatinga foi celebrado oficialmente pela primeira vez no Seminário “A Sustentabilidade do Bioma Caatinga”, realizado nos dias 28 e 29 de abril de 2004, em Juazeiro, na Bahia.

Associação Caatinga

Reconhecida pelo Ministério da Justiça como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), atua há 17 anos no Ceará e no Piauí, promovendo a conservação das terras, florestas, águas e de todas as formas de vida na Caatinga.

Fonte: Associação Caatinga

08:00 · 01.03.2016 / atualizado às 11:40 · 01.03.2016 por
Devido à caça e à destruição de seu habitat natural, o tatu-bola está na Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção como animal em perigo Foto: Associação Caatinga
Devido à caça e à destruição de seu habitat natural, o tatu-bola está na Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção como animal em perigo Foto: Associação Caatinga

O Programa de Conservação do Tatu-bola será lançado, na quarta-feira (2), às 18h, no Salão Aberto da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), pela organização não governamental Associação Caatinga, com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

O apoio da Fundação ao Programa para a proteção da espécie, concretizado no fim de 2015, viabilizará o desenvolvimento de ações estratégicas do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Tatu-bola, política publica federal criada em 2014. com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Associação Caatinga, e de 22 pesquisadores e ambientalistas de todo o País.

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é parceira da Associação Caatinga em iniciativas de conservação da Caatinga desde 2003 e financiou, ao longo de seus 25 anos, quase 1.500 iniciativas de conservação da natureza, em todas as regiões do Brasil.

“O apoio ao Programa Tatu-bola faz parte dos nossos esforços para ampliar pesquisas, políticas públicas e outras ações em prol da Caatinga, bioma que está ameaçado e que carece de medidas efetivas de proteção de sua singular biodiversidade”, afirma a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes.

As principais ações do Programa de Conservação do Tatu-bola pelos próximos quatro anos serão identificar áreas de ocorrência do animal com potencial para a criação de Unidades de Conservação (UCs) e criar UCs em áreas prioritárias que favoreçam a permanência do tatu-bola nas florestas nativas.

Espera-se que esses esforços somados às ações de sensibilização das comunidades próximas e mobilização da sociedade por meio de ações de comunicação contribuam para a redução da taxa de perda do habitat do Tatu-bola, em outras palavras, ajudem a preservar a Caatinga.

Para o coordenador geral da Associação Caatinga, Rodrigo Castro evitar a extinção do Tatu-bola vai muito além da preocupação com o animal. “O Programa de Conservação do Tatu-bola é uma iniciativa inédita voltada a essa espécie tão ameaçada. O Programa ressalta a necessidade de preservarmos as florestas da Caatinga para o animal, para as outras espécies de animais e plantas e para a segurança hídrica no sertão. Tanto quanto o tatu-bola, nos também dependemos de florestas preservadas. Cuidar da Caatinga é garantir a vida e a produção de água num ambiente único no Planeta”, afirma.

Tatu-bola

O Tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) ganhou notoriedade mundial ao ser escolhido como mascote da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, a partir de campanha desenvolvida pela Associação Caatinga, por tratar-se da menor e menos conhecida espécie de tatu brasileira e corre sério risco de extinção.

Devido à caça e à destruição de seu habitat natural, o tatu-bola está desaparecendo do mapa e consta da Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção como animal em perigo, nível de ameaça que está a apenas dois passos da extinção.

Fontes: Associação Caatinga / Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

20:27 · 15.01.2016 / atualizado às 20:27 · 15.01.2016 por
O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada Foto: Associação Caatinga
O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada Foto: Associação Caatinga

Um tatu-bola foi encontrado no quintal da casa de agricultores da localidade Pau de Óleo, no município de Crateús (CE). Após encontrarem o animal, os agricultores foram orientados a encaminhá-lo animal à Associação Caatinga, organização não governamental (ONG) de proteção ao bioma original do Nordeste e responsável pelo Programa de Conservação do Tatu-bola, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Em 2014, o tatu-bola atraiu os olhares do mundo para si como mascote da Copa do Mundo, mas a situação do mamífero segue preocupante. O animal típico da Caatinga, aparece na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Nacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Em janeiro de 2015,outro tatu-bola foi resgatado na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA) e encaminhado ao Zoológico de Brasília, onde um casal de tatus-bola é mantido em cativeiro para estudos a fim de preservar a espécie.

O gerente da Reserva, Thiago Vieira, afirma que a confiança popular no trabalho da instituição contribui para o desenvolvimento das ações de conservação do Bioma. “A entrega desse tatu-bola à Associação Caatinga pela comunidade do entorno da RNSA é reflexo positivo do trabalho desenvolvido em prol da conservação do Bioma. Fazemos a nossa parte com as ações de Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável e a comunidade reconhece e colabora conosco”, ressalta Thiago.

O tatu-bola conta com um Plano de Ação Nacional para Conservação (PAN), elaborado sob coordenação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e com o apoio da Associação Caatinga. Graças à parceria da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a Associação Caatinga implementa as ações prioritárias previstas no PAN para a conservação do mamífero.

“A conservação do tatu-bola traz impactos positivos para as outras formas de vida existentes na Caatinga. A execução das ações do PAN torna possível também a conservação de inúmeras outras espécies raras, endêmicas ou ameaçadas dos biomas Caatinga e Cerrado, além de contribuir para a mitigação de efeitos potencializadores do aquecimento global, combater a degradação e desertificação”, afirma Samuel Portela, coordenador de áreas protegidas da Associação Caatinga.

O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada.

09:18 · 17.06.2014 / atualizado às 09:30 · 17.06.2014 por
O PAN Tatu-bola tem como objetivo a redução do risco de extinção do Tolypeutes tricinctus, o tatu-bola-do-Nordeste Foto: José Miguel de Paula / Associação Caatinga
O PAN Tatu-bola tem como objetivo a redução do risco de extinção do Tolypeutes tricinctus, o tatu-bola-do-Nordeste Foto: José Miguel de Paula / Associação Caatinga

Iniciada a Copa do Mundo no Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promove o Plano de Ação Nacional (PAN) para a conservação do tatu-bola, mascote oficial do evento.

O PAN Tatu-bola tem como objetivo a redução do risco de extinção do Tolypeutes tricinctus, o tatu-bola-do-Nordeste, e a avaliação adequada do estado de conservação do Tolypeutes matacus, o tatu-bola-do-Centro-Oeste.

O tatu-bola faz parte de um grupo de 11 espécies de tatu existentes no Brasil e é primo do tamanduá e das preguiças. As principais ameaças à sua sobrevivência são, principalmente, a caça predatória e destruição do habitat causadas pela expansão da agropecuária, intensificada na última década.

Ele ganhou esse nome pois tem três cintas móveis no dorso, que o permite fechar completamente sua carapaça, formando uma bola, estratégia que ajuda-o a se proteger contra predadores naturais. Seu peso varia entre 1 kg e 1,8 kg, podendo medir de 40 a 43 cm. De hábitos noturnos, esses animais se alimentam, principalmente, de cupins, além de outros invertebrados e frutos.

O T. tricinctus, espécie exclusivamente brasileira, vive nos ambientes da Caatinga e Cerrado. Mas a caça predatória, a destruição de seus habitats e o pouco conhecimento existente sobre a espécie têm ameaçado sua sobrevivência.

Por isso integra a Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, classificada como “em perigo”, e a Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), na categoria “vulnerável”.

A meta do ICMBio, durante os cinco anos de vigência do plano, é reduzir o risco de extinção do T. tricinctus, elevando-o, pelo menos, à categoria de “vulnerável”.

Já o T. matacus habita o Pantanal e áreas vizinhas de Cerrado, porém é mais comum na Bolívia, Argentina e no Paraguai. Com o PAN, essa espécie será mais bem estudada, uma vez que se encontra na categoria Dados Insuficientes, por falta de informações em sua área brasileira.

Os tatus-bola são os menores e menos conhecidos tatus do Brasil, sendo que a espécie que habita o Nordeste e parte do cerrado só é encontrada no Brasil. A Caatinga, sistema exclusivamente brasileiro, e o Cerrado, um dos pontos ativos da biodiversidade mundial, estão entre os biomas mais ameaçados do mundo, sofrendo com o desmatamento e o acelerado processo de degradação, com acentuada perda de diversidade biológica e de serviços ambientais.

Para atingir a meta, foi criado um Grupo de Assessoramento Estratégico e estabelecidas 38 ações, em seis objetivos específicos:

  1. Atualizar as áreas de ocorrência das espécies de tatu-bola e avaliar suas principais ameaças

  2. Mobilizar as comunidades locais e a sociedade em geral sobre a importância da proteção da espécie

  3. Ampliar o conhecimento sobre a biologia e a ecologia para o direcionamento de estratégias de conservação

  4. Ampliar, qualificar e integrar a fiscalização para coibir a caça

  5. Reduzir a perda de habitat nos próximos cinco anos

  6. Promover a conectividade entre as populações do tatu-bola-do-Nordeste

Os PANs são instrumentos de gestão para troca de experiências entre entidades com o intuito de orientar as ações prioritárias para conservação da biodiversidade. É uma ferramenta definida pelo governo a partir do Programa Pró-Espécie, instituído em fevereiro deste ano, que busca minimizar ameaças e o risco de extinção de espécies.

Existem, no momento, 44 planos de conservação de espécies ameaçadas sendo implantados pelo ICMBio em todas as regiões do Brasil, envolvendo 362 tipos de animais dos biomas marinho, Caatinga, Cerrado, Amazônia, Pampa e Pantanal.

O PAN Tatu-bola foi anunciado formalmente em 22 de maio, Dia Internacional da Biodiversidade, com outras medidas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para a preservação de espécies ameaçadas, incluindo o tatu-bola. O pacote de ações de proteção da fauna brasileira foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

A elaboração do PAN Tatu-bola foi coordenada pelo ICMBio, com o apoio da Associação Caatinga, Organização Não-Governamental (ONG) cearense que lançou a proposta de tornar a espécie mascote do Mundial de Futebol de forma a colaborar para a sua visibilidade e consequente preservação; e do Grupo Especialista em Tatus, Preguiças e Tamanduás (Asasg) da IUCN e colaboração de representantes de outras 15 instituições.

O plano tem a coordenação executiva da Associação Caatinga e será acompanhado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação do Cerrado e Caatinga (Cecat) e pela Coordenação-Geral de Espécies Ameaçadas (CGesp) do ICMBio.

Fontes: MMA / Agência Brasil

09:58 · 16.06.2014 / atualizado às 13:17 · 16.06.2014 por
Irauçuba foi o primeiro município no Brasil a ter uma política municipal de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca Foto: Kid Júnior / Agência Diário
Irauçuba foi o primeiro município no Brasil a ter uma política municipal de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca Foto: Kid Júnior / Agência Diário

Nesta segunda-feira (16), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) comemora o Dia Mundial de Combate à Desertificação. A data oficial, instituída pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), é 17 de junho. Com o campeonato mundial de futebol no Brasil, as comemorações foram antecipadas.

Durante o evento, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, entrega certificados a representantes de projetos reconhecidos pelo programa Dryland Champions, organizado pela UNCCD, por reconhecer indivíduos, organizações e empresas cujas ações, iniciativas ou projetos promovam a gestão sustentável do solo e o combate à desertificação e à seca.

O evento conta com a presença do representante da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) junto à UNCCD e à Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), José Procópio Lucena, do secretário de Meio Ambiente do Sergipe, Genival Nunes, e do prefeito do município de Irauçuba (CE), José Elisnaldo Mota Pinto.

Irauçuba foi o primeiro município no Brasil a ter uma política municipal de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca. De acordo com o secretário executivo da CNCD e diretor do departamento de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, as ações realizadas pelo município cearense são referência no meio. “A gestão ambiental sustentável, em parceria com o Fundo Clima, o Programa Água Doce e o Projeto Econormas, fortalece as ações do município nas áreas susceptíveis à desertificação”, afirmou Campello.

Já o estado de Sergipe tem um plano estadual de combate à desertificação, que inclui a realização de diagnóstico florestal, projetos para cerâmicas sustentáveis, ordenamento ambiental em assentamentos, apoio à elaboração de planos municipais de combate à desertificação no Alto Sertão e inventário florestal.

O Projeto “Recuperação de Área Degradada em Processo de Desertificação na Sub-Bacia Hidrográfica do Riacho do Brum no Município de Jaguaribe-CE”, que está sendo executado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), por meio de Convênio com o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), também recebe o Certificado Dryland Champions.

O projeto No Clima da Caatinga, realizado pela Associação Caatinga e patrocinado pela Petrobras, com suas ações de conservação desenvolvidas na Reserva Natural Serra das Almas, em Crateús (CE), também foi contemplado.

O evento é realizado agora pela manhã, no Auditório do Edifício Marie Prendi Cruz, localizado à SEPN 505, Bloco B, Asa Norte, Brasília. No local, haverá duas exposições fotográficas: uma sobre os projetos contemplados pelo Programa Dryland Champions e outra intitulada A ave na Caatinga, do fotógrafo João Vital Evangelista Souto.

Deserto contido / Deserto avança

A desertificação é um dos principais problemas do Semiárido, atingindo, segundo o MMA, quatro núcleos: Gilbués (PI), Irauçuba (CE), Seridó (RN) e Cabrobó (PE). Já são 200 mil quilômetros totalmente degradados. Se juntarmos aos 400 quilômetros onde esse processo é mais moderados, temos 600 mil quilômetros de terras inadequadas para a agriculturas ou outras finalidades.

Nos dias 5 e 7 de abril do ano passado, por ocasião da 2ª Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (UNCCD), realizada na semana seguinte, em Bonn, na Alemanha, e que estava programada anteriormente para Fortaleza, publicamos dois cadernos especiais, no Diário do Nordeste, focando o tema.

Para isso, visitamos todos os núcleos de desertificação e constatamos que o mau uso dos recursos naturais e o manejo inadequado da terra provocaram o problema. Em Gilbués, encontramos voçorocas gigantescas; em São José do Seridó, o pasto virou pedra; em Cabrobó, o solo ficou completamente salinizado.

O processo de desertificação é lento e silencioso. A recuperação de terras degradadas é demorada e o custo é altíssimo. Tendo em vista essa realidade, procuramos mostrar o que vem sendo feito para mitigar ou até reverter o problema.

Mostramos o trabalho que a ASA vem desenvolvendo na Região, garantindo água para o consumo básico e também para a produção, de uma forma sustentável, por meio da construção de cisternas associada à troca de experiências entre os agricultores familiares para a conservação do solo e da biodiversidade para garantir a manutenção dos serviços ambientais.

Descobrimos que o Instituto do Semiárido (Insa) está fazendo novo levantamento para delimitar as áreas que sofrem com a desertificação e que também desenvolve técnicas para fazer face ao problema da desertificação com elementos da própria Caatinga, a baixo custo.

Em Afogados da Ingazeira (PE) encontramos o engenheiro mecânico José Artur Padilha, que desenvolveu o Conceito Base Zero. Por meio de barragens subterrâneas em formato de arco romando deitado, ele armazena água no subsolo, evitando a evaporação que rouba quase a metade do potencial dos nossos mananciais hídricos de superfície.

13:40 · 22.05.2014 / atualizado às 14:28 · 22.05.2014 por

Capa Sumario Pan Tatu-Bola

O dia 22 de maio foi a data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para comemorar o Dia Internacional da Biodiversidade, com o objetivo de aumentar a conscientização mundial para a importância da diversidade biológica, e para a necessidade da proteção da biodiversidade do Planeta. A comemoração foi instituída em 1992, data da aprovação do texto final da Convenção da Diversidade Biológica (Convention on Biological Diversity).

Para marcar a data neste ano, foi lançado hoje, em Brasília, o Plano de Ação Nacional (PAN) de Conservação do Tatu-bola , elaborado durante a Oficina realizada de 12 a 16 de maio na Reserva Natural Serra das Almas, em Crateús. O evento foi realizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que na ocasião assinarão iniciativas em prol da preservação da fauna brasileira.

A oficina do Plano de Ação foi coordenada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) do ICMBio, contando com o apoio da Organização Não Governamental (ONG) Associação Caatinga e do Grupo Especialista em Tatus, Preguiças e Tamanduás (ASASG) da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), e com a participação de outras 15 instituições entre universidades, órgãos estaduais e federais de meio ambiente e ONGs.

O PAN Tatu-bola terá coordenação executiva da Associação Caatinga e será acompanhado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação do Cerrado e Caatinga (Cecat) e pela Coordenação Geral de Espécies Ameaçadas (CGESP) do ICMBio.

O PAN Tatu-bola enfoca as duas espécies do gênero Tolypeutes. Para T. tricinctus o objetivo é reduzir o risco de extinção, já o T. matacus é necessário ampliar o conhecimento sobre ele para poder avaliar adequadamente seu estado de conservação. Para atingir este objetivo em cinco anos, foram estabelecidas 38 ações ordenadas em seis objetivos específicos, e foi constituído um Grupo de Assessoramento Estratégico composto por dez membros, de sete instituições.

Paralelamente, a sociedade está sendo mobilizada pela campanha “Eu Protejo o Tatu-bola” que visa fortalecer ainda mais o apelo pela preservação do animal que inspirou o mascote da Copa do Mundo 2014. Os membros da Associação Caatinga destacam que, “infelizmente, esta estratégia não os protege da caça praticada pelos humanos e, isto, em conjunto com a destruição de seus habitats, tem ameaçado a sua sobrevivência”.

A expectativa é de que a execução das ações previstas possa ser iniciada já no segundo semestre de 2014.

Fonte: Associação Caatinga