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Tag: Biodiversidade Marinha


12:21 · 15.09.2018 / atualizado às 12:37 · 15.09.2018 por
Em cinco anos no Ceará, mais de 200 campanhas foram realizadas, com 7.850 voluntários, em mais de 12 municípios com mais de 178 toneladas de lixo marinho recolhidas de áreas naturais (rios, manguezais e praias)

Milhões de voluntários, em 150 países, se unem hoje, com energia, boa vontade e preocupação com o meio ambiente para limpar seus países da poluição causada por resíduos e os cearenses também estão convocados para fazer parte desse grande movimento. No País, o Instituto Limpa Brasil é o responsável por organizar e coordenar as ações. 

Mas qual a necessidade de uma data específica para isso? A resposta é mobilização e Educação Ambiental. É difícil acreditar que alguém aprecie o lazer numa praia repleta de resíduos. Mas, daí à atitude de não sujar ou de participar de uma ação voluntária de limpeza, o passo é bem mais largo. 

Mobilização no Ceará e no mundo 

Associação Brasileira do Lixo Marinho (ABLM) no Ceará e os amigos, voluntários, coletivos e instituições ligadas ao Projeto Limpando o Mundo Ceará movimentam, hoje, seis municípios, 22 localidades (praias, rios, manguezais e estuários) e cerca de 300 pessoas da rede de parceiros em uma grande ação de proteção da vida marinha e dos oceanos, no Dia Mundial de Limpeza de Praias, neste 15 de Setembro, terminando com outras ações no fim do mês. 

O Dia Mundial de Limpeza de Praias ocorre todos os anos no terceiro sábado do mês de setembro. Ao redor do Planeta, organizações governamentais e não-governamentais, junto com a sociedade civil organizada, se propõem a ações de Limpezas de Praias remoção do lixo marinho nos ambientes litorâneos e serranos com ações de Educação Ambiental para a população, focando na divulgação das consequências da poluição marinha nos ecossistemas e na vida humana e no destino correto dos resíduos sólidos. 

Movimento internacional que promove a campanha de limpeza de rios e praias em todo o mundo, no mês de setembro, recebe nomes como “Clean Up the World” ou “International Costal Clean Up”, pelas organizações que iniciaram o movimento de despoluição, na Austrália e América do Norte, nos anos 80. É a maior ação global para limpeza da Terra. 

Promovido por diversas instituições que atuam com conservação marinha e políticas públicas, a ação chegou ao Brasil nos anos 90 com o título: Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias (DMLRP). Trata-se de um dos programas internacionais de meio ambiente mais inspiradores e efetivos que existe e é apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). 

Voluntários em todas as partes do mundo vão às praias, rios, praças, parques, trilhas coletar resíduos sólidos deixados diretamente pelos usuários desses locais ou por descargas originadas por outras fontes. 

A ação vem possibilitando, no longo prazo, mudanças de atitudes e comportamentos em nível local e global. A ideia é simples. Voluntários atuam na limpeza das suas comunidades, transformando esses ambientes em locais mais agradável e saudáveis para viver. As limpezas são coordenadas por grupos comunitários, coletivos, ambientalistas, colégios, escolas, bandeirantes, departamentos de governos, empresas e indivíduos dedicados ao meio ambiente. 

No Estado do Ceará, o Parque Ecológico da Barra do Ceará, é o epicentro de uma mobilização das lideranças da Barra do Ceará e em outras 12 localidades com grupos organizados em seis municípios (Paracuru, Caucaia, Fortaleza, Aracati, Beberibe e Icapuí), com mais de 300 voluntários envolvidos na ação que começa neste fim de semana e se estende até o fim do mês. 

I Encontro Ambiental Musical das Praias, Rios e Oceanos 

Artistas e músicos se uniram à causa. O compositor da Barra do Ceará, Bernardo Neto, irá abre a manhã com suas canções inspiradas no Rio Ceará, seguido do Cantor Zeric Místico, Banda Opostus, fechando com a banda Soul de Calçada. 

O Projeto no Ceará 

O Limpando o Mundo Ceará é coordenado por Juaci Araújo, membro da ABLM e educador ambiental, com início em abril de 2013, sempre buscando apoio e patrocínio para suas atividades de campanhas de Educação Ambiental e monitoramento com ações de limpeza de áreas naturais. Ao todo, são 20 anos dedicados à realização de campanhas de Educação Ambiental no combate do lixo marinho e realizando limpeza de áreas naturais. 

O projeto conta com encontros, exposições de fotos, capacitações, oficinas e rodas de diálogos com todos os setores, ajudando na sensibilização e levando informações sobre a biodiversidade marinha, conservação e a importância do reaproveitamento e da reciclagem nas cidades, gerando uma rede de pessoas multiplicadoras e atentas à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Outro ponto forte é a utilização de várias linguagens das artes promovendo um movimento de artistas em torno da causa. 

Números nos últimos 5 anos 

Mais de 200 campanhas realizadas, 7.850 voluntários envolvidos, uma rede de amigos e parceiros nas ações, mais de 12 municípios com atividades promovidas, um prêmio da Trip Transformadores, participação em mais de 50 eventos como convidado, participação em todas as oito edições do Sesc Povos do Mar e Herança Nativa, integrante da organização e realização na I e II Semana do Mar em Fortaleza, participação em três Edições do Viva a Mata da Fundação SOS Mata Atlântica (SP), cinco exposições fotográficas, atuação junto às duas edições do Projeto Manati e de cinco edições do Festival das Gaivotas / Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos  (Aquasis). São mais de 178 toneladas de lixo marinho recolhidas de áreas naturais (rios, manguezais e praias). 

Destino correto 

Nesta manhã de 15 de setembro, os 12 grupos de voluntários estão sendo orientados e estão em atividades de remoção do lixo marinho.  Os resíduos sólidos removidos serão destinados a centro de recicladores do entorno, parceiros do projeto e com um grande papel na sociedade nos processos de reciclagem e coleta seletiva, tendo apoio das prefeituras locais. 

A ideia é dar um correto destino dos materiais para centros de triagem de resíduos sólidos nas regiões, onde o material que possa ser reciclado ou reaproveitado seja reinserido no sistema produtivo. Muito do material encontrado nas áreas impactadas não são reaproveitadas para a reciclagem tornando-se um problema maior para a sociedade e a vida dos ambientes aquáticos e terrestres. 

Informar e sensibilizar a população para a Lei Nº 12. 305/2010, que determina a extinção de lixões a céu aberto e a criação de coleta seletiva e reciclagem nas cidades e aterros sanitários é uma das metas principais do trabalho de educação ambiental do projeto e da ABLM. 

Com as leis municipais no Rio de Janeiro e Caucaia (CE), as pessoas podem ser multadas por jogar lixo na rua. Separação dos resíduos sólidos, coleta seletiva e reciclagem – que ainda não ocorrem de forma plena – precisam avançar, levando junto os recicladores, que ainda sofrem por falta de investimento e políticas públicas eficientes para desenvolver o setor. 

Histórico do Movimento 

O Dia Mundial de Limpeza de Praias e Rios ocorre no terceiro sábado de setembro, desde 1989. Os primeiros esforços para realização dessa iniciativa aconteceram na Austrália e nos Estados Unidos, por meio da organização Ocean Conservancy. No Ceará, desde 1994 a Aquasis levantou esta bandeira e trabalho. 

Em 2013, os surfistas Petrônio Tavares, Calunga, Paulo Saad (Dado), Juaci Araújo e Alberto Campos, preocupados com este problema, se uniram e reforçaram uma nova linha de trabalho para atuar na sociedade fazendo a união de três parceiros: Instituto Povos do Mar (Ipom), Aquasis e Greenish – que se tornou patrocinador oficial do Projeto Limpando o Mundo no Ceará, até 2014. 

O fundador da iniciativa de conservação dos ambientes aquáticos foi o ambientalista Ian Kiernan, que durante uma volta ao mundo em um iate ficou horrorizado com a quantidade de lixo sufocando os oceanos do mundo. Com o apoio de uma comissão de amigos, ele organizou um evento da comunidade, o Clean Up Sydney Harbour, com aproximadamente 40 mil voluntários que se reuniram para ajudar a limpar os oceanos.  

Desde de 1994, essas campanhas em cooperação com vários parceiros já mobilizaram mais de 20 mil voluntários no litoral do Ceará e mais de mil toneladas de lixo foram removidas de áreas de praias, manguezais e estuários, um benefício que evitou que esses resíduos sólidos se espalhassem no oceano e continuassem a causar danos aos ecossistemas costeiros. 

Pontos turísticos de Fortaleza 

Parte da programação especial do Dia Mundial de Limpeza de Praias, uma ação especial é realizada, a partir das 15h deste sábado, na Praia de Iracema, um dos mais principais cartões postais de Fortaleza, incluindo outros pontos da Capital, como o Polo de Lazer da Aerolândia, a Praia do Náutico e também a Barra do Ceará. 

Esses eventos, em particular, contam com o apoio da C. RolimHotel SonataIndaiáUniversidade de Fortaleza (Unifor)Instituto IracemaSecretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma)GreenpeaceRotaractEscoteiros do Brasil e da Cooperativa de Materiais recicláveis (Socrelpe). 

Ação na Praia de Iracema 

15h – Concentração próximo ao Hotel Sonata – Avenida Beira-Mar, 848 

15h30 – Formação dos grupos e distribuição dos Kits 

15h45 – Mutirão de limpeza 

16h30 – Retorno dos grupos e triagem dos materiais coletados. 

17h30 – Encerramento das atividades. 

Engajamento oficial 

A Seuma integra a ação voluntária de limpeza nestes sábado e domingo (15 e 16), na orla da Praia de Iracema e Meireles. Neste sábado (15) pela manhã, voluntários percorrem 1,9 km da orla do Meireles, do espigão do Náutico até o Mercado dos Peixes Pescador Oscar Verçosa. Às 15h, se unem à ação em frente do Hotel Sonata, para percorrer toda a orla da Praia de Iracema até a comunidade do Poço da Draga. 

Já neste domingo (16), o mutirão de limpeza inicia às 15h30, no espigão da Rui Barbosa, finalizando no espigão do Náutico, no Meireles. Além da limpeza, haverá ação de Educação Ambiental e roda de conversa sobre cidadania. 

A ação conta com troca de material reciclável por mudas de plantas nativas ou frutíferas. Neste sábado (15), o ponto de apoio para a troca estará na frente do Hotel Sonata, a partir das 15h. No domingo (16), será no espigão da Rui Barbosa, às 15h30. 

No Brasil 

Esta ação global liderada por cidadãos une as comunidades locais que estão lutando com os desafios de resíduos mal geridos e descartados da pior maneira possível, despejados em lixões, vão parar em praias, rios, florestas, ruas e terrenos. 

No país, Instituto Limpa Brasil é o responsável por organizar e coordenar as ações (www.limpabrasil.org). A organização conta com o apoio da Neoenergia, por meio de suas subsidiárias Coelba (Bahia) e Celpe (Pernambuco). 

Dezenas de cidades brasileiras como Salvador, Recife, São Paulo, Fortaleza, Maceió e Belo Horizonte, entre outras, participam com seus voluntários dessa grande ação de cidadania global.  

Maratona mundial 

A maratona de limpeza começou em Fiji, no sul do Pacífico, passando por todo o Planeta até chegar ao Havaí, nos Estados Unidos. Envolve dezenas de milhões de pessoas residentes, desde pequenas aldeias rurais até as maiores megacidades do mundo. Em alguns países a participação é de até 5% da população. 

Para dar oportunidade às pessoas de fazer perguntas e discutir abertamente o evento, está no ar uma sessão de perguntas e respostas intitulada: “Frequently  asked  questions  about  World  Cleanup  Day”, em  Português “Perguntas frequentes sobre o Dia Mundial da Limpeza”, hospedada no canal do Twitte@letsdoitworld.  Use a hashtag #FAQ_WCD para acompanhar a conversa ou apresente perguntas adicionais a serem discutidas. 

A ação está sendo impulsionada pela iniciativa global Let’s  do  it!   Que iniciou ações de limpeza em 113 países ao longo da última década, com a participação de mais de 20 milhões voluntários no total. 

O movimento começou na Estônia, pequeno país do norte da Europa, em 2008, quando 50 mil pessoas se reuniram para limpar todo o país em apenas cinco horas. Por isso, a sede do World Cleanup Day 2018 é Tallinn, capital da Estônia. Dali são feitas as atualizações sobre o desenvolvimento das ações de limpeza em todo o mundo nas 30 horas em que elas são realizadas em cada canto do Planeta. 

A equipe do Dia Mundial da Limpeza fica à disposição para mostrar o que está acontecendo em todos os 150 países, distribuindo atualizações regulares sobre as últimas estatísticas, publicando notícias de limpeza de países e feeds de mídia social, bem como um programa de TV online ao vivo, produzido em linha direta na sede. 

A transmissão incluirá conexões de vídeo ao vivo dos locais das ações e entrevistas com seus organizadores. A transmissão ao vivo será possível em múltiplas plataformas como YoutubeFacebook e por meio do site worldcleanupday.org. 

Limpa Brasil-Let’s do it! 

O Instituto Limpa Brasil é realizador nacional das iniciativas  World Cleanup Day, Eu Sou Catador e Limpa Brasil Let’s do it! e tem como proposta do Instituto Limpa Brasil – Let’s do it! criar uma nova cultura com relação ao descarte correto do lixo, além de incentivar a sociedade a limpar e manter as cidades limpas. 

Por esse motivo, um dos pontos mais importantes do evento é o envolvimento das escolas municipais, com a realização de palestras e seminários, dinâmicas de grupo e gincanas, capacitação de professores e a estruturação dos pontos de coleta de materiais recicláveis durante a semana de mobilização. Esse movimento gera um engajamento da comunidade local e incentiva a transformação de alunos, pais, parentes e profissionais envolvidos em agentes de mobilização, que alertam sobre os malefícios do descarte incorreto do lixo. 

Mais informações:  

Confira a lista com os endereços e horários das ações em: www.limpabrasil.org

10:30 · 07.02.2018 / atualizado às 21:05 · 06.02.2018 por
Inscrições seguem até dia 31 de março, no site da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza Foto: Canindé Soares

Estão abertas as inscrições para a chamada do primeiro semestre de 2018 do Edital de Apoio a Projetos da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, uma das principais instituições da iniciativa privada a apoiar financeiramente ações e pesquisas científicas em conservação da biodiversidade brasileira. As inscrições podem ser feitas até 31 de março, no site da instituição, na seção “editais”.

Os projetos que almejam financiamento devem se encaixar em uma das seguintes linhas temáticas:

1) Unidades de Conservação de Proteção Integral (continentais e marinhas) e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs): criação, ampliação e execução de atividades prioritárias de seus Planos de Manejo.

2) Espécies Ameaçadas: execução de ações prioritárias dos Planos de Ação Nacional (PAN) para espécies e ecossistemas e definição de status de ameaça. Também são aceitas ações emergenciais para aquelas espécies que ainda não possuam PANs ou que visem enquadrar uma espécie em listas oficiais de ameaças.

3) Ambientes Marinhos: estudos, ações e ferramentas para proteção e redução da pressão sobre a biodiversidade marinha.

Podem se inscrever nas três linhas do Edital de Apoio a Projetos da Fundação Grupo Boticário instituições sem fins lucrativos, como fundações ligadas a universidades, organizações não governamentais (ONGs) e associações.

Prioridade às Unidades de Conservação

“Este primeiro Edital de Apoio a Projetos de 2018 segue com as mesmas linhas temáticas de anos anteriores, mantendo seu objetivo de contribuir para a conservação da natureza brasileira. O diferencial é que, nesta chamada, a Fundação Grupo Boticário está priorizando projetos voltados à implementação de Unidades de Conservação de Proteção Integral e Reservas Particulares de Patrimônio Natural que venham a se tornar modelos de gestão”, afirma o coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Emerson Oliveira.

Oliveira explica que a Fundação busca propostas que contribuam para que UCs continentais ou costeiro-marinhas cumpram com os objetivos para os quais foram criadas e, assim, proporcionem benefícios para as comunidades de seu entorno.

Por exemplo, espera-se que essas áreas de referência sejam efetivamente protegidas por ações de inteligência, fiscalização e controle, de modo a preservar a natureza; que possibilitem a realização de pesquisas científicas e atividades de Educação Ambiental; e, quando permitido, que seus atrativos naturais sejam abertos ao uso público e que haja infraestrutura adequada para atender os visitantes.

Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial.

A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando mais de 1.500 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais.

Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. Também promove ações de mobilização, sensibilização e comunicação inovadoras, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.

Dúvidas podem ser encaminhadas para: edital@fundacaogrupoboticario.org.br.

10:30 · 22.01.2018 / atualizado às 21:08 · 21.01.2018 por

Edital destina R$ 300 mil para maior presença em parques e reservas de Mata Atlântica e ambientes marinhos  Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

A SOS Mata Atlântica e a Repsol Sinopec Brasil lançaram, no dia 11 passado, edital que destina R$ 300 mil ao apoio de projetos que fortaleçam parques e reservas na Mata Atlântica e em ambientes marinhos com o objetivo de aproximar a sociedade brasileira das Unidades de Conservação (UCs) públicas e privadas. As propostas poderão ser enviadas até o dia 28 de fevereiro.

Os projetos devem ter o valor máximo de R$ 30 mil e podem contemplar atividades para engajamento de voluntários, estímulo à visitação, formação de guias, monitoramento participativo, atividades educativas e de pesquisa, entre outras ações que tragam mais presença às UCs. Podem participar instituições privadas com ou sem fins-lucrativos,  como associações, fundações, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) ou consultorias.

“O apoio às Unidades de Conservação, sobretudo marinhas, está diretamente ligado aos pilares da SOS Mata Atlântica. Entre nossas principais causas estão a valorização dos parques e reservas e a proteção do mar”, diz Marcia Hirota, diretora executiva da SOS Mata Atlântica.

“A parceria com a Repsol Sinopec Brasil em editais anteriores viabilizou a execução de projetos em 25 UCs que somam mais de 1 milhão de hectares protegidos na zona costeira da Mata Atlântica, além de terem proposto a criação de três novas Unidades de Conservação”, afirma Diego Igawa Martinez, biólogo da SOS Mata Atlântica.

A ONG, ao longo de seus 31 anos, já apoiou mais de 500 UCs públicas e privadas no bioma Mata Atlântica e ambientes costeiros e marinhos. Em 2010, teve início a parceria com a Repsol Sinopec Brasil no Programa Costa Atlântica e esse trabalho conjunto já beneficiou 27 iniciativas em dez estados, com aporte de mais de R$ 1 milhão.

“Investimos na criação de oportunidades sociais, sendo a proteção e a conservação da biodiversidade e dos recursos que ela nos proporciona um aspecto essencial. Nossos investimentos em meio ambiente estão direcionados para preservação da biodiversidade marinha, pesquisa, educação e sensibilização, que se traduzem na parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica”, destaca Leonardo Junqueira, CEO da Repsol Sinopec Brasil.

Fundação SOS Mata Atlântica
A Fundação atua desde 1986 na proteção dessa que é a floresta mais ameaçada do País. A ONG realiza diversos projetos nas áreas de monitoramento e restauração da Mata Atlântica, proteção do mar e da costa, políticas públicas e melhorias das leis ambientais, educação ambiental, campanhas sobre o meio ambiente, apoio a reservas e UCs, dentre outros.

Todas essas ações contribuem para a qualidade de vida, já que vivem na Mata Atlântica mais de 72% da população brasileira. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir.

Saiba como você pode ajudar em www.sosma.org.br

Repsol Sinopec Brasil
A Companhia acaba de completar 20 anos no Brasil. Hoje, concentra suas atividades no setor de exploração e produção de petróleo e gás nas bacias de Campos, Espírito Santo e Santos e está entre as maiores produtoras do País. O cuidado do meio ambiente e a proteção da biodiversidade são compromissos assumidos pela Companhia, que estabelece sua atuação baseada em critérios de responsabilidade e transparência.

Orientada por essas premissas, a Repsol Sinopec mantém, ao longo de 12 anos, a parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, apoiando programas para a proteção e sustentabilidade dos ambientes marinhos e costeiros, restauração florestal e Educação Ambiental por meio dos programas Costa Atlântica, Florestas do Futuro e A Mata Atlântica é Aqui!.

Fonte: SOS Mata Atlântica

10:03 · 10.07.2013 / atualizado às 10:09 · 10.07.2013 por
O Brasil deve receber cerca de 14 mil baleias jubarte neste ano Foto: Instituto Baleia Jubarte/ Enrico Marcovaldi
O Brasil deve receber cerca de 14 mil baleias jubarte neste ano Foto: Instituto Baleia Jubarte/ Enrico Marcovaldi

Praia do Forte (BA). A temporada reprodutiva da espécie já teve início e estima-se que aproximadamente 14 mil baleias jubarte cheguem à costa do Brasil para se reproduzir, amamentar e cuidar de suas crias.

Elas podem ser avistadas do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, mas os principais pontos de permanência destes animais são os Estados da Bahia e do Espírito Santo, a destacar Abrolhos, no extremo sul baiano e norte do Espírito Santo.

Apesar dos milhares de quilômetros que separam a Antártida da América do Sul, mais precisamente do Brasil, as exuberantes baleias jubarte se deslocam todo ano para as águas tropicais do litoral brasileiro com o objetivo de se reproduzir. O maior berço reprodutivo fica em Abrolhos, região costeira do sul da Bahia.

Durante a temporada, de julho a novembro, é possível observar esses gigantescos e encantadores animais por meio do turismo de observação de baleias, o “whalewatching”. Quem quiser avistar uma baleia jubarte de perto, pode fazer um cruzeiro em vários pontos da Bahia, basta fazer contato com uma das operadoras parceiras do Instituto Baleia Jubarte. Clique aqui para ver a relação.

Encalhes

Enquanto turistas se preparam para ver as baleias jubarte de perto, em cruzeiros, o Projeto Baleia Jubarte, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental (PPA), intensifica suas ações de pesquisa e de resgate. É comum neste período do ano o encalhe de jubartes em várias partes da costa brasileira.

No caso de encalhe, o Programa de Resgate do Projeto Baleia Jubarte tem um telefone de emergência que funciona 24 horas para atender os casos de encalhe de baleias, golfinhos, focas ou lobos-marinhos, vivos ou mortos. Ligações a cobrar também são recebidas. Praia do Forte: (71) 3676.1463 e (71) 8154.2131 / Caravelas: (73) 3297.1340.

Conheça mais sobre a atuação do Projeto Baleia Jubarte e o comportamento da espécie em: www.baleiajubarte.org.br

O Brasil deve receber cerca de 14 mil baleias jubarte neste ano Foto: Instituto Baleia Jubarte/ Enrico Marcovaldi
As baleias migram para a costa brasileira para reprodução e primeiros cuidados com os filhotes Foto: Instituto Baleia Jubarte/ Enrico Marcovaldi

Fonte: Instituto Baleia Jubarte

14:25 · 21.06.2013 / atualizado às 15:44 · 21.06.2013 por
Os surfistas aproveitam a data para agir e conscientizar sobre a importância da conservação da biodiversidade dos oceanos Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Os surfistas aproveitam a data para agir e conscientizar sobre a importância da conservação da biodiversidade dos oceanos Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

Em homenagem ao Dia Internacional do Surf, a Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) e o Instituto Povo do Mar (Ipom), com o apoio do Serviço Social do Comércio do Ceará (Sesc-CE) e Cuca Che Guevara, realiza, neste sábado (22), a primeira ação coletiva do Projeto Limpando o Mundo. A programação conta com atividades culturais, esportivas e de limpeza das praias de Pacheco, Iparana e Praia de Iracema pelos voluntários do projeto.

Lançado no dia 4 de junho deste ano, o Projeto Limpando o Mundo tem duração de 12 meses e visa formar uma rede de 400 jovens voluntários que serão capacitados, sensibilizados e informados sobre a Conservação da Biodiversidade, Biologia Marinha e Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A iniciativa acontecerá em 20 localidades do Ceará, começando pelo litoral de Iparana, em Caucaia, até a praia de Abreulândia, localizada no município de Aquiraz.

Durante as ações, os participantes irão atuar como pesquisadores e guardiões da praia, detectando quais tipos de resíduos são encontrados no mar e quais as suas consequências para o litoral e a vida dos mamíferos aquáticos. No fim do projeto será apresentado o “Diagnóstico do Lixo Marinho”, com um banco de dados estatísticos e de imagens sobre os resíduos encontrados nessas regiões.

Dia Internacional do Surf é comemorado anualmente da época do solstício de verão no Hemisfério Norte (21 de junho). Idealizado pela Associação Europeia dos Esportes com Pranchas (EuroSIMA) e apoiado pela Federação Europeia de Surf (ESF), Surfers Against Sewage (SAS), Surfrider Foundation e Ecosurfi no Brasil, o Dia Internacional do Surf (DIS) celebra o cuidado com a natureza, a cultura e o estilo de vida da comunidade do surf.

Organizado pela primeira vez em 2004 na Europa e América do Norte, é realizado no Brasil desde 2008, e já mobilizou atividades em várias partes da costa brasileira, sempre coletivamente por empresas, ONGs e associações de surf.

Além do Brasil, participam do Dia Internacional do Surf (DIS) países como Argentina, Áustria, Austrália, Canadá, Inglaterra, França, Itália, Marrocos, Noruega, Portugal, Ilhas Reunião, Escócia, Senegal, Eslovênia, Espanha, Suíça, Holanda, Venezuela, entre outros.

Reúne surfistas, artistas, alunos de escolas públicas e particulares, escoteiros, estudantes universitários e moradores locais para uma grande celebração em prol das praias, dos oceanos e da cultura surf.

Sugere que todos os participantes vivam intensamente a data com atividades esportivas, culturais, ambientais e sociais, sendo esse um momento para a comunidade do surf mostrar o seu respeito as praia e aos oceanos.

Qualquer instituição voluntariamente pode inscrever atividades para ser realizada no Dia Internacional do Surf. Neste ano as ações acontecem em sete Estados brasileiros: Ceará, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Florianópolis e Rio Grande do Sul.

No Ceará, as praias de Caucaia e Fortaleza terão a primeira ação coletiva do projeto “Limpando o Mundo”, com patrocínio da Greenish.

Programação

Dia 22/6

5h às 18h – Campanha: “Eu surfo por um oceano e praias protegidas”

Surfistas do Ceará são convidados, pelas mídias sociais do projeto “Limpando o Mundo”, para registrar uma foto do seu dia de surf em prol dos oceanos e a Biodiversidade Marinha. Para participar, basta postar a imagem na página: https://www.facebook.com/pages/Limpando-O-Mundo-CEARÁ

07h30 às 12hBUS SURF – Grande Circular Linha SURF de Fortaleza

Sai da Escola Aldeia Surf (Praia do Futuro, no Vila Galé). Vai percorrer a orla de Fortaleza,  pelos principais picos de surf  (Praias: Futuro, Titanzinho, Iracema, Leste-oeste e Boca da Barra). No trajeto será desenvolvida uma roda de conversa de fatos da história do surf na Capital e a importância da conservação da zona costeira. O roteiro encerra com uma entrega de flores no Estuário do Rio Ceará.

8h às 12hTreino de Surf e Limpeza de Praias com os voluntários do Projeto Limpando o Mundo

Região 1 – Caucaia

Icaraí, Praia Bela – Concentração de voluntários em frente ao restaurante Line

Praia de Iparana e Pacheco – Concentração de voluntários próximo ao espigão do Sesc

Região 2 – Município de Fortaleza

Praia de Iracema, entre a Ponte dos Ingleses e a Ponte Metálica – Concentração dos Voluntários na Ponte dos Ingleses

16h às 19hAtividades educativas – “Projeto Limpando o Mundo e a Cultura”

Local: Ponte dos Ingleses.

Exposição de Fotos

Telão com filmes de surf

Saudação ao Oceano no pôr do sol da Ponte Metálica

Roda de diálogos com convidados – O Surf e a sustentabilidade no Ceará desafios e Conquistas

19h às 21h30Caucaia Cine Surf – “Projeto Limpando o Mundo e a Cultura Surf”

Local: em frente à loja Intersurf (próximo ao restaurante Line, Praia do Icaraí)

Apresentação de filmes “Caçadores da Pororoca e dos novos atletas profissionais do Ceará” (Ícaro Lopes, Diego Mendes, Paulo Barros). Presença dos surfistas Isaias Silva, Artur Silva, Flavio Nunes entre outros convidados. Será realizada uma roda de diálogo “O Surf e a sustentabilidade no Ceará Desafios e Conquistas”, com convidados, onde serão abordadas questões culturais, profissionais, sociais, ambientais e econômicas para a sustentabilidade e conservação do planeta, diante dos desafios da sociedade humana do século XXI

Fonte: Aquasis

15:17 · 18.03.2013 / atualizado às 15:17 · 18.03.2013 por
Os pesquisadores analisaram esqueletos de animais encalhados na costa brasileira, inclusive os que estão expostos na sede do Baleia Jubarte Foto: Instituto Baleia Jubarte/ Enrico Marcovaldi

Um estudo encabeçado pelo Instituto Baleia Jubarte – feito em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) – traz informações inéditas e relevantes para a conservação das baleias jubarte.

A partir da análise de alterações ósseas de indivíduos da espécie, pesquisadores fizeram um dos maiores levantamentos do mundo sobre as enfermidades ósseas que atingem esses animais, que podem chegar a pesar 40 toneladas, e planejam criar uma espécie de inventário de saúde das jubartes brasileiras.

A coleta de amostras de pele e de material biológico ejetado com o borrifo (ar expirado pelas baleias) e o material extraído dos ossos das jubartes que encalharam no litoral brasileiro fornecem aos pesquisadores informações valiosas sobre a vida e a morte de indivíduos da espécie, que ficam no Brasil de julho a novembro – quando muitos deles chegam mortos às praias, na maioria das vezes, sem causa identificada.

No estudo foram analisados ossos de 49 baleias jubarte que encalharam na região de Abrolhos, principal ponto reprodutivo no Brasil, entre 2002 e 2011. Desse total, 12 apresentaram, no mínimo, um problema ósseo.

A pesquisadora Kátia Groch, que está à frente do trabalho, coordenado por José Luiz Catão, da USP, é enfática ao dizer que este levantamento pode revelar dados importantes sobre as condições patológicas da baleia, o impacto da atividade humana na saúde desses animais e lançar luzes sobre possíveis causas de encalhe. “O resultado é fundamental para entender as ameaças às populações de baleias e subsidiar políticas públicas para sua proteção”, diz Kátia.

Além dela, participaram do trabalho os veterinários Milton Marcondes e Adriana Colósio, também do Instituto Baleia Jubarte, que desenvolve projeto patrocinado pelo Programa Petrobras Ambiental (PPA).

Fonte: Instituto Baleia Jubarte

14:23 · 23.01.2013 / atualizado às 14:23 · 23.01.2013 por

 

As grandes concentrações de resíduos sólidos nos oceanos, conhecidas como “sopa de plástico”, têm perspectiva de continuar aumentando nos próximos 500 anos, apesar dos esforços pra reduzir o problema, segundo pesquisadores australianos.

A formação desses blocos de lixo nos oceanos é lenta, mas sua presença tem impacto negativo de longo prazo, destacou o cientista Erik Van Sebelle, um dos autores da pesquisa feita pelo Conselho Australiano de Investigação. “Mesmo que deixemos de jogar lixo plástico nos oceanos, essas massas seguirão crescendo”, comentou em entrevista publicada na última terça-feira.

Formadas pela ação das correntes superficiais marítimas, crescem devido ao acúmulo de todo o plástico que já foi lançado ao mar, não necessariamente naquele local, explicou o especialista.

Em 1997, o oceanógrafo Charles Moore descobriu a denominada “Grande Porção de Lixo do Pacífico”, também conhecida como “Continente de Plástico”, uma zona de detritos que se estende entre a costa da Califórnia, nos Estados Unidos, rodeia o Havaí e chega até o Japão. Essas superfícies de lixo concentram grandes quantidades de plástico e outros resíduos.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 13 mil partículas de lixo plástico são encontradas em cada quilômetro quadrado do mar, mas o problema é maior no Norte do Pacífico.

As partículas plásticas – um mistura rica em produtos químicos tóxicos – são aspiradas por espécies marinhas. Pássaros e peixes morrem por confundirem as partículas plásticas com alimento. Estudos já comprovaram que até mesmo os plânctons, a base da cadeia alimentar, já são impactados.

Com informações de agências

14:07 · 17.01.2013 / atualizado às 14:21 · 17.01.2013 por
O Projeto Tamar já tem resultados animadores, mas é preciso atenção para conter outras ameaças Foto: Projeto Tamar

Quem se ocupa da sobrevivência das espécies que habitam o nosso Planeta tem mesmo que ser vigilante e isso se aplica a todos nós. Ao mesmo tempo em que o Projeto Tamar anuncia um recorde de tartarugas marinhas gigantes fêmeas desovando no litoral do Espírito Santo, uma excelente notícia; o Laboratório de Ecotoxicologia do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, estuda a influência de pesticidas organoclorados e bifenilos policlorados (PCBs) no desenvolvimento da fibropapilomatose, doença que atinge as tartarugas-verdes, levando à formação de tumores que podem alterar a sobrevivência da espécie, já ameaçada de extinção.

O Projeto Tamar, patrocinado pela Petrobras, registrou recorde no País de tartarugas marinhas gigantes fêmeas (Dermochelys coriacea) encontradas desovando nas praias de Regência, Povoação e Pontal do Ipiranga, no município de Linhares, norte do Espírito Santo. Os dados são da base do Tamar que fica na Reserva Biológica de Comboios, considerada a única área regular de desova desta espécie de tartaruga no Brasil.

Na atual temporada, foram marcadas 27 fêmeas da espécie gigante, 11 a mais do que na última temporada (2011/2012). “Há indícios de que os primeiros filhotes desta espécie, protegidos nas temporadas anteriores, já estão voltando para desovar. As fêmeas recém-encontradas são novas e não tinham sido marcadas. Esse número é o recorde dos recordes e estamos falando de uma espécie que está ameaçada de extinção, explica o oceanógrafo do Projeto Tamar na base de Comboios, Henrique Filgueiras.

Segundo a International Union for Conservation of Nature (IUCN), que classifica o risco de extinção das espécies, esta é uma das espécies marinhas mais ameaçadas do mundo.

Desde 1982, o Tamar monitora e protege os ninhos que são depositados nas praias de Regência e Povoação, em Linhares. Os registros mostram que há 30 anos foram marcadas 15 fêmeas de tartarugas, sendo apenas uma da espécie gigante, ou tartaruga de couro, e 14 da espécie cabeçuda.

Abertura de ninhos

Janeiro e fevereiro são os meses de nascimento das tartarugas, sendo marcados pela abertura dos ninhos. O oceanógrafo lembra que neste período há nascimentos quase diariamente.

“Entre os meses de outubro e dezembro, acontecem as desovas, e nosso trabalho é monitorar e marcar as fêmeas e os ninhos. Em janeiro e fevereiro, é o pico de nascimento das tartarugas, e nós as monitoramos e as protegemos”, explica.

Em Regência, quando há algum ninho em frente à base com indícios de eclosão dos ovos, a comunidade é avisada e pode acompanhar de perto, junto com a equipe do projeto, a abertura dos ninhos e a ida dos filhotes para o mar.

Desde 1983, a Petrobras é a patrocinadora oficial do Projeto Tamar, que preserva as tartarugas marinhas ao longo da costa brasileira. O projeto desenvolve pesquisas e ações com o objetivo de afastar a ameaça de extinção, sendo referência mundial na preservação de tartarugas marinhas.

Impacto da poluição

A influência de pesticidas organoclorados e bifenilos policlorados (PCBs) no desenvolvimento da fibropapilomatose, doença que atinge as tartarugas-verdes é pesquisada no Laboratório de Ecotoxicologia do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba.

A doença, que leva a formação de tumores, pode alterar a sobrevivência da espécie, que está ameaçada de extinção. O estudo identificou traços das substâncias nas tartarugas e os pontos do litoral brasileiro em que os animais apresentam casos de fibroapapilomatose.

“A tartaruga-verde está distribuída por todos os oceanos, nas zonas de águas tropicais e subtropicais, porém a espécie consta na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que é o inventário mais detalhado do mundo sobre o estado de conservação mundial de várias espécies vivas”, afirma a colombiana Angélica María Sánchez Sarmiento, mestranda do Programa de Patologia Comparada da Faculdade de Medicina Veterinária (FMVZ) da USP, que participa da pesquisa. Além disso, a espécie também está classificada na lista vermelha da fauna brasileira ameaçada de extinção.

Angélica e a bióloga Silmara Rossi, doutoranda em Ecologia Aplicada no programa de pós-graduação interunidades entre o Cena e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, levantam dados sobre tartarugas-verdes acometidas pela fibropapilomatose, tipo de doença tumoral benigna cuja causa é multifatorial e que pode alterar a sobrevivência dessa espécie marinha.

“A pesquisa busca determinar a presença dos pesticidas e PCBs nos tecidos de tartarugas-verdes afetadas ou não pela moléstia, comparando os resultados em áreas com diferentes taxas de prevalência da doença e estabelecendo uma possível relação com a fibropapilomatose”, aponta Angélica.

Monitoramento

As tartarugas-verdes estudadas foram resgatadas ou capturadas durante o monitoramento pelas bases dos projetos “Tamar-ICMBio” de Vitória (ES), Ubatuba (SP), Almofala (CE), Florianópolis (SC) e Fernando de Noronha (PE) e “Biopesca”, localizado na Praia Grande (SP). O trabalho é supervisionado pela professora Eliana Reiko Matushima, do Cena, e conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

“Por meio do equipamento de cromatografia gasosa com detector de captura de elétrons existente no Cena, foi possível detectar a presença de PCBs, compostos considerados carcinogênicos, possivelmente associados à formação dos tumores”, aponta Silmara.

Outro dado relevante levantado pelas pesquisadoras é que as tartarugas-verdes estudadas em Florianópolis e Fernando de Noronha não acusaram registro da doença, enquanto que em Almofala, Ubatuba e Vitória existem muitos casos. “A análise envolve tartarugas provenientes de diversas localidades da costa brasileira, com e sem fibropapilomas”, explica a bióloga. “Qualquer mal relacionado à poluição é um fator relevante para a redução populacional desses animais e para o desequilíbrio dos ecossistemas.”

O Laboratório de Ecotoxicologia do Cena é especializado em avaliações de comportamento de pesticidas em solos, água e plantas. “O conhecimento acumulado nas pesquisas sobre o monitoramento dessas substâncias poderá fornecer uma grande contribuição para os resultados do estudo”, destaca o professor Valdemar Luiz Tornisielo, coordenador do Laboratório.

Fontes: Projeto Tamar / Petrobras – Agenusp/Assessoria de Impensa do Cena

09:29 · 14.01.2013 / atualizado às 13:03 · 14.01.2013 por
Os animais são avistados com frequência no litoral brasileiro Foto: Enrico Marcovaldi / Instituto Baleia Jubarte

O Instituto Baleia Jubarte começa 2013 com uma boa notícia: a aprovação no V Edital do Programa Costa Atlântica – iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica – com o projeto “Abrindo os olhos e os ouvidos: diagnóstico e sensibilização das comunidades pesqueiras sobre as áreas marinhas protegidas e os conflitos na Região de Abrolhos”.

O objetivo é contribuir para a disseminação de informações e para a sensibilização de comunidades pesqueiras do extremo sul da Bahia a respeito da importância da criação de áreas marinhas protegidas no Banco dos Abrolhos e minimizar conflitos entre pescadores e cetáceos, fomentando a melhoria da gestão e do ordenamento de pesca na região – uma das mais biodiversas do Brasil.

A iniciativa é considerada inovadora ao propor uma abordagem diferenciada no diálogo com as comunidades pesqueiras. Segundo a bióloga e pesquisadora Beatriz Barbato, coordenadora do projeto, “os conflitos observados na Região dos Abrolhos entre pescadores e organizações não-governamentais conservacionistas nasceram com o processo de criação e implantação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos e com as determinações legais dos órgãos ambientais fiscalizadores decorrentes do estabelecimento de unidades de conservação de proteção integral sem que houvesse um esclarecimento efetivo e o atendimento das necessidades da população local frente às limitações impostas”, pondera.

Entrevistas com pescadores de cidades como Prado, Alcobaça, Caravelas, Nova Viçosa e Mucuri, servirão para coletar informações sobre casos de perda de material e emalhamento de cetáceos em aparatos de pesca. Beatriz explica que a proposta é diagnosticar as principais áreas de ocorrência de interações, a estimativa do prejuízo causado aos pescadores e às artes de pesca envolvidas. Por meio de encontros periódicos pretende-se debater e construir propostas conjuntas e efetivas de solução para os problemas apresentados.

Ainda não foi confirmada a data de início da execução do projeto.

Fonte: Instituto Baleia Jubarte

12:34 · 25.12.2012 / atualizado às 12:34 · 25.12.2012 por
Os brasileiros Marcela Rocha e Danilo Mesquita darão a volta ao mundo em um veleiro e vão ajudar a ciência a obter detalhes sobre a contaminação dos mares pelo plástico Foto: Divulgação

Um casal de brasileiros assumiu a responsabilidade de contribuir com a ciência para obter mais detalhes sobre o impacto do plástico nos oceanos. Eles resolveram dar a volta ao mundo a bordo de um veleiro para colher amostras da água, que poderão fornecer detalhes sobre a atual situação dos mares.

Os paulistas Marcela Rocha e Danilo Mesquita embarcam nesta terça-feira (25), Dia de Natal, na primeira etapa da “Expedição 4 Ventos!”, que deve durar pelo menos dois anos e pretende percorrer 48,2 mil km, passar por ao menos 20 países e cruzar os Oceanos Pacífico, Atlântico e Índico.

Em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), eles recolherão amostras para auxiliar na investigação do microplástico, partículas de cinco milímetros de materiais orgânicos sintéticos que ficam na superfície do mar e ameaçam a biodiversidade.

A paixão pelo mar, aliada ao hobbie do casal por aulas de mergulho, desenvolveu a preocupação em preservar o universo marinho — cuja perda da biodiversidade fez acender um alerta mundial.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 13 mil partículas de lixo plástico são encontradas em cada quilômetro quadrado do mar, mas o problema é maior no Norte do Pacífico.

As partículas plásticas estão sendo aspiradas pelas criaturas do mar e pelas aves, e a mistura é rica em produtos químicos tóxicos. Pássaros e peixes morrem de inanição por confundirem as partículas plásticas com alimento. Estudos já comprovaram que até mesmo os plânctons, a base da cadeia alimentar, estão sendo impactados.

Em entrevista ao G1 direto de Miami, nos Estados Unidos, de onde o veleiro modelo Gulfstar 37 partirá nesta terça, Marcela Rocha, componente da missão, afirmou que a coleta das micropartículas será feita por uma rede especial desenvolvida pela USP em parceria com a Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera (NOAA, na tradução do inglês), instituto do governo dos EUA.

Chamada de rede de Nêuston, o equipamento vai recolher o plástico da superfície marinha e as amostras serão enviadas, sob refrigeração, para os laboratórios da USP. “Acreditamos que o estudo pode contribuir para a constatação sobre a realidade das águas do planeta, além de um plano de prevenção para a preservação da vida marinha”, explica.

O veleiro da “Expedição 4 Ventos”, que parte hoje (25) dos EUA rumo a Cuba. O projeto deve durar ao menos dois anos Foto: Divulgação

O veleiro

Um Gulfstar 37 pés será o meio de transporte do casal – que já se prepara psicologicamente para a convivência no isolamento. “O Danilo já me alertou que se a TPM pegar pesada, vou para o bote de salvamento”, brinca Marcela, que é radialista e abandonou a profissão pelo projeto (mesma decisão tomada por Danilo, também radialista).

Preparado com um dessalinizador (que transforma água salobra em potável), além de ser autossuficiente em energia, graças a um painel solar e um gerador eólico, o barco terá comunicação via satélite, internet e telefone, com o apoio de uma empresa de telefonia móvel.

O navio sairá de Miami em direção a Cuba, atravessando o Mar do Caribe rumo ao Panamá, onde terão acesso ao Oceano Pacífico, com foco na parte Sul. Depois, cruzarão parte da Ásia, acessando o Oceano Índico, até o Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, onde entram nas águas do Atlântico Sul, rumo ao Brasil. A previsão é que veleiro chegue em águas brasileiras em fevereiro de 2015.

Segundo Marcela, a expedição visitará áreas ainda inóspitas, carentes de estudos, principalmente aquelas do Pacífico Sul e Atlântico Sul. Ela afirma que a ilha de Lixo conhecida como “Grande Porção de Lixo do Pacífico”, localizada entre os EUA, Canadá e o Havaí, não será alvo da pesquisa.

Desafio mundial

A proteção dos oceanos se tornou uma das principais bandeiras da Organização das Nações Unidas (ONU). Neste ano, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), países negociaram a criação de regras mais duras para preservação marinha, com o objetivo de proteger a biodiversidade e não impactar a segurança alimentar.

Rosalinda Montone, professora do Instituto Oceanográfico da USP (IO) e responsável por analisar as partículas de poluentes recolhidas em alto mar, disse que esses fragmentos podem impactar a cadeia alimentar dos oceanos.

Ela ressalta a importância da expedição e disse que a captação de amostras é uma das partes mais difíceis do projeto. “Vamos depender muito de coleta, considerada uma parte crítica e cuidadosa”, disse.

Ela afirma que o objetivo da parceria entre o IO e a expedição é realizar um mapeamento dos pontos do planeta onde ocorrem alta concentração de partículas de plástico. “Temos que pensar no uso do plástico no continente, não no mar. Certamente será um dos grandes desafios da humanidade”, explica a pesquisadora.

Eduardo Carvalho

Do Globo Natureza, em São Paulo