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Tag: Buraco na Camada de Ozônio


14:17 · 05.07.2017 / atualizado às 14:17 · 05.07.2017 por

O uso da tecnologia Inverter em ar-condicionado começou há poucos anos, quando pesquisadores da área consideraram os benefícios que ela poderia trazer ao equipamento e, consequentemente, ao consumidor. Entre as vantagens deste modelo está a economia de energia elétrica de cerca de 40% em relação ao equipamento convencional.

Antes de entender a diferença do ar-condicionado Inverter, é necessário entender como funciona um ar-condicionado comum.
O princípio de todo aparelho é a troca de temperatura do ambiente por meio da passagem do ar pela serpentina da evaporadora – a parte interna do equipamento, depois o ar-refrigerado é devolvido ao ambiente. Nesse meio tempo ocorrem picos de energia.

Funcionamento do ar-condicionado convencional

1 – O ventilador presente dentro da evaporadora suga o ar do ambiente, fazendo-o passar por um conjunto de serpentinas.

2 – Nessas serpentinas se encontra o fluido refrigerante, popularmente conhecido como gás, que refrigera ou esquenta o ar de acordo com a temperatura que foi escolhida pelo consumidor. O responsável pela circulação do gás dentro do aparelho é o compressor.

3 – Depois que o ar entra pela evaporadora e passa pelas serpentinas, é devolvido ao ambiente. O ciclo se repete inúmeras vezes para que se atinja a temperatura escolhida.

4 – Quem mede a temperatura do ar que volta para o ar-condicionado é o termostato. Quando ele percebe que o ar do ambiente já atingiu a temperatura desejada pelo consumidor, desliga o compressor, mantendo apenas a ventilação do ar-condicionado.

5 – Com o tempo, a temperatura do ambiente começa a variar. Com isso, o compressor é acionado novamente para fazer circular o gás que vai esfriar ou esquentar o ar.

Esse ciclo de “liga e desliga” do compressor se repete várias vezes, gerando picos de tensão. É isso que causa o excesso de consumo de energia dos aparelhos de ar-condicionado.

Funcionamento do Inverter

A grande diferença é que os aparelhos de ar-condicionado split Inverter mantêm a temperatura constante, com pouca oscilação de energia.

O compressor Inverter opera com velocidade de rotação variável, sem desligar o tempo todo. Em vez de dar picos de energia para ligar e desligar, ele se mantém estável. Isso faz com que a temperatura não oscile no ambiente e não haja a necessidade de gastar mais energia ligando e desligando o compressor. É esta a grande diferença que faz do modelo Inverter um aliado da economia.

Outra característica é o gás refrigerante usado nesses tipos de aparelho: o R410A. Ele é chamado de “gás ecológico” porque não atinge a camada de ozônio.

09:52 · 15.09.2012 / atualizado às 09:54 · 15.09.2012 por

O Brasil alcançou as principais metas estabelecidas para o controle do buraco da camada de ozônio, que é o escudo protetor da Terra contra os raios ultravioleta. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, declarou como excepcional a atuação do País na redução do consumo de clorofluorcarbonos (CFCs). Presentes em equipamentos de refrigeração, aerosois, entre outros produtos, os CFCs são as principais substâncias que afetam a concentração de gás ozônio na estratosfera. “Esse é um resultado do esforço de todos os agentes envolvidos”, afirmou.

As declarações foram dadas ontem (14 de setembro), durante as comemorações do Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio e dos 25 anos do Protocolo de Montreal, acordo internacional com o objetivo de eliminar as substâncias destruidoras do ozônio. Para celebrar a data, o Ministério do meio Ambiente (MMA) realizou, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o seminário “Protegendo nossa atmosfera para as gerações futuras”.

Resultados

Entre os resultados obtidos com a implantação do Protocolo de Montreal no âmbito brasileiro, está a eliminação de 10.525 toneladas de substâncias com Potencial de Destruição do Ozônio (PDO), equivalente ao consumo de CFC constatado entre 1995 e 1997. Foi implantado, ainda, um sistema de recolhimento, reciclagem e regeneração de substâncias nocivas em todo o País. Além disso, 24,6 mil técnicos receberam capacitação em boas práticas de refrigeração.

Comerciantes de Brasília receberam, durante o evento, certificado de participação no programa de substituição de refrigeradores antigos do MMA. O projeto também aparece como uma das iniciativas do governo federal voltadas para a proteção da Camada de Ozônio. Ao todo, 100 estabelecimentos foram analisados e quatro receberam novos freezers e geladeiras, como forma de incentivar a consciência ambiental e troca dos equipamentos antigos que ainda contêm CFC.

Expansão

A ministra Izabella Teixeira ressaltou, ainda, a posição avançada do Brasil e defendeu a exportação das boas práticas desenvolvidas no País. “Os resultados são extremamente estruturantes. Chegou o momento de o Brasil oferecer conhecimento para outros países. Já fazemos isso em áreas como a de florestas e devemos começar a fazer o mesmo no setor de desenvolvimento industrial”, explicou.

O representante-residente do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, afirmou que o Protocolo de Montreal é um modelo de articulação internacional e elogiou o desempenho brasileiro no acordo. “O protocolo estabelece o princípio da responsabilidade compartilhada”, disse. “Dentro disso, o Brasil tem se tornado modelo tanto nas questões institucionais quanto na realização das metas e objetivos”.

Menor

O buraco na camada de ozônio deve ficar menor este ano sobre a Antártica do que no ano passado, declarou a Organização das Nações Unidas (ONU) ontem. Para os pesquisadores, isso mostra como a proibição a substâncias prejudiciais interrompeu a destruição dessa camada.

O buraco, entretanto, provavelmente está maior do que em 2010 e uma recuperação completa ainda está longe de ocorrer.

A assinatura do Protocolo de Montreal, há 25 anos, deu início à retirada aos poucos dos clorofluorocarbonos (CFCs) do mercado. Estudos comprovaram que essas substâncias químicas destroem a camada de ozônio.

A iniciativa ajudou a evitar milhões de casos de câncer de pele e de cataratas, assim como os efeitos nocivos sobre o ambiente, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência climática da ONU.

“As condições de temperatura e a extensão das nuvens estratosféricas polares até agora este ano indicam que o grau de perda de ozônio será menor do que em 2011, mas provavelmente algo maior do que em 2010″, disse em um comunicado a OMM.

O buraco da camada de ozônio na Antártica, que atualmente mede 19 milhões de quilômetros quadrados, provavelmente estará menor este ano do que no ano recorde de 2006, informou a organização. A ocorrência anual em geral atinge sua área de superfície máxima durante o fim de setembro e sua profundidade máxima no começo de outubro.

Mesmo depois da proibição, os CFCs, que já foram usados em geladeiras e latinhas de spray, duram bastante na atmosfera e levará várias décadas para que as concentrações voltem aos níveis pré-1980, informou a OMM.

Fonte: MMA e Agência Reuters