Busca

Tag: Cerrado


09:22 · 27.05.2017 / atualizado às 09:22 · 27.05.2017 por

 

Hoje, 27 de maio, é comemorado o Dia da Mata Atlântica, o bioma mais ameaçado do Brasil, que acaba de ganhar duas novas espécies de pererecas. Uma delas tem apenas dois centímetros com grandes tímpanos para seu gênero, batizada de Phyllodytes megatympanum. A outra, chamada de Dendropsophus nekronastes, possui a forma da cabeça mucronada (pontiaguda), o que é uma característica diferente da dos outros anfíbios do mesmo grupo.

As espécies, até então desconhecidas, foram encontradas na Bahia por cientistas apoiados pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. O primeiro indivíduo, encontrado em Ilhéus (BA), foi localizado pelo som emitido entre folhas de bromélias no topo das árvores.

“Suspeitávamos que as bromélias poderiam esconder uma nova espécie, pois escutamos um canto e não conseguimos associá-lo a nenhuma já conhecida”, afirma Mirco Solé, coordenador técnico do projeto Diversidade e Estrutura Genética dos Anfíbios do Corredor Central da Mata Atlântica do Sul da Bahia – desenvolvido pelo Instituto Dríades de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade.

A espécie, que estava a seis metros do chão, tem uma coloração marrom relativamente uniforme, mantendo as características do gênero Phyllodytes, do qual fazem parte espécies como Phyllodytes luteolus, popularmente conhecidas como perereca-das-bromélias. Além do tímpano maior que o normal, a mancha amarela entre as pernas também é uma característica específica.

Solé acredita que a perereca recém-descoberta deva ser classificada pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) como ameaçada, mas com ressalvas pela falta de dados, já que habita locais de difícil acesso e foi descrita há pouco tempo – o artigo de descrição da espécie foi publicado em março pela revista Zootaxa.

Já a espécie Dendropsophus nekronastes foi encontrada em um corpo d’água próximo ao cemitério da cidade de Almadina, também localizada na Bahia.

“Por causa da história peculiar, a perereca foi batizada com a nomenclatura “nekronastes”, que remete a algo que vive entre os mortos”, relata o pesquisador Iuri Ribeiro Dias, que também fez parte do projeto.

Além da forma da cabeça, a perereca encontrada possui cor avermelhada, com faixas mais claras no dorso em forma de moldura e uma faixa central, que a difere das outras do grupo. O artigo que a descreve foi publicado na revista Plos One.

Com essas duas pererecas, chega-se ao número de 150 espécies encontradas por meio de iniciativas apoiadas pela Fundação Grupo Boticário.

Rica biodiversidade

A descoberta de novas espécies em áreas ameaçadas pela destruição de habitats, como é o caso da Mata Atlântica, é uma notícia que alegra ambientalistas e pesquisadores, mas nem por isso diminui a preocupação com a conservação.

“Não podemos ficar abusando e achar que, mesmo desmatando mais de 80% do bioma, ainda teremos diversidade de espécies. Em algum momento vamos atingir um limite no qual nem os anfíbios conseguirão sobreviver nestas áreas”, alerta Solé.

Para Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a revelação de espécies desconhecidas é um passo necessário para a ciência: “Isso marca o início da possibilidade da implementação de medidas de conservação para um animal até então desconhecido aos olhos da ciência”, analisa.

Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza.

Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.510 projetos em todo o Brasil.

A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Mais informações:

www.fundacaogrupoboticario.org.br

www.twitter.com/fund_boticario

www.facebook.com/fundacaogrupoboticario

17:01 · 01.03.2017 / atualizado às 17:01 · 01.03.2017 por


“Como bem sabemos, a importância da Campanha da Fraternidade (CF) tem crescido a cada ano, repercutindo não apenas no interior das comunidades católicas, mas também nos diversos ambientes da sociedade, especialmente pela sua natureza e pela iminência dos assuntos abordados”. Foi com estas palavras que o arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, abriu oficialmente a Campanha da Fraternidade 2017.

A cerimônia ocorreu na sede da entidade, nesta quarta-feira (1º), em Brasília (DF). Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”, neste ano, a Campanha busca alertar para o cuidado com os biomas brasileiros: Cerrado, Mata
Atlântica, Caatinga, Pampa, Pantanal e Amazônia. Além disso, enfatiza o respeito à vida e à cultura dos povos que neles habitam. O lema escolhido para iluminar as reflexões é “Cultivar e guardar a criação (Gn 2, 15)”.

Para dom Sergio, a temática é de extrema urgência. “Cada Campanha da Fraternidade quer nos ajudar a vivenciar a fraternidade em um campo específico da vida ou da realidade social brasileira que tem necessitado de maior atenção e empenho, e, neste
ano, o tema escolhido é de grande notoriedade”, enfatizou.

Ainda de acordo com ele, é preciso que as pessoas conheçam os biomas a fundo para poderem “contemplar a beleza e a diversidade que estão estampados no próprio cartaz da Campanha da  Fraternidade.

Dom Sergio disse, ainda, que não basta conhecer os biomas, é preciso também refletir sobre a presença e sobre a ação humana nesses ambientes. Ele também ressaltou a valorização dos povos originários, que, de acordo com ele, são “verdadeiros guardiões dos biomas”.

“Nós precisamos valorizar, defender a vida e a cultura desses povos, mas também somos motivados a refletir sobre as causas dos problemas que afetam os biomas como, por exemplo, o desmatamento, a poluição da natureza e das nascentes. Necessitamos também refletir sobre a ação de cada um de nós e nossas posturas nos biomas onde estamos inseridos”, disse.

Por último, o bispo destacou que pode haver um certo estranhamento por parte das pessoas em relação à Igreja ter escolhido este assunto para a Campanha, mas segundo ele, ninguém pode assistir passivamente à destruição de um bioma ou de sua própria
casa, da casa comum.

“O assunto, de fato, não pode ser descuidado, não pode ser deixado para depois, ele necessita da atenção e dos esforços de todos. O tema tem sim muito a ver com a fé em Cristo, com a fé no Criador, com a palavra de Deus, e admirar os biomas é contemplar a obra do criador”, finalizou.

Importância

O presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado federal Alessandro Molon, compôs a mesa da cerimônia e, em sua fala, agradeceu pela escolha do tema por parte da Igreja no Brasil, considerando a iniciativa um serviço de extrema
importância para o País e para a proteção do meio ambiente.

O parlamentar lembrou e agradeceu ainda pelo pontificado do papa Francisco, “grande liderança mundial, que, dentre outras iniciativas importantes, escreveu a encíclica Laudato Si e tem dedicado uma parte especial do seu ministério ao convite de
uma ecologia humana e integral, lançando luz sobre a relação entre degradação do ambiente, injustiça social e pobreza”.

Molon indicou que, dos oito objetivos específicos da CF, quatro serão de grande importância para a Frente Parlamentar em 2017: o aprofundamento do conhecimento de cada bioma, o comprometimento com as populações originárias, o reforço do
compromisso com a biodiversidade e a contribuição para a construção de um novo paradigma ecológico. No fim, apresentou dez desafios da Frente Parlamentar para os quais pediu apoio da CNBB e do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Ações convergentes

“Sentimo-nos, portanto, amparados e revigorados na busca dos nossos objetivos”, afirmou o secretário de articulação institucional e cidadania do MMA, Edson Gonçalves Duarte, ao comentar a escolha da temática da CF 2017.

O representante do  ministro Sarney Filho lembrou da atuação do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, na defesa do Rio São Francisco e ressaltou que o cuidado com os biomas permeia todos os campos de atuação do Ministério: florestas, biodiversidade, água, extrativismo, clima, desenvolvimento sustentável e cidadania ambiental.

O secretário lamentou o profundo desconhecimento de parte da sociedade brasileira “que muitas vezes até compreende a importância da Amazônia, mas não percebe que o equilíbrio ecológico dos biomas é necessário para a manutenção, não apenas da fauna e da flora, mas também da vida humana”.

Duarte considerou que muitas das ações propostas pela Campanha da Fraternidade convergem com as prioridades determinas pelo MMA, como o combate ao desmatamento, o aprimoramento do monitoramento dos biomas, proteção de nascentes e matas ciliares, apoio aos povos tradicionais e a educação ambiental.

“A incorporação de toda essa temática na perspectiva de trabalho da CNBB
fortalece sobremaneira a defesa dos biomas brasileiros, pois, além de um arcabouço científico muito bem estruturado, a Campanha da Fraternidade reveste suas ações de uma riqueza espiritual capaz de tocar as consciências de uma forma profunda”,
salientou.

Publicação original: CNBB

21:00 · 10.02.2017 / atualizado às 21:01 · 10.02.2017 por
O periquito cara-suja (Pyrrhura griseipectus), o mais ameaçado de extinção das Américas, teve projeto de conservação, no Maciço de Baturité, aprovado em uma das edições anteriores Foto: Fábio Nunes / Aquasis

O Programa de Apoio a Ações de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que já apoiou 1.493 iniciativas, visa potencializar a geração de conhecimento com pesquisas e estudos sobre a biodiversidade brasileira, além de estimular ações que promovam mudanças positivas no cenário ambiental do País.

As inscrições para a primeira chamada anual de 2017 do Edital de Apoio a Projetos estão abertas até 31 de março, no site www.fundacaogrupoboticario.org.br, na seção Editais da página inicial. Serão selecionadas iniciativas em todas as regiões brasileiras.

O edital é dividido em três linhas temáticas. Uma delas busca a criação ou ampliação de Unidades de Conservação de Proteção Integral e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), além de executar ações prioritárias indicadas em seus planos de manejo.

Outra linha prioriza iniciativas para proteger as espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Esses projetos devem ter como objetivo colocar em prática as ações previstas nos Planos de Ação Nacional (PANs), buscando melhorar os seus status de conservação. Também são previstas ações emergenciais para aquelas que ainda não possuam PANs ou que enquadrem uma espécie em listas oficiais de ameaças.

O terceiro foco do edital é voltado para iniciativas que visem minimizar as ameaças à biodiversidade dos ecossistemas costeiros e marinhos, que estão longe da meta de proteção da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) – que indica a necessidade de conservar 10% desses ambientes, sendo que o Brasil protege atualmente apenas 1,5% por meio de Unidades de Conservação (UCs).

“A partir de cada projeto selecionado, reforçamos nossa razão de existir: promover e realizar ações de conservação da natureza brasileira. Cada edital representa várias oportunidades de participarmos dos mais diversos estudos e ações práticas de conservação, que são pragmáticos e cumprirão este objetivo”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

Para concorrer ao apoio é preciso que a iniciativa seja realizada por instituições privadas sem fins lucrativos, como fundações ligadas a universidades e organizações não governamentais. Em caso de dúvidas, os interessados podem contatar a equipe de Ciência e Informação da Fundação Grupo Boticário, pelo endereço edital@fundacaogrupoboticario.org.br.

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou mais de 1.493 projetos de 493 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Mais informações:
www.fundacaogrupoboticario.org.br

www.twitter.com/fund_boticario

www.facebook.com/fundacaogrupoboticario

10:00 · 12.12.2016 / atualizado às 20:48 · 11.12.2016 por

Confira galeria fotográfica com sete espécies e descubra onde vivem

País com enorme biodiversidade e reconhecido mundialmente por isso, o Brasil abriga mais de cem mil espécies de animais em seu território. Belas, peculiares ou curiosas, elas são responsáveis diretas pelo equilíbrio e manutenção do meio ambiente.

Infelizmente, vários exemplares da nossa fauna estão ameaçados de extinção. Sejam eles mamíferos, aves, anfíbios ou répteis; marinhos ou terrestres, são animais que vivem sob ameaça em diferentes locais do país. Confira na galeria a seguir alguns exemplos e descubra onde estes seres incríveis (ainda) se encontram.

Brachycephalus tridactylus

O anfíbio foi identificado pela primeira vez na Reserva Natural Salto Morato, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em Guaraqueçaba, litoral norte do Paraná. A espécie é encontrada somente nos topos de morros da Mata Atlântica, que são regiões úmidas e frias. Com três dedos nas patas traseiras, a espécie chega a 1,5 cm de comprimento. Foto: Fundação Grupo Boticário
O anfíbio foi identificado pela primeira vez na Reserva Natural Salto Morato, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em Guaraqueçaba, litoral norte do Paraná. A espécie é encontrada somente nos topos de morros da Mata Atlântica, que são regiões úmidas e frias. Com três dedos nas patas traseiras, a espécie chega a 1,5 cm de comprimento Foto: Fundação Grupo Boticário

Bicudinho-do-brejo

O bicudinho-do-brejo (Stymphalornis acutirostris) pesa cerca de 10 gramas e mede em torno de 14 centímetros. Tem um voo limitado, de no máximo 25 metros. Isso, somado à degradação de seu habitat, interfere diretamente na ocorrência da espécie, que hoje vive em áreas não contínuas. É encontrado em Santa Catarina e no Paraná. Foto: Haroldo Palo Jr./Fundação Grupo Boticário
O bicudinho-do-brejo (Stymphalornis acutirostris) pesa cerca de 10 gramas e mede em torno de 14 centímetros. Tem um voo limitado, de no máximo 25 metros. Isso, somado à degradação de seu habitat, interfere diretamente na ocorrência da espécie, que hoje vive em áreas não contínuas. É encontrado em Santa Catarina e no Paraná
Foto: Haroldo Palo Jr./Fundação Grupo Boticário

Papagaio-de-peito-roxo

Classificada como “espécie em perigo”, o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) habita as regiões Sul e Sudeste do Brasil. Endêmica da Mata Atlântica, suas principais ameaças são a caça predatória e a degradação do seu habitat. A ave alimenta-se de frutos, sementes e folhas. No Sul do país, o principal alimento é o pinhão, semente da Araucária. Foto: Andrieli Rizzi/Fundação Grupo Boticário
Classificada como “espécie em perigo”, o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) habita as regiões Sul e Sudeste do Brasil. Endêmica da Mata Atlântica, suas principais ameaças são a caça predatória e a degradação do seu habitat. A ave alimenta-se de frutos, sementes e folhas. No Sul do país, o principal alimento é o pinhão, semente da Araucária Foto: Andrieli Rizzi/Fundação Grupo Boticário

Tamanduá-bandeira

Encontrado em todos os biomas brasileiros, o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) se alimenta principalmente de pequenos insetos. A espécie não tem dentes, o que o torna uma exceção entre os mamíferos. A captura dos seus alimentos é com sua língua comprida e também grudenta. Seu risco de extinção está ligado à perda de habitat natural. Foto: Haroldo Palo Jr./Fundação Grupo Boticário
Encontrado em todos os biomas brasileiros, o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) se alimenta principalmente de pequenos insetos. A espécie não tem dentes, o que o torna uma exceção entre os mamíferos. A captura dos seus alimentos é com sua língua comprida e também grudenta. Seu risco de extinção está ligado à perda de habitat natural Foto: Haroldo Palo Jr./Fundação Grupo Boticário

Muriqui-do-norte

Endêmico da Mata Atlântica, o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) é o maior primata das Américas, podendo chegar até 15kg. A espécie é classificada como “criticamente em perigo”, o que significa que enfrenta risco extremamente elevado de extinção na natureza. Atualmente, são identificados apenas mil indivíduos que vivem todos no Brasil, sendo a maioria localizada em Minas Gerais. Curiosamente, os animais vivem em grupos e tem o hábito de se abraçarem. Foto: Acervo Biodiversitas/Fundação Grupo Boticário
Endêmico da Mata Atlântica, o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) é o maior primata das Américas, podendo chegar até 15kg. A espécie é classificada como “criticamente em perigo”, o que significa que enfrenta risco extremamente elevado de extinção na natureza. Atualmente, são identificados apenas mil indivíduos que vivem todos no Brasil, sendo a maioria localizada em Minas Gerais. Curiosamente, os animais vivem em grupos e tem o hábito de se abraçarem Foto: Acervo Biodiversitas/Fundação Grupo Boticário

Mico-leão-dourado

A espécie vive cerca de 16 anos e tem hábitos diurnos. Alimenta-se principalmente de frutas, animais invertebrados e pequenos vertebrados. O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) habita o Rio de Janeiro e leva esse nome devido sua pelagem dourada, que está disposta na sua cabeça em forma de juba. Habita o Sudeste do Brasil. Foto: Haroldo Palo Jr./Fundação Grupo Boticário
A espécie vive cerca de 16 anos e tem hábitos diurnos. Alimenta-se principalmente de frutas, animais invertebrados e pequenos vertebrados. O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) habita o Rio de Janeiro e leva esse nome devido à sua pelagem dourada, que está disposta na sua cabeça em forma de juba. Habita o Sudeste do Brasil Foto: Haroldo Palo Jr./Fundação Grupo Boticário

Periquito-cara-suja

O periquito-cara-suja (Pyrrhura griseipectus) tem um papel de grande importância na regeneração natural das florestas pois, ao se alimentar, dissemina sementes em diferentes áreas e que promove o nascimento de novas árvores. Considerado criticamente ameaçado de extinção, o psicitacídeo (grupo de aves das araras, periquitos e papagaios) é o mais ameaçado do país e pode ser encontrado apenas no Ceará. Foto: Fábio Nunes/ Fundação Grupo Boticário
O periquito-cara-suja (Pyrrhura griseipectus) tem um papel de grande importância na regeneração natural das florestas pois, ao se alimentar, dissemina sementes em diferentes áreas, promovendo o nascimento de novas árvores. Considerado criticamente ameaçado de extinção, o psicitacídeo (grupo de aves das araras, periquitos e papagaios) é o mais ameaçado do País e pode ser encontrado apenas no Ceará  Foto: Fábio Nunes/ Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação  é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação,  já apoiou 1.493 projetos de 493 instituições em todo o Brasil.

A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Mais informações:

www.fundacaogrupoboticario.org.br

www.twitter.com/fund_boticario

www.facebook.com/fundacaogrupoboticario

Material disponibilizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

10:42 · 08.07.2016 / atualizado às 10:42 · 08.07.2016 por
Interessados têm até 31 de agosto para cadastrar propostas Foto: Haroldo Palo Jr.
Interessados têm até 31 de agosto para cadastrar propostas Foto: Haroldo Palo Jr.

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza acaba de abrir as inscrições do tradicional “Programa de Apoio a Ações de Conservação”. Para esta edição, é possível concorrer em três categorias: “Apoio a Projetos”, “Apoio a Programas” e “Biodiversidade do Paraná”. As inscrições ficam abertas até 31 de agosto, neste link.

A iniciativa visa potencializar a geração de conhecimento, por meio de pesquisas e estudos da biodiversidade brasileira, além de estimular ações que promovam mudanças positivas no cenário ambiental do país. “Incentivamos projetos que tragam resultados efetivos para a proteção da biodiversidade e contribuam com o cumprimento das metas ambientais internacionais com as quais o País esteja comprometido” afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

A categoria “Apoio a Projetos” selecionará iniciativas que contribuam para a conservação da natureza no Cerrado e na Caatinga, biomas que juntos ocupam 36% do território brasileiro. “A cada edição, escolhemos um ‘recorte’ específico para promover novas iniciativas. Dessa vez, o foco será em projetos de conservação de dois biomas muito importantes para o país. Na Caatinga vivem 27 milhões de brasileiros, além de ser o único bioma exclusivamente nacional. E o Cerrado abriga nascentes de rios que abastecem as principais bacias hidrográficas do País, tanto que carrega o apelido de ‘caixa d’água do Brasil’”, afirma a diretora.

Com o ‘Apoio a Programas’, são abrangidas iniciativas de média e longa duração, que possibilitem ações de conservação da natureza de maior magnitude e que demandem mais tempo para aplicação. Já a terceira categoria – ‘Biodiversidade do Paraná’-, criada em parceria com a Fundação Araucária, seleciona propostas a serem executadas em qualquer região paranaense, como por exemplo, a área de ocorrência da Floresta com Araucárias, ecossistema característico da Mata Atlântica.

Linhas temáticas

Para concorrer em qualquer uma das três categorias, é preciso que as propostas atendam a uma das quatro linhas temáticas de apoio. A primeira trata de “Unidades de Conservação de Proteção Integral e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs)” e tem como objetivo a criação, ampliação e execução de atividades prioritárias de seus Planos de Manejo (documentos oficiais de planejamento das unidades de conservação). A segunda linha visa a execução de ações prioritárias para espécies ameaçadas, seguindo os Planos de Ação Nacional (PANs), documentos que elencam ações prioritárias para conservação de determinadas espécies e ecossistemas.

A terceira, “Ambientes Marinhos”, é voltada para estudos, ações e ferramentas para a proteção e redução de pressão sobre a biodiversidade marinha. Nesta edição, essa linha será destinada apenas a propostas da categoria “Biodiversidade do Paraná”.

Já a linha “Políticas Públicas”(exclusiva para “Apoio a Programas”) visa à implementação e fortalecimento de incentivos para conservação da natureza, instrumentos legais para fiscalização e proteção da biodiversidade, consolidação de áreas protegidas e parcerias para conservação.

Inscrições

Podem se inscrever no Programa de Apoio a Ações de Conservação instituições sem fins lucrativos, como fundações ligadas a universidades e organizações não governamentais (ONGs). Para a categoria “Biodiversidade do Paraná”, pessoas físicas e universidades públicas podem se candidatar através do site da Fundação Araucária.

A Fundação Grupo Boticário, ao longo dos seus 25 anos, já apoiou 1.486 projetos de 496 instituições em todo o Brasil, contribuiu para a descrição de 141 espécies e para o estudo de outras 240 espécies ameaçadas.

Fundação Grupo Boticário

Trata-se de uma é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Mais informações:

www.fundacaogrupoboticario.org.br

www.twitter.com/fund_boticario

www.facebook.com/fundacaogrupoboticario

21:15 · 03.06.2016 / atualizado às 21:58 · 03.06.2016 por

ids-2015-ibge

Estudo reúne 63 indicadores com o objetivo de traçar um panorama do país, em quatro dimensões: ambiental, social, econômica e institucional

Entre 2004 e 2011, as emissões de gás carbônico (CO2), um dos principais gases de efeito estufa (GEE), caíram 84,4% no setor de mudança do uso da terra e florestas. Isso ocorreu em consequência da redução no desflorestamento na Amazônia, que mostrou tendência de queda entre 2005 e 2013, atingindo o nível mais baixo em 2012 (4.571 km²).

No período de 2008 a 2013, o ano de 2013 apresentou o menor número de queimadas e incêndios, com 115.184 focos, enquanto em 2010, o ano com o maior valor, tinham sido 249.274 focos. Os incêndios se concentram em algumas regiões, sendo que a mais extensa e recorrente corresponde ao denominado Arco do Desflorestamento, que abrange o sul e o leste da Amazônia Legal.

Já a intensidade do uso de agrotóxicos mais que dobrou entre 2000 e 2012. Em 2002, ano de menor uso da série, a comercialização do produto era de 2,7Kg/ha, enquanto em 2012 foi de 6,9Kg/ha. Os produtos considerados perigosos (medianamente) foram os mais representativos no período entre 2009 e 2012, respondendo por 64,1% dos itens comercializados em 2012.

A energia renovável perdeu participação na matriz energética brasileira, registrando, em 2012, sua menor participação em uma década (42,4%). Por outro lado, a participação de petróleo e derivados, fontes não renováveis de energia, aumentou de 36,7% para 39,2% entre 2008 e 2012.

Essas são algumas das revelações da 6ª edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) Brasil 2015, que reúne 63 indicadores com o objetivo de traçar um panorama do País, em quatro dimensões: ambiental, social, econômica e institucional. Entre as fontes de pesquisa utilizadas para a construção dos indicadores estão a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), Produto Interno Bruto (PIB), Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) e Projeção da População do Brasil, todos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo também utiliza dados de ministérios, secretarias estaduais e municipais, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) e outras instituições.

Esta edição dá continuidade à série, iniciada em 2002, atualizando os indicadores já publicados e disponibilizando novas informações, além da introdução de novos dados, reafirmando o objetivo de disponibilizar um sistema de informações para o acompanhamento da sustentabilidade do padrão de desenvolvimento do País.

O estudo traz, pela primeira vez, informações sobre a diversidade cultural e ambiental brasileira, por meio do indicador de Patrimônio Cultural Brasileiro, formado por 11 bens culturais e oito naturais, todos reconhecidos pela Unesco.

A publicação completa pode ser acessada pelo link: www.ibge.gov.br/home/geociencias/recursosnaturais/ids/default_2015.shtm.

Dimensão Ambiental: emissões de gás carbônico diminuem 84,4% entre 2004 e 2010

Com 19 indicadores, a dimensão ambiental do IDS aborda temas ligados à emissão de GEE, poluição do ar e das águas, uso de agrotóxicos, queimadas, desflorestamento, além de informações sobe saneamento básico, entre outros.

Em relação às emissões, houve uma queda de 84,4% do dióxido de carbono (CO2) no setor de mudança do uso da terra e floresta, (de 1.579.660 Gg para 246.245 Gg) entre 2004 e 2010. Isso ocorreu em função da redução do desflorestamento na Amazônia, que chegou ao seu menor valor em 2012 (4.571 km² de desflorestamento).

O ano de 2013 apresentou o menor número de queimadas e incêndios desde 2008, com 115.184 focos, enquanto em 2010, o ano com o maior valor, foram 249.274 focos. A espacialização dos focos de calor evidencia a sua concentração em algumas regiões do país, sendo que a mais extensa e recorrente corresponde ao denominado Arco do Desflorestamento, que abrange o sul e o leste da Amazônia Legal. Nesta região, as queimadas, associadas ao desflorestamento, são responsáveis pela destruição de grandes áreas florestais. Pará (20.542), Mato Grosso (17.768) e Maranhão (16.189) são os Estados com os maiores números de focos de calor em 2013.

As Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs) também sofrem queimadas, embora em menor intensidade. Em 2013, os focos de calor destas áreas corresponderam a 14,9% do total do País. No mesmo ano, registrou-se a mesma tendência observada para o Brasil, com redução do número de focos de calor em relação a 2012 (30.956 para 17.137).

A análise segundo os biomas também mostra valores oscilantes, sendo que, entre 2012 e 2013, ocorreu uma redução do número de focos de calor em todos os biomas. A Amazônia registrou a maior ocorrência de focos em todos os anos analisados (48.929 em 2013), seguido pelo Cerrado, com 42.622 focos de calor em 2013. Os demais biomas somados (Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa) corresponderam a 20,0% do total de focos de calor em 2013. A Mata Atlântica vem apresentando decréscimo contínuo desde 2011, mas ainda é o bioma mais desflorestado (85,5% de sua área original até 2012).

Desflorestamento na Amazônia Legal desacelerou de 27,8 mil km² em 2004 para 5,8 mil km² em 2013

De 1997 a 2004, o desflorestamento bruto anual na Amazônia Legal teve crescimento continuado, atingindo seu maior nível em 2004 (27.772 km²). De 2005 até 2013, a tendência foi de queda, chegando ao nível mais baixo em 2012 (4.571 km²).

Quanto ao desflorestamento bruto acumulado de 1997 a 2013, a análise das duas metades desse período de 16 anos mostra uma desaceleração: entre 1997 e 2004, a área desmatada foi de 159.078 km², enquanto de 2005 a 2013 foram desmatados 89.158 km².

Entre os biomas extra-amazônicos, o Cerrado teve 49,0% de sua área desmatada até 2010, enquanto na Caatinga, até 2009, a perda foi de 46,0%. O Pampa, único bioma restrito a uma única unidade da federação, ocupa 63,0% do Rio Grande do Sul e teve 54,0% da sua cobertura vegetal desmatada até 2009. Já o Pantanal teve 15,0% de sua área desmatada.

Brasil tem 1,5 milhão de km² de áreas protegidas

Em 2013, o País possuía 1.783 UCs, terrestres e marinhas, com cerca de 1,5 milhão de km², superando as áreas somadas de Portugal, França e Alemanha. Houve forte crescimento da área total das UCs: em 1992 elas representavam 5,4% do território nacional e, em 2013, 17,3%.

As unidades da federação com as maiores proporções dos seus territórios em áreas protegidas eram o Distrito Federal (93,5%), Amapá (62,8%), Acre (32,3%) e Pará (32,2%). Juntos, Amazonas e Pará concentravam 9,4% das áreas protegidas do País.

A Amazônia detém a maior área protegida (26,1%, das quais 16,3% são de uso sustentável e 9,4% de proteção integral), além de possuir também as maiores UCs em extensão, que ocupam uma área total de 1.093.604 km². O Pampa e o Pantanal são os biomas com as menores proporções dos seus territórios protegidos em UCs (2,7% e 4,6%, respectivamente). A Mata Atlântica, o Cerrado e a Amazônia possuem os maiores números de UCs (964, 362 e 313, respectivamente).

Brasil tem 627 espécies ameaçadas, a maioria da Mata Atlântica

Há 627 espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção, metade delas na categoria vulnerável. Os grupos que apresentam maior número de espécies ameaçadas são as aves (160), os peixes de água doce (142) e os insetos (96).

Entre os biomas, a Mata Atlântica tem o maior número de espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção (275 e 269, respectivamente), com o Cerrado (131 da flora) e a Amazônia (118 da fauna) a seguir.

A maioria das espécies da flora ameaçadas encontra-se no Sudeste e no Sul. De um total de 4.617, 45,9% foram classificadas como ameaçadas, nas categorias Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) ou Criticamente em Perigo (CR).

Ozônio é o principal poluente do ar em áreas urbanas

A emissão de ozônio (O3) é um dos pontos críticos para a poluição atmosférica, pois é de difícil controle, sendo gerado na baixa atmosfera por reações oriundas da queima de combustíveis fósseis. O aumento da frota de veículos dificulta o controle das concentrações do O3, além de aumentar a emissão direta dos outros poluentes atmosféricos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, dentre os poluentes estudados, é o que apresenta os maiores números de violações do padrão primário (576 em 2012). Em Belo Horizonte também é o poluente mais crítico em termos de número de violações (65 em 2011).

Uso de agrotóxicos mais que dobra em dez anos

Os valores de comercialização de agrotóxicos e afins por área plantada registram aumento contínuo a partir de 2009, alcançando 6,9 kg/ha em 2012. Isto representa um acréscimo de 4,2 kg/ha num período de dez anos, tendo em vista que em 2002 o valor foi de 2,7 kg/ha.

Quanto à análise por classes de periculosidade ambiental, as classes III (produto perigoso) e II (produto muito perigoso) foram as mais representativas no período 2009-2012, tendo participado com 64,1% e 27,7%, respectivamente, do total dos agrotóxicos comercializados em 2012. A classe IV (produto pouco perigoso) apresentou crescimento contínuo no período analisado. Em 2012, as classes de agrotóxicos mais comercializadas foram os herbicidas (62,6%), seguidos pelos inseticidas (12,6%) e fungicidas (7,8%).

O Sudeste apresentou a maior comercialização de agrotóxicos por unidade de área (8,8 kg/ha), seguida pela região Centro-Oeste (6,6 kg/ha). Entre as unidades da federação, os maiores valores foram verificados em São Paulo (10,5 kg/ha), Goiás (7,9 kg/ha) e Minas Gerais (6,8 kg/ha), e os menores ocorreram no Amazonas e Ceará, com menos de 0,5 kg/ha.

Poluição e esgoto não tratado prejudicam qualidade das águas interiores

De 2001 a 2003, o percentual de esgoto tratado no Brasil era inferior a 60,0%. Em 2009, essa taxa chega a 68,4%. A partir de 2010, houve um declínio, possivelmente associado ao maior número de municípios amostrados, que eram 1.739 em 2009 e passaram a 1.948 em 2010. Em 2011, a taxa recuou para 67,9%. Assim, de 2001 a 2011, houve um incremento de aproximadamente 1,6 bilhão de m³ (ou 15,4%) no volume de esgoto tratado.

A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e o Índice de Qualidade da Água (IQA) são indicadores da qualidade da água em trechos de rios e represas. A DBO mede a quantidade de oxigênio necessária para degradar a matéria orgânica na água. Quanto maior o seu valor, pior é a qualidade da água. Já o IQA utiliza nove parâmetros (temperatura, pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes termotolerantes, nitrogênio total, fósforo total, resíduo total e turbidez) e varia de 0 a 100. Quanto maior o valor, melhor a qualidade da água.

Entre os 367 pontos de monitoramento no País, 73,0% tinham DBO média dentro dos padrões do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), entre 0 e 5 mg/l. Mas o baixo percentual de tratamento dos esgotos lançados em corpos de água se reflete no alto valor de DBO e baixo IQA em trechos dos rios que cortam áreas urbanas ou industrializadas, como o Alto Tietê/Zona Metropolitana de São Paulo (inclusive a represa Billings) e o Iguaçu/Zona Metropolitana (Paraná).

Outros importantes corpos d’água mostraram valores médios anuais de DBO abaixo do limite, como Rio Paraíba do Sul (no trecho que abastece a Região Metropolitana do Rio de Janeiro) e os rios Caí, Gravataí e Sinos (formadores do Lago Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre).

Dimensão social: mesmo com tendência de redução, doenças relacionadas ao saneamento inadequado ainda persistem

Os dados do IDS 2015 apontaram avanços na maior parte dos 21 indicadores da dimensão social, que avaliam a satisfação das necessidades humanas, melhoria da qualidade de vida e justiça social. Os indicadores se relacionam a temas como demografia, emprego, saúde, educação e violência.

Mesmo apresentando tendência de declínio, o número de internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado (DRSAI) ainda é elevado. Em 2013, ocorreram 202,6 casos por 100 mil habitantes, uma redução de 37,8% na comparação com 2000 (326,1 por 100 mil habitantes).

As diferenças regionais são marcantes: enquanto no Norte, 396,1 pessoas foram internadas para cada 100 mil habitantes, no Sudeste esse número chegou a 78,3, em 2013. Em relação aos Estados, alguns atingiram valores superiores a 500 (Maranhão, Piauí e Pará), enquanto em São Paulo foram 55,5 internações por 100 mil habitantes, o menor valor do País.

Desde a segunda metade da década de 1990, as coberturas de vacinas, como sarampo, tríplice bacteriana e poliomielite, que antes apresentavam oscilações, passaram a um movimento de rápida ascensão, alcançando a totalidade da população alvo ou chegando próximo a isso. A BCG, desde o início do período analisado, foi uma vacina de grande amplitude, partindo de 90% e apresentando, desde 1995, cobertura plena (100%).

A década de 2000 apresentou mudanças no esquema vacinal, com a tríplice bacteriana sendo substituída pela tetravalente em 2002 e a vacina contra sarampo sendo incorporada à tríplice viral a partir de 2003. Desde sua implantação, esta última vacina tem apresentado constância na cobertura plena, enquanto a tetravalente tem mostrado certa oscilação, porém com taxas sempre elevadas, variando de 94% a 100%.

O aumento da proporção de crianças imunizadas contra o sarampo é um dos indicadores utilizados pela ONU para avaliar o atingimento da meta de redução da taxa de mortalidade infantil.

Dimensão econômica: energia não renovável amplia sua participação na matriz energética brasileira

Além de informações sobre energia e reciclagem, os 11 indicadores da dimensão econômica abordam dados relacionados ao PIB, endividamento do País e rejeitos radioativos.

O consumo final de energia per capita apresentou crescimento constante ao longo do período 2000-2012, com exceção apenas para 2009, tendo passado de 41,5 GJ/habitante em 2000 para 53,3 GJ/hab, em 2012. A população cresceu 1,2% ao ano em média, enquanto o consumo de energia exibiu um crescimento de 3,3% ao ano. A queda em 2009 (47,8 GJ/hab) possivelmente se deveu à crise mundial de 2008. O maior acesso da população aos bens de consumo essenciais e aos serviços de infraestrutura acarretou aumento do consumo de energia, o qual, por sua vez, causa impactos sobre a população e o meio ambiente.

A participação da energia não-renovável na matriz energética brasileira apresentou crescimento (de 56,1% em 2003 para 57,6% em 2012), principalmente na oferta de petróleo e derivados, que passou de 36,7% para 39,2%, entre 2008 e 2012. Os combustíveis fósseis continuam a dominar a matriz energética brasileira (57,6%), mas, analisando-se a distribuição das diferentes fontes renováveis, percebe-se que os derivados de cana-de-açúcar e carvão vegetal estão perdendo participação, em parte devido ao aumento relativo das fontes alternativas (solar, eólica, biomassa, biogás etc.). A participação destas fontes na matriz energética passou de 2,8% em 2003, para 4,1% em 2012. Já participação da lenha e do carvão vegetal caiu de 13,2% para 9,1%, entre 2004 e 2012. Embora considerados fontes renováveis, nem sempre são produzidos de forma sustentável, ou seja, a partir de florestas plantadas para tal.

Reciclagem de latas alcança 97,9% da sua produção

Observa-se uma tendência de crescimento da reciclagem entre 1993 e 2012. As latas de alumínio mantiveram seu destaque, com o reaproveitamento de 97,9% em 2012. Em 2011, por exemplo, o Índice de Reciclagem de Alumínio (não apenas latas) para o Brasil foi de 98,3%, superior ao do Japão (92,6%), Argentina (91,7%) e Estados Unidos (65,1%), conforme apresentado pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre). Isto se deve a vários fatores, como a existência de mercado de reciclagem em todas as regiões do País, a facilidade para coletar, transportar e vender, a sua disponibilidade durante todo o ano e o alto valor de mercado da sucata de alumínio.

Aproximadamente 59,0% das embalagens pós-consumo de PET foram recicladas em 2012. Para as embalagens longa vida, também conhecidas como cartonadas ou tetrapak, de reciclagem mais recente, os valores são mais baixos, tendo alcançado 29,0% em 2012, em razão da necessidade de separar os materiais componentes (papel, alumínio, plástico), fator que dificulta a reciclagem desse tipo de embalagem.

Dimensão institucional: Unesco reconhece 11 bens culturais e oito naturais no Brasil

A dimensão institucional, com 12 indicadores, aborda temas como acordos multilaterais internacionais, legislação, serviços de tecnologia e patrimônio cultural.

O país tem, hoje, 11 bens culturais e oito bens naturais considerados patrimônio mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco). Entre 1980 e 1987, o Brasil obteve o reconhecimento de seis deles, a maioria cidades históricas. Foi necessário o dobro do tempo (1987-2012) para outros cinco bens culturais serem considerados de importância mundial.

O mais antigo é o Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto (MG), de 1980, e os mais recentes são o Centro Histórico da Cidade de Goiás (GO) e a Praça de São Francisco, em São Cristóvão (SE), aprovados em 2010, e paisagens cariocas entre a montanha e o mar (RJ), aprovado em 2012.

Quanto aos bens naturais, o primeiro reconhecimento foi em 1986, o do Parque Nacional do Iguaçu (PR). Em 2001, já eram oito, ano em que entraram para a lista o Parque Nacional dos Veadeiros e das Emas (GO) e o Parque Nacional de Fernando de Noronha e Atol das Rocas (PE). Com exceção da Sudeste, todas as regiões do Brasil e a maioria dos biomas, exceto o Pampa, têm pelo menos um bem natural incluído na lista.

Já a lista de bens imateriais que fazem parte do Patrimônio Mundial é integrada pelo Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA), Expressão Oral e Gráfica dos Wajãpi (AP), Frevo do Carnaval de Recife (PE) e Círio de Nazaré (PA). Em 2011, o Comitê destacou um bem imaterial em necessidade urgente de salvaguarda: o Yaokwa, ritual do povo Enawene Nawe (MT), entre o Cerrado e a Amazônia.

A maioria dos bens materiais está nas regiões Sudeste e Nordeste, enquanto os imateriais se distribuem mais uniformemente pelo território brasileiro, com ênfase no Norte.

Fontes: Agência Envolverde e IBGE

08:00 · 03.02.2016 / atualizado às 11:59 · 03.02.2016 por
O Ecossistema Costeiro-Marinho foi a área natural escolhida como foco para o segundo edital nacional da Fundação Grupo Boticário de 2015 Foto: Helosa Araújo / Agência Diário
O Ecossistema Costeiro-Marinho foi a área natural escolhida como foco para o segundo edital nacional da Fundação Grupo Boticário de 2015 Foto: Helosa Araújo / Agência Diário

As inscrições para a primeira chamada anual de 2016 do Edital de Apoio a Projetos, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, estão abertas desde o dia 31 de janeiro e podem ser realizadas até 31 de março, no site www.fundacaogrupoboticario.org.br, na seção “Editais”.

Serão selecionadas iniciativas em todas as regiões brasileiras. As inscrições para o Edital Biodiversidade Paraná serão abertas no segundo semestre. Em caso de dúvidas, os interessados podem contatar a equipe de Ciência e Informação da Fundação Grupo Boticário, pelo endereço picn@fundacaogrupoboticario.org.br.

20 iniciativas receberão R$1,5 mi

Em janeiro, a Fundação divulgou a lista das novas iniciativas de conservação da natureza que serão apoiadas a partir do primeiro semestre de 2016. No total, serão doados cerca de R$ 1,5 milhão a 20 novas iniciativas, no Ecossistema Costeiro-Marinho e na Mata Atlântica. As pesquisas foram selecionadas por meio de dois editais, um nacional e outro com foco no Paraná.

No edital nacional, os Estados beneficiados foram São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Paraíba, Amapá, Pará, Maranhão, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que abrigam importantes áreas do ecossistema costeiro-marinho, área natural escolhida como foco para o segundo edital nacional da Fundação Grupo Boticário de 2015.

Já o Edital Biodiversidade do Paraná, seleciona apenas pesquisas e projetos a serem realizados por instituições desse Estado, com foco especial para a Floresta com Araucárias – ecossistema reduzido a 1% da sua cobertura original – e para a Floresta Densa do Lagamar (Litoral e Serra do mar).

Nesta chamada, sete iniciativas foram aprovadas, com um valor total de R$ 600 mil. Esse edital, que é anual, é realizado em parceria com a Fundação Araucária, instituição sem fins lucrativos que atua no fomento à pesquisa no Paraná.

Entre os projetos selecionados, destaca-se o trabalho que será desenvolvido para a conservação das tartarugas marinhas na região da Foz do Rio Doce (ES). Realizada pelo Projeto Tamar, essa iniciativa ganha, ainda, mais relevância após o desastre com as barragens de rejeitos de mineração, ocorrido em novembro do ano passado, em Mariana (MG), e que chegou ao mar na altura do Espírito Santo.

“Os estudos dessa pesquisa podem vir a trazer informações valiosas para entender melhor o impacto que esse incidente causou na biodiversidade local”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

Em 25 anos de atuação, a Fundação Grupo Boticário já se firmou como uma das maiores apoiadoras, ligadas à iniciativa privada, de iniciativas de conservação da natureza brasileira. Ao todo, 1.457 iniciativas já foram apoiadas em todos os estados brasileiros.

Para conferir a lista completa das 20 novas iniciativas selecionadas nos dois editais, bem como os respectivos técnicos e instituições responsáveis por cada uma delas, acesse o site www.fundacaogrupoboticario.org.br, e clique na seção “O que fazemos” > “Editais”.

Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos, cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.457 projetos de 487 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Fonte: Fundação Grupo Boticário

20:27 · 15.01.2016 / atualizado às 20:27 · 15.01.2016 por
O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada Foto: Associação Caatinga
O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada Foto: Associação Caatinga

Um tatu-bola foi encontrado no quintal da casa de agricultores da localidade Pau de Óleo, no município de Crateús (CE). Após encontrarem o animal, os agricultores foram orientados a encaminhá-lo animal à Associação Caatinga, organização não governamental (ONG) de proteção ao bioma original do Nordeste e responsável pelo Programa de Conservação do Tatu-bola, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Em 2014, o tatu-bola atraiu os olhares do mundo para si como mascote da Copa do Mundo, mas a situação do mamífero segue preocupante. O animal típico da Caatinga, aparece na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Nacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Em janeiro de 2015,outro tatu-bola foi resgatado na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA) e encaminhado ao Zoológico de Brasília, onde um casal de tatus-bola é mantido em cativeiro para estudos a fim de preservar a espécie.

O gerente da Reserva, Thiago Vieira, afirma que a confiança popular no trabalho da instituição contribui para o desenvolvimento das ações de conservação do Bioma. “A entrega desse tatu-bola à Associação Caatinga pela comunidade do entorno da RNSA é reflexo positivo do trabalho desenvolvido em prol da conservação do Bioma. Fazemos a nossa parte com as ações de Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável e a comunidade reconhece e colabora conosco”, ressalta Thiago.

O tatu-bola conta com um Plano de Ação Nacional para Conservação (PAN), elaborado sob coordenação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e com o apoio da Associação Caatinga. Graças à parceria da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a Associação Caatinga implementa as ações prioritárias previstas no PAN para a conservação do mamífero.

“A conservação do tatu-bola traz impactos positivos para as outras formas de vida existentes na Caatinga. A execução das ações do PAN torna possível também a conservação de inúmeras outras espécies raras, endêmicas ou ameaçadas dos biomas Caatinga e Cerrado, além de contribuir para a mitigação de efeitos potencializadores do aquecimento global, combater a degradação e desertificação”, afirma Samuel Portela, coordenador de áreas protegidas da Associação Caatinga.

O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada.

08:14 · 30.07.2015 / atualizado às 08:34 · 30.07.2015 por

Atração fica na capital cearense por duas semanas e tem atendimento especial para grupos escolares

A Conexão Estação Natureza, exposição interativa que tem por objetivo aproximar a natureza do dia a dia das pessoas, chegou a Fortaleza nesta terça-feira (28). A mostra, que é inédita e gratuita, acontece na Praça do Telão (Piso L1) do Shopping Iguatemi Fortaleza até 11 de agosto e é promovida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

A exposição teve início em São Paulo (SP) e já esteve no Rio de Janeiro (RJ), em Belo Horizonte (MG), em Brasília (DF) e em Salvador (BA) atraindo mais de 1,5 milhão de pessoas. Depois de Fortaleza, o evento segue para outras quatro capitais, percorrendo, no total, 15 mil Km, por todas as regiões brasileiras.

A Conexão Estação Natureza sensibiliza os visitantes para a causa ambiental, oferecendo atividades interativas, a partir de recursos tecnológicos avançados. Sua principal mensagem é que seres humanos e a natureza estão conectados um ao outro, de modo indissociável. Toda a exposição é 100% adaptada para portadores de necessidades especiais.

Atrações para toda a família

A Conexão Estação Natureza oferece jogos e atividades para todos os públicos e idades. O espaço que tem atraído mais visitantes é o cinema sensorial 4D de seis telas dispostas em 360º. Nele as pessoas assistem a um vídeo sobre a natureza, que leva o participante a “viajar” por diversos ambientes naturais do planeta e é narrado pelo próprio tempo. Enquanto as cenas passam diante das telas, as pessoas sentem frio, calor, vento, chuva e até aromas: tudo de acordo com as imagens que estão sendo projetadas.

As “viagens sem sair do lugar” não param por aí: os visitantes têm a oportunidade de usar os óculos “rift” e fazer uma visita virtual à Reserva Natural Salto Morato, unidade de conservação localizada dentro do maior trecho contínuo de Mata Atlântica do País.

Em outras partes é possível se divertir em jogos interativos, com tecnologias inovadoras como a “Kinect”, na qual os personagens de um jogo sobre serviços ambientais repetem na tela os movimentos realizados pelos participantes. Também há um game com a tecnologia “motion by hands”, em que os jogadores utilizam suas mãos em cima da tela, sem precisar tocá-la, para interagir nas diversas fases de um game sobre as mudanças climáticas.

“Com linguagem simples, acessível e atividades divertidas, a mostra atinge crianças de todas as idades, estudantes, famílias e até mesmo pessoas que nunca ouviram falar em conservação. Informação é o primeiro passo para uma real mudança de postura da sociedade com relação ao meio ambiente”, explica Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário. A exposição faz parte das comemorações de 25 anos dessa organização.

Pedaladas ecológicas

Conscientizar sobre a emissão de gases do efeito estufa também é um dos objetivos da exposição, especialmente diante do cenário de mudanças climáticas pelo qual passamos. Por isso, estão disponíveis três bicicletas ligadas à reprodução em tamanho real de uma árvore de médio porte. Quando as pessoas pedalam, uma calculadora instantânea apresenta em tempo real informações de quanto se está economizando de combustível fóssil durante a pedalada, além da quantidade de gases de efeito estufa que estão sendo deixados de emitir, entre outros dados.

Para incentivar as “pedaladas ecológicas” está sendo feita uma espécie “competição do bem” entre as cidades que estão recebendo a exposição. Cada nova capital saberá quanto que as anteriores pedalaram e será encorajada a bater esse número. Em São Paulo foram pedalados 2.341 Km, Brasília superou essa marca com 2.807 Km, sendo que o Rio de Janeiro ampliou a diferença com 3.274 Km. Belo Horizonte é a segunda colocada com 6.069 Km e Salvador é a atual campeã com 7.562 Km.

Atendimento especial às escolas

As escolas cearenses interessadas terão a possibilidade de levar seus alunos para visitar a exposição nos períodos da manhã e da tarde, em visitas guiadas. Para agendar a visita, os professores devem ligar diretamente para o Shopping Iguatemi Fortaleza, pelo número (85) 3477-3521.

Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

A Fundação é uma organização sem fins lucrativos, cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, já apoiou 1.439 projetos de 482 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Mais informações:

Conexão Estação Natureza

Data: Até 11 de agosto

Local: Shopping Iguatemi Fortaleza – (Praça do Telão) – Piso L1

Endereço: Avenida Washington Soares, 85 – Bairro Edson Queiroz – Fortaleza (CE)

Horários: Aberta durante o funcionamento do shopping

Classificação: Livre

Evento gratuito

www.fundacaogrupoboticario.org.br

www.twitter.com/fund_boticario

www.facebook.com/fundacaogrupoboticario

09:18 · 17.06.2014 / atualizado às 09:30 · 17.06.2014 por
O PAN Tatu-bola tem como objetivo a redução do risco de extinção do Tolypeutes tricinctus, o tatu-bola-do-Nordeste Foto: José Miguel de Paula / Associação Caatinga
O PAN Tatu-bola tem como objetivo a redução do risco de extinção do Tolypeutes tricinctus, o tatu-bola-do-Nordeste Foto: José Miguel de Paula / Associação Caatinga

Iniciada a Copa do Mundo no Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promove o Plano de Ação Nacional (PAN) para a conservação do tatu-bola, mascote oficial do evento.

O PAN Tatu-bola tem como objetivo a redução do risco de extinção do Tolypeutes tricinctus, o tatu-bola-do-Nordeste, e a avaliação adequada do estado de conservação do Tolypeutes matacus, o tatu-bola-do-Centro-Oeste.

O tatu-bola faz parte de um grupo de 11 espécies de tatu existentes no Brasil e é primo do tamanduá e das preguiças. As principais ameaças à sua sobrevivência são, principalmente, a caça predatória e destruição do habitat causadas pela expansão da agropecuária, intensificada na última década.

Ele ganhou esse nome pois tem três cintas móveis no dorso, que o permite fechar completamente sua carapaça, formando uma bola, estratégia que ajuda-o a se proteger contra predadores naturais. Seu peso varia entre 1 kg e 1,8 kg, podendo medir de 40 a 43 cm. De hábitos noturnos, esses animais se alimentam, principalmente, de cupins, além de outros invertebrados e frutos.

O T. tricinctus, espécie exclusivamente brasileira, vive nos ambientes da Caatinga e Cerrado. Mas a caça predatória, a destruição de seus habitats e o pouco conhecimento existente sobre a espécie têm ameaçado sua sobrevivência.

Por isso integra a Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, classificada como “em perigo”, e a Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), na categoria “vulnerável”.

A meta do ICMBio, durante os cinco anos de vigência do plano, é reduzir o risco de extinção do T. tricinctus, elevando-o, pelo menos, à categoria de “vulnerável”.

Já o T. matacus habita o Pantanal e áreas vizinhas de Cerrado, porém é mais comum na Bolívia, Argentina e no Paraguai. Com o PAN, essa espécie será mais bem estudada, uma vez que se encontra na categoria Dados Insuficientes, por falta de informações em sua área brasileira.

Os tatus-bola são os menores e menos conhecidos tatus do Brasil, sendo que a espécie que habita o Nordeste e parte do cerrado só é encontrada no Brasil. A Caatinga, sistema exclusivamente brasileiro, e o Cerrado, um dos pontos ativos da biodiversidade mundial, estão entre os biomas mais ameaçados do mundo, sofrendo com o desmatamento e o acelerado processo de degradação, com acentuada perda de diversidade biológica e de serviços ambientais.

Para atingir a meta, foi criado um Grupo de Assessoramento Estratégico e estabelecidas 38 ações, em seis objetivos específicos:

  1. Atualizar as áreas de ocorrência das espécies de tatu-bola e avaliar suas principais ameaças

  2. Mobilizar as comunidades locais e a sociedade em geral sobre a importância da proteção da espécie

  3. Ampliar o conhecimento sobre a biologia e a ecologia para o direcionamento de estratégias de conservação

  4. Ampliar, qualificar e integrar a fiscalização para coibir a caça

  5. Reduzir a perda de habitat nos próximos cinco anos

  6. Promover a conectividade entre as populações do tatu-bola-do-Nordeste

Os PANs são instrumentos de gestão para troca de experiências entre entidades com o intuito de orientar as ações prioritárias para conservação da biodiversidade. É uma ferramenta definida pelo governo a partir do Programa Pró-Espécie, instituído em fevereiro deste ano, que busca minimizar ameaças e o risco de extinção de espécies.

Existem, no momento, 44 planos de conservação de espécies ameaçadas sendo implantados pelo ICMBio em todas as regiões do Brasil, envolvendo 362 tipos de animais dos biomas marinho, Caatinga, Cerrado, Amazônia, Pampa e Pantanal.

O PAN Tatu-bola foi anunciado formalmente em 22 de maio, Dia Internacional da Biodiversidade, com outras medidas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para a preservação de espécies ameaçadas, incluindo o tatu-bola. O pacote de ações de proteção da fauna brasileira foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

A elaboração do PAN Tatu-bola foi coordenada pelo ICMBio, com o apoio da Associação Caatinga, Organização Não-Governamental (ONG) cearense que lançou a proposta de tornar a espécie mascote do Mundial de Futebol de forma a colaborar para a sua visibilidade e consequente preservação; e do Grupo Especialista em Tatus, Preguiças e Tamanduás (Asasg) da IUCN e colaboração de representantes de outras 15 instituições.

O plano tem a coordenação executiva da Associação Caatinga e será acompanhado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação do Cerrado e Caatinga (Cecat) e pela Coordenação-Geral de Espécies Ameaçadas (CGesp) do ICMBio.

Fontes: MMA / Agência Brasil