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Tag: cisternas de placas


20:16 · 04.09.2017 / atualizado às 20:27 · 04.09.2017 por
A cisterna calçadão, para pequenas produções familiares, é uma das opções de investimento Foto: Eduardo Queiroz / Agência Diário

A Fundação Banco do Brasil (Fundação BB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram  novo investimento social com o qual atingirá a marca de 100 mil cisternas instaladas no Semiárido brasileiro.

Serão mais R$ 22 milhões destinados à construção de 726 Cisternas de Produção e 3.579 Cisternas de Consumo. Os reservatórios para produção, também conhecidos como Cisternas Calçadão e de Enxurrada, são tecnologias sociais para captação e armazenamento de água pluvial destinada ao consumo de pequenos rebanhos e plantio de hortaliças. Já os voltados para consumo de água para beber, conhecidas como Cisternas de Placas atendem as necessidades básicas de moradores em suas residências.

Com o novo aporte, os recursos atingirão o total de R$ 340 milhões, atendendo mais de 400 mil pessoas. Desde 2012, a parceria da Fundação BB e o BNDES possibilitou a construção de 86.860 cisternas de placas e 13.141 reservatórios para produção.

Todas as cisternas construídas são georreferenciadas, o que garante a transparência na aplicação dos recursos. Durante a instalação, os moradores das comunidades são capacitados para construírem seus próprios reservatórios a fim de obterem maior aproveitamento da água potável.

A identificação e mobilização dos beneficiados e a assessoria técnica para implementação são conduzidos pela rede Articulação do Semiárido (ASA), que agrupa mais de três mil organizações da sociedade civil.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, reforça a importância da atuação da Fundação no vetor Água. “Sem água, a sobrevivência não é possível. Garantir o acesso a este recurso tão valioso para vida é trazer dignidade e cidadania. Além disso, permite que as pessoas tenham condições de conviverem com os eventos climáticos extremos do Semiárido, permanecendo em seus locais de origem”.

Histórico das parcerias

Além das cisternas, a Fundação BB e o BNDES já desenvolveram outras parcerias. Com recursos do Fundo Social, a Fundação BB e o BNDES apoiaram ações que resultaram na realização de 443 projetos sociais, beneficiando diretamente mais de 210 mil pessoas e com valor total de mais de R$ 215 milhões nos vetores: Agroecologia, Agroindústria e Resíduos Sólidos.

Considerando os valores investidos no vetor Água, a parceria da Fundação Banco do Brasil e BNDES totaliza R$ 555 milhões de recursos aplicados em projetos sociais.

Destaca-se a atuação na região Nordeste para a qual foram destinados investimentos sociais em 154 projetos. Foram aplicados R$ 72,1 milhões no Sudeste, nas regiões Norte e Nordeste foram aplicados R$ 82,5 milhões  e o valor de R$ 60,4 milhões nos estados do Centro-Oeste e Sul.

Já com os recursos do Fundo Amazônia, a parceria da Fundação BB e do BNDES apoiou 29 projetos, com investimento superior a R$ 14 milhões em sete estados, abrangendo mais de 50 municípios e atendendo a 17 mil participantes entre agricultores familiares, assentados da reforma agrária, indígenas, quilombolas e extrativistas.

Em 2014, foi lançado o edital Ecoforte Redes, no valor de R$ 25 milhões, visando o apoio a projetos territoriais de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, com intensificação de práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade, de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica.

Também foi publicada seleção do Ecoforte Extrativismo, com investimento social de R$ 6 milhões, para apoio a estruturação de empreendimentos econômicos coletivos, visando ao beneficiamento e/ou à comercialização de produtos oriundos do uso sustentável da sociobiodiversidade em Unidades de Conservação Federais de Uso Sustentável no Bioma Amazônia.

Em agosto deste ano, a Fundação BB, o Fundo Amazônia e o BNDES, divulgaram dois novos processos seletivos no âmbito do Programa Ecoforte. Está previsto o investimento social de R$ 25 milhões de recursos não reembolsáveis, dos quais R$ 5 milhões serão destinados exclusivamente para o apoio a projetos localizados na Amazônia Legal, com aporte do Fundo Amazônia.

Fonte: Fundação BB

11:04 · 12.06.2014 / atualizado às 11:04 · 12.06.2014 por
Francisca Cláudia Leitão Matos e o marido, Luciano Matos, recebem do presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, o título da cisterna nº 80 mil
Francisca Cláudia Leitão Matos e o marido, Luciano Matos, recebem do presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, o título da cisterna nº 80 mil

A convivência com as adversidades climáticas do Semiárido está virando realidade para cerca de 300 mil pessoas em nove Estados brasileiros. Elas encontraram na Tecnologia Social Cisternas de Placas uma maneira eficiente e de baixo custo para armazenar água da chuva por oito meses.

A metodologia é um exemplo de ideia simples que pode transformar histórias de vidas, como a da família de Francisca Cláudia Leitão Matos, moradora da comunidade Vertente, em Apuiarés (CE), a 132 km de Fortaleza. A agricultora foi a Brasília (DF), acompanhada do marido, Luciano Matos, e da filha caçula, Claudina, para receber, em evento na sede do Banco do Brasil, no dia 10 de junho, a placa simbólica e o termo de recebimento da cisterna de número 80 mil.

Aos 40 anos, mãe de três filhos, Cláudia, como gosta de ser chamada, contou que vê no Água para Todos a possibilidade de uma vida melhor. “Antes da cisterna, por várias vezes ficávamos doentes. Hoje eu tenho água boa para beber e cozinhar. Não tenho palavras para explicar a felicidade que sinto” disse.

Na comunidade Vertente moram 270 famílias das quais 255 possuem cisternas e dividem a mesma felicidade da família da Cláudia. “Eu não acreditava que um dia pudesse ter uma cisterna na minha casa, mas quando a vi pronta eu disse: é verdade, eu tenho! Hoje, eu sei a qualidade da água que bebo”, comemorou a agricultura.

Segundo o presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, mais do que garantir o acesso à água para consumo, o processo de construção das cisternas de placa tem base em ações de desenvolvimento local e de inclusão social. “A seca passa a ser compreendida pela população como uma situação com a qual se pode conviver”, disse.

Naidison de Quintella Baptista, presidente da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) avaliou que o investimento da Fundação BB na reaplicação da tecnologia social fortalece a autonomia e a cidadania das famílias envolvidas. “É uma mudança radical na vida das pessoas do Semiárido. Não se atua na perspectiva do assistencialismo, mas se atua na perspectiva da cidadania onde as pessoas são dotadas de instrumentos que garantem seu direito de acesso á água potável”.

No evento que oficializou a entrega das 80 mil cisternas pela Fundação BB, também estiveram presentes membros do Conselho Diretor e da Diretoria Executiva do Banco do Brasil, a titular do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello e o ministro Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Tecnologia Social

Cisterna de placas é uma tecnologia social que compreende um reservatório de forma cilíndrica, coberto e semienterrado. A solução foi certificada pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2001, na tentativa de solucionar a falta de água da população mais carente do Semiárido brasileiro. Trata-se de um encanamento simples que recolhe no telhado das casas a água de chuva e a encaminha para cisternas no subsolo ao lado, revestidas com placas para não permitir a infiltração.

A metodologia envolve a comunidade na construção das unidades. Cada reservatório tem a capacidade de acumular 16 mil litros de água que, se usados com moderação, podem durar até oito meses para uma família de cinco pessoas, em atividades como cozinhar, beber e escovar os dentes. .

Água para Todos

Em julho de 2012, a primeira unidade da Tecnologia Social foi construída na propriedade de Afifa Gonçalves de Souza, na área rural de Salto da Divisa (MG), a 877 km de Belo Horizonte. Na época, o programa iniciava o cumprimento do acordo proposto em 2011, pela parceria Água para Todos – formada pela Fundação BB, Banco do Brasil, Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) e a Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), para a implantação de 60 mil cisternas, em oito Estados do Eemiárido. Em 2013, o convênio foi ampliado para a construção de mais 20 mil unidades nos oito Estados da primeira etapa e incluiu Sergipe, completando os nove Estados que compõem o Semiárido brasileiro. Agora, em junho 2014 a meta das 80 mil cisternas foi alcançada.

Cisternas por Estado

• Alagoas – 4.606

• Bahia – 18.907

• Ceará – 16.436

• Minas Gerais – 9.006

• Paraíba – 8.116

• Pernambuco – 7.220

• Piaui – 4.384

• Rio Grande do Norte – 8.658

• Sergipe – 2.750

Fonte: Fundação BB

09:46 · 10.01.2014 / atualizado às 09:46 · 10.01.2014 por
Com as novas instalações, mais de 70 mil cisternas já estão em 122 municípios brasileiros de nove Estados Foto: Divulgação / Fundação Banco do Brasil
Com as novas instalações, mais de 70 mil cisternas já estão em 122 municípios brasileiros de nove Estados Foto: Divulgação / Fundação Banco do Brasil

Mais de 10 mil cisternas de placas foram instaladas no Semiárido brasileiro até o início de 2014. A marca alcançada pela Fundação Banco do Brasil (Fundação BB) equivale a mais de 50% de um novo compromisso assumido pela instituição. A meta é que até o fim do primeiro semestre deste ano, outras 10 mil unidades sejam construídas.

A iniciativa faz parte do Programa Água para Todos, uma das ações do Plano Brasil Sem Miséria, do governo federal e tem como objetivo a universalização do acesso à água potável para consumo humano.

Com as novas instalações, mais de 70 mil cisternas já estão em 122 municípios de nove Estados. A tecnologia social minimiza o impacto da seca para 350 mil pessoas que vivem no Semiárido brasileiro. Para implantação, cada unidade tem um custo unitário de R$ 2.579,00.

A cisterna de placas é uma da tecnologias de convivência com o problema da falta de água para regiões que sofrem com a seca. O modelo é um reservatório em forma cilíndrica, coberto e semienterrado, que com um encanamento simples, recolhe do telhado das casas a água da chuva.

Cada reservatório tem a capacidade de acumular 16 mil litros de água que, se usados com moderação, podem durar até oito meses para uma família de cinco pessoas, em atividades como cozinhar, beber e escovar os dentes.

O modelo de execução e gestão desenvolvido pela Fundação BB obteve sucesso por meio do esforço conjunto da rede de agências do Banco do Brasil, Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), parceiros locais e entidades selecionadas em função de suas competências técnicas, gestão, mobilização e experiência na reaplicação da tecnologia social.

Fonte: Fundação Banco do Brasil