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Tag: Coleta Seletiva


17:47 · 04.10.2016 / atualizado às 17:47 · 04.10.2016 por

 

30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico apresentam os mesmos problemas dos lixões Foto: Elizângela Santos / Agência Diário
30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico são o mesmo que lixões Foto: Elizangela Santos / Agência Diário

Contrariando as expectativas, a quantidade de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) descartados pela população continua a aumentar no Brasil, tanto em termos absolutos, quanto individualmente, apesar do impacto da crise econômica sobre o consumo.

Este é o cenário apontado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), na nova edição do Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, principal radiografia sobre a gestão de resíduos no País, que está sendo lançado hoje (4/10), na semana de comemoração de 40 anos da entidade.

O total de RSU gerado no País aumentou 1,7%, de 78,6 milhões de toneladas para 79,9 milhões de toneladas, de 2014 a 2015, período em que a população brasileira cresceu 0,8% e a atividade econômica (PIB) retraiu 3,8%.

Deficiência na gestão

A geração de resíduos sólidos no Brasil cresceu mais de 26% na última década (2005-2015), porém a gestão dos materiais descartados continua apresentando grande deficiência, e 76,5 milhões de brasileiros (mais de 1/3 da população) ainda sofrem com a destinação inadequada dos resíduos, em um país onde 30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico apresentam os mesmos problemas dos lixões, já que não contemplam o conjunto de medidas necessárias para proteção do meio ambiente contra danos e degradações.

“O desafio da gestão de resíduos sólidos urbanos continua bastante considerável, uma vez que, apesar de uma melhoria percentual, a cada ano um volume maior de resíduos é depositado em locais inadequados, sendo que mais de 3.300 municípios ainda fazem uso de unidades irregulares para destinação do lixo, o que significa graves riscos ao meio ambiente e impactos diretos na saúde da população”, destaca o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, ao lembrar que esse cenário contraria as determinações da  Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – Lei Federal N° 12.305/2010).

Os serviços de coleta mantiveram praticamente os mesmos índices de universalização observados anteriormente, com uma cobertura nacional de mais de 90%. As diferenças regionais, contudo, tornaram-se mais evidentes, já que as regiões Norte e Nordeste ainda estão com uma cobertura cerca de 80%, inferior à das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde o índice é superior a 90%.

O estudo da Abrelpe também mostrou que, em 2015, cada brasileiro gerou cerca de 391 kg de RSU, o que representa um volume similar e, em alguns casos, até maior do que aquele constatado em países mais desenvolvidos e com renda (PIB per capita) mais alta do que o Brasil.

De acordo com a entidade, a gestão adequada de resíduos sólidos é de vital importância para garantia de um futuro saudável e com alguma qualidade de vida, tendo sido incluída como uma das metas da nova agenda global dos 193 Estados-membros da ONU, que estabeleceram, por unanimidade, o compromisso de reduzir substancialmente, até 2030, a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reúso.

“No momento em que o mundo firma um pacto global em favor do meio ambiente, em que se discutem as bases da economia circular e se estabelecem as metas para um futuro sustentável, a gestão dos resíduos assume um caráter ainda mais prioritário para as sociedades”, afirma Silva Filho. “No entanto, o Brasil continua bastante atrasado no atendimento às determinações da PNRS, aprovada em 2010. No ritmo atual, o País não conseguirá cumprir o compromisso assumido perante a ONU, para implementar as ações definidas como prioridade até 2030”, observa o diretor- presidente da Abrelpe.

Coleta Seletiva

Segundo o Panorama elaborado pela Abrelpe, houve aumento paulatino das iniciativas municipais de coleta seletiva, conforme determinado pela PNRS, em todas as regiões do País. Em 2015, cerca de 70% dos municípios registraram tais atividades, que são cada vez mais demandadas pela sociedade. Em 2014, 64,8% dos municípios brasileiros apresentaram alguma iniciativa de coleta seletiva.

O aumento das iniciativas em municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi bastante considerável, enquanto nas regiões Sul e Sudeste mais de 85% dos municípios implementaram ações nesse sentido, um índice superior à média nacional.

Apesar desse aumento na abrangência das iniciativas de coleta seletiva, os índices de reciclagem no Brasil não apresentaram o mesmo avanço e, em alguns setores, houve até mesmo redução do total efetivamente reciclado, em comparação aos índices registrados anteriormente.

“O incremento da reciclagem é uma meta buscada não apenas no Brasil, mas também em várias partes do mundo, que já contam com medidas concretas de estímulo e desoneração para viabilizar os avanços pretendidos. Ações nesse sentido ainda são incipientes por aqui, e toda a cadeia da reciclagem sofre com a ausência de um sistema de gerenciamento integrado para superação dos gargalos existentes”, afirma o diretor-presidente da Abrelpe.

Aspectos econômicos

Para executar os serviços de limpeza urbana, incluindo coleta, transporte, destino final, varrição de ruas, manutenção de parques e demais serviços correlatos, em âmbito municipal, as prefeituras investiram, em média, recursos da ordem de R$ 10,15 por habitante/mês, e tiveram à disposição um contingente de 353.426 funcionários diretos, número que se manteve estável em comparação a 2014. Vale registrar, porém, que houve redução de 1,5% na quantidade de empregos gerados por empresas privadas.

Resíduos da construção e saúde

Além dos RSU, os municípios brasileiros, em geral, também assumiram a responsabilidade pelos resíduos de construção e demolição (RCD) abandonados em vias e logradouros públicos, e pelos resíduos de serviços de saúde  (RSS) gerados nas unidades públicas de atendimento à saúde.

Considerando os RSU, os RCD  abandonados em vias públicas e os RSS gerados em unidades públicas de Saúde, os municípios brasileiros ficaram responsáveis por um total de 125 milhões de toneladas de resíduos em 2015, quantidade suficiente para encher 1.450 estádios do Maracanã.

“As obrigações municipais para com a gestão de resíduos sólidos aumentam a cada ano, seja em termos de volume a gerenciar, seja em termos de obrigações a cumprir. Por outro lado, os orçamentos municipais têm seguido em sentido contrário, sofrendo com reduções periódicas. Esse cenário mostra claramente que serviços essenciais, como a limpeza urbana, não podem mais ficar vinculados ao orçamento geral das cidades, e devem ser custeados individualmente pelos geradores, o que garante a sustentabilidade financeira dos serviços e mais justiça social, com aplicação efetiva do princípio do poluidor-pagador”, finaliza o diretor-presidente da Abrelpe.

Abrelpe

Criada em 1976, a Abrelpe é uma associação civil sem fins lucrativos, que congrega e representa as empresas que atuam nos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Sua atuação está pautada nos princípios da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável e seu objetivo principal é promover o desenvolvimento técnico-operacional do setor de resíduos sólidos no Brasil.

Comprometida para o equacionamento das demandas decorrentes da gestão de resíduos,  desenvolve parcerias com poder público, iniciativa privada e instituições acadêmicas e, por meio de estudos, campanhas, eventos e premiações, busca conscientizar a sociedade para a correta gestão dos resíduos.

No contexto internacional, a Abrelpe é a representante no Brasil da International Solid Waste Association  (ISWA) e sede da Secretaria Regional para a América do Sul da Parceria Internacional para desenvolvimento dos serviços de gestão de resíduos junto a autoridades locais (Ipla), um programa reconhecido e mantido pela ONU, por meio das Comissão das Nações Unidas para Desenvolvimento Regional (UNCRD). Além disso, a Abrelpe é integrante da Iniciativa para os Resíduos Sólidos Municipais da  Climate and Clean Air Coalition (CCAC), uma parceria internacional para o meio ambiente que atua em diversas frentes para redução de poluentes e no combate às Mudanças Climáticas.

Fonte: Abrelpe 

10:00 · 06.07.2016 / atualizado às 21:38 · 05.07.2016 por
A expansão da coleta seletiva está atralada ao fim dos lixões, implantação e uso racional de aterros sanitários, reintrodução dos recicláveis na cadeia produtiva e inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
A expansão da coleta seletiva está atrelada ao fim dos lixões, implantação e uso racional de aterros sanitários, reintrodução dos recicláveis na cadeia produtiva e inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

A coleta seletiva é realizada hoje em 1.055 municípios brasileiros. Esse número representa um aumento de 13,8% em relação a 2014, ano-prazo para o cumprimento efetivo da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) com o fim dos lixões. A revelação é da décima edição da pesquisa Ciclosoft, divulgada no fim de junho pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre).

Realizada desde 1994, a pesquisa tem seus dados atualizados a cada dois anos, o que permite acompanhar, de perto, o que acontece com o sistema em todo o País, não apenas em relação à existência ou não da coleta seletiva, mas também no que diz respeito aos modelos empregados, à composição gravimétrica dos recicláveis e à comparação dos custos da coleta seletiva e da convencional, entre outras informações.

“A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, determina que todos os municípios brasileiros ofereçam a coleta seletiva à sua população. O histórico das edições da nossa pesquisa Ciclosoft mostra um claro engajamento dos municípios após a aprovação da Política. O aumento nesses seis anos foi de 138%, mas o fato é que, mesmo assim, apenas 18% das cidades disponibilizam o sistema”, analisa Victor Bicca, presidente do Cempre.

A Ciclosoft 2016 confirma a concentração do serviço nas regiões Sudeste e Sul que, juntas, somam 81% dos municípios com coleta seletiva. “Um dado interessante é que as regiões metropolitanas das 12 principais capitais brasileiras, que congregam cerca de 130 municípios, representam quase 40% dos resíduos gerados no País.

O desafio é que essas cidades efetivem seus sistemas de coleta seletiva, pois isso resultaria em um grande impulso para a destinação correta dos materiais recicláveis no Brasil e teria um alto poder de influenciar a efetiva expansão do sistema”, destaca Bicca. As cidades são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador.

Atrelados à expansão da coleta seletiva, estão benefícios, como o encerramento dos lixões, a implantação e uso racional de aterros sanitários, a reintrodução dos recicláveis na cadeia produtiva e a inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas como agentes da coleta.

Com abrangência nacional, a Ciclosoft obtém seus dados por meio de questionários enviados às prefeituras e visitas técnicas. A participação é aberta e voluntária.

Conheça, a seguir, as principais informações consolidadas pela Ciclosoft 2016.

Municípios com coleta seletiva

Mix de estratégias

Os programas de maior êxito são aqueles em que há uma combinação de diferentes modelos de coleta seletiva:

• A maior parte dos municípios opera o sistema por meio de PEVs (54%) e cooperativas (54%)

• A coleta porta a porta precisa de maior atenção dos gestores municipais (29%)

A operacionalização do sistema

A coleta pode ser realizada por mais de um agente executor:

• Contratação de empresas particulares – 67%

• A própria Prefeitura – 51%

• Cooperativas de catadores – 44%

É bem amplo o tipo de suporte dado às cooperativas e pode abranger equipamentos, galpões de triagem, ajuda de custo para despesas com água e energia elétrica, caminhões (incluindo combustível), capacitações e investimentos na divulgação da coleta e em educação ambiental.

Os municípios que desejarem participar da Ciclosoft 2018 podem enviar sua solicitação para o email: pesquisa@cempre.org.br.

Os dados completos da pesquisa Ciclosoft desde 2004 estão disponíveis no site do Cempre.

Fonte: Cempre

20:31 · 24.02.2016 / atualizado às 20:31 · 24.02.2016 por
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim

Por Maristela Crispim

Pontos de lixo como esse acima, que fotografei às 14h de hoje, no cruzamento das ruas Francisco Holanda com Silva Paulet, no bairro Dionísio Torres, considerado área nobre da cidade de Fortaleza, são muitos, precisamente 1.388, segundo a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP).

Problema antigo, de difícil solução, tem sido um grande desafio para as administrações da cidade. Entre as ações em curso, atualmente, está a construção de “ecopontos”, espaços destinados a coletar resíduos de pequenos geradores, que não podem ser classificados como lixo doméstico e, por isso, não são destinados à coleta domiciliar.

Adoção de multa

Segundo a SCSP, a Agência de Fiscalização (Agefis) visitou 7.807 grandes geradores de resíduos sólidos em 2015. A fiscalização foi iniciada no dia 18 de maio, após a sanção da Lei Nº 10.340/15. Até dezembro, foram registradas 2.499 autuações por irregularidades no plano, custeio, acondicionamento, transporte, armazenamento, coleta, tratamento e destinação do lixo. Desse total, 11% foram autuações gravíssimas, 67% graves, 5% médias e 17% leves.

A destinação irregular dos resíduos sólidos, o armazenamento inadequado do lixo e a falta do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) foram as infrações mais cometidas nesse primeiro ano de fiscalização.

Outra conduta errada foi a utilização de caçambas estacionárias de empresas que não estavam regularizadas. A operação de remoção dessas caçambas clandestinas iniciou no dia 22 de setembro. Até o fim de dezembro, foram removidas 51 caçambas estacionárias em situação irregular.

Isso representa 204 mil litros de lixo que teriam ido irregularmente para áreas verdes, vias públicas ou canteiros centrais. A partir de um aplicativo móvel que monitora todas as caçambas estacionárias da cidade, os fiscais da Agefis realizavam as vistorias acompanhados de veículos poliguindastes para remover as caçambas estacionárias irregulares.

Em 2015, as multas variaram de R$ 687,50 a R$ 3.437,50, podendo ser agravadas em até cinco vezes e ultrapassar os R$ 17 mil. Caso ocorra o pagamento sem contestação, o valor da multa pode ser reduzido em até 50%.

São considerados grandes geradores aqueles que diariamente produzem mais de 100 litros de lixo comum, 50 litros de entulho de construção civil ou qualquer quantidade de lixo com risco de contaminação ambiental ou biológica. Isso não inclui, portanto, os geradores daqueles resíduos que fotografei hoje.

Problema persiste

Esses esforços precisam ser reconhecidos, mas não resolveram o problema. Os pontos de lixo continuam existindo, no Dionísio Torres, na Leste-Oeste e em todos os pontos conhecidos de cada um de nós na Cidade.

Quando será que o cidadão vai começar a fazer a sua parte, sendo fiscal do patrimônio público, que é de todos e não de ninguém, como muitos costumam pensar para se acomodar dentro dos seus carros, desviar o olhar e não descer, sentir o mau cheiro, fotografar e denunciar?

Se cada um assumir um papel nessa complicada equação pode ser que o problema não se resolva, mas seja amenizado. Afinal, nos livramos do lixo, mas ele continua cheirando mal na próxima esquina, esquina onde normalmente não há uma casa, mas tem um vizinho.

Mapeamento

Segundo as informações da SCSP, em 2009, existiam cerca de 1.800 pontos de lixo na cidade. Atualmente, estão mapeados 1.388 e a redução também se deu em peso. Isso após a publicação da Lei Nº 10.340/2015, em maio do ano passado. Ainda segundo as informações da pasta, resultado da conscientização dos grandes geradores da crescente adequação à legislação vigente, o que resultou no crescimento de 24% em número de contratos novos de coleta particular.

Ecopontos

Uma das iniciativas da atual gestão de Fortaleza para a administração dos resíduos sólidos é a adoção dos ecopontos, que atualmente são quatro, sendo três em contêiner e um em alvenaria – para a população realizar o descarte gratuito de entulho de obras de pequeno porte, restos de poda, móveis, estofados velhos, papelão, plásticos, vidros, metais, celulares e aparelhos eletroeletrônicos. O horário de funcionamento é de segunda-feira a sábado, das 8h às 17h. Um novo deverá ser entregue ainda neste mês. E estima-se que, até o fim de 2016, a cidade terá 25 implantados.

Localização dos Ecopontos

–  Bairro Conjunto Esperança (Contêiner)

Avenida da Penetração Norte Sul com a Rua do Canal (Regional V)

– Bairro de Fátima (Contêiner)

Avenida Luciano Carneiro com Avenida Eduardo Girão (Regional IV)

– Bairro São João do Tauape (Contêiner)

Avenida Visconde do Rio Branco, S/N – anexo ao Parque Rio Branco (Regional II)

– Bairro Varjota (Alvenaria)

Avenida Antônio Justa com Rua Meruoca (Regional II)

Pontos de Coleta Voluntária (PEVs)

A Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) implantou Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) nos terminais de ônibus da Parangaba, Papicu, Antônio Bezerra e Siqueira para receber resíduos recicláveis. Os recipientes, que possuem capacidade para 300 quilos, fazem parte do Programa Reciclando Atitudes, um dos pontos do Plano de Ações para Gestão de Resíduos Sólidos, apresentado em março de 2015.

Coleta seletiva em praças e parques

A Seuma implantou cerca de 400 lixeiras de coleta seletiva em parques e praças da Cidade. Separadas pelas cores cinza (reciclável) e marrom (não-reciclável), as lixeiras são mais uma ação do Programa Reciclando Atitudes, cujo objetivo é promover processos de reciclagem com a inclusão dos catadores, incentivar a coleta adequada de resíduos e garantir a manutenção da qualidade ambiental e processos sustentáveis de reciclagem, observando os aspectos ambiental, social, econômico e energético.

Centros de Triagem

O material coletado em Fortaleza é destinado aos três Centros de Triagem públicos: Bonsucesso, Ascajan e Planalto Universo, localizados nos bairros: João XXIII, Jangurussu e Vila União, respectivamente. Os referidos Centros contam com gestão compartilhada entre Prefeitura – Seuma, Acfor e secretarias regionais- e cooperativa de catadores de Fortaleza.

A Prefeitura arca com a infraestrutura e o apoio técnico, como orientações, custos com logística e manutenção, capacitações, etc, e a cooperativa entra com o trabalho, administração e venda dos resíduos coletados, sendo o montante arrecadado distribuído entre os catadores. Além disso, a Prefeitura presta apoio na logística de transporte com caminhões para a coleta de materiais recicláveis e de óleo e gorduras residuais usados.

Projeto Maior Limpeza

Desde novembro de 2015, quando foi entregue o Ecoponto no Bairro de Fátima (Regional IV), a Prefeitura, com a articulação de vários órgãos municipais (SCSP, Acfor, Agefis, Emlurb, Defesa Civil, Coareg, SME, Seinf, Seuma, SMS e regionais), vem realizando o Projeto Maior Limpeza. A ação consiste em blitze educativas em vias e bairros das seis regionais, com o objetivo de conscientizar a população e comerciantes quanto ao descarte correto dos resíduos sólidos, além de distribuir mudas de espécies nativas e frutíferas, sempre no último sábado de cada mês.

Central 156

A Prefeitura conta com a colaboração da população para denunciar casos de descarte irregular de lixo em locais inapropriados. A população deve telefonar gratuitamente para o número 156 ou utilizar o aplicativo Central 156, disponível para Android e iOS, cujo download pode ser feito no site do Fiscal Cidadão: www.fortaleza.ce.gov.br/156.

13:06 · 14.06.2014 / atualizado às 13:24 · 14.06.2014 por
Estação móvel de reciclagem do Pão de Açúcar e da Unilever ajudará a torcida brasileira a ter uma atitude sustentável #praserfeliz
Estação móvel de reciclagem do Pão de Açúcar e da Unilever ajudará a torcida brasileira a ter uma atitude sustentável #praserfeliz

O Grupo Pão de Açúcar lançou, em parceria com a Unilever, o “reciclar #praserfeliz” durante os dias de jogos da Copa do Mundo. Um veículo preparado para receber materiais recicláveis, com comunicação especial, percorrerá pontos com alta concentração de pessoas em três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.

Promotores convidarão as pessoas a destinar corretamente seus resíduos, evitando o descarte incorreto e o acúmulo nas ruas. Os que participarem da iniciativa ganham uma maquiagem festiva para torcer ainda mais pela seleção.

As ações acontecem durante todo o período do mundial. Foram escolhidos lugares com alta concentração de bares e restaurantes, em que as pessoas se reunirão para assistir aos jogos juntas e torcer.

A estação estará nesses locais entre 11h e 20h. Todos os recicláveis arrecadados serão doados para cooperativas de reciclagem que são parceiras do programa Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, presente nos estacionamentos de 127 lojas em todo o Brasil. Existente desde 2001 o programa já arrecadou mais de 75 mil toneladas de materiais recicláveis.

O “reciclar #praserfeliz” é parte do movimento pela felicidade lançado pelo Pão de Açúcar, que indica e oferece atitudes simples para que as pessoas busquem aquilo que as fazem felizes. No caso do “reciclar #praserfeliz” por meio da reciclagem, a pessoa assume o protagonismo em uma ação de qualidade de vida.

Assim como todas as inciativas da marca deste ano, esta também virá identificada com o tema “atitude #praserfeliz”. Compartilhando a ação e a hashtag, espera-se que outras pessoas se sintam contagiadas a fazerem o mesmo, reforçando o movimento.

A sustentabilidade é um dos pilares estratégicos do Pão de Açúcar, que busca ser reconhecido pelo consumidor como o varejista mais sustentável. A gestão de resíduos dos clientes é um dos temas prioritários e pioneiros da marca, reforçando seu compromisso de consumo consciente.

Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever

Em 2001, o Pão de Açúcar e a Unilever chamavam a atenção da população ao iniciar uma ação que seria essencial para a sociedade alguns anos depois: a reciclagem. O pioneirismo veio com o Programa Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, que em 13 anos já arrecadou mais de 75 mil toneladas de materiais recicláveis (papel, vidro, plástico e metal) e se consolida como o primeiro programa de parceria entre varejo e indústria no cenário nacional de reciclagem.

Os materiais recicláveis são doados para 36 cooperativas de reciclagem parceiras do Programa. Além do caráter social da ação, com a geração de renda e a inclusão social beneficiando mais de 6,9 mil pessoas direta e indiretamente por ano, as estações de reciclagem contribuem também com oincentivo ao descarte consciente.

O projeto está em constante evolução. Em 2007, a rede incluiu nas Estações pontos de arrecadação de óleo de cozinha, onde já foram coletados mais de 1,2 milhão de litros do produto usado, e grande parte é encaminhada para a produção de biocombustível.

Fonte: Grupo Pão de Açúcar

15:13 · 11.04.2014 / atualizado às 15:40 · 11.04.2014 por
O Piloto receberá aparelhos em qualquer estado de conservação, independentemente de modelo, marca ou fabricante Foto: Kid Júnior / Agência Diário
O Piloto receberá aparelhos em qualquer estado de conservação, independentemente de modelo, marca ou fabricante Foto: Kid Júnior / Agência Diário

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) impõe o prazo de agosto de 2014 para a eliminação de lixões e aterros controlados, definição dos acordos setoriais e implantação dos sistemas de logística reversa para diversas cadeias de indústrias, importadores e distribuidores, entre outras medidas.

Os resíduos eletroeletrônicos, quando descartados no meio ambiente, ou manipulados de maneira incorreta são altamente contaminantes. Se descartados corretamente, porém, podem gerar matérias-primas, como plásticos, vidros, metais e outros.

Atendendo à legislação referente aos resíduos eletroeletrônicos, um grupo técnico da Associação Brasileira das Entidades Representativas e Empresas de Serviço Autorizado em Eletroeletrônicos (Abrasa), Instituto Nacional de Resíduos (Inre), Green Mind, WG & Associados, Gestão Estratégica de Resíduos Eletroeletrônicos (Geree) e Ecoletas, vêm buscando criar um sistema de gestão, visando a Logística Reversa na PNRS em seu descarte ecologicamente correto dos resíduos especiais.

Isso atende à etapa posterior ao uso dos equipamentos eletroeletrônicos, chamada de pós-consumo, com intuito de promover o seu recolhimento em Fortaleza. Para o teste inicial deste sistema, está sendo realizado um piloto que terá como resultado a avaliação dos processos que compõem este sistema de gestão para a logística reversa e destinação ambientalmente correta dos resíduos.

Serão recebidos, até 24 de maio, equipamentos como notebooks, computadores, telefones celulares, HDs, placas eletrônicas, estabilizadores, nobreaks, módulos, telefones, impressoras, televisores LCD, monitores LCD, aparelhos de som, DVD/VHS, câmeras, filmadoras, vídeo games, aspiradores de pó, iiquidificadores, ventiladores, lixadeiras/esmerilheiras, balanças digitais, furadeira/parafusadeiras, ferros de passar roupa e secador de cabelo; assim como seus resíduos e componentes.

Integra a proposta do piloto disseminar uma discussão sobre o tema na região de abrangência do ponto de recolhimento. Os consumidores poderão participar desta experiência e contribuir com a logística reversa dos resíduos eletroeletrônicos na cidade de Fortaleza.

A campanha receberá aparelhos em qualquer estado de conservação, independentemente de modelo, marca ou fabricante. Para isso, antes do início da divulgação, foi realizado o credenciamento e treinamento operacional de cada ponto de coleta. Haverá uma pessoa para auxiliar o recebimento no balcão, que efetuará o manuseio do equipamento retornado, a sua estocagem, geração de relatórios de entregas e outros documentos e apoio ao reciclador no momento da retirada dos equipamentos.

No momento da entrega do(s) aparelho(s), o consumidor deverá preencher e assinar o termo de doação do equipamento direto para o reciclador. Esta é uma etapa muito importante do processo, pois garante a posse e transfere a responsabilidade sobre o resíduo do consumidor para o reciclador.

A legislação determina a responsabilidade compartilhada, onde todos os participantes da produção, venda e consumidores são responsáveis por aquele resíduo. Ao entregar o seu resíduo eletroeletrônico, o consumidor compreende a importância do consumo consciente e o descarte ambientalmente correto.

Será disponibilizado também ao ponto de coleta formulário de intercorrência, aonde poderão ser anotados os problemas, questões e situações percebidas para envio à gestora e inclusão no relatório final.

Haverá um serviço de apoio ao piloto através de telefone e e-mail a serem divulgados para prestar apoio em geral, responder dúvidas e questionamentos e receber comentários e críticas, bem como relatórios de intercorrências.

Serão disponibilizadas, também, informações sobre o piloto no site www.inre.org.br, pelo email retorne@inre.eco.br, nos pontos de coleta e meios de comunicação locais.

Ao fim da operação, será emitido um certificado de destinação ambientalmente adequada que será enviado por email ao consumidor, comprovando a sua participação na logística reversa de equipamentos eletroeletrônicos.

A Abrasa representa atualmente 10.429 empresas (MEs e EPPs) prestadoras de assistência técnica autorizada em pós-vendas e comércio de componentes eletroeletrônicos em todos os Estados do Brasil e Distrito Federal com capilaridade nacional.

O Inre é uma entidade gestora de logística reversa e tratamento pós-consumo de resíduos eletroeletrônicos (REEE), apolítica, sem conflitos e sem fins lucrativos que visa contribuir para a implantação da PNRS, como agente ativo na condução, implementação e respeito à lei, mantendo diálogo matricial e buscando o menor preço para a cadeia produtiva, consumidor e sociedade. O Sistema Inre de Logística Reversa para Equipamentos Eletroeletrônicos abrange todo o território nacional de forma modular.

A Ecoletas faz o Gerenciamento e a destinação final de Resíduos Eletrônicos para empresas e instituições que buscam soluções legais e ambientalmente corretas, solucionando o problema do e-lixo de forma completa e inovadora. A empresa foi a primeira no Estado do Ceará com licenciamento ambiental para descarte de lixo eletrônico. Conta com profissionais experientes e qualificados para oferecer o melhor atendimento.

Os postos de entrega não receberão, durante o Piloto, os seguintes tipos de equipamentos: monitor e TV CRT, tonner, cartucho, pilha, baterias, lâmpadas, micro-ondas, fogões, máquina de lavar, geladeiras, freezeres, condicionadores de ar.

Pontos de coleta participantes do piloto

Centro técnico eletrônico – R. Pinto Madeira, 1264 – Aldeota – (85) 3231.9615

TC Telecom Samsung – Av. Antônio Sales, 2830 – Dionísio Torres – (85) 3261.2815

Videocomp Eletrônica – Av. Oliveira Paiva, 1113 – Cidade dos Funcionários – (85) 3279.2606

Eletrônica Multimarcas – Av. Bezerra de Meneses, 1977 – (85) 3287.2233

Ecoletas Ambiental – Av. Deputado Paulino Racha, 1881 – Castelão – (85) 3295.2179

Sindiverde – Av. Barão de Studart, 1980 3º andar – Aldeota

14:11 · 17.01.2014 / atualizado às 14:11 · 17.01.2014 por

recicloteca

A partir deste mês o Centro de Informações sobre Reciclagem e Meio Ambiente (Recicloteca), maior biblioteca especializada em reciclagem do País, com o apoio da Ambev, apresenta ao público seu novo site (www.recicloteca.org.br).

Entre as novidades, está a integração com o blog (recicloteca.org.br/blog), o que permite o acesso ao conteúdo didático e às notícias do Centro de Informações em um mesmo canal.

No portal, os interessados em consultar o acervo também podem verificar a disponibilidade dos exemplares sem ter que ir à sede. O serviço de atendimento ao público, um dos mais procurados, permanece disponível. Os canais nas redes sociais também estarão em destaque (twitter.com/recicloteca e www.facebook.com/recicloteca.ecomarapendi).

A Recicloteca reúne mais de 4 mil publicações sobre meio ambiente e, em breve todos estarão indexados no site para que o internauta pesquise o acervo por título, autor ou assunto.

O site traz iniciativas de coleta seletiva feitas Brasil afora, locais de entrega voluntária de resíduos recicláveis, divulgação de livros especializados, técnicas de reciclagem artesanal, vídeos produzidos pela sua equipe e iniciativas ambientais brasileiras.

Fonte: Recicloteca

21:15 · 19.11.2013 / atualizado às 21:15 · 19.11.2013 por

Estação Móvel KOMBI-RECICLAGEM

O Pão de Açúcar acaba de lançar  o projeto “Pare & Separe”, em que um veículo preparado para receber materiais recicláveis, com comunicação especial e promotores percorre 17 pontos turísticos de cada uma das capitais, servindo como um ponto de entrega voluntário para descarte de papel, plástico, metal e vidro.

Qualquer pessoa pode levar seus materiais para a estação móvel de reciclagem. Aqueles que fizerem check in por meio do Facebook ganharão um voucher que pode ser trocado por uma sacola reutilizável de ráfia em qualquer loja Pão de Açúcar.

Todos os recicláveis arrecadados serão doados para cooperativas de reciclagem parceiras do programa Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, presente nos estacionamentos de 126 lojas em todo o Brasil. Existente desde 2001 o programa já arrecadou mais de 71 mil toneladas promovendo a inclusão social e a geração de renda das comunidades parceiras, além de benefícios ambientais.

No Rio de Janeiro, a estação móvel passará por locais como Copacabana, Leblon, Ipanema, Jardim Botânico, Recreio, Arpoador, Parque da Cidade e Barra da Tijuca. Em São Paulo, as pessoas podem separar para entregar seus materiais de reciclagem em lugares como: Parque Villa Lobos, Parque Ibirapuera, Largo da Batata, MASP, Estação da Luz, Mercadão e Praça Benedito Calixto. Para conferir a relação completa de locais e suas respectivas datas, visite a  fan page oficial do Pão de Açúcar no Facebook.

Programa Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever

Desde 2001, o Pão de Açúcar e a Unilever mantém uma parceria que permite ao consumidor dar a correta destinação a embalagens, frascos e materiais diversos, como papel, vidro, plástico, metal e óleo de cozinha. As estações fixas são construídas com material reciclado e funcionam como Postos de Entrega Voluntária (PEVs). Dessa forma, apoiam a cadeia com benefícios socioeconômicos e ambientais, conforme preconiza a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Em onze anos, foram coletados mais de 64 mil toneladas de materiais para reciclagem. Somente em 2012, foram mais de 12 mil toneladas, 14% a mais do que no ano anterior. Após o descarte dos materiais, o volume total foi doado a 37 cooperativas parceiras, o que gera postos de trabalho diretos e indiretos e beneficia mais de 1,7 mil famílias por mês.

Pão de Açúcar

Supermercado de vizinhança, que prima pela variedade e qualidade em produtos e serviços. Com 165 lojas distribuídas em nove estados brasileiros, o Pão de Açúcar caracteriza-se pela ampla oferta de soluções e pioneirismos lançados ao longo da história do varejo brasileiro.

Unilever

Presente no Brasil há 84 anos, a Unilever é uma das maiores empresas de bens de consumo do mundo. Fabricante de produtos de higiene pessoal e limpeza, alimentos e sorvetes, a companhia tem operações em 190 países. Está presente em 100% dos lares brasileiros, e, ao longo de um ano, seus produtos atingem, mensalmente, 46 milhões de domicílios.

Segundo a empresa, todos os dias 2 bilhões de pessoas usam ao menos um produto da Unilever em algum lugar do mundo. São mais de oito décadas resumidas em marcas como Omo, Comfort, Fofo, Seda, Lux, Kibon, Hellmann’s, Arisco, Knorr, Becel, Maizena, AdeS, Dove, Axe, Close Up e Rexona, entre outras. Por ano, a Unilever lança cerca de 75 novos produtos e é líder de mercado em 10 das 13 categorias em que atua.

Fonte: Pão de Açúcar