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Tag: Conservação da Biodiversidade


09:00 · 09.03.2018 / atualizado às 14:19 · 09.03.2018 por
Parque Nacional de Ubajara, na Serra da Ibiapaba (Ceará) Foto: Thiago Gadelha / Agência Diário

Queda nas despesas em conservação e fiscalização do meio ambiente no País marca a última década, aponta estudo do WWF-Brasil e Associação Contas Abertas

O ano de 2018 começou com R$ 3,7 bi de gastos autorizados no Ministério do Meio Ambiente (MMA) e suas autarquias, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB). O valor é menor do que o autorizado por Lei pelo Congresso para 2017 (R$ 3,9 bi) e ainda menor do que a autorização de gastos concedida em 2013 (R$ 5 bi), melhor ano da década, em valores corrigidos pela inflação.

Segundo o WWF-Brasil e a Associação Contas Abertas, os números apontam uma queda no investimento público provocada pela crise fiscal e agravada pela falta de visão política sobre a importância estratégica em se conservar o meio ambiente e os recursos naturais renováveis no Brasil. Os dados integram o mais amplo estudo sobre os gastos públicos em meio ambiente no País e que abarca os gastos da União, estados e municípios nos últimos dez anos.

O estudo do WWF-Brasil e da Associação Contas Abertas, divulgado nessa terça-feira (6), revela uma preocupante tendência com cortes em áreas vitais, como o monitoramento e fiscalização do desmatamento, a conservação da biodiversidade e a gestão dos recursos hídricos, áreas que provêm serviços essenciais para a sociedade, como o equilíbrio climático, alimentos e água.

As ações orçamentárias que tratam das áreas protegidas, por exemplo, começam o ano com R$ 236 mi, contra uma autorização de gastos de R$ 252 mi em 2017. A ação orçamentária que apoia a criação, gestão e implementação das Unidades de Conservação (UCs) chegou a perder recursos no Congresso em relação à proposta do governo, o que revela um Legislativo insensível à importância do tema ambiental.

O ICMBio, responsável pelas UCs, é, entre as autarquias vinculadas ao MMA, a mais atingida pela redução de gastos. Tem R$ 708 mi no Orçamento de 2018, contra R$$ 1,256 bi de gastos autorizados em 2017, uma redução de 44%.

O corte mais profundo atingiu o Bolsa Verde, programa que paga R$ 300 a cada três meses a famílias extremamente pobres e que moram em áreas protegidas, como incentivo à conservação. O programa desembolsou R$ 61,7 mi em 2017, R$ 78 mi em 2016 e R$ 106,1 mi em 2015. Veio perdendo recursos até desaparecer no Orçamento de 2018, por proposta do Executivo, acatada pelo Congresso. O governo informou que busca repassar a conta ao Fundo Amazônia, que também sofreu corte nos aportes, em decorrência do aumento do desmatamento na Amazônia, como lembra o estudo.

No ano da realização do 8° Fórum Mundial da Água, que reunirá representantes de mais de cem países em Brasília, no mês que vem, a ANA também perde recursos em relação ao Orçamento de 2017. Na principal ação da área em volume de verbas, a proposta para a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos cai de R$ 181,7 mi autorizados para R$ 136 mi, em 2018.

Outra importante fonte de recursos para o combate ao desmatamento na Amazônia foi alvo de corte em 2017, cujos impactos aparecerão em 2018. O governo da Noruega reduziu a menos da metade o aporte anual de recursos ao Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em dezembro, o governo norueguês repassou ao fundo US$ 41.791 mil, cerca de 43% do valor transferido em dezembro de 2016, de US$ 97.953 mil. Em nota, o governo norueguês atribuiu a redução do repasse ao aumento do desmatamento registrado no Brasil entre agosto de 2015 e julho de 2016.

Estados e municípios

De 2013 para cá, o volume de recursos destinados ao financiamento vem diminuindo ano a ano em todas as esferas de governo. A avaliação do comportamento das despesas na função Gestão Ambiental que constam do estudo do WWF-Brasil e Contas Abertas tem como base informações prestadas pela União, estados e municípios ao Tesouro Nacional, por exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), reunidas no Balanço do Setor Público Nacional.

Entre 2007 e 2016, União, estados e municípios juntos gastaram com Gestão Ambiental metade do orçamento anual do programa Bolsa Família. Foram, em média, R$ 13,1 bi de despesas na função no período, contra R$ 28,1 bi pagos pelo Bolsa Família em 2016.

O conjunto de gastos na década sugere uma montanha, com um grande movimento acidentado de aclive seguido por uma queda acentuada: as despesas crescem até 2013 e caem a partir de 2014, quando começa a recessão econômica, e a redução nas receitas tributárias impõe aperto nas contas públicas. Nos municípios, a queda começa em 2015.

O Estado e o Município de São Paulo lideram o ranking dos que mais gastaram em Gestão Ambiental tanto em 2016 como num período de quatro anos. No Estado, 42% do valor registrado no ano passado pagou pessoal, e os investimentos consumiram pouco mais de um a cada quatro reais.

No Município, a maior fatia das despesas com conservação ambiental foi destinada à conservação, operação e manutenção de parques, de acordo com informações do portal da transparência paulistano.

A distância no volume de gastos entre estados e municípios é notável. Em 2016, depois de registrar queda de 21% nos gastos em relação ao ano anterior, o município paulista ainda registrou despesa três vezes maior do que todo o Estado do Pará ou 6,5 vezes o montante gasto pelo Estado do Amazonas. Dos estados que compõem o bioma Amazônia, o Mato Grosso foi o que lançou o maior volume de gastos na função Gestão Ambiental.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Fonte: WWF-Brasil

10:30 · 04.01.2018 / atualizado às 13:11 · 03.01.2018 por
A parceria pretende promover ações para reverter o processo de desertificação, com enfrentamento da degradação do solo, da água e da perda de biodiversidade nos ecossistemas da Caatinga Foto: Kid Júnior / Agência Diário

Reverter o processo de desertificação por meio de ações que enfrentem a degradação do solo, da água e a perda de biodiversidade nos ecossistemas da Caatinga é o objetivo do Projeto Redeser: Revertendo o Processo de Desertificação nas Áreas Suscetíveis do Brasil — Práticas Agroflorestais Sustentáveis e Conservação da Biodiversidade.

A iniciativa é fruto de parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), oficializada no dia 20 de dezembro, em Brasília.

O projeto será desenvolvido em seis estados do Semiárido e beneficiará 18 municípios: Delmiro Gouveia, Olho d’Água do Cascado e Piranhas, em Alagoas; Uauá, na Bahia; Crato, Barbalha e Jardim, no Ceará; Barreirinhas, Água Doce, Tutóia e Matões, no Maranhão; Santa Luzia, São Mamede e Várzea, na Paraíba; e Carnaúba dos Dantas, Equador, Parelhas e Santana do Seridó, no Rio Grande do Norte.

Entre as ações do projeto, cuja duração é de quatro anos, estão o manejo florestal de uso múltiplo, a promoção da gestão integrada dos recursos naturais em paisagens produtivas, a restauração de florestas e paisagens e a gestão de conhecimento, além de capacitação e sensibilização.

A FAO abrirá um escritório em Barreirinhas, cujo papel será articular com o Governo do Estado do Maranhão outras iniciativas na mesma área temática.

Para Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil, o desafio consiste em evitar a perda de solo e gerar renda para a população do Semiárido. “Temos um componente socioeconômico importante nesse projeto, não só ambiental”, destacou.

Na opinião do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, a luta contra a desertificação é mais do que necessária, é vital. “Trata-se de um projeto muito importante. Temos todo o interesse que a parceria com a FAO se prolongue e se intensifique”, salientou.

Áreas suscetíveis

No Brasil, 16% do território (1,34 milhão de km²), estão suscetíveis à desertificação. Essa área abrange mais de 1,4 mil municípios e quase 35 milhões de pessoas. Os impactos do projeto incidirão diretamente sobre 904.142 hectares, dos quais 618.062 hectares de floresta, sendo o restante terras de cultivo e pastagens.

Mais de 152 mil hectares da área de intervenção estão degradados. As atividades do projeto Redeser evitarão o desmatamento por meio do manejo dos recursos florestais no âmbito de propriedade (pequenos produtores rurais) e de paisagem rural.

Um componente específico trabalhará a recuperação das florestas degradadas por meio da implantação de viveiros florestais, treinamento de técnicos de viveiros e fortalecimento de bancos de sementes florestais.

No total, serão investidos 3,9 milhões de dólares, incluindo recursos do Fundo Mundial para o Ambiente (GEF), além de uma contrapartida de 18 cofinanciadores.

Cofinanciadores

Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza (Agendha)

Associação de Plantas do Nordeste (APNE)

Fundação Parque Tecnológico de Paraíba (Cepis)

Fundação Araripe

Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO)

Fundação de Educação Tecnológica e Cultural (Funetec)

Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (Iabs)

Centro Mundial Agroflorestal (Icraf)

Instituto Nacional do Semiárido (Insa)

Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Secretaria de Agricultura da Paraíba (SEAFDS)

Serviços de Apoio para Projetos Alternativos Comunitários (Seapac)

Secretaria de Meio Ambiente da Paraíba (SEIHRMACT)

Secretaria de Meio Ambiente de Crato (Sema)

Secretaria de Meio Ambiente de Alagoas (Samarh)

Secretaria de Planejamento do Rio Grande do Norte (Seplan)

Serviço Florestal Brasileiro (SFB)

Fonte: Nações Unidas no Brasil

21:13 · 11.09.2017 / atualizado às 21:24 · 11.09.2017 por
O Parque Nacional de Ubajara, na Serra da Ibiapaba, é umas das Unidades de Conservação contempladas Foto: Marcelino Júnior / Agência Diário

Estão abertas até 6 de outubro, no site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as inscrições para a chamada pública de apoio a projetos de pesquisa em 19 Unidades de Conservação (UCs) federais nos biomas Caatinga e Mata Atlântica.

A iniciativa é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com o CNPq e as fundações estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs). Para isso, o ICMBio está disponibilizando R$ 4 milhões.

Os recursos foram viabilizados pela compensação ambiental de duas grandes obras (Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional e Gasoduto Cacimba-Catue) e ainda poderá receber complementação das FAPs. O valor destinado a cada proposta poderá ser de até R$ 200 mil.

O apoio consistirá de itens de custeio e bolsas. A duração máxima dos projetos será de 36 meses. O intuito é beneficiar pesquisadores, estudantes, educadores, técnicos, comunidades locais, gestores de unidades de conservação e formuladores de políticas públicas, entre outros.

Manejo

Segundo a coordenadora-geral de Pesquisa e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, Katia Torres Ribeiro, os projetos vão contribuir para a implementação das estratégias de manejo, uso sustentável e conservação, além de fortalecer as capacidades de pesquisa interdisciplinar, a inclusão social e a inserção das UCs no desenvolvimento regional sustentável.

“A execução desses projetos proporcionará o envolvimento de comunitários e gestores, e a geração de conhecimentos-chave para alavancar ainda mais a gestão das unidades de conservação federais”, afirma Katia.

A coordenadora ressalta que a parceria do ICmBio com o CNPq e com as FAPs “é estratégica, pois possibilita a seleção de instituições de excelência e o apoio a projetos por meio de mecanismos que o ICMBio não dispõe”.

Parcerias

Já o professor Marcelo Morales, diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, diz que a instituição tem buscando parcerias para o fomento à pesquisa na área de biodiversidade. “O ICMBio é parceiro importante, pois reconhece, de forma clara, a importância da ciência e dos cientistas brasileiros na ajuda de tomada de decisões para preservação ambiental”.

As propostas deverão observar um conjunto de oito diretrizes e aderir a pelo menos um dos temas elegíveis previstos na chamada. As orientações buscam garantir a participação comunitária, a comunicação à sociedade e a aplicabilidade dos resultados das pesquisas à conservação da biodiversidade.

Os temas, que abrangem várias áreas do conhecimento, foram definidos com a participação dos gestores das unidades de conservação e atendem a prioridades de pesquisa do ICMBio.

Conheça as unidades de conservação contempladas pelos projetos de pesquisas:

Caatinga

Esec de Aiuaba (CE), Resec Raso da Catarina (BA), Esec do Seridó (RN), Parna do Catimbau (PE), Parna da Chapada Diamantina (BA), Parna da Serra da Capivara (PI), Parna Serra das Confusões (PI), Parna de Sete Cidades (PI) e Parna de Ubajara (CE).

Mata Atlântica

Flona de Rio Preto (ES), Parna dos Campos Gerais (PR), Parna de Caparão (ES/MG), Parna do Itatiaia (RJ/MG), Parna Do Monte Pascoal (BA), Parna da Serra da Bocaina (RJ/SP), Parna da Serra dos Orgãos (RJ), Rebio de Pedra Talhada (AL/PE ), Resex Marinha da Baia de Iguapé (BA), Revis dos Campos de Palmas (PR).

Mais informações:

As propostas deverão ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via internet

Fonte: ICMBio

19:11 · 24.07.2017 / atualizado às 19:41 · 24.07.2017 por
O cantor pernambucano se junta à ONG para dar visibilidade ao Desafio Ambiental para estimular negócios sustentáveis, reconhecer inovações, iniciativas sociais e ferramentas que fomentem a sustentabilidade e que apoiem a restauração florestal em harmonia com questões sociais Foto: WWF-Brasil

Em uma iniciativa para trazer melhorias ao meio ambiente, o WWF-Brasil lançou, em junho, o Desafio Ambiental: inovação e empreendedorismo em restauração florestal, com o intuito de apoiar o País a atingir suas metas de restauração e, ao mesmo tempo, dar visibilidade a iniciativas pioneiras. E, para chamar atenção à causa, o cantor Lenine se uniu ao WWF-Brasil.

Engajado em causas ecológicas, Lenine aceitou de pronto participar desta ação, que tem suas inscrições abertas até o dia 9 de agosto. Para o diretor executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic, “há bastante sinergia entre os valores do Lenine e os da organização, devido ao posicionamento ecológico dele e o seu envolvimento com a ‘causa verde’”.

E continua: “Queremos encontrar e promover o empreendedorismo e a inovação no setor privado para que a restauração florestal ganhe escala e se multiplique nas propriedades rurais brasileiras. Ao mesmo tempo, queremos popularizar o tema de restauração, que é de interesse público, e essa conexão com o público ganha força com a presença do Lenine”.

Lenine iniciou em 2015 o projeto Carbono, inspirado no elemento químico conhecido como a “base da vida”. Nesse álbum, o cantor destaca os impactos ambientais gerados pelo homem e a importância de freá-los.

Desafio Ambiental

Trata-se de um concurso para mapear, conectar, impulsionar e premiar iniciativas que restauram biomas brasileiros por meio de modelos inovadores e sustentáveis. A ação combina os universos da restauração florestal e do empreendedorismo de impacto e inovação, visando não só premiar financeiramente as ideias selecionadas, mas criar uma rede de colaboração entre as diversas iniciativas que acontecem no Brasil hoje, impulsionando o ecossistema de restauração.

Dentro da prática de restauração florestal, o concurso busca reconhecer:

  • Projetos de campo
  • Modelos de negócios que viabilizem a recuperação de áreas degradadas
  • Metodologias ou modelos inovadores
  • Iniciativas sociais que promovam a restauração florestal e sua cadeia
  • Tecnologias
  • Startups

As propostas serão selecionadas por júri técnico e júri popular. O primeiro corpo de jurados será composto por um representante de cada um dos parceiros do desafio, enquanto que o júri popular está aberto a qualquer pessoa física, sendo um voto para cada CPF.

Na primeira fase do concurso, serão selecionadas até oito propostas para a realização de uma imersão com o Impact HUB, a fim de impulsionar seu projeto. Em homenagem ao Dia da Árvore (Centro-Oeste, Sudeste e Sul), a premiação vai ocorrer no dia 21 de setembro e os prêmios serão distribuídos da seguinte forma:

1º lugar – júri técnico: participação da imersão e mentoria. R$ 5.000,00 em dinheiro e participação do Empretec (Sebrae)

2º lugar – júri técnico: participação da imersão e mentoria. R$ 3.000,00 em dinheiro e participação do Empretec (Sebrae)

3º ao 8º lugar: participação da imersão e mentoria

1º lugar – júri popular – R$ 2.000,00 em dinheiro

Por que restaurar?

A restauração florestal é uma prática importante para a manutenção dos ecossistemas. Essa técnica recupera áreas degradadas visando restabelecer sua estrutura e função ecológica, com melhoria da qualidade e quantidade dos recursos hídricos, fixação de carbono, regulação climática e conservação da biodiversidade, entre outras.

Surge como ferramenta de contraponto a preocupação com as questões ambientais, e, em particular, com o aquecimento global e com a possibilidade de ocorrerem mudanças do clima nos próximos anos.

O Brasil se configura entre os principais países produtores e exportadores de produtos agropecuários, com mais de 300 de milhões hectares destinados à agropecuária, segundo o IBGE. Contudo, esse setor também responde por grande parte das emissões brasileiras de gases de efeito estufa (GEE), que são responsáveis diretamente pelo aquecimento global.

“Nosso país se comprometeu em implantar ações e medidas que promovam o cumprimento de nossas metas no Acordo de Paris. Dentre elas, há o compromisso de recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e reflorestar 12 milhões de hectares. Todavia, a estrutura hoje disponível para esse fim não conseguirá atender essa demanda se não houver ingredientes extras, com inovação e empreendedorismo”, comenta Mauricio Voivodic.

Imersão e planejamento colaborativo

Existem no Brasil inúmeras iniciativas que atuam em prol das florestas. São projetos de restauração e reflorestamento, agroflorestas, pequenos ou médios agricultores, startups de impacto, rede de sementes, povos e comunidades tradicionais e muitas outras iniciativas, que geram renda, restauram ecossistemas e contribuem para reverter o já conhecido quadro de desmatamento e degradação.

O impacto em larga escala e verdadeiramente transformacional não pode ocorrer isoladamente, requer ação coletiva. A ideia é impulsionar os projetos envolvidos e, além disso, estimular a criação de caminhos de colaboração setorial e interssetorial.

WWF-Brasil

Trata-se de uma organização não governamental (ONG) brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Mais informações:
Desafio Ambiental: inovação e empreendedorismo em restauração florestal
Inscrições: até 9 de agosto de 2017
Realização: WWF-Brasil
Execução: Impact HUB
Apoio:
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e Parque Nacional da Tijuca
Site: www.desafioambiental.org

10:00 · 22.06.2016 / atualizado às 21:51 · 21.06.2016 por
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O projeto da ONG Aquasis aprovado para Icapuí contempla a Zona de Vida Silvestre (SVS) da APA Manguezal da Barra Grande Foto: Kiko Silva / Agência Diário

A Fundação SOS Mata Atlântica anunciou os 24 projetos aprovados pelo edital para o apoio à criação e implementação de Unidades de Conservação (UCs) Municipais no País. Dois deles são do Ceará, um no litoral leste de Fortaleza, em Sabiaguaba, outro no litoral leste do Ceará, em Icapuí.

O de Fortaleza, Educação Ambiental e Práticas Sustentáveis na APA da Sabiaguaba, foi apresentado pela Consultoria e Capacitação em Meio Ambiente (Coame); e o de Icapuí, Zona de Vida Silvestre (SVS) da APA Manguezal da Barra Grande, pela Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis).

O objetivo do edital é estimular as cidades a fortalecerem a gestão ambiental de seus territórios, investindo no planejamento e na execução de medidas que assegurem proteção e uso sustentável do ambiente. A iniciativa faz parte das comemorações dos 30 anos da ONG e conta com o patrocínio de Bradesco Cartões, Bradesco Seguros e Repsol Sinopec Brasil.

Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, ressalta a importância do edital: “É um conjunto de projetos agregadores que contribuirão muito para fortalecer esses importantes mecanismos de conservação da biodiversidade local, reunindo poder público, instituições e pessoas para somar esforços voltados para as Unidades de Conservação e as políticas de proteção nos municípios da Mata Atlântica”.

Erika Guimarães, coordenadora de Áreas Protegidas da SOS Mata Atlântica, lembra da importância das UCs municipais para o bem-estar da população: “Teremos novos parceiros para uma atuação mais integrada, buscando fortalecer essas áreas que oferecem serviços ambientais relevantes e melhoram a qualidade de vida de todos nós”.

O edital recebeu propostas em 4 linhas:

Linha 1 – Criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) reconhecidas pela esfera municipal

Linha 2 – Criação de UCs públicas de proteção e integral e uso sustentável na Mata Atlântica, e em ambientes costeiros e marinhos associados

Linha 3 – Atividades que contribuam para a gestão/administração/operação de UCs públicas da Mata Atlântica, costeiras e marinhas

Linha 4 – Projetos que contribuam para a implementação consolidação da UCs de proteção integral sustentável

Dos 24 projetos aprovados na etapa final, 17 seguiram a linha 4, que trata de ações para a implementação efetiva de UCs municipais já criadas e foi a linha que recebeu mais propostas. No que diz repeito aos tipos de Unidades de Conservação contemplados, houve uma distribuição equilibrada entre UCs de proteção intregal (10) e uso sutentável (11), e outras três propostas para estudos de criação de novas UCs.

Mar e Floresta

Das propostas recebidas, quase metade foram para unidades de conservação em ambientes costeiros e marinhos. “Isso reflete a importância que as UCs Municipais também têm para auxiliar o Brasil a atingir as suas metas de proteção do mar e da costa, ambientes hoje muito mal representados no conjunto de unidades de conservação brasileiras”, explica Diego Igawa Martinez, biólogo do programa Costa Atlântica da Fundação.

Essa proporcionalidade se refletiu nas propostas aprovadas: Bradesco Cartões e Bradesco Seguros, que patrocinam diversos projetos da Fundação SOS Mata Atlântica, destinam os recursos às UCs na área de Floresta, por meio do Programa de Áreas Protegidas da Mata Atlântica. Já os recursos para as UCs municipais costeiras e marinhas são destinados pela Repsol Sinopec Brasil, que patrocina projetos de conservação destes ambientes através do Programa Costa Atlântica da Fundação.

Os municípios da região Sudeste concentram a maior parte das propostas aprovadas, seguidos pelos das regiões Nordeste e Sul, incluindo 10 propostas focadas no ambiente costeiro-marinho e 14 em florestas interiores. Os projetos encontram-se distribuídos em 11 dos 17 estados da Mata Atlântica.

Confira a lista completa dos projetos contemplados clicando aqui.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

08:00 · 03.02.2016 / atualizado às 11:59 · 03.02.2016 por
O Ecossistema Costeiro-Marinho foi a área natural escolhida como foco para o segundo edital nacional da Fundação Grupo Boticário de 2015 Foto: Helosa Araújo / Agência Diário
O Ecossistema Costeiro-Marinho foi a área natural escolhida como foco para o segundo edital nacional da Fundação Grupo Boticário de 2015 Foto: Helosa Araújo / Agência Diário

As inscrições para a primeira chamada anual de 2016 do Edital de Apoio a Projetos, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, estão abertas desde o dia 31 de janeiro e podem ser realizadas até 31 de março, no site www.fundacaogrupoboticario.org.br, na seção “Editais”.

Serão selecionadas iniciativas em todas as regiões brasileiras. As inscrições para o Edital Biodiversidade Paraná serão abertas no segundo semestre. Em caso de dúvidas, os interessados podem contatar a equipe de Ciência e Informação da Fundação Grupo Boticário, pelo endereço picn@fundacaogrupoboticario.org.br.

20 iniciativas receberão R$1,5 mi

Em janeiro, a Fundação divulgou a lista das novas iniciativas de conservação da natureza que serão apoiadas a partir do primeiro semestre de 2016. No total, serão doados cerca de R$ 1,5 milhão a 20 novas iniciativas, no Ecossistema Costeiro-Marinho e na Mata Atlântica. As pesquisas foram selecionadas por meio de dois editais, um nacional e outro com foco no Paraná.

No edital nacional, os Estados beneficiados foram São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Paraíba, Amapá, Pará, Maranhão, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que abrigam importantes áreas do ecossistema costeiro-marinho, área natural escolhida como foco para o segundo edital nacional da Fundação Grupo Boticário de 2015.

Já o Edital Biodiversidade do Paraná, seleciona apenas pesquisas e projetos a serem realizados por instituições desse Estado, com foco especial para a Floresta com Araucárias – ecossistema reduzido a 1% da sua cobertura original – e para a Floresta Densa do Lagamar (Litoral e Serra do mar).

Nesta chamada, sete iniciativas foram aprovadas, com um valor total de R$ 600 mil. Esse edital, que é anual, é realizado em parceria com a Fundação Araucária, instituição sem fins lucrativos que atua no fomento à pesquisa no Paraná.

Entre os projetos selecionados, destaca-se o trabalho que será desenvolvido para a conservação das tartarugas marinhas na região da Foz do Rio Doce (ES). Realizada pelo Projeto Tamar, essa iniciativa ganha, ainda, mais relevância após o desastre com as barragens de rejeitos de mineração, ocorrido em novembro do ano passado, em Mariana (MG), e que chegou ao mar na altura do Espírito Santo.

“Os estudos dessa pesquisa podem vir a trazer informações valiosas para entender melhor o impacto que esse incidente causou na biodiversidade local”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

Em 25 anos de atuação, a Fundação Grupo Boticário já se firmou como uma das maiores apoiadoras, ligadas à iniciativa privada, de iniciativas de conservação da natureza brasileira. Ao todo, 1.457 iniciativas já foram apoiadas em todos os estados brasileiros.

Para conferir a lista completa das 20 novas iniciativas selecionadas nos dois editais, bem como os respectivos técnicos e instituições responsáveis por cada uma delas, acesse o site www.fundacaogrupoboticario.org.br, e clique na seção “O que fazemos” > “Editais”.

Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos, cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.457 projetos de 487 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Fonte: Fundação Grupo Boticário

10:38 · 26.07.2014 / atualizado às 10:38 · 26.07.2014 por

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O WWF-Brasil acredita que pequenas atitudes sustentáveis ajudam a diminuir os impactos e a pressão do consumo sobre os recursos naturais do Planeta. Para conscientizar a população brasileira e estimular esse comportamento no dia-a-dia, lançou, pela Internet, o 1º Festival de Curtas Ecológicos do WWF (Fest Curteco). Interessados estão convidados a gravar um vídeo com duração de 15 segundos a 1 minuto onde mostrem o que fazem para colaborar com o meio ambiente.

Os cinco primeiros colocados serão premiados, levando em conta originalidade, criatividade e pertinência. O primeiro colocado ganha uma viagem para o exuberante Parque Nacional do Iguaçu, com acompanhante. O segundo e terceiro colocados ganharão um fim de semana no Paraíso Eco Lodge, em Ribeirão Grande (SP), também com acompanhante.

Por meio desse concurso cultural, o WWF-Brasil quer que as pessoas compartilhem ações adotadas para reduzir a Pegada Ecológica e, dessa forma, ampliar o número de pessoas engajadas na causa ambiental. O objetivo é comunicar como nossos hábitos de vida cotidianos impactam diretamente na conservação do meio ambiente.

“Ao lançar a primeira edição do Fest Curteco, estamos buscando sensibilizar a população, por meio do exemplo positivo. Cada cidadão pode fazer a sua parte pelo Planeta e, juntos, temos o potencial para transformar a sociedade em prol de um futuro mais sustentável e em harmonia com a natureza”, afirma a superintendente de Comunicação, Marketing e Engajamento do WWF-Brasil, Renata A. Soares.

Para participar, basta que o candidato preencha o cadastro com os seus dados no site www.curteco.com.br, responda a cinco perguntas básicas sobre o comportamento socioambiental, faça o cálculo da sua Pegada Ecológica e mande o link do seu vídeo.

A seleção dos melhores trabalhos será feita por uma equipe técnica ligada à área ambiental e os vídeos selecionados serão submetidos a uma comissão julgadora composta por personalidades que adotam atitudes sustentáveis na sua rotina: Marina Person (apresentadora de TV), Renata Falzoni (jornalista e cicloativista) e Mara Mourão (cineasta). O trio vai avaliar todos os vídeos enviados até o dia 10 de agosto e os cinco ganhadores serão anunciados no dia 18 de agosto, pela Internet.

Mais detalhes sobre os prêmios, regulamento e outras informações estão no site www.curteco.com.br, onde podem ser feitas as inscrições e o envio do link dos vídeos.

O que é a Pegada Ecológica?

É uma metodologia que avalia a demanda humana por recursos naturais renováveis com a capacidade regenerativa do Planeta. É uma forma de traduzir a extensão de território que uma pessoa, cidade, país, região ou até a população do mundo todo utiliza, em média, para suprir suas demandas de consumo: produtos, bens e serviços.

A ferramenta foi criada por pesquisadores da Global Footprint Network (GFN). O WWF-Brasil trabalha com a Pegada Ecológica para mobilizar e incentivar as pessoas a repensarem hábitos de consumo e a adotar práticas mais sustentáveis.

WWF-Brasil

É uma organização não governamental dedicada à conservação da meio ambiente com a missão de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criada em 1996, a instituição desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza do mundo, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Fonte: WWF-Brasil

11:21 · 06.09.2013 / atualizado às 11:27 · 06.09.2013 por
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O valor das terras secas, segundo os pesquisadores, está na sua biodiversidade, que garante a qualidade do solo e ajuda a proteger nascentes e córregos Foto: Cid Barbosa

 “As zonas áridas, semiáridas e subúmidas da América Latina e do Caribe reúnem grande parte da pobreza e do sofrimento, enquanto enfrentam uma enorme pressão sobre os recursos naturais, incluindo a água, solo e biodiversidade. As pessoas que vivem nessas regiões são as mais vulneráveis aos efeitos negativos da variação e mudança do clima e com menos possibilidades de resolvê-los”.

Essa é a introdução da Carta de Sobral (divulgada em Espanhol), resultado da 1ª Conferência Científica da Iniciativa Latinoamericana de Ciência e Tecnologia para Implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (ILACCT), realizada na semana passada, no norte do Estado do Ceará, com pesquisadores de diversos países afetados pela desertificação.

O evento foi iniciativa do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em parceria com instituições como a Comisión Económica para América Latina y el Caribe (Cepal), Instituto Argentino de Investigaciones de las Zonas Áridas (Iadiza) e a Fundação de Meteorologia do Estado do Ceará (Funceme). A organização contou com o apoio da Prefeitura de Sobral, da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ceará (Secitece) e da Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA).

Segundo o economista cearense Antonio Rocha Magalhães, que é presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia (CST) da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e à Seca (UNCCD) e assessor do CGEE, o evento foi muito bem sucedido.

Na próxima semana, ele viaja para Windhoek, capital Namíbia ,onde participa das reuniões do Comitê de Ciência e Tecnologia da UNCCD e da Conferência das Partes da UNCCD. Lá, ele completa o seu período de dois anos como presidente da CST-UNCCD, e, no fim da reunião passa a responsabilidade para o seu sucessor, ainda não definido, mas,  “provavelmente europeu”, opina.

Alinhada com a estratégia de dez anos da UNCCD 2008-2018, foi criada a ILACCT. O objetivo é capacitar e fortalecer processos participativos que facilitem as atividades de ciência e tecnologia na região.

Seguindo as recomendações da Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid+18), realizada em Fortaleza (CE) e em Mendoza (Argentina), várias instituições da região organizaram a Conferência Científica de Sobral, que reuniu mais de 400 participantes de 15 países, incluindo cientistas e acadêmicos, técnicos do governo, representantes do setor privado e de organizações internacionais e de cooperação, bem como membros de organizações não governamentais (ONGs) e da sociedade civil.

Durante as sessões da Conferência foram intercambiados o conhecimento e as lições das últimas duas décadas sobre sustentabilidade e desenvolvimento nas terras áridas do mundo e especialmente na América Latina e no Caribe.

Os participantes constataram que países e instituições da região fizeram avanços significativos no conhecimento científico e técnico de combate à desertificação e à seca. Deixaram claro, no entanto, que “os desafios para reduzir efetivamente a pobreza e alcançar uma gestão sustentável das terras secas ainda estão presentes, o que compromete a capacidade dos países para alcançar Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ( ODS)”.

A Primeira Conferência Científica ILACCT reflete os esforços da América Latina e do Caribe para a troca de conhecimentos científicos e técnicos na região, conhecer outras experiências do mundo e consolidar e ratificar a vontade de avançar na construção de uma interface entre ciência e política, e à busca do conhecimento científico e técnico suficiente para fazer por parte dos responsáveis pela elaboração e implementação de políticas de decisão informada.

As discussões abordaram a necessidade de que o melhor procedimento para o conselho científico internacional e interdisciplinar proposto pelo Aconselhamento Científico focando em desertificação / degradação do solo e as questões da seca (AGSA) para apoiar o processo da UNCCD, incluindo suporte para a consolidação dos centros regionais de ciência e tecnologia, onde a ILACCT pretende desempenhar um papel significativo.

Da mesma forma, os participantes apoiaram fortemente Programa AridasLAC como um instrumento fundamental para o desenvolvimento de redes científicas, regional, sub-regional e nacional, bem como um dos pilares da mobilização de recursos para a investigação científica e técnica na região e na produção de conhecimento científico de referência, capacitação e análise de políticas de combate à desertificação e à seca.

Eles abordaram os aspectos ambientais, econômicos, culturais e sociais da desertificação, reconhecendo que as terras secas apresentam oportunidades para o desenvolvimento sustentável. Mas exigem alta prioridade dos governos nacionais e regionais, organizações internacionais e do setor privado. Estas oportunidades variam de aprender a conviver com a seca até ser transformado.

Os participantes enfatizaram, ainda, a necessidade de tratar questões mais profundas, como a desertificação, ciência e política; impactos econômicos da desertificação; impactos das mudanças climáticas sobre a desertificação; clima e previsão do clima em zonas áridas; delimitação das áreas afetadas e mapeamento da desertificação; determinantes sociais da saúde no semiárido; experiências bem-sucedidas de viver sem recursos hídricos em zonas áridas, terras secas e em desertificação; gênero; e redes científicas de combate à desertificação. Também consideraram especialmente importante reforçar as redes e programas existentes para a elaboração do Atlas da Desertificação na América Latina e Caribe.

Fonte: Carta de Sobral

18:54 · 29.07.2013 / atualizado às 18:57 · 29.07.2013 por
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A atriz Maitê Proença e a organização não-governamental (ONG) Conservação Internacional (CI-Brasil) lançaram hoje (29 de julho) a campanha #EuMeComprometo, que vai mobilizar as pessoas por meio de vídeos nas redes sociais para a importância de se comprometer com a conservação da natureza e dos recursos naturais.

O primeiro vídeo da série mostra Maitê pedindo a todos que se comprometam com Abrolhos, a região de maior biodiversidade do Atlântico Sul, responsável pela manutenção de estoques pesqueiros, a principal fonte de proteína de uma grande parcela da população do Brasil.

“Resolvi aderir porque acredito que a natureza não é simplesmente um lugar deslumbrante onde podemos desfrutar nossas férias. Os complexos sistemas naturais do Planeta são o fundamento básico de toda a vida na Terra, inclusive a nossa, e se eles forem destruídos colocamos em risco a sobrevivência de tudo que é belo, harmônico e necessário, destruiremos nossa própria civilização”, afirmou a atriz Maitê Proença, explicando os motivos por que decidiu aderir à campanha.

O objetivo da campanha lançada pela Conservação Internacional, apresentada pela atriz Maitê Proença, é lembrar que dependemos da natureza e da conservação dos ecossistemas e habitats para continuarmos a receber os serviços ambientais que ela nos proporciona – como a água que bebemos e os alimentos que consumimos.

Sem áreas naturais intactas, as cidades deixariam de existir. As florestas são necessárias para manter a regulação climática do Planeta, ao absorver o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Os oceanos são vitais para manter a vida marinha e os estoques pesqueiros, que alimentam milhões de pessoas em todo o Planeta. É importante também manter a vegetação nativa em áreas de nascentes. Sem essa vegetação, o suprimento de água para bilhões de pessoas ficaria comprometido.

Esses são apenas alguns exemplos de como a natureza é essencial para manter a boa qualidade de vida de todos nós, inclusive habitantes de grandes metrópoles. Por meio da campanha #EuMeComprometo, as pessoas conscientes podem mostrar a todos os seus amigos e conhecidos de redes sociais que realmente se importam com o futuro do planeta, compartilhando a hashtag da campanha.

A atriz Maitê Proença explica por que é importante participar dessa mobilização: “A natureza traz equilíbrio, inspiração e paz mesmo para os que não se dão conta. Sem o bom funcionamento dos complexos sistemas naturais do Planeta – como os ecossistemas, as florestas, os oceanos e o clima, a vida torna-se insustentável, inclusive para os seres humanos. Em consonância com o grande equilíbrio que vem se quebrando, eu faço parte da campanha e me comprometo com a natureza”.

Além do vídeo de Abrolhos, a campanha produzirá uma série de outros vídeos, que serão lançados ao longo deste ano, pedindo a atenção e o comprometimento de todos para outras regiões naturais importantes e a conservação geral do capital natural do Planeta.

A nova campanha da CI-Brasil pede a todos que participem, por meio do site, no link http://www.conservacao.org/eumecomprometo/abrolhos/, clicando e preenchendo os dados, ou compartilhando seus posts no Facebook ou no twitter, pela hashtag #EuMeComprometo.

Fonte: CI-Brasil

14:25 · 21.06.2013 / atualizado às 15:44 · 21.06.2013 por
Os surfistas aproveitam a data para agir e conscientizar sobre a importância da conservação da biodiversidade dos oceanos Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Os surfistas aproveitam a data para agir e conscientizar sobre a importância da conservação da biodiversidade dos oceanos Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

Em homenagem ao Dia Internacional do Surf, a Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) e o Instituto Povo do Mar (Ipom), com o apoio do Serviço Social do Comércio do Ceará (Sesc-CE) e Cuca Che Guevara, realiza, neste sábado (22), a primeira ação coletiva do Projeto Limpando o Mundo. A programação conta com atividades culturais, esportivas e de limpeza das praias de Pacheco, Iparana e Praia de Iracema pelos voluntários do projeto.

Lançado no dia 4 de junho deste ano, o Projeto Limpando o Mundo tem duração de 12 meses e visa formar uma rede de 400 jovens voluntários que serão capacitados, sensibilizados e informados sobre a Conservação da Biodiversidade, Biologia Marinha e Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A iniciativa acontecerá em 20 localidades do Ceará, começando pelo litoral de Iparana, em Caucaia, até a praia de Abreulândia, localizada no município de Aquiraz.

Durante as ações, os participantes irão atuar como pesquisadores e guardiões da praia, detectando quais tipos de resíduos são encontrados no mar e quais as suas consequências para o litoral e a vida dos mamíferos aquáticos. No fim do projeto será apresentado o “Diagnóstico do Lixo Marinho”, com um banco de dados estatísticos e de imagens sobre os resíduos encontrados nessas regiões.

Dia Internacional do Surf é comemorado anualmente da época do solstício de verão no Hemisfério Norte (21 de junho). Idealizado pela Associação Europeia dos Esportes com Pranchas (EuroSIMA) e apoiado pela Federação Europeia de Surf (ESF), Surfers Against Sewage (SAS), Surfrider Foundation e Ecosurfi no Brasil, o Dia Internacional do Surf (DIS) celebra o cuidado com a natureza, a cultura e o estilo de vida da comunidade do surf.

Organizado pela primeira vez em 2004 na Europa e América do Norte, é realizado no Brasil desde 2008, e já mobilizou atividades em várias partes da costa brasileira, sempre coletivamente por empresas, ONGs e associações de surf.

Além do Brasil, participam do Dia Internacional do Surf (DIS) países como Argentina, Áustria, Austrália, Canadá, Inglaterra, França, Itália, Marrocos, Noruega, Portugal, Ilhas Reunião, Escócia, Senegal, Eslovênia, Espanha, Suíça, Holanda, Venezuela, entre outros.

Reúne surfistas, artistas, alunos de escolas públicas e particulares, escoteiros, estudantes universitários e moradores locais para uma grande celebração em prol das praias, dos oceanos e da cultura surf.

Sugere que todos os participantes vivam intensamente a data com atividades esportivas, culturais, ambientais e sociais, sendo esse um momento para a comunidade do surf mostrar o seu respeito as praia e aos oceanos.

Qualquer instituição voluntariamente pode inscrever atividades para ser realizada no Dia Internacional do Surf. Neste ano as ações acontecem em sete Estados brasileiros: Ceará, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Florianópolis e Rio Grande do Sul.

No Ceará, as praias de Caucaia e Fortaleza terão a primeira ação coletiva do projeto “Limpando o Mundo”, com patrocínio da Greenish.

Programação

Dia 22/6

5h às 18h – Campanha: “Eu surfo por um oceano e praias protegidas”

Surfistas do Ceará são convidados, pelas mídias sociais do projeto “Limpando o Mundo”, para registrar uma foto do seu dia de surf em prol dos oceanos e a Biodiversidade Marinha. Para participar, basta postar a imagem na página: https://www.facebook.com/pages/Limpando-O-Mundo-CEARÁ

07h30 às 12hBUS SURF – Grande Circular Linha SURF de Fortaleza

Sai da Escola Aldeia Surf (Praia do Futuro, no Vila Galé). Vai percorrer a orla de Fortaleza,  pelos principais picos de surf  (Praias: Futuro, Titanzinho, Iracema, Leste-oeste e Boca da Barra). No trajeto será desenvolvida uma roda de conversa de fatos da história do surf na Capital e a importância da conservação da zona costeira. O roteiro encerra com uma entrega de flores no Estuário do Rio Ceará.

8h às 12hTreino de Surf e Limpeza de Praias com os voluntários do Projeto Limpando o Mundo

Região 1 – Caucaia

Icaraí, Praia Bela – Concentração de voluntários em frente ao restaurante Line

Praia de Iparana e Pacheco – Concentração de voluntários próximo ao espigão do Sesc

Região 2 – Município de Fortaleza

Praia de Iracema, entre a Ponte dos Ingleses e a Ponte Metálica – Concentração dos Voluntários na Ponte dos Ingleses

16h às 19hAtividades educativas – “Projeto Limpando o Mundo e a Cultura”

Local: Ponte dos Ingleses.

Exposição de Fotos

Telão com filmes de surf

Saudação ao Oceano no pôr do sol da Ponte Metálica

Roda de diálogos com convidados – O Surf e a sustentabilidade no Ceará desafios e Conquistas

19h às 21h30Caucaia Cine Surf – “Projeto Limpando o Mundo e a Cultura Surf”

Local: em frente à loja Intersurf (próximo ao restaurante Line, Praia do Icaraí)

Apresentação de filmes “Caçadores da Pororoca e dos novos atletas profissionais do Ceará” (Ícaro Lopes, Diego Mendes, Paulo Barros). Presença dos surfistas Isaias Silva, Artur Silva, Flavio Nunes entre outros convidados. Será realizada uma roda de diálogo “O Surf e a sustentabilidade no Ceará Desafios e Conquistas”, com convidados, onde serão abordadas questões culturais, profissionais, sociais, ambientais e econômicas para a sustentabilidade e conservação do planeta, diante dos desafios da sociedade humana do século XXI

Fonte: Aquasis