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Tag: Consumo Consciente


10:00 · 27.06.2016 / atualizado às 22:16 · 26.06.2016 por
O copo retrátil que tem como finalidade substituir o uso dos descartáveis foi lançado no Dia Mundial do Meio Ambiente
O copo retrátil que tem como finalidade substituir o uso dos descartáveis foi lançado no Dia Mundial do Meio Ambiente

“Salvar o Planeta: um copinho de cada vez”. Foi essa a filosofia que deu origem ao projeto “Menos 1 Lixo”, lançado oficialmente em 1º de janeiro de 2015, pela empresária carioca Fe Cortez. A ideia era simples: incentivar a redução na produção do lixo por meio da substituição dos copos descartáveis por um modelo reutilizável e portátil que qualquer pessoa possa carregar consigo para onde for.

O projeto começou usando um copinho importado. Metálico e retrátil, ele cabia até no bolso, podia ser levado para qualquer lugar e entrava em ação sempre que o usuário precisasse beber alguma coisa com um copo descartável.

“É uma atitude de consumo consciente aplicada de forma simples no dia a dia de pessoas urbanas e, ao mesmo tempo, com potencial de gerar grande retorno”, resume Fe. O impacto que essa simples atitude causa foi comprovado pela própria experiência da criadora do projeto. Fe Cortez realizou, ao longo do ano passado, o Desafio Menos 1 Lixo.

A ideia foi contabilizar quantos copos descartáveis deixou de consumir entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2015 e assim servir de exemplo do potencial do impacto positivo que pode ser gerado pelo indivíduo. O resultado foi inspirador: 1.618 copos descartáveis deixaram de ser utilizados em 365 dias. o que equivale a cerca de 800 litros de água (utilizados na produção desses copos) – ou o que uma pessoa deve beber de água durante um ano inteiro.

Além de usar o copinho para o desafio pessoal, ela importou milhares de unidades, personalizou com a logo da campanha e começou a vender no site do projeto. Além de um produto, o copo representava toda uma ideologia de adoção do consumo consciente no dia a dia.

Cortez comprovou isso com a própria experiência: além de usar o copinho diariamente, ela passou a consumir muito menos produtos com embalagens desnecessárias, trocou o carro pela bicicleta em grande parte dos seus deslocamentos, passou a fazer compostagem em casa, entre outras atitudes.

O desafio não se limitou a ela. No fim de um ano, o projeto atingiu a marca de 7 mil pessoas usando o copo. Isso significa, estimando-se que cada pessoa use o copinho do projeto cinco vezes por dia no lugar do descartável, cerca de 12 milhões de copos que deixaram de ser jogados no lixo, por ano, o que representa mais ou menos 6 milhões de litros de água que deixaram de ser usados na produção.

Produção 100% brasileira

Desde o início da campanha, o grande sonho da Fe Cortez era produzir o “copo perfeito”, ou seja, uma versão muito mais moderna, funcional, bonita e, principalmente, sustentável do copinho metálico que ela importava desde o início do projeto.

Depois de muita pesquisa, estudo de fornecedores e de um investimento de R$120 mil – que contou com apoio da marca Farm – em 5 de junho, na simbólica data do Dia Mundial do Meio Ambiente, o copo oficial do Menos 1 Lixo foi lançado.

Fe decidiu trabalhar com tecnologia totalmente brasileira, assim poderia acompanhar de perto toda a cadeia produtiva para se certificar de que a produção era baseada em práticas sustentáveis e que não utilizava mão de obra escrava (como poderia acontecer com produtos importados).

“O copo do Menos 1 Lixo é 100% brasileiro, com design da Bolei, agência especializada em produtos sustentáveis. Foi pensado para ser um companheiro inseparável, como a chave, carteira ou celular, acompanhar em todos os lugares e carregar todas as bebidas. Foi desenvolvido no tamanho ideal para, por exemplo, tomar um mate de galão na praia ou um açaí, que pode ser feito diretamente no copo, sem passar pelo descartável”, conta Fe Cortez.

Aberto, o produto comporta 400ml; fechado, tem menos de 4cm de altura. O que garante que realmente ele cabe em qualquer lugar e é portátil. Uma alça na tampa foi feita especialmente para permitir que o copo também possa ser pendurado na mochila, no chaveiro, em uma corda ou no passador da roupa, basta utilizar um mosquetão. O corpo do copo é feito de silicone de grau alimentício, material que possui menor aderência e o torna muito mais fácil de limpar, contribuindo para para a redução da pegada hídrica.

Além disso, pode ser levado ao freezer, micro-ondas, máquina de lavar louças, e não contém nenhum tipo de metal pesado, BPA, ou ftalatos, substâncias químicas que afetam o meio ambiente e a saúde humana. A tampa, de poliamida, também é livre de materiais nocivos, além de ser um material durável.

O novo copo está a venda no site do Menos 1 Lixo (www.menos1lixo.com.br) e no Sou Barato, outlet da Americanas.com que comercializa produtos novos, reembalados e usados a preços que cabem no bolso dos consumidores, o que aumenta a vida útil dos itens e, consequentemente, reduz descartes na natureza. Proposta totalmente aderente ao que é praticado pelo Menos 1 Lixo.

20:58 · 30.05.2016 / atualizado às 21:00 · 30.05.2016 por

Sete ações para a Semana do Meio Ambiente

Para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, o Instituto Akatu preparou uma lista de atitudes conscientes que todo mundo pode adotar durante a Semana do Meio Ambiente (30 de maio a 5 de junho), em diversas situações do dia a dia. A ideia é mostrar como cada um de nós pode praticar o consumo consciente em todos os lugares – em casa, na escola, no trabalho ou nos espaços públicos em que convivemos nas cidades.

“Ao propor ações simples, o nosso objetivo é que, ao experimentar novos hábitos durante um dia da semana, cada pessoa veja que é possível incorporá-los de maneira permanente ao seu cotidiano. Assim, cada um pode contribuir para o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e o social para preservar e recuperar os recursos naturais de nosso Planeta”, afirma Helio Mattar, diretor presidente do Instituto Akatu.

Durante a Semana, o Instituto Akatu também realizará a campanha #MudançaDoDia em suas Redes Sociais com o apoio de instituições parceiras, para disseminar o conteúdo do calendário com as sete atitudes para a Semana do Meio Ambiente.

Sobre o Instituto Akatu

Criado em 15 de março de 2001, o Instituto Akatu é uma organização não governamental sem fins lucrativos que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para um novo jeito de viver com consumo consciente e mais bem-estar para todos.

As atividades do Instituto estão focadas na mudança de comportamento do consumidor em duas frentes de atuação: Educação e Comunicação, com o desenvolvimento de campanhas, conteúdos e metodologias, pesquisas, jogos e eventos.

O Akatu também atua junto a empresas que buscam caminhos para a nova economia, ajudando a identificar oportunidades que levem a novos modelos de produção e consumo – modelos que respeitem o ambiente e o bem-estar, sem deixar de lado a prosperidade.

Confira a lista das sete atitudes para a Semana do Meio Ambiente:

Segunda-feira – 30 de maio

Água: feche a torneira ao escovar os dentes

Quem deixa a torneira aberta durante a escovação durante 1 minuto desperdiça 14 litros de água! Se toda a família usar o volume de um copo de água só para enxaguar a boca, em apenas um mês, o volume economizado é suficiente para 40 anos de escovação de dentes da família toda.

Terça-feira – 31 de maio

Energia: reduza o tempo de banho no chuveiro elétrico

O gasto de energia elétrica de um chuveiro ligado é equivalente ao de 45 TVs ao mesmo tempo. Que tal diminuir o seu tempo de banho?

Quarta-feira – 1º de junho

Alimentos: faça uma receita que aproveite cascas e talos de frutas e vegetais

Essas partes, que geralmente são desperdiçadas e geram mais resíduos, podem compor pratos nutritivos e deliciosos!

Quinta-feira – 2 de junho

Mobilidade: faça trechos curtos a pé ou de bicicleta. E organize esquemas de carona!

A queima de combustíveis fósseis como a gasolina e o diesel é uma das principais responsáveis pelo aquecimento global, que ameaça o nosso bem-estar. Por isso, sempre que possível, mesmo que em trechos curtos, dê preferência ao deslocamento a pé ou de bicicleta – o que, de quebra, serve como uma dose diária de exercício físico. Um esquema de caronas coletivo também ajuda a ter o melhor aproveitamento do combustível e do veículo.

Sexta-feira – 3 de junho

Moda: promova uma feira de trocas de roupa com os amigos

Na hora de comprar uma roupa, reflita: você precisa mesmo de uma nova? Talvez seja mais interessante fazer trocas, com os amigos e familiares, de peças que não estão mais em uso. É divertido e economiza recursos naturais: a produção de apenas uma calça jeans, por exemplo, consome 10 mil litros de água!

Sábado – 4 de junho

Eletrônicos: faça a destinação correta dos celulares e eletrônicos que estão na gaveta.

É preciso fazer a destinação adequada de celulares e de eletrônicos, já que seus componentes podem conter metais pesados e outros contaminantes. Caso o aparelho ainda esteja funcionando, tente doar ou vender para outra pessoa que precise. Se não for possível estender a vida do aparelho, destine-o a um posto especializado de coleta ou entregue à operadora do celular ou do fabricante.

Domingo – 5 de junho

Bem-estar para todos: crie uma horta em casa ou na sua comunidade

Procure um canto ensolarado na sua casa para cultivar algumas plantas que sirvam de tempero como salsinha, cebolinha, hortelã e manjericão. Assim, você sempre terá os ingredientes frescos à disposição, mais nutritivos, saborosos e saudáveis. Se houver mais espaço, você pode investir em verduras e até árvores frutíferas – e convocar vizinhos para participar da manutenção e, claro, da colheita.

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Fonte: Instituto Akatu

08:00 · 08.01.2016 / atualizado às 20:59 · 07.01.2016 por

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Quatro aplicativos de consumo consciente, frutos da parceria entre a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e o Instituto Akatu, já alcançaram 70 mil downloads nas versões Android e iOS, desde setembro de 2014, quando a primeira versão chegou ao mercado.

Os aplicativos Nossa Água, Nossa Energia, Nossa Alimentação e Nosso Transporte fazem parte da iniciativa Nosso Consumo, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre como o desperdício, o consumo exagerado e a falta de controle impactam negativamente o indivíduo, seu bolso, a sociedade e o Planeta. Os quatro apps fazem parte do Programa de Educação Financeira da Febraban por meio do portal Meu Bolso em Dia.

O primeiro app, Nossa Água, foi idealizado para ajudar o brasileiro a economizar água e ainda aprender a cuidar melhor desse recurso natural por toda a vida. Além de dicas, o aplicativo oferece uma calculadora de banho, que contabiliza em litros o consumo de água conforme o tempo no chuveiro e ainda mostra um ranking do gasto em relação ao banho anterior.

Outra utilidade da ferramenta está no jogo “O Encanador”, em que o usuário deve emendar vazamentos nos canos até que todas as extremidades estejam ligadas para a água fluir livremente pela tubulação.

O Nossa Energia, segundo aplicativo da parceria, foi lançado em novembro de 2014. Assim como o anterior, o destaque da ferramenta é a calculadora, que contabiliza em Kw (kilowatt) o gasto conforme a quantidade de equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos que o usuário tem em sua residência. Outra utilidade do app está no game “Apagão”, em que o usuário deve apagar todas as luzes de um prédio. Quem apagar mais luzes ganha mais pontos no ranking geral.

O aplicativo Nossa Alimentação, lançado em dezembro de 2014, foi desenvolvido para motivar o usuário a consumir com consciência e sem desperdício. A ferramenta possibilita a criação de listas de compras, que permite ao usuário incluir os alimentos que comprará no mês com as devidas quantidades e ainda citar os valores exatos que foram pagos no supermercado. O game batizado de “Jogo Come Bem” estimula os participantes a cortar os alimentos prejudiciais à saúde.

Lançado em maio deste ano, o app Nosso Transporte tem por objetivo auxiliar a população a fazer escolhas mais conscientes ao se locomoverem pela cidade, visando equilíbrio ecológico, social e financeiro. A ferramenta oferece dicas de transporte, economia, saúde e meio ambiente.

Uma função oferecida pelo aplicativo é a “Calculadora Transporte Consciente”. O usuário insere o preço do combustível em sua região, o valor do transporte público e o endereço de destino. A ferramenta compara gastos financeiros, emissão de carbono e calorias gastas pelo usuário, caso ele escolha percorrer um determinado percurso de carro, transporte público, de bicicleta ou a pé. O aplicativo ainda traz o “Jogo Catalisador”. Nele o usuário precisa filtrar todas as fumaças lançadas na atmosfera.

Os aplicativos estão disponíveis para download no Google Play e na Apple Store. O hotsite da iniciativa Nosso Consumo detalha os projetos dos apps, traz depoimentos de usuários, as novidades, disponibiliza os downloads das ferramentas e está disponível em http://nossoconsumo.meubolsoemdia.com.br.

Meu Bolso em Dia

Lançado em março de 2010, o portal Meu Bolso em Dia oferece informações didáticas sobre finanças pessoais para que brasileiros possam tomar decisões conscientes relacionadas ao uso do dinheiro, do crédito e de bens financiados.

O portal já atingiu a marca dos 15 milhões de acessos e também disponibiliza outras ferramentas para facilitar a vida das pessoas, como o simulador dos sonhos, tabelas para controlar os gastos, enquetes e o Jimbo, um software gratuito que organiza as despesas pessoais e familiares. A versão mobile desta ferramenta também está disponível no portal.

Instituto Akatu

Criado em 15 de março de 2001, o Instituto Akatu é uma organização não governamental sem fins lucrativos que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente.

As atividades do Instituto estão focadas na mudança de comportamento do consumidor em duas frentes de atuação: Educação e Comunicação, com o desenvolvimento de campanhas, conteúdos, pesquisas, jogos e metodologias.

O Akatu defende o consumo consciente como um instrumento fundamental de transformação do mundo, já que qualquer consumidor pode contribuir para a sustentabilidade da vida no Planeta por meio do consumo de recursos naturais, de produtos e de serviços e pela valorização da responsabilidade social das empresas.

10:38 · 26.07.2014 / atualizado às 10:38 · 26.07.2014 por

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O WWF-Brasil acredita que pequenas atitudes sustentáveis ajudam a diminuir os impactos e a pressão do consumo sobre os recursos naturais do Planeta. Para conscientizar a população brasileira e estimular esse comportamento no dia-a-dia, lançou, pela Internet, o 1º Festival de Curtas Ecológicos do WWF (Fest Curteco). Interessados estão convidados a gravar um vídeo com duração de 15 segundos a 1 minuto onde mostrem o que fazem para colaborar com o meio ambiente.

Os cinco primeiros colocados serão premiados, levando em conta originalidade, criatividade e pertinência. O primeiro colocado ganha uma viagem para o exuberante Parque Nacional do Iguaçu, com acompanhante. O segundo e terceiro colocados ganharão um fim de semana no Paraíso Eco Lodge, em Ribeirão Grande (SP), também com acompanhante.

Por meio desse concurso cultural, o WWF-Brasil quer que as pessoas compartilhem ações adotadas para reduzir a Pegada Ecológica e, dessa forma, ampliar o número de pessoas engajadas na causa ambiental. O objetivo é comunicar como nossos hábitos de vida cotidianos impactam diretamente na conservação do meio ambiente.

“Ao lançar a primeira edição do Fest Curteco, estamos buscando sensibilizar a população, por meio do exemplo positivo. Cada cidadão pode fazer a sua parte pelo Planeta e, juntos, temos o potencial para transformar a sociedade em prol de um futuro mais sustentável e em harmonia com a natureza”, afirma a superintendente de Comunicação, Marketing e Engajamento do WWF-Brasil, Renata A. Soares.

Para participar, basta que o candidato preencha o cadastro com os seus dados no site www.curteco.com.br, responda a cinco perguntas básicas sobre o comportamento socioambiental, faça o cálculo da sua Pegada Ecológica e mande o link do seu vídeo.

A seleção dos melhores trabalhos será feita por uma equipe técnica ligada à área ambiental e os vídeos selecionados serão submetidos a uma comissão julgadora composta por personalidades que adotam atitudes sustentáveis na sua rotina: Marina Person (apresentadora de TV), Renata Falzoni (jornalista e cicloativista) e Mara Mourão (cineasta). O trio vai avaliar todos os vídeos enviados até o dia 10 de agosto e os cinco ganhadores serão anunciados no dia 18 de agosto, pela Internet.

Mais detalhes sobre os prêmios, regulamento e outras informações estão no site www.curteco.com.br, onde podem ser feitas as inscrições e o envio do link dos vídeos.

O que é a Pegada Ecológica?

É uma metodologia que avalia a demanda humana por recursos naturais renováveis com a capacidade regenerativa do Planeta. É uma forma de traduzir a extensão de território que uma pessoa, cidade, país, região ou até a população do mundo todo utiliza, em média, para suprir suas demandas de consumo: produtos, bens e serviços.

A ferramenta foi criada por pesquisadores da Global Footprint Network (GFN). O WWF-Brasil trabalha com a Pegada Ecológica para mobilizar e incentivar as pessoas a repensarem hábitos de consumo e a adotar práticas mais sustentáveis.

WWF-Brasil

É uma organização não governamental dedicada à conservação da meio ambiente com a missão de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criada em 1996, a instituição desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza do mundo, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Fonte: WWF-Brasil

10:14 · 15.10.2013 / atualizado às 10:14 · 15.10.2013 por

Você já parou para pensar que diariamente contribui para a exaustão dos recursos naturais do Planeta e para o acúmulo de resíduos que o ambiente não consegue absorver naturalmente? Hoje – 15 de outubro – é uma data dedicada a uma reflexão com a qual não estamos muito acostumados. E, talvez, por isso mesmo, seja bem necessária.

O Dia do Consumo Consciente foi instituído pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em 2009, para despertar a consciência do público para os problemas sociais, econômicos, ambientais e políticos causados pela tendência crescente de padrões de produção e consumo excessivos e insustentáveis.

Esse marco provém de um compromisso anterior, da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável de 2002 (Rio+10), que aprovou, no Plano de Johanesburgo, a elaboração de um conjunto de programas, com duração de dez anos para apoiar e fortalecer iniciativas regionais e nacionais para promoção de mudanças nos padrões de consumo e produção.

O Processo de Marrakesh, assim chamado por ter resultado de reunião na cidade do Marrocos, teve início em 2003. Foi concebido para dar aplicabilidade e expressão concreta ao conceito de Produção e Consumo Sustentáveis (PCS). Ele solicita e estimula que cada país membro das Nações Unidas, e participante do processo, desenvolva seu plano de ação, a ser compartilhado com os demais países, em nível regional e mundial, gerando subsídios para a construção do “Global Framework for Action on SCP”.

Sob a coordenação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (Undesa), o Processo conta também com a essencial participação de governos nacionais, agências de desenvolvimento, setor privado, sociedade civil e outros atores.

Reflexão

Enquanto o consumo surge como exercício direto da cidadania, sem avaliação dos impactos das decisões de compra, as discussões sobre preservação do meio ambiente destacam o conceito de consumo responsável, ao colocar o consumidor como determinante para as alterações sobre o meio ambiente.

A definição oficial de Consumo Sustentável é da Comissão de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Organização das Nações Unidas (ONU)  (1995): “o uso de serviços e produtos que respondem às necessidades básicas de toda população e trazem a melhoria na qualidade de vida, ao mesmo tempo em que reduzem o uso dos recursos naturais e de materiais tóxicos, a produção de lixo e as emissões de poluição em todo ciclo de vida, sem comprometer as necessidades das futuras gerações.”

O conceito de Consumo Consciente não nega a qualidade de vida individual, mas reconhece o ser humano como parte de uma comunidade global. A preservação do meio ambiente e o desenvolvimento justo da sociedade são as metas pretendidas pela atuação do consumidor consciente, atuando e mobilizando também sua comunidade nesta direção, para além da sua atuação individual.

Exercido de forma concreta, voluntária e cotidiana, o consumo consciente considera as variáveis de mercado, como preço, qualidade, impacto ambiental do consumo e responsabilidade empresarial. Mas, diferentemente do consumo responsável, nasce atrelado à coletividade, no exercício de uma nova e possível cidadania.

14:18 · 26.08.2013 / atualizado às 14:21 · 26.08.2013 por

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Na terça-feira passada (20), a humanidade esgotou o orçamento da natureza para o ano e começou a operar no vermelho. Os dados são da Global Footprint Network (GFN), traduzindo Rede Global da Pegada Ecológica, instituição internacional parceira da rede World Wide Fund for Nature (WWF), ou Fundo Mundial para a Natureza, que gera conhecimento sobre sustentabilidade e tem escritórios na Califórnia (EUA), Europa e Japão.

O Overshoot Day (Dia da Sobrecarga da Terra) é a data aproximada em que a demanda anual da humanidade sobre a natureza ultrapassa a capacidade de renovação possível. Para chegar a essa data, a GFN faz o rastreamento do que a humanidade demanda em termos de recursos naturais, como alimentos, matérias-primas e absorção de gás carbônico – ou seja, a Pegada Ecológica – e compara com a capacidade de reposição desses recursos pela natureza e de absorção de resíduos.

Os dados demonstram que, em menos de oito meses, a humanidade utilizou tudo o que a natureza consegue regenerar durante um ano. O restante ficou descoberto. Na medida em que aumenta o consumo, cresce o débito ecológico, traduzido na redução de florestas, perda da biodiversidade, colapso dos recursos pesqueiros, escassez de alimentos, diminuição da produtividade do solo e acúmulo de gás carbônico na atmosfera.

Tudo isso não apenas sobrecarrega a capacidade de recuperação e manutenção do meio ambiente, como também debilita nossa própria economia. A mudanças climáticas – decorrentes da emissão de gases de efeito estufa em ritmo mais rápido do que sua absorção pelas florestas e oceanos – são o maior impacto desse consumo excessivo.

“O enfrentamento de tais restrições impacta diretamente as pessoas. As populações de baixa renda têm dificuldade em competir por recursos com o restante do mundo”, afirmou Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network e co-criador da Pegada Ecológica, uma medida para contabilizar o uso de recursos naturais.

Ritmo crescente

A contabilidade da Pegada Nacional de 2013 feita pela GFN demonstra que, no ritmo em que a humanidade utiliza os recursos e serviços ecológicos hoje, precisaríamos de um planeta e meio (1,5) para renová-los. Se continuarmos nesse ritmo, vamos precisar de dois planetas antes de chegar à metade do século.

A Pegada Ecológica total da China é a maior do mundo, principalmente devido à grande população. A Pegada por pessoa da China é muito menor do que aquela dos países da Europa ou da América do Norte; nos últimos sete anos, entretanto, a China ultrapassou os recursos disponíveis por pessoa no mundo todo.

Hoje, mais de 80% da população mundial vive em países que utilizam mais do que seus próprios ecossistemas conseguem renovar. Esses países “devedores ecológicos” esgotam seus próprios recursos ecológicos ou os obtêm de outros lugares.

Nem todos os países demandam mais do que seus ecossistemas são capazes de prover. Mas até mesmo as reservas de tais “credores ecológicos”, como o Brasil, diminuem com o tempo. Não podemos mais manter essa discrepância orçamentária que se alarga entre o que a natureza é capaz de prover e as demandas de nossa infraestrutura, economia e estilo de vida.

“A América Latina e, mais especificamente, a América do Sul está numa posição única no contexto mundial, já que suas reservas ecológicas ainda superam sua Pegada Ecológica na maior parte dessa região”, afirmou Juan Carlos Morales, diretor regional para a América Latina da Global Footprint Network.

“No entanto, esse padrão está mudando e agora, mais do que nunca, os países da América do Sul precisam realmente compreender a produção e o consumo e seus recursos naturais para continuarem competitivos na nova economia,” concluiu.

Hoje somos 7,2 bilhões de pessoas e, se a população ainda está crescendo, as tecnologias da informação e de transporte permitem multiplicar a economia mundial num ritmo ainda mais acelerado.

Apesar disso, em muitos casos, as restrições legais e os cuidados ambientais são vistos como obstáculos ao crescimento econômico, ainda traduzido diretamente em desenvolvimento social e progresso.

Por isso, para a Global Footprint Network e Rede WWF, a atitude mais sábia é tratar os recursos naturais como uma fonte contínua de riqueza a ser usada de forma sustentável e estratégica, garantindo um futuro seguro para toda a humanidade.

“Para assegurar um futuro limpo e saudável para nossos filhos, é preciso preservar o capital natural que nos resta e cuidar melhor do planeta que chamamos de lar”, reforçou Jim Leape, diretor geral da Rede WWF.

Monitoramento

Com o objetivo de ampliar o debate sobre o consumo e equilíbrio ambiental, o WWF-Brasil iniciou, em 2010, um trabalho pioneiro no Brasil, em parceria com a GFN, prefeitura de Campo Grande (MS) e parceiros locais. Realizou o cálculo da Pegada Ecológica da capital sul-mato-grossense, primeira cidade brasileira a fazer esse cálculo. Em 2011, realizou o cálculo para o Estado e para a capital São Paulo.

A secretária geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, destaca que cidadãos e governos têm papel fundamental na redução dos impactos do consumo sobre os recursos naturais do Planeta. “Políticas públicas voltadas para esse fim, como a oferta de um transporte público de qualidade e menos poluente, construção de ciclovias, e o estímulo ao consumo responsável, por exemplo, são essenciais para reduzir a Pegada Ecológica. E este é um papel dos governos”, ressaltou.

Já os cidadãos, na sua opinião, devem cobrar dos governos e dos políticos a criação e aplicação de politicas deste tipo. “Mas enquanto elas não existem, nós podemos fazer nossas escolhas lembrando que nosso planeta é finito, como é a nossa conta no banco”, salientou.

Em Campo Grande, as ações de mitigação para ajudar a reduzir a Pegada Ecológica estão em curso e o estudo de São Paulo, lançado em 2012, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), ainda carece de uma ação concreta dos poderes estadual e municipal. “O cálculo traz informações importantes que ajudam no planejamento da gestão ambiental das cidades com o direcionamento das políticas públicas de forma a reduzir esses impactos” afirmou o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Michael Becker, responsável pela condução dos estudos, pelo WWF-Brasil.

Além do trabalho com a Pegada Ecológica, a rede WWF também é parceira da GFN na edição do Relatório Planeta Vivo, publicado a cada dois anos. A próxima edição ficará pronta em setembro de 2014.

Fonte: WWF-Brasil

10:29 · 15.03.2012 / atualizado às 10:29 · 15.03.2012 por
Segundo pesquisas do Instituto DataPopular, entre 70% e 80% das decisões de consumo hoje no Brasil são tomadas por mulheres Imagem: SXC.HU

Hoje é mais um bom dia para pensarmos que vivemos em um planeta com recursos limitados e não podemos consumir seus recursos sem uma reflexão abrangente sobre as consequências dos nossos atos. No Dia do Consumidor (15 de março) celebra-se o avanço da legislação que protege os interesses dos indivíduos que consomem.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) aproveita a data para lembrar de outro direito: o direito a um meio ambiente equilibrado e, para tanto, é preciso dobrar o número de consumidores conscientes, dos atuais 5% da população brasileira, de acordo com pesquisa do Instituto Akatu Responsabilidade Social, para 10% até 2014.

“A meta se torna mais ambiciosa diante do aumento, em milhões de pessoas, da classe consumidora no Brasil”, diz a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Samyra Crespo.

O Plano Nacional de Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS), construído junto com a sociedade, é um mapa que indica o caminho para atingir objetivos de desenvolvimento sustentável por meio de ações de produção e consumo. Os temas prioritários do plano são: educação para o consumo sustentável; compras públicas sustentáveis; agenda ambiental na administração pública; aumento de reciclagem de resíduos sólidos; varejo sustentável e construções sustentáveis.

Mulheres

Segundo pesquisas do Instituto DataPopular, entre 70% e 80% das decisões de consumo hoje no Brasil são tomadas por mulheres. Portanto, para alcançar o desenvolvimento sustentável é fundamental conquistar este público.

Uma outra pesquisa está sendo feita para entender esse universo de novos consumidores brasileiros, intitulada “O que os brasileiros pensam sobre o desenvolvimento sustentável” – parte da série histórica “O que o brasileiro pensa do meio ambiente”, iniciada em 1992.

“As mulheres hoje são maioria em diversos países. Somos 52% da população no Brasil. Os últimos censos mostram que, além de serem maioria, as mulheres formam a parcela mais escolarizada da população. Evidentemente, qualquer projeto de desenvolvimento de um país não pode abrir mão desse grupo”, diz Samyra Crespo, coordenadora da pesquisa.

A data foi criada para lembrar os direitos do consumidor, em 1961, pelo então presidente dos Estados Unidos da América, John F. Kennedy. Em 1994, a ONU reconheceu os direitos do consumidor como uma das diretrizes das Nações Unidas, dando legitimidade e reconhecimento internacional à data. A ocasião é aproveitada para promover ações que informem e conscientizem a população sobre o consumo mais ético, justo e responsável.

Fonte: MMA

09:41 · 30.12.2011 / atualizado às 09:41 · 30.12.2011 por
O nosso Planeta é próspero, mas limitado e precisamos pensar muito nisso ao consumir os seus recursos Imagem: SXC.hu

Estamos vivendo os últimos momentos de 2011 e nada melhor que pensar e sermos pessoas melhores com um ano novinho pela frente. Que tal começarmos por cuidarmos melhor do nosso principal provedor: o Planeta?

Você já parou para pensar sobre os impactos que o seu padrão de consumo causa? O que compramos, a nossa produção de resíduos, como consumimos água e energia deixa marcas.

Uma mudança de atitude é mais do que necessária e não é tão complicado. Confira abaixo algumas dicas para fazer a diferença com pequenas alterações em nossos hábitos.

 

– Questione e avalie os seus hábitos de consumo antes de decidir pela compra de qualquer produto e procure consumir apenas o necessário.

– Informe-se sobre a origem e o destino de tudo que você consome. Optar por produtos feitos com métodos sustentáveis ajuda a cadeia produtiva a ser mais responsável e minimiza os impactos no meio ambiente.

– Antes de comprar um novo equipamento, verifique a etiqueta e escolha aquele que consome menos energia.

– Evite luzes ou equipamentos ligados quando não for necessário. Os aparelho em stand-by continuam consumindo energia.

– Cobre das empresas de eletroeletrônicos uma política de coleta, reciclagem e fabricação de produtos com baixo consumo de energia.

– Reduza o tempo do banho. Você poupa água e ajuda a diminuir o consumo de energia. E não deixe de revisar suas torneiras! Uma torneira pingando a cada 5 segundos representa, em um dia, 20 litros de água desperdiçada.

– Solicite produtos orgânicos com certificação de origem de qualidade de gestão ambiental aos supermercados e fornecedores.

– Substitua a lâmpadas incandescentes por lâmpadas econômicas. Elas geram a mesma luminosidade, duram mais e poupam 80% de energia.

– Ligue a máquina de lavar roupas apenas com a carga cheia. Você poupa água, energia, sabão e tempo.

– Utilize sacolas de pano ou caixas de papelão em vez de recorrer às sacolinhas plásticas.

– Ao comprar móveis, prefira madeira certificada. Assim você evita o desmatamento da Amazônia.

– Sempre que possível, reutilize produtos e embalagens.
Não compre outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar.

– Use menos papel! Apesar de se precisar cada vez menos de papel, a demanda por este material cresce a cada ano, consumindo rapidamente florestas e ecossistemas inteiros. Use folhas usadas e não imprima e-mails sem necessidade. Encaminhe sempre o papel para a reciclagem.

– Mesmo que não seja feita a coleta seletiva em seu bairro, separe o lixo reutilizável do orgânico e encaminhe para a reciclagem. Reciclar é uma maneira de contribuir para a economia dos recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos.

– Diminua o uso de produtos de higiene e limpeza. Assim você reduz o nível de poluentes presentes na água e no tratamento do esgoto.

– Incentive a carona solidária e organize caronas com familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho.

– Faça as contas: ir a pé, usar bicicleta, transporte coletivo ou táxi é mais barato e polui menos do que comprar um automóvel.

– Se a compra de um carro for inevitável, consulte a Nota Verde do Proconve no site www.ibama.gov.br e a etiqueta de eficiência energética para escolher o modelo menos poluente. E não esqueça de manter em dia a manutenção do seu veículo.

– Faça inspeção veicular, não retire o catalisador, devolva a bateria e os pneus usados ao revendedor na hora da troca. Os pontos de venda são obrigados a aceitar e reciclar esses produtos.

– Seja voluntário! Informe-se sobre instituições que necessitem de voluntários. Há milhares de pessoas no mundo cujo melhor presente de ano novo seria um pouquinho da sua atenção e carinho.

– Mude o mundo! Pequenas ações individuais são a maior força transformadora que existe. Ter atitudes conscientes em relação aos nossos hábitos de consumo é a melhor maneira de mudar o mundo.

– Prospere de forma sustentável! Melhor que desejar um próspero ano novo é desejar um Sustentável Ano Novo! Que você consiga realizar seus sonhos sem se esquecer dos impactos que eles podem causar no meio ambiente.

07:00 · 15.10.2011 / atualizado às 13:43 · 14.10.2011 por
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O Instituto Akatu, a Braskem e o Instituto Faça Parte se unem para levar a 93 escolas do Ceará o projeto “Um Novo Olhar sobre o Plástico”, iniciativa nacional que tem como objetivo chamar a atenção de educadores e alunos para importância dos temas ligados ao consumo consciente e à sustentabilidade.

A iniciativa pretende incentivá-los a propor soluções para problemas atuais ligados aos temas, tais como a escolha do que consumir, diferenças nas cadeias produtivas a respeito da ecoeficiência, combate ao descarte inadequado de resíduos e ao desperdício de água e energia.

Em todo o país, 1.577 escolas foram contempladas e escolhidas dentro da rede do Instituto Faça Parte, mas a inciativa não se esgota nestas instituições. As inscrições para novas adesões continuam abertas e qualquer estabelecimento de ensino particular ou público pode aderir ao projeto.

As escolas interessadas podem se inscrever pelo hotsite www.facaparte.org.br/consumoconsciente. No mesmo endereço, são disponibilizados os vídeos da série Consciente Coletivo, uma vídeo-aula que trata da cadeia produtiva do plástico e um guia com conteúdo mais aprofundado com sugestões de atividades a serem desenvolvidas com os alunos e orientações sobre como participar.

Haverá, ainda, uma seleção dos melhores projetos em dois níveis: escolas com boas iniciativas já em 2011 e projetos de ação para 2012. As boas iniciativas de 2011 devem ser registradas em texto e documentadas em vídeo, foto ou da maneira que a escola julgar mais adequada.

As que tiverem suas práticas reconhecidas como boas inciativas em educação para a sustentabilidade farão parte de um documentário editado em vídeo.

A escola que apresentar a iniciativa mais inovadora para 2012 escolherá um grupo de representantes do projeto para conhecer a fábrica de plástico feito de etanol de cana-de-açúcar da Braskem, em Triunfo (RS).

Além disso, a experiência será registrada em uma vídeo-reportagem, que será divulgada nacionalmente. As escolas têm até o fim do ano para apresentar seus projetos, que devem ser desenvolvidos ainda no primeiro semestre de 2012.

“Nosso objetivo é orientar os jovens a consumir de uma maneira diferente, buscando aumentar os impactos positivos e reduzir os impactos negativos. O consumidor consciente sabe que cada atitude impacta sua própria vida, seu entorno, a sociedade, a economia e o Planeta”, diz Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem.

“Investir em educação para o consumo consciente é essencial na ampliação do número de cidadãos e consumidores mobilizados para um futuro mais sustentável. Dentre os méritos dessa iniciativa, eu destacaria ainda o universo de escolas atingidas, porque, com tantos professores e alunos participantes, acredito que os projetos vão mobilizar inclusive as comunidades do entorno, extrapolando os muros das escolas”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Akatu.

O Instituto Akatu é uma organização não-governamental (ONG) sem fins lucrativos que vê o ato de consumo como um instrumento fundamental de transformação do mundo. Completou dez anos em março e trabalha em projetos de educação e comunicação para conscientizar e mobilizar os cidadãos a consumir sustentavelmente.

A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas. Com 35 plantas industriais distribuídas pelo Brasil, Estados Unidos e Alemanha, a empresa produz anualmente mais de 16 milhões de toneladas de resinas termoplásticas e outros produtos petroquímicos.

Dia 15 de outubro é Dia do Consumo Consciente

O Instituto Akatu convida as pessoas a comemorar amanhã – dia 16 de outubro -, fazendo piqueniques em todo o Brasil. Em São Paulo, quem quiser se juntar ao do Akatu, será muito bem vindo na área de piqueniques do Parque Villa Lobos, a partir da 11 horas, basta levar sua cesta e sua toalha.

Você sabia que…

1. Se, em vez de jogar fora os restos de alimentos, cada pessoa guardar o lixo orgânico na geladeira, a cada ano encherá quase 2,5 geladeiras médias de comida estragada? Durante toda a vida, vai precisar de 183 geladeiras? Portanto, planeje suas compras.

2. O pinga-pinga de um furo de 2 mm em um cano desperdiça, por mês, o equivalente a quase dez caminhões-pipa cheios de água? Elimine os vazamentos, acabe com o desperdício de água e ainda economize na conta no fim do mês.

3. Se todos os moradores do Brasil fecharem a torneira ao escovar os dentes, a água economizada em um mês equivalerá a um dia e meio da água que cai pelas Cataratas do Iguaçu?

4. O lixo coletado no País, em apenas um ano, seria suficiente para formar uma enorme muralha de quatro metros de altura construída ao longo de todas as praias do Brasil? Planejar as compras significa menos lixo e economia no bolso.

5. Um brasileiro gera, do berço ao túmulo, 25 toneladas de lixo; uma família de pai, mãe e dois filhos gera cem toneladas? E a Prefeitura gasta uma montanha de dinheiro para recolher e tratar esse lixo? Dinheiro que poderia ser usado para melhorar a educação e a saúde. Por isso, gere menos lixo, reaproveitando e reciclando tudo o que for possível.

6. Cada brasileiro descarta 74 sacolinhas plásticas por ano? Somadas, chegam a 14 bilhões de sacolas. O saco plástico leva 400 anos para desaparecer e ainda atrapalha a decomposição do resto do lixo no aterro. Evite as descartáveis, use sacolas retornáveis.

7. As sacolinhas plásticas descartadas em um ano pelos brasileiros se empilhadas, foram uma pilha de 700 Km de altura, quase a distância entre São Paulo e Florianópolis?

8. Um litro de óleo de cozinha usado polui até 25 mil litros de água? Armazenar o óleo usado em garrafas PET e entregar para reciclagem preserva o meio ambiente e ainda evita entupimentos no encanamento de casa e na rede de esgoto.

9. Pilhas recarregáveis geram muito menos resíduos que as pilhas descartáveis? O preço unitário das recarregáveis é mais alto, mas compensa porque você usa muitas vezes. Pense nisso, você vai comprar e jogar fora muito menos pilhas.

10.Um bilhão de pilhas são jogadas fora por ano no Brasil? Se, em vez de ir para o lixo, forem recicladas, a massa total de lixo evitado equivale a um dia inteiro de toda a coleta domiciliar do município de São Paulo.

11. Cada brasileiro usa em média cinco pilhas por ano? Se todas essas pilhas fossem recicladas, além da redução do lixo tóxico, seria possível recuperar em ferro o peso de 5.000 carros populares.

12. Baterias de celular contêm metais tóxicos. Nos lixões, acabam contaminando o solo e os lençóis de água usada na produção agrícola. Reciclar as baterias é evitar a contaminação da água que, logo adiante, vai irrigar frutas, verduras e pastos.

13. Fazer uma compra parcelada com juros sai muito mais caro? Muitas vezes, o valor pago na soma das prestações daria para comprar até três do mesmo produto. É com uma promoção ao contrário: leve um e pague três. Só parcele ou tome emprestado se realmente precisar.

14. Frutas, legumes e verduras da estação, além de serem mais saborosos porque estão fresquinhos, são também mais baratos pois têm uma oferta maior? Aproveite o sabor das estações e economize na sua compra.

15. Produtos da sua região chegam mais rápido e mais frescos ao supermercado. E, por andar menos de caminhão, são responsáveis por uma emissão menor de CO2, que causa aquecimento global?

16. Se cada um dos brasileiros da chamada “nova classe C” não ligar para trocos pequenos e abrir mão de apenas 5 centavos, serão acumulados no comércio R$ 2 milhões diariamente? Ou R$ 730 milhões um ano? Esse “troco” equivale ao que custa construir 10 hospitais iguais ao Hospital da Mulher, que está em construção em Fortaleza, ou 14 Hospitais Escola iguais aos de São Carlos, no interior de SP.

17. Se só 1% dos brasileiros desligar o computador todo dia apenas na hora do almoço, a energia economizada, em apenas um ano, evitará uma emissão de carbono equivalente à de 80 mil carros a gasolina viajando de São Paulo ao Rio? Desligue o computador para ir almoçar.

18. Cerca de 70% da madeira retirada ilegalmente da Amazônia fica no Brasil? E é usada, principalmente, na construção civil e na indústria de móveis? Exigir madeira certificada evita o desmatamento e reduz o aquecimento global.

19. Um terço do que compramos em alimentos perecíveis vai direto para o lixo? Uma família média brasileira que deixar de desperdiçar e colocar essa economia na poupança vai acumular quase R$ 1 milhão ao longo da vida.

Fonte: Instituto Akatu

Veja mais em http://www.akatu.org.br/

07:00 · 11.10.2011 / atualizado às 10:54 · 10.10.2011 por

Qual é a diferença entre consumo consciente e consumo sustentável? No primeiro caso, o consumidor faz escolhas individuais e imediatas, relacionadas à sua capacidade de optar em cada compra realizada. Já o consumo sustentável implica em uma mudança de padrão de comportamento e de hábitos adotados, e tem resultados que melhoram o planeta e a qualidade de vida da sociedade como um todo.

Nos últimos anos, o MMA promoveu inúmeras ações no Dia do Consumidor, sempre comemorado no dia 15 de outubro. A partir deste ano, o Ministério inaugura o Mês do Consumo Sustentável, com atividades de mobilização e conscientização de consumidores e de diferentes setores da sociedade.

De acordo com a gerente de produção e consumo sustentável do MMA, Fernanda Daltro, serão lançadas neste período três novas campanhas, como a de coleta de eletroeletrônicos, que será promovida em estações de metrô de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Entre 21 e 26 outubro, serão disponibilizados postos de coleta em locais escolhidos pela intensa movimentação de passageiros.

Os consumidores serão estimulados a levar equipamentos antigos ou que estão fora de uso, como TVs, eletrodomésticos, monitores, cabos de computadores, telefones, celulares, CDs, DVDs, fitas VHS e afins.

Nesta campanha, o MMA conta com as parcerias da Phillips, Carrefour e de duas empresas de coleta e reciclagem, a Descarte Certo e a Oxil, que vão realizar a coleta, triagem e destinação adequada a recicladores.

Fernanda explica que esta é também uma maneira de preparar o consumidor para o processo de logística reversa, prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Esperamos sensibilizar o consumidor a não realizar o descarte de eletroeletrônicos no lixo comum, pois tal prática tem alto impacto ambiental, uma vez que os produtos possuem componentes químicos e tóxicos. Além disso, o descarte inadequado gera desperdício de materiais que podem ser reaproveitados, como plástico, vidro e metais”, avalia a gerente de consumo sustentável.

Cadernos Sustentáveis

O MMA também vai lançar a série Cadernos de Consumo Sustentável, que serão exemplares explicativos e lúdicos, com informações sobre o consumo sustentável e suas colaborações para a sociedade e o meio ambiente.

As publicações serão lançadas periodicamente e contarão com a parceria de instituições especializadas em assuntos relacionados ao tema. O primeiro número será produzido com o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre) com a temática consumo sustentável e reciclagem.

Os próximos cadernos vão abordar os temas do consumo sustentável relacionado à água e ao público infantil. “Vamos mostrar como a sociedade pode ter uma postura responsável relacionada a estas temáticas”, explica Fernanda Daltro.

Redução de sacolas

A partir de 20 de outubro, haverá ainda a segunda fase da campanha educativa direcionada à redução do uso de sacolas plásticas pelos consumidores. A primeira etapa deste processo de conscientização foi a campanha “Saco é um Saco”, que ressaltou a importância de se reduzir o consumo de sacolas plásticas e conseguiu reduzir a produção de cerca de cinco bilhões destas embalagens, entre 2007 e 2011.

Para se ter uma ideia, em 2007, havia 17, 9 bilhões de sacolas plástica sendo produzidas por ano. Em 2010, este número já foi reduzido para 14 bilhões, segundo uma pesquisa de sustentabilidade produzida pela rede Walmart. “Conseguimos iniciar um processo de sensibilização com a sociedade, e provocamos ainda o debate com diferentes setores que foram mobilizados”, explica a gerente.

A nova fase da campanha vai receber o título “Vamos tirar o planeta do sufoco”, e além de promover os conceitos de consumo consciente e de redução do uso do plástico, vai motivar a sociedade a adotar novas alternativas. O MMA e parceiros pretendem estimular o uso de sacolas reutilizáveis, embalagens de papelão, carrinhos de feira e outras embalagens reaproveitáveis.

O lançamento da campanha será nacional, mas a Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA pretende estimular a implementação do projeto em cada estado da federação, bem como os municípios.

As grandes redes de supermercado também já estabeleceram metas de redução do uso de sacolas plásticas, com o objetivo de alcançarem a eliminação (ou a utilização mínima) destas embalagens até 2012. Estas metas se tornaram compromissos que vão constar do Plano Nacional de Produção e Consumo Sustentável.

Boas práticas

Se analisarmos toda a cadeia envolvida no processo de consumo, perceberemos que os consumidores podem optar por escolher melhor seus produtos, além de diminuir o consumo de água e energia, prática que também pode ser adotada pelo varejo e pelo setor produtivo. O comércio do varejo também pode oferecer produtos mais sustentáveis e promover a gestão de resíduos, além de estimular o consumidor a praticar o consumo sustentável.

Os fornecedores, desde o momento de fabricação até o de distribuição, podem adotar medidas de redução de água, energia e de insumos. Podem ainda instituir o critério da sustentabilidade ao comprar matérias-primas feitas a partir de manejo e de outros critérios, como a reposição de elementos à natureza.

Na hora de desenvolver os produtos, podem optar por uma criação que seja desde o princípio sustentável, com a redução de embalagens desnecessárias e a elaboração de produtos mais concentrados.

Já o governo, pode dar um impulso importante ao ciclo do consumo sustentável ao realizar compras públicas de produtos que tenham critérios de sustentabilidade, uma vez que é classificado como o maior consumidor individual de cada país.

Fernanda Daltro ressalta que, quando são colocados critérios ambientais nestas compras, ocorre o estímulo para a reestruturação do mercado, e que atitudes assim têm o poder de influenciar e motivar todos os envolvidos na cadeia de consumo a realizar escolhas melhores.

O MMA também lançou um hotsite sobre consumo sustentável que traz informações sobre as ações promovidas pelo Ministério e instituições parceiras, posts e dicas de consumo sustentável.

O endereço é : hotsite.mma.gov.br/mesdoconsumosustentavel

Fonte: Carine Corrêa/ MMA