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Tag: Desertificação


14:23 · 02.04.2018 / atualizado às 14:26 · 02.04.2018 por
O livro já está à venda pelo site: www.letrasambientais.com.br/sobre-livro

Está marcado para a próxima quarta-feira (4) o pré-lançamento do livro “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?”, escrito pela jornalista Catarina Buriti e pelo meteorologista Humberto Barbosa.

O pré-lançamento vai ocorrer no Miniauditório do Centro de Treinamento do Banco do Nordeste (BNB), na Avenida Dr. Silas Munguba, 5700, Passaré, durante a oficina temática “Desafios para o Desenvolvimento Agricultura Sustentável: Bioma Caatinga“, realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A obra é interdisciplinar e trata da história de mais de um século de secas na atual região semiárida brasileira. A pesquisa inclui as primeiras políticas de açudagem, para o que se entendia, no início do século XX, como “combate à seca”, passando pela piscicultura, irrigação, políticas de desenvolvimento econômico; e as recentes ações de construção de cisternas e o Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Os autores levaram quatro anos para produzir o livro. Durante a pesquisa, visitaram e/ou consultaram documentos das principais instituições e organizações sociais que fazem parte da história da política de convivência com a seca no Semiárido.

Buscavam uma resposta para a seguinte questão: o que todas essas políticas hídricas tiveram em comum? Porque as políticas para a seca não trouxeram mudanças significativas para a região? Qual o motivo de, em pleno século XXI, o fenômeno continuar tomando proporções de desastre natural, causando prejuízos generalizados à economia do Semiárido brasileiro? Por que obras intensamente propaladas como soluções para a seca não modificaram ou talvez não alterem o cenário socioeconômico da região?

Os autores demonstram no livro que a ausência de mecanismos institucionais efetivamente descentralizados, que permitissem a participação social democrática, autônoma e qualificada no controle e na formulação de políticas hídricas, foi um dos fatores históricos predominantes para a falta de efetividade na governança das águas na região.

Com base na pesquisa, além de os autores oferecerem uma compreensão crítica e abrangente sobre a região semiárida do Brasil, no passado e no presente,  apontam caminhos e traçam estratégias político-institucionais para promover a gestão sustentável da seca, no contexto de possíveis mudanças climáticas.

No contexto do Semiárido brasileiro, a pesquisa foi validada em municípios do Cariri paraibano, microrregiões da Paraíba, consideradas as mais secas do Brasil. Além disso, são áreas altamente vulneráveis às mudanças climáticas, ao processo de desertificação e, por essa razão, extremamente carentes de políticas para mitigação dos impactos da seca.

O livro se destina a públicos de diferentes áreas, incluindo tomadores de decisão, formuladores de políticas, pesquisadores, professores, estudantes, agentes de organizações da sociedade civil, empresários e ativistas ambientais.

Os autores

Humberto Alves Barbosa é meteorologista, mestre em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e doutor em Solo, Água e Ciências Ambientais pela Universidade do Arizona. É coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Participa como autor de relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Catarina de Oliveira Buriti é escritora, jornalista, historiadora, mestre em História e doutora em Recursos Naturais. Desenvolve pesquisas sobre história da ciência, políticas públicas e Semiárido brasileiro. Atua na área de difusão científica do Instituto Nacional do Semiárido (Insa).

Mais informações:
Lançamento do Livro “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?”
Local: Banco do Nordeste (BNB) – Avenida Dr. Silas Munguba, 5700 – Passaré
HORÁRIO: 9h
O livro já está à venda pelo site: www.letrasambientais.com.br/sobre-livro

10:30 · 04.01.2018 / atualizado às 13:11 · 03.01.2018 por
A parceria pretende promover ações para reverter o processo de desertificação, com enfrentamento da degradação do solo, da água e da perda de biodiversidade nos ecossistemas da Caatinga Foto: Kid Júnior / Agência Diário

Reverter o processo de desertificação por meio de ações que enfrentem a degradação do solo, da água e a perda de biodiversidade nos ecossistemas da Caatinga é o objetivo do Projeto Redeser: Revertendo o Processo de Desertificação nas Áreas Suscetíveis do Brasil — Práticas Agroflorestais Sustentáveis e Conservação da Biodiversidade.

A iniciativa é fruto de parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), oficializada no dia 20 de dezembro, em Brasília.

O projeto será desenvolvido em seis estados do Semiárido e beneficiará 18 municípios: Delmiro Gouveia, Olho d’Água do Cascado e Piranhas, em Alagoas; Uauá, na Bahia; Crato, Barbalha e Jardim, no Ceará; Barreirinhas, Água Doce, Tutóia e Matões, no Maranhão; Santa Luzia, São Mamede e Várzea, na Paraíba; e Carnaúba dos Dantas, Equador, Parelhas e Santana do Seridó, no Rio Grande do Norte.

Entre as ações do projeto, cuja duração é de quatro anos, estão o manejo florestal de uso múltiplo, a promoção da gestão integrada dos recursos naturais em paisagens produtivas, a restauração de florestas e paisagens e a gestão de conhecimento, além de capacitação e sensibilização.

A FAO abrirá um escritório em Barreirinhas, cujo papel será articular com o Governo do Estado do Maranhão outras iniciativas na mesma área temática.

Para Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil, o desafio consiste em evitar a perda de solo e gerar renda para a população do Semiárido. “Temos um componente socioeconômico importante nesse projeto, não só ambiental”, destacou.

Na opinião do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, a luta contra a desertificação é mais do que necessária, é vital. “Trata-se de um projeto muito importante. Temos todo o interesse que a parceria com a FAO se prolongue e se intensifique”, salientou.

Áreas suscetíveis

No Brasil, 16% do território (1,34 milhão de km²), estão suscetíveis à desertificação. Essa área abrange mais de 1,4 mil municípios e quase 35 milhões de pessoas. Os impactos do projeto incidirão diretamente sobre 904.142 hectares, dos quais 618.062 hectares de floresta, sendo o restante terras de cultivo e pastagens.

Mais de 152 mil hectares da área de intervenção estão degradados. As atividades do projeto Redeser evitarão o desmatamento por meio do manejo dos recursos florestais no âmbito de propriedade (pequenos produtores rurais) e de paisagem rural.

Um componente específico trabalhará a recuperação das florestas degradadas por meio da implantação de viveiros florestais, treinamento de técnicos de viveiros e fortalecimento de bancos de sementes florestais.

No total, serão investidos 3,9 milhões de dólares, incluindo recursos do Fundo Mundial para o Ambiente (GEF), além de uma contrapartida de 18 cofinanciadores.

Cofinanciadores

Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza (Agendha)

Associação de Plantas do Nordeste (APNE)

Fundação Parque Tecnológico de Paraíba (Cepis)

Fundação Araripe

Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO)

Fundação de Educação Tecnológica e Cultural (Funetec)

Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (Iabs)

Centro Mundial Agroflorestal (Icraf)

Instituto Nacional do Semiárido (Insa)

Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Secretaria de Agricultura da Paraíba (SEAFDS)

Serviços de Apoio para Projetos Alternativos Comunitários (Seapac)

Secretaria de Meio Ambiente da Paraíba (SEIHRMACT)

Secretaria de Meio Ambiente de Crato (Sema)

Secretaria de Meio Ambiente de Alagoas (Samarh)

Secretaria de Planejamento do Rio Grande do Norte (Seplan)

Serviço Florestal Brasileiro (SFB)

Fonte: Nações Unidas no Brasil

10:00 · 21.06.2016 / atualizado às 21:59 · 20.06.2016 por
A barragem de contenção de sedimentos e cordões construída com pedras soltas, cuidadosamente arrumadas e em formato de arco, ajuda na redução do assoreamento dos reservatório e rios Foto: Divulgação/Ematerce
A barragem de contenção de sedimentos e cordões construída com pedras soltas, cuidadosamente arrumadas e em formato de arco, ajuda na redução do assoreamento dos reservatório e rios Foto: Divulgação/Ematerce

Por Marcelino Júnior

Iniciado em 2013, pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), com participação da Associação dos Pequenos Produtores e Apicultores do Assentamento Mandacaru, localizado a 15Km da sede deste Município, o “Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Assentamento Mandacaru com a Integração de Tecnologias de Convivência com o Semiárido e Preservação dos Recursos Naturais” promove uma série de intervenções técnicas, inteiramente voltadas para recuperação e preservação desses recursos, especialmente do solo e água, integrados às atividades produtivas e de convivência com o Semiárido.

O Projeto, que beneficia 26 famílias, das 130 nos 3.800 hectares do assentamento, foi orçado em R$ 641.749, sendo R$ 577.574, do Fundo Nacional de Mudanças Climáticas – Ministério do Meio Ambiente (FNMC-MMA), e R$ 64.174 do governo do Estado. A implantação, que utilizou mão de obra da própria comunidade, está em sua etapa final, com licitação para aquisição de 250 matrizes de ovinos e mais dez animais reprodutores.

O projeto de Irauçuba, único do Ceará apresentado neste ano, foi homenageado, juntamente com outras 21 instituições, na sexta-feira (17), em Brasília, pelo Prêmio internacional Dryland Champions, promovido pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), em parceria com o MMA. O programa presta homenagem a iniciativas, de pessoas, organizações governamentais e empresas que contribuem para o manejo sustentável de terras, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e a seca.

O evento foi realizado pelo MMA, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), para marcar o Dia Mundial de Combate à Desertificação (17 de junho), data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para promover a conscientização sobre o problema, que atinge 42% das terras do Planeta e 35% da população mundial.

Com o slogan “Proteger a Terra. Restaurar os Solos. Envolver as pessoas”, a UNCCD defende a importância da cooperação inclusiva para restaurar e recuperar terras degradadas e contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Nesta edição, o programa Dryland Champions priorizou projetos que contribuem para o manejo sustentável de solos nas áreas suscetíveis à desertificação no Brasil.

“Esse reconhecimento nos deixa satisfeitos de saber que estamos no caminho certo. O projeto foi uma reivindicação daquelas famílias, que participaram integralmente de sua elaboração e desenvolvimento para benefício delas próprias”, afirmou o assessor técnico da Ematerce e elaborador do projeto, Josualdo Justino Alves.

21:24 · 24.05.2016 / atualizado às 21:24 · 24.05.2016 por

Até 31 de maio estão abertas inscrições para a premiação que destaca contribuições para o manejo sustentável da terra Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
Até 31 de maio  estão abertas inscrições para a premiação que destaca contribuições para o manejo sustentável da terra Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

O programa Dryland Champions, promovido pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), receberá, até 31 de maio, inscrições de projetos que contribuem para o manejo sustentável de solos nas áreas suscetíveis à desertificação no Brasil. Os interessados devem enviar o formulário de inscrição para o endereço drylandchampionsbrasil@gmail.com.

Podem se inscrever grupo de jovens e escolas, indivíduos (adultos, jovens ou crianças), agricultores, empresas, organizações não governamentais (ONGs), associações comunitárias e municípios. Os contemplados receberão os certificados em evento promovido pelo MMA durante as comemorações pelo Dia Mundial de Combate à Desertificação, em 17 de junho de 2016.

Neste ano, sob o slogan “Proteger a Terra. Restaurar os Solos. Envolver as pessoas”, a UNCCD comemora o Dia Mundial de Combate à Desertificação defendendo a importância da cooperação inclusiva para restaurar e recuperar terras degradadas e contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O Programa Dryland Champions é destinado a homenagear as atividades das pessoas e/ou organizações e empresas que fazem uma contribuição prática ao Manejo Sustentável de Terras. Sob o lema Dryland Champions – “Eu sou parte da solução”, a iniciativa centra-se em primeiro lugar, sobre as pessoas, o seu empenho e esforços para melhorar as condições de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e a seca.

A premiação reconhece um amplo leque de atividades de manejo sustentável da terra. Todas as ações, atividades, iniciativas e projetos que introduzam, facilitem, promovam ou implementem práticas e políticas em nível local ou nacional relacionados ao manejo sustentável da terra podem ser inscritas.

Para consultar o Edital e se inscrever, clique aqui

Fonte: MMA

16:01 · 12.03.2016 / atualizado às 16:10 · 12.03.2016 por
Governo institui Câmara destinada a elaborar proposta de regulamentação das ações para reduzir os efeitos da seca Foto: Cid Barbosa
Além de frear a desertificação, novo grupo deve elaborar proposta de regulamentação das ações para reduzir os efeitos da seca Foto: Cid Barbosa

 

Foi publicada na última quinta-feira (10), no Diário Oficial da União (DOU), resolução da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD) instituindo a Câmara Técnica Temporária de Regulamentação da Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. A Câmara tem a finalidade de elaborar as minutas dos decretos de regulamentação da Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (Lei Nº 13.153/ 2015).

Instituída em junho de 2015, a Política irá promover ações de uso dos recursos naturais e iniciativas produtivas sustentáveis nas áreas suscetíveis à desertificação para evitar a degradação do solo.

Composição

A Câmara é composta por dois representantes de instituições públicas federais, dois de Estados com áreas suscetíveis à desertificação, dois representantes da sociedade civil e um representante da Secretaria-Executiva da CNCD, além de especialistas da área jurídica que serão convidados a contribuir na elaboração dos documentos. O prazo de funcionamento é até dezembro de 2016.

Para o diretor de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e secretário-executivo da CNCD, Francisco Campello, para evitar a desertificação, são fundamentais a implantação de boas práticas de convivência sustentável que possibilitem a conservação de solo nas atividades agropecuárias; o uso correto dos recursos florestais; maior eficiência nos sistemas produtivos que promovam a segurança hídrica, alimentar, energética e que conservem as paisagens.

Ações

O MMA vem adotando a estratégia de combate dos principais vetores do processo de desertificação, fomentando iniciativas estruturantes para uma convivência sustentável com a semiaridez. Assim, é possível promover segurança hídrica, alimentar, energética e a conservação da paisagem com o uso de tecnologias sociais e de baixo custo adaptadas ao clima das Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD). As áreas suscetíveis à desertificação (ASD) envolvem 11 Estados, têm uma área de 1.340.000 km² e uma população aproximada de 35 milhões de habitantes.

CNCD

A CNCD foi criada por meio de Decreto Presidencial de 21 de julho de 2008, e é presidida pelo MMA. É composta por 44 representantes de setores da sociedade civil e dos governos federal, estaduais e municipais e do setor produtivo relacionados com o tema.

Entre outras finalidades, cabe à CNCD deliberar sobre a implementação da Política Nacional de Combate à Desertificação, em articulação com as demais políticas setoriais, programas, projetos e atividades governamentais de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca; orientar, acompanhar e avaliar a implementação dos compromissos assumidos pelo Brasil junto à Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD); e promover a integração das estratégias de erradicação da pobreza nos esforços de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca.

Fonte: MMA

20:27 · 15.01.2016 / atualizado às 20:27 · 15.01.2016 por
O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada Foto: Associação Caatinga
O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada Foto: Associação Caatinga

Um tatu-bola foi encontrado no quintal da casa de agricultores da localidade Pau de Óleo, no município de Crateús (CE). Após encontrarem o animal, os agricultores foram orientados a encaminhá-lo animal à Associação Caatinga, organização não governamental (ONG) de proteção ao bioma original do Nordeste e responsável pelo Programa de Conservação do Tatu-bola, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Em 2014, o tatu-bola atraiu os olhares do mundo para si como mascote da Copa do Mundo, mas a situação do mamífero segue preocupante. O animal típico da Caatinga, aparece na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Nacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Em janeiro de 2015,outro tatu-bola foi resgatado na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA) e encaminhado ao Zoológico de Brasília, onde um casal de tatus-bola é mantido em cativeiro para estudos a fim de preservar a espécie.

O gerente da Reserva, Thiago Vieira, afirma que a confiança popular no trabalho da instituição contribui para o desenvolvimento das ações de conservação do Bioma. “A entrega desse tatu-bola à Associação Caatinga pela comunidade do entorno da RNSA é reflexo positivo do trabalho desenvolvido em prol da conservação do Bioma. Fazemos a nossa parte com as ações de Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável e a comunidade reconhece e colabora conosco”, ressalta Thiago.

O tatu-bola conta com um Plano de Ação Nacional para Conservação (PAN), elaborado sob coordenação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e com o apoio da Associação Caatinga. Graças à parceria da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a Associação Caatinga implementa as ações prioritárias previstas no PAN para a conservação do mamífero.

“A conservação do tatu-bola traz impactos positivos para as outras formas de vida existentes na Caatinga. A execução das ações do PAN torna possível também a conservação de inúmeras outras espécies raras, endêmicas ou ameaçadas dos biomas Caatinga e Cerrado, além de contribuir para a mitigação de efeitos potencializadores do aquecimento global, combater a degradação e desertificação”, afirma Samuel Portela, coordenador de áreas protegidas da Associação Caatinga.

O animal permanece em Crateús e a Associação Caatinga está providenciando a destinação mais adequada.

19:56 · 11.05.2015 / atualizado às 20:31 · 11.05.2015 por

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O programa Dryland Champions, promovido pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), receberá, até o próximo dia 15, inscrições de projetos que combatam a degradação do solo e a desertificação no Brasil. Os interessados devem enviar o formulário de inscrição para o endereço drylandchampionsbrasil@gmail.com.

Com o lema “Eu sou parte da solução”, a iniciativa destaca pessoas, organizações e empresas que contribuam para o manejo sustentável da terra, melhorem as condições de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e a seca.

Reconhecimento

A premiação reconhecerá atividades como: proteção de terras produtivas por meio da prevenção da degradação dos solos saudáveis e restauração de áreas degradadas; criação de um ambiente favorável para a gestão sustentável da terra; conscientização e atividades de educação; apoio a meios de subsistência com programas de prevenção de desastres, geração de renda alternativa, segurança social e práticas de negócios sustentáveis.

Podem se inscrever para o prêmio grupo de jovens e escolas, indivíduos (adultos, jovens ou crianças), agricultores, empresas, organizações não governamentais (ONGs), associações comunitárias e municípios. Os contemplados receberão um certificado de reconhecimento do programa. No Brasil, a premiação será no dia 17 de junho, Dia Mundial de Combate à Desertificação.

Mais informações:

Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Telefone: (61) 2028-1717

07:32 · 30.03.2015 / atualizado às 07:32 · 30.03.2015 por

 

O evento preparatório para a 3ª Conferência Científica Internacional da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) será realizado na sede do Insa, nos dias 25 e 26 de fevereiro
O trabalho mostra o quadro atual dos conhecimentos e informações sobre Desertificação, Degradação da Terra e Seca no Semiárido brasileiro e Estados nordestinos Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) está desenvolvendo, em parceria com a Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura (FCPC) e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o estudo Estado da Arte da Desertificação, Degradação da Terra e Seca no Semiárido Brasileiro: Tecnologias e Experiências de Recuperação e Mapeamento das Áreas Vulneráveis. Os resultados do trabalho serão validados hoje e amanhã (30 e 31), durante seminário a ser realizado na sede da Fuceme, em Fortaleza (CE).

Para o assessor técnico do CGEE e coordenador do estudo, Antônio Magalhães, sobretudo no que diz respeito ao Brasil, o momento é estratégico para discutir questões ligadas à seca. “No Brasil, a incidência de secas e desertificação é uma realidade, em particular na região semiárida do Nordeste.

Agora, esse assunto torna-se ainda mais importante devido aos problemas enfrentados pelas regiões metropolitanas de São Paulo e, mais recentemente, Rio de Janeiro e Belo Horizonte”, argumenta.

O trabalho do Centro mostra o quadro atual dos conhecimentos e informações sobre Desertificação, Degradação da Terra e Seca (DLDD) no Semiárido brasileiro e Estados nordestinos. Essas áreas são suscetíveis a secas recorrentes e possuem territórios expostos aos processos de desertificação. O estudo também avalia experiências e tecnologias disponíveis e potencialmente aplicáveis à recuperação dos solos, da biodiversidade e da conservação dos recursos hídricos.

“Há exemplos bem sucedidos de tecnologias aplicadas no Ceará para recuperação de microbacias hidrográficas. Essa experiência também foi realizada no Paraná. As tecnologias precisam ser adaptadas às condições de cada região, mas, a princípio, poderiam ser utilizadas também no Sudeste brasileiro”, afirma Magalhães.

O estudo do CGEE representa a contribuição brasileira ao documento O Panorama das Terras Secas da Região (LAC Drylands Outlook). Esse trabalho será construído pela Iniciativa de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento das Terras Secas da América Latina e o Caribe (AridasLAC), organização de instituições que trabalham com desenvolvimento sustentável nas terras secas da região.

O CGEE e as outras instituições do comitê gestor do AridasLAC determinaram, sob a coordenação da Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e Caribe (Cepal), que o documento deve ser desenvolvido a fim de buscar a consolidação de informações sobre aspectos socioeconômicos e biofísicos das terras secas na América Latina e Caribe.

A colaboração do Centro se dará no enfoque às experiências práticas de convivência com o Semiárido, de combate à desertificação, de recuperação ou restauração de áreas degradadas, assim como do manejo dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos.

“Esse estudo deve ser seguido por trabalhos semelhantes em outros países da América Latina, caso considere-se que a metodologia é adequada. A ideia é que tenhamos um mapa de toda a região que identifique áreas secas e passando por processo de desertificação”, destaca Antonio Magalhães.

Durante o seminário na Funceme, especialistas de cada Estado nordestino examinarão os resultados e conclusões do trabalho do CGEE. Com base nessa oficina, o estudo será revisado e preparado para publicação e entrega à Cepal.

Fonte: CGEE

 

16:07 · 24.02.2015 / atualizado às 16:18 · 24.02.2015 por

 

O evento preparatório para a 3ª Conferência Científica Internacional da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) será realizado na sede do Insa, nos dias 25 e 26 de fevereiro
O evento preparatório para a 3ª Conferência Científica Internacional da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) será realizado na sede do Insa, nos dias 25 e 26 de fevereiro

Nos dias 25 e 26 de fevereiro, Campina Grande sediará o “Seminário Nacional Combate à Desertificação, Degradação das Terras e Convivência com a Semiaridez para Redução da Pobreza e um Desenvolvimento Sustentável”. O evento será realizado no auditório do Instituto do Semiárido (Insa), correspondente científico do Brasil na Conferência Científica Internacional da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD).

Será o evento preparatório para a participação de representantes do Brasil na 3ª UNCCD, a ser realizada em Cancún, México, de 9 a 12 de março deste ano.

O evento preparatório é uma realização do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), em parceria com o Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Pesquisadores que atuam em diversas áreas no Semiárido brasileiro estarão reunidos com o objetivo de discutir, à luz do conhecimento científico, tecnológico, popular e práticas tradicionais, vulnerabilidades e estratégias de adaptação dos ecossistemas da região semiárida brasileira (particularmente dos agroecossistemas) e das populações das regiões afetadas pelo processo de desertificação, incluindo aquelas que recentemente se tornaram susceptíveis às consequências das mudanças climáticas.

O evento contará com três painéis:

  • Diagnóstico da vulnerabilidade e capacidade de adaptação dos ecossistemas e populações das regiões afetadas pelas mudanças climáticas

  • Implementação de tecnologias a partir do conhecimento adquirido por meio das experiências bem sucedidas com uso do solo, segurança hídrica, agroecossistemas, manejo florestal sustentável, entre outros

  • Métodos de monitoramento e avaliação da desertificação

Os conhecimentos compartilhados e as diretrizes definidas durante o evento irão subsidiar o posicionamento da delegação brasileira que participará da 3ª Conferência Científica da UNCCD.

Conferência Científica da UNCCD

A UNCCD abrange 193 países e estabelece padrões de trabalho e metas internacionais para construção de soluções que atendam às demandas socioambientais nos espaços áridos, semiáridos e subúmidos secos, particularmente onde residem as populações mais pobres do Planeta.

A Conferência Científica Internacional da UNCCD tratará da luta contra a desertificação, a degradação das terras e a convivência com a seca para a redução da pobreza e o desenvolvimento sustentável, com foco na contribuição da ciência, da tecnologia, dos conhecimentos e práticas tradicionais.

O objetivo da Conferência que ocorrerá em Cancún é atrair uma gama mais ampla possível de conhecimentos científicos, locais e tradicionais que possam ser aproveitados para trabalhar a diminuição da pobreza e o desenvolvimento sustentável nas áreas suscetíveis à desertificação, à degradação dos solos e à seca.

Fonte: Insa

 

11:11 · 10.01.2015 / atualizado às 11:11 · 10.01.2015 por

 

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O solo é um recurso natural não renovável. Nós necessitamos dele para produzir alimentos, roupas, abrigo e energia. O solo também armazena e filtra a água, recicla os nutrientes, é um amortecedor contra as inundações, recicla nutrientes, absorve o carbono ajudando na luta e no controle da mudança climática e abriga um quarto da biodiversidade do nosso Planeta.

Mas os nossos solos estão em perigo. Dois hectares são destruídos pelo crescimento urbano a cada minuto em todo o mundo. Desmatamento, más práticas agrícolas, poluição e o uso excessivo da pastagem deixam o solo desprotegido, contaminado e degradado.

Os nossos solos estão desaparecendo rápido. E são necessários milênios para formar poucos centímetros. Necessitamos deles saudáveis. Devemos protegê-los agora. O solo é necessário para um planeta saudável e para o bem-estar humano.

A América Latina e o Caribe têm as maiores reservas de terras cultiváveis do mundo, por isso o cuidado e a preservação dos solos são fundamentais para que a região alcance sua meta de erradicar a fome; os solos são de enorme importância para a produção mundial de alimentos, mas não prestamos suficiente atenção neste “aliado silencioso”, disse o Diretor Geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva durante o lançamento do Ano Internacional dos Solos 2015 (AIS).

A FAO é a responsável pela implementação do AIS 2015 no âmbito da Aliança Mundial pelo Solo e em colaboração com os governos e a Secretaria da Convenção das Nações Unidas de Luta contra a Desertificação (UNCCD).

Fonte: ONU Brasil