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Ceará lidera no desmatamento da restinga

Publicado em 27/05/2014 - 16:07 por | Comentar

O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 494 ha, principalmente nos municípios de Trairi, Amontoada e Aquiraz, com 259 ha, 71 ha e 57 ha de supressão respectivamente Foto: Fernando Brito / Agência Diário

O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 494 ha, principalmente nos municípios de Trairi, Amontoada e Aquiraz, com 259 ha, 71 ha e 57 ha de supressão respectivamente Foto: Fernando Brito / Agência Diário

Hoje, 27 de maio, Dia Nacional da Mata Atlântica, a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgaram, em entrevista coletiva, os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, no período de 2012 a 2013.

No período de 2012 a 2013 não foi identificada, pela escala adotada, supressão da vegetação de mangue. Na Mata Atlântica as áreas de manguezais correspondem a 231.051 ha. Bahia (62.638 ha), Paraná (33.403 ha), São Paulo (25.891 ha) e Sergipe (22.959 ha) são os Estados que possuem as maiores extensões de mangue.

Já a supressão de vegetação de restinga foi de 806 ha, uma redução de 48% em relação aos 1.544 ha identificados no período anterior. O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 494 ha, principalmente nos municípios de Trairi, Amontoada e Aquiraz, com 259 ha, 71 ha e 57 ha de supressão respectivamente. No Rio de Janeiro foram identificados 106 ha e no Paraná 94 ha.

A vegetação de restinga na Mata Atlântica equivale a 641.284 ha. São Paulo possui a maior extensão (206.698 ha), seguido do Paraná (99.876 ha) e Santa Catarina (76.016 ha).

Dados gerais

O estudo aponta desmatamento de 23.948 hectares (ha), ou 239 Km², de remanescentes florestais nos 17 Estados da Mata Atlântica no período de 2012 a 2013, um aumento de 9% em relação ao período anterior (2011-2012), que registrou 21.977 ha.

A taxa anual de desmatamento é a maior desde 2008, cujo registro foi de 34.313 ha. No período 2008 a 2010, a taxa média anual foi de 15.183 hectares. No levantamento de 2010 a 2011, ficou em 14.090 ha.

Segundo os dados do Atlas, nos últimos 28 anos, a Mata Atlântica perdeu 1.850.896 ha, ou 18.509 km2 – o equivalente à área de 12 cidades de São Paulo. Atualmente, restam apenas 8,5% de remanescentes florestais acima de 100 ha. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 ha, restam 12,5% dos 1,3 milhões de km2 originais.

Os Estados da Paraíba, Ceará e Rio de Janeiro, respectivamente, foram os que apresentaram os menores índices de desmatamento. Na outra ponta, Minas Gerais é o Estado campeão do desmatamento pelo quinto ano consecutivo, com 8.437 ha de áreas destruídas, seguido do Piauí (6.633 ha), Bahia (4.777 ha) e Paraná (2.126 ha). Juntos, os quatro Estados são responsáveis por 92% do total dos desflorestamentos, o equivalente a 21.973 ha.

Apesar de liderar a lista, Minas apresentou redução de 22% na taxa de desmatamento, que em 2011-2012 foi de 10.752 ha. De acordo com Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, a queda é resultado de moratória que desde junho do ano passado impede a concessão de licenças e autorizações para supressão de vegetação nativa do bioma. A ação foi autorizada pelo Governo de Minas Gerais após solicitação da Fundação.

O levantamento foi apresentado por Marcia Hirota, que é coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica; Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo Inpe, e Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação. A iniciativa tem o patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da Arcplan.

Voltando aos destaques positivos, São Paulo, Alagoas, Espírito Santo e Rio de Janeiro tiveram redução de desmatamento de 51%, 88%, 43% e 72%, respectivamente. Marcia Hirota explica que nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro – que apresentaram baixos índices de desmatamento – a preocupação é com o chamado “efeito formiga”.

“Não há mais desmatamentos de grandes proporções, mas eles ainda acontecem para expansão de moradias e infraestrutura. Só não aparecem no nosso levantamento porque são áreas menores de 3 ha”, informa.

Código Florestal

O lançamento do Atlas foi realizado logo após o Viva a Mata 2014, evento realizado no Parque Ibairapuera, em São Paulo, onde se reuniram representantes do governo, do setor privado e de entidades ambientais para um balanço dos dois anos do novo Código Florestal.

As análises e estudos apresentados, colhidos em diversas partes do país, traçaram um retrato preocupante sobre os avanços obtidos, especialmente na implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Nas mesas de abertura, que mostraram a situação do CAR no âmbito nacional, ficou claro que o cadastro não faz parte da agenda de políticas públicas priorizadas pelos governos estaduais. “Nenhum Estado possui recursos humanos ou infraestrutura especificamente voltada para o CAR. Isso mostra que não estão se preparando para cumprir a legislação”, apontou Gabriela Savian, coordenadora de projetos da Conservação Internacional.

O WWF-Brasil, que recebeu questionários de 8 Estados sobre o andamento do CAR, alerta para a falta de convênios que facilitem a ampliação do cadastramento. “É preciso capilarizar as ações em núcleos descentralizados espalhados por diversos locais. Sem isso, fica impossível ampliar o CAR”, afirmou Jean Timmers, superintendente de Políticas Públicas da WWF-Brasil.

Carta de recomendações

No fim do Viva a Mata 2014, foi lançado um documento destacando que o Bioma “é o mais ameaçado do Brasil e o segundo do Planeta, globalmente reconhecido como prioridade para ações de conservação da biodiversidade, dos serviços ambientais e demais recursos naturais”. Destacou, ainda que “isso acontece não apenas por sua sociobiodiversidade inigualável, que está desaparecendo, mas também por sua importância para a manutenção da qualidade de vida de mais de 60% da população brasileira que habita seu território”.

Outro importante alerta: “o resultado mais visível dessa situação hoje na Mata Atlântica é a ocupação indiscriminada de morros e áreas de mananciais. Com isso, a população passa a conviver com enchentes e desabamentos em épocas de fortes chuvas e falta de água em tempos de seca, entre muitos outros problemas”.

Dez ações

Nesse contexto, a Rede de ONGs da Mata Atlântica e da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, apresentaram dez ações consideradas fundamentais e emergentes para reversão das degradações e proteção do bioma.

1- Retomar a agenda de criação e implantação de áreas protegidas.

2- Regulamentar o Fundo de Restauração da Mata Atlântica (previsto em lei há oito anos).

3- Estruturar de maneira adequada os órgãos responsáveis pelo cumprimento do Código Florestal brasileiro (em vigor há dois anos).

4- Implantar, de forma qualificada, transparente e com participação social, os instrumentos do Código Florestal brasileiro, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), a restauração florestal e os incentivos econômicos e fiscais, para a sua total efetivação.

5- Estabelecer um marco legal sobre Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), em consonância com o Código Florestal brasileiro e propor a criação de leis e programas similares nos Estados e municípios

6- Criar programas, em âmbito federal e estaduais, de fomento à elaboração e implementação dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica.

7- Rearticular e fortalecer o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) como principal instrumento de gestão da política ambiental nacional, com participação e controle social.

8- Estabelecer um plano de ação para o cumprimento e monitoramento das Metas da Convenção da Diversidade Biológica (Metas de Aichi), voltadas para conter as perdas de biodiversidade no bioma, envolvendo e fomentando os estados e diversos seguimentos da sociedade.

9- Promover ampla discussão com a sociedade sobre megaempreendimentos, públicos e privados, que impactam o bioma.

10- Integrar as Políticas Públicas, nas três esferas da federação, tais como recursos hídricos, meio ambiente, agroecologia e mudanças climáticas, para a conservação e preservação do bioma.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

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Até 2050 mundo pode desmatar área equivalente ao tamanho do Brasil, alerta ONU

Publicado em 30/01/2014 - 10:34 por | Comentar

O desmatamento pode acelerar o processo de desertificação em algumas regiões, como em Cabobró (PE) Foto: Agência Diário / Cid Barbosa

O desmatamento pode acelerar o processo de desertificação em algumas regiões, como já ocorre em Cabobró (PE) Foto: Agência Diário / Cid Barbosa

Cerca de 849 milhões de hectares de terra – quase o tamanho do Brasil – podem ser desmatados até 2050, caso os padrões atuais de uso da terra continuem, alerta relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) lançado na última sexta-feira (24) em Davos, na Suíça.

Segundo o relatório “Avaliação Global do Uso da Terra: Equilíbrio do Consumo com o Fornecimento Sustentável”, a necessidade de produzir alimentos para uma população global em crescimento levou a agricultura a ocupar 30% das terras do mundo, resultando em uma degradação e perda de biodiversidade em 23% dos solos globais.

“Como a terra é um recurso limitado, precisamos nos tornar mais eficientes na forma de produzir e consumir. As recomendações do relatório alertam líderes e contribuem para as discussões sobre o uso sustentável de recursos, incluindo novas metas para o desenvolvimento sustentável pós-2015”, afirmou o subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, no lançamento do documento.

O estudo foi produzido pelo International Resource Panel (IRP) com a participação de 27 cientistas, 33 representantes de governo e especialistas, e está disponível em inglês no site do Pnuma.

Fonte: ONU Brasil

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Mais de R$700 mil reais serão investidos em iniciativas de conservação da natureza no NE

Publicado em 19/07/2013 - 8:12 por | Comentar

Recifes no litoral nordestino: conectividade entre recifes de corais e estuários será investigada por projeto apoiado por Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, na Paraíba Foto: Haroldo Palo Jr

Recifes no litoral nordestino: conectividade entre recifes de corais e estuários será investigada por projeto apoiado por Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, na Paraíba Foto: Haroldo Palo Jr

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza divulgou a lista das novas iniciativas de conservação da natureza que serão apoiadas a partir do segundo semestre deste ano. No total, serão doados R$ 1.388.638,19 em 19 novos projetos e programas, nos seis biomas brasileiros. Desse total, R$ 738.259,16 irão para dez iniciativas nos nove Estados do Nordeste do País.

Boa parte das iniciativas está relacionada ao ecossistema marinho da região, que terá quatro pesquisas apoiadas. Entre elas, está o projeto “Conectividade entre recifes de corais e estuários no Nordeste brasileiro: reconstruindo a vida dos peixes”, que será realizado pelo Instituto Harpia – Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Paraíba.

O objetivo é fazer uma análise da situação atual dos recifes na região, contribuindo para o entendimento da dinâmica das espécies que neles habitam, bem como propor estratégias de conservação para proteger os ecossistemas estudados. Desse modo, o projeto pretende contribuir para a implementação de ações mais efetivas de manejo para o ecossistema marinho.

Especificamente no Estado do Ceará, foi contemplado o projeto “Filogeografia, estrutura genética e conservação do facheiro-da-praia (Pilosocereus catingicola)” , da Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura.

Outro estudo apoiado no Nordeste acontecerá em sete Estados da região, aplicado pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan). Ele terá como foco estudar a distribuição geográfica e a conservação da lontra-neotropical (Lontra longicaudis) no Nordeste brasileiro.

A lontra-neotropical é um mamífero aquático que consta na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como “Deficiente de Dados”, desde 2000, sendo que foi considerada como “vulnerável” à extinção, por quase duas décadas.

Atualmente, são reconhecidas diversas ameaças à espécie, como desmatamento, contaminação e poluição dos ambientes aquáticos, além da caça. Apesar dos dados ineficientes sobre as populações dessa espécie, suspeita-se que ela já esteja ameaçada de extinção, o que potencializa ainda mais a importância dessa pesquisa.

Soluções a longo prazo

Além de projetos como o da lontra-neotropical, desenvolvidos em até dois anos, a Fundação Grupo Boticário também financia iniciativas de maior duração (até quatro anos). Chamadas de programas, elas visam a apoiar instituições para que empreendam ações de médio a longo prazos, resultando em medidas efetivas e práticas de conservação da natureza.

Nessa linha de financiamento serão apoiados dois programas, a partir do segundo semestre. Um deles será focado na Mata Atlântica e na Caatinga e será realizado pela Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (Save Brasil), com foco na avifauna desses biomas. Com ação em quatro Estados (São Paulo, Paraná, Bahia e Rio de Janeiro), essa iniciativa pretende registrar e monitorar aves brasileiras como ferramenta para avaliar a importância das unidades de conservação.

O outro programa selecionado será realizado em diversas regiões brasileiras, inclusive em áreas da Caatinga nordestina, pela Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape), de Goiás, e pretende incentivar a adoção de novas políticas públicas para criação e gestão de Unidades de Conservação (UCs). Para isso, será avaliado como diferentes estratégias de proteção do meio ambiente no país consideram os impactos das mudanças climáticas em suas propostas de ações.

Resultados

Em 23 anos de atuação, a Fundação Grupo Boticário já se firmou como uma grande financiadora, ligada à iniciativa privada, de iniciativas de conservação da natureza brasileira. Ao todo, 1.353 iniciativas já foram apoiadas em todos os estados brasileiros.

Para conferir a lista completa das 17 novas iniciativas selecionadas no Edital de Apoio a Projetos, bem como os respectivos técnicos e instituições responsáveis por cada uma delas, acesse o site www.fundacaogrupoboticario.org.br, no caminho O que fazemos > Editais > Projetos aprovados.

Inscrições abertas

O apoio a iniciativas de conservação da natureza feito pela Fundação Grupo Boticário é estruturado em três linhas de financiamento: dois editais de chamada pública (para projetos de até dois anos) e o Apoio a Programas, que contempla iniciativas de até quatro anos e com maiores valores de financiamento, em torno de R$400 mil.

As inscrições para os editais podem ser realizadas até 31 de agosto, no site www.fundacaogrupoboticario.org.br, por meio do link O que fazemos > Editais > Como inscrever.

Para o mais tradicional deles, o Edital de Apoio a Projetos, são aceitos projetos que contribuam para a conservação da natureza em todo o Brasil e que sejam realizados por instituições sem fins lucrativos, como organizações não governamentais ou fundações ligadas a universidades.

Já para o edital conjunto Fundação Grupo Boticário & Fundação Araucária, podem ser inscritos projetos de instituições paranaenses que contribuam para a conservação da natureza no Paraná, com prioridade para a região da Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucárias) e para a região litorânea do Estado.

Para a linha de financiamento de Apoio a Programas, criada em 2010, é necessário enviar, até 10 de setembro, uma carta-consulta para o e-mail picn@fundacaogrupoboticario.org.br, com informações gerais sobre a iniciativa a ser proposta.

Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.353 projetos de 465 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Projeto Oásis.

Fonte: Fundação Grupo Boticário

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Governo prorroga por mais dois meses decreto que suspende multas a desmatadores

Publicado em 13/04/2012 - 12:49 por | Comentar

Categorias: Desmatamento

O crescimento do desmatamento é uma das fontes de preocupação daqueles que defendem a aplicação e a manutenção das leis ambientais Foto: Agência Brasil

O governo decidiu prorrogar por mais dois meses o decreto que impede a aplicação de multas e sanções a desmatadores e a produtores que não aderirem a programas de regularização ambiental.

A decisão foi tomada após reunião da qual participaram a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

O decreto com a prorrogação foi publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União do dia 11 de abril. Esta é a quinta vez que o governo prorroga o perdão de multas de proprietários rurais que feriram a atual lei ambiental.

A medida foi adotada em junho de 2008, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impedindo que, por um ano, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) cobrasse a multas, desde que os proprietários rurais apresentassem um protocolo de pedido de regularização da reserva legal no órgão ambiental competente.

As críticas de alguns setores, principalmente de ambientalistas, eram de que o governo havia cedido às pressões dos ruralistas. O perdão valeria até 11 de dezembro de 2009. Dias antes, o próprio presidente Lula prorrogou a anistia por mais 18 meses.

No atual governo, o decreto já recebeu duas novas datas de validade. Com a indefinição sobre o novo Código Florestal, a presidenta Dilma prorrogou o decreto de 11 de junho de 2011 para 11 de dezembro de 2011; e, novamente, antes do fim do prazo, estendeu a anistia até 11 de abril de 2012.

Fonte: Agência Brasil

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Entidades repudiam ‘retrocessos’ na política ambiental brasileira

Publicado em 07/03/2012 - 13:43 por | Comentar

Os manifestantes aproveitaram a data em que o Código Florestal seria votado na Câmara dos Deputados para expressar indignação Foto: WWF-Brasil / Eduardo Aigner

Um grupo de organizações não governamentais lançou uma carta em repúdio aos “retrocessos do governo Dilma na agenda socioambiental”, ontem, quando estava prevista a votação do Código Florestal na Câmara dos Deputados.

Além do Código Florestal, o documento aponta como retrocesso pontos como a interrupção da criação de Unidades de Conservação (UCs), o licenciamento de obras “com problemas ambientais e sociais” e a redução do poder de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“O primeiro ano do governo Dilma foi marcado pelo maior retrocesso da agenda socioambiental desde o final da ditadura militar, invertendo uma tendência de aprimoramento da agenda de desenvolvimento sustentável que vinha sendo implementado ao longo de todos os governos desde 1988, cujo ápice foi a queda do ritmo de desmatamento na Amazônia no Governo Lula”, diz a carta.

A ex-ministra Marina Silva participou do lançamento do documento e demonstrou insatisfação com a política para o meio ambiente do governo atual. WWF, Fundação SOS Mata Atlântica e outras dez entidades assinam o documento.

Código Florestal

Segundo a carta, o Código Florestal é “o ponto paradigmático desse processo de degradação da agenda socioambiental”. Ele concederia “anistia ampla para desmatamentos irregulares cometidos até julho de 2008″, além de “afrontar estudos técnicos de muitos dos melhores cientistas brasileiros”.

O grupo avalia que os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva resistiram à redução de mecanismos de proteção ambiental. Já o governo Dilma “se mostra inerte e insensível à opinião pública” e deixa “sua base parlamentar fazer o que bem entender”, critica o documento.

Também foram criticados “atropelos” no licenciamento, “paralisia” na agenda de mudanças climáticas, “lentidão” na mobilidade urbana, no saneamento e na regularização fundiária, “inércia” do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: G1

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Campanha do WWF “esconde” espécies ameaçadas em floresta tropical

Publicado em 14/01/2012 - 8:52 por | Comentar

Categorias: Desmatamento, Fauna

Campanha do WWF espalhou cartazes no metrô de Paris Imagem: CatersOs contornos em vermelho mostram cada um dos animais camuflados na floresta Imagem: Caters

 

Os contornos em vermelho mostram cada um dos animais camuflados na floresta Imagem: Caters

A organização ambientalista WWF lançou uma nova campanha publicitária na França na qual animais de espécies ameaçadas aparecem camuflados em uma floresta tropical.

O observador precisa encontrar os animais escondidos em meio à folhagem, como se fossem esculturas feitas com as plantas.

Os animais camuflados na imagem são um elefante, um coala com um filhote nas costas, uma pantera, uma preguiça, um orangotango, um tigre, um tucano, um crocodilo, uma iguana, um chimpanzé, um papagaio, um javali e uma jiboia.

Eles foram escondidos de várias formas: um tronco de uma árvore pode ser um dos animais, uma folhagem com detalhes pode ser outro.

Os cartazes fazem parte de uma campanha da WWF que alerta para os danos causados pelo desmatamento e visa levar o público a refletir sobre o número de animais que podem ser extintos se o desmatamento continuar.

As imagens foram espalhadas no sistema de metrô de Paris e também foram publicadas na revista Lonely Planet.

Uma das criadoras da campanha, Marine Garcia, da agência Marcel, afirmou que quatro artistas trabalharam meticulosamente no cartaz para tentar esconder os animais sem fazer com que seus contornos se perdessem totalmente, para que o público tivesse que se esforçar para vê-los.

“O objetivo deste cartaz é fazer com que as pessoas saibam que o desmatamento não mata apenas árvores, está matando a vida selvagem também. Os animais estão escondidos pois, em breve, podemos não vê-los mais”, afirmou.

Fonte: BBC Brasil

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Brasil perde para outros Brics na hora de proteger suas florestas

Publicado em 25/11/2011 - 7:20 por | Comentar

Categorias: Desmatamento

No Brasil, o desflorestamento é um dos principais problemas ambientais, que diminui a biodiversidade e aumenta as nossas emissões de gases geradores de efeito estufa, só para citar dois grandões Foto: SXC.hu

O Brasil está atrás de China, Rússia e Índia no combate ao desmatamento e na recuperação da área florestal perdida.

Esta é a conclusão de um estudo organizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e a organização internacional Proforest, ligada à Universidade de Oxford.

O estudo compara a situação em 11 países e mostra que nos quesitos preservação e reflorestamento o Brasil está perdendo a corrida com outros países dos Brics (sigla que se refere ao bloco de países Brasil, Rússia, Índia, China, que se destacam pelo rápido crescimento das suas economias em desenvolvimento).

O estudo, divulgado no momento em que o Senado debatia os termos do novo Código Florestal quanto ao tratamento de áreas verdes do País, compara a forma com que o Brasil e outros países lidam com o tema e analisa o que está sendo feito de suas florestas.

Se colocados lado a lado, os dados mostram que, enquanto China, Índia e Rússia têm criado leis para proteger suas florestas e agem para recuperar o que já foi devastado, o Brasil segue na contra-mão, desmatando mais do que é reflorestado.

O levantamento, denominado “Um Resumo do Status das Florestas em Países Selecionados”, verificou um padrão semelhante nos países analisados. Primeiro, passam por intenso processo de desmatamento, normalmente quando estão se desenvolvendo, para abrir espaço para a agricultura e explorar matérias-primas.

Em seguida, essa devastação é interrompida por fatores que vão da escassez dos produtos florestais à preocupação ambiental. Começa então uma curva ascendente, com políticas de proteção ambiental e reflorestamento.

Fundo do poço

Para Adalberto Veríssimo, pesquisador sênior do Imazon e coordenador do levantamento no País, o Brasil está longe de acompanhar os outros Brics. “Estamos atualmente no fundo do poço e um desses bem profundos, porque quando ainda é pobre, o país dilapida suas florestas, mas à medida que se torna emergente, começa a mostrar uma curva ascendente”, disse Veríssimo à BBC Brasil.

“Mas o que vemos aqui não é nada disso. O Brasil já é emergente e continua caindo, já que perde mais florestas do que planta”, afirma o pesquisador, lembrando que se originalmente o País tinha 90% de seu território coberto por florestas, hoje essa proporção é de 56%.

O exemplo mais contundente talvez seja a China, que com um amplo programa oficial superou a fase de devastação intensa e já conseguiu recuperar suas florestas, apesar de ainda serem limitadas. Segundo dados da FAO, a cobertura florestal do país em 1950 não chegava nem a 10% do território, enquanto hoje ocupa 22%.

“O principal interesse chinês é impulsionar sua economia e criar uma reserva estratégica para o país, protegendo, por exemplo, áreas como as que têm recursos hídricos”, afirma Veríssimo.

A legislação da China impede que florestas sejam suprimidas em prol de mineração ou projetos de infraestrutura e só abre exceções mediante a autorização governamental e pagamento de taxa de restauração ambiental.

Curva ascendente

Já a Rússia, país com maior cobertura florestal do mundo, ampliou essa área em 15% em 60 anos e hoje tem quase metade de seu território coberto por florestas. O crescimento deve-se a uma melhoria na legislação, também resultado da menor dependência da área rural.

Segundo o estudo, a Índia também já começou avançar rumo ao reflorestamento, embora em um nível bem mais tímido, de 21% para 22%. Mas o pesquisador lembra que os entraves indianos são muitos mais duros do que os brasileiros, já que eles vivem em território muito menor que o nosso com uma população cerca de seis vezes maior.

O estudo do Imazon e da Proforest, que incluiu também países europeus e da América do Norte, deixa claro que para fazer progresso nessa trajetória de recuperação ambiental é necessário incentivo do governo.

Setores ruralistas rejeitam as conclusões do estudo pois acreditam que a falta de incentivo governamental no Brasil invalida as comparações. Eles alegam que o estudo põe lado a lado países que não são comparáveis, justamente por receberem benefícios em prol da conservação ambiental.

“Esse estudo é uma interpretação parcial dos dados, porque mostra que países que, após devastarem quase toda a área verde que tinham, vêm replantando com recursos obtidos na forma de incentivos financeiros e indenizações para áreas que deixam de produzir alimentos”, disse à BBC Brasil, Assuero Veronez, vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).

“E não podemos comparar isso com a nossa legislação, que apenas restringe o uso sem qualquer tipo de indenização ou compensação ao proprietário”.

Fonte: G1

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Manejo florestal na Caatinga terá R$ 3 milhões do MMA e CEF

Publicado em 08/07/2011 - 15:16 por | Comentar

 

Recurso vai viabilizar produção sustentável de lenha para atender indústrias do polo gesseiro – que fornece 95% do produto demandado pelo mercado nacional – e polo ceramista

O manejo florestal na Caatinga vai receber cerca de R$ 3 milhões, dos R$ 6 milhões que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Fundo Socioambiental da Caixa vão destinar para ações no bioma, conforme Termo de Referência publicado no mês passado.

O objetivo é estimular a produção de lenha, por meio do manejo florestal comunitário e familiar , nos municípios que fornecem essa matéria-prima para dois grandes polos econômicos do Nordeste, o de gesso, na região da Chapada do Araripe e o de cerâmica, na região do Baixo Jaguaribe, e contribuir para a manutenção da Caatinga, que já perdeu 45,6% de sua cobertura florestal.

“Esta iniciativa pretende conciliar o uso e a conservação da Caatinga, uma vez que a lenha tem papel muito importante na produção de insumos para a construção civil e seu manejo adequado garantirá segurança energética para as empresas, renda adicional para os agricultores e a manutenção do bioma”, afirmou o diretor-geral do Serviço Florestal, Antônio Carlos Hummel.

Os recursos do Termo são voltados a produtores rurais em assentamentos das regiões do Baixo Jaguaribe, no Ceará, e da mesorregião da Chapada do Araripe, nos Estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Mais de 130 municípios têm potencial para serem atendidos.

Com a iniciativa, a área manejada na Caatinga com apoio do MMA, por meio do Serviço Florestal, aumentará mais de três vezes. O edital vai viabilizar o manejo em no mínimo 15 mil hectares. A área atendida atualmente pelo Serviço Florestal é de 7 mil hectares, em mais de 30 assentamentos.

O Termo de Referência terá ainda outras duas chamadas: eficiência energética para a sustentabilidade na produção de insumos da construção civil, com o objetivo de implementar ações de eficiência energética em quase 300 empresas dos polos gesseiro e ceramistas , e para propostas de difusão de tecnologias para a construção de dois mil fogões à lenha mais eficientes.

O gerente substituto de Fomento do Serviço Florestal, João Paulo Sotero, ressalta que a promoção de ações para a eficiência energética “são muito importantes pois mesmo sendo um combustível renovável é necessário aumentar a eficiência na queima da lenha, diminuindo assim a demanda por este recurso florestal”.

Sustentabilidade

Segundo o gerente Nacional de Meio Ambiente da Caixa, Jean Benevides, o uso de recursos do Fundo Socioambiental – que corresponde a 2% do lucro líquido do banco – em atividades sustentáveis na Caatinga foi motivada pelo interesse em aliar a agenda de desenvolvimento à de conservação.

“Os polos do gesso e da cerâmica são importantes para a economia local do Nordeste. A proposta é, se eles precisam da lenha para desenvolver a atividade produtiva, que é importante para a economia local, essa lenha precisa ser manejada de forma sustentável para que ela não falte”, explicou.

O manejo funciona num sistema em que, a cada ano, o produtor tira lenha de apenas uma parte do terreno. No ano seguinte, o recurso florestal é extraído de outro talhão, e assim sucessivamente, para que a vegetação se regenere numa área enquanto ele trabalha em outra. O agricultor familiar volta a retirar lenha do primeiro talhão depois de 15 anos.

De acordo com a diretora do Fundo Nacional do Meio Ambiente do MMA (FNMA), Ana Beatriz de Oliveira, a expectativa é que o resultado do processo de seleção do Termo de Referência saia no dia 4 de outubro e “nós já tenhamos as instituições definidas, os projetos prontos e a partir dali vai para a Caixa para a assinatura dos contratos e a descentralização dos recursos”.

O FNMA selecionará os projetos juntamente com as demais unidades do MMA envolvidas. Na área de manejo florestal comunitário e familiar, o Serviço Florestal acompanhará e monitorará a execução dos projetos.

Ana Beatriz destacou a importância de unir três pontas nesse processo, ou seja, recursos advindos de um banco, mais um fundo público com experiência na seleção de projetos, somado ao Ministério e suas secretarias e órgãos vinculados, formuladores das políticas públicas. “Nós, da área de fomento, vamos procurar nelas (demais unidades do MMA) quais são as prioridades, estabelecer as estratégias e outro agente de fomento entra com o recurso. Essa é uma triangulação muito boa”, afirmou.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro

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Ceará desmatou 440 km2 de Caatinga entre 2008 e 2009

Publicado em 22/06/2011 - 7:00 por | 2 Comentários

Juazeiro (Ziziphus joazeiro), espécie típica do bioma Caatinga que permanece verde o ano inteiro Foto: Cid Barbosa

Levantamento divulgado na última sexta-feira, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), mostrou que 1.921 quilômetros quadrados de floresta de Caatinga foram desmatados no período de 2008 a 2009, o que equivalente a uma taxa anual de 0,23%. O ritmo foi um pouco menor que o registrado no período de 2002 a 2008, quando a média anual de derrubada era de 0,28%.

Os principais responsáveis foram a Bahia, o Ceará e Piauí, que juntos foram responsáveis por 77% do desmatamento total no período. A Bahia desmatou 638 quilômetros quadrados; o Ceará, 440 quilômetros quadrados; e o Piauí, 408 quilômetros quadrados. De acordo com o ministério, aproximadamente 46% do bioma – que originalmente apresentava uma área de 826.411 quilômetros quadrados – já foi destruído.

Uma das principais causas do desmatamento da região é a extração ilegal de madeira para ser convertida em lenha e carvão vegetal. O desmatamento agrava a vulnerabilidade do bioma às mudanças climáticas, já que possui áreas sob grave risco de desertificação.

O ministério também anunciou que vai destinar, em conjunto com o Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal, R$ 6 milhões a projetos que promovam o uso sustentável de recursos naturais no bioma, como manejo florestal comunitário e familiar, eficiência energética para os polos gesseiros e cerâmico e fogões eficientes para famílias do árido e semiárido. O edital para a seleção dos projetos será publicado na próxima semana.

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro e ocupa cerca de 11% do território do País, distribuído nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e também o norte de Minas Gerais.

O coordenador do grupo bioma Caatinga da Secretaria de Biodiversidade e Floresta, João Arthur Seyffarth, explicou que, ao contrário do que ocorre em outros sistemas, a derrubada da Caatinga ocorre de forma pulverizada, o que dificulta a fiscalização e exige a adoção de um pacote de medidas preventivas mais variado.

O ministério trabalha há quase um ano na edição de um Plano de Controle de Desmatamento da Caatinga. A expectativa é de que uma portaria seja publicada nos próximos dias, estabelecendo o prazo de 120 dias para conclusão do documento. Entre medidas previstas estão o ordenamento fundiário, a criação de unidades de conservação e da previsão de recursos para serem investidos em programas de atividade sustentável.

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Código Florestal: será que é possível um consenso?

Publicado em 06/04/2011 - 12:58 por | Comentar

Vista aérea do Parque Ecológico do Rio Cocó, em Fortaleza Foto: Cid barbosa

Ontem, cerca de 15 mil produtores rurais de vários Estados brasileiros fizeram uma manifestação, em frente ao Congresso Nacional, para pressionar pela aprovação da reforma do Código Florestal, que tramita no Congresso Nacional. Representantes do agronegócio defendem o texto apresentado pelo relator da proposta, o deputado Aldo Rebello (PcdoB – SP).

Amanhã, Dia Mundial da Saúde, movimentos sociais e organizações ambientalistas realizam uma marcha, em Brasília, para lançar a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida e protestar contra o projeto do deputado Aldo Rebelo de alteração do Código Florestal.

Mais proteção ambiental e maior produção rural é o dilema que tem polarizado essa discussão. De um lado, estão os que defendem o aperto do cerco contra os desmatadores. De outro, estão os partidários do avanço do agronegócio. Teoricamente o desenvolvimento sustentável seria capaz de unir a ecologia, a economia e a sociedade. Fácil de falar, difícil de fazer.

Deixar os “achismos” de lado e priorizar o debate científico e tecnológico como base para a elaboração das alterações do Código Florestal Brasileiro foi um ponto comum na exposição dos convidados para debater o tema, ontem, na Comissão de Meio Ambiente do Senado. Entre eles, representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Associação Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Enquanto isso, o governo Dilma – representado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi – busca a construção de um consenso. Fica a torcida para que prevaleça o bom senso e um caminho realmente sustentável seja possível.

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