Busca

Tag: Economia Verde


10:27 · 24.03.2017 / atualizado às 10:49 · 24.03.2017 por

Fortaleza é uma das cidades participantes de um ato mundial chamado a Hora do Planeta 2017 – WWF, no qual luzes são apagadas durante uma hora. A iniciativa, que acontecerá neste sábado (25), na capital do Ceará, das 20 às 21 horas, envolverá alguns dos principais equipamentos da Capital: Mercado Central, Palácio do Bispo (Paço Municipal), Estátua de Iracema, Igreja de Fátima, Catedral Metropolitana e Praça Portugal.

A ideia do ato é alertar o mundo sobre as consequências e os desafios de enfrentamento do aquecimento global. O movimento é importante para a sensibilização da população, especialmente, quanto ao consumo consciente.

Além da Hora do Planeta, também será promovida a Bicicletada da Hora, um passeio ciclístico com saída da Praça Luíza Távora e percurso de 8km. Os ciclistas farão uma parada entre o Paço Municipal e a Sé Catedral Metropolitana, no momento em que as luzes forem apagadas.

A Hora do Planeta 2017 faz parte da programação da Festa Anual das Árvores, cujo tema deste ano é: “No Lugar de Lixo, Árvores e Flores”. O evento acontece até o dia 31 de março, com diversas ações que trabalham a importância da sustentabilidade, da preservação do  verde e do cuidado com a Cidade.

Hora do Planeta

A Hora do Planeta é um blecaute voluntário e simbólico promovido mundialmente pela organização ambiental WWF. Neste ano a ação acontece no dia 25 de março e incentiva que entidades, empresas e pessoas desliguem as luzes entre as 20h30 e 21h30 do horário local. Criada em 2007 em Sydney, na Austrália, ela já se tornou o maior movimento pelo meio ambiente do mundo, com mais de sete mil cidades participantes no ano passado.

“Mais do que um simples apagar de luzes, a Hora do Planeta é um convite para que as pessoas parem por cerca de uma hora e reflitam sobre as nossas ações em relação ao meio ambiente; o que temos feito e o que cada um pode fazer para diminuir o problema”, comenta o diretor-executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic. Para ele, o movimento é uma demonstração globalizada de que o mundo quer ver em seus líderes a coragem para enfrentar e reverter os diferentes desafios ambientais, cujos impactos interferem na vida de toda a população.

A preocupação para evitar o desperdício, o uso consciente de veículos individuais de transporte e a opção de comprar produtos locais e que não agridam o meio ambiente são alguns dos hábitos que Voivodic considera como importantes para a redução de danos ao meio ambiente. “As causas e os efeitos das mudanças climáticas estão inseridos na nossa vida. A resolução destas questões está muito relacionada à criação e ao cumprimento de políticas públicas. Porém, se cada um repensar seus hábitos de consumo, teremos uma grande melhoria na saúde do planeta”, continua Voivodic.

Atualmente, o Brasil tem enfrentado sérios problemas relacionados às mudanças do clima, como a seca do Nordeste, a diminuição de produção de alimentos ou o racionamento de água em plena temporada de chuvas no Distrito Federal. Segundo o coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur, a manutenção de certos sistemas ultrapassados de investimento, como a contratação de energia vinda de termelétricas, só piora o quadro para a população, pois produz mais gases de efeito estufa (que agrava o aquecimento global) e deixa mais cara a tarifa de eletricidade para os consumidores.

“O nosso País tem todas as características para ser líder global na geração de eletricidade, com ampliação da oferta de geração solar e eólica. O investimento de cinco anos em energia solar em detrimento à térmica, por exemplo, pode gerar cerca de R$ 150 bilhões de economia em 20 anos, além de mais empregos. Ao assumir uma liderança mais forte e a tempo frente às mudanças climáticas, o Brasil pode se tornar um exemplo de desenvolvimento sustentável e economia verde, contribuindo para o bem-estar da população e para a segurança climática do planeta”, comenta Nahur.

No Brasil, em 2016, 156 municípios aderiram oficialmente à campanha, desligando por uma hora a iluminação de 505 ícones, entre monumentos, espaços públicos e prédios históricos. Para este ano, a expectativa é ainda maior, com o incentivo para que pessoas e empresas organizem suas próprias atividades no sábado, 25 de março.

Convite ao engajamento

A Hora do Planeta acontece no mundo todo no dia 25 de março, entre 20h30 e 21h30 do horário local, e há diversas formas de fazer parte.

Para as cidades, a participação acontece por meio de um Termo de Adesão, que deve ser assinado por alguma autoridade local indicando quais monumentos e prédios públicos ficarão apagados durante os 60 minutos.

Escolas, instituições privadas e organizações também podem se engajar apagando as luzes e promovendo atividades e eventos. Em 2016, foi contabilizada a participação de 165 empresas, além de 39 escolas e organizações não governamentais.

A novidade para este ano é que o WWF-Brasil está buscando incentivar ainda mais a participação da sociedade. Para isto, disponibilizou no site da Hora do Planeta (horadoplaneta.org.br) um formulário para a inscrição de atividades e um material com dicas do que cada um pode fazer para participar mais intensamente da campanha.

WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Programação em Fortaleza

Data: 25/3/2017

A Hora do Planeta

Local: prédio da Seuma, Estátua de Iracema na Lagoa de Messejana, Fachada do Mercado Central, Coluna da Hora, Palácio do Bispo (Paço Municipal), Catedral e Igreja de Fátima, algumas luzes do Aterro de Iracema e Praça Portugal.

Horário: 20h às 21h

Bicicletada da Hora

Local: Saída da Praça Luíza Távora

Horário: 19h30 às 22h

Inscrição

08:00 · 26.11.2015 / atualizado às 10:00 · 26.11.2015 por

imagem seminario economia verde

Dal Marcondes*

Diretor-executivo do Instituto Envolverde

No período que antecedeu a realização da Rio+20, em 2012, economistas e pesquisadores ligados ao Pnuma (Programa de Meio Ambiente da ONU), se esforçaram para conceituar uma nova fórmula econômica, uma evolução do que a academia já definia desde os anos 1960 como “Economia Ambiental”: a Economia Verde. Deveria ser uma economia que busca o equilíbrio entre o bem-estar das pessoas, com a redução das desigualdades, sem ampliar o impacto ambiental das atividades humanas.

Esse ideal de economia não resistiu às negociações de 193 países e o documento “O futuro que queremos” conseguiu descaracterizá-lo a ponto de quase não ser mais reconhecido nos dias de hoje. A Rio+20 não conseguiu desbancar o crescimento do PIB como principal indicador do sucesso das economias nacionais. Com isso, o conceito de Economia Verde ficou reduzido à produção unitária com menor impacto ambiental. Ou seja, a empresas devem produzir mais unidades com menos energia, menor uso de materiais e menor pegada ecológica em geral.

Sem dúvida é um avanço, muito investimento tem sido feito, desde então, para adequar a produção a esses novos paradigmas. Em quase todas as áreas há esforços para reduzir o uso de energias, principalmente fósseis, de água e de recursos naturais em imensa gama de produtos. No entanto, uma variável fundamental dessa equação ficou fora. Não se abordou de forma incisiva o consumo e seus impactos. Uma produção mais limpa e menos impactante não significa uma economia mais saudável, pois, para uma real transformação, seria necessário abordar, também, o consumo, que além de satisfazer necessidades das pessoas, é considerado, junto com o PIB, indicador de sucesso.

Borrifar verde sobre indicadores como consumo e PIB por meio de menor impacto produtivo não significa um avanço digno de nota na redução de desigualdades que acompanham o modelo econômico extremamente concentrador do século XXI. As chances de reverter esse quadro e fazer da economia um vetor de sustentabilidade foi deixada por conta da inovação, da capacidade de o próprio mercado reverter suas mazelas. É preciso incorporar pressões sociais sobre análises estruturantes de cadeias de valor de grandes empresas, além de fortalecer controles sobre ciclos de vidas de produtos que impõem altos custos sociais e ambientais, principalmente ao fim de sua vida útil.

A Economia Verde possível precisa introjetar na economia real os valores sociais e ambientais, de forma a contribuir com produtos e serviços capazes de expandir os benefícios da civilização deste século à grande maioria da população do Planeta, senão a toda ela, que neste momento soma 7,4 bilhões de pessoas. A ampliação de acesso a direitos universais, como água, alimentos, habitação, educação etc, deve ser a grande medida do sucesso da humanidade e não o crescimento de um PIB que se expande nas mãos de poucos.

* Dal Marcondes é um dos palestrantes do Seminário Economia Verde, que será realizado pelo Diário do Nordeste, por meio do Inovação e Desenvolvimento de Negócios (IDN), na manhã da próxima sexta-feira (27), no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). Confira, abaixo, a programação:

8h30 – Credenciamento

9h30 – Abertura

9h45 – Oportunidades de negócios da Economia Verde

Fernando Malta / CEBDS

Dal Marcondes / Envolverde

10h45 – Negócios e experiências da Economia Verde

Albert Gradvohl / Unifor

Odailton Arruda / Coelce

Joaquim Cartaxo / Sebrae

11h30 – Financiamento de inovação na Economia Verde

Elbia Ganoum / ABEEólica

Alex Mac Dowell / Abraps

Francisco José Araújo Bezerra / Etene-BNB

Fernando Castilho / BNDES-Denor

12h30 – Encerramento

00:09 · 22.10.2013 / atualizado às 10:05 · 22.10.2013 por
O painel sobre Economia verde foi um dos que teve o debate mais animado no Congresso Foto: Vilmar Berna
O painel sobre Economia Verde, com a participação de Luisa Madruga, Eduardo Viola, Carlos Tautz e Camila Moreno, foi um dos que teve o debate mais animado no Congresso Foto: Vilmar Berna

Por Maristela Crispim

O V Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (V CBJA) foi encerrado no sábado (19 de outubro), no Centro Universitário de Brasília (Uniceub), em Brasília, com algumas questões lançadas para reflexão entre jornalistas que cobrem a área ambiental; profissionais de comunicação que assessoram governos, organismos governamentais e não-governamentais; assim como estudantes presentes, membros ou não da Rede Brasileira de Jornalistas Ambientais (RBJA), promotora do evento.

Na última palestra do Congresso, o jornalista Claudio Angelo reconheceu que a cobertura diminuiu nos últimos quatro anos. Lembrou do fechamento da editoria de meio ambiente do New York Times, no ano passado; que o acordo do clima ficou para 2015, possivelmente pra 2020; que as condições internacionais são desfavoráveis.

Disse também que vivemos no Brasil um momento desenvolvimentista, onde a área do meio ambiente ocupa-se de administrar a vantagem da queda do desmatamento da Amazônia e licenciar obras; que o sistema de unidades de conservação foi atingido, as terras indígenas estão ameaçadas, a credibilidade do governo cai, os conflitos políticos e ambientais são muito mal cobertos.

A despeito de todo esse pessimismo com uma ponta de ironia em cada frase, que lhe é peculiar, afirmou que a crise ambiental mais aguda já passou: “o desmatamento, que era de 19 mil km² ao ano, após decreto do Lula de 2007, foi reduzido a 6 mil km² ao ano. Mas ninguém lembra, no auge da época canavieira, que durou um século e meio, entre os séculos XVIII e XIX, que o desmatamento da Mata Atlântica era de 7 mil km²ao ano. “A história precisa ser contada. É preciso descobrir o ângulo certo para fazer essa história se tornar mais atraente”, ressaltou.

Para ele, a cobertura do lançamento do relatório 5 do IPCC foi pífia se comparada com 2007. “Já que o relatório em si não foi superquente, a diferença maior é de contexto que de conteúdo. A cobertura é como o Dia da Marmota: já se sabe o título da primeira à última matéria previamente”, refletiu.

Na opinião do jornalista, não é apenas o profissional de imprensa que sofre, mas as fontes também: “Os ambientalistas não tinham se recuperado do fracasso de Copenhague quando veio o baque do Código Florestal. A dependência financeira do governo tirou a capacidade crítica. Discurso da sustentabilidade é corporativo, é governamental e convenientemente sem sentido. Que pedaço do tripé convém para cada um?” Para ele, o discurso pode ser usado de um extremo ao outro.

Apesar de tudo isso, acredita que o jornalismo ambiental não morreu: “ele se mistura à pauta geral, como nos protestos de junho. Precisamos de bons jornalistas com enfoque para o meio ambiente. Eles precisam entender também de economia”, sugeriu.

Reapropriação social da natureza”

O professor de Ecologia Política e Políticas Ambientais na Pós-Graduação da Universidade Nacional Autônoma do México Enrique Leff foi uma das grandes atrações do V CBJA. Tratou do tema “Rumo a um futuro sustentável: a economia verde e a reapropriação social da natureza”.

Ele destacou que vivemos um momento de queda de interesse pela luta ambiental, de reflexão sobre saídas, de reconstrução, processo gerado por uma dinâmica construída do ideal de crescimento econômico sem limites, que não considera a natureza da vida.

Falou sobre a responsabilidade do jornalista em relação à verdade: “Mas qual é a verdade? Da crise ambiental, da Economia Verde? O mundo não se mostra com essa transparência. Estamos frente a essa verdade incômoda que aparece para mudar nossas concepções”. Para ele, Economia Ecológica é um termo mais “friendly”, mas é preciso reconverter à lógica do crescimento econômico, crescer incorporando a lógica ecológica, com desmaterialização da produção, o reconhecimento da conexão da Economia com o desenvolvimento do Planeta.

Leff citou a Lei da Entropia, que explica que na transformação da natureza em recursos naturais, por meio os processos produtivos, toda a matéria e energia utilizados geram também resíduos, mesmo com as melhores tecnologias. “Qualquer processo de transformação de energia gera degradação, que transforma toda a complexidade”, alertou.

ODS

Ainda na abertura do Congresso, a titular do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, que reservou um espaço em sua apertada agenda para os jornalistas que cobrem a área, destacou que os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) representam um avanço na área ambiental, não devidamente contemplada pelos seus antecessores Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Disse que um ano depois da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), caminhos de negociação da agenda do Desenvolvimento Sustentável estão sendo traçados em três frentes: primeiro o governo, se aproveitando da estrutura montada para a Conferência; depois o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+), que começou a operar em junho este ano; e a sociedade civil. E, para ela, a mídia tem que fazer parte desse multilateralismo.

Destacou, ainda, que a mobilização vem crescendo nos países em desenvolvimento. Embora tenha reconhecido que a negociação do clima tem avançado em uma tendência conservadora, com presença maior na lógica de negócio. Disse, também, que são esperados novos caminhos para a discussão urbana na sociedade brasileira, já que a maioria esmagadora da nossa população vive nas cidades.

Falou de perspectivas sobre produção de alimentos, geração de energia limpa, segurança hídrica e erradicação da pobreza. “Todas as sociedades do mundo estão buscando isso, mas o Brasil vive em circunstâncias muito melhores”, afirmou, para mais adiante dizer que, sem mudança de mentalidade por parte dos parlamentares, “não dá” e que a discussão é de “adoção de modelo de larga escala” para atender a convocação da Organização das Nações Unidas (ONU) pós-2015. Encerrou sua fala destacando: “O Brasil tem condição de sair na frente. Mas só se houver uma pressão social muito grande”.

Economia Verde

A discussão sobre Economia Verde foi uma das mais animadas do Congresso. No painel – moderado pelo jornalista Carlos Tautz, coordenador Instituto Mais Democracia – Transparência e Controle do Cidadão e Governos e Empresas – estavam o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Eduardo Viola; a pesquisadora independente Camila Moreno; Luisa Madruga, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma); e Pecy Soares Neto, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O professor Viola destacou o que designou de “vetores técnico econômicos da transição para o baixo carbono”. Alertou para o cuidado com a simplificação. “Vivemos num grupo, aberto, incerto. Não é um grupo conservador, mas sim a sociedade”. Ele destacou a “função histórica extraordinária do Pnuma”, mas disse que falta a Economia Política e prevalece uma visão de economia tecnocrática, de discurso moderado. “A utopia rosa de que todos ganham debilita o documento”.

Luisa Madruga destacou, por sua vez, a necessidade de um modelo de Economia que resulte no bem-estar da sociedade e apresentou o Green Economy Initiative (GEI), o documento rumo à Economia Verde com caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a erradicação da pobreza. “Não podemos mudar o mundo de um dia para o outro. Mas alguma coisa tem que ser feita”, argumentou.

Essas reações se deveram ao discurso de Camila Moreno, que fez uma análise bem crítica sobre a Economia do Carbono. Para ela, o discurso da Sustentabilidade não resiste a uma leitura aprofundada.

Já Pecy Soares, que chegou em meio a essa discussão, disse que há setores que ganham e setores que perdem com transição e sugere que não se deve cair no risco de analisar o setor dos negócios como um bloco homogêneo. Tautz, por sua vez, encerrou a discussão dizendo que essa não e uma discussão trivial, que o jogo de forças é intenso e que a Economia Política precisa ser debatida.

Segurança Alimentar

Exatamente um dia após o Dia Mundial da Alimentação, eu moderei o painel “Uso e Manutenção dos Recursos Naturais e a Segurança Alimentar”. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) emitiu um alerta global para reduzir o desperdício de comida no mundo. Nele, a constatação de que 842 milhões de pessoas passam fome e que 1,3 bilhões de toneladas de alimentos vão anualmente para o lixo, o que representa 1/3 de tudo o que é produzido. Destacou, ainda, que seria necessário elevar em 32% a produção mundial para alimentar a população mundial até 2050. Na situação atual seria necessário aumentar em 60%.

Participaram Gustavo Kuark Chianca, assistente do representante da FAO, que falou sobre “Necessidades da Humanidade e do Planeta”; Fabrício Campos, diretor da Unidade Footprint da consultoria ecosSISTEMAS, sobre “Equilíbrio entre Produção e Conservação”; André Lima, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), com o tema “Avanço da Fronteira Agrícola X Desmatamento/Código Florestal. O tema “Tecnologias Locais de Conservação e Restauração da Agrobiodiversidade” ficou a cargo do pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Daniel Vieira.

Chianca falou sobre o monitoramento da insegurança alimentar no mundo. Fabrício, por sua vez, mostrou imagens do livro “Hungry Planet” para promover, a partir do alimento de famílias de várias partes do mundo para uma semana, uma reflexão sobre a nossa própria pegada ecológica. Falou sobre diminuir o consumo e aumentar a biocapacidade.

André Lima disse que a nossa política agrícola é menos social e mais macroeconômica; mais associada ao PIB e não voltada à segurança alimentar; que busca aumentar a produtividade com uso intensivo de agroquímicos e baixa produtividade por área; e onde menos de 25% do Plano safra vai para a agricultura familiar, que é responsável por mais de 70% do que vai para a mesa dos brasileiros. Daniel Vieira se mostrou preocupado com a abordagem da mídia a temas como Código Florestal, com a criação de memes e paradigmas. “Restauração virou plantar muda, contar e replantar”, disse.

O V CBJA foi um momento muito rico em trocas de experiências, que não ficaram apenas nos auditórios, painéis e oficinas, mas se estenderam pelos corredores do Uniceub e ainda ecoa em registros jornalísticos, trocas de e-mails, mensagens e posts que devem continuar até o VI CBJA, em 2015, a ser realizado em uma capital brasileira ainda por ser definida. Aguardemos as próximas notícias.

10:27 · 11.10.2013 / atualizado às 10:03 · 16.10.2013 por

1070064_10201410584495782_1938245479_n

A ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira vai participar da abertura do V Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental. O evento acontecerá no Centro Universitário de Brasília (Uniceub) e reunirá profissionais e estudantes de Comunicação do Brasil e do Exterior, como jornalistas, assessores de imprensa, professores e pesquisadores.

O tema guarda-chuva do Congresso serão os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS). Eles são um conjunto de metas definido durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) para reduzir a pobreza, promover a prosperidade global e o avanço social associados à proteção do meio ambiente.

Como o bom Jornalismo pode ajudar o Brasil a se inserir nesse processo será um dos temas em debate. A pauta também estará presente em painéis dedicados a assuntos como Economia Verde, Uso e Manutenção dos Recursos Naturais e a Segurança Alimentar, Bem-Estar Social e Ocupação do Território, e ainda Geração de Conhecimento e Financiamento dos ODS. Entre os palestrantes e moderadores, estão Enrique Leff, Gustavo Chianca, Mercedes Bustamante, Aldo Paviani, André Trigueiro, André Lima e Cecy Oliveira.

Além disso, será possível participar de oficinas temáticas sobre Os investimentos de capital público e o modelo de desenvolvimento nacional, Jornalismo Ambiental, Cerrado, Semiárido, Amazônia, Jornalismo e Ambientalismo, Resíduos Sólidos, Gestão da Água.

O V CBJA mantém a tradição de apostar na formação continuada de profissionais e estudantes e é uma realização da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (www.jornalismoambiental.org.br). Neste ano, a iniciativa conta com o apoio do UniCEUB, Fundação Banco do Brasil, Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Agência Nacional de Águas (ANA), Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, Brasília Convention Bureau e e.labore, entre outros.

É importante destacar que a Comissão Científica e organizadora do II Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental (II ENPJA) decidiu adiar o evento para o primeiro semestre de 2014. Todos os pesquisadores que submeteram trabalho ao II ENPJA foram comunicados da decisão via e-mail e receberam suas cartas de aceite ou o resultado das avaliações. A data e o local de realização ainda serão ajustados pela Comissão Organizadora do II ENPJA. A organização lamentou “não conseguir realizar este encontro de pesquisa junto com o V Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental”.

Inscrições: http://cbja-rio2011.com.br/inscreva-se-no-congresso

13:31 · 08.10.2013 / atualizado às 13:45 · 08.10.2013 por

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizou, nesta segunda-feira (7), a primeira reunião do Grupo de Trabalho Intersetorial sobre Produção e Consumo Sustentáveis. Com o objetivo de debater medidas que estimulem a Economia Verde, o encontro ocorreu, em Brasília, com participantes do governo federal e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e entidades vinculadas.

O comitê é resultado das atividades da Semana do Meio Ambiente, realizada pelo MMA em junho deste ano, no Rio de Janeiro. A ideia é promover a troca de informações entre os envolvidos no processo industrial do País. “Não tem como avançarmos nas políticas ambientais sem discutir as dificuldades e as formas de mobilização e capacitação do setor”, afirmou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Mariana Meirelles.

Compras sustentáveis

A pauta do primeiro encontro foi a adoção de iniciativas de compras sustentáveis na administração pública. De acordo com Mariana, a intenção do grupo é incluir companhias de porte menor em uma lógica de Desenvolvimento Sustentável. “É preciso discutir formas de engajar pequenas e médias empresas”, explicou. “O diálogo aberto entre indústria e governo é necessário para mudar os padrões de produção e consumo no país.”

A indústria defendeu que as particularidades de cada área sejam levadas em consideração. “Esse é um tema que precisa do amadurecimento do setor. É importante ponderar o que cada setor pode contribuir, disse Sérgio Monforte, representante da CNI. Também participaram da reunião integrantes dos ministérios do Planejamento e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Consumo consciente

Para relembrar os compromissos assumidos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, o MMA articulou com a sociedade civil uma série de eventos no início de junho deste ano, no Rio de Janeiro, em comemoração à Semana do Meio Ambiente.

Tema do evento, o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) fomenta políticas, programas e ações que promovam a produção e o consumo sustentáveis no País. A iniciativa está de acordo com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, sobretudo com as diretrizes do Processo de Marrakesh, que foi criado para dar aplicabilidade ao conceito de Produção e Consumo Sustentáveis e promover mudanças verificáveis nos padrões de produção e consumo no mundo.

O PPCS está focado em seis áreas principais: Educação para o Consumo Sustentável; Varejo e Consumo Sustentável; Aumento da Reciclagem; Compras Públicas Sustentáveis; Construções Sustentáveis e Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P).

Fonte: MMA

13:44 · 23.07.2013 / atualizado às 13:51 · 23.07.2013 por

1070064_10201410584495782_1938245479_n 

Brasília (DF). Entre 16 e 19 de outubro, a Capital Federal será palco do 5º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental e do II Encontro Nacional de Pesquisa em Jornalismo Ambiental.

O evento acontecerá no Centro Universitário de Brasília (Uniceub) e reunirá profissionais e estudantes de Comunicação do Brasil e do Exterior, como jornalistas, assessores de imprensa, professores e pesquisadores.

O tema guarda-chuva do Congresso será os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS), um conjunto de metas definido durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) para reduzir a pobreza, promover a prosperidade global e o avanço social associados à proteção do meio ambiente.

Como o bom Jornalismo pode ajudar o Brasil a se inserir nesse processo será um dos temas em debate. A pauta também estará presente em painéis dedicados a assuntos como Economia Verde; Uso e manutenção dos recursos naturais e a segurança alimentar; Bem-estar social e ocupação do território; e ainda Geração de conhecimento e Financiamento dos ODS.

Além disso, será possível participar de oficinas temáticas sobre Os investimentos de capital público e o modelo de desenvolvimento nacional; Jornalismo Ambiental; Cerrado; Semiárido; Amazônia, Jornalismo e Ambientalismo; Resíduos Sólidos; e Gestão da Água.

O 5º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental mantém a tradição de apostar na formação continuada de profissionais e estudantes e é uma realização da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (www.jornalismoambiental.org.br). Neste ano, a iniciativa conta com o apoio do Uniceub, Abert, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, Brasília Convention Bureau, entre outros.

As inscrições estão abertas pelo site www.jornalismoambiental.org.br. A taxa de inscrição é de R$ 100 para profissionais e R$ 50 para estudantes e filiados ao Sindicato dos Jornalistas do DF.

Programação

17/10 – quinta-feira

8h – Recepção e Credenciamento

9h-9h50 – Abertura oficial

Mesa: Izabella Teixeira – Ministra do Meio Ambiente (convidada)

Reitor do UNICEUB – Getúlio Américo Moreira Lopes

RBJA Brasília – Beth Fernandes

Membro fundador da RBJA

Representante do GDF

Sindicato dos Jornalistas DF

Representante sociedade (Contag)

10h-10h50 – Palestra de Abertura – Ministra do Meio Ambiente (a confirmar) ou Sustentabilidade Ambiental para o Mundo que Queremos – Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

10h50-13h – Painel 1 – Economia Verde

Economia Verde no Brasil e no mundo – MRE

A transição para a economia verde – Mônica Messenberg (CNI)

Políticas Públicas – Unicamp

Trabalho decente e empregos verdes – Contag

Moderação: Carlos Tautz (RBJA)

11h-13h – Oficina

Jornalismo Ambiental – Conceito, Histórico, Práticas e Futuro – Roberto Villar (RBJA)

13h-14h – Intervalo e Relacionamentos

14h-14h50 – Palestra de inspiração

Código Florestal – Ambientalistas, ruralistas e o papel da imprensa (ISA)

15h-17h30 – Painel 2 – Uso e manutenção dos recursos naturais e a segurança alimentar

Necessidades da humanidade e do Planeta – FAO/ONU

Equilíbrio entre produção e conservação – Global Footprint Network

Avanço da fronteira produtiva X eficiência – FGV

Tecnologia, produção e conservação – Terezinha Aparecida Borges Dias (Embrapa)

Moderador: Maristela Crispim (RBJA)

15h-17h30 – Oficina – Gestão da Água (WWF)

15h-17h30 – Oficina – Comunicação Ambiental – Silvia Marcuzzo(Diretora da ECOnvicta Comunicação para Sustentabilidade)

18/10 – sexta-feira

8h-8h50 – Credenciamento

9h00-9h50 – Palestra de inspiração – Os muitos espaços do jornalismo ambiental – André Trigueiro (RBJA / PUC/Rio)

9h-12h30 – Oficina – Cobertura jornalística e a Política Nacional de Resíduos Sólidos – Reinaldo Canto

9h-12h30Geojornalismo (atividade externa) – Gustavo Faleiros

10h-12h30 – Oficina – As fronteiras entre o jornalismo e o ambientalismo: onde um ajuda ou atrapalha o outro – Vilmar Berna (RBJA / Rebia)

10h-12h30 – Painel 3 – O Bem-estar social e o uso / ocupação do território

Ocupação urbana, crescimento e sustentabilidade – Aldo Paviani (geógrafo/UnB)

Gestão e planejamento territorial no Brasil (Ipea)

Novas tecnologias, mitos e realidades (Idhea)

Resíduos Sólidos – Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib)

Ocupação desordenada e desastres naturais – Defesa Civil

Moderação: André Trigueiro (RBJA)

13h-14h – Intervalo e relacionamentos

14h-14h50 – Palestra de inspiração – Sustentabilidade Ambiental: Racionalidades em Conflito – Enrique Leff – economista mexicano, doutor em Economia do Desenvolvimento pela Sorbonne (1975), e professor de Ecologia Política e Políticas Ambientais na Pós-Graduação da Universidade Nacional Autônoma do México

15h-17h30 – Painel 4 – Geração de conhecimento e pagamento das contas dos ODS

Mudanças de Paradigmas (Secretaria Geral da PR)

Universidades estão atentas para a demanda? (Uflo)

A democratização da informação científica – Centro Rio+ ou Inesc

Desafios para o setor produtivo frente os ODS e novos paradigmas (Fiesp)

Moderação: Uniceub

15h-17h30 – Oficina – Comunicação e Meio Ambiente na Amazônia – Maria Nilda e Fabrício Ângelo (RBJA)

15h-17h30 – Oficina – Cerrado – Ocupação e Conservação (UnB)

15h30-17h30 – Oficina – Pautas da Caatinga, Semiárido e Desertificação – Maristela Crispim (RBJA)

17h-17h30 – lançamentos/ autógrafos

19/10 – sábado

8h – Recepção

9h-10h – Palestra de inspiração – A ausência da agenda ambiental nos protestos populares – Cláudio Angelo (ex-editor de Ciência da Folha de SP)

10h-12h – Debate – O futuro do jornalismo e financiamento da imprensa (RBJA / Fenaj / SJP-DF)

Moderação: Dal Marcondes (RBJA)

12h-13h – Plenária

Homenagem aos 15 anos da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (RBJA)

Relatos dos moderadores– Balanço do evento

VI Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental – Regras para apresentação de candidaturas

13h – Encerramento

Encontro Nacional de Pesquisa e Jornalismo Ambiental

16/10 – quarta-feira

8h30 – Credenciamento

9h-9h30 – Abertura Oficial – Mônica Prado (UniCeub)

9h30-12h – Mesa de abertura: Bases epistemológicas da Comunicação e Jornalismo Ambiental

Jornalismo Ambiental e Jornalismo de Meio Ambiente – Ilza Girardi (UFRGS)

Jornalismo Ambiental e Científico – Wilson Bueno (Metodista)

Metodologias de Pesquisa aplicadas à Comunicação e Jornalismo Ambiental – Isaltina Gomes (UFPE)

Do Jornalismo à Comunicação Ambiental – Sônia Aguiar (UFS)

13h-14h – Intervalo e relacionamentos

14h-18h – Comunicações

17/10 – quinta-feira

10h-12h – Comunicações

13h-18h – Comunicações

13h-18hII ENPJA – Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental

15h-17h30 – Mesa: O estado da pesquisa

Panorama Internacional e a atuação da International Environmental Communication Association – Anabela Carvalho (Minho-PT / IECA)

Resultados de uma década de ensino e pesquisa na UFRGS – Ilza Girardi (UFRGS)

O estado da arte da pesquisa em Jornalismo Ambiental no Brasil – Dione Moura (SBPJor)

Saindo da caixa: cenários da pesquisa em Comunicação Ambiental – Sonia Aguiar (UFS)

Moderação: Gisele Neuls

17h-18hAssembleia da Rede/Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental

08:42 · 16.02.2013 / atualizado às 08:42 · 16.02.2013 por
Clique na imagem para acessar o PDF do documento em Espanhol

Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado nesta sexta-feira (15 de fevereiro) afirma que, em países com diferentes níveis de desenvolvimento, a transição para uma economia mais verde e sustentável criou milhões de postos de trabalho.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o emprego em bens e serviços ambientais foi de 3,1 milhões em 2010. No Brasil, 2,9 milhões de postos de trabalho foram registrados em áreas dedicadas à redução dos danos ambientais, no mesmo período.

Os números em diversos países mostram que o argumento de que a transição para uma economia mais verde impactará negativamente o nível de emprego tem sido geralmente exagerado.

“De fato, são os países em desenvolvimento que podem se beneficiar da criação de empregos em áreas de tecnologias limpas e energias renováveis”, afirma o estudo, intitulado “O desafio da promoção de empresas sustentáveis na América Latina e no Caribe: Uma análise regional comparativa”.

Países como México e Brasil estão liderando a adoção de medidas para lidar com as questões ambientais, especialmente em estratégias nacionais de crescimento com baixo carbono, indica o documento.

Um estudo do Banco Mundial no Brasil citado pela publicação da OIT afirma que a redução, até 2030, das emissões de carbono em mais de um terço é compatível com o crescimento do PIB e da economia.

O estudo afirma que “o País tem grande oportunidade de mitigar e reduzir suas emissões de carbono em setores como agricultura, energia, transporte e gestão de resíduos, sem afetar negativamente o crescimento econômico”.

Problemas endêmicos”

A Organização recomendou aos países da região que enfrentem os “problemas endêmicos” que inibem o desenvolvimento das empresas sustentáveis, como os relacionados com a alta informalidade e baixa produtividade, no âmbito dos esforços que são realizados para gerar mais e melhores empregos.

“Sem empresas sustentáveis não haverá trabalho decente e sem trabalho decente não haverá empresa sustentável”, advertiu a diretora da OIT para a América Latina e o Caribe, Elizabeth Tinoco, ao participar da apresentação do relatório na sede da União Industrial Argentina (UIA). Na apresentação, estiveram presentes Daniel Fuentes de Rioja, vice-presidente da Organização Internacional de Empregadores (OIE), e Brent Wilton, secretário-geral da OIE.

O relatório afirma que o setor privado gera cerca de 200 milhões de empregos na América Latina e no Caribe, o equivalente a 79% do total de postos de trabalho disponíveis, através de 59 milhões de unidades produtivas, ainda que a grande maioria destas unidades – cerca de 48 milhões – sejam empreendimentos unipessoais.

Existem 11 milhões de negócios ou empresas de diversos tamanhos que contratam trabalhadores na região, das quais 2,5 milhões têm mais de 6 trabalhadores, acrescenta o documento.

Degradação ambiental

O documento da OIT alerta que a América do Sul foi uma das regiões com a maior perda líquida de florestas entre os anos 2000 e 2010, com quatro milhões de hectares perdidos a cada ano, de acordo com dados compilados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

“Este fato é extremamente grave, dada a importância das florestas para a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade, e também por sua grande contribuição para o PIB de países como Brasil, México, Guiana, Paraguai, Bolívia e Chile. A exploração insustentável, portanto, representa não apenas graves riscos ecológicos, mas também econômicos”, aponta o documento.

O relatório lembra, no entanto, que várias políticas têm sido implementadas para reduzir o impacto ambiental do setor privado. “Alguns países fizeram progressos rumo à criação de incentivos para a produção limpa, gestão sustentável dos recursos naturais e investimentos em energia renovável, embora sejam experiências muitas vezes ainda incipientes.”

O documento aponta no entanto alguns exemplos relevantes sobre os incentivos para a gestão de resíduos sólidos. Na Colômbia, recicladores tradicionais recicladores foram reconhecidos como empreendedores. O documento cita ainda a recente Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que regula a coleta, tratamento e destino final dos resíduos.

O relatório lembra que o Brasil produz 161 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos e, embora a cobertura de coleta seja de 97%, muitos destes têm um alvo inadequado. “A finalidade da lei é promover a responsabilidade partilhada e criar incentivos econômicos para atividades de reciclagem e resíduos com o destino apropriado.”

Pequenas e médias empresas

O relatório da OIT lançado ontem aponta que, embora haja “poucas políticas eficazes de apoio às Pequenas e Médias Empresas (PME)”, há várias iniciativas nesta área. A OIT cita o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Brasil (Sebrae), que tem desenvolvido várias iniciativas para promover uma maior sustentabilidade ambiental em empresas menores, como a criação da Rede Brasileira de Produção Mais Limpa (PML).

Esta rede – desenvolvida juntamente com o Centro Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL/Senai) e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) – trabalha por meio núcleos de PML em sete estados ligados a federações de indústrias locais. Sua função é prestar serviços de diagnóstico ambiental, assistência técnica e treinamento em PML para empresas de diversos segmentos e atividades.

O Sebrae também colaborou na promoção da eficiência energética no Rio de Janeiro, sensibilizando mais de três mil pequenas e médias empresas. Casos de sucesso no âmbito desta iniciativa resultaram em uma economia de energia de mais de 50%, afirma o documento da OIT citando dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Acesse o estudo, em espanhol, clicando aqui.

Fonte: Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil | UNIC Rio

08:27 · 16.10.2012 / atualizado às 08:27 · 16.10.2012 por

 

A Recicla Nordeste incentiva o desenvolvimento de negócios no setor, que só têm crescido após a Política Nacional de Resíduos Sólidos Foto: Kiko Silva

A Recicla Nordeste – Feira e Seminário de Reciclagem e Meio Ambiente, nos dias 17, 18 e 19 de outubro, no Centro de Eventos do Ceará, terá uma extensa programação em sua terceira edição, com palestras, cursos, exposições . A proposta é discutir o desenvolvimento da indústria de reciclagem, trabalhar a sustentabilidade das empresas e promover ações pelo resgate social de quem participa dessa cadeia de reaproveitamento de materiais.

Em 2011, a feira gerou R$ 4,2 milhões de negócios realizados e R$ 4,5 milhões em negócios prospectados. Segundo a coordenação do evento, em 2012 a expectativa é crescer mais 10% em relação ao ano passado. A feira terá visitação gratuita e deve reunir em média 50 expositores e 10 mil visitantes do Brasil. As inscrições para os seminários e cursos podem ser feitas pelo site www.reciclanordeste.com.br.

Com o tema “Reciclar, um bom negócio”, o evento atua em três frentes acontecendo simultaneamente: a Feira da Indústria da Reciclagem e Transformação, o Seminário Reciclagem e Meio Ambiente e a Mostra de Tecnologia e Economia Solidária. As atividades propiciam informação e conhecimento tecnológico relativo ao setor e suas aplicações, a oportunidade de criar estratégias, gerar e ampliar negócios e renda. A Recicla Nordeste vai reunir profissionais que trabalham com materiais recicláveis, pessoas interessados na cadeia produtiva da reciclagem, da indústria de transformação; do setor hospitalar, de embalagens, da construção civil, dos transportes e de máquinas.

Segundo pesquisa, de 2011, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos no ano de 2010. Essa quantidade foi 6,8% mais alta que a registrada em 2009 e seis vezes maior que o crescimento populacional no mesmo período, que ficou em pouco mais de 1%.

Cada brasileiro produz, em média, 1 quilo de lixo por dia. Somando o descarte de todos os cidadãos, o número chega a 170.000 toneladas. No entanto, o Brasil reaproveita apenas 11% – cinco vezes menos do que os países desenvolvidos. Os índices de reciclagem desses produtos variam muito no país. O Brasil é considerado o campeão mundial no reaproveitamento de garrafas PET e latas de alumínio, mas, por outro lado, despeja a maior parte dos plásticos e latas de aço nos lixões a céu aberto.

“A reciclagem deve ser vista como responsabilidade de todos, e a solução para o problema do descarte de embalagens no meio ambiente passa pelo incremento da reciclagem. Além disso, o setor possui grande potencial de expansão para as empresas que já atuam no mercado, assim como para a criação de novas micro e pequenas empresas com foco na geração de negócios, emprego e renda.” explica Marcos Augusto Albuquerque, presidente do Sindicato das Empresas de Resíduos Sólidos Domésticos e Industriais do Estado do Ceará (Sindiverde).

O Recicla Nordeste é realizado pelo Sindiverde,com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), por meio do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi).

Seminário de Reciclagem e Meio Ambiente

Paralelamente à feira, será realizado o seminário que reunirá empresários, especialistas da iniciativa privada, da gestão pública e de institutos de pesquisa para discutir os aspectos dos negócios que permeiam a cadeia produtiva da reciclagem. Na oportunidade, profissionais, empresários e o público em geral, poderão trocar informações e conhecimentos sobre assuntos pertinentes ao setor.

Dentro da programação, acontecerão reuniões setoriais, cursos, oficinas e palestras técnicas. Na pauta, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS); o licenciamento ambiental, a logística reversa, a captação de recursos, a tributação, os serviços ambientais, a gestão consorciada de aterros, o consumo, a educação ambiental, o Movimento Nacional dos Catadores, e a Economia Verde, dentre outros temas.

Mostra de Tecnologias Sociais e Economia Solidária

O objetivo da mostra, que acontece de maneira simultânea com a feira, é facilitar o intercâmbio entre a cadeia produtiva da reciclagem e os movimentos sociais e empreendimentos de economia solidária. Ela vai apresentar tecnologias sociais que privilegiam o reaproveitamento, a reutilização e a reciclagem dos resíduos (3R’s), para promover a reflexão sobre as estratégias e as maneiras de utilização dos recursos naturais de forma sustentável.

Prêmio Ary Albuquerque

Para estimular a produção jornalística voltada à pauta de soluções inovadoras e de iniciativas promotoras do desenvolvimento de reciclagem, o Recicla Nordeste promove o Prêmio Ary Albuquerque. Ele premiará as melhores reportagens que abordem o tema “Reciclagem, um bom negócio” e será entregue no dia do encerramento pelo Sindiverde, com o apoio da Fiec. A premiação abrange as categorias de mídias impressa, eletrônica e digital. Os três primeiros colocados, de cada categoria, receberão prêmios em dinheiro de R$ 4 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil, para os primeiros, segundos e terceiros colocados, respectivamente.

9º Prêmio FIEC por desempenho ambiental

No dia da abertura do Recicla Nordeste, será entregue o Prêmio Fiec por Desempenho Ambiental. Pelo 9º ano consecutivo, a Fiec, por meio do Núcleo de Meio Ambiente (Numa), premia as empresas que trabalham com o desenvolvimento sustentável, em quatro categorias: Produção Mais Limpa; Reuso de Água; Educação Ambiental e Integração com a Sociedade.

Das 15 empresas concorrentes, as primeiras colocadas de cada modalidade receberão placas e certificados de premiação, sendo o reconhecimento para quem investe na área. A comissão julgadora do concurso é composta por representantes da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), do Banco do Nordeste (BNB), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam), do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), e do Grupo de Interesse Ambiental (GIA).

Recicla Nordeste 2012

Dias 17, 18 e 19 de outubro

Local: Centro de Eventos do Ceará- Av. Washington Soares

Horário: das 14 horas às 21 horas – Visitação gratuita

Inscrições pelo site www.reciclanordeste.com.br

Programação

Cursos

Dia 17, 18 e 19 de outubro de 2012

14h às 17h

Reuniões Temáticas

Dia 17 de outubro de 2012

15h30 as 16h30

Dia 18 de outubro de 2012

15h às 18h

Programação Palestras Técnicas

Dia 18 de outubro de 2012

18h às 19h e 19h às 20h

10:53 · 15.10.2012 / atualizado às 10:53 · 15.10.2012 por

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2012, realizada em todo o Brasil de 15 a 21 de outubro, tem como tema “Economia Verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza”. Iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Semana, no Ceará, está sob a coordenação da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece).

Neste ano, a programação cearense para a SNCT estará concentrada em Fortaleza, no período de 16 a 19 de outubro, na Praça Luísa Távora, conhecida como Praça da Ceart, na Avenida Santos Dumont, entre as ruas Carlos Vasconcelos e Monsenhor Bruno, na Aldeota. O encerramento terá palestra do navegador Amyr Klink, no auditório da Assembleia Legislativa, no dia 19, às 19h.

Programação da SNCT no Ceará

2ª Exposição “Ceará Faz Ciência”

Atividade: Contação de histórias – Crutsana e os Defensores da Natureza

Público alvo: estudantes da Educação Infantil e Fundamental 1

Data: 16 a 19 de outubro

Horários: 9h e 15h

Projeto Ciência Itinerante – Experiências nas áreas de Física, Química, Biologia e Tecnologia da Informação

Público alvo: estudantes do Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio

Data: 16 a 19 de outubro

Horários: 9h às 18h

Exposição dos trabalhos vencedores do projeto “Ceará Faz Ciência”

– Energia dos Ventos

– Software Sistema Diretor de Turma

– Sistema de Recepção de Baixo Custo

– Paparazzi Digital

– Paleontologia e o Metrô do Cariri

– Araripe’s CodeWay

– Reaproveitamento Cíclico de Águas em Hidrelétricas

– Sistema de Auxílio aos Professores – Diário Virtual

Público alvo: geral

Data: 16 a 19 de outubro

Horários: 9h às 18h

Palestra de Encerramento – SNCT 2012

Data: 19 de outubro (sexta-feira)

Tema “Economia Verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza”

Palestrante: Amyr Klink – navegador, empreendedor e escritor brasileiro que ficou conhecido por suas expedições marítimas

Local: Auditório da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará – Av. Desembargador Moreira, 2807 – Dionísio Torres – Fortaleza

16:45 · 27.06.2012 / atualizado às 16:52 · 27.06.2012 por
A Rio + 20 serviu de inspiração para a clássica escultura de areia da Praia de Copacabana, tendo ao fundo o Forte, onde foi realizado o Humanidade 2012 Foto: Maristela Crispim

 

Por Maristela Crispim*

Escrever sobre um evento do tamanho da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20) sempre será uma missão parcial. Impossível dar conta de tudo com um público estimado entre 30 e 50 mil pessoas, delegações de 193 países (114 líderes) e, principalmente, aproximadamente seis mil eventos ao longo de nove dias, alguns paralelos.

Foi a partir de recortes que se cobriu a Conferência. Poucos resistiram à diversidade de culturas presentes, destacando os aspectos pitorescos e de bastidores. Muitos se concentraram na construção do documento, que simplesmente resultou de um consenso possível. Como querer que um documento acordado por 193 nações seja ambicioso e contenha os passos definitivos para salvar o mundo de nós mesmos?

A meu ver, uma conferência como essa é realmente um marco para que muita coisa seja feita. Os gestores públicos ambientais do Nordeste do Brasil, por exemplo, lá estiveram e assumiram o compromisso de dar uma atenção maior ao bioma Caatinga. Neste sentido, eles já até anunciaram um encontro específico, em Mossoró (RN), já no segundo semestre.

O inconformismo com os resultados oficiais da Rio + 20 é legítimo, necessário e seria até estranho se não existisse. A sociedade precisa estar atenta, se mobilizar, cobrar e daí destaco mais um importante marco da Conferência: tanta gente reunida, discutindo e propondo as mais diversas formas de ações ao mesmo tempo… Se isso não for uma coisa positiva, ninguém vai encontrar luz em túnel algum.

O documento, intitulado “O Futuro que Queremos” é apenas um indício de que alguém está preocupado com alguma coisa. O que importa é o que se vai fazer a partir daí, o que serão os próximos 20 anos. E, para quem articulou o discurso de que retrocedemos em relação à Rio 92, quem teve a curiosidade de olhar as manchetes do dia seguinte ao encerramento daquela conferência de 20 anos atrás viu praticamente o mesmo tipo de clima de derrota. E alguém pode dizer que a Rio 92 foi um evento vão?

O documento da Rio + 20 estabelece o Fórum de Alto Nível para o Desenvolvimento Sustentável, que representa o avanço do multilateralismo destacado pela presidente Dilma no encerramento da Conferência. Ele substituirá a Comissão do Desenvolvimento Sustentável, criada na Eco-92 e terá a função de fiscalizar o cumprimento de compromissos sobre Desenvolvimento Sustentável assumidos na Agenda 21 (firmada na Eco-92), no Plano de Johannesburg (Rio+10) e noutras conferências.

Em meio ao clima de frustração destacado por toda a imprensa, foi anunciado também que a Rio+20 rendeu aproximadamente 700 compromissos voluntários entre Organizações Não-Governamentais (ONGs), empresas, governos e universidades, com um investimento de US$ 513 bilhões para ações de desenvolvimento sustentável nos próximos dez anos a 15 anos, principalmente nas áreas de transporte e energia limpa, redução de desastres e proteção ambiental.

As ações de transição para a tal Economia Verde – na qual toda atividade econômica deve levar em conta aspectos socioambientais, com o objetivo de chegar ao desenvolvimento sustentável – foram condensadas em um compromisso pelo Pacto Global da Organização das Nações Unidas, que reuniu as maiores empresas do mundo.

No Brasil, 226 empresas assinam o termo – entre elas, gigantes de setores tradicionalmente poluidores, como Petrobras, Vale e Braskem. Ao todo, são aproximadamente sete mil empresas signatárias de princípios que incluem redução das emissões de gases poluentes, maior eficiência energética, entre outras ações no processo produtivo.

Apesar de todas as críticas antes, durante e depois da Rio + 20, depois de dias de reuniões, assembleias e uma grande passeata pelo centro do Rio, a Cúpula dos Povos, evento paralelo organizado pela sociedade civil, entregou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, um documento resultante do somatório de ONGs, movimentos sociais e partidos, com uma imensa lista de reivindicações que, acredito eu, deve ser levada em conta por alguém.

Eu até admito que, como a personagem Pollyana, do clássico da literatura infanto-juvenil de Eleanor H. Porter (1913), sou um pouco chegada ao “jogo do contente”, mas sem fugir da realidade. Desta forma, é possível arrancar muita coisa positiva da Rio + 20, na esperança de que até 2015, quando entram em vigor os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), tenhamos um horizonte mais promissor para a vida em nosso Planeta. Mas, para isso, é preciso estar atento e forte, como já se dizia nos idos de 1968, pelo Movimento Tropicalista, pelo talento de Caetano Veloso e Gilberto Gil, que também fizeram shows durante a Conferência.

* A viagem para a cobertura da Rio + 20 foi proporcionada  pelo programa de bolsas da Internews/O Eco