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Tag: Ecossistemas Marinhos


14:59 · 17.12.2013 / atualizado às 15:07 · 17.12.2013 por
Projetos apoiarão a criação e gestão de Unidades de Conservação. Hoje, apenas 1,57% da costa brasileira encontra-se protegida Foto: Kiko Silva
Projetos apoiarão a criação e gestão de Unidades de Conservação. Hoje, apenas 1,57% da costa brasileira encontra-se protegida Foto: Kiko Silva

A Fundação SOS Mata Atlântica divulga os contemplados do VI Edital do Programa Costa Atlântica. As seis organizações selecionadas receberão, ao todo, cerca de R$ 300 mil reais para projetos para a conservação da biodiversidade e a sustentabilidade das zonas costeira e marinha sob influência do Bioma Mata Atlântica.

As instituições contempladas são: Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), do Ceará; Associação Voz da Natureza, do Espírito Santo; Comissão Ilha Ativa, do Piauí; Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos, de Santa Catarina; Fundação Mamíferos Aquáticos, da Paraíba; e Sea & Limno Technology Consultoria Ambiental (Salt), de São Paulo.

“A maioria dos projetos aprovados nesse ano acompanha a linha 1 do edital, de “Fortalecimento de Unidades de Conservação Marinha”. Esse é um grande diferencial, pois corresponde à necessidade de criação de Unidades de Conservação (UCs) da Costa Atlântica. Além disso, os projetos são importantes para o desenvolvimento regional e o fortalecimento das comunidades locais”, afirma Camila Keiko Takahashi, do Programa Costa Atlântica.

A bióloga explica que o Brasil tem uma zona costeira e marinha de mais de 4 milhões de quilômetros quadrados, e que hoje apenas 1,57% encontra-se protegido sob alguma forma de Unidade de Conservação. “Os projetos selecionados irão contribuir com a manutenção das áreas marinhas protegidas e também com a preservação dessa biodiversidade já bastante ameaçada”, comenta.

Beneficiados do VI Edital do Programa Costa Atlântica

Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) – Ceará

A proposta da Aquasis envolve a revisão e atualização da lei de criação da Área de Proteção Ambiental (APA) Manguezal da Barra Grande, uma Unidade de conservação municipal criada em 1998, antes da lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), de 2000, com o objetivo de proteger o estuário da Barra Grande e o Banco dos Cajuais. Estes são ecossistemas que abrigam espécies migratórias, ameaçadas e também de grande valor comercial no extremo leste do Ceará.

“O Programa Costa Atlântica tem uma importância fundamental no desenvolvimento de projetos, pesquisas e políticas para a conservação de áreas e de biodiversidade marinhas no Brasil, assim como na proteção dessas regiões com subsídios para a consolidação de Unidades de Conservação. no Ceará, o Programa tem tido um papel relevante nos processos de conservação da biodiversidade e dos serviços ambientais da zona costeira e marinha conduzidos pela Aquasis”, explica Thaís Moura Campos Vila Nova, secretária-executiva e coordenadora do Programa de Áreas Protegidas.

Associação Voz da Natureza Espírito Santo

Em parceria com a Fundação Pro-Tamar e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) da Reserva Biológica de Comboios, envolvendo ativamente cinco comunidades da foz do Rio Doce (Regência, Comboios, Povoação, Degredo e Barra do Riacho), a Associação Ambiental Voz da Natureza iniciará o processo para a criação de uma Unidade de Conservação na foz do Rio Doce, local que demarca o limite sul do banco dos Abrolhos, onde encontra-se tartarugas marinhas, boto-cinza, toninhas, diversos peixes de importância comercial, tubarões e raias.

“Para nós o edital é essencial, pois está possibilitando que essa Unidade de Conservação surja com um pleito dos atores locais, que há dez anos solicitaram sua criação. O edital marca o início de uma série de atividades de desenvolvimento socioambiental que pretendemos levar para a região”, conta Eric Freitas Mazzei, membro da Associação Voz da Natureza.

Comissão Ilha Ativa – Piauí

Preocupados com o manejo sustentável e consciente dos recursos naturais locais, a Comissão Ilha Ativa buscará contribuir no processo de conservação e preservação ambiental dos bens naturais da Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba. Promoverá também uma reflexão para a proteção da sociobiodiversidade local a partir de ações educativas, como campanha de limpeza e roda de memória.

“O Programa Costa Atlântica possibilitará o fomento das nossas atividades de Educação Ambiental dentro da Unidade de Conservação. Ele vem para fortalecer e ampliar cada vez mais a nossa metodologia de trabalho e os objetivos da APA”, destaca Francinalda Maria Rodrigues da Rocha, coordenadora da Comissão Ilha Ativa.

Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos – Santa Catarina

O Núcleo de Gestão Integrado de Santa Catarina (NGI – SC) é composto por cinco unidades de conservação: a APA da Baleia Franca, APA do Anhatomirim, Estação Ecológica (Esec) de Carijós, Reserva Biológica (Rebio) Marinha do Arvoredo e Reserva Extrativista (Resex) do Pirajubé. A Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos propõe a sistematização da abordagem territorial, baseando-se nos planos de desenvolvimento dos municípios do Estado de Santa Catarina e do governo federal na elaboração e revisão dos Planos de Manejo das Unidades de Conservação do NGI –SC.

“Para nós, o Programa Costa Atlântica é importante, pois preserva e defende a riqueza natural que temos, além de também de alguma forma contribuir para um diálogo entre diversos atores, buscando diminuir o impacto sobre a biodiversidade”, afirma Maurício Roque Serva de Oliveira, coordenador técnico da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos.

Fundação Mamíferos Aquáticos – Paraíba

O Projeto da Fundação Mamíferos Aquáticos, é focado na comunidade da Barra de Mamanguape, município de Rio Tinto, na Paraíba. A proposta visa atender os pescadores artesanais, em especial as mulheres marisqueiras da comunidade, por meio da promoção da valorização dessas mulheres, melhoria da qualidade de vida dos pescadores artesanais e ampliação das oportunidade de geração de renda.

“Para nós, o Edital é importante, pois, pela primeira vez, iremos realizar o plano e manejo da unidade que existe desde 1993”, observa João Carlos Gomes Borges, diretor-presidente da Fundação Mamíferos Aquáticos.

Sea & Limno Technology Consultoria Ambiental (Salt) – São Paulo

O projeto dará suporte à gestão, monitoramento, planejamento de atividades de pesquisa e gerenciamento administrativo da Esec Tupinambás, inserida no Arquipélago de Alcatrazes, litoral norte de São Paulo. Também serão realizadas reuniões para definição de demandas e interesses da Esec e o desenvolvimento de ferramentas de sistematização de dados para contribuir para a gestão e monitoramento da unidade de conservação, além de oferecer subsídios para a finalização e implantação do seu Plano de Manejo.

“O Programa Costa Atlântica é de grande importância, pois contribui com projetos como o nosso, que visam a criação de uma ferramenta para a gestão de unidades de conservação. Colabora também para a consolidação das Unidades de Conservação, ajudando a geri-las”, diz Vitor Massaki Izumi, sócio-diretor da Salt e coordenador técnico do projeto.

Programa Costa Atlântica

Criado em 2006, o Programa Costa Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica, tem como objetivo incrementar os esforços de conservação das zonas costeira e marinha sob influência do Bioma Mata Atlântica. Uma das estratégias de ação é o Fundo Pró-unidades de Conservação Marinha. A iniciativa foi estabelecida como um fundo de perpetuidade para garantir a proteção, gestão e sustentabilidade das áreas marinhas protegidas existentes. Outra estratégia é o Fundo Costa Atlântica, que por meio de editais públicos apoia a criação e consolidação de unidades de conservação, negócios e uso dos recursos naturais marinhos e costeiros. Esse fundo já apoia uma área de 2.885.439,67 hectares distribuídos em oito Estados da costa brasileira.

Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental. A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

20:56 · 21.09.2013 / atualizado às 20:56 · 21.09.2013 por

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Hoje foi comemorado o Dia Mundial de Limpeza de Praias, dia de não apenas ajudar a limpar a sujeira que nós mesmos permitimos que fosse parar em nossas praias, mas de refletir sobre o nosso comportamento, o nosso consumo, enfim, de pensar que não estamos a sós no mundo e que nossos atos têm consequências.

No Ceará já existe uma turma bem bacana engajada em fazer a diferença pela manutenção da beleza das nossas praias, pela vida marinha, pela nossa saúde, pelo nosso alimento.

O Projeto Limpando o Mundo está visitando as comunidades dos municípios de Fortaleza e Caucaia, realizando cadastro de voluntários e instituições, organizando e formando os grupos de voluntários para as ações de monitoramento e remoção do lixo das praias, rios e mangues.

No fim será apresentado o “Diagnóstico do LIXO Marinho” com um banco de dados de imagens e estatística para ajudar nas estratégias e busca de soluções para um dos maiores problemas ambientais do Planeta que vem afetando e impactando todos os oceanos e as zonas costeiras.

No projeto inclui uma série de ações de Educação Ambiental com encontros, oficinas e rodas de diálogos com informações sobre a biodiversidade marinha, conservação e a importância da coleta seletiva nas grandes cidades, gerando uma rede de multiplicadores e atentos à nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

O projeto também utiliza diversas linguagens das artes. Os primeiros resultados são duas canções compostas por jovens voluntários do projeto. Há também um movimento de cultura popular com percussão, capoeira, raps, artistas plásticos e outros.

O Dia Mundial de Limpeza de Praias é realizado ocorre todos os anos no terceiro sábado do mês de setembro desde 1989. Os primeiros esforços para realização dessa iniciativa aconteceram na Austrália e nos Estados Unidos, por meio da organização Ocean Conservancy. No Ceará, desde 1994, a Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) vem mantendo também esta bandeira e trabalho.

Organizações governamentais e não-governamentais, juntamente com a sociedade civil organizada, se propõem a ações de limpezas de praias (remoção de resíduos sólidos nas faixas litorâneas) e ações educativas focadas nas consequências da poluição marinha nos ecossistemas e na vida humana e no destino correto dos resíduos sólidos.

O Projeto Limpando o Mundo atua com 27 grupos, em 25 localidades de sete municípios do Ceará (Trairi, Paracuru, Caucaia, Fortaleza, Aracati, Beberibe e Icapuí), com mais de 540 voluntários cadastrados na ação. Hoje, eles participaram de atividades de limpeza de praia pela manhã.

Os resíduos sólidos removidos serão destinados a centro de recicladores como a Sociedade Comunitária de Reciclagem de Lixo do Pirambu (Socrelp) e o Movimento Emaús, parceiros do projeto e com um grande papel na sociedade nos processos de reciclagem e coleta seletiva.

O Projeto Limpando o Mundo é coordenado pela Aquasis e o Instituto Povo do Mar (Ipom), com o apoio do Serviço Social do Comércio do Ceará (Sesc-CE) e Cuca Che Guevara, patrocinado pela Greenish.

08:47 · 21.07.2013 / atualizado às 08:47 · 21.07.2013 por

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Por Maristela Crispim

Hoje é domingo, dia de praia! O que você acha de ir curtir aquele solzinho, banho de mar e tropeçar em lixo? Caso a resposta seja negativa, que tal colaborar para que nossas praias fiquem cada vez mais limpas, atraentes e para que o lixo que nós produzimos não interfira nos ecossistemas marinhos? É só não jogar nada fora do cesto de lixo e (por que não?) por no lixo aquilo que encontrar na areia da praia. Um pequeno gesto que pode fazer toda a diferença.

Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) já tem um grupo fazendo um pouco mais que isso. Hoje, 21 de Julho, cerca de 20 voluntários do Projeto Limpando o Mundo, desenvolverão ações educativas entre os visitantes da Colônia Ecológica do Sesc de Iparana, em Caucaia. O projeto é idealizado pela Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos(Aquasis), Instituto Povos do Mar (Ipom) e Greenish, patrocinador oficial, e apoiado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) e Cuca Che Guevara.

O dia faz parte de um cronograma de ações educativas voltadas para sensibilização da sociedade para a conservação e proteção dos ecossistemas costeiros frente aos impactos e à poluição dos resíduos sólidos na Zona Costeira do Ceará.

Juaci Oliveira, coordenador geral do Projeto, destaca que, atualmente, milhares de toneladas de resíduos sólidos (plástico, isopor, metal, vidro e tecidos) são descartadas de forma errada nas cidades, entrando direta ou indiretamente nos ecossistemas aquáticos, como manguezais, praias e oceanos, acarretando impactos econômicos, sociais e ambientais para a vida de vários organismos marinhos, desde o plâncton (animais microscópicos) às grandes baleias.

Para sensibilizar os visitantes do Sesc de Iparana, uma exposição lúdica com material recolhido das ações dos voluntários do litoral dos municípios de Caucaia e Fortaleza foi montada no local. Junto com a exposição, haverá pinturas e atividades culturais com os “Batuqueiros do Mar”, jovens do projeto Brigada da Natureza que, com músicas temáticas e ao som dos tambores, irão puxar cortejos e brincadeiras com o público presente.

Ainda de acordo com Juaci, o “Limpando o Mundo” é um projeto que tem como missão mobilizar as comunidades de Fortaleza e Caucaia para a proteção e conservação de ecossistemas marinhos através da sensibilização e conscientização dos problemas que a poluição marinha traz ao nosso Planeta.

A Coordenação do Projeto Limpando o Mundo, conta também com a participação ativa das seguintes entidades e/ou grupos envolvidos direta ou indiretamente: Revista Ceará Surf, Surfistas Ambientais do Pacheco, Brigada da Natureza, Jovens do Cuca da Barra e moradores.

20:22 · 08.06.2013 / atualizado às 20:25 · 08.06.2013 por
A imensidão dos oceanos gera uma falsa ilusão de invulnerabilidade que faz crescer a pressão sobre os seus ecossistemas Foto: SXC.HU
A imensidão dos oceanos gera uma falsa ilusão de invulnerabilidade que faz crescer a pressão sobre os seus ecossistemas Foto: SXC.HU

O Dia Mundial dos Oceanos (World Ocean Day) começou a ser comemorado em 8 de junho de 1992 durante a Rio-92 (Earth Summit), no Rio de Janeiro. Sua finalidade é, a cada ano, fazer um tributo aos oceanos e aos produtos que eles fornecem, como frutos do mar. Serve também para fazer uma alerta: apesar da sua imensa proporção, a poluição mundial e o consumo excessivo de peixes, tem causado drásticas reduções nas populações de muitas espécies.

08:15 · 25.05.2013 / atualizado às 08:54 · 26.05.2013 por
Roberto Klabin e Pedro Passos, durante a passagem da presidência da Fundação SOS Mata Atlântica Foto: Divulgação/SOS Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica antecipa a comemoração do Dia da Mata Atlântica (27 de maio) com três dias de atividades na Marquise do Ibirapuera e Museu de Arte Moderna, numa vasta programação, que segue até domingo. É o Viva a Mata – Encontro Nacional pela Mata Atlântica 2013.

Antes disso, na noite de quinta-feira, no Porão das Artes (também no Ibirapuera), uma solenidade, que contou com a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Roberto Klabin passou a faixa presidencial a Pedro Passos após mais de duas décadas à frente da organização não-governamental (ONG).

Mas deixar a presidência não significa afastar-se da SOS Mata Atlântica. Klabin assumiu a vice-presidência de mar, a mais nova área de atuação da ONG, repleta de desafios no desbravamento de um novo universo de ecossistemas e espécies ameaçados.

Que se dane!”

A água do planeta vai acabar? Que se dane. As florestas estão sendo exterminadas? Que se dane. A poluição aniquilará a humanidade? Que se dane”. Essas polêmicas frases, carregadas de ironia e indiferença, fazem parte do estatuto da ONG Que Se Dane (QSD), que tem divulgado nas últimas semanas, nas redes sociais Facebook e Twitter, diversas mensagens a favor do lixo na rua, de lavar a calçada com água corrente, de andar de carro sozinho e de derrubar árvores.

O Viva a Mata 2013 foi aberto com uma divertia dramatização em referência à campanha, na realidade um chamado para que as pessoas tomem posição, no dia a dia, em relação à vida. A ONG fictícia faz parte de uma ação promovida pela Fundação SOS Mata Atlântica com o objetivo de convocar a sociedade para uma importante reflexão sobre o modo como o brasileiro tem lidado com os desafios ambientais do país.

A campanha, criada pela F/Nazca Saatchi & Saatchi, ressalta que “todo cidadão brasileiro é automaticamente filiado à QSD, um direito nato e alienável”. “Convidamos a sociedade a renunciar à emblemática ONG, indo até o Viva a Mata e desfilando-se”, conta Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. Todos os que aderirem, poderão tirar uma foto no evento para ser publicada nas redes sociais como um “certificado de desfiliação”.

Esmo que não participe da desfiliação em massa, durante o evento, qualquer cidadão que não se sinta representado pela QSD também pode fazer seus comentários e críticas em suas redes sociais utilizando-se da hashtag #aQSDnãomerepresenta.

Confira o vídeo da campanha:

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Código Florestal

Outro chamado, feito ontem, por meio do lançamento da campanha “Cumpra-se” e do lançamento do GT de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal em São Paulo, a exemplo do que já foi feito em outros nove Estados, incluindo o Ceará, com o subsídio de diversas palestras técnicas relacionadas à nova lei, entre elas, sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

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O Viva à Mata trata hoje, entre outros temas, sobre a ameaça a algumas espécies de peixes consumidos pela população. Às 14h, haverá uma mesa-redonda no MAM sobre consumo consciente de pescado. A mesa-redonda contará com a presença de Morena Leite, chef do restaurante Capim Santo; Camila Keiko Takahashi, bióloga da Fundação SOS Mata Atlântica; Lawrence Ikeda, biólogo e apresentador do Programa Biopesca da FishTV; Ronaldo Francini Filho, professor pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A mesa será mediada por Paulina Chamorro, editora de meio ambiente e apresentadora das Rádios Eldorado e Estadão.

Durante a mesa-redonda será apresentado um levantamento em feiras livres, supermercados e peixarias de bairro realizado para verificar quais pescados são mais encontrados, qual o consumidor tem maior interesse, se os vendedores sabem a origem do pescado e têm conhecimento da época de defeso de algumas espécies.

Antes, às 10h, especialistas da área marinha realizam seminário sobre os 25 anos da Constituição Federal, relacionando-a com a Proteção dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos, citado pela primeira vez na constituição de 1988. Leandra Gonçalves, bióloga da Fundação SOS Mata Atlântica; Mauro Figueiredo, consultor da Fundação SOS Mata Atlântica; Ilídia Juras, consultora legislativa da Câmara dos Deputados; Marcus Polette, professor pesquisador da Universidade Vale do Itajaí (Univali) estarão reunidos para fazer um balanço sobre a proteção marinha e costeira no Brasil e as oportunidades de melhoria.

A criançada fez a festa no primeiro dia do Viva a Mata 2013 Foto: Divulgação/SOS Mata Atlântica
A criançada fez a festa no primeiro dia do Viva a Mata 2013 Foto: Divulgação/SOS Mata Atlântica

Saiba mais sobre o Viva a Mata, confira a programação de hoje e amanhã e compareça: http://www.sosma.org.br/projeto/viva-a-mata/edicao-2013/

00:23 · 23.05.2013 / atualizado às 00:23 · 23.05.2013 por

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A nona edição do Viva a Mata – Encontro Nacional pela Mata Atlântica terá o tema “Direitos e Deveres Ambientais”. Organizado pela Fundação SOS Mata Atlântica, o evento será realizado de 24 a 26 de maio de 2013, das 9h às 18h, na Marquise do Parque Ibirapuera, com atividades também no auditório do Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo (SP). Neste ano, o Viva a Mata é realizado às vésperas do dia 27 de maio, quando se comemora o Dia Nacional da Mata Atlântica.

A cenografia do evento é assinada pela empresa Candotti, que utilizará placas e cilindros de papelão para a construção dos pavilhões, prezando o reaproveitamento de materiais. O patrocínio é do Bradesco e o apoio é da Rede Globo, Rádios Eldorado e Estadão e Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo.

“Interação e motivação são palavras para resumir o Viva a Mata deste ano. Queremos estimular as pessoas a se envolverem com os acontecimentos que as rodeiam, cumprindo seus deveres sem deixar de exigir seus direitos”, afirma Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica.

O evento terá pavilhões temáticos – florestas, mar, urbano, água, mudanças climáticas e propriedades sustentáveis – que reunirão atividades interativas sobre cada tema, além da exposições de organizações não-governamentais (ONGs) que lutam pela sustentabilidade, empresas parceiras e patrocinadores.

Os dois caminhões da exposição itinerante “A Mata Atlântica é Aqui” também integrarão as atividades e promoverão diversas atrações jogos e palestras: um deles ficará na Marquise do Ibirapuera e o outro, próximo ao restaurante Green, no Parque.

A programação conta, ainda, com apresentações musicais e teatros, oficinas e uma programação de palestras no auditório do Museu de Arte Moderna (MAM) que reunirá especialistas para debaterem o Código Florestal (24) e a Proteção dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos (25).

Código Florestal

Com a aprovação do novo Código Florestal em 2012, a lei deve agora ser implementada e acompanhada pela sociedade. Atentos a isso, representantes da sociedade civil estarão reunidos na sexta-feira (24), das 10h às 16h, no auditório do Museu de Arte Moderna (MAM), durante o Viva a Mata, para o lançamento de iniciativas e palestras sobre o Código Florestal.

Às 10h, será lançada a campanha nacional “Cumpra-se”, pelo cumprimento do Código Florestal, que tem como objetivo convidar o público a fazer a sua parte: contribuir e proteger o meio ambiente com ações diárias e apoiar a fiscalização do Poder Público. Já às 12h, haverá o lançamento do Grupo de Trabalho (GT) de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal em São Paulo”, pela Frente Parlamentar Ambientalista de São Paulo, Fundação SOS Mata Atlântica e Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma).

O GT de São Paulo é o décimo lançado. Desde março deste ano outros oitos já iniciaram suas atividades: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Até o fim do ano serão lançados mais sete grupos.

“Queremos estimular a cidadania e o acompanhamento da Lei em um processo descentralizado e participativo, e também reforçar o papel das Frentes Parlamentares Estaduais. Por isso, vamos incentivar o acompanhamento e cumprimento do Código Florestal nos Estados da Mata Atlântica”, explica Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica.

Que Se Dane”

“A água do planeta vai acabar? Que se dane. As florestas estão sendo exterminadas? Que se dane. A poluição aniquilará a humanidade? Que se dane”. Essas polêmicas frases, carregadas de ironia e indiferença, fazem parte do estatuto da ONG Que Se Dane (QSD), que tem divulgado nas últimas semanas, nas redes sociais Facebook e Twitter, diversas mensagens a favor do lixo na rua, de lavar a calçada com água corrente, de andar de carro sozinho e de derrubar árvores.

A ONG fictícia faz parte, na verdade, de uma ação promovida pela Fundação SOS Mata Atlântica com o objetivo de convocar a sociedade para uma importante reflexão sobre o modo como o brasileiro tem lidado com os desafios ambientais do país. Reflexão esta que terá como ápice o Viva a Mata.

A campanha, criada pela F/Nazca Saatchi & Saatchi, ressalta que “todo cidadão brasileiro é automaticamente filiado à QSD, um direito nato e alienável”. “Convidamos a sociedade a renunciar à emblemática ONG, indo até o Viva a Mata e desfilando-se”, afirma Mario Mantovani. Todos os que aderirem, poderão tirar uma foto no evento para ser publicada nas redes sociais como um “certificado de desfiliação”.

Antes da desfiliação em massa, que acontecerá durante o evento, qualquer cidadão que não se sinta representado pela QSD também pode fazer seus comentários e críticas em suas redes sociais utilizando-se da hashtag #aQSDnãomerepresenta.

Mobilidade urbana

O Viva a Mata trará na sua programação o debate sobre o uso consciente da bicicleta e a segurança aos ciclistas. Para isto, o Instituto Aromeiazero e a Escola Bike Anjo (EBA) realizarão oficinas de arte e de aprendizado para pedalar, além de um passeio ciclístico. Além disso, haverá exposições de parceiros do Instituto, como o projeto de fotos de ciclistas Transite e das peças da Alforjaria.

No sábado (25), das 9h às 12h, a Escola Bike Anjo realizará um passeio ciclístico para um grupo de no máximo 40 pessoas, visando a interação delas com pontos turísticos do Parque Ibirapuera.

Os interessados em participar devem se encontrar em frente ao caminhão do projeto “A Mata Atlântica é Aqui – Exposição Itinerante do Cidadão Atuante”, da SOS Mata Atlântica, que estará estacionado na Marquise do Parque Ibirapuera para preencher uma ficha de inscrição e deverão lembrar de levar os equipamentos de segurança, como capacete, luva e sinalizadores (luzes na frente e atrás, ou refletor) que serão de uso obrigatório.

Ainda no sábado, das 15h às 18h, a organização realizará uma oficina interativa que propõe a reunião de adultos e crianças com voluntários, que passarão orientações sobre suas primeiras pedaladas e dicas para fazer isso de maneira fácil e descontraída.

No domingo (26), o Instituto Aromeiazero realizará a mostra e oficina interativa Bike Arte. Trata-se de uma exposição de arte voltada para temas relacionados à bicicleta. Fotografias, esculturas, quadros e intervenções de estilização de bicicletas fazem parte da programação do evento, que promove novos artistas paulistanos. A iniciativa tem como objetivo utilizar a arte como meio para tratar da mobilidade e cidades sustentáveis.

Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental.

A Fundação também desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas.

Programação

Auditório – Museu de Arte Moderna (MAM)

24/05 – Sexta-feira

10h – Lançamento da campanha pelo cumprimento do Código Florestal – Cumpra-se

12h – Lançamento do GT do Código Florestal da Assembleia Legislativa de São Paulo

14h – Debate Água e Código Florestal

16h – Debate Aplicação do Código Florestal

25/05 – Sábado

10h – Seminário: 25 anos da Constituição Federal e a Proteção dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos

14h – Mesa-redonda Consumo Consciente de Pescado

Palco

24/05 – Sexta-feira

09h – Abertura do Viva a Mata 2013

10h – Aula aberta de Yoga

11h – Música – Grupo Embatucadores

12h – Fantoche – Salvando a Mata Atlântica

13h – Oficina e música – Cantando e Brincando com os Pássaros da Mata Atlântica

14h – Contação de história – A lenda do Curucutú

15h – Vivências com a Natureza para a Proteção da Mata Atlântica

16h – Música – Cantos da Mata

25/05 – Sábado

10h – Aula aberta de ginga

11h – Fantoche – Salvando a Mata Atlântica

12h – Contação de história – Biodiversidade e o Som dos Bichos

14h – Teatro – Os Saltimbancos Voluntários

15h – Fantoche – Salvando a Mata Atlântica

16h – Musica – Muriqui

26/05 – Domingo

10h – Aula aberta de alongamento

11h30 – Mobilização pelo Código Florestal – Campanha Cumpra-se

13h – Teatro – O rio que sumiu

14h – Vivências com a Natureza para a Proteção da Mata Atlântica

15h – Contação de história: A Flauta do Amor

16h – Teatro musical – Semeando Em Canto

Sala Exposição Itinerante

24/05 – Sexta-feira

13h – Palestra Vivências de Educação Socioambiental na APA Delta do Parnaíba

16h – Palestra Programa Amigos do Mar

25/05 – Sábado

10h – Palestra A Pegada Ecológica em São Paulo

11h – Palestra Caminhos para uma Economia de Baixo Carbono

13h – Palestra Novas Metodologias de Restauração de Mata Ciliares e de Reserva Legal

16h30 – Palestra Tubarões no Limite

26/05 – Domingo

14h – Palestra Vida Costeira e Marinha

16h – Roda de Conversa Mini Documentário – Pimp My Carroça

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

08:20 · 18.01.2012 / atualizado às 08:20 · 18.01.2012 por

 

Publicação propõe medidas de precaução para o sustento da pesca e a preservação dos grandes ecossistemas marinhos, como forma de garantir a segurança alimentar das populações costeiras Imagem: sxc.hu

 

O aquecimento das águas superficiais dos oceanos limita o movimento de nutrientes e pode resultar em diminuição da produção de peixes, afetando a vida de bilhões de pessoas. A conclusão é de um recente estudo publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre os efeitos das mudanças climáticas nos grandes ecossistemas marinhos e nos recursos costeiros.

As projeções de longo prazo publicadas no relatório indicam que a limitação do movimento ascendente dos nutrientes das águas mais profundas e frias (conhecido como ressurgência) afetará os grandes ecossistemas marinhos (GEMs) dos países em desenvolvimento situados em latitudes mais quentes da Ásia, África e América Latina. Nestas regiões, é alta a dependência de recursos costeiros para segurança alimentar e outros meios de subsistência.

O relatório intitulado Toward Recovery and Sustainability of the World’s Large Marine Ecosystems during Climate Change (Rumo à Recuperação e Sustentabilidade dos Grandes Ecossistemas Marinhos do Mundo durante as Alterações Climáticas), observa que entre 1982 e 2006, as temperaturas da superfície do mar aumentaram em 61 dos 64 GEMs.

Em cerca de um terço das áreas cobertas por esses ecossistemas, a temperatura está aumentando de duas a quatro vezes mais rápido do que as tendências de aquecimento global relatadas pelo Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudança Climática (IPCC).

Embora as taxas de pesca de captura estejam aumentando em águas mornas, o tamanho médio dos peixes está em declínio. Este efeito sobre a população reprodutora pode resultar no colapso de outras espécies de peixes. Em função disso, o relatório recomenda que são necessárias providências para estabelecer níveis de captura sustentáveis para a pesca em latitudes mais quentes.

Além disso, o estudo propõe medidas de precaução que devem ser tomadas imediatamente para sustentar a pesca marinha, restaurar e proteger os habitats costeiros, incluindo importantes sumidouros de carbono, e reduzir a carga de poluição.

“A mudança climática é uma questão global muito importante e crítica. Sem ação, a mudança climática poderia anular décadas de progresso no desenvolvimento destes países e minar os esforços para a promoção do desenvolvimento sustentável”, disse Veerle Vandeweerd, Diretora do Grupo de Meio Ambiente e Energia do PNUD, em Nova York.

A publicação foi lançada durante a Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP 17) realizada recentemente em Durban, na África do Sul. Também contribuíram para o relatório as seguintes instituições: Gordon and Betty Moore Foundation, International Union for Conservation of Nature, US National Oceanic and Atmospheric Administration e Global Environment Facility.

Saiba mais

Grandes ecossistemas marinhos (GEMs) são regiões extensas do espaço oceânico (acima de 200 mil quilômetros quadrados) que abrangem as zonas costeiras das bacias e estuários. Os limites geográficos dos GEMs são definidos pelos contornos continentais e pelas correntes costeiras oceânicas.

São regiões relativamente grandes caracterizadas por distintas batimetrias, hidrografias, produtividades e populações troficamente dependentes. Em uma escala global, 64 grandes ecossistemas marinhos sustentam a maioria da pesca marítima do mundo e estão sendo prejudicados pela poluição costeira, pesca predatória, espécies invasoras e degradação do habitat.

Fonte: PNUD