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Tag: Fundação BB


20:45 · 25.07.2017 / atualizado às 20:50 · 25.07.2017 por
173 iniciativas receberão certificado e irão compor o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB, como o Sistema Integrado do Algodão Consorciado em bases agroecológicas, da Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá Foto: Eduardo Queiroz / Agência Diário

Saiu o resultado da primeira fase de classificação para o Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil. Das 735 iniciativas inscritas, 173 foram consideradas aptas a receber a certificação no ano de 2017.

Esta é a nona edição da premiação, que tem o objetivo de levantar projetos sustentáveis que possam ser reaplicados em diversas comunidades.

A triagem foi realizada por uma comissão composta pela equipe técnica da Fundação BB, que obedeceu aos critérios do regulamento para chegar às propostas selecionadas. Dentre os requisitos solicitados estavam:

  • Tempo de atividade
  • Evidências de transformação social
  • Sistematização da tecnologia, a ponto de tornar possível sua reaplicação em outras comunidades
  • Respeito aos valores de protagonismo social
  • Respeito cultural
  • Cuidado ambiental
  • Solidariedade econômica

As propostas inscritas foram classificadas em seis categorias nacionais, das quais foram validadas:

  • 15 em Agroecologia
  • 27 em Água e/ou Meio Ambiente
  • 11 em Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital
  • 40 em Economia Solidária
  • 52 em Educação
  • 16 em Saúde e Bem Estar

Na categoria internacional foram classificadas 12 propostas.

Com a certificação, as tecnologias passam a compor o Banco de Tecnologia Social (BTS) da Fundação BB, que agora conta com 995 iniciativas aptas para reaplicação.

O BTS é uma base de dados online, que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras.

Neste banco, todas as tecnologias sociais podem ser consultadas por tema, entidade executora, público-alvo, região, UF, dentre outros parâmetros de pesquisa.

Para consultar o banco basta acessar o endereço eletrônico: tecnologiasocial.fbb.org.br. Também é possível consultar este banco de dados por meio do aplicativo de celular “Banco de Tecnologias Sociais”, disponível para aparelhos Android e IOS.

Para o presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, a certificação de um projeto com o selo “Certificada Fundação BB” garante mais visibilidade para a iniciativa, além de fortalecer o conceito para sua reaplicação em outras localidades do País.

“Nosso objetivo é melhorar a vida das pessoas por meio do reconhecimento e da reaplicação de tecnologias sociais que já deram certo em diversas localidades. Aproximamos a sabedoria popular ao conhecimento técnico para proporcionar o desenvolvimento social em escala”, explicou.

A próxima etapa do Prêmio está prevista para o dia 1º de agosto, com a divulgação dos projetos finalistas. Já as propostas vencedoras serão anunciadas na cerimônia de premiação, em novembro.

Neste ano, a Fundação BB irá premiar com R$ 50 mil cada uma das seis iniciativas vencedoras nas categorias nacionais, além da entrega de um troféu e a produção de um vídeo retratando as iniciativas das 21 instituições finalistas nacionais e das três finalistas internacionais.

Esta edição tem a cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Categoria Internacional

Pela primeira vez, a Fundação BB abriu inscrições para iniciativas dos países da América Latina e do Caribe. Elas concorrem na premiação internacional. Deste grupo, 12 receberão a certificação. As tecnologias sociais desta categoria também irão compor o BTS após tradução dos projetos para o Português.

Consulte as tecnologias certificadas. Mais informações sobre essas soluções podem ser encontradas no Banco de Tecnologias Sociais > Pesquisa Tecnologias > Ano do Prêmio > 2017

Confira o regulamento do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social: www.fbb.org.br/premio

Fonte: Fundação BB

08:38 · 14.10.2015 / atualizado às 08:38 · 14.10.2015 por
Em Fortaleza, por exemplo, os catadores ligados à Ascajan tiveram uma melhoria significativa nas condições de trabalho por meio de projetos e parcerias Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário
Em Fortaleza, por exemplo, os catadores ligados à Ascajan tiveram uma melhoria significativa nas condições de trabalho por meio de projetos e parcerias Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário

Iniciativa reconhece cidades com experiências de inclusão de catadores de materiais na gestão de resíduos. Quatro projetos vencedores vão receber até R$ 120 mil

Brasília. Boas práticas de inclusão social de catadores de materiais recicláveis realizadas por prefeituras ou consórcios municipais podem se candidatar até 1º de novembro à terceira edição do Prêmio Cidade Pró-Catador. A iniciativa é da Fundação Banco do Brasil em conjunto com a Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) e em parceria com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Para concorrer, é necessário ter mais de um ano de execução do projeto. Serão quatro categorias de premiação conforme o número de habitantes no Município. Os critérios para a seleção são:

– Inclusão socioeconômica dos catadores

– Sustentabilidade

– Caráter inovador

– Reaplicabilidade

– Impacto no público-alvo

– Integração com outras políticas

– Participação da comunidade

– Existência de parcerias

– Escopo do projeto

As quatro iniciativas vencedoras – uma por categoria – vão receber da Fundação BB até RS 120 mil, mediante apresentação de projeto da Prefeitura, da cooperativa ou da associação de catadores.
O presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, destaca benefícios da iniciativa, tanto para gestores públicos, quanto para catadores: “Com a premiação, unimos as duas pontas: a gestão e os catadores. A iniciativa também dá visibilidade às boas práticas e promove o envolvimento do governo municipal no planejamento e na execução da política dos resíduos sólidos”.
A primeira edição do Prêmio Cidade Pró-Catador foi lançada em setembro de 2013, com o objetivo de reconhecer as iniciativas de inclusão de catadores de materiais recicláveis na gestão de resíduos sólidos dos municípios. Houve a inscrição de 63 municípios, dos quais dez foram selecionados na primeira etapa. As vencedoras foram Arroio Grande (RS), Bonito de Santa Fé (PB), Crateús (CE) e Ourinhos (SP).
A segunda edição, em 2014, premiou municípios ou consórcios intermunicipais com projetos conjuntos com entidades de catadores. Foram mais de 80 inscrições em quatro categorias e quatro iniciativas vencedoras – Londrina (PR), Santa Cruz do Sul (RS), Manhumirim (MG) e Brazópolis (MG).

Fonte: Fundação BB

11:04 · 12.06.2014 / atualizado às 11:04 · 12.06.2014 por
Francisca Cláudia Leitão Matos e o marido, Luciano Matos, recebem do presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, o título da cisterna nº 80 mil
Francisca Cláudia Leitão Matos e o marido, Luciano Matos, recebem do presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, o título da cisterna nº 80 mil

A convivência com as adversidades climáticas do Semiárido está virando realidade para cerca de 300 mil pessoas em nove Estados brasileiros. Elas encontraram na Tecnologia Social Cisternas de Placas uma maneira eficiente e de baixo custo para armazenar água da chuva por oito meses.

A metodologia é um exemplo de ideia simples que pode transformar histórias de vidas, como a da família de Francisca Cláudia Leitão Matos, moradora da comunidade Vertente, em Apuiarés (CE), a 132 km de Fortaleza. A agricultora foi a Brasília (DF), acompanhada do marido, Luciano Matos, e da filha caçula, Claudina, para receber, em evento na sede do Banco do Brasil, no dia 10 de junho, a placa simbólica e o termo de recebimento da cisterna de número 80 mil.

Aos 40 anos, mãe de três filhos, Cláudia, como gosta de ser chamada, contou que vê no Água para Todos a possibilidade de uma vida melhor. “Antes da cisterna, por várias vezes ficávamos doentes. Hoje eu tenho água boa para beber e cozinhar. Não tenho palavras para explicar a felicidade que sinto” disse.

Na comunidade Vertente moram 270 famílias das quais 255 possuem cisternas e dividem a mesma felicidade da família da Cláudia. “Eu não acreditava que um dia pudesse ter uma cisterna na minha casa, mas quando a vi pronta eu disse: é verdade, eu tenho! Hoje, eu sei a qualidade da água que bebo”, comemorou a agricultura.

Segundo o presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, mais do que garantir o acesso à água para consumo, o processo de construção das cisternas de placa tem base em ações de desenvolvimento local e de inclusão social. “A seca passa a ser compreendida pela população como uma situação com a qual se pode conviver”, disse.

Naidison de Quintella Baptista, presidente da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) avaliou que o investimento da Fundação BB na reaplicação da tecnologia social fortalece a autonomia e a cidadania das famílias envolvidas. “É uma mudança radical na vida das pessoas do Semiárido. Não se atua na perspectiva do assistencialismo, mas se atua na perspectiva da cidadania onde as pessoas são dotadas de instrumentos que garantem seu direito de acesso á água potável”.

No evento que oficializou a entrega das 80 mil cisternas pela Fundação BB, também estiveram presentes membros do Conselho Diretor e da Diretoria Executiva do Banco do Brasil, a titular do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello e o ministro Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Tecnologia Social

Cisterna de placas é uma tecnologia social que compreende um reservatório de forma cilíndrica, coberto e semienterrado. A solução foi certificada pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2001, na tentativa de solucionar a falta de água da população mais carente do Semiárido brasileiro. Trata-se de um encanamento simples que recolhe no telhado das casas a água de chuva e a encaminha para cisternas no subsolo ao lado, revestidas com placas para não permitir a infiltração.

A metodologia envolve a comunidade na construção das unidades. Cada reservatório tem a capacidade de acumular 16 mil litros de água que, se usados com moderação, podem durar até oito meses para uma família de cinco pessoas, em atividades como cozinhar, beber e escovar os dentes. .

Água para Todos

Em julho de 2012, a primeira unidade da Tecnologia Social foi construída na propriedade de Afifa Gonçalves de Souza, na área rural de Salto da Divisa (MG), a 877 km de Belo Horizonte. Na época, o programa iniciava o cumprimento do acordo proposto em 2011, pela parceria Água para Todos – formada pela Fundação BB, Banco do Brasil, Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) e a Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), para a implantação de 60 mil cisternas, em oito Estados do Eemiárido. Em 2013, o convênio foi ampliado para a construção de mais 20 mil unidades nos oito Estados da primeira etapa e incluiu Sergipe, completando os nove Estados que compõem o Semiárido brasileiro. Agora, em junho 2014 a meta das 80 mil cisternas foi alcançada.

Cisternas por Estado

• Alagoas – 4.606

• Bahia – 18.907

• Ceará – 16.436

• Minas Gerais – 9.006

• Paraíba – 8.116

• Pernambuco – 7.220

• Piaui – 4.384

• Rio Grande do Norte – 8.658

• Sergipe – 2.750

Fonte: Fundação BB