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Tag: Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme)


10:30 · 16.06.2018 / atualizado às 10:40 · 16.06.2018 por
O papel do ser humano é essencial para a redução dos efeitos negativos provocados pelo mau uso do solo Foto: Kid Júnior / Agência Diário

Em 17 de junho é celebrado o Dia Mundial de Combate à Desertificação, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reflexão sobre os efeitos negativos e para pensar alternativas de mitigação deste fenômeno. Hoje, mais de 15% do território brasileiro está suscetível à desertificação, incluindo 100% do Ceará, parte dos outros estados do Nordeste, o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

O Ceará é o segundo Estado do Nordeste com maior índice de área em processo de desertificação. O mais degradado é o Rio Grande do Norte (12,87%), seguido do Ceará (11,45%) e em terceiro, a Paraíba com 8,12%. Atualmente, as regiões mais atingidas são os Inhamuns, Médio Jaguaribe e parte do Centro-Norte, onde está localizado o município de Irauçuba e seus circunvizinhos.  Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), a degradação das terras pode ocorrer tanto por alterações climáticas como pelas atividades humanas, como explica a pesquisadora da  Funceme, Sônia Perdigão: “Aqui no Estado do Ceará observamos que a utilização inadequada dos solos contribuiu bastante para esse quadro atual”.

Projeto em Jaguaribe

Com expertise em pesquisas na área de solos e conhecimentos do território com utilização de geotecnologias, a Funceme realiza mapeamentos e diagnósticos na área. Executou e, atualmente, monitora um projeto piloto de recuperação de área degradada, implementado na localidade do Brum, no Município de Jaguaribe. Lá, a partir de técnicas de manejo e conservação do solo, uma área de cinco hectares vem ganhando nova vida com surgimento de espécies nativas.

“Conhecendo o solo pode-se planejar a sua utilização de forma adequada, considerando suas potencialidades e limitações”, reforça Sonia Perdigão, que integra o grupo de pesquisadores do Núcleo de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Funceme.

Entre as novas ações que irão colaborar para ampliar e atualizar as ações de mitigação e combate à desertificação, está o inédito Levantamento de Solos do Ceará, que vem sendo avaliado e validado pela equipe técnica da Funceme. O estudo, que abrange uma área de aproximadamente 92.600 km², cerca de 63% do Estado, está em andamento e sua conclusão está prevista para o início de 2019.

Fonte: Funceme

10:00 · 10.01.2017 / atualizado às 11:06 · 10.01.2017 por
O centenário Açude Cedro, localizado em Quixadá, município do Sertão Central do Ceará, está seco desde o fim do ano passado, após cinco anos consecutivos de chuvas abaixo da média na região Foto: José Avelino Neto / Agência Diário
O centenário Açude Cedro, localizado em Quixadá, município do Sertão Central do Ceará, está seco desde o fim do ano passado, após cinco anos consecutivos de chuvas abaixo da média na região Foto: José Avelino Neto / Agência Diário

O sistema Olho N’água, desenvolvido em parceria com a UFCG monitora o volume de água disponível nos reservatórios do Semiárido brasileiro. Desse total, cerca de 65% estão com armazenamento abaixo de 10%

O Instituto Nacional do Semiárido (Insa), em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), por meio do Laboratório Analyctis, do Departamento de Sistemas e Computação (DSC), lançou, no dia 21 de dezembro, o sistema Olho N’água, uma versão interativa de monitoramento dos reservatórios do Semiárido brasileiro.

A proposta tem como objetivo compartilhar com a sociedade informações atualizadas da disponibilidade de água dos reservatórios que abastecem cerca de 24 milhões de habitantes da região.

O Olho N’água integra o Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (Sigsab), que reúne e disponibiliza informações econômicas, sociais, ambientais e da infraestrutura do Semiárido.

Segundo o diretor do Insa, Salomão Medeiros, a plataforma aproxima o cidadão de sua realidade por meio das informações: “A gente fica mais empoderado quando sabe de fato a situação e o histórico do reservatório que abastece a cidade onde mora, porque consegue pensar suas condições hídricas, se elas se repetem e para onde estamos indo, a partir de dados. Isso contribui para o controle social, para que a população discuta com o gestor responsável acerca do manejo da água, do planejamento e da preocupação com a provisão. A proposta da ferramenta é envolver a sociedade nesse debate”.

Sistema de alerta

O sistema de monitoramento trabalha com o recorte de 452 reservatórios distribuídos em nove Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, que juntos totalizam 40.256 hm³ de capacidade máxima de armazenamento.

No sistema interativo existe a seção ‘Informe-se’, onde o usuário pode realizar uma consulta sobre os níveis dos reservatórios e se cadastrar para receber atualizações por meio do Messenger da página oficial do Facebook do Olho N’água.

As informações utilizadas para o monitoramento dos níveis dos reservatórios são provenientes da Agência Nacional de Águas (ANA), Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte (Semarh-RN).

Fonte: Insa

09:58 · 16.06.2014 / atualizado às 13:17 · 16.06.2014 por
Irauçuba foi o primeiro município no Brasil a ter uma política municipal de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca Foto: Kid Júnior / Agência Diário
Irauçuba foi o primeiro município no Brasil a ter uma política municipal de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca Foto: Kid Júnior / Agência Diário

Nesta segunda-feira (16), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) comemora o Dia Mundial de Combate à Desertificação. A data oficial, instituída pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), é 17 de junho. Com o campeonato mundial de futebol no Brasil, as comemorações foram antecipadas.

Durante o evento, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, entrega certificados a representantes de projetos reconhecidos pelo programa Dryland Champions, organizado pela UNCCD, por reconhecer indivíduos, organizações e empresas cujas ações, iniciativas ou projetos promovam a gestão sustentável do solo e o combate à desertificação e à seca.

O evento conta com a presença do representante da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) junto à UNCCD e à Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), José Procópio Lucena, do secretário de Meio Ambiente do Sergipe, Genival Nunes, e do prefeito do município de Irauçuba (CE), José Elisnaldo Mota Pinto.

Irauçuba foi o primeiro município no Brasil a ter uma política municipal de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca. De acordo com o secretário executivo da CNCD e diretor do departamento de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, as ações realizadas pelo município cearense são referência no meio. “A gestão ambiental sustentável, em parceria com o Fundo Clima, o Programa Água Doce e o Projeto Econormas, fortalece as ações do município nas áreas susceptíveis à desertificação”, afirmou Campello.

Já o estado de Sergipe tem um plano estadual de combate à desertificação, que inclui a realização de diagnóstico florestal, projetos para cerâmicas sustentáveis, ordenamento ambiental em assentamentos, apoio à elaboração de planos municipais de combate à desertificação no Alto Sertão e inventário florestal.

O Projeto “Recuperação de Área Degradada em Processo de Desertificação na Sub-Bacia Hidrográfica do Riacho do Brum no Município de Jaguaribe-CE”, que está sendo executado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), por meio de Convênio com o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), também recebe o Certificado Dryland Champions.

O projeto No Clima da Caatinga, realizado pela Associação Caatinga e patrocinado pela Petrobras, com suas ações de conservação desenvolvidas na Reserva Natural Serra das Almas, em Crateús (CE), também foi contemplado.

O evento é realizado agora pela manhã, no Auditório do Edifício Marie Prendi Cruz, localizado à SEPN 505, Bloco B, Asa Norte, Brasília. No local, haverá duas exposições fotográficas: uma sobre os projetos contemplados pelo Programa Dryland Champions e outra intitulada A ave na Caatinga, do fotógrafo João Vital Evangelista Souto.

Deserto contido / Deserto avança

A desertificação é um dos principais problemas do Semiárido, atingindo, segundo o MMA, quatro núcleos: Gilbués (PI), Irauçuba (CE), Seridó (RN) e Cabrobó (PE). Já são 200 mil quilômetros totalmente degradados. Se juntarmos aos 400 quilômetros onde esse processo é mais moderados, temos 600 mil quilômetros de terras inadequadas para a agriculturas ou outras finalidades.

Nos dias 5 e 7 de abril do ano passado, por ocasião da 2ª Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (UNCCD), realizada na semana seguinte, em Bonn, na Alemanha, e que estava programada anteriormente para Fortaleza, publicamos dois cadernos especiais, no Diário do Nordeste, focando o tema.

Para isso, visitamos todos os núcleos de desertificação e constatamos que o mau uso dos recursos naturais e o manejo inadequado da terra provocaram o problema. Em Gilbués, encontramos voçorocas gigantescas; em São José do Seridó, o pasto virou pedra; em Cabrobó, o solo ficou completamente salinizado.

O processo de desertificação é lento e silencioso. A recuperação de terras degradadas é demorada e o custo é altíssimo. Tendo em vista essa realidade, procuramos mostrar o que vem sendo feito para mitigar ou até reverter o problema.

Mostramos o trabalho que a ASA vem desenvolvendo na Região, garantindo água para o consumo básico e também para a produção, de uma forma sustentável, por meio da construção de cisternas associada à troca de experiências entre os agricultores familiares para a conservação do solo e da biodiversidade para garantir a manutenção dos serviços ambientais.

Descobrimos que o Instituto do Semiárido (Insa) está fazendo novo levantamento para delimitar as áreas que sofrem com a desertificação e que também desenvolve técnicas para fazer face ao problema da desertificação com elementos da própria Caatinga, a baixo custo.

Em Afogados da Ingazeira (PE) encontramos o engenheiro mecânico José Artur Padilha, que desenvolveu o Conceito Base Zero. Por meio de barragens subterrâneas em formato de arco romando deitado, ele armazena água no subsolo, evitando a evaporação que rouba quase a metade do potencial dos nossos mananciais hídricos de superfície.

10:40 · 28.04.2014 / atualizado às 10:40 · 28.04.2014 por
A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Em agosto de 2003, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva instituiu, por meio de decreto não numerado, 28 de abril como o Dia Nacional da Caatinga, em homenagem ao primeiro ecólogo do Nordeste brasileiro e pioneiro em estudos da caatinga, o professor João Vasconcelos Sobrinho, nascido em 28 de abril de 1908. O objetivo é fazer o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e outras instituições, governamentais ou não, promoverem campanhas de valorização e conservação deste importante bioma do nosso País.

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do Planeta. Seu nome – do Tupi, “mata branca” – decorre da paisagem esbranquiçada apresentada pela vegetação durante o período de estiagem, quando a maioria das plantas perde as folhas e os troncos tornam-se esbranquiçados.

O bioma ocupa aproximadamente 850.000 km², cerca de 10% do território nacional, englobando de forma contínua parte dos Estados da Paraíba, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia (região Nordeste do Brasil) e parte do norte de Minas Gerais (região Sudeste do Brasil).

Infelizmente é o mais fragilizado dos biomas brasileiros. O uso insustentável do solo e recursos naturais ao longo de centenas de anos de ocupação fazem com que a Caatinga esteja bastante degradada. Entretanto, as poucas pesquisas existentes revelam a sua riqueza em termos de biodiversidade e particularidades.

Paisagem

Do ponto de vista da vegetação, a Caatinga é classificada como savana estépica. Entretanto, a paisagem é bastante diversa, com regiões distintas, cujas diferenças se devem à pluviometria, fertilidade e tipos de solo e relevo. Uma primeira divisão é entre o Agreste e o Sertão. O Agreste é uma faixa de transição entre o interior seco e a Mata Atlântica, característica da Zona da Mata. Já o Sertão apresenta vegetação mais rústica. Estas regiões são usualmente conhecidas como Seridó, Curimataú, Caatinga e Carrasco.

Segundo esta distinção, a Caatinga Seridó é uma transição entre Campo e a Caatinga Arbórea. Cariri é o nome da Caatinga com vegetação menos rústica. Já o Carrasco corresponde a uma Savana muito densa, seca, que ocorre em topo de chapadas, caracterizada pelo predomínio de plantas caducifólias lenhosas, arbustivas, muito ramificadas e densamente emaranhadas por trepadeiras. Ocorre sobretudo na Bacia do Meio Norte e Chapada do Araripe.

Ceará

A solenidade de entrega do Prêmio Ambientalista Joaquim Feitosa para a Fundação Araripe será realizada a partir das 14 horas, no Palácio Iracema, em Fortaleza, quando, em parceria com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), serão lançadas publicações resultantes do Projeto de Conservação e Gestão Sustentável do Bioma Caatinga nos Estados da Bahia e do Ceará (Mata Branca).

A escolha foi feita pelo Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga, presidido pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam). a Fundação Araripe foi escolhida por demonstrar experiência comprovada focada na conservação, recuperação e desenvolvimento de atividades que contribuem sobremaneira para o fortalecimento das Políticas Florestais, da Biodiversidade e de Educação e Extensão Ambiental.

Fundação Araripe fica noCrato (CE), no centro de um espaço do Nordeste que inclui territórios do Ceará (Cariri), Pernambuco Ocidental (entre outros espaços, o Polo Gesseiro) e o Piauí (ao Leste de Picos), com uma população de mais de 1.5 milhões de habitantes, distribuídos em mais de 100 municípios, desde o ano 2000.

Procura contribuir para uma gestão mais eficaz dos recursos humanos e materiais disponíveis, abrindo frentes de trabalho e participando da luta pelo desenvolvimento sustentável. A estratégia da Fundação Araripe, para avançar na direção desejada, é dialogar com os atores regionais para o estabelecimento de agendas em termos de medidas concretas que permitam o desenvolvimento da educação e da saúde, da pesquisa, da vida econômica, regional, social e cultural.

Semiárido

No dia 14 de abril de 2014 o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), completou 10 anos de criação. Com a missão de “viabilizar soluções interinstitucionais para a realização de ações de pesquisa, formação, difusão e formulação de políticas para a convivência sustentável do Semiárido brasileiro a partir das potencialidades socioeconômicas e ambientais da região”.

Para celebrar esta data será realizada uma programação especial hoje, a partir das 16 horas, em sua sede, em Capina Grande. Dentre os destaques haverá a instalação do escritório regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) na região Nordeste, por meio da assinatura de acordo de cooperação. Outra importante novidade é o lançamento da primeira fase do Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido brasileiro (SIGSAB). Além da comemoração do Dia Nacional da Caatinga.

FAO

O Governo Federal, por meio do Insa, apoiará a implantação da 2º Unidade de Coordenação de Projetos da FAO no Brasil, a outra se localiza no Paraná. Na Região Nordeste do Brasil, o escritório da FAO funcionará na sede do Insa/MCTI, em Campina Grande (PB), e apoiará projetos para fortalecer a agricultura familiar, o combate à desertificação, ações de mitigação e recuperação da degradação da terra em espaços semiáridos, a mitigação dos efeitos da seca, a produção de alimentos e o combate à fome.

Terá como parâmetros a instrumentalização da ciência, da tecnologia e da inovação para promover o uso racional do solo, água, bosques e florestas, mediante o planejamento social, econômico, ambiental e o manejo sustentável e de uso múltiplo, com ênfase na inclusão sócio-produtiva das populações mais vulneráveis, levando em consideração a relevância do conhecimento popular e a experiência exitosa de implantação da Unidade de Coordenação de Projetos da FAO na Região Sul do Brasil.

Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido

Considerando que a informação é fundamental para o desenvolvimento da região semiárida, desde 2011 o Insa, no cumprimento de seu papel institucional, concentrou esforços para estruturar e implantar o Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (SIGSAB), com a finalidade de reunir e disponibilizar dados e informações econômicas, sociais, ambientais e da infraestrutura do Semiárido brasileiro. O sistema será utilizado para divulgar experiências, conhecimentos e estudos como forma de gerar novos conhecimentos nos campos da ciência, tecnologia e inovação.

Existem várias instituições envolvidas com a produção de dados e informações de interesse para o Semiárido brasileiro. O propósito do SIGSAB é reuni-las para agilizar e facilitar o acesso aos dados científicos sobre a região.

O Sistema foi planejado para operar em plataforma web e o uso de suas ferramentas poderá subsidiar a realização de estudos e pesquisas que poderão contribuir inclusive na definição de políticas públicas e investimentos tanto públicos quanto privados, para o planejamento do uso sustentável dos recursos naturais.

Os dados disponibilizados trarão benefícios para os nove estados que foram o Semiárido brasileiro (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe e Minas Gerais), beneficiando pesquisas que serão realizadas em proveito de aproximadamente 22.500.000 de brasileiros.

O Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (SIGSAB) terá dois módulos de consulta: um básico e outro avançado. O módulo básico é direcionado, gestores de políticas públicas, organizações sociais e sociedade em geral; já o módulo avançado tem como público equipes técnicas de órgãos gestores, pesquisadores de Institutos de pesquisa em ciência, tecnologia e inovação, e professores de Universidades.

Os dados e informações disponibilizados no Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (SIGSAB) são provenientes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Agência Nacional de Águas (ANA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ministério do Meio Ambiente (MMA), entre outras.

Fontes: MMA, Conpam, Insa

13:14 · 22.01.2014 / atualizado às 13:19 · 22.01.2014 por
Com a perspectiva de a seca se prolongar por mais um ano, é preciso mais que fé e determinação para que o sertanejo continue em sua terra Foto: Agência Diário / José Leomar
Com a perspectiva de a seca se prolongar por mais um ano, é preciso mais que fé e determinação para que o sertanejo continue em sua terra Foto: Agência Diário / José Leomar

O Fórum Econômico Mundial (FEM) publicou, no fim da semana passada, a nona edição do relatório Riscos Globais 2014 (Global Risks 2014), que aponta quais são os riscos mais prováveis que o mundo enfrentará nos próximos meses. Entre os problemas mais destacados figuram as mudanças climáticas e os extremos meteorológicos.

Um estudo divulgado pela Nasa, ontem, aponta que o ano de 2013 foi o sétimo mais quente desde que a temperatura começou a ser medida sistematicamente, em 1880. Segundo a agência norte-americana, em 2013 foi mantida a tendência de longo prazo de um aquecimento global das temperaturas. Os anos mais quentes registrados são 2010 e 2005. Dos 10 anos mais quentes da história, nove ocorreram desde 2000, sendo 1998 a exceção.

O trabalho, realizado no Instituto Goddard de Estudos Espaciais da agência espacial americana, mostra que a temperatura média global do ano passado foi de 14,6ºC, 0,6ºC acima da média do século XX. Além disso, há 38 anos, em nenhum deles a temperatura média se situou abaixo dessa média de 14,6ºC.

El Niño

Um outro estudo, conduzido por uma equipe internacional de pesquisadores, ligados a instituições como a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), a Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO) e o Centro de Excelência para Ciência do Sistema Climático (CoECSS), publicado nesta semana no periódico Nature Climate Change, afirma que o aquecimento das temperaturas médias do Planeta acarretará em uma maior ocorrência do El Niño (aquecimento anormal nas águas do Oceano Pacífico) em sua forma mais intensa, resultando em mais eventos climáticos extremos em diversas partes do globo. Segundo Agus Santoso, do CoECSS, atualmente temos um forte El Niño a cada 20 anos e o trabalho mostra que teremos um a cada 10 anos.

Em conferência da ONU-Água, realizada nesta semana, em Zaragoza (Espanha), representantes das agências das Nações Unidas, governos, empresas, organizações não governamentais e especialistas da indústria de todo o mundo discutiram a importância da água e da energia em preparação para o Dia Mundial da Água de 2014 (22 de março).

Em meio às discussões: “a demanda por água pode exceder em 44% os recursos anuais disponíveis até 2050, enquanto a demanda de energia pode experimentar um aumento de 50% até o mesmo ano”. Isso porque a necessidade de água para gerar energia primária está crescendo conforme o crescimento econômico, as mudanças demográficas e as mudanças de estilos de vida.

Estiagem

Ontem, após dois dias de discussões, os pesquisadores da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) divulgaram que há probabilidade de a estiagem que aflige a região há dois anos se prolongar em 2014. A previsão climática para os próximos três meses no Ceará aponta 40% de probabilidade de que as chuvas fiquem abaixo da média até abril, 35% de chance de termos chuva em torno da média e 25% de probabilidade de precipitações acima da média.

Neste momento, é preciso fé, determinação e apoio que permitam ao sertanejo continuar em suas terras até que venham dias melhores. No que depender do que diz a comunidade científica, o horizonte não é nada animador.

Com informações do Instituto Carbono Brasil e da Funceme

10:25 · 07.01.2014 / atualizado às 09:15 · 08.01.2014 por
Agricultor Vitoriano Alves, de Cruzeta (RN) Foto: Banco Mundial/Mariana Ceratti
Agricultor Vitoriano Alves, de Cruzeta (RN) Foto: Banco Mundial/Mariana Ceratti

Um estudo do Banco Mundial aponta que a variabilidade das chuvas e a intensidade das secas no Nordeste continuarão aumentando até 2050, com graves efeitos para a população, caso os governos locais não invistam em infraestrutura e gestão hídrica.

Pela análise de duas regiões – a Bacia de Piranhas-Açu, no Rio Grande do Norte, e o Rio Jaguaribe, no Ceará – o relatório “Impactos da Mudança Climática na Gestão de Recursos Hídricos: Desafios e Oportunidades no Nordeste do Brasil” analisa os efeitos do aquecimento global combinados com fatores como o crescimento populacional e o aumento da demanda por água.

Em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e a Universidade Federal do Ceará (UFC), entre outras instituições, os pesquisadores avaliam que a bacia de Piranhas-Açu, por exemplo, deve sofrer uma maior perda de água no solo e nas plantas, um fenômeno que os especialistas chamam “evapotranspiração”.

Ainda segundo o estudo, porém, se forem realizados constantes investimentos na modernização da irrigação, a demanda pela água na agricultura pode diminuir 40%, o que atenuaria o problema de gerenciamento da água da região.

O relatório mostra que, embora futuras compensações sobre o uso da água vão existir e deverão ser negociadas e discutidas entre os usuários, estratégias de alocação mais flexíveis poderiam tornar o setor de água no Nordeste brasileiro menos vulnerável aos impactos da demanda e das mudanças climáticas.

Agência da ONU auxilia na implementação de mudanças

Um programa financiado pelo Banco Mundial já começa a implementar mudanças na região. Uma iniciativa que atenderá 23 pequenos agricultores – com lotes de cerca de cinco hectares cada – apoia os trabalhadores rurais na compra de equipamentos que economizam água, dá assistência técnica na gestão hídrica e auxilia a expansão da rede elétrica na área do projeto, reduzindo a necessidade de água para o cultivo.

O agricultor Jean Azevedo acredita que o novo projeto ajudará os produtores que continuam procurando oportunidades no campo. Ele vive em Cruzeta (RN), uma região onde caem, em média, menos de 800 mm de chuva por ano – um volume de precipitação similar ao de países da África Subsaariana – e onde praticamente não chove entre julho e dezembro.

Preservar esse recurso natural tão valioso é um dos principais objetivos de Vitoriano Alves dos Santos, colega do Azevedo na Associação de Produtores de Cruzeta. “Ainda tenho acesso a uma fonte de água, mas me aflige ver a quantidade gasta todos os dias com a irrigação”, afirma.

Fonte: Nações Unidas no Brasil

11:36 · 25.10.2013 / atualizado às 11:39 · 25.10.2013 por
Entre 28 e 30 de outubro, evento multisetorial reúne tomadores de decisão do Governo Federal e dos estados nordestinos para discutir o atual ciclo de estiagem Foto: José Leomar / Agência Diário
Entre 28 e 30 de outubro, evento multisetorial reúne tomadores de decisão do Governo Federal e dos estados nordestinos para discutir o atual ciclo de estiagem Foto: José Leomar / Agência Diário

Banco Mundial, Ministério da Integração Nacional (MI), Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e Governo do Estado do Ceará realizam, nos dias 28, 29 e 30 de outubro o “Seminário sobre Secas, Impactos e Respostas – Uma Análise da Seca de 2012-2013 no Nordeste e Contribuições para uma Política Nacional sobre Secas”.

O evento acontece no Auditório Waldyr Diogo, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e reunirá representantes do Governo Federal e dos Estados nordestinos para uma discussão multisetorial dos efeitos e da convivência com a estiagem.

O Nordeste brasileiro vem enfrentando, desde 2012, uma das secas mais severas dos últimos 50 anos, com enormes impactos econômicos, sociais e ambientais. A sociedade e o governo, ou os governos, vêm reagindo através de diversas formas, buscando minorar os impactos e melhorar a convivência com a adversidade.

Segundo Antônio Rocha Magalhães, assessor do CGEE, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com as mudanças climáticas, as secas podem tornar-se ainda mais frequentes e severas.

“Com este Seminário, busca-se documentar a seca de 2012-2013, discutir a experiência do Nordeste e de outros lugares do mundo no enfrentamento de secas e extrair lições que possam ser úteis para melhorar a convivência e aumentar a resiliência do Nordeste ao fenômeno, promovendo melhor adaptação às variações atuais e futuras do clima”, explica.

Política Nacional

Outro objetivo relevante do evento é avançar em aspectos importantes para a consolidação de uma política nacional sobre secas, sob a liderança do Ministério da Integração Nacional, com o apoio de outras instituições nacionais e internacionais.

Assim, estarão reunidos no Seminário sobre Secas, Impactos e Respostas tomadores de decisão em áreas diversas como agricultura, pecuária, meio ambiente, recursos hídricos, meteorologia, defesa civil, pesca, energia, ciência e tecnologia.

Para Meiry Sakamoto, assessora técnica da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) além do planejamento em longo prazo para a convivência com o problema da seca, o encontro também deve orientar ações imediatas.

“Estamos vivenciando um ciclo severo de seca e ainda é prematuro falarmos em previsão para a estação chuvosa de 2014. Dessa forma, um evento como este tem grande relevância para que os governos, agentes públicos e sociedade civil compreendam a real situação do Nordeste para que seja traçado um planejamento de ações visando diminuir os impactos dessa estiagem e de um possível prolongamento dela”.

Seminário sobre Secas, Impactos e Respostas

Data: 28 a 30 de Outubro de 2013

Local: Auditório Waldyr Diogo, Fiec (Avenida Barão de Studart, 1980, Aldeota – Fortaleza – CE)

Organização: Governo do Estado do Ceará, CGEE

Apoio: Ministério da Integração Nacional, Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Banco do Nordeste do Brasil, Banco Mundial

28/10/2013 – Primeiro Dia

A SECA E SEUS IMPACTOS

Horário

Programação

9h-9h30

Boas Vindas

Domingos Filho – vice-governador do Estado do Ceará

Roberto Macêdo – presidente da Fiec

Antonio Rocha Magalhães – assessor do CGEE

Luiz Gonzaga Paes Landim – superintendente da Sudene

Nelson Martins – secretário do Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará

9h30-10h30

Palestras Magnas

Em Direção a Uma Política Nacional sobre Secas

Francisco Teixeira – ministro da Integração Nacional

Secas e Água no Nordeste

Paulo Varella – Diretor de Gestão da ANA

10h30-11h

Uma Viagem pelo Sertão – março de 2013”

Presidente da Mesa: Domingos Filho – vice-Governador do Estado do Ceará

Apresentação:

Antonio Rocha Magalhães (CGEE)

Eduardo Martins (Funceme)

11h-11h30

Intervalo para Café

11h30-12h

Sistema de Informação sobre Secas: Rumo a um Monitor de Secas para o Nordeste do Brasil

Presidente da Mesa: ministro Francisco Teixeira (MI)

Apresentação:

Erwin de Nys (Banco Mundial)

Maria Assunção Faus da Silva Dias (IAG/USP)

Eduardo Martins (Funceme)

12h-12h30

A Seca de 2012-2013: Monitoramento e Previsão

Presidente da Mesa: Paulo Varella (ANA)

Apresentação:

Antonio Divino Moura (INMET)

Gustavo Luedemann (MCTI)

Eduardo Martins (Funceme)

12h30-14h

Intervalo para Almoço

14h-14h45

Impactos da Seca de 2012-2013 no Nordeste

Presidente da Mesa: Wellington Damasceno (Etene/BNB)

Apresentação:

Luciano Ximenes (Etene/BNB)

Comentários: Flávio Ataliba (Ipece)

14h45-16h15

Painel 1 – Impactos Econômicos, Sociais e Ambientais da Seca nos Estados

Presidente da Mesa: José Mauro Couto (MI)

Painelistas: Representantes dos Estados do Ceará, Pernambuco, Piauí, Bahia, Paraíba

16h15-16h45

Intervalo para Café

16h45-18h15

Painel 2 – Impactos Econômicos, Sociais e Ambientais daSeca nos Estados

Presidente da Mesa: Nelson Martins (SDA)

Painelistas: Representantes dos Estados do Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas, Minas Gerais, Maranhão

18h15-18h45

Discussão

29/10/2013 – Segundo Dia

AS RESPOSTAS GOVERNAMENTAIS E SOCIAIS

Horário

Programação

09h-10h

O Sistema Nacional de Defesa Civil e a Força Tarefa do Governo Federal: Enfrentamento da Seca de 2012-2013

Presidente da Mesa: General Adriano Pereira (SNDC) a confirmar

Apresentação: Elcio Barbosa (Cenad/SNDC)

Discussão

10h-11h

Painel 3: Defesa Civil nos Estados

Presidente da Mesa: Coronel Hélcio Costalima (Defesa Civil do Estado do Ceará)

Participantes: Estados

11h-11h30

Intervalo para Café

11h30-12h

Legislação sobre Secas no Brasil

Presidente da Mesa: Paulo Varella (ANA)

Apresentação:

Sheila Pitombeira (Ministério Público do Estado do Ceará)

12h-12h30

Discussão

12h30-14h

Intervalo para Almoço

14h-15h

Painel 4 – A Questão da Água e as Secas: Impactos e Respostas

Presidente: Cesar Pinheiro (SRH)

Joaquim Gondim (ANA)

Representante (Dnocs)

Renys Frota (Cogerh)

André Facó (Cagece)

Marcelo Asfora (Apac)

15h-15h50

Painel 5 – Mecanismos de Proteção Social: Crédito Rural, Seguro Safra, Bolsa Estiagem, Bolsa Família

Presidente da Mesa: Eudoro Santana (Iplan/Fortaleza)

Painelistas:

Luis Sérgio Farias Machado (BNB)

Francisco Sombra (MDA)

Expedito José do Nascimento (Aprece)

15h50-16h10

Intervalo para Café

16h10-16h50

A Questão da Alimentação Animal

Presidente: Antonio Rodrigues Amorim (SDA)

Apresentação: Francisco Agenor Pereira (Conab)

Comentário: Estados

16h50-17h30

Painel 6: Ciência, Tecnologia e Inovação para a Convivência com as Secas

Presidente da Mesa:Renê Barreira (Secitece)

Evandro Vasconcelos Holanda Júnior (Embrapa Caprinos e Ovinos)

João Ambrósio (UVA)

Ricardo Marques (SRH)

17h30-18h10

Experiência do Setor Privado e Sociedade Civil

Presidente: Carlos Prado (Fiec)

Participantes:

Flávio Saboya (Faec)

Luis Carlos Ribeiro de Lima (Fetraece)

Leonildo Peixoto (Instituto Agropolos)

 

30/10/2013 – Terceiro Dia

PLANEJAMENTO E POLÍTICAS SOBRE SECAS

Horário

Programação

09h-10h

Políticas, Planos e Instituições sobre Secas

Presidente: Antonio Rocha Magalhães (CGEE)

Apresentação: José Machado (MI)

Comentários: Otamar de Carvalho (Consultor MI); José Mauro Couto (MI); Sudene

Discussão

10h-10h40

Iniciativas Municipais e Planos Estratégicos

Presidente: Domingos Filho (Vice Governador do Estado do Ceará)

Apresentação: Francisco de Assis de Souza Filho (UFC)

10h40-11h

Intervalo para Café

11h-11h40

Estudos de Casos: Milhã, Piranhas-Açu e Pirapama

Presidente da Mesa: Francisco de Assis de Souza Filho (UFC)

Apresentação: Equipe Banco Mundial

11h40-12h20

Políticas Nacionais de Secas: Um Estudo Comparativo de Cinco Países (EEUU, Austrália, México, Espanha e Brasil)

Presidente da Mesa: Marcelo Ásfora (Apac)

Apresentação: Erwin de Nys e Nathan Engle (Banco Mundial)

12h20-13h

Sistemas Nacionais de Informação sobre Secas

Presidente da Mesa: Luiz Gonzaga Paes Landim (Sudene)

Apresentação: Maria Assunção Faus da Silva Dias (IAG/USP)

13h-14h30

Intervalo para Almoço

14h30-15h30

Painel 7: Elementos para um Plano Nacional sobre Secas

Presidente da Mesa: Eduardo Martins (Funceme)

Painelistas: Representantes de Estados, MI, Banco Mundial (setores de Recursos Hídricos, Agricultura, Meio Ambiente e Defesa Civil)

15h30-16h30

Monitoramento e Previsão Climática

Presidente da Mesa: Hélio Camargo (Cemaden)

Apresentação:

Maria Assunção Faus da Silva Dias (IAG/USP)

José Aravéquia (CPTEC/Inpe)

Eduardo Martins (FUNCEME)

16h30-17h

Intervalo para Café

17h-18h

Implicações para as Políticas Públicas de Adaptação aos Impactos das Secas

Presidente: Antonio Rocha Magalhães (CGEE)

Participantes: Representantes do MI, Governo Ceará, BNB, WB

18h

Encerramento

Fonte: Funceme

11:37 · 01.10.2013 / atualizado às 11:37 · 01.10.2013 por
A conservação da biodiversidade do bioma Caatinga é essencial para a manutenção da produtividade no sertão Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
A conservação da biodiversidade do bioma Caatinga é essencial para a manutenção da produtividade no sertão Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Os resultados do Projeto de Conservação e Gestão Sustentável do Bioma Caatinga nos Estados da Bahia e Ceará (Projeto Mata Branca) apresentados hoje, 1º de outubro, em Seminário Final, no Centro de Treinamento do Banco do Nordeste (BNB Passaré) destacam apoio técnico e financeiro a 72 projetos, em Tauá, Crateús, Independência, Novo Oriente, Parambu, Catarina e Aiuaba, com atendimento a 226 comunidades e 2.113 famílias.

Eles incluem adoção de práticas de consumo sustentável, agroecologia, sistemas agroflorestais, apicultura, manejo de solo e água, reciclagem e reúso de água. Os objetivos são melhorar a renda e contribuir com os indicadores da biodiversidade, redução de desmatamento e queimadas, de forma a minimizar os processos de desertificação.

No Estado do Ceará, 1.760 pessoas foram capacitadas em 68 municípios inseridos no Sertão Central e dos Inhamuns. Quanto às áreas protegidas, duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RRPNs) foram criadas, e três áreas estão sendo finalizadas entre Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), Associação Caatinga, com apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O Projeto Mata Branca resulta de acordo de doação, financiado pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) e Banco Mundial (Bird), no valor de US$ 23 milhões, entre eles US$ 13 mi em contrapartida dos Estados em serviços e US$ 10 mi em valor financeiro, sendo 50% para cada estado, no período de 2007 a 2013.

O objetivo do Projeto é contribuir para a preservação, conservação, uso e gestão sustentável da biodiversidade do Bioma Caatinga e melhorar, simultaneamente, a qualidade de vida de seus habitantes, por meio da introdução de práticas sustentáveis.

Os três componentes do Mata Branca são Apoio a Instituições e Políticas Públicas para Gestão Integrada (I), Promoção de Práticas da Gestão Integrada dos Ecossistemas (II) e Monitoramento e Avaliação (III) das atividades desenvolvidas.

“O projeto chegou como mecanismo de integração de outros projetos nos dois Estados com uma perspectiva regional, que enfoca a conservação e o controle sustentável do bioma Caatinga”, afirma a assessora de projetos especiais do Conpam, Tereza Farias.

Organizado pela empresa AR Eventos Sustentáveis, o encontro conta com a participação de cerca de 350 pessoas, entre beneficiários, parceiros do projeto como a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga, Pacto Ambiental dos Inhamuns, prefeituras, representantes do terceiro setor, academia e poder legislativo.

08:01 · 17.06.2013 / atualizado às 11:13 · 17.06.2013 por

WDCD2013

O Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação é celebrado anualmente no dia 17 de junho, desde 1995, o ano em que o dia foi proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Neste dia pretende-se promover a sensibilização pública relativa à cooperação internacional no combate à desertificação e os efeitos da seca. O tema escolhido para o ano de 2013 é a seca e a escassez de água.

De toda a água na Terra, apenas 2,5% é doce. E, de tudo isto, o fornecimento total utilizável para os ecossistemas, incluindo o ser humano, é inferior a 1%. E, matematicamente falando, quando a demanda por água excede a oferta disponível, resulta em escassez.

As terras secas são particularmente vulneráveis à escassez de água e a intensificação projetada de escassez de água doce irá causar maiores tensões em zonas áridas. Embora cada pessoa precise de pelo menos 2.000 metros cúbicos de água para o desenvolvimento do bem-estar humano e sustentável a cada ano, em média, as pessoas nas terras áridas têm acesso a apenas 1.300 metros cúbicos.

Mapa da escassez de água

map1

O objetivo do Dia Mundial de Combate à Desertificação de 2013 é criar consciência sobre os riscos de seca e escassez de água no sertão e, além, chamar a atenção para a importância de manter os solos saudáveis, como parte da agenda pós-Rio +20, bem como a agenda dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) pós-2015.

O slogan deste ano, “Não deixe que o nosso futuro secar” apela para que todos possam tomar medidas para promover a preparação e a resiliência à escassez de água, desertificação e seca. O slogan encarna a mensagem de que todos nós somos responsáveis pela água e conservação do solo e uso sustentável, e que existem soluções para estes graves problemas de recursos naturais. A degradação da terra ameaça o nosso futuro.

Dentro da campanha, a hashtag #WDCD2013 foi proposta para todas as postagens relacionadas ao tema. Ela chama todos a compartilhar fotos e notícias de eventos na sua página no Facebook.

Em Fortaleza

Em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Desertificação, o Conselho de Políticas e Gestão do Meio ambiente (Conpam) realiza hoje, a partir das 14h, evento na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. O objetivo é difundir as ações do Estado relacionadas à desertificação.

Estão previstas palestras sobre os temas “Experiências do Projeto Mata Branca na Convivência com o Semiárido”, ministrada pela assessora de projetos especiais do Conpam, Tereza Farias; “A Funceme no contexto da desertificação”, chefe do Núcleo de Meteorologia, Meiry Sayuiri Sakamoto; e “Ações Ambientais do Projeto São José”, assessor ambiental da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), Hermínio José Moreira Lima. Também será lançado o livro “Levantamento de reconhecimento de média intensidade dos solos – Mesorregião do Sul Cearense”.

No Ceará, as áreas mais fortemente atingidas, conforme o professor Marcos Nogueira, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), apresentam uso desordenado dos recursos naturais com práticas agrícolas primitivas, queimadas indiscriminadas e inadequação dos sistemas produtivos. O processo pode ser verificado nos municípios de Irauçuba, Jaguaribe e Inhamuns, o que corresponde a um espaço territorial de quase 30 mil km², cerca de 23% da área do Estado.

Fontes: UNCCD e Conpam

18:21 · 28.08.2012 / atualizado às 18:21 · 28.08.2012 por
A desertificação não está relacionada apenas à falta de chuva, mas à degradação do solo Foto: sxc.hu

A 2ª Conferência Científica da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Combate à Desertificação (UNCCD) será realizada em Fortaleza, de 4 a 8 de fevereiro de 2013, no Centro de Eventos do Ceará. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antônio Raupp, lançou oficialmente o evento no Palácio da Abolição, sede do Governo do Estado do Ceará, na última quinta-feira (23 de agosto).

Segundo o ministro, Fortaleza foi escolhida para sediar o evento por já ter sido sede de dois outros encontros importantes, aConferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas (Icid) de 1992 e 2010.

O governo estadual será um dos financiadores do evento, em parceria com o governo federal e a ONU. A parte das Nações Unidas, será de aproximadamente US$ 2 milhões. Já o governo federal vai contribuir com US$ 600 mil, a serem cobertos pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Ministério da Integração nacional (MI).

O foco temático da UNCCD será “Avaliação econômica da desertificação, da gestão sustentável da terra e da resiliência de zonas áridas, semiáridas e sub-úmidas secas”. Os interessados em apresentar trabalhos científicos devem fazer suas inscrições até o dia 31 de agosto próximo. O site para envio dos resumos é o http://2sc.unccd.int

Desertificação no Ceará

No Estado, os dados mais recentes relativos à desertificação datam de 2004, quando foi feito um estudo específico pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) sobre áreas de oito municípios do médio Jaguaribe. De acordo com o presidente da Funceme, Eduardo Martins, a cidade de Jaguaribe é a que tem a situação mais preocupante, com cerca de 23,54% do território do município em processo avançado de desertificação.

Segundo o documento, também existem grandes áreas degradadas nos municípios de Jaguaretama (17%), São João do Jaguaribe (8,74%), Jaguaribara (8,4%), Alto Santo (7,02%), Iracema(2,75%),Potiretama(3,34%), Morada Nova (1,38%) e Limoeiro do Norte (0,38%).

Ainda de acordo com o presidente da Funceme, não há previsão para quando estes estudos deverão ser atualizados.

Antes da 2ª Conferência Científica da ONU, irá acontecer, em Sobral, entre os dias 30 de janeiro e 1º de fevereiro, a Conferência Latino-Americana e Caribenha sobre Desertificação. A intenção é reunir algumas propostas para serem apresentadas durante o evento maior de fevereiro.

Fonte: Kelly Garcia / Diário do Nordeste