Busca

Tag: Fundação SOS Mata Atlântica


10:00 · 22.06.2016 / atualizado às 21:51 · 21.06.2016 por
Manguezal_Icapuí_KikoSilva2008
O projeto da ONG Aquasis aprovado para Icapuí contempla a Zona de Vida Silvestre (SVS) da APA Manguezal da Barra Grande Foto: Kiko Silva / Agência Diário

A Fundação SOS Mata Atlântica anunciou os 24 projetos aprovados pelo edital para o apoio à criação e implementação de Unidades de Conservação (UCs) Municipais no País. Dois deles são do Ceará, um no litoral leste de Fortaleza, em Sabiaguaba, outro no litoral leste do Ceará, em Icapuí.

O de Fortaleza, Educação Ambiental e Práticas Sustentáveis na APA da Sabiaguaba, foi apresentado pela Consultoria e Capacitação em Meio Ambiente (Coame); e o de Icapuí, Zona de Vida Silvestre (SVS) da APA Manguezal da Barra Grande, pela Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis).

O objetivo do edital é estimular as cidades a fortalecerem a gestão ambiental de seus territórios, investindo no planejamento e na execução de medidas que assegurem proteção e uso sustentável do ambiente. A iniciativa faz parte das comemorações dos 30 anos da ONG e conta com o patrocínio de Bradesco Cartões, Bradesco Seguros e Repsol Sinopec Brasil.

Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, ressalta a importância do edital: “É um conjunto de projetos agregadores que contribuirão muito para fortalecer esses importantes mecanismos de conservação da biodiversidade local, reunindo poder público, instituições e pessoas para somar esforços voltados para as Unidades de Conservação e as políticas de proteção nos municípios da Mata Atlântica”.

Erika Guimarães, coordenadora de Áreas Protegidas da SOS Mata Atlântica, lembra da importância das UCs municipais para o bem-estar da população: “Teremos novos parceiros para uma atuação mais integrada, buscando fortalecer essas áreas que oferecem serviços ambientais relevantes e melhoram a qualidade de vida de todos nós”.

O edital recebeu propostas em 4 linhas:

Linha 1 – Criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) reconhecidas pela esfera municipal

Linha 2 – Criação de UCs públicas de proteção e integral e uso sustentável na Mata Atlântica, e em ambientes costeiros e marinhos associados

Linha 3 – Atividades que contribuam para a gestão/administração/operação de UCs públicas da Mata Atlântica, costeiras e marinhas

Linha 4 – Projetos que contribuam para a implementação consolidação da UCs de proteção integral sustentável

Dos 24 projetos aprovados na etapa final, 17 seguiram a linha 4, que trata de ações para a implementação efetiva de UCs municipais já criadas e foi a linha que recebeu mais propostas. No que diz repeito aos tipos de Unidades de Conservação contemplados, houve uma distribuição equilibrada entre UCs de proteção intregal (10) e uso sutentável (11), e outras três propostas para estudos de criação de novas UCs.

Mar e Floresta

Das propostas recebidas, quase metade foram para unidades de conservação em ambientes costeiros e marinhos. “Isso reflete a importância que as UCs Municipais também têm para auxiliar o Brasil a atingir as suas metas de proteção do mar e da costa, ambientes hoje muito mal representados no conjunto de unidades de conservação brasileiras”, explica Diego Igawa Martinez, biólogo do programa Costa Atlântica da Fundação.

Essa proporcionalidade se refletiu nas propostas aprovadas: Bradesco Cartões e Bradesco Seguros, que patrocinam diversos projetos da Fundação SOS Mata Atlântica, destinam os recursos às UCs na área de Floresta, por meio do Programa de Áreas Protegidas da Mata Atlântica. Já os recursos para as UCs municipais costeiras e marinhas são destinados pela Repsol Sinopec Brasil, que patrocina projetos de conservação destes ambientes através do Programa Costa Atlântica da Fundação.

Os municípios da região Sudeste concentram a maior parte das propostas aprovadas, seguidos pelos das regiões Nordeste e Sul, incluindo 10 propostas focadas no ambiente costeiro-marinho e 14 em florestas interiores. Os projetos encontram-se distribuídos em 11 dos 17 estados da Mata Atlântica.

Confira a lista completa dos projetos contemplados clicando aqui.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

08:00 · 20.04.2016 / atualizado às 22:54 · 19.04.2016 por
Em Paracuru (CE), a ação ocorre nas praias de Curralzinho, Ronco do Mar, Boca do Poço, Pedra Rachada e Quebra-Mar Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Em Paracuru (CE), a ação ocorre nas praias de Curralzinho, Ronco do Mar, Boca do Poço, Pedra Rachada e Quebra-Mar Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

De 21 a 24 de abril, as cidades de Florianópolis e Imbituba (SC), Itanhaém (SP) e Paracuru (CE) realizam mobilizações pela universalização do saneamento básico, com coleta de assinaturas por esgoto tratado, e por água limpa nas praia e rios brasileiros. A ação faz parte da campanha Saneamento Já, que conta com organizações apoiadoras por todo o Brasil.

Em Florianópolis, a ação ocorre dos dias 21 a 24 de abril, na Praia de Jurerê Internacional e contará com a participação de ONGs como a Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto-e, Associação FloripAmanhã, Instituto Comunitário da Grande Florianópolis (Icom), e parceiros como a Câmara de Dirigentes Lojistas de Florianópolis (CDL Florianópolis) e a Jurerê Internacional.

Uma das consequências da deficiência na coleta e tratamento de esgoto se reflete nas praias de Florianópolis, destino muito procurado não apenas por Catarinenses, mas também por turistas de outras localidades.

O boletim de balneabilidade (qualidade da água para contato primário) de Florianópolis, emitido pela Fundação do Meio Ambiente do Estado, no dia 4 de março, indica que 41% dos pontos monitorados estão impróprios para banho. Florianópolis é uma das poucas capitais litorâneas que coleta pelo menos metade do esgoto gerado (índice de coleta de 55%), porém o tratamento de esgoto na Ilha da Magia ainda é de apenas 46%, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento.

Para Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, a falta de investimentos em saneamento básico no Brasil tem renegado praias, mananciais e rios urbanos às condições impróprias para o uso da sociedade e várias doenças pelo contato com água contaminada. “É necessário mudar essa realidade. O acesso à água em qualidade e quantidade é direito humano, mas para que isso ocorra temos que fazer pressão e incluir o saneamento na agenda de prioridade do País”, ressalta.

Nas outras três cidades, a ação ocorre no dia 21 de abril, com a presença da ONG Ecosurf.

Confira os locais e participe:

Em Itanhaém (SP), na Praia dos Sonhos e Praia dos Pescadores

Em Imbituba (SC), na Praia do Rosa

Em Paracuru (CE), a ação ocorre nas praias de Curralzinho, Ronco do Mar, Boca do Poço, Pedra Rachada e Quebra-Mar

Também é possível assinar a petição por esgoto tratado e água limpa nas praias e rios, bem como ter outras informações sobre a campanha, no link http://bit.ly/peticaosaneamento.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

21:06 · 16.03.2016 / atualizado às 21:15 · 16.03.2016 por
Projetos apoiarão a criação e gestão de Unidades de Conservação. Hoje, apenas 1,57% da costa brasileira encontra-se protegida Foto: Kiko Silva
Quase metade dos projetos aprovados são para Unidades de Conservação em ambiente costeiros e marinhos, sendo dois deles em Icapuí  Foto: Kiko Silva

A Fundação SOS Mata Atlântica está divulgando as propostas aprovadas na primeira fase do edital que destina até R$ 1 milhão para apoiar a criação e implementação de Unidades de Conservação (UCs) municipais. O objetivo é estimular os municípios a fortalecer a gestão ambiental de seus territórios, investindo no planejamento e na execução de medidas que assegurem proteção e uso sustentável do ambiente natural. O edital é um presente pelos 30 anos da Fundação e conta com o patrocínio de Bradesco Cartões, Bradesco Seguros e Repsol Sinopec Brasil.

Nessa primeira fase da seleção, foram recebidas 98 cartas-consulta de interessados em concorrer ao edital. Destas, 76 propostas foram aprovadas para passar para a segunda etapa da seleção. Os selecionados deverão agora encaminhar as propostas completas até o dia 15 de abril de 2016, conforme edital.

“Ficamos muito satisfeitos com o número de propostas recebidas e com a qualidade técnica delas. O resultado dessa etapa do edital reforça a tese da Fundação de que as UCs municipais têm grande potencial para contribuir com a conservação da Mata Atlântica localmente, para o ordenamento territorial dos municípios e para melhorar a qualidade de vida das pessoas, e esse apoio e reconhecimento são essenciais nesse processo”, afirma Erika Guimarães, coordenadora de Áreas Protegidas da Fundação SOS Mata Atlântica.

Das 98 propostas recebidas, quase metade (41) são para unidades de conservação em ambientes costeiros e marinhos. “Isso reflete a importância que as UCs Municipais também têm para auxiliar o Brasil a atingir as suas metas de proteção do mar e da costa, ambientes hoje muito mal representados no conjunto de unidades de conservação brasileiras”, explica Diego Igawa Martinez, biólogo do programa Costa Atlântica da Fundação.

62 das 98 propostas recebidas vieram da região Sudeste, seguida da região Nordeste, com 22 propostas, e da região Sul, com 14. O maior número de cartas-consulta revelou interesse na linha 4, relativa à Implementação de Unidades de Conservação.

No Estado do Ceará, foram contempladas três propostas nesta primeira fase:

AquasisZona de vida Silvestre (ZVS) da APA Manguezal da Barra Grande – Icapuí (CE)

Consultoria e Capacitação em Meio Ambienta (Coame) – Educação Ambiental e Práticas Sustentáveis na APA da Sabiaguaba – Fortaleza (CE)

Prefeitura de IcapuíApoio à Gestão da Área de Proteção Ambiental do Manguezal da Barra Grande – Icapuí (CE)

Fonte: SOS Mata Atlântica

22:09 · 09.03.2016 / atualizado às 22:09 · 09.03.2016 por
O Cocó é um dos rios mais importantes de Fortaleza Foto: Bruno Gomes
O Cocó é um dos rios mais importantes de Fortaleza Foto: Bruno Gomes

Nos dias 10, 11 e 12 de março, a Fundação SOS Mata Atlântica estará em Fortaleza (CE) para apresentar o projeto Observando os Rios e convidar cidadãos e organizações para integrarem grupos de monitoramento que, mensalmente, farão a coleta e a análise da qualidade da água dos rios da cidade. O Observando os Rios é um projeto da Fundação SOS Mata Atlântica que envolve a comunidade no cuidado com a água. O projeto conta com o patrocínio e parceria da Ypê.

Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica reforça a importância da criação desses grupos. “A formação de uma rede de cidadãos para monitorar a qualidade da água dos rios brasileiros é um instrumento de engajamento e mobilização por avanços no saneamento”, comenta.

A Ypê, parceira da SOS Mata Atlântica há oito anos, é patrocinadora da iniciativa. “Acreditamos que garantir um futuro melhor para as próximas gerações, inclui promover e apoiar ações que possibilitem o desenvolvimento sustentável. Por isso, reafirmamos o nosso compromisso em mais uma parceria com a SOS Mata Atlântica, agora por meio do Observando os Rios, que possibilitará ações de conservação, recuperação e gestão participativa da água”, explica Waldir Beira Júnior, presidente executivo da Ypê.

Interessados em participar da reunião de apresentação devem realizar pré-inscrição no link: http://bit.ly/ObsRios. Após o preenchimento do formulário, a Fundação SOS Mata Atlântica retornará com informações adicionais sobre o local e horário da capacitação, para que o interessado possa confirmar sua inscrição no encontro. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail urbano@sosma.org.br ou telefone (11) 3262-4088.

Na reunião de apresentação serão explicadas como funciona o projeto e sua metodologia, além de outros dados. A coleta e análise da água em rios, córregos e lagos é feita por voluntários, reunidos em grupos de monitoramento, que são capacitados pela SOS Mata Atlântica.

Os grupos analisam a água com um kit desenvolvido especialmente para o projeto e os resultados são reunidos em um banco de dados, disponibilizado na internet. A iniciativa é aberta à população em geral, que pode participar de grupos já existentes ou ajudar a criar novos grupos para monitorar rios próximos a escolas, igrejas e outros locais com potencial.

Observando os Rios

O Observando os Rios surgiu em 1991, com uma campanha que reuniu 1,2 milhão de assinaturas em prol da recuperação do Rio Tietê. Nascia o projeto Observando o Tietê, que há mais de duas décadas reúne dados da qualidade da água e configura uma ferramenta importante de acompanhamento do projeto de despoluição do rio. Para agregar outras bacias hidrográficas, a iniciativa foi ampliada e passou a se chamar “Observando os Rios”.

A metodologia, desenvolvida especialmente para a Fundação por Samuel Murgel Branco e Aristides Almeida Rocha, com a contribuição de muitos especialistas, se vale da percepção e de kits de análise para aferir o Índice de Qualidade da Água (IQA – baseado na resolução Conama 357).

O monitoramento utiliza 16 parâmetros físico-químicos e biológicos para a análise, que envolvem itens como a transparência da água, lixo e odor, e classifica a qualidade da água, como péssima, ruim, regular, boa e ótima. Ferramentas de gestão à distância e bancos de dados permitem que grupos de voluntários espalhados em diversas cidades enviem e compartilhem os dados de qualidade da água em seja em diversos rios e mananciais.

Em nova fase, com o patrocínio da Ypê, o projeto agora tem como objetivo formar 10 grupos de monitoramento da qualidade da água em cada um dos 17 estados que possuem Mata Atlântica. Atualmente são 252 grupos de monitoramento que envolvem cerca de 3,6 mil pessoas monitorando 146 rios dos estados de SP, RJ, PB, PE e AL.

SOS Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica é uma ONG brasileira que atua há 30 anos na proteção dessa que é a floresta mais ameaçada do país. A ONG realiza diversos projetos nas áreas de monitoramento e restauração da Mata Atlântica, proteção do mar e da costa, políticas públicas e melhorias das leis ambientais, educação ambiental, campanhas sobre o meio ambiente, apoio a reservas e unidades de conservação, dentre outros.

Todas essas ações contribuem para a qualidade de vida, já que vivem na Mata Atlântica mais de 72% da população brasileira. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir. Saiba como você pode ajudar em www.sosma.org.br.

Ypê

Uma empresa 100% brasileira, a Ypê completou 65 anos em 2015. É nacionalmente reconhecida por investir em sustentabilidade aliada à qualidade e à constante inovação. Desde a sua fundação, em 1950, a empresa promove ações que contribuam com o futuro das pessoas e do planeta e, diariamente, empenha-se em minimizar os impactos de suas atividades ao meio ambiente.

Marca líder no segmento de higiene e limpeza no Brasil, a Ypê possui uma linha completa de produtos para auxiliar nos cuidados com a roupa, a casa e o corpo. Com matriz localizada em Amparo, interior de São Paulo, conta com mais quatro unidades fabris: Salto (SP), Simões Filho (BA), Anápolis (GO) e Goiânia (GO). Possui aproximadamente 4.000 funcionários, exporta para mais de 20 países da América Latina, Ásia, África e Oriente Médio e ainda detém as marcas Atol, Assola, Tixan Ypê e Perfex.

Para mapas interativos e gráficos sobre as áreas remanescentes de Mata Atlântica no país, acesse: http://aquitemmata.org.br

Fonte: SOS Mata Atlântica

10:03 · 11.11.2015 / atualizado às 12:55 · 11.11.2015 por
Pacatuba é a cidade cearense que melhor conserva o bioma no Estado, com 85,7% de vegetação natural, comparado com a área original Foto: Viviane Pinheiro / Agência Diário
Pacatuba é a cidade cearense que melhor conserva o bioma no Estado, com 85,7% de vegetação natural, comparado com a área original Foto: Viviane Pinheiro / Agência Diário

Fundação SOS Mata Atlântica lança nesta semana o hotsite “Aqui Tem Mata”, que mostra de forma interativa índices de desmatamento de 3.429 cidades no período 2013-2014

Lançado nesta quarta-feira (11) pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica traz os dados mais recentes sobre a situação de cidades do Estado do Ceará.

Pacatuba é a cidade cearense que melhor conserva o bioma no Estado, com 85,7% de vegetação natural, comparado com a área original, garantindo ao município a 10ª posição no ranking nacional de preservação. Já a capital do Estado, Fortaleza, mantém 12% de vegetação natural de Mata Atlântica. A vegetação natural inclui, além das florestas nativas, os refúgios, várzeas, campos de altitude, mangues, restingas e dunas.

O estudo, com patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, apresenta ainda um consolidado dos últimos 14 anos.

Municípios mais conservados do Ceará

Pacatuba – 85,7%
Guaramiranga – 69,1%
Frecheirinha – 65,1%
Pacoti – 56,5%
Chaval – 49,7%
Aracati – 44,9%
Barroquinha – 44,8%
Gauiúba – 43,9%
Mulungu – 41,4%
Beberibe – 36,6%

Viçosa se destaca no desmatamento

A cidade cearense com número mais expressivo de desflorestamento entre 2000 e 2014 foi Viçosa do Ceará, com quatro hectares de supressão de vegetação nativa.

Neste ano, os dados atualizados e o histórico das cidades abrangidas pela Lei da Mata Atlântica podem ser acessados no hotsite “Aqui Tem Mata”, que será lançado nesta semana e apresenta de forma simples e interativa as áreas remanescentes de Mata Atlântica no País.

Com opções de busca por localidade, mapas interativos e gráficos, a ferramenta está disponível para web, tablets e celulares, permitindo que os dados estejam acessíveis a qualquer usuário e possam ser reutilizados com finalidades de educação e defesa da proteção da floresta.

“A SOS Mata Atlântica lança o ‘Aqui tem Mata’ com o objetivo de tornar mais acessíveis os dados e o histórico das cidades que são abrangidas pelo Mapa de aplicação da Lei da Mata Atlântica. A partir de uma ferramenta de fácil visualização, qualquer pessoa poderá saber como seu município tem conservado o bioma mais ameaçado do Brasil.

Ampliar o conhecimento sobre o assunto e torná-lo mais próximo do dia a dia é uma forma eficiente de incentivar a participação de todos na proteção do que resta de Mata Atlântica no País”, afirma Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica.

Atualmente, a Mata Atlântica é a floresta mais ameaçada do Brasil, com apenas 12,5% da área original preservada.

O ranking de desmatamento do Atlas dos Municípios, com dados de 3.429 cidades brasileiras, é encabeçado pela cidade piauiense de Eliseu Martins, que teve supressão vegetal de 4.287 hectares (ha) no período entre 2013 e 2014. Por outro lado, outras duas cidades desse Estado, Tamboril do Piauí e Guaribas, lideram a lista das cidades mais conservadas, com 96% da vegetação natural. No recorte do período 2000-2014, a cidade campeã de desmatamento no Brasil é Jequitinhonha, no Estado de Minas Gerais, com 8.708 hectares desmatados.

Com base em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8, o Atlas da Mata Atlântica, que monitora o bioma há 29 anos, utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e geoprocessamento para avaliar os remanescentes florestais acima de 3 hectares (ha).

“Foram anos de trabalho para que pudéssemos consolidar uma base temática (mapa) que permite atualizações anuais consistentes. A possibilidade de o cidadão comum poder acompanhar a dinâmica da cobertura florestal do município onde reside é, sem dúvida, a materialização de uma intenção que tivemos no passado”, afirma Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo Inpe.

Planos municipais da Mata Atlântica

Um dos instrumentos mais eficientes para que os municípios façam a sua parte na proteção da floresta mais ameaçada do Brasil é o Plano Municipal da Mata Atlântica, que reúne e normatiza os elementos necessários à proteção, conservação, recuperação e uso sustentável da Mata Atlântica.

Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, reforça que o plano traz benefícios para a gestão ambiental e o planejamento do município. “Os Planos Municipais da Mata Atlântica materializam as leis do bioma Mata Atlântica. Com novas competências de gestão ambiental, o PMMA é importante para desenvolver políticas de meio ambiente localizadas, pois é uma legislação que pactua com a própria comunidade local e a sociedade, diferentemente das demais leis do país”, afirma Mario.

SOS Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica é uma Organização Não-Governamental (ONG) brasileira que atua há 29 anos na proteção dessa que é a floresta mais ameaçada do país. A ONG realiza diversos projetos nas áreas de monitoramento e restauração da Mata Atlântica, proteção do mar e da costa, políticas públicas e melhorias das leis ambientais, educação ambiental, campanhas sobre o meio ambiente, apoio a reservas e unidades de conservação, dentre outros.

Todas essas ações contribuem para a qualidade de vida, já que vivem na Mata Atlântica mais de 72% da população brasileira. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir.

Saiba como você pode ajudar em www.sosma.org.br/apoie.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

16:07 · 27.05.2014 / atualizado às 16:07 · 27.05.2014 por
O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 494 ha, principalmente nos municípios de Trairi, Amontoada e Aquiraz, com 259 ha, 71 ha e 57 ha de supressão respectivamente Foto: Fernando Brito / Agência Diário
O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 494 ha, principalmente nos municípios de Trairi, Amontoada e Aquiraz, com 259 ha, 71 ha e 57 ha de supressão respectivamente Foto: Fernando Brito / Agência Diário

Hoje, 27 de maio, Dia Nacional da Mata Atlântica, a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgaram, em entrevista coletiva, os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, no período de 2012 a 2013.

No período de 2012 a 2013 não foi identificada, pela escala adotada, supressão da vegetação de mangue. Na Mata Atlântica as áreas de manguezais correspondem a 231.051 ha. Bahia (62.638 ha), Paraná (33.403 ha), São Paulo (25.891 ha) e Sergipe (22.959 ha) são os Estados que possuem as maiores extensões de mangue.

Já a supressão de vegetação de restinga foi de 806 ha, uma redução de 48% em relação aos 1.544 ha identificados no período anterior. O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 494 ha, principalmente nos municípios de Trairi, Amontoada e Aquiraz, com 259 ha, 71 ha e 57 ha de supressão respectivamente. No Rio de Janeiro foram identificados 106 ha e no Paraná 94 ha.

A vegetação de restinga na Mata Atlântica equivale a 641.284 ha. São Paulo possui a maior extensão (206.698 ha), seguido do Paraná (99.876 ha) e Santa Catarina (76.016 ha).

Dados gerais

O estudo aponta desmatamento de 23.948 hectares (ha), ou 239 Km², de remanescentes florestais nos 17 Estados da Mata Atlântica no período de 2012 a 2013, um aumento de 9% em relação ao período anterior (2011-2012), que registrou 21.977 ha.

A taxa anual de desmatamento é a maior desde 2008, cujo registro foi de 34.313 ha. No período 2008 a 2010, a taxa média anual foi de 15.183 hectares. No levantamento de 2010 a 2011, ficou em 14.090 ha.

Segundo os dados do Atlas, nos últimos 28 anos, a Mata Atlântica perdeu 1.850.896 ha, ou 18.509 km2 – o equivalente à área de 12 cidades de São Paulo. Atualmente, restam apenas 8,5% de remanescentes florestais acima de 100 ha. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 ha, restam 12,5% dos 1,3 milhões de km2 originais.

Os Estados da Paraíba, Ceará e Rio de Janeiro, respectivamente, foram os que apresentaram os menores índices de desmatamento. Na outra ponta, Minas Gerais é o Estado campeão do desmatamento pelo quinto ano consecutivo, com 8.437 ha de áreas destruídas, seguido do Piauí (6.633 ha), Bahia (4.777 ha) e Paraná (2.126 ha). Juntos, os quatro Estados são responsáveis por 92% do total dos desflorestamentos, o equivalente a 21.973 ha.

Apesar de liderar a lista, Minas apresentou redução de 22% na taxa de desmatamento, que em 2011-2012 foi de 10.752 ha. De acordo com Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, a queda é resultado de moratória que desde junho do ano passado impede a concessão de licenças e autorizações para supressão de vegetação nativa do bioma. A ação foi autorizada pelo Governo de Minas Gerais após solicitação da Fundação.

O levantamento foi apresentado por Marcia Hirota, que é coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica; Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo Inpe, e Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação. A iniciativa tem o patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da Arcplan.

Voltando aos destaques positivos, São Paulo, Alagoas, Espírito Santo e Rio de Janeiro tiveram redução de desmatamento de 51%, 88%, 43% e 72%, respectivamente. Marcia Hirota explica que nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro – que apresentaram baixos índices de desmatamento – a preocupação é com o chamado “efeito formiga”.

“Não há mais desmatamentos de grandes proporções, mas eles ainda acontecem para expansão de moradias e infraestrutura. Só não aparecem no nosso levantamento porque são áreas menores de 3 ha”, informa.

Código Florestal

O lançamento do Atlas foi realizado logo após o Viva a Mata 2014, evento realizado no Parque Ibairapuera, em São Paulo, onde se reuniram representantes do governo, do setor privado e de entidades ambientais para um balanço dos dois anos do novo Código Florestal.

As análises e estudos apresentados, colhidos em diversas partes do país, traçaram um retrato preocupante sobre os avanços obtidos, especialmente na implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Nas mesas de abertura, que mostraram a situação do CAR no âmbito nacional, ficou claro que o cadastro não faz parte da agenda de políticas públicas priorizadas pelos governos estaduais. “Nenhum Estado possui recursos humanos ou infraestrutura especificamente voltada para o CAR. Isso mostra que não estão se preparando para cumprir a legislação”, apontou Gabriela Savian, coordenadora de projetos da Conservação Internacional.

O WWF-Brasil, que recebeu questionários de 8 Estados sobre o andamento do CAR, alerta para a falta de convênios que facilitem a ampliação do cadastramento. “É preciso capilarizar as ações em núcleos descentralizados espalhados por diversos locais. Sem isso, fica impossível ampliar o CAR”, afirmou Jean Timmers, superintendente de Políticas Públicas da WWF-Brasil.

Carta de recomendações

No fim do Viva a Mata 2014, foi lançado um documento destacando que o Bioma “é o mais ameaçado do Brasil e o segundo do Planeta, globalmente reconhecido como prioridade para ações de conservação da biodiversidade, dos serviços ambientais e demais recursos naturais”. Destacou, ainda que “isso acontece não apenas por sua sociobiodiversidade inigualável, que está desaparecendo, mas também por sua importância para a manutenção da qualidade de vida de mais de 60% da população brasileira que habita seu território”.

Outro importante alerta: “o resultado mais visível dessa situação hoje na Mata Atlântica é a ocupação indiscriminada de morros e áreas de mananciais. Com isso, a população passa a conviver com enchentes e desabamentos em épocas de fortes chuvas e falta de água em tempos de seca, entre muitos outros problemas”.

Dez ações

Nesse contexto, a Rede de ONGs da Mata Atlântica e da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, apresentaram dez ações consideradas fundamentais e emergentes para reversão das degradações e proteção do bioma.

1- Retomar a agenda de criação e implantação de áreas protegidas.

2- Regulamentar o Fundo de Restauração da Mata Atlântica (previsto em lei há oito anos).

3- Estruturar de maneira adequada os órgãos responsáveis pelo cumprimento do Código Florestal brasileiro (em vigor há dois anos).

4- Implantar, de forma qualificada, transparente e com participação social, os instrumentos do Código Florestal brasileiro, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), a restauração florestal e os incentivos econômicos e fiscais, para a sua total efetivação.

5- Estabelecer um marco legal sobre Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), em consonância com o Código Florestal brasileiro e propor a criação de leis e programas similares nos Estados e municípios

6- Criar programas, em âmbito federal e estaduais, de fomento à elaboração e implementação dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica.

7- Rearticular e fortalecer o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) como principal instrumento de gestão da política ambiental nacional, com participação e controle social.

8- Estabelecer um plano de ação para o cumprimento e monitoramento das Metas da Convenção da Diversidade Biológica (Metas de Aichi), voltadas para conter as perdas de biodiversidade no bioma, envolvendo e fomentando os estados e diversos seguimentos da sociedade.

9- Promover ampla discussão com a sociedade sobre megaempreendimentos, públicos e privados, que impactam o bioma.

10- Integrar as Políticas Públicas, nas três esferas da federação, tais como recursos hídricos, meio ambiente, agroecologia e mudanças climáticas, para a conservação e preservação do bioma.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

14:59 · 17.12.2013 / atualizado às 15:07 · 17.12.2013 por
Projetos apoiarão a criação e gestão de Unidades de Conservação. Hoje, apenas 1,57% da costa brasileira encontra-se protegida Foto: Kiko Silva
Projetos apoiarão a criação e gestão de Unidades de Conservação. Hoje, apenas 1,57% da costa brasileira encontra-se protegida Foto: Kiko Silva

A Fundação SOS Mata Atlântica divulga os contemplados do VI Edital do Programa Costa Atlântica. As seis organizações selecionadas receberão, ao todo, cerca de R$ 300 mil reais para projetos para a conservação da biodiversidade e a sustentabilidade das zonas costeira e marinha sob influência do Bioma Mata Atlântica.

As instituições contempladas são: Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), do Ceará; Associação Voz da Natureza, do Espírito Santo; Comissão Ilha Ativa, do Piauí; Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos, de Santa Catarina; Fundação Mamíferos Aquáticos, da Paraíba; e Sea & Limno Technology Consultoria Ambiental (Salt), de São Paulo.

“A maioria dos projetos aprovados nesse ano acompanha a linha 1 do edital, de “Fortalecimento de Unidades de Conservação Marinha”. Esse é um grande diferencial, pois corresponde à necessidade de criação de Unidades de Conservação (UCs) da Costa Atlântica. Além disso, os projetos são importantes para o desenvolvimento regional e o fortalecimento das comunidades locais”, afirma Camila Keiko Takahashi, do Programa Costa Atlântica.

A bióloga explica que o Brasil tem uma zona costeira e marinha de mais de 4 milhões de quilômetros quadrados, e que hoje apenas 1,57% encontra-se protegido sob alguma forma de Unidade de Conservação. “Os projetos selecionados irão contribuir com a manutenção das áreas marinhas protegidas e também com a preservação dessa biodiversidade já bastante ameaçada”, comenta.

Beneficiados do VI Edital do Programa Costa Atlântica

Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) – Ceará

A proposta da Aquasis envolve a revisão e atualização da lei de criação da Área de Proteção Ambiental (APA) Manguezal da Barra Grande, uma Unidade de conservação municipal criada em 1998, antes da lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), de 2000, com o objetivo de proteger o estuário da Barra Grande e o Banco dos Cajuais. Estes são ecossistemas que abrigam espécies migratórias, ameaçadas e também de grande valor comercial no extremo leste do Ceará.

“O Programa Costa Atlântica tem uma importância fundamental no desenvolvimento de projetos, pesquisas e políticas para a conservação de áreas e de biodiversidade marinhas no Brasil, assim como na proteção dessas regiões com subsídios para a consolidação de Unidades de Conservação. no Ceará, o Programa tem tido um papel relevante nos processos de conservação da biodiversidade e dos serviços ambientais da zona costeira e marinha conduzidos pela Aquasis”, explica Thaís Moura Campos Vila Nova, secretária-executiva e coordenadora do Programa de Áreas Protegidas.

Associação Voz da Natureza Espírito Santo

Em parceria com a Fundação Pro-Tamar e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) da Reserva Biológica de Comboios, envolvendo ativamente cinco comunidades da foz do Rio Doce (Regência, Comboios, Povoação, Degredo e Barra do Riacho), a Associação Ambiental Voz da Natureza iniciará o processo para a criação de uma Unidade de Conservação na foz do Rio Doce, local que demarca o limite sul do banco dos Abrolhos, onde encontra-se tartarugas marinhas, boto-cinza, toninhas, diversos peixes de importância comercial, tubarões e raias.

“Para nós o edital é essencial, pois está possibilitando que essa Unidade de Conservação surja com um pleito dos atores locais, que há dez anos solicitaram sua criação. O edital marca o início de uma série de atividades de desenvolvimento socioambiental que pretendemos levar para a região”, conta Eric Freitas Mazzei, membro da Associação Voz da Natureza.

Comissão Ilha Ativa – Piauí

Preocupados com o manejo sustentável e consciente dos recursos naturais locais, a Comissão Ilha Ativa buscará contribuir no processo de conservação e preservação ambiental dos bens naturais da Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba. Promoverá também uma reflexão para a proteção da sociobiodiversidade local a partir de ações educativas, como campanha de limpeza e roda de memória.

“O Programa Costa Atlântica possibilitará o fomento das nossas atividades de Educação Ambiental dentro da Unidade de Conservação. Ele vem para fortalecer e ampliar cada vez mais a nossa metodologia de trabalho e os objetivos da APA”, destaca Francinalda Maria Rodrigues da Rocha, coordenadora da Comissão Ilha Ativa.

Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos – Santa Catarina

O Núcleo de Gestão Integrado de Santa Catarina (NGI – SC) é composto por cinco unidades de conservação: a APA da Baleia Franca, APA do Anhatomirim, Estação Ecológica (Esec) de Carijós, Reserva Biológica (Rebio) Marinha do Arvoredo e Reserva Extrativista (Resex) do Pirajubé. A Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos propõe a sistematização da abordagem territorial, baseando-se nos planos de desenvolvimento dos municípios do Estado de Santa Catarina e do governo federal na elaboração e revisão dos Planos de Manejo das Unidades de Conservação do NGI –SC.

“Para nós, o Programa Costa Atlântica é importante, pois preserva e defende a riqueza natural que temos, além de também de alguma forma contribuir para um diálogo entre diversos atores, buscando diminuir o impacto sobre a biodiversidade”, afirma Maurício Roque Serva de Oliveira, coordenador técnico da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos.

Fundação Mamíferos Aquáticos – Paraíba

O Projeto da Fundação Mamíferos Aquáticos, é focado na comunidade da Barra de Mamanguape, município de Rio Tinto, na Paraíba. A proposta visa atender os pescadores artesanais, em especial as mulheres marisqueiras da comunidade, por meio da promoção da valorização dessas mulheres, melhoria da qualidade de vida dos pescadores artesanais e ampliação das oportunidade de geração de renda.

“Para nós, o Edital é importante, pois, pela primeira vez, iremos realizar o plano e manejo da unidade que existe desde 1993”, observa João Carlos Gomes Borges, diretor-presidente da Fundação Mamíferos Aquáticos.

Sea & Limno Technology Consultoria Ambiental (Salt) – São Paulo

O projeto dará suporte à gestão, monitoramento, planejamento de atividades de pesquisa e gerenciamento administrativo da Esec Tupinambás, inserida no Arquipélago de Alcatrazes, litoral norte de São Paulo. Também serão realizadas reuniões para definição de demandas e interesses da Esec e o desenvolvimento de ferramentas de sistematização de dados para contribuir para a gestão e monitoramento da unidade de conservação, além de oferecer subsídios para a finalização e implantação do seu Plano de Manejo.

“O Programa Costa Atlântica é de grande importância, pois contribui com projetos como o nosso, que visam a criação de uma ferramenta para a gestão de unidades de conservação. Colabora também para a consolidação das Unidades de Conservação, ajudando a geri-las”, diz Vitor Massaki Izumi, sócio-diretor da Salt e coordenador técnico do projeto.

Programa Costa Atlântica

Criado em 2006, o Programa Costa Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica, tem como objetivo incrementar os esforços de conservação das zonas costeira e marinha sob influência do Bioma Mata Atlântica. Uma das estratégias de ação é o Fundo Pró-unidades de Conservação Marinha. A iniciativa foi estabelecida como um fundo de perpetuidade para garantir a proteção, gestão e sustentabilidade das áreas marinhas protegidas existentes. Outra estratégia é o Fundo Costa Atlântica, que por meio de editais públicos apoia a criação e consolidação de unidades de conservação, negócios e uso dos recursos naturais marinhos e costeiros. Esse fundo já apoia uma área de 2.885.439,67 hectares distribuídos em oito Estados da costa brasileira.

Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental. A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

10:17 · 26.11.2013 / atualizado às 10:33 · 26.11.2013 por

observatorio_florestal

O Observatório do Código Florestal, iniciativa de sete organizações socioambientais, lançou, no dia 21 passado, um Portal. O website irá reunir estudos, análises e histórico do Código, além de matérias inéditas e exclusivas sobre a lei florestal brasileira.

O objetivo é facilitar o acesso a informações sobre o código, além de encorajar o debate sobre sua implementação. “Com esta plataforma, buscamos reunir as informações consistentes e atualizadas sobre o Código Florestal, para permitir o controle social desta lei, assegurar que o Cadastro Ambiental Rural de fato aconteça e que não haja ainda mais retrocessos na sua implementação,” disse André Lima, assessor de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

O Observatório do Código Florestal foi lançado em maio deste ano, na Câmara dos Deputados. Participam da criação do Observatório o Ipam, o WWF-Brasil, a Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Centro de Vida (ICV), o Instituto Socioambiental (ISA), juntamente com The Nature Conservancy (TNC) e a Conservação Internacional (CI). O Observatório está aberto a adesões de outras organizações da sociedade e os participantes têm liberdade de posicionamento e atuação.

Aderiram ao Observatório em seu primeiro seminário ocorrido em Salvador-BA no início de outubro: a Rede Mata Atlântica (que agrega mais de 200 organizações em todo Brasil), a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), a Iniciativa Verde, o Grupo Ambientalista da Bahia (Gamba), a Amigos da Terra Amazônia, o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), a Bolsa de Valores Ambientais do Rio de Janeiro (BVRio), a Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA) e o Instituto O Direito por um Planeta Verde (IDPV).

Conheça mais em www.observatorioflorestal.org.br.

07:24 · 26.07.2013 / atualizado às 07:24 · 26.07.2013 por

logo_site 

A Mata Atlântica é o bioma mais ameaçado do Brasil – a área original que resta desta floresta é de apenas 8,5%. Para sensibilizar as pessoas sobre o tema de forma divertida, a Fundação SOS Mata Atlântica desenvolveu o aplicativo SOS Mata Atlântica – O Jogo. Totalmente em 3D e disponível gratuitamente para IOS, Android e Facebook, o jogo social foi produzido em parceria com a produtora de games brasileira OvniStudios.

A tarefa do jogador é simples, basta se voluntariar através do game e desempenhar atividades que variam entre reflorestamento, combate à caça predatória, coleta seletiva do lixo, controle da qualidade do ar, água e do solo, além de atividades agrícolas e pecuárias desenvolvidas de forma a impactar menos o ambiente.

Na medida em que o jogador avança, ele adquire bonificação em consciência ambiental. Quanto maior a consciência ambiental, maior é a variedade liberada de árvores nativas da Mata Atlântica e itens de decoração para customizar a sua sede.

Um dos principais diferenciais do jogo é ser híbrido e multiplataforma, disponível para iPhone, iPad, iPod-Touch, Android e também Facebook, com diversas atividades sociais, como um ranking global. Entre amigos, há a possibilidade de convidá-los e desafiá-los para missões, além de postar atividades no mural do Facebook.

Diferentemente de outros jogos do gênero, SOS Mata Atlântica – O Jogo é totalmente em 3D, com gráficos extremamente leves, que rodam com bom desempenho em praticamente todos os smartphones, tablets e computadores presentes no mercado.

Novos conteúdos e missões serão liberados gradualmente. Brindes e recompensas também serão distribuídos a pessoas que comparecerem presencialmente a eventos e atividades realizadas pela Fundação SOS Mata Atlântica.

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental.

A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas.

Assista ao trailer do game SOS Mata Atlântica:

YouTube Preview Image
14:39 · 23.06.2013 / atualizado às 18:23 · 23.06.2013 por
Coordenado pelas ONGs CI-Brasil e Fundação SOS Mata Atlântica, o Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) destinará R$ 300 mil reais para criação e gestão dessas áreas, que, no Ceará, incluem o município de Ubajara Foto: Cid Babosa / Agência Diário
Coordenado pelas ONGs CI-Brasil e Fundação SOS Mata Atlântica, o Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) destinará R$ 300 mil reais para criação e gestão dessas áreas, que, no Ceará, incluem o município de Ubajara Foto: Cid Babosa / Agência Diário

O Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) abre inscrições para seu XII Edital, que destinará 300 mil reais à criação e gestão de RPPNs na Mata Atlântica.

Podem participar proprietários de terra e organizações não governamentais de 49 municípios com ocorrência do bioma Mata Atlântica. Interessados poderão inscrever suas propostas até 15 de julho de 2013. O edital conta com recursos do Bradesco Capitalização e Instituto Credit Suisse Hedging Griffo.

O Programa é coordenado pelas ONGs Conservação Internacional (CI-Brasil) e Fundação SOS Mata Atlântica. Por meio de editais, o Programa apoia proprietários de terra interessados em criar suas reservas particulares.

O objetivo da iniciativa é ampliar a área de Mata Atlântica protegida no País. Em 2013, o Programa completa dez anos, contabilizando o apoio à criação de 361 novas RPPNs – sendo 194 já reconhecidas – e à gestão de outras 101 reservas, totalizando 56 mil hectares de florestas protegidos.

No Ceará, o Programa já apoiou a criação de cinco reservas e gestão de outras duas, somando 260 hectares beneficiados. Confira, abaixo, a lista dos municípios cearenses  incluídos na área de aplicação da Lei da Mata Atlântica:

Mata Atlântica_CE

Todos os requisitos e outros detalhes, como documentos necessários e a lista de municípios incluídos na área de aplicação da Lei da Mata Atlântica, estão no edital disponível nos sites www.sosma.org.br, www.conservacao.org, www.aliancamataatlantica.org.br ou no link direto: http://bit.ly/RPPN2013.

“O apoio e incentivo às RPPNs é uma estratégia fundamental para a conservação da Mata Atlântica, pois grande parte dos remanescentes está em propriedades particulares”, destaca Mariana Machado, coordenadora do Programa.

“Os parceiros do Programa acreditam no potencial das RPPNs para somar esforços às políticas públicas de conservação da biodiversidade e dos serviços ambientais que a floresta gera e por isso há dez anos o programa empenha-se na captação de recursos para investir nessas propriedades”, afirma.

Em uma década, foram quase seis milhões de reais destinados diretamente a projetos de criação e gestão de reservas particulares na Mata Atlântica. Além do apoio a projetos, o Programa também vem desenvolvendo ações para fortalecimento do movimento organizado em prol das RPPNs, articulação para implantação de políticas públicas para incentivo e apoio às reservas particulares, bem como divulgação e difusão deste tema. O Programa de incentivo às RPPNs da Mata Atlântica é a iniciativa que mais tem investido na conservação em terras privadas no Brasil.

Para o XII edital, o Programa volta a atender a demanda dos proprietários para implementação dos planos de manejo de suas reservas. “Essa linha apoiará projetos de implementação dos programas e ações propostos no Plano de Manejo, tais como programa de educação ambiental ou de pesquisa, ações de proteção da reserva, implantação de trilhas, etc.”, explica Mariana.

Podem concorrer ao XII Edital propostas que visem à criação de RPPNs inseridas dentro da área de aplicação da Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428 de 2006) ou propostas destinadas à implementação de Planos de Manejo reservas também inseridas no bioma. As propostas devem ter valor máximo de 10 mil reais para a criação de uma nova reserva, e de 15 mil reais nos casos de implementação de Plano de Manejo.

Podem enviar propostas pessoas físicas ou jurídicas, proprietária da área da RPPN, organizações ambientalistas sem fins lucrativos ou associações de proprietários. No caso de propostas encaminhadas por terceiros – pessoa física (pesquisador, técnico, consultor) ou jurídica (ONG, OSCIP, empresa, universidade, associação) – deve ser apresentada cópia de instrumento de acordo formal entre as partes.

Na avaliação das propostas, além do cumprimento das normas técnicas apresentadas no edital, a coordenação do Programa observa também critérios como a contribuição da área para a proteção da biodiversidade e de recursos hídricos, proximidade com outras unidades de conservação, beleza cênica e paisagística, presença de espécies ameaçadas de extinção e/ou endêmicas, grau de ameaça da região onde a RPPN será criada, entre outros.

Interessados têm até o dia 15 de julho para submeter suas propostas no site http://gerencia.sosma.org.br/rppn. As propostas também podem ser enviadas pelo correio, aos cuidados de Mariana Machado, para Avenida Paulista, 2073, Conjunto Nacional, Torre Horsa 1 – 13º andar – sala 1318, Bela Vista – CEP: 01311-300 – São Paulo/SP. Dúvidas e mais informações no email programarppn@sosma.org.br ou no telefone (11) 3262-4088 – ramal 2226.

Reservas Particulares

Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) é uma categoria de unidade de conservação criada pela vontade do proprietário rural, que decide transformar sua terra em uma reserva e assume compromisso perpétuo com a conservação da natureza.

As RPPNs são importantes para proteger as riquezas naturais, além de ajudar na preservação da água, na regulação do clima e do regime de chuvas, no controle de erosões, dentre outros serviços ambientais. Atividades recreativas, turísticas, de educação e pesquisa são permitidas na reserva. Dessa forma, muitas RPPNs também geram renda e conhecimento em sua região, com atividades como ecoturismo, educação ambiental e artesanato.

Essas reservas garantem a proteção de diversas espécies ameaçadas, como os primatas mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) e macaco-prego-do-peito-amarelo (Cebus xanthosternos), a ave Formigueiro-de-cauda-ruiva (Myrmeciza ruficauda) e o pau-brasil (Caesalpina echinata), entre outras.

“Uma grande parcela dos fragmentos florestais existentes na Mata Atlântica está localizada dentro de propriedades particulares. Portanto, a criação, a manutenção e a gestão de RPPNs são fundamentais para a conservação de espécies ameaçadas e de trechos importantes do bioma”, destaca Mariana Machado.

Conservação Internacional

A Conservação Internacional (CI) é uma organização privada, sem fins lucrativos, fundada em 1987 com o objetivo de promover o bem-estar humano fortalecendo a sociedade no cuidado responsável e sustentável para com a natureza – nossa biodiversidade global – amparada em uma base sólida de ciência, parcerias e experiências de campo.

Como uma organização não governamental (ONG) global, a CI atua em mais de 40 países, distribuídos por quatro continentes. Em 1988, iniciou seus primeiros projetos no Brasil e, em 1990, se estabeleceu como uma ONG nacional. Possui escritórios em Belo Horizonte-MG, Belém-PA, Brasília-DF e Rio de Janeiro-RJ, além de uma unidade avançada em Caravelas-BA. Mais informações: www.conservacao.org

Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental.

A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas. Mais informações: www.sosma.org.br

Fontes: Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica