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Tag: gases de efeito estufa


10:00 · 19.06.2018 / atualizado às 21:01 · 18.06.2018 por

Por Robson Rodrigues

Os impactos causados pelas emissões de gases de efeito estufa são cada vez mais evidentes e apontam para uma crise ambiental em escala planetária sem precedentes. Com o provável esgotamento das reservas mundiais de combustíveis fósseis, as energias renováveis ​​ganham cada vez mais protagonismo no cenário mundial.

Neste contexto, a transição para uma matriz energética mais limpa representa um dos grandes desafios mundiais deste século para atender às metas do Acordo Climático de Paris e limitar a elevação da temperatura global a 1.5ºC.

Veja, neste vídeo, quais são os investimentos necessários para controlar as emissões, a velocidade do incremento das energias renováveis e a posição do Brasil no tabuleiro internacional de mudanças climáticas.

08:00 · 24.03.2018 / atualizado às 21:06 · 23.03.2018 por


Hoje é o dia da maior campanha de proteção ambiental do globo terrestre: a Hora do Planeta, momento de apagar as luzes, durante uma hora (das 20h30 às 21h30), numa atitude reflexiva sobre o impacto humano na Terra. O movimento nasceu em 2007, na Austrália e há dez edições (desde 2009) é celebrado no Brasil. A Hora do Planeta já é parte da agenda de muitos municípios brasileiros, que veem uma oportunidade para promover a preocupação com o meio ambiente, como explica o diretor-executivo do WWF-Brasil, Mauricio Voivodic.

“As cidades ou empresas começam na Hora do Planeta desligando as luzes e, nos anos seguintes, já querem fazer um pouco mais, como uma caminhada ou uma feira voltada para a sustentabilidade. É um evento que traz um apelo ambiental forte, ainda mais com os efeitos das mudanças do clima cada vez mais evidentes no nosso dia-a-dia. Não são somente 60 minutos de luzes apagadas, mas um momento de reflexão sobre o que podemos fazer e quais hábitos podemos mudar no resto do ano em prol do Planeta”, diz Voivodic.

Relação com Biodiversidade

A partir de 2018, a estratégia da Hora do Planeta está voltada para a relação dos nossos hábitos com as mudanças do clima e seu impacto na biodiversidade. O WWF divulgou um relatório mostrando que, se nada for feito em relação às emissões de gases de efeito estufa, até o fim do século, mais de 50% das espécies de plantas e animais do mundo estarão sob risco de extinção local.

Voivodic destaca, ainda, que nossas atitudes diárias têm um grande potencial para a redução de impactos ao meio ambiente. “Cerca de 30% de todo o alimento produzido no mundo é desperdiçado. Isto significa área plantada, água, nutrientes, energia para transporte e armazenamento e muitos outros recursos que vão para o lixo e ainda geram emissões de gases de efeito estufa. A alimentação é só um exemplo. Cada atitude conta, cada escolha conta. É este o lembrete da Hora do Planeta”.

Guia para se conectar ao Planeta

Para ajudar mais cidades, empresas e indivíduos a começarem na Hora do Planeta ou mesmo fazerem esta transição para ações mais sustentáveis, o WWF-Brasil disponibilizou no site oficial da iniciativa um Guia do Participante da Hora do Planeta, com ideias do que fazer na uma hora, entre 20h30 e 21h30 do dia 24 de março, e em todas as horas seguintes. “O objetivo é incentivar que as pessoas comecem a mudança, mesmo que aos poucos, e vejam que é possível ter hábitos mais sustentáveis”, comenta o coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia, André Nahur.

Hoje também estreia de uma nova ação do WWF-Brasil. Baseado no slogan da Hora do Planeta, #ConectadoNoPlaneta, a campanha Inspire-se e Conecte-se trará toda semana, até o fim de 2020, histórias de pessoas comuns, que em algum momento decidiram mudar algo em suas vidas e hoje vivem de forma mais conectada com a natureza.

“Esta campanha visa demonstrar, por meio de exemplos reais, que é possível viver de forma harmônica com a natureza, que é a missão do WWF, e que este caminho é menos complicado do que parece. Só precisa do primeiro passo”, completa Nahur.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Em Fortaleza

Fortaleza é uma das cidades participantes da Hora do Planeta 2018. A iniciativa envolverá alguns dos principais equipamentos da Capital: Palácio do Bispo (Paço Municipal), Praça do Ferreira, Praça Portugal, Estátua de Iracema Guardiã, Igreja de Fátima, Estoril e Centro Cultural Belchior.

Como parte da programação, haverá luau, às 20h, na orla da Praia de Iracema (Praia do Lido), com participação do cantor Marcos Lessa. “A Hora do Planeta convida a sociedade a participar e desenvolver ações que minimizem os impactos das mudanças climáticas”, afirma Águeda Muniz, titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma).

A Hora do Planeta 2018 faz parte da programação da Festa Anual das Árvores, cujo tema deste ano é “Fortaleza, cidade compartilhada e gentil”. O evento é realizado até o dia 27 de março, com diversas ações que trabalham a importância da sustentabilidade, da preservação do verde e do cuidado com a Cidade.

“Amar o Mar”

Hoje e amanhã (24 e 25), a Praia de Iracema recebe, pela primeira vez, um grande evento com atividades ligadas ao mar. O projeto “Amar o Mar”, idealizado pelo Instituto Iracema, Prefeitura de Fortaleza e iniciativa privada, oferecerá durante dois dias uma diversificada programação.

Programação em Fortaleza

Sábado (24)

Pavilhão Atlântico
14h – Palestra Superação – Surf adaptado com os surfistas Daniel Bezerra e Emerson Martins
14h30 – Oficina de manobras de surf com Daniel Bezerra e Ivo Gotardo

Praia do Lido (Crush)
15h – Limpeza da praia (concentração no Pavilhão Atlântico em direção à Praia do Lido)
17h – Troca de materiais recicláveis por mudas
18h – Apresentação projeto Orla
19h – Apresentação da banda Apanhadores de Sonhos
20h – Movimento mundial Hora do Planeta, ao som de Berg Menezes e apresentação dos Malabares de fogo
21h – Marcos Lessa canta Belchior

Domingo (25)

Praia do Lido Bravo (lado direito do Espigão da João Cordeiro)
8h30 – Vivência Bodysurf
8h30 – Esculturas de areia com o artista Careca

Centro Cultural Belchior (auditório)
14h às 15h30 – Palestras sobre Consciência ambiental – Labomar
Educação ambiental: impactos nos oceanos & Swell: Esperado por alguns, temido por outros, com Ana Paula Morais Krelling, oceanógrafa; e Elissandra Viana, cientista ambiental
Exposições:
Acervo do Labomar
Acervo do Mar do Ceará
Tenda com exposição de Pranchas de SUP

Praia do Lido (Crush)
16h – Remada de Iracema e DJs Rádio Ultrópico

20:48 · 01.07.2016 / atualizado às 20:48 · 01.07.2016 por
Os aerogeradores já foram adicionados à paisagem do litoral cearense Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Os aerogeradores já foram adicionados à paisagem do litoral cearense Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

Com capacidade de 97,2 MW, centrais do Complexo Eólico Santa Mônica e respectivos sistemas de transmissão serão construídos no município de Trairi

A Diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 353,5 milhões para a construção de quatro centrais eólicas no município de Trairi (CE) e de seus respectivos sistemas de transmissão.

As usinas, que constituem o Complexo Eólico Santa Mônica, terão capacidade instalada total de 97,2 MW e foram vencedoras do 22º Leilão de Energia Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, realizado em agosto de 2015.

As quatro centrais eólicas – Cacimbas, Estrela, Santa Mônica e Ouro Verde – entrarão em operação no segundo semestre de 2016. Os investimentos incluem a aquisição de 36 aerogeradores, além de máquinas e equipamentos nacionais, também destinados às quatro linhas de transmissão.

O Banco já aprovou para o Nordeste, até o momento, R$ 20,8 bilhões em financiamento para projetos eólicos, equivalentes a 7.406 MW de capacidade instalada na região.

O apoio do BNDES à energia eólica tem contribuído para a diversificação da matriz enérgica brasileira, com fonte alternativa de recursos renováveis e ambientalmente mais limpa.

O uso dos combustíveis fósseis para geração de energia, no mundo, é responsável pela emissão de, aproximadamente, 70% dos gases de efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2).

As usinas eólicas não produzem qualquer tipo de emissão de gases uma vez que utilizam uma fonte limpa e inesgotável, o vento. Atualmente, a capacidade instalada mundial de energia eólica evita a emissão da ordem de grandeza de 100 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

O apoio do Banco, em linha com a política de desenvolvimento local do BNDES, também inclui investimentos sociais que vão além daqueles exigidos para o licenciamento ambiental do projeto e equivalem a 0,5% do valor total do investimento do Grupo Engie, ex-GDF Suez, nestes quatro projetos eólicos.

Ações como a contratação de empresas locais para prestação de serviços gerais – fornecimento e transporte de ferramentas e materiais, limpeza, obras civis leves, evacuação de resíduos comuns – aumentam a renda dos negócios locais e podem demandar contratação de mão de obra adicional.

Fonte: BNDES

08:00 · 06.05.2016 / atualizado às 23:38 · 05.05.2016 por
O estudo mostra como a energia fotovoltaica pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos para o País Foto: André Costa
O estudo mostra como a energia fotovoltaica pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos para o País Foto: André Costa

O Greenpeace Brasil acaba de lançar o estudo “Alvorada – Como o incentivo à energia solar fotovoltaica pode transformar o Brasil”. No documento, analisa algumas medidas que facilitariam o acesso das pessoas a sistemas fotovoltaicos, tanto para residências quanto para comércios.

O Greenpeace calculou, por exemplo, o impacto de o governo liberar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o trabalhador que quer usá-lo na compra de placas solares, como hoje acontece no caso do primeiro imóvel. Ou então, o que aconteceria se fossem menores os tributos que incidem nas placas que compõem os painéis. Baixar essas cobranças irá diminuir em até 20% o preço dos sistemas e, portanto, torná-los mais viáveis para muitas famílias.

A entidade avaliou como a Resolução Normativa Nº 687/15, que entrou em vigor em março deste ano, irá impactar em maior adesão à energia solar. E, também, como seria o Brasil em 2030 caso o governo não adote incentivo algum. Ou seja, se continuarmos como estamos hoje.

“Todas as medidas levantadas no estudo são factíveis e de responsabilidade dos governos municipais, estaduais e federal. Está nas mãos do poder público permitir que, na prática, os brasileiros possam gerar sua própria energia e economizar na conta de luz. Esse estudo mostra quais as melhores saídas para isso”, diz Bárbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

O documento também aponta como esses incentivos trariam impactos positivos em questões ambientais, sociais e econômicas. Destaca: “se mais pessoas gerarem sua própria eletricidade, evitaremos que toneladas de gases de efeito estufa sejam despejadas na atmosfera. Isso porque, diminuiríamos a demanda pela energia oferecida pelo governo, oriunda de grandes usinas térmicas que queimam combustíveis fósseis e são altamente poluentes. Também poderíamos tornar desnecessária a construção de novas usinas hidrelétricas na Amazônia”.

Segundo as informações do Greenpeace, caso todas as medidas propostas sejam adotadas pelo governo, a adesão à energia solar seria tão grande que teríamos 41,4 mil MWp instalados em telhados até 2030. A eletricidade produzida por esses sistemas seria o dobro do valor pretendido com o Complexo Hidrelétrico do Rio Tapajós, na Amazônia. A construção dessa usina é questionada por trazer grandes devastação para o meio ambiente e colocar em risco as populações locais de índios Munduruku.

O estudo mostra que a energia solar pode ser a responsável por milhões de vagas no mercado de trabalho de forma direta e indireta. No cenário mais otimista deste estudo, se chegaria a quase quatro milhões de vagas de trabalho relacionadas à expansão da energia solar.

“No momento, incentivar a energia solar é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada, já que, como aponta o estudo, cumpre um duplo papel: ajuda a população a reduzir seus gastos mensais com eletricidade, ajuda o País no seu compromisso para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. E ainda tem impactos positivos na economia nacional, que passa por uma fase difícil”, diz Rubim.

Os gráficos abaixo mostram a evolução de alguns indicadores de acordo com três cenários avaliados no estudo: O Brasil continua o mesmo, em que nada mudaria até 2030 em relação aos incentivos à fonte solar; o FGTS para comprar placas solares, que apresenta os impactos dessa medida; e Melhor Brasil. Neste cenário, juntamos todas os incentivos do relatório e mostramos como eles impulsionariam a energia solar e seus benefícios no país.

Gráficos_alvorada

O que diz o estudo:

– Caso todas as prefeituras dessem R$ 150 de descontos anuais no IPTU para as residências com sistemas fotovoltaicos, até 2030, o governo veria um retorno de R$ 1,7 bilhão em tributos gerados e recolhidos.

Isentar de impostos alguns itens que compõem os sistemas fotovoltaicos irá baratear seus custos e impulsionar as vendas. Em 15 anos, 833.273 vagas de empregos diretas e indiretas seriam criadas como efeito da movimentação desse mercado.

– O incentivo que se mostrou mais importante para expandir e acelerar a difusão dos sistemas fotovoltaicos no Brasil foi o uso do FGTS. Segundo os cálculos do estudo, hoje é mais vantajoso investir o dinheiro do fundo para comprar um sistema fotovoltaico do que deixá-lo guardado.

– Se todos os Estados deixassem de cobrar ICMS na eletricidade gerada pelo sistema fotovoltaico e injetada na rede de distribuição, mais pessoas veriam vantagens em ter painéis solares. E, até 2030, o Brasil teria deixado de emitir 118,8 milhões de toneladas de gases que agravam o efeito estufa e são responsáveis pelas mudanças climáticas. Hoje, apenas 11 Estados têm essa política de isenção do ICMS.

– Desde março deste ano, está em vigor a Resolução Normativa Nº 687. Ela tornou a microgeração de energia mais vantajosa e, segundo o estudo, será responsável por tantas adesões a placas solares que, em quinze anos, mais de 6 milhões de casas ou comércios estarão produzindo energia em telhados.

Fonte: Greenpeace Brasil