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Tag: Gestão Ambiental


09:00 · 09.03.2018 / atualizado às 14:19 · 09.03.2018 por
Parque Nacional de Ubajara, na Serra da Ibiapaba (Ceará) Foto: Thiago Gadelha / Agência Diário

Queda nas despesas em conservação e fiscalização do meio ambiente no País marca a última década, aponta estudo do WWF-Brasil e Associação Contas Abertas

O ano de 2018 começou com R$ 3,7 bi de gastos autorizados no Ministério do Meio Ambiente (MMA) e suas autarquias, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB). O valor é menor do que o autorizado por Lei pelo Congresso para 2017 (R$ 3,9 bi) e ainda menor do que a autorização de gastos concedida em 2013 (R$ 5 bi), melhor ano da década, em valores corrigidos pela inflação.

Segundo o WWF-Brasil e a Associação Contas Abertas, os números apontam uma queda no investimento público provocada pela crise fiscal e agravada pela falta de visão política sobre a importância estratégica em se conservar o meio ambiente e os recursos naturais renováveis no Brasil. Os dados integram o mais amplo estudo sobre os gastos públicos em meio ambiente no País e que abarca os gastos da União, estados e municípios nos últimos dez anos.

O estudo do WWF-Brasil e da Associação Contas Abertas, divulgado nessa terça-feira (6), revela uma preocupante tendência com cortes em áreas vitais, como o monitoramento e fiscalização do desmatamento, a conservação da biodiversidade e a gestão dos recursos hídricos, áreas que provêm serviços essenciais para a sociedade, como o equilíbrio climático, alimentos e água.

As ações orçamentárias que tratam das áreas protegidas, por exemplo, começam o ano com R$ 236 mi, contra uma autorização de gastos de R$ 252 mi em 2017. A ação orçamentária que apoia a criação, gestão e implementação das Unidades de Conservação (UCs) chegou a perder recursos no Congresso em relação à proposta do governo, o que revela um Legislativo insensível à importância do tema ambiental.

O ICMBio, responsável pelas UCs, é, entre as autarquias vinculadas ao MMA, a mais atingida pela redução de gastos. Tem R$ 708 mi no Orçamento de 2018, contra R$$ 1,256 bi de gastos autorizados em 2017, uma redução de 44%.

O corte mais profundo atingiu o Bolsa Verde, programa que paga R$ 300 a cada três meses a famílias extremamente pobres e que moram em áreas protegidas, como incentivo à conservação. O programa desembolsou R$ 61,7 mi em 2017, R$ 78 mi em 2016 e R$ 106,1 mi em 2015. Veio perdendo recursos até desaparecer no Orçamento de 2018, por proposta do Executivo, acatada pelo Congresso. O governo informou que busca repassar a conta ao Fundo Amazônia, que também sofreu corte nos aportes, em decorrência do aumento do desmatamento na Amazônia, como lembra o estudo.

No ano da realização do 8° Fórum Mundial da Água, que reunirá representantes de mais de cem países em Brasília, no mês que vem, a ANA também perde recursos em relação ao Orçamento de 2017. Na principal ação da área em volume de verbas, a proposta para a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos cai de R$ 181,7 mi autorizados para R$ 136 mi, em 2018.

Outra importante fonte de recursos para o combate ao desmatamento na Amazônia foi alvo de corte em 2017, cujos impactos aparecerão em 2018. O governo da Noruega reduziu a menos da metade o aporte anual de recursos ao Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em dezembro, o governo norueguês repassou ao fundo US$ 41.791 mil, cerca de 43% do valor transferido em dezembro de 2016, de US$ 97.953 mil. Em nota, o governo norueguês atribuiu a redução do repasse ao aumento do desmatamento registrado no Brasil entre agosto de 2015 e julho de 2016.

Estados e municípios

De 2013 para cá, o volume de recursos destinados ao financiamento vem diminuindo ano a ano em todas as esferas de governo. A avaliação do comportamento das despesas na função Gestão Ambiental que constam do estudo do WWF-Brasil e Contas Abertas tem como base informações prestadas pela União, estados e municípios ao Tesouro Nacional, por exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), reunidas no Balanço do Setor Público Nacional.

Entre 2007 e 2016, União, estados e municípios juntos gastaram com Gestão Ambiental metade do orçamento anual do programa Bolsa Família. Foram, em média, R$ 13,1 bi de despesas na função no período, contra R$ 28,1 bi pagos pelo Bolsa Família em 2016.

O conjunto de gastos na década sugere uma montanha, com um grande movimento acidentado de aclive seguido por uma queda acentuada: as despesas crescem até 2013 e caem a partir de 2014, quando começa a recessão econômica, e a redução nas receitas tributárias impõe aperto nas contas públicas. Nos municípios, a queda começa em 2015.

O Estado e o Município de São Paulo lideram o ranking dos que mais gastaram em Gestão Ambiental tanto em 2016 como num período de quatro anos. No Estado, 42% do valor registrado no ano passado pagou pessoal, e os investimentos consumiram pouco mais de um a cada quatro reais.

No Município, a maior fatia das despesas com conservação ambiental foi destinada à conservação, operação e manutenção de parques, de acordo com informações do portal da transparência paulistano.

A distância no volume de gastos entre estados e municípios é notável. Em 2016, depois de registrar queda de 21% nos gastos em relação ao ano anterior, o município paulista ainda registrou despesa três vezes maior do que todo o Estado do Pará ou 6,5 vezes o montante gasto pelo Estado do Amazonas. Dos estados que compõem o bioma Amazônia, o Mato Grosso foi o que lançou o maior volume de gastos na função Gestão Ambiental.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Fonte: WWF-Brasil

10:58 · 05.06.2017 / atualizado às 10:58 · 05.06.2017 por

 

Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Para lembrar a data, o Diário do Nordeste publica o caderno especial de Gestão Ambiental sobre Moda Sustentável. Ainda no clima de Semana do Meio Ambiente, promove, amanhã, o III Seminário Economia Verde – Moda Sustentável: como agregar valor ao seu negócio, amanhã (6), às 19h, na Praça Central do Shopping Parangaba (piso L1), com o especialista em Sustentabilidade Jair Kievel. O evento se insere no Fórum Fortaleza Sustentável, cinco dias de palestras, oficinas e apresentações culturais alusivas à temática sustentabilidade, promovido pelo Shopping Parangaba, em parceria com o Instituto Íris.

Sustentabilidade é um termo a cada dia mais presente no mundo. Muitas mudanças ocorreram desde que a expressão Desenvolvimento Sustentável foi cunhada, há décadas. Passamos por várias conferências ambientais e climáticas até que alguns setores começaram a incorporar a preocupação com o ambiente que nos abriga e fornece matéria-prima. Não é diferente como mercado da moda.

No início da humanidade, o ato de vestir era uma forma de se proteger, principalmente do frio. Com o tempo, passou a significar uma forma de se distinguir na sociedade e mesmo de se expressar. Vestir de forma mais sustentável requer, primeiramente, reflexão, que deve começar diante do guarda-roupas. Se há algo que não se veste há mais de seis meses, é hora de pensar se realmente é necessário manter. Reunião de trocas entre amigos ou mesmo grupos virtuais são meios de se desfazer daquelas peças que não combinam mais com o estilo ou de renovar o guarda-roupas constantemente sem grandes gastos.

Outro momento importante de ponderação está na hora da compra. Primeiro questionamento: é necessário? Depois vem uma reflexão mais complexa. Hoje, algumas grandes redes varejistas, como a multinacional holandesa C&A, estão buscando investir em cadeias sustentáveis, incluindo o estímulo à produção de algodão orgânico.

Há também iniciativas individuais, muitas vezes idealistas, como a VIDA BR, que produz camisetas com tecidos feitos de fios PET reciclados com estampas cujas cores ressaltam quando expostas à luz solar e que ainda pode servir como crédito na compra de uma nova ao atingir o fim da sua vida útil.

Esse é o momento de refletir mais a fundo sobre a cadeia de fornecedores de cada peça. Os preços podem ainda não ser os mais acessíveis, pelas dificuldades de produção em escala e os investimentos para redução dos impactos da produção sobre o equilíbrio ambiental, mas certamente essas ações fazem a diferença ao mobilizarem os consumidores para a importância de repensar o consumo.

10:00 · 22.06.2016 / atualizado às 21:51 · 21.06.2016 por
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O projeto da ONG Aquasis aprovado para Icapuí contempla a Zona de Vida Silvestre (SVS) da APA Manguezal da Barra Grande Foto: Kiko Silva / Agência Diário

A Fundação SOS Mata Atlântica anunciou os 24 projetos aprovados pelo edital para o apoio à criação e implementação de Unidades de Conservação (UCs) Municipais no País. Dois deles são do Ceará, um no litoral leste de Fortaleza, em Sabiaguaba, outro no litoral leste do Ceará, em Icapuí.

O de Fortaleza, Educação Ambiental e Práticas Sustentáveis na APA da Sabiaguaba, foi apresentado pela Consultoria e Capacitação em Meio Ambiente (Coame); e o de Icapuí, Zona de Vida Silvestre (SVS) da APA Manguezal da Barra Grande, pela Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis).

O objetivo do edital é estimular as cidades a fortalecerem a gestão ambiental de seus territórios, investindo no planejamento e na execução de medidas que assegurem proteção e uso sustentável do ambiente. A iniciativa faz parte das comemorações dos 30 anos da ONG e conta com o patrocínio de Bradesco Cartões, Bradesco Seguros e Repsol Sinopec Brasil.

Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, ressalta a importância do edital: “É um conjunto de projetos agregadores que contribuirão muito para fortalecer esses importantes mecanismos de conservação da biodiversidade local, reunindo poder público, instituições e pessoas para somar esforços voltados para as Unidades de Conservação e as políticas de proteção nos municípios da Mata Atlântica”.

Erika Guimarães, coordenadora de Áreas Protegidas da SOS Mata Atlântica, lembra da importância das UCs municipais para o bem-estar da população: “Teremos novos parceiros para uma atuação mais integrada, buscando fortalecer essas áreas que oferecem serviços ambientais relevantes e melhoram a qualidade de vida de todos nós”.

O edital recebeu propostas em 4 linhas:

Linha 1 – Criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) reconhecidas pela esfera municipal

Linha 2 – Criação de UCs públicas de proteção e integral e uso sustentável na Mata Atlântica, e em ambientes costeiros e marinhos associados

Linha 3 – Atividades que contribuam para a gestão/administração/operação de UCs públicas da Mata Atlântica, costeiras e marinhas

Linha 4 – Projetos que contribuam para a implementação consolidação da UCs de proteção integral sustentável

Dos 24 projetos aprovados na etapa final, 17 seguiram a linha 4, que trata de ações para a implementação efetiva de UCs municipais já criadas e foi a linha que recebeu mais propostas. No que diz repeito aos tipos de Unidades de Conservação contemplados, houve uma distribuição equilibrada entre UCs de proteção intregal (10) e uso sutentável (11), e outras três propostas para estudos de criação de novas UCs.

Mar e Floresta

Das propostas recebidas, quase metade foram para unidades de conservação em ambientes costeiros e marinhos. “Isso reflete a importância que as UCs Municipais também têm para auxiliar o Brasil a atingir as suas metas de proteção do mar e da costa, ambientes hoje muito mal representados no conjunto de unidades de conservação brasileiras”, explica Diego Igawa Martinez, biólogo do programa Costa Atlântica da Fundação.

Essa proporcionalidade se refletiu nas propostas aprovadas: Bradesco Cartões e Bradesco Seguros, que patrocinam diversos projetos da Fundação SOS Mata Atlântica, destinam os recursos às UCs na área de Floresta, por meio do Programa de Áreas Protegidas da Mata Atlântica. Já os recursos para as UCs municipais costeiras e marinhas são destinados pela Repsol Sinopec Brasil, que patrocina projetos de conservação destes ambientes através do Programa Costa Atlântica da Fundação.

Os municípios da região Sudeste concentram a maior parte das propostas aprovadas, seguidos pelos das regiões Nordeste e Sul, incluindo 10 propostas focadas no ambiente costeiro-marinho e 14 em florestas interiores. Os projetos encontram-se distribuídos em 11 dos 17 estados da Mata Atlântica.

Confira a lista completa dos projetos contemplados clicando aqui.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

22:11 · 05.06.2016 / atualizado às 22:37 · 05.06.2016 por

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O Planeta já dá sinais de que se nós – indivíduos, empresas, governos – não mudarmos nossas atitudes, seguiremos para o nosso declínio.
Nesta edição 2016 especial de Gestão Ambiental do Dia Mundial do Meio ambiente, falamos francamente com o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl.
Tratamos também do tema mitigação, mostrando a palma forrageira como uma opção viável de manter o rebanho, já que o Estado do Ceará amarga o quinto ano seguido de seca.
Também focamos experiências bem-sucedidas de Gestão Ambiental de empresas como a Esmaltec e a C. Rolim Engenharia.
Destacamos a guinada sustentável da gigante C&A, que uniu-se à National Geographic para promover o cultivo do algodão orgânico, considerando inclusive a produção do agricultores familiares do Ceará.
Por fim, tratamos de um novo investimento que já vem fazendo a diferença na gestão dos Resíduos Sólidos no Ceará, por meio da Cidade Limpa Ambiental.

Confira todas as páginas em álbum na Fan Page do Blog Gestão Ambiental no Facebook.
Aproveitem a leitura!

16:58 · 11.05.2016 / atualizado às 17:02 · 11.05.2016 por

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A partir desta quarta-feira, Gestão Ambiental muda o seu formato para coluna, permanecendo na contracapa do caderno de Negócios do Diário do Nordeste todas as quartas-feiras, com informações sobre o mercado da sustentabilidade, tando do ponto de vista do setor produtivo quanto do ponto de vista do consumidor. Quem tiver sugestões de notas pode enviar e-mail para gestaoambiental@diariodonordeste.com.br

08:00 · 25.02.2016 / atualizado às 22:32 · 24.02.2016 por
Édis Milaré é sócio-gerente e consultor em Direito Ambiental da Milaré Advogados, em São Paulo Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário
Édis Milaré é sócio-gerente e consultor em Direito Ambiental da Milaré Advogados, em São Paulo Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário

Questões jurídicas e a atribuição de valor econômico para ações que envolvem o uso dos recursos naturais foram os temas abordados durante o I Seminário Direito e Valoração Ambiental, realizado ontem, no Hotel Praia Centro, em Fortaleza, pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e Fundação Alphaville.

O evento contou com três palestrantes reconhecidos nacionalmente: O professor doutor Édis Milaré falou sobre “Direito Ambiental Brasileiro”; o professor doutor Ronaldo Seroa da Mota, sobre “Valoração Econômica Ambiental”; e o professor Yann Duzert tratou de “Negociação: a saída para a resolução de conflitos”.

O superintendente da Semace, José Ricardo Araújo Lima, destacou a oportunidade de ter juntos num evento três ícones da área ambiental. “No Direito Ambiental ainda há muita demanda de conhecimento, embora nem seja um tema tão novo. E é o conhecimento que dá segurança ao técnico”, afirmou. Prometeu, por fim, uma nova capacitação, ainda neste ano, em parceria com o Banco Mundial.

A diretora de sustentabilidade da Fundação Alphaville, Giovana Guardia Kill Porteiro, destacou que, há quatro anos, por ocasião da aprovação do novo Código Florestal, foi estabelecida parceria com a Semace para nivelamento técnico e desdobramentos jurídicos. Ontem, para ela, foi mais um momento para destacar a necessidade de conhecimento, responsabilidade e diálogo para contribuir para uma realidade mais justa.

Direito Ambiental

Um dos mais importantes nomes do Basil na área do Direito Ambiental, Édis Milaré partiu da origem do tema, a crise ambiental originada em face de bens finitos x necessidades ilimitadas e o rompimento da Capacidade de Suporte, e destacou o Direito como terapia para superação dessa crise, na medida em que apresenta uma possibilidade concreta de sanção para quem transgride as regras.

Após fazer uma revisão cronológica das nossas leis ambientais, afirmou que um processo por crime ambiental pode condenar uma empresa à morte nos dias de hoje. “O Direito Ambiental vai dando saltos e vai progredindo”, disse.

Milaré defende um Código Ambiental Brasileiro para orientar a legislação de Estados e Municípios, facilitar a coordenação das ações e atuar pedagogicamente sobre a sociedade. Defende também um novo marco legal para o licenciamento ambiental e, por fim, uma atuação colaborativa entre o Ministério Público e os órgãos ambientais. “A questão ambiental é muito importante para ficar à mercê de questões corporativas ou interesses de grupos”, avaliou.

Valoração Ambiental

A Valoração Econômica Ambiental é uma área que cada vez mais presente no cotidiano das instituições que trabalham na Gestão Ambiental. Trata-se de um conjunto de técnicas utilizadas para calcular o valor monetário dos recursos naturais. Esse trabalho pode ser aplicado tanto na fiscalização de danos ambientais quanto no funcionamento de uma atividade licenciada que utilize como matéria-prima bens retirados da natureza.

Ronaldo Seroa da Mota reconheceu que o tema é controverso e que ainda é bem complicado fazer isso no Brasil. Mas destacou que há questões resolvidas em outros países, práticas adotadas para simplificar a compensação em caso de perdas interinas por ocasião de grandes acidentes.

“Há danos que não podem ser reparados, mas há como valorar a perda de bem-estar da população, por exemplo. É difícil, mas não é impossível. Tudo tem valor de troca. Que outros bens compensariam aquela perda?”, destacou.

Participaram do evento gestores e técnicos de instituições públicas de Municípios, do Estado e da União; além de profissionais de empresas privadas e do terceiro setor, bem como representantes do Ministério Público e da área acadêmica que atuam nas questões ligadas ao meio ambiente.

17:50 · 05.06.2015 / atualizado às 17:50 · 05.06.2015 por

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O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado hoje, 5 de junho, foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, na resolução (XXVII), de 15 de dezembro de 1972, com a qual foi aberta a Conferência de Estocolmo, na Suécia, cujo tema central foi o Ambiente Humano.
Desde então, a data tem servido como marco pedagógico para lembrar o impacto das nossas atividades sobre o ambiente natural e também sobre como podemos continuar vivendo, comendo, estudando, trabalhando, produzindo com impacto mínimo.
O caderno especial Gestão Ambiental, publicado hoje pelo Diário do Nordeste, com a temática Mercado Verde, traz dicas e exemplos de que é possível mudar práticas e melhorar a essa convivência. Boa leitura!

08:52 · 05.06.2014 / atualizado às 09:05 · 05.06.2014 por

Negocios

Por Maristela Crispim

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente e, em dezembro, a página de Gestão Ambiental do Diário do Nordeste celebra dez anos de existência. Para marcar essas duas importantes datas, o Diário inicia, com um caderno, uma série de reportagens especiais. O primeiro tema é resíduos sólidos.

Estamos a praticamente dois meses do fim do prazo dado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para o fim dos lixões em nosso País e indústria, comércio, consumidores, poderes públicos, todos são chamados à responsabilidade pelo destino dado ao que se produz, comercializa e consome.

Longe de ser encarada como mais um problema, a questão dos resíduos sólidos pode e deve ser vista como oportunidade. Muitos já estão se movimentando para mudar as coisas. Mas ainda há muito a ser feito.

Reduzir a demanda por matérias-primas virgens, reaproveitar ou usar matérias-primas recicladas, reduzir a produção de resíduos, destiná-los ao reúso e reciclagem são algumas das ações.

Mas a mudança deve começar em cada um, precisa ser individual. Necessitamos ter a consciência de que o saquinho de lixo que depositamos na calçada não desaparece de forma mágica.

O caminho apontado pela Lei é a Logística Reversa, instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos ou outra destinação final ambientalmente adequada.

A boa notícia é que já temos shopping centers, supermercados empresas de eletroeletrônico, construtoras e até mesmo a Companhia Energética do Ceará (Coelce) despontando nestas ações, antes mesmo de o consumidor tomar consciência de que pode fazer algo para mudar o rumo das coisas.

Como foi dito, este caderno especial apenas dá início a uma abordagem mais aprofundada das temáticas desenvolvidas rotineiramente pela página de Gestão Ambiental. Mês a mês outros temas serão tratados de forma especial, às quartas-feiras, no caderno de Negócios.

Referência

As discussões de temas como o impacto das Mudanças Climáticas, convivência com as adversidades climáticas do Semiárido, uso sustentável da Caatinga, Desertificação e gestão de resíduos sólidos, entre outros, têm feito do Diário do Nordeste uma referência em Jornalismo Ambiental na região, com destaque nos principais prêmios nacionais de jornalismo em Sustentabilidade.

Coluna e blog

O Diário do Nordeste é um dos poucos veículos diários do País a possuir espaços específicos para o tema sustentabilidade. A coluna Mercado Verde, publicada na página de Gestão Ambiental, aponta ações sustentáveis, ou não, no meio econômico.

Da mesma forma, o blog Gestão Ambiental há três anos tem focado as questões ambientais, principalmente aquelas relacionadas à nossa realidade regional.

08:25 · 11.11.2013 / atualizado às 08:38 · 11.11.2013 por
O Prêmio Melhoria da Qualidade do Ar faz também outros reconhecimentos, como o Certificado de Qualidade Empresa 100% às empresas com frota totalmente aprovada pelo Programa Despoluir Foto: Eduardo Queiroz / Agência Diário
O Prêmio Melhoria da Qualidade do Ar, faz também outros reconhecimentos, como o Certificado de Qualidade Empresa 100% às empresas com frota totalmente aprovada pelo Programa Despoluir Foto: Eduardo Queiroz / Agência Diário

Com o objetivo de reconhecer as empresas do setor de transportes de passageiros e de cargas que investem em projetos ambientais, a Federação das Empresas de Transportes Rodoviários (Cepimar) realiza, hoje (11), no 23º Batalhão de Caçadores – Batalhão Marechal Castello Branco, em Fortaleza, a entrega do Prêmio Melhoria da Qualidade do Ar 2013, já em sua 11ª edição. A solenidade começa às 16 horas e conta com a presença de empresários, personalidades do setor e colaboradores das 29 empresas concorrentes ao prêmio.
O processo de avaliação, realizado de 1 de janeiro a 30 de setembro de 2013, superou as edições anteriores no número de iniciativas quanto à implantação de projetos ambientais. Nos três Estados de atuação da Cepimar, o número de inscrições teve adesão de 134,29% a mais de empresas em relação a 2012.
O Prêmio Melhoria da Qualidade do Ar também confere Certificado de Qualidade Empresa 100% às empresas com frota totalmente aprovada pelo Programa Despoluir e que não tiveram nenhuma multa aplicada pelos órgãos fiscalizadores ambientais; e o Troféu Destaque Ambiental a personalidades ou instituições cujas ações contribuem para um meio ambiente saudável.
Despoluir
A Cepimar coordena o programa ambiental do transporte, o Despoluir, que tem como objetivo promover o uso racional de combustível no setor de transporte. A equipe do programa realiza aferições periódicas nos veículos das frotas das empresas do Ceará, Piauí e Maranhão. Além de orientar sobre o recebimento e armazenamento do óleo diesel e realizar palestras sobre condução segura e econômica.
Mais informações
Prêmio Melhoria da Qualidade do Ar – Versão 2013 – Fortaleza
Local: 23º Batalhão de Caçadores – Batalhão Marechal Castello Branco
Data: 11 de novembro (segunda-feira)
Hora: 16h

08:27 · 22.04.2013 / atualizado às 09:21 · 22.04.2013 por
O Dia da Terra foi criado para estimular uma consciência a respeito da preservação do equilíbrio do nosso Planeta Imagem: SXC.HU
O Dia da Terra foi criado para estimular uma consciência a respeito da preservação do equilíbrio do nosso Planeta Imagem: SXC.HU

Hoje – Dia da Terra – o blog Gestão Ambiental inaugura seu novo visual e também a sua fan page no Facebook. Este será mais um espaço, ao lado da página de Gestão Ambiental e da coluna Mercado Verde,  do Diário do Nordeste, para informar sobre o mercado da sustentabilidade, tando do ponto de vista do setor produtivo quanto do ponto de vista do consumidor.

O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970, para estimular a formação de uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações para proteger o nosso Planeta Azul.

Da primeira manifestação, participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Environmental Protection Agency ( EPA) – Agencia de Proteção Ambiental – e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.

Depois, em 1972, se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.

O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas. Refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à Educação Ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.

No Dia da Terra, todos são convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso Planeta, em nível global, regional ou local. Iniciado como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em importante acontecimento educativo e informativo, utilizado para avaliar os problemas do meio ambiente do Planeta, como a contaminação do ar, água e solos; a destruição de ecossistemas, extinção de espécies da flora e da fauna; e o esgotamento de recursos não-renováveis.

Neste dia também se insiste insiste em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas, incluindo a reciclagem de materiais manufaturados; a preservação de recursos naturais, como o petróleo e a energia; a proibição de utilizar produtos químicos danosos; e o fim da destruição de habitats fundamentais, como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas.