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Tag: Gestão de Recursos Hídricos


18:54 · 16.03.2018 / atualizado às 18:54 · 16.03.2018 por
Fundamental para a existência da vida, a água estará no centro das discussões de governantes, pesquisadores e ativistas do mundo inteiro, nos próximos dias, em Brasília Foto: Maristela Crispim

Soluções baseadas na natureza para segurança hídrica estão entre os temas debatidos durante os seis dias de evento

A partir deste domingo (18) Brasília será sede do 8º Fórum Mundial da Água (FMA), o mais importante evento do setor, organizado pelo Conselho Mundial da Água. Esta é a primeira vez que um país do Hemisfério Sul sedia o encontro, que espera receber 40 mil visitantes e sete mil congressistas de diversos países.

O evento tem como objetivo debater inúmeras agendas relacionadas à água, tendo como base os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial o objetivo 6, relacionado à água. Um dos assuntos que terá um recorte especial nesta edição, serão as Soluções baseadas na Natureza (SbN) para segurança hídrica.

O Brasil conta com 12% da água doce do Planeta e possui a maior bacia hidrográfica do mundo, além de um sistema de gerenciamento de recursos hídricos avançado, embora ainda com muitas lacunas para sua implementação. Segundo o presidente do Conselho Mundial da Água e responsável pelo Fórum, Benedito Braga, existe um acúmulo de conhecimento e instrumentos de gestão no País que fizeram com que o Brasil fosse escolhido para sediar o evento neste ano.

A água é um recurso estratégico que, além de ser elemento vital aos seres vivos, é também essencial ao desenvolvimento econômico. Neste sentido, assegurar tal recurso com qualidade e quantidade é de extrema importância, sobretudo em tempos de crise hídrica, cada vez mais agravada pela degradação ambiental e pelos impactos da mudança global do clima.

Participações

Entre os eventos paralelos que serão realizados no Fórum Mundial da Água, a Fundação Grupo Boticário organiza um debate no dia 21 de março. A partir das 17h, representantes da Fundação irão abordar o tema “A natureza como solução integradora” e farão uma apresentação de um framework com Soluções Baseadas na Natureza, e dos resultados de dois estudos de casos para investimentos em infraestrutura natural – um deles realizado em São Bento do Sul (SC), em parceria com a Prefeitura e o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE); e outro realizado no Sistema Cantareira, em parceria com o World Resources Institute (WRI), The Nature Conservancy (TNC), Instituto BioAtlântica (IBIO), União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e FEMSA Foundation.

A Associação Caatinga, que promoveu o tatu-bola como mascote da Copa do Mundo no Brasil, defenderá o bioma, único exclusivamente brasileiro e um dos mais ameaçados do País, no Fórum. Biólogos falarão sobre o projeto No Clima da Caatinga, que atua com tecnologias para o melhor uso da água e demais recursos naturais, especialmente os florestais. Desde 2011, 16 nascentes foram restauradas e protegidas, mais de 21 mil alunos alcançados por atividades de Educação Ambiental, 3.300 famílias envolvidas, 1.600 pessoas capacitadas no uso de tecnologias sustentáveis e 490 educadores certificados em 40 comunidades de Pernambuco e Piauí.

08:00 · 19.11.2015 / atualizado às 21:47 · 18.11.2015 por
Monitoramento da Qualidade da Água é um dos seis temas ofertados nos cursos Foto: Honório Barbosa / Agência Diário
Monitoramento da Qualidade da Água é um dos seis temas ofertados nos cursos Foto: Honório Barbosa / Agência Diário

Desde ontem (18), a Agência Nacional de Águas (ANA) abriu inscrições para cinco mil vagas em cursos gratuitos, na modalidade de ensino a distância (EaD). Os interessados podem se inscrever por meio do site http://eadana.hospedagemdesites.ws/ até o próximo dia 22 ou antes desta data, caso todas as vagas sejam preenchidas. A seleção será feita por ordem de inscrição.

A Agência oferecerá os seguintes temas:

– Água na Medida Certa (1.000 vagas / 2 turmas)

– Comitê de Bacia: O que É e o que Faz? (500 vagas / 1 turma)

– Comitê de Bacia: Práticas e Procedimentos (500 vagas / 1 turma)

– Estruturação da Gestão Ambiental Municipal (1.000 vagas / 1 turma)

– Medindo as Águas do Brasil: Noções de Pluviometria e Fluviometria (1.000 vagas / 4 turmas)

– Monitoramento da Qualidade da Água (1.000 vagas / 1 turma)

Os interessados podem se inscrever em até dois cursos simultaneamente e receberão a confirmação de matrícula no primeiro dia de cada capacitação. Os alunos que conseguirem 60% de aproveitamento nas avaliações terão direito a um certificado, sendo que o tempo de duração das atividades pode ser menor que o previsto, conforme o desempenho de cada um. Para facilitar a aprendizagem, os conteúdos são estruturados por meio de uma navegação sequencial entre módulos.

Previsto para acontecer de 24 de novembro a 6 de dezembro, com carga de 20 horas, o curso Comitê de Bacia: o que É e o que Faz? busca ensinar as atribuições e responsabilidades desses colegiados, além de incentivar a participação da sociedade na gestão da água. Também com 20 horas de carga e no mesmo período, o tema Comitê de Bacia: Práticas e Procedimentos tem com foco o funcionamento da estrutura organizacional dos comitês, visando a melhorar o processo de gestão de recursos hídricos.

Com carga prevista de dez horas, o curso Medindo as Águas do Brasil: Noções de Plu e Fluviometria tem 1.000 vagas, divididas em quatro turmas. As atividades acontecem de 24 a 29 de novembro, de 30 de novembro a 6 de dezembro, de 7 a 13 de dezembro e de 14 a 20 de dezembro. A capacitação visa a ampliar o conhecimento dos alunos sobre medições e monitoramento das águas da chuva e dos rios, organização estrutural de gerenciamento das informações coletadas, uso e importância das informações coletadas, automação na coleta de dados e a Rede Hidrometeorológica Nacional.

A atividades do curso Água na Medida Certa também têm carga prevista de 20 horas. As 1.000 vagas disponíveis são para duas turmas, sendo a primeira de 24 de novembro a 6 de dezembro e a segunda de 7 a 20 de dezembro. A capacitação busca ampliar o conhecimento dos participantes sobre recursos hídricos, a partir de reflexões sobre conceitos e informações sobre a disponibilidade, distribuição e quantidades de água no planeta.

O curso Estruturação da Gestão Ambiental Municipal, oferecido pela ANA em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), tem carga de 40 horas e oferece 1.000 vagas. O objetivo da capacitação é apresentar linhas gerais para o fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e sua inter-relação com os demais instrumentos e atores da gestão municipal, entre os quais a Política Nacional de Recursos Hídricos. Neste caso, as atividades acontecem entre 24 de novembro a 20 de dezembro.

Para o curso Monitoramento da Qualidade da Água de Rios e Reservatórios, a ANA oferece 1.000 vagas. A capacitação também está prevista para o período entre 24 de novembro e 20 de dezembro, com carga de 40 horas. O objetivo é promover a reflexão sobre conceitos e ferramentas de monitoramento de qualidade da água em atendimento à Política Nacional de Recursos Hídricos e demais normas legais e institucionais sobre o tema.

Capacitação

A ANA realiza capacitações para as entidades que compõem o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e para toda a sociedade brasileira. O objetivo dos cursos é estimular a conservação e o uso sustentável da água, além da participação cidadã na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Em 2014, a Agência capacitou mais de 22 mil pessoas. Para 2015, a expectativa é bater este recorde com mais de 33 mil alunos. Saiba mais no Portal da Capacitação da ANA e assista à animação sobre os cursos realizados pela Agência.

Fonte: ANA

20:43 · 28.05.2015 / atualizado às 08:56 · 29.05.2015 por

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O Fórum Setorial de Responsabilidade Ambiental é uma iniciativa preparatória e complementar do Encontro Intercontinental sobre a Natureza (O2), realizado em novembro dos anos ímpares, em Fortaleza. Nesta sexta-feira (29 de maio), o tema em discussão será “Ações de convivência com a seca”, na sede do Banco do Nordeste (BNB), no bairro Passaré.
Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (Ihab), promove, na última sexta feira de maio e novembro (anos pares) e maio dos anos impares, o Fórum Multissetorial de Responsabilidade Ambiental, onde lideranças do governo, da iniciativa privada e da sociedade civil são estimulados a discutir e buscar formular estratégias para, de forma integrada, endereçar temas e questões relacionados ao meio ambiente tendo por base os conceitos de Desenvolvimento Sustentável e Produção mais Limpa.
TEMA CENTRAL: AÇÕES DE CONVIVÊNCIA COM A SECA
PROGRAMAÇÃO
08h – Recepção
08h30 – Abertura
09h – PAINEL 1
Políticas e Ações Estruturantes do Governo do Estado do Ceará para a Convivência com a Seca
Francisco José Teixeira Coelho – titular da Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará (SRH)
Casos Exitosos e Projetos Inovadores
10h – CASO 1
Abastecimento da População Difusa por Meio de Cisterna
Neyara Araújo Laje – coordenadora dos Quintais Produtivos da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará (SDA)
10h40 – Coffee Break
11h – CASO 2
Monitoramento e Controle de Reserva Hídrica em Situação de Escassez
João Lucio Farias – presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh)
11h40 – MESA REDONDA
Mediador: Antônio Rodrigues Amorim – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce)
12h30 – Apresentação Artística de Eco Arte Cultura
13h – Almoço BNB
14h30 – PAINEL 2
Assistência, Abastecimento e Qualidade de Água nos Municípios do Semiárido Brasileiro
Regino Antônio de Pinho Filho – superintendente Estadual no Ceará da Fundação Nacional da Saúde (Funasa)
Casos Exitosos e Projetos Inovadores
15h30 – CASO 3
Rede Estratégica de Poços no Semiárido Brasileiro
Fernando A. C. Feitosa – assessor da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial (DHT) da Companhia de Pesquisas em Recursos Minerais (CPRM) – Serviço Geológico do Brasil
16h10 – Coffee
16h30 – CASO 4
Modelo, Aplicação e Resultado do Saneamento para Promoção da Saúde
Vitória Laura da Silva Mendes – chefe de Divisão de Engenharia e Saúde Pública da Fundação Nacional da Saúde (Funasa)
17h10 – MESA REDONDA
Mediador: Francisco José Teixeira (Dedé Teixeira) – titular da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará (SDA)
18h – Apresentação Artística de Eco Arte Cultura
18h30 – Encerramento
Mais informações:
E-mail: forum@ihab.org.br
Telefone: 3262-1559
Inscrições no local
Fonte: Ihab

15:25 · 08.11.2013 / atualizado às 15:25 · 08.11.2013 por

O2

Com o objetivo de discutir às questões ambientais e pensar alternativas em prol da sustentabilidade da natureza será realizada,em Fortaleza, a sexta edição do Encontro Intercontinental sobre a Natureza (O2), de 12 a 14 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará, uma promoção do Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (Ihab).
De acordo com o presidente do Ihab, o geólogo Clodionor Araújo, essa temática é vital para todos os setores sociais e econômicos:  “Segurança hídrica significa garantir que ecossistemas de água doce, costeira e outros relacionados sejam protegidos e melhorados; que o desenvolvimento sustentável e a estabilidade política sejam promovidos; que cada pessoa tenha acesso à água potável suficiente a um custo acessível para levar uma vida saudável e produtiva; e que a população vulnerável seja protegida contra os riscos relacionados à água”.
O crescimento urbano desordenado, outro fenômeno intercontinental, também será discutido no evento. Atualmente, o Brasil possui cerca de 192 milhões de habitantes e as cidades não estão preparadas, nem estruturadas e cada vez mais apresentam problemas relacionados ao uso do solo, deslizamentos, produção de lixo e saneamento básico, entre outros.
A sexta edição do O2 vai promover outros debates sobre as diversas questões ambientais e traz a Fortaleza pesquisadores internacionais, como Ricardo Sandoval Minero (do México), Bimo Nkhata (África), Eimar Karar (África) e Christopher Scott (Arizona). Além de destaques nacionais, como Vicente Andreu Guillo, da Agência Nacional de Águas (ANA); Thales de Queiroz Sampaio, do Serviço Geológico do Brasil; Lazaro Valentim Zuquette, do Departamento de Geotecnia da USP/São Carlos.
O público terá oportunidade, ainda, de conhecer estudos, experiências e ações de manejo ecológico, participar de palestras, cursos, e visitar a Feira Proeco, que apresentará negócios sustentáveis de sucesso. Uma exposição fotográfica com as mais interessantes ações de reciclagem também será uma atração do evento.
As inscrições podem ser realizadas na sede do Ihab, na Rua Ildefonso Albano, 820, Meireles ou pela Internet: www.ihab.org.br
Mais informações
Encontro Intercontinental sobre a Natureza (O2)
Data: 12 a 14 de novembro de 2013
Local: Centro de Eventos – Av. Washington Soares, 1141
Inscrições: IHAB – Rua Ildefonso Albano, 820, Meireles / (85) 3262.1559 / www.ihab.org.br

14:03 · 22.03.2013 / atualizado às 14:03 · 22.03.2013 por
Em avaliação do Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica, em 2012, a água do Rio Cocó, em Fortaleza, foi classificada como “regular” Foto: Tuno Vieira

Por Maristela Crispim

Hoje é o Dia Mundial da Água e, desde o começo deste mês, recebi mais de quatro dezenas de e-mails de assessorias de imprensa de empresas interessadas em mostrar ao público suas ações de sustentabilidade na área de recursos hídricos. A superlotação da minha caixa, neste caso, demonstra que, de um jeito ou de outro, alguém está preocupado pelo menos em mostrar que dá importância a esse bem fundamental à existência da vida.

Entre as informações que recebi, não de empresas ou indivíduos, mas de pesquisas ou de iniciativas globais, locais ou governamentais visando mostrar diagnósticos, mobilizar ou estruturar políticas de gestão racional dos recursos hídricos, destaco algumas abaixo.

Qualidade das águas dos rios

O projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante” da Fundação SOS Mata Atlântica, viajou por 21 cidades das regiões Sudeste e Nordeste em 2012, realizando atividades de educação ambiental. Entre essas ações, está a análise da qualidade da água de um manancial de cada cidade.

Entre janeiro e dezembro de 2012, foram analisados 30 rios de nove Estados brasileiros e nenhum obteve resultado satisfatório. Desse total, 26 foram analisados pela primeira vez. Entre os rios já analisados em outros anos, três pioraram seus índices e um se manteve na mesma classificação.

“A iniciativa tem o papel de provocar uma reflexão sobre a importância do cuidado com a água nas cidades brasileiras e mostrar como as ações cotidianas podem impactar a qualidade da água que bebemos”, afirma Romilda Roncatti, coordenadora da exposição itinerante da Fundação SOS Mata Atlântica.

Para o monitoramento, foi feita a coleta de água usando um kit desenvolvido pelo Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica, que possibilita uma análise que engloba 14 parâmetros físico-químicos, entre eles transparência, lixo e odor.

O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

“Esse monitoramento tem caráter educativo e não tem valor pericial, pois a proposta é apresentar uma percepção ambiental sobre a região analisada”, esclarece Malu Ribeiro, coordenadora do Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica.

Dos 30 corpos d’água monitorados, 70% foram classificados como “regular” e 30% no nível “ruim”. Nenhum dos pontos de coleta conseguiu a soma necessária para alcançar os níveis “bom” ou “ótimo”.

No caso do Ceará, foram analisados os dois principais rios da Capital, Fortaleza, de 3 a 15 de julho do ano passado. Com 30 pontos, o Rio Cocó foi classificado como “regular”; já o Rio Maranguapinho, com 26 pontos, ficou na categoria “ruim”. “Infelizmente, os monitoramentos indicam que os rios de nossas cidades estão, de maneira geral, com qualidade bem longe do ideal, um alerta para que as pessoas fiquem atentas e cobrem do poder público ações para transformar essa realidade”, conclui Malu.

Programa Rede das Águas

A Rede das Águas é um programa de informação e intercâmbio voltado à mobilização social para a gestão integrada da água e da floresta, além do fortalecimento e aprimoramento de políticas públicas e reúne os projetos da Fundação SOS Mata Atlântica relacionados ao tema água. Consolidou-se como ferramenta de mobilização no setor de recursos hídricos e possibilitou o início das atividades de educação ambiental e mobilização ligadas ao tema água em rede social.

Um exemplo é o Observando os Rios, uma metodologia composta por kits de monitoramento da qualidade da água utilizada hoje em diversas bacias hidrográficas brasileiras, de dez Estados do bioma Mata Atlântica (SP, MG, PR, SC, RS, RJ, AL, CE, PE. GO e DF).

Mais informações no site: www.rededasaguas.org.br.

Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental.

A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas.

Investir em eficiência

Um dos nossos principais entraves está na qualidade, já que temos grandes problemas no setor de saneamento. Para o Instituto Tratabrasil, o avanço do saneamento básico no País depende da melhorias na gestão do setor, em especial nas perdas. Destaca que, em 2010, as perdas de faturamento das empresas operadoras com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água, alcançaram, na média nacional, 37,5%.

O estudo do Instituto Tratabrasil “Perdas de água: entraves ao avanço do saneamento básico e riscos de agravamento à escassez hídrica no Brasil”, desenvolvido pelos professores doutores Rudinei Toneto Jr., da USP-Ribeirão Preto e Carlos Saiani, do Instituto Mackenzie, destaca que no Nordeste as oscilações dos índices de perdas são notáveis, sendo menor no Ceará (21,76%) e maior em Alagoas (65,87%).

“O estudo e suas simulações mostram que mesmo pequenos ganhos, como reduções de 10% nas perdas atuais, resultariam em recursos financeiros muito importantes para melhorar o fornecimento de água, mas também a expansão das redes de esgoto e tratamento no Brasil. Níveis de perdas tão altas, como os das regiões Norte e Nordeste, fazem com que em muitos casos a arrecadação com o fornecimento de água não seja suficiente sequer para pagar os custos desses serviços. Esse quadro inibe os investimentos necessários para que muitos brasileiros tenham condições de viver dignamente”, comenta Édison Carlos, presidente executivo do Instituto.

Instituto Trata Brasil

O Trata Brasil é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), iniciativa de responsabilidade socioambiental que visa à mobilização dos diversos segmentos da sociedade para garantir a universalização do saneamento no País.

Criado em julho de 2007, tem como proposta informar e sensibilizar a população sobre a importância e o direito de acesso à coleta e ao tratamento de esgoto e mobilizá-la a participar das decisões de planejamento em seu bairro e sua cidade; cobrar do poder público recursos para a universalização do saneamento; apoiar ações de melhoria da gestão em saneamento nos âmbitos municipal, estadual e federal; estimular a elaboração de projetos de saneamento e oferecer aos municípios consultoria para o desenvolvimento desses projetos, e incentivar o acompanhamento da liberação e da aplicação de recursos para obras.

Incentivo financeiro

Para celebrar a data de hoje, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Agência Nacional de Águas (ANA) lançaram ontem um programa de incentivo financeiro, por meio de pagamentos por resultados, para fortalecer a gestão das águas nos Estados. Além do lançamento do Pacto das Águas, foi assinado aditivo ao acordo de cooperação entre o MMA, a ANA e a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República para a criação de um núcleo de pensamentos estratégicos para a área de Recursos Hídricos.

Questão de prioridade

Quando a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), em 2000, a água e o saneamento ficaram relegados a um segundo plano. Desde o ano passado, quando, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), a ONU iniciou a formulação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para sua agenda posterior a 2015, há uma campanha para destacar a importância da água e do saneamento.

Por isso, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou, na segunda quinzena de dezembro, a campanha Ano Internacional da Cooperação pela Água 2013, destinada ao Dia (22 de março) e ao Ano Internacional da Água.

Cinco objetivos

1. Conscientizar sobre a importância, os benefícios e os desafios da cooperação em questões relacionadas à água

2. Gerar conhecimento e construir capacidades em prol da cooperação pela água

3. Provocar ações concretas e inovadoras em prol da cooperação pela água

4. Fomentar parcerias, diálogo e cooperação pela água como prioridades máximas, mesmo após 2013

5. Fortalecer a cooperação internacional pela água para abrir caminho para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) defendidos por toda a comunidade que trata sobre água e atendendo às necessidades de todas as sociedades

Ficou a cargo da Unesco a organização das atividades, por se tratar de organização multidisciplinar que combina as ciências naturais e sociais, educação, cultura e comunicação. Dada a natureza intrínseca da água como um elemento transversal e universal, o Ano Internacional de Cooperação pela Água naturalmente abraça e toca em todos esses aspectos.

O objetivo é aumentar a conscientização, no potencial para uma maior cooperação, e sobre os desafios da gestão da água em função do aumento da demanda por acesso, distribuição e serviços.

O Ano destaca a história de iniciativas de cooperação de sucesso com o recurso, assim como identifica problemas envolvendo educação, diplomacia, gestão transfronteiriça, a cooperação de financiamento nacionais e / ou internacionais, quadros legais e apoia a formulação de novos objetivos que vão contribuir para o desenvolvimento dos recursos hídricos de forma verdadeiramente sustentável.