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Tag: Gestão de Resíduos


12:13 · 09.08.2018 / atualizado às 16:35 · 09.08.2018 por
Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil e Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados, maior franquia da McDonald’s no mundo, que atende a América Latina e Caribe Fotos: Maristela Crispim

Sempre fui cabreira com unanimidades e extremismos, para que lado for. Sendo assim, gosto de ouvir o que as pessoas têm a dizer. Foi com esse espírito que embarquei para um bate-volta a São Paulo na última terça feira (7), atendendo a convite da Arcos Dorados, maior franquia da McDonald’s no mundo, que atende a América Latina e Caribe. 

Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil, e Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento Sustentável, estavam a postos para um bate-papo sobre sustentabilidade. Antes desse momento, também de divulgação do Relatório de Impacto Social e Ambiental 2017 da Arcos Dorados, no restaurante da Henrique Schaumann (SP), os jornalistas convidados de oito estados participaram do Programa Portas Abertas, com o gerente Ewerton Perez Cruz, para conhecer os processos, além de conferir a preparação do cinquentenário Big Mac, o sanduíche mais vendido em todo o mundo.

O Programa Portas abertas leva clientes às cozinhas dos restaurantes para conhecerem seus processos. Na foto, o gerente do McDonald’s da Henrique Schaumann, em São Paulo, Ewerton Perez Cruz

Não há muitas dúvidas a respeito da eficiência e higiene nos processos da marca. Mas, a insistência em mostrar a qualidade dos insumos, por parte do presidente Paulo Camargo, demonstra que o McDonald’s já era vítima de fake news muito antes delas receberem este nome.

Mas, se falar em alimentação saudável numa rede de fast food ainda é desconfortável, pelo menos um esforço em mostrar nos cardápios quais produtos têm mais sódio e açúcar, assim como oferecer cinco opções de saladas, substituição de fritas por frutas ou por saladas é um movimento interessante, que garante certo poder de escolha ao cliente. 

Foi bom saber que, além de ser uma das maiores empregadoras de jovens da América Latina, a Companhia ainda contribui no desenvolvimento para o trabalho

Sustentabilidade 

Voltando ao tema central do encontro, um ambicioso projeto para aproveitar a própria escala para ajudar no processo de Educação Ambiental da sociedade vem sendo gestado pela Arcos Dorados. Segundo Leonardo Lima, a ideia é tornar as lojas da franquia centros de educação ambiental. Ela surgiu da análise dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas, para identificar como contribuir para a Agenda 2030, trabalho iniciado em 2016. 

O projeto é focado na Educação e no Desenvolvimento Sustentável. Com a participação ativa da comunidade local, a cidade de Birigui (SP) foi a cidade piloto. O restaurante de lá se tornou um centro de aprendizagem de práticas sustentáveis. Depois, foi espalhado para Araçatuba (SP). A meta agora é replicar pelo Brasil. 

O projeto tem cinco módulos de atuação acadêmica e se interrelaciona com dois programas atuais da companhia: Educação Infantil para o Desenvolvimento Sustentável; Gestão de Resíduos Sólidos; Florestação; Programa Bom Vizinho; Programa Portas Abertas; Alianças Estratégicas; e Educação Executiva. 

Canudinhos 

A mais recente ação de sustentabilidade do McDonald’s, no Brasil, é muito simbólica: o desestímulo ao uso do canudo plástico. Ele não é mais colocado na bandeja, mas é fornecido, se o cliente solicitar. 

Segundo Paulo Camargo, presidente da Divisão Brasil, ainda não foi encontrada uma solução logística para o caso do Rio de Janeiro, onde o uso foi proibido. Por enquanto, a empresa está negociando a importação de canudos de papel. 

Mas está formando uma coalizão global com a cadeia de cafeterias Starbucks para estimular projetos que possam dar origem a uma nova geração de canudos, copos e tampas para as suas redes de fast foods e para todas as outras também.

Depois da visita, da conversa e da leitura do relatório, posso me dizer bastante otimista com o que vi, ouvi e li. Uma empresa gigante que não apenas inclui metas de sustentabilidade, como também quer ser protagonista de um processo de educação da população voltada ao Desenvolvimento Sustentável é uma coisa boa demais nos nossos dias. Agora é acompanhar e esperar que essas ações rendam bons frutos.

O gerente do McDonald’s da Henrique Schaumann, em São Paulo, Ewerton Perez Cruz, nos mostra o cinquentenário Big Mac, o mais vendido da marca

‘Receita para o Futuro’: ‘escala para o bem’ 

“Na Arcos Dorados, nós estamos muito orgulhosos de poder compartilhar as iniciativas e os projetos que realizamos, bem como os resultados de nosso impacto social e ambiental na América Latina e no Caribe, através de nosso relatório anual: ‘A Receita do Futuro’. Este relatório é uma demonstração de como uma companhia de nosso tamanho pode usar sua escala para fazer bem à sociedade”, a declaração é de Woods Staton, executive chairman da Arcos Dorados e está logo no começo do documento. 

Intitulado “Preparando a receita do Futuro”, ele destaca os resultados de impacto social e ambiental para a América latina e o Caribe em 2017. Confira alguns deles a seguir: 

 

Gestão de resíduos 

Geração – materiais utilizados de fontes sustentáveis e que sejam aptos para a reciclagem 

Gestão e controle – separação em origem, de acordo com os requisitos de retiro e disposição 

Disposição – o processo de retiro e disposição é realizado de acordo com cada município onde fica o restaurante  

 

Energia e clima 

Trabalho na melhoria contínua dos processos e equipamentos para conseguir uma gestão eficiente de recursos por meio do Programa ABC que se centra em três prioridades: 

A. Utilização de boas práticas e conceitos de utilização racional de recursos nos restaurantes 

B. Investimento em novas tecnologias (ferramentas de controle e medição de consumo)

C. Articulação com as empresas fornecedoras de recursos

 

Uso racional 

20.000 litros de óleo são coletados por mês 

1.500 litros de água a cada 18h são maximizados com a coleta de água condensada, em cidades com clima quente ou temperado 

 

Cadeia de fornecimento sustentável 

Rigor em trabalhar com empresas comprometidas em realizar negócios de maneira responsável que estejam alinhadas com os padrões éticos, sociais e ambientais da Companhia.

Os fornecedores de insumos precisam cumprir elevados padrões de qualidade de produção e segurança alimentar, assim como a exigência de um compromisso com os Direitos Humanos, o trabalho decente e o respeito pelo meio ambiente. 

72% dos insumos (alimentos e papel) são de fornecedores locais 

67% das embalagens de papel são de fontes sustentáveis, no Brasil 100% certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC)

100% do peixe vendido no Brasil e em Porto Rico estão certificados pelo Marine Stewardship Council (MSC) 

 

Compromissos para o bem-estar animal 

Liderar o desenvolvimento de princípios, critérios globais e locais de uma pecuária sustentável 

Desenvolver metas e iniciar a compra verificada de carne sustentável 

 

Qualidade dos alimentos 

Apesar de ser uma empresa especializada em fast food, garante opções variadas e nutritivas com: 

100% de carne bovina de qualidade, sem aditivos nem conservante 

100% de batatas fritas sem gorduras trans 

Ingredientes de primeira qualidade 

Valores nutricionais com transparência 

 

McDonald’s na América latina e Caribe (Arcos Dorados) 

20 países 

2.188 restaurantes 

78.806 empregados (60 mil jovens entre 16 e 25 anos; 57% mulheres; 1.740 pessoas com deficiência) 

929 restaurantes no Brasil (50 mil empregos) 

Um dos principais empregadores de jovens na região 

13:24 · 20.06.2014 / atualizado às 22:37 · 20.06.2014 por

 

A imagem do torcedor japonês catando resíduos na Arena Pernambuco, no dia 15 passado, fez sucesso nas redes sociais e serve de alerta para os brasileiros

A imagem de um torcedor japonês coletando resíduos na Arena Pernambuco, em Recife, após a partida da Copa do Mundo  Japão X Costa do Marfim, correu o mundo nas redes sociais e fez muito sucesso. A iniciativa serve de alerta a nós,  brasileiros, sobre a nossa relação com os resíduos que produzimos.

Estimativa inédita e exclusiva da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), é de que o Brasil irá gerar um volume adicional de cerca de 15 mil toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) durante a Copa do Mundo de Futebol, incluindo o total gerado com o turismo, nos estádios e nas Fan Fests que acontecem nas cidades-sede do torneio. As cidades em que haverá maior geração de lixo são: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.

“A realização da Copa do Mundo tradicionalmente aumenta a geração de resíduos nas cidades que sediam o evento, mas o impacto decorrente desse aumento depende das medidas adotadas para lidar com esse volume adicional. No caso do Brasil, percebemos que muitas cidades não dimensionaram e tampouco se prepararam para o impacto da Copa sobre a geração adicional de lixo, o que pode se tornar um transtorno para o evento e, principalmente, para a imagem das cidades”, comenta Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Abrelpe.

A geração e coleta de lixo, seus desafios, oportunidades, possíveis soluções e tecnologias empregadas, estarão em destaque neste ano no Brasil por conta do Congresso Mundial de Resíduos Sólidos ISWA 2014 – e o Fórum Global de Resíduos da IPLA/ONU , que serão realizados em São Paulo, entre os dias 08 e 11 de setembro.

São os principais eventos do mundo nesse setor, realizados no Brasil pela primeira vez. No Congresso serão apresentados dados e estimativas inéditas acerca da geração de resíduos em megaeventos, bem como os sistemas e ações de sucesso para uma destinação e tratamento adequado a tais resíduos.

Lixo_Copa

Abrelpe

Criada em 1976, a Abrelpe é uma associação civil sem fins lucrativos, que congrega e representa as empresas que atuam nos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Sua atuação está pautada dentro dos princípios da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável e seu objetivo principal é promover o desenvolvimento técnico-operacional do setor de resíduos sólidos no Brasil.

Comprometida com o equacionamento das demandas decorrentes da gestão de resíduos, desenvolve parcerias com poder público, iniciativa privada e instituições acadêmicas e, por meio de campanhas, eventos e premiações, busca conscientizar a sociedade para a correta gestão dos resíduos.

No contexto internacional, é a representante no Brasil na International Solid Waste Association (ISWA) e sede da Secretaria Regional para a América do Sul da Parceria Internacional para Desenvolvimento dos Serviços de Gestão de Resíduos Junto a Autoridades Locais (Ipla), um programa reconhecido e mantido pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Comissão das Nações Unidas para Desenvolvimento Regional (UNCRD).

Catadores

Seis cidades-sede foram contempladas com R$ 2,3 milhões do Ministério do Meio Ambiente (MMA), permitindo a atuação de 710 catadores em Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal e São Paulo.

Esses recursos foram usados de acordo com o plano definido para cada cidade, incluindo capacitações, gastos com remuneração, aquisição de uniformes e equipamentos de proteção, alimentação e transporte dos catadores, logística para transporte do material coletado e divulgação das ações de coleta seletiva solidária. Os catadores estão realizando a coleta seletiva no entorno das arenas onde os jogos estão sendo disputados, nas festividades locais, incluindo as festas oficiais para as torcidas, chamadas de Fifa Fan Fest.

“Esse projeto tem contribuído para estimular a população que ali se encontra a pensar na correta forma de descarte dos seus resíduos; para dar visibilidade nacional e internacional ao trabalho desenvolvido pelos catadores de materiais recicláveis; e para fazer refletir sobre questões ambientais e de sustentabilidade e, ainda, demonstrar o modelo de gestão de resíduos por meio da coleta seletiva com a participação dos catadores de materiais recicláveis”, explica o gerente de projeto do Ministério do Meio Ambiente, Eduardo Rocha.

Destinação adequada

As cooperativas de catadores estão ampliando a renda com a venda do material reciclável coletado nas áreas da Copa, que são reaproveitados. Essa iniciativa também gera economia de recursos naturais, redução do envio de materiais para o aterramento e consequente redução na contaminação do solo e da água, além da inclusão social da categoria de catadores de material reciclável.

Em Fortaleza, já foram recolhidos, desde a abertura da Copa (12) até terça-feira (17), 1,1 tonelada de resíduos ao redor da Arena Castelão. Já os resíduos coletados das Fan Fests chegaram a 4,7 toneladas, no mesmo período.

O MMA está realizando visitas técnicas às cidades que receberam os recursos. São Paulo, Natal e Belo Horizonte já foram vistoriadas. A analista ambiental do MMA, Mariana Alvarenga, acompanhou a ação dos catadores em São Paulo, na abertura da Copa.

“Os catadores estão tendo visibilidade e chamando atenção para o tema dos resíduos sólidos”, destaca. No dia seguinte ao jogo, a analista conheceu o trabalho da cooperativa que já havia separado e pesado todo material recolhido. As cidades de Fortaleza, Manaus e Curitiba serão visitadas até a semana que vem.

Cada cidade elaborou seu projeto de acordo com as suas necessidades, seguindo as diretrizes do MMA. No início do ano, o MMA promoveu o seminário Plano de Limpeza e Coleta das Cidades-Sede da Copa 2014, com a finalidade de compartilhar experiências de coleta seletiva em grandes eventos entre os municípios e esclarecer aspectos do projeto de inclusão do catador na Copa do Mundo Fifa 2014.

Essa iniciativa é um dos temas prioritários definidos no âmbito da Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CTMAS), instalada em maio de 2010, com representantes do governo federal, dos Estados e dos municípios e coordenada pelos Ministérios do Meio Ambiente e do Esporte.

Fontes: Abrelpe / MMA

 

18:49 · 31.08.2013 / atualizado às 18:51 · 31.08.2013 por

5PREMIOA3P

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) recebe, até o dia 15 de setembro, inscrições para a 5ª edição do concurso “Melhores Práticas de Sustentabilidade (Prêmio A3P). O objetivo é destacar as melhores iniciativas dos órgãos do setor público que promovem a sustentabilidade ambiental.

O prêmio também serve de estímulo para que mais órgãos possam implementar iniciativas inovadoras na gestão socioambiental. Busca, ainda, encorajar e recompensar as instituições que possuem compromisso com a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P).

Atitudes como imprimir nos dois lados da folha, apagar a luz ao sair do ambiente, realizar compras públicas sustentáveis que priorizem critérios ambientais, dentre outras, exemplificam possíveis mudanças no ambiente de trabalho.

O prêmio é dividido em quatro categorias:

  • Gestão de Resíduos
  • Uso ou Manejo Sustentável de Recursos Naturais
  • Inovação na Gestão Pública
  • Destaque da Rede A3P

Podem participar órgãos e entidades públicas que possuam termo de adesão vigente da A3P ou que estão inseridas da Rede A3P, que promove o compartilhamento de experiências, ou mesmo sem o termo de adesão. Neste caso, os candidatos só podem concorrer na quarta categoria – Destaque da Rede A3P. As instituições devem apresentar resultados concretos qualitativos ou quantitativos de que executam as ações da categoria escolhida. Serão feitas vistorias para verificação.

É necessário preencher uma ficha de inscrição e um relatório da iniciativa no site da A3P. Receberão certificados e troféus os três primeiros colocados de cada categoria.

Mais informações no site da A3P

Fonte: MMA / A3P

14:52 · 09.05.2013 / atualizado às 14:53 · 09.05.2013 por
O prazo estabelecido pela PNRS para por fim aos lixões é agosto de 2014, mas prefeitos admitem inacapacidade de cumprir e pedem prorrogação Foto: Fabiane de Paula

O prazo para que todos os lixões a céu aberto do País sejam desativados é 2 de agosto do ano que vem. Mas, se depender de muitos prefeitos brasileiros, essa profecia não se cumpre em 2014. A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), reunida na semana passada, em Brasília, anunciou que vai negociar com o Congresso e com o governo federal a prorrogação do prazo.

O recém-empossado presidente da entidade, José Fortunati (PDT), de Porto Alegre, declarou que é impossível grande parte das cidades cumprir a lei. Ele já buscou apoio dos presidentes da Câmara e do Senado para que seja alterada a lei que criou a PNRS. Pediu prazos distintos, de acordo com a realidade de cada cidade. Ele argumentou que 72% dos prefeitos vitoriosos nas eleições de 2012 não estavam no cargo. Por isso, culpam as gestões anteriores pelo atraso na adaptação à lei.

Relator da lei que instituiu a PNRS, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) criticou a proposta dos prefeitos. Ele disse que a legislação tem que premiar posturas e punir quem não segue uma regra e colocou-se terminantemente contrário a qualquer dilatação do prazo.

Novos prazos

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) estima que apenas 20% dos 5.565 municípios brasileiros concluíram os projetos ou solicitaram verbas para sua elaboração até 2 de agosto de 2012, quando expirou o prazo legal para esta etapa do processo.

O gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Saburo Takahashi, revelou que o órgão deve soltar, em breve, uma nova chamada para os municípios que perderam o primeiro prazo. Ele disse que, para atender os 80% que restam, é preciso tomar pé da situação e verificar como o governo pode apoiar os municípios que ainda não têm planos.

LixoesnoBrasil

O que diz a lei

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) passou duas décadas em tramitação no Congresso Nacional até virar lei, em 2010. Um dos principais objetivos é fazer com que o Brasil atinja o índice de reciclagem de resíduos de 20% até 2015, que é uma das metas do Plano Nacional sobre Mudança do Clima. Ela foi criada com um horizonte de 20 anos, com previsão de atualização a cada quatro anos.

Uma dos destaques é a logística reversa, que determina a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, fornecedores, comerciantes e consumidores de produtos para garantir que os resíduos sejam descartados de forma ambientalmente correta. Também institui programas de coleta seletiva, educação ambiental e inclusão dos catadores de material reciclável em todos os municípios. Exige, ainda, padrões sustentáveis de produção, consumo e reciclagem de resíduos.

Mas o ponto mais polêmico é a exigência que estados e municípios desativem todos os lixões e instalem aterros sanitários até 2 de agosto de 2014. A lei admite que os municípios formem consórcios para a gestão dos resíduos sólidos. Segundo o texto, o prefeito que não cumprir o prazo pode ser processado por improbidade administrativa. As cidades tiveram dois anos para se adequar à política nacional, mas a maioria sequer elaborou o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que é a primeira etapa do processo.

Auxílio

O Ministério das Cidades fará, até julho deste ano, uma série de seminários regionais para orientar os gestores na preparação de seus Planos Municipais de Saneamento Básico. Ele será cobrado a partir de 2014 como condição para que os municípios recebam recursos na área, de acordo com a Lei nº 11.445/2007, regulamentada pelo Decreto n° 7.217/2010.

Os seminários “Política e Plano Municipal de Saneamento Básico” têm como objetivo capacitar os entes políticos no cumprimento das normas legais, pois os municípios deverão ter seus planos aprovados e suas instâncias de participação social instituídas até 2014.

As capacitações serão realizadas em todas as regiões do País buscam apresentar e discutir aspectos relacionais aos planos com o apoio na legislação em vigor; estimular a formação de multiplicadores para a difusão da metodologia de elaboração dos planos; além de fortalecer a capacidade institucional de estados e municípios para a promoção da política de saneamento básico.

Os seminários ocorrem em parceria com a Caixa Econômica Federal e tem como público-alvo os gestores, técnicos, profissionais, entidades envolvidas no setor de saneamento e sociedade civil, que também poderá contribuir para a preparação do plano.

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As inscrições podem ser feitas previamente pelo site www.capacidades.gov.br. Caso o número de interessados ultrapasse as vagas oferecidas, gestores e técnicos em saneamento terão prioridade de participação.

Fontes: Agência Brasil / MMA/ Ministério das Cidades

 

09:31 · 06.02.2013 / atualizado às 21:56 · 12.02.2013 por
O empreendimento terá usinas de energia eólica para alimentar parte do consumo de eletricidade nas áreas externas do campus

O projeto do campus da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) em Fortaleza, que abrigará as atividades de ensino de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) e pesquisas de caráter social e biomédico, recebe, na fase programa, a certificação Processo Aqua (Alta Qualidade Ambiental), chancela internacional da construção sustentável baseada no processo francês Démarche HQE (Haute Qualité Environmentale).

O complexo educacional e de pesquisa utilizou o sistema construtivo de concreto moldado in loco e foi concebido dentro de conceitos de sustentabilidade, que incluem, por exemplo, a gestão da água, de energia e de resíduos.

Entre as soluções a serem adotadas está implantação de usinas de energia eólica, para alimentar parte do consumo elétrico das áreas externas do campus; o uso de águas não potáveis (de chuva e esgoto tratado) nos vasos sanitários, mictórios e irrigação; a utilização de brises nas fachadas de vidro, para reduzir a carga térmica dos edifícios e diminuir o uso do ar condicionado; e a implantação de depósitos para a coleta seletiva dos resíduos recicláveis e não recicláveis.

Um dos prédios campus será exclusivo para pesquisas em laboratório e alguns deles com risco biológico de nível três – ambientes que requerem cuidados específicos em relação à filtragem e exaustão de ar. Para isso, a renovação de ar será garantida pelo sistema de ventilação das edificações.

O empreendimento terá um sistema de automação predial, para controle e monitoramento da climatização, irrigação, geradores, iluminação, elevadores, incêndio e detecção de vazamento de GLP nas edificações.

Segundo o coordenador executivo do Processo Aqua, Manuel Reis Martins, “características importantes do empreendimento e da Fiocruz contribuíram para que o perfil mínimo de desempenho ambiental necessário para a certificação fosse superado, como a coerência das diretrizes de projeto do manual da Fiocruz; a definição precisa das etapas do empreendimento; a verificação, antes do início da obra, de todos os projetos executivos pela equipe de coordenação; a realização de estudos preliminares para direcionamento adequado do projeto, como o ensaio de capacidade de absorção do solo para validar a solução de infiltração por valas, entre outros”.

O projeto é fruto de uma parceria entre a Fiocruz e a empresa de arquitetura e engenharia cearense Architectus. Sendo o plano diretor e o projeto conceitual desenvolvidos pela fundação e as etapas de anteprojeto e projeto executivo desenvolvidas pelo escritório de arquitetura. A construção teve início em janeiro de 2013 e a conclusão está prevista para dezembro de 2014, no município de Eusébio, localizado na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

A consultoria de sustentabilidade no projeto foi desenvolvida pela Architectus com a empresa CTE (Centro de Tecnologia de Edificações) e em parceria com a equipe de arquitetos da Fiocruz.

Soluções de sustentabilidade Campus Fiocruz em Fortaleza

  • Recuperação das áreas de preservação existentes nas proximidades do terreno.
  • Presença de ciclovia e de bicicletários para os usuários das edificações.
  • Especificação de coberturas verdes em algumas das edificações.
  • Presença de serviços para os usuários (correio, banco, livraria, lanchonete etc).
  • Preferência pela utilização de materiais fabricados a menos de 300 km da obra.

Gestão da água

  • Utilização de dispositivos economizadores: vasos sanitários com caixa acoplada e acionamento dual flush, torneiras e mictórios com fechamento automático etc.
  • Tratamento das águas cinzas e negras (esgoto).
  • Utilização de águas não potáveis (água de chuva e esgoto tratado) nos vasos sanitários, mictórios e irrigação.
  • Especificação de espécies nativas ou adaptas ao clima, que consomem menor quantidade de água.
  • Sistema de irrigação eficiente considerando as demandas das espécies de vegetação especificadas.
  • Implantação de sistema de irrigação eficiente que utiliza água não potável.
  • Infiltração das águas de chuva no solo através de valas drenantes.

Gestão de energia

  • Geração de energia, por meio da implantação de usina eólica que alimentará parte do consumo elétrico das áreas externas do campus.
  • Energia eólica, geração de energia eólica, por meio da implantação de usinas que alimentaram o consumo de eletricidade das áreas externas do campus.
  • Simulação computacional para avaliar a eficiência energética dos edifícios.
  • Sistema de ar condicionado com alta eficiência.
  • Sistema de ar condicionado que utiliza gases refrigerantes com baixo impacto a camada de ozônio.
  • Instalação de sistema de automação predial para controle e monitoramento dos sistemas das edificações, incluindo climatização, irrigação, geradores, iluminação, elevadores, incêndio e detecção de vazamento de GLP.
  • Utilização de lâmpadas LED nas áreas externas do empreendimento.
  • Fachadas de vidro para proporcionar a entrada de luz, reduzindo o consumo de energia do sistema iluminação.
  • Presença de brises nas fachadas de vidros, para minimizar o aumento da carga térmica dos edifícios e diminuir o uso do ar condicionado.
  • Utilização de vidros com baixo fator solar.
  • Especificação de cores claras nas fachadas.

Gestão de Resíduos

  • Implantação de depósitos para a coleta seletiva de resíduos recicláveis e não recicláveis
  • Plano de gestão de resíduos sólidos para orientar funcionários, visitantes e a equipe de manutenção das edificações.