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Tag: Lixo Eletrônico


09:45 · 02.05.2013 / atualizado às 09:45 · 02.05.2013 por
Especialistas do IEEE analisam como o reparo de celulares pode tornar a indústria de eletrônicos de consumo mais comprometida com o meio ambiente
Especialistas do IEEE analisam como o reparo de celulares pode tornar a indústria de eletrônicos de consumo mais comprometida com o meio ambiente

Nova York. Reduzir, reutilizar e reciclar são considerados fundamentos de uma vida sustentável. Contudo, especialistas do Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE), a maior organização técnico-profissional do mundo, identificaram que reparar é uma palavra igualmente importante no compromisso com o meio ambiente, especialmente quando se fala da indústria de eletrônicos de consumo.

Por meio de pequenas mudanças no design, os fabricantes de celulares podem aprimorar a condição de reparo de seus produtos e agilizar o processo de fabricação nos primeiros estágios da operação. Dessa forma, o impacto ambiental é minimizado enquanto se promove o comércio global e o desenvolvimento social.

Segundo o relatório “Rastreando a Telefonia Móvel Mundial” da International Data Corporation, os fornecedores irão colocar no mercado mais de 1,7 bilhão de telefones celulares em 2013 e esse número deve crescer até 1,4 por cento a cada ano. O impacto ambiental de produzir esse volume de aparelhos é respeitável, se considerarmos que são usados 75 quilos de matéria-prima para produzir cada celular e mais de 30 litros de água para produzir um só microship.

O relatório “Avaliação do Ciclo de Vida do Sistema de Comunicação Móvel UMTS: Em direção a Sistemas Ecoeficientes”, apresentado durante o Simpósio Internacional sobre Eletrônica e Meio Ambiente do IEEE, indica que a extensão da vida útil dos celulares de um para quatro anos diminui o impacto ambiental em cerca de 40 por cento. Enquanto estão sendo criadas inovações para aprimorar a sustentabilidade desse processo, os fabricantes de telefones celulares podem angariar benefícios ambientais mais imediatos ao tornarem seus produtos mais fáceis de consertar.

“Fabricantes de celulares produzem uma grande variedade de aparelhos para atender aos requisitos tecnológicos e financeiros dos usuários tradicionais e dos proprietários de primeira viagem, tanto nos mercados líderes globais quanto em países em desenvolvimento”, diz Stu Lipoff, Membro do IEEE e Presidente da IP Action.

“Os primeiros estágios de operações para a fabricação, que incluem a mineração de matérias-primas, resíduos de mina e poluição da água no processo, assim como a energia necessária para refinar e produzir o aparelho, podem ser reduzidos com o emprego de designs que contribuam para uma reparabilidade mais fácil e econômica. Assim, celulares reformados do mercado de primeira mão ganhariam vida estendida nos mercados secundário e terciário. Tal processo não só ajudaria a reduzir o impacto ambiental do processo produtivo, mas também forneceria mais tecnologias avançadas para as nações em desenvolvimento, colaborando para o desenvolvimento do comércio global e melhoria da qualidade de vida ao redor do mundo”, afirma.

Chave de fenda

Avanços tecnológicos têm permitido que fabricantes produzam aparelhos cada vez menores e mais finos. Porém, junto a essa tendência está a de empregar designs cada vez mais fechados e utilizar materiais que tornam os aparelhos praticamente irreparáveis.

“Independentemente do tamanho, há vários elementos de design que os fabricantes podem usar para melhorar a reparabilidade de seus produtos”, afirma Kyle Wiens, Membro do IEEE e CEO da iFixit. “Coisas simples melhoram muito a reparabilidade de telefones e aumentam significativamente sua vida útil. Por exemplo, utilizar compartimentos que abram, usar parafusos ao invés de adesivos e oferecer fácil acesso às partes que costumam quebrar, como a tela. É fundamental que designers incorporem elementos sustentáveis em seus produtos, não apenas para que estes durem mais, mas também para que ajudem a promover um futuro sustentável e com respeito ao meio ambiente”, explica.

IEEE

A IEEE é uma das maiores organizações técnico-profissional dedicada ao avanço da tecnologia para o benefício da humanidade. Por meio das suas publicações, conferências, padrões tecnológicos e atividades profissionais e educacionais, a IEEE é ouvida em várias áreas que incluem desde sistemas aeroespaciais, computadores e telecomunicações até engenharia biomédica, energia elétrica e produtos eletrônicos.

Fonte e mais informações: www.ieee.org

12:17 · 20.02.2013 / atualizado às 12:28 · 20.02.2013 por
A reciclagem de eletrônicos exige um processo criterioso por causa da presença de elementos tóxicos Foto: Agência Diário

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou ontem que que o edital que trata da aprovação e viabilidade técnica e econômica do sistema de logística reversa de produtos eletroeletrônicos e seus componentes já está à disposição dos interessados em seu site.

Informou, ainda, que outras propostas de acordos setoriais para implantação de sistemas semelhantes estão em análise e aguardam a aprovação do Comitê Orientador (Cori), como as indústrias de lâmpadas fluorescentes e de embalagens em geral.

“Este tipo de resíduo, cada vez mais presente no cotidiano, por conter elementos tóxicos, como metais pesados, em sua composição, e representa um risco à saúde pública e ao meio ambiente ao ser descartado de forma indevida”, afirmou a analista ambiental da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Sabrina Andrade.

Ainda segundo o MMA, o edital estabelece critérios mínimos para assinatura do acordo envolvendo o governo e o setor empresarial e fixa prazo para as entidades representativas da cadeia produtiva de eletroeletrônicos definirem os detalhes de operacionalização do sistema de logística reversa, como a localização e a quantidade dos pontos de coleta e quem será responsável por recolher o que foi arrecadado.

Definições

O MMA destaca que logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social, caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento e reciclagem, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

Já o acordo setorial,é definido como um ato contratual, firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.

Fonte: MMA

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12:43 · 10.10.2012 / atualizado às 12:43 · 10.10.2012 por
No Brasil, a logístia reversa de eletroeletrônicos ainda dá os primeiros passos Foto: Adriana Pimentel / Agência Diário

 

O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI), promoverá, no dia 15 de outubro, no hotel Vila Galé Cumbuco, litoral oeste do Ceará, o Seminário Internacional sobre Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos no Nordeste (SI-GREEN).

A meta do evento, realizado pela primeira vez na América Latina, é discutir aspectos gerais e específicos sobre o tema e debater a adequação da indústria brasileira às normas internacionais no que se refere à cadeia da produção dos materiais até o correto descarte, conhecida como cadeia reversa.

O tema reciclagem já está bem disseminado na sociedade brasileira quando se fala do descarte de produtos orgânicos ou de embalagens de papel, papelão ou materiais como aço e alumínio. No entanto, quando se aborda o descarte correto de resíduos eletroeletrônicos ainda há muitas incertezas.

Estão na programação do SI-GREEN palestras de especialistas nacionais e estrangeiros sobre as tecnologias para a sustentabilidade industrial, assim como autoridades governamentais, que irão trocar informações sobre possibilidades de fomento para produtos ambientalmente corretos.

No dia 15 de outubro, o evento será voltado para pesquisadores, professores universitários, profissionais e empreendedores da cadeia produtiva de reciclagem, universitários e interessados no tema.

Já entre os dias 16 e 20 de outubro, serão realizadas reuniões internas e fechadas, como a reunião anual do Comitê Técnico da IEC, responsável por elaborar as normas ambientais internacionais para os produtos eletroeletrônicos (IEC-TC 111). Nesse encontro, que ocorre pela primeira vez na América Latina, cerca de uma centena de especialistas em tecnologias para a sustentabilidade, de mais de 40 países, discutirão as normas ambientais que regulamentam o mercado internacional do setor de eletroeletrônicos.

O SI-GREEN conta com o patrocínio da Essencis e apoio institucional da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), do Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e Telecomunicações (Cobei) e do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação (ITIC). A organização é da BN Travel Agência de Viagens.

As inscrições para a próxima segunda-feira (15) ainda estão abertas e podem ser feitas pelo site www.observatoriodeinovacao.com.br/si-green ou pelo telefone (85) 3242-6737.

08:44 · 03.05.2012 / atualizado às 08:44 · 03.05.2012 por

 

O aumento do lixo eletrônico está ligado diretamente às relações de consumo / descarte da população Foto: Adriana Pimentel

Rio de Janeiro. Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), programada para junho próximo, no Rio de Janeiro, o Brasil ainda enfrenta um grave problema: o descarte irregular de lixo eletrônico.

De acordo com relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em 2010, o País ocupa a liderança entre as nações emergentes na geração de lixo eletrônico per capita a cada ano.

O relatório aponta que o lixo eletrônico descartado por pessoa, no Brasil, equivale a 0,5 quilo por ano. Em contrapartida, na China, que tem uma população muito maior, a taxa de lixo eletrônico por pessoa é 0,23 quilo e, na Índia, ainda mais baixa (0,1 quilo).

Os números são questionados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A gerente de Resíduos Perigosos do ministério, Zilda Veloso, considera os dados inconsistentes, porque a Organização das Nações Unidas (ONU) utilizou uma metodologia europeia baseada na comercialização.

“Se a gente não tem dados do mercado de comercialização, como é que eles chegaram àqueles números? Não tem sentido”. O MMA manifestou formalmente seu posicionamento contrário ao relatório da ONU, por meio do Itamaraty, disse.

O governo brasileiro não tem números sobre aquisição de produtos eletrônicos. Zilda Veloso informou que no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), vai ser elaborado um estudo de viabilidade técnica e econômica, que deve apresentar informações sobre a geração de resíduos desse tipo. A previsão é que o estudo seja divulgado em quatro meses. O projeto é do Grupo Técnico Temático de Eletroeletrônicos, do Comitê Orientador para Implementação de Sistemas de Logística Reversa.

Esses sistemas se referem à responsabilidade compartilhada para eletroeletrônicos. “O estudo vai referendar se é possível fazer o recolhimento e destinação desse tipo de resíduo agora ou não”, disse.

Na logística reversa, os fabricantes vão assumir a responsabilidade para a destinação do equipamento pós-uso. Zilda não descarta que parte dessa responsabilidade recairá sobre o consumidor. Ela destacou a importância da conscientização do cidadão nesse processo. “Nada vai funcionar se o consumidor não fizer o descarte adequado”.

A gerente esclareceu que o estudo é abrangente, porque vai captar as possibilidades de reciclagem de eletroeletrônicos. “O objetivo do estudo não é só fazer o retrato do setor, mas saber se o setor tem hoje condições de fazer a logística reversa”.

O estudo vai dizer o comportamento do consumidor, o tipo de consumo que existe no Brasil e quais são os bens consumidos. Com base nesses dados, o governo terá condições de avaliar se é possível fazer a logística agora ou não. “Uma das coisas que ele vai levantar é uma estimativa de geração de resíduos atual”.

O comitê orientador é coordenado pelo MMA e tem a participação dos ministérios da Saúde; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e da Fazenda.

No ano passado, o comitê decidiu que a regulamentação das cinco primeiras logísticas será feita por meio de acordo setorial. São as logísticas de eletroeletrônicos; embalagens plásticas de óleos; lâmpadas; embalagens em geral; e medicamentos.

A logística que se acha mais adiantada é a de embalagens plásticas de óleos lubrificantes. A regulamentação está indo para consulta pública da proposta de acordo setorial em, no máximo, 30 dias.

A regulamentação de eletroeletrônicos tem início previsto para 2013. “Porque é uma cadeia bem complexa. Pega desde celular até um aparelho hospitalar, como tomógrafo”, disse a gerente do MMA.

Ela ressaltou também a figura do catador na logística reversa. Adiantou, entretanto, que caso ele venha a ser incluído no processo, terá de ser treinado para poder separar os produtos eletroeletrônicos.

O professor de engenharia ambiental da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Haroldo Mattos de Lemos, não vê motivos para ter melhorado a posição brasileira no ranking de lixo eletrônico gerado entre os países emergentes. Lemos preside o Instituto Brasil Pnuma, que é o Comitê Brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

 Ele avaliou que não foram “plantados” no País grandes programas para reduzir o volume de lixo eletrônico. “Existem algumas iniciativas de reciclagem, mas eu acredito que elas estão sendo suplantadas pelo crescimento do volume de aparelhos que é descartado”. Sua impressão é que o lixo eletrônico está aumentando no Brasil.

Fonte: Reportagem Alana Gandra / Edição Aécio Amado – Agência Brasil

07:00 · 14.10.2011 / atualizado às 11:09 · 13.10.2011 por
Praticamente todo mundo produz lixo eletrônico e não sabe como de desfazer dele. Em Fortaleza, empresas como a Ecoletas fazem a separação e encaminhamento dos materiais à reciclagem Foto: Rodrigo Carvalho

De quarta-feira última (12 de outubro) até o próximo dia 26, as populações de Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e do Rio de Janeiro poderão descartar de forma correta o lixo eletrônico, como celulares e computadores obsoletos e estragados. A coleta do material faz parte da estratégia de consumo sustentável desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A expectativa do ministério é que sejam coletadas 50 toneladas de lixo eletrônico nestes 15 dias.

“Temos que conscientizar os consumidores que há lugar (adequado) para o lixo eletrônico”, disse na última terça-feira (11 de outubro) a gerente de Consumo Sustentável do Departamento de Produção e Consumo Sustentável do MMA, Fernanda Daltro. Segundo ela, o lixo coletado durante a campanha será reciclado ou descartado por empresas de reciclagem.

A campanha será desenvolvida por meio de parceria do MMA com companhias de metrô de Brasília, São Paulo, do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, o Carrefour, a Phillips do Brasil, a Oxil – empresa que atua no mercado de reciclados desde 1988 – e a Descarte Certo. Neste ano, o ministério instituiu outubro como o Mês do Consumo Sustentável.

Em Brasília, a população pode descartar o lixo eletrônico em um coletor da Estação Galeria dos Estados do metrô, no Setor Comercial Sul. Em São Paulo, o posto de coleta fica na Estação Tucuruvi, na Linha 1 Azul. No Rio, o material pode ser deixado na Estação Carioca e em Belo Horizonte, na Estação Eldorado.

O Brasil consome por ano, segundo o MMA, mais de 120 milhões de eletroeletrônicos. Pelo menos 500 milhões de produtos se encontram sem uso nas casas dos brasileiros. Esses produtos contêm mercúrio, chumbo, fósforo e cádmio – substâncias podem contaminar o ar, a água e o solo. Por isso, o ministério que conscientizar a população sobre a necessidade de descartar de forma correta o lixo eletrônico.

Fonte: Agência Brasil