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Tag: Mudanças Climáticas Globais


10:00 · 19.06.2018 / atualizado às 21:01 · 18.06.2018 por

Por Robson Rodrigues

Os impactos causados pelas emissões de gases de efeito estufa são cada vez mais evidentes e apontam para uma crise ambiental em escala planetária sem precedentes. Com o provável esgotamento das reservas mundiais de combustíveis fósseis, as energias renováveis ​​ganham cada vez mais protagonismo no cenário mundial.

Neste contexto, a transição para uma matriz energética mais limpa representa um dos grandes desafios mundiais deste século para atender às metas do Acordo Climático de Paris e limitar a elevação da temperatura global a 1.5ºC.

Veja, neste vídeo, quais são os investimentos necessários para controlar as emissões, a velocidade do incremento das energias renováveis e a posição do Brasil no tabuleiro internacional de mudanças climáticas.

14:23 · 02.04.2018 / atualizado às 14:26 · 02.04.2018 por
O livro já está à venda pelo site: www.letrasambientais.com.br/sobre-livro

Está marcado para a próxima quarta-feira (4) o pré-lançamento do livro “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?”, escrito pela jornalista Catarina Buriti e pelo meteorologista Humberto Barbosa.

O pré-lançamento vai ocorrer no Miniauditório do Centro de Treinamento do Banco do Nordeste (BNB), na Avenida Dr. Silas Munguba, 5700, Passaré, durante a oficina temática “Desafios para o Desenvolvimento Agricultura Sustentável: Bioma Caatinga“, realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A obra é interdisciplinar e trata da história de mais de um século de secas na atual região semiárida brasileira. A pesquisa inclui as primeiras políticas de açudagem, para o que se entendia, no início do século XX, como “combate à seca”, passando pela piscicultura, irrigação, políticas de desenvolvimento econômico; e as recentes ações de construção de cisternas e o Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Os autores levaram quatro anos para produzir o livro. Durante a pesquisa, visitaram e/ou consultaram documentos das principais instituições e organizações sociais que fazem parte da história da política de convivência com a seca no Semiárido.

Buscavam uma resposta para a seguinte questão: o que todas essas políticas hídricas tiveram em comum? Porque as políticas para a seca não trouxeram mudanças significativas para a região? Qual o motivo de, em pleno século XXI, o fenômeno continuar tomando proporções de desastre natural, causando prejuízos generalizados à economia do Semiárido brasileiro? Por que obras intensamente propaladas como soluções para a seca não modificaram ou talvez não alterem o cenário socioeconômico da região?

Os autores demonstram no livro que a ausência de mecanismos institucionais efetivamente descentralizados, que permitissem a participação social democrática, autônoma e qualificada no controle e na formulação de políticas hídricas, foi um dos fatores históricos predominantes para a falta de efetividade na governança das águas na região.

Com base na pesquisa, além de os autores oferecerem uma compreensão crítica e abrangente sobre a região semiárida do Brasil, no passado e no presente,  apontam caminhos e traçam estratégias político-institucionais para promover a gestão sustentável da seca, no contexto de possíveis mudanças climáticas.

No contexto do Semiárido brasileiro, a pesquisa foi validada em municípios do Cariri paraibano, microrregiões da Paraíba, consideradas as mais secas do Brasil. Além disso, são áreas altamente vulneráveis às mudanças climáticas, ao processo de desertificação e, por essa razão, extremamente carentes de políticas para mitigação dos impactos da seca.

O livro se destina a públicos de diferentes áreas, incluindo tomadores de decisão, formuladores de políticas, pesquisadores, professores, estudantes, agentes de organizações da sociedade civil, empresários e ativistas ambientais.

Os autores

Humberto Alves Barbosa é meteorologista, mestre em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e doutor em Solo, Água e Ciências Ambientais pela Universidade do Arizona. É coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Participa como autor de relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Catarina de Oliveira Buriti é escritora, jornalista, historiadora, mestre em História e doutora em Recursos Naturais. Desenvolve pesquisas sobre história da ciência, políticas públicas e Semiárido brasileiro. Atua na área de difusão científica do Instituto Nacional do Semiárido (Insa).

Mais informações:
Lançamento do Livro “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?”
Local: Banco do Nordeste (BNB) – Avenida Dr. Silas Munguba, 5700 – Passaré
HORÁRIO: 9h
O livro já está à venda pelo site: www.letrasambientais.com.br/sobre-livro

10:30 · 27.12.2017 / atualizado às 21:01 · 26.12.2017 por
O Açude Castanhão, maior do Estado do Ceará, está com apenas 2,7% da sua capacidade, após seis anos consecutivos de chuvas abaixo da média Foto: Kid Júnior/Agência Diário

Um novo relatório mostra que os estudos publicados desde que o Acordo de Paris foi firmado, há dois anos, estão ligando cada vez mais as mudanças climáticas a eventos climáticos extremos em todo o mundo

Desde a conclusão da Cúpula do Clima da ONU, em Paris, em 12 de dezembro de 2015, cientistas publicaram pelo menos 59 artigos sobre a atribuição de eventos climáticos específicos às mudanças climáticas. Destes, 41 concluem que elas aumentaram os riscos de um determinado tipo de evento extremo, revela a análise da Unidade de Inteligência Energética e Climática (Eciu). Alguns detectam um aumento na frequência, outros, na intensidade ou na duração, ou vinculam um impacto particular às mudanças climáticas, ou uma combinação desses efeitos.

Os eventos meteorológicos estudados abrangem episódios de calor extremo, seca, inundações e ondas de incêndios, e dizem respeito a todos os continentes, exceto a Antártida. Eles abrangem 32 eventos individuais recentes para os quais os riscos aumentaram devido às mudanças climáticas, com outros focando na tendência de longo prazo de riscos crescentes.

Uma pequena proporção dos eventos climáticos extremos individuais analisados nestes estudos têm um custo quantificado em termos de vidas perdidas ou danos econômicos. O relatório deduziu que, neste pequeno conjunto de eventos, as mudanças climáticas causaram cerca de 4.000 mortes e cerca de US$ 8 bilhões em danos econômicos. Mas o relatório adverte que esses números não podem ser tratados como o “custo das mudanças climáticas”.

Richard Black, diretor da Eciu e autor do relatório, disse que a compreensão das conexões entre mudanças climáticas e eventos climáticos extremos está evoluindo rapidamente. “Há apenas alguns anos, era difícil dizer mais sobre qualquer tempestade, seca ou onda de calor além de que era ‘consistente com o que a ciência prevê’. Cada vez mais, os cientistas podem olhar muito especificamente para um sinal de mudança climática em eventos extremos, e fazê-lo muito rapidamente. Este relatório mostra que, cada vez mais, estão descobrindo que os eventos específicos são mais prováveis ou mais prejudiciais pelas mudanças climáticas”.

Comentando, Friederike Otto, diretora adjunta do Instituto de Mudanças Ambientais da Universidade de Oxford, disse que a rápida evolução da ciência na atribuição de eventos está gerando conhecimento cada vez mais útil para os formuladores de políticas. “Estamos agora descobrindo que, para muitos tipos de eventos climáticos extremos, especialmente ondas de calor e chuvas extremas, podemos estar bastante confiantes sobre o efeito da mudança climática”, disse.

“Sejam formuladores de políticas analisando questões locais, como proteção contra inundações, sejam negociadores envolvidos em processos globais sobre alterações climáticas, quanto mais informações sobre como as mudanças climáticas impactam o agora e o futuro, melhores serão as decisões que podem ser tomadas. Este relatório da Eciu mostra o rápido crescimento do conhecimento, e acho que só vai acelerar”.

O relatório foi lançado na semana em que líderes mundiais se reuniram novamente em Paris para uma cúpula climática convocada pelo presidente francês Emmanuel Macron, focada na economia da mudança climática.

A Eciu é uma organização sem fins lucrativos que apoia o debate informado sobre questões de energia e mudanças climáticas no Reino Unido. A Grã-Bretanha enfrenta escolhas importantes sobre energia e sobre a resposta às mudanças climáticas.

Mais informações:
http://eciu.net/

10:27 · 24.03.2017 / atualizado às 10:49 · 24.03.2017 por

Fortaleza é uma das cidades participantes de um ato mundial chamado a Hora do Planeta 2017 – WWF, no qual luzes são apagadas durante uma hora. A iniciativa, que acontecerá neste sábado (25), na capital do Ceará, das 20 às 21 horas, envolverá alguns dos principais equipamentos da Capital: Mercado Central, Palácio do Bispo (Paço Municipal), Estátua de Iracema, Igreja de Fátima, Catedral Metropolitana e Praça Portugal.

A ideia do ato é alertar o mundo sobre as consequências e os desafios de enfrentamento do aquecimento global. O movimento é importante para a sensibilização da população, especialmente, quanto ao consumo consciente.

Além da Hora do Planeta, também será promovida a Bicicletada da Hora, um passeio ciclístico com saída da Praça Luíza Távora e percurso de 8km. Os ciclistas farão uma parada entre o Paço Municipal e a Sé Catedral Metropolitana, no momento em que as luzes forem apagadas.

A Hora do Planeta 2017 faz parte da programação da Festa Anual das Árvores, cujo tema deste ano é: “No Lugar de Lixo, Árvores e Flores”. O evento acontece até o dia 31 de março, com diversas ações que trabalham a importância da sustentabilidade, da preservação do  verde e do cuidado com a Cidade.

Hora do Planeta

A Hora do Planeta é um blecaute voluntário e simbólico promovido mundialmente pela organização ambiental WWF. Neste ano a ação acontece no dia 25 de março e incentiva que entidades, empresas e pessoas desliguem as luzes entre as 20h30 e 21h30 do horário local. Criada em 2007 em Sydney, na Austrália, ela já se tornou o maior movimento pelo meio ambiente do mundo, com mais de sete mil cidades participantes no ano passado.

“Mais do que um simples apagar de luzes, a Hora do Planeta é um convite para que as pessoas parem por cerca de uma hora e reflitam sobre as nossas ações em relação ao meio ambiente; o que temos feito e o que cada um pode fazer para diminuir o problema”, comenta o diretor-executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic. Para ele, o movimento é uma demonstração globalizada de que o mundo quer ver em seus líderes a coragem para enfrentar e reverter os diferentes desafios ambientais, cujos impactos interferem na vida de toda a população.

A preocupação para evitar o desperdício, o uso consciente de veículos individuais de transporte e a opção de comprar produtos locais e que não agridam o meio ambiente são alguns dos hábitos que Voivodic considera como importantes para a redução de danos ao meio ambiente. “As causas e os efeitos das mudanças climáticas estão inseridos na nossa vida. A resolução destas questões está muito relacionada à criação e ao cumprimento de políticas públicas. Porém, se cada um repensar seus hábitos de consumo, teremos uma grande melhoria na saúde do planeta”, continua Voivodic.

Atualmente, o Brasil tem enfrentado sérios problemas relacionados às mudanças do clima, como a seca do Nordeste, a diminuição de produção de alimentos ou o racionamento de água em plena temporada de chuvas no Distrito Federal. Segundo o coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur, a manutenção de certos sistemas ultrapassados de investimento, como a contratação de energia vinda de termelétricas, só piora o quadro para a população, pois produz mais gases de efeito estufa (que agrava o aquecimento global) e deixa mais cara a tarifa de eletricidade para os consumidores.

“O nosso País tem todas as características para ser líder global na geração de eletricidade, com ampliação da oferta de geração solar e eólica. O investimento de cinco anos em energia solar em detrimento à térmica, por exemplo, pode gerar cerca de R$ 150 bilhões de economia em 20 anos, além de mais empregos. Ao assumir uma liderança mais forte e a tempo frente às mudanças climáticas, o Brasil pode se tornar um exemplo de desenvolvimento sustentável e economia verde, contribuindo para o bem-estar da população e para a segurança climática do planeta”, comenta Nahur.

No Brasil, em 2016, 156 municípios aderiram oficialmente à campanha, desligando por uma hora a iluminação de 505 ícones, entre monumentos, espaços públicos e prédios históricos. Para este ano, a expectativa é ainda maior, com o incentivo para que pessoas e empresas organizem suas próprias atividades no sábado, 25 de março.

Convite ao engajamento

A Hora do Planeta acontece no mundo todo no dia 25 de março, entre 20h30 e 21h30 do horário local, e há diversas formas de fazer parte.

Para as cidades, a participação acontece por meio de um Termo de Adesão, que deve ser assinado por alguma autoridade local indicando quais monumentos e prédios públicos ficarão apagados durante os 60 minutos.

Escolas, instituições privadas e organizações também podem se engajar apagando as luzes e promovendo atividades e eventos. Em 2016, foi contabilizada a participação de 165 empresas, além de 39 escolas e organizações não governamentais.

A novidade para este ano é que o WWF-Brasil está buscando incentivar ainda mais a participação da sociedade. Para isto, disponibilizou no site da Hora do Planeta (horadoplaneta.org.br) um formulário para a inscrição de atividades e um material com dicas do que cada um pode fazer para participar mais intensamente da campanha.

WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Programação em Fortaleza

Data: 25/3/2017

A Hora do Planeta

Local: prédio da Seuma, Estátua de Iracema na Lagoa de Messejana, Fachada do Mercado Central, Coluna da Hora, Palácio do Bispo (Paço Municipal), Catedral e Igreja de Fátima, algumas luzes do Aterro de Iracema e Praça Portugal.

Horário: 20h às 21h

Bicicletada da Hora

Local: Saída da Praça Luíza Távora

Horário: 19h30 às 22h

Inscrição

21:09 · 04.11.2016 / atualizado às 21:09 · 04.11.2016 por
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se hoje legalmente comprometido em reduzir as emissões Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se, hoje, legalmente comprometido em reduzir as emissões Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

O Acordo do Clima entrou em vigor nesta sexta-feira, apenas 11 meses depois de pactuado em Paris. A rapidez demonstra que o mundo está inclinado a buscar soluções para o aquecimento global, destaca a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.
O Brasil deu sua contribuição como terceira grande economia a ratificar o Acordo, em setembro. É chegada a hora de cada país partir para ações práticas, cumprindo os compromissos assumidos em suas respectivas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).
Pelo Acordo de Paris, os países concordaram em ter metas obrigatórias de redução de emissões de gases  do efeito estufa  (GEE) entre 2020 e 2030.
Cada cidadão, governo, empresa e organização da sociedade civil tornou-se hoje legalmente comprometido com a tarefa de estabilizar o aquecimento global em bem menos de 2 graus centígrados em relação à era pré-industrial e fazer esforços para limitá-lo a 1,5 graus centígrados.
“O acordo do clima passa a vigorar quatro anos antes do prazo oficial de 2020. Em vez de enxergar isso como oportunidade para adiar sua regulamentação até lá, os governos do mundo inteiro precisam correr para deixá-lo plenamente operacional bem antes disso”, disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.
Mas, ao mesmo tempo, relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta grandes lacunas entre os níveis de emissões assumidos nos compromissos nacionais e os necessários para que o aquecimento global fique abaixo dos 2 graus centígrados até o fim do século.
Ao serem somados, os compromissos ficam bem aquém do necessário. Estão mais distantes ainda do 1,5 grau centígrado, valor mais desejado para evitar danos aos países mais sensíveis às mudanças climáticas.
O Pnuma fez o alerta ontem de que o mundo só vai alcançar a meta dos 2 graus centígrados se fizer um corte adicional de 25% nas emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2030 em relação ao que já estava previsto para ser reduzido.

13:16 · 17.05.2016 / atualizado às 13:16 · 17.05.2016 por
A elevação no nível do mar é uma questão preocupante em muitos países costeiros Foto: Agência Diário / Kid Júnior
A elevação no nível do mar é uma questão preocupante em muitos países costeiros Foto: Agência Diário / Kid Júnior

A organização Christian Aid acaba de lançar um novo relatório mostrando quais cidades do mundo estão em maior risco de futuras inundações costeiras. “Act Now Or Pay Later: Protecting a billion people in climate-threatened coastal cities” mostra que mais de um bilhão de pessoas estão expostas a inundações costeiras até 2060 por causa da combinação do aumento do nível do mar, das tempestades e de condições meteorológicas extremas. Segundo o estudo, as pessoas que vivem em três dos maiores poluidores do mundo são as que estão e maior risco: EUA, China e Índia.

Segundo projeções para 2070, apoiadas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC), Kolkata e Mumbai, ambas na Índia, lideram a lista de cidades cujas populações estão mais expostas a inundações costeiras, com 14 milhões e 11,4 milhões, respectivamente. As primeiras sete cidades da lista são da Ásia e são seguidas por Miami no número oito. Porém Miami é a primeira da lista das cidades com maior impacto financeiro causado pelas inundações, com US$ 3,5 trilhões em ativos expostos.

Os EUA poderão vir a pagar um preço elevado por suas emissões de carbono per capita, as maiores do mundo, já que Nova York vem em terceiro lugar na lista dos maiores prejuízos financeiros causados pelas inundações costeiras, com US $ 2,1 trilhões. Guangzhou, na China, ocupa o segundo lugar com a exposição de ativos de US$ 3,4 trilhões. No total, das 20 cidades mais vulneráveis financeiramente, metade são de um desses dois países: EUA (com quatro cidades) e China (com seis).

O autor do relatório, Alison Doig, principal consultor de Mudanças Climáticas da Christian Aid, disse que os números devem servir de alerta antes da Cimeira Mundial da Ajuda Humanitária da próxima semana em Istambul (23-24 maio). “Estamos testemunhando a colisão de frente entre o crescimento das áreas urbanas costeiras e as mudanças climáticas que torna as inundações costeiras mais prováveis”, destacou.

“Esta é a tempestade perfeita para gerar um custo humano e financeiro pesado – a menos que façamos algo a respeito. Cruelmente, serão os pobres que sofrerão mais. Embora o custo financeiro para as cidades nos países ricos possa vir a ser incapacitante, as pessoas mais ricas, pelo menos, têm opções para se mudar e receber a proteção do seguro. Mas o que as evidências provam é que, de New Orleans até Dhaka, são os mais pobres que estão mais vulneráveis, porque eles têm a pior infraestrutura e não há redes de segurança social ou financeira para ajudá-los a se recuperarem”, disse.

Doig acrescentou: “Há uma chance de evitar essa visão terrível do futuro. Chama a atenção o fato de que as cidades que enfrentam os impactos mais graves estão nos países com mais altas taxas de emissões de carbono. Portanto a primeira coisa que podemos fazer é acelerar a transição global dos combustíveis fósseis sujos para a energia limpa e renovável do futuro. Nós também podemos fazer mais para nos prepararmos para tais ocorrências. Gastar dinheiro agora com a redução do risco de desastres vai poupar dinheiro e vidas mais tarde”.

Antes da Cimeira Mundial da Ajuda Humanitária da próxima semana, o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que seja dobrado o percentual de ajuda global investido na redução dos riscos de desastres. Isso elevaria a cifra para US$ 1 bilhão. A Christian Aid está pedindo um aumento para 5%. Doig disse: “Este bilhões de dólares iriam de alguma forma ajudar a proteger as pessoas nessas cidades agora e aliviar a ameaça para os bilhões de pessoas vulneráveis ao risco de inundações costeiras em 2060”.

O relatório também relaciona as nações que terão mais pessoas vivendo em zonas costeiras expostas em 2060. A China está no topo da lista, seguida por Índia e Bangladesh. O Reino Unido vem em 22º. Doig disse: “No Reino Unido temos visto, nos últimos anos, como as enchentes de inverno inundam grandes partes do país. Mas esses números mostram que não é apenas com a maior quantidade de chuvas que precisamos nos preocupar. As pessoas que vivem nas nossas costas vão se tornar vulneráveis às marés crescentes a menos que façamos algo sobre as mudanças climáticas”.

O relatório analisa, ainda, a forma como homens e mulheres são afetados diferentemente por desastres relacionados com o clima e conclui que as mulheres sofrem mais. Ele também mostra exemplos de onde Christian Aid está fornecendo assistência prática para ajudar os mais vulneráveis a lidar com os impactos climáticos que já estão enfrentando.

A Christian Aid trabalha em algumas das comunidades mais pobres do mundo em cerca de 40 países. Age onde há grande necessidade, independentemente da religião, ajudando as pessoas a viver uma vida plena, livre da pobreza. Fornece assistência urgente, prática e eficaz no combate às causas profundas da pobreza, bem como seus efeitos. Sua crença central que o mundo pode e deve ser mudado para que a pobreza termine. Tudo o que fazem é para acabar com a pobreza e a injustiça: rapidamente, de forma eficaz, de forma sustentável.

Relatório completo

Mais informações:

Telefone 24 horas: 07850 242950

www.christianaid.org.uk

22:30 · 22.04.2016 / atualizado às 23:32 · 23.04.2016 por

earth_NASA

O Dia da Terra – 22 de abril – foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para marcar a responsabilidade coletiva de promover a harmonia com a natureza e alcançar um balanço entre economia, sociedade e meio ambiente.

Trata-se de uma oportunidade anual de reafirmar um compromisso coletivo num mundo ameaçado por mudanças climáticas, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo ser humano.

“Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa – e a nossa sobrevivência no futuro”, já disse secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que completou, no ano passado: “não temos Plano B porque não temos Planeta B”.

Reafirmando tudo isso, até o momento, 175 países, dos 195 países-membros da ONU, assinaram o Acordo do Clima, em Nova York, numa segunda data histórica após a aprovação do documento, no dia 12 de dezembro de 2015, em Paris, encerrando a COP-21.

Uma coisa é certa: as Mudanças Climáticas estão em curso, tendem a degradar a nossa qualidade de vida e, se nada for feito, tudo será muito pior no futuro. Esse é um compromisso de nações, mas deve ser também do setor produtivo e de cada habitante do Planeta.

A grande questão é que, por se tratar de um problema global, é muito difícil convencer as pessoas / empresas / governos da importância do papel de cada um para reduzir os seus impactos sobre o equilíbrio planetário e, ao mesmo tempo, buscar mitigar os efeitos já em curso.

No caso do Brasil, além das metas de redução de desmatamento, investimento em energias / meios de transporte limpos, ainda há muito mais a ser feito. Depende de cada um de nós a qualidade de vida das gerações futuras. Porque o Planeta vem provando, há eras, que consegue sobreviver.

Maristela Crispim

Editora

17:52 · 21.03.2016 / atualizado às 18:16 · 21.03.2016 por
O Açude Quixeramobim é um dos 34 completamente secos dos 153 reservatórios monitorados pela Companhia de gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) Foto: Agência Diário
O Açude Quixeramobim é um dos 34 completamente secos dos 153 reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) no Estado do Ceará Foto: Agência Diário

Genebra 21 de março de 2016. O ano de 2015 entrou para a história graças à quebra de recordes de temperatura, ondas de calor intenso, chuvas irregulares, secas devastadoras e à atividade incomum de ciclones tropicais, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM). E essa tendência de quebrar recordes continua em 2016.

A Declaração da OMM sobre o Estado do Clima no mundo em 2015 dá detalhes sobre as temperaturas recordes em terra e na superfície do mar, sobre o avanço do aquecimento dos oceanos e da elevação do nível do mar, sobre a diminuição na extensão do gelo do mar e sobre eventos climáticos extremos em todo o mundo. Esse estudo está sendo lançado antes do Dia Mundial da Meteorologia, comemorado em 23 de março, e tem como tema “Mais quente, mais seco, mais úmido. Encare o futuro”.

O futuro está acontecendo agora”, sintetizou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas. “A taxa alarmante de mudanças que estamos testemunhando agora em nosso clima como resultado das emissões de gases de efeito de estufa não tem precedentes nos registros modernos”, explicou.

Em 2015 a temperatura média global da superfície quebrou todos os recordes anteriores por uma ampla margem, em cerca de 0,76° C acima da média registrada entre 1961 e 1990 por causa de um poderoso El Niño e por conta do aquecimento global causado pelo homem. Com 93% do excesso de calor armazenado nos oceanos, o aquecimento do oceano na faixa até 2.000 metros também atingiu um novo recorde.

Mas janeiro e fevereiro de 2016 definiram novos recordes mensais de temperatura, com calor especialmente pronunciado nas altas latitudes do hemisfério norte. A extensão do gelo marinho no Ártico atingiu um pico de baixa nos registros de satélite nesses dois meses de acordo com a Nasa e com a NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration dos Estados Unidos. As concentrações de gases de efeito de estufa ultrapassaram o simbólico e significativo limite de 400 partes por milhão limite.

“As temperaturas surpreendentemente altas registradas até agora em 2016 foram um alerta para toda a comunidade científica do clima”, declarou David Carlson, diretor do Programa de Investigação Mundial do Clima, que é co-patrocinado pela OMM.

“Nosso planeta está enviando uma mensagem poderosa aos líderes mundiais para assinar e implementar o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas e reduzir a emissão dos gases de efeito estufa a partir de agora, antes de ultrapassarmos o ponto a partir do qual não há volta”, alertou Taalas.

“Hoje, a Terra já está 1° C mais quente do que no início do século XX. Ou seja, estamos na metade do limite crítico de 2° C. E os planos nacionais sobre alterações climáticas adotados até agora podem não ser suficientes para evitar um aumento de temperatura da ordem de 3° C. Mas podemos evitar os piores cenários com medidas urgentes e de longo alcance para reduzir as emissões de dióxido de carbono”, lembrou Taalas.

Além de mitigação, é essencial reforçar a adaptação às alterações climáticas por meio de investimentos em sistemas de alertas de desastres, bem como ferramentas de gestão de secas, cheias e de questões de saúde relacionadas ao calor, salientou Taalas.

Principais conclusões da Declaração sobre o Estado das Clima em 2015

Temperaturas da superfície do mar e do calor do oceano

Grandes áreas dos oceanos aqueceram-se significativamente. Em particular, as zonas tropicais do centro e o leste do Pacífico ficaram muito mais quentes do que a média por causa do El Niño. O conteúdo de calor global do oceano foi recorde tanto nos 700 metros superiores como no nível de 2.000 metros. O aumento da temperatura do oceano responde por cerca de 40% da elevação do nível global do mar observada nos últimos 60 anos e espera-se que tenha uma contribuição semelhante sobre o futuro aumento do nível do mar. O nível do mar, medido por satélites e marégrafos tradicionais, foi o maior já registrado.

Gelo do Mar Ártico

A extensão máxima diária de gelo do mar Ártico aconteceu em 25 de fevereiro de 2015 e foi a mais baixa já registrada (este recorde foi batido em 2016). A extensão mínima de gelo marinho do Ártico, registrada em 11 de setembro, foi a quarta menor.

Calor

Muitos países passaram por ondas de calor intensas. As mais devastadoras em termos de impacto humano foram na Índia e no Paquistão. A Ásia, como continente, teve seu ano mais quente já registrado, assim como a América do Sul. A Europa Ocidental e Central registrou uma onda de calor excepcionalmente longa, com a temperatura se aproximando ou cruzando os 40° C em vários lugares.

Vários novos recordes de temperatura foram quebrados (Alemanha: 40,3° C; Espanha 42,6° C; Reino Unido 36,7° C). O nordeste dos EUA e a parte ocidental do Canadá tiveram uma temporada recorde de incêndios, com mais de 2 milhões de hectares queimados durante o verão apenas no Alasca.

Tempestades

As precipitações globais em 2015 estiveram próximas da média de longo prazo. Mas dentro deste nível médio global houve diversos casos de chuvas extremas nos quais o total que caiu em 24 horas ultrapassou a média mensal normal. Por exemplo, na África, Malawi sofreu sua pior inundação em janeiro. Níveis excepcionais de chuva foram também provocados por uma das monções no Oeste Africano. A costa ocidental da Líbia recebeu mais de 90 milímetros de chuva em 24 horas, em setembro, em comparação com a média mensal de 8 mm.

A cidade marroquina de Marrakech recebeu 35,9 mm de chuva em uma hora em agosto, mais de 13 vezes a mensal normal. O poderoso El Niño fez com que 2015 fosse mais úmido em muitas partes subtropicais da América do Sul (incluindo Peru, norte do Chile, Bolívia, Paraguai, sul do Brasil e norte da Argentina) e em partes do sul dos Estados Unidos e norte do México.

Seca

Uma grave seca afetou o sul da África, fazendo com que 2014/2015 fosse a temporada mais seca desde 1932/1933, com grandes repercussões para a produção agrícola e a segurança alimentar. Na Indonésia, o El Niño levou a grandes incêndios provocados pela seca, afetando a qualidade do ar inclusive em países vizinhos.

A parte norte da América do Sul sofreu uma seca grave, incluindo o Nordeste do Brasil, Colômbia e Venezuela, afetando setores da agricultura, água e energia. Partes do Caribe e da América Central também foram severamente afetados.

Ciclones tropicais

Globalmente o número de tempestades tropicais, ciclones e tufões não esteve muito longe da média, mas alguns eventos incomuns foram registrados. O ciclone tropical Pam atingiu a costa de Vanuatu como um ciclone de categoria 5 em 13 de março de 2015, causando devastação generalizada.

O Patricia atingiu o México em 20 de outubro como o furacão mais forte já registrado tanto no Atlântico ou como nas bacias do nordeste do Pacífico, atingindo velocidades máximas de de 346 km / h. Um ciclone tropical extremamente raro, o Chapala, atingiu o Iêmen no início de novembro, levando a inundações substanciais. Ele foi imediatamente seguido por Cyclone Megh, que atingiu a mesma área.

Dia Meteorológico Mundial

O Dia Meteorológico Mundial comemora a entrada em vigor da Convenção que institui a Organização Meteorológica Mundial, em 23 de março de 1950. Ele visa mostrar a contribuição essencial dos Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais para a segurança e o bem-estar da sociedade.

O tema “Mais quente, mais seco, mais úmido. Encare o futuro” destaca os desafios das mudanças climáticas e o caminho para sociedades resistentes ao clima.

O aumento de dias quentes, noites quentes e ondas de calor irá afetar a saúde pública. Estes riscos podem ser reduzidos por alertas sobre problemas de saúde causados pelo calor para decisores, serviços de saúde e o público em geral.

As secas precisam ser abordadas de forma mais ativa através de uma gestão integrada que inclua orientações sobre políticas eficazes e estratégias de gestão de terras e ações de melhores práticas para lidar com a seca.

Em caso de precipitações fortes e inundações, as previsões baseadas em impacto permitem que os gestores de emergência possam ser preparados com antecedência. A gestão integrada da inundação é uma abordagem holística de longo prazo para minimizar os riscos de inundação.

Construir comunidades resilientes ao clima e ao tempo é uma parte vital da estratégia global para alcançar o desenvolvimento sustentável.

A comunidade da OMM continuará a apoiar os países na busca pelo desenvolvimento sustentável e no combate às alterações climáticas por meio da disponibilização da melhor ciência possível e de serviços operacionais para tempo, clima, hidrologia, oceanos e do ambiente.

A Organização Meteorológica Mundial é a voz oficial do Sistema das Nações Unidas de Tempo, Clima e Água: www.wmo.int

Fonte: OMM

08:00 · 19.03.2016 / atualizado às 00:08 · 19.03.2016 por
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150 cidades brasileiras, incluindo 25 capitais, confirmaram a participação na Hora do Planeta, que acontece hoje, sábado, 19 de março, com promoção do WWF-Brasil. A Estátua de Iracema da Lagoa de Messejana; a Fachada do Mercado Central; a Coluna da Hora, na Praça do Ferreira; Catedral Metropolitana de Fortaleza, a Igreja de Fátima; o Palácio do Bispo (sede da Prefeitura de Fortaleza e o Prédio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) são alguns dos mais de 500 monumentos que serão apagados do Norte ao Sul do País hoje, entre 20h30 e 21h30.

Hora do Planeta

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. Desde sua primeira edição, em março de 2007, a Hora do Planeta não para de crescer. O que começou como evento isolado, em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação global, envolvendo um bilhão de pessoas em mais de 7 mil cidades de 162 países e territórios. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, entre eles, as Pirâmides do Egito; a Torre Eiffel, em Paris; a Acrópole de Atenas e – até mesmo – a cidade de Las Vegas já ficaram no escuro durante 60 minutos. No Brasil, a Hora do Planeta acontece oficialmente desde 2009. Promovido pelo WWF-Brasil, o movimento reúne cidades, empresas e pessoas em todas as regiões do país.

WWF-Brasil

É uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996 e sediado em Brasília, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Rede WWF

A Rede WWF é uma das maiores organizações ambientalistas independentes do mundo. Ela tem o apoio de quase 5 milhões de pessoas e uma rede mundial ativa em mais de 100 países. A missão da Rede WWF é acabar com a degradação do meio ambiente natural do planeta e construir um futuro onde os seres humanos vivam em harmonia com a natureza, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais renováveis e promovendo a redução da poluição e do desperdício de consumo.

Mais de oito anos no Brasil

Criada em 2007, na Austrália, quando ocorreu somente na cidade de Sidney, a Hora do Planeta, promovida pela Rede WWF, desembarcou pela primeira vez no Brasil em 2009. Com promoção do WWF-Brasil, anualmente a Hora do Planeta envolve um número maior de pessoas, cidades e empresas no Brasil. Saiba um pouco mais sobre a história da Hora do Planeta no Brasil e prepare-se para a edição de 2016, que acontece hoje:

2009 – Realizada no dia 28 de março, a primeira Hora do Planeta no Brasil já foi um grande sucesso, com a adesão de 113 cidades, 1.167 empresas e 527 organizações. Monumentos brasileiros como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Catedral de Brasília, a Ponte Estaiada e o Teatro Amazonas, entre outros, permaneceram no escuro graças a articulação do WWF-Brasil junto aos governos locais. Desde então, a Hora do Planeta não para de crescer no país, envolvendo todo ano milhões de brasileiros na campanha.

2010 – Realizada em 27 de março, a Hora do Planeta 2010 registrou a participação de 96 cidades brasileiras (19 delas capitais), que apagaram as luzes de seus principais ícones.

2011 – Com o slogan “Apague a luz para ver um mundo melhor”, a Hora do Planeta daquele ano aconteceu no sábado, 26 de março, envolvendo 98 municípios brasileiros participantes, sendo 17 capitais e 1.514 empresas e organizações. Pela primeira vez o WWF-Brasil realizou um grande evento público pela Hora do Planeta, nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, que contou com a apresentação do músico Toni Garrido e de baterias de várias escolas de samba.

2012 – Realizada no dia 31 de março, a Hora do Planeta 2012 bateu o recorde de cidades brasileiras participantes: 133. Foi o primeiro ano em que todas as 27 capitais do Brasil se envolveram na ação. A comemoração oficial do WWF-Brasil aconteceu no Arpoador, no Rio de Janeiro.

2013 – O ano registrou o mesmo número de cidades de 2012, mas o engajamento cresceu, resultando em mais 627 ícones apagados (entre eles, monumentos artísticos, espaços públicos e prédios históricos). Brasília foi escolhida a cidade-âncora da Hora do Planeta no Brasil naquele ano, e sediou o apagar oficial das luzes com uma série de atrações em um palco próximo ao Museu Nacional.

2014 – A sexta edição da Hora do Planeta no Brasil foi realizada no dia 29 de março e teve novo recorde de adesão: 144 municípios (24 deles capitais), em todas as regiões do país. O número representou 29 cidades mais do que no ano anterior e dez mais do que em 2012. O Monumento às Bandeiras, em São Paulo; o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; a Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, em Brasília; e a Igreja São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha), em Belo Horizonte, foram alguns dos ícones que ficaram apagados por 60 minutos.

2015 – No ano passado, a Hora do Planeta aconteceu no dia 28 de março e apagou as luzes de 626 ícones, reunindo mais de 4 mil pessoas em seu evento oficial na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. A adesão de 185 municípios – incluindo todas as capitais e o Distrito Federal – marcou um novo recorde de participação de cidades brasileiras e foi a maior desde que a campanha começou a ser realizada no Brasil, em 2009.

Mais informações:

Hora do Planeta 2016

Data: 19 de março (sábado)

Horário: das 20h30 às 21h30

www.wwf.org.br/horadoplaneta

Fonte: WWF-Brasil

13:12 · 12.09.2014 / atualizado às 13:12 · 12.09.2014 por

O objetivo é fazer com que a Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC)  ajude as cidades inteligentes a mitigarem e reduzirem os efeitos das mudanças climáticas, principalmente em áreas relacionadas à saúde global Foto: Agência Diário / Kid Júnior

O objetivo é fazer com que a Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) ajude as cidades inteligentes a mitigarem e reduzirem os efeitos das mudanças climáticas, principalmente em áreas relacionadas à saúde global Foto: Agência Diário / Kid Júnior

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançaram o desafio para a Competição Mundial de Telecomunicações para Jovens Inovadores, que este ano enfocará em Cidades Inteligentes e Mudança Climática.

A ideia é explorar como a Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) pode ajudar as cidades inteligentes a mitigarem e reduzirem os efeitos das mudanças climáticas, principalmente em áreas relacionadas à saúde global.

As duas soluções vencedoras serão exibidas durante a ITU Telecom World 2014, a plataforma líder de debate, intercâmbio de conhecimento e promoção de redes para a comunidade de TIC, que será realizada em Doha, Catar, entre os dias 07 e 10 de dezembro. Além da oportunidade de participar dos workshops e de apresentar seus projetos para a indústria, os ganhadores ainda receberão até 10 mil dólares e um ano de tutoria contínua.

“As condições de clima extremos, epidemias, surtos de doenças infecciosas e poluição do ar exacerbando doenças não comunicáveis são exemplos de como a mudança do clima está afetando a saúde das pessoas em todo o mundo”, disse o secretário-geral do UIT, Hamadoun I. Touré. “As TICs podem fornecer soluções para lidar com as mudanças climáticas ao desenvolver cidades inteligentes que ajudarão a reduzir emissões, melhor a sustentabilidade da economia e promover o uso de tecnologias verdes inovadoras”.

Para Touré, é vital dar a oportunidade para os jovens se engajarem nessas questões dado que são eles que sofrerão com os efeitos negativos do clima na saúde. O desafio está aberto para jovens entre 18 e 30 anos em todo o mundo e, diferente das competições passadas cujo público-alvo era as start-ups, este ano os candidatos devem enviar sugestões e trabalhar em grupo para discutir, trocar ideias e elaborar as contribuições em forma de um conceito. O prazo final de inscrição é 7 de outubro, detalhes em ideas.itu.int

Fonte: ONU Brasil