Busca

Tag: Mudanças Climáticas Globais


17:47 · 04.10.2016 / atualizado às 17:47 · 04.10.2016 por

 

30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico apresentam os mesmos problemas dos lixões Foto: Elizângela Santos / Agência Diário
30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico são o mesmo que lixões Foto: Elizangela Santos / Agência Diário

Contrariando as expectativas, a quantidade de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) descartados pela população continua a aumentar no Brasil, tanto em termos absolutos, quanto individualmente, apesar do impacto da crise econômica sobre o consumo.

Este é o cenário apontado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), na nova edição do Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, principal radiografia sobre a gestão de resíduos no País, que está sendo lançado hoje (4/10), na semana de comemoração de 40 anos da entidade.

O total de RSU gerado no País aumentou 1,7%, de 78,6 milhões de toneladas para 79,9 milhões de toneladas, de 2014 a 2015, período em que a população brasileira cresceu 0,8% e a atividade econômica (PIB) retraiu 3,8%.

Deficiência na gestão

A geração de resíduos sólidos no Brasil cresceu mais de 26% na última década (2005-2015), porém a gestão dos materiais descartados continua apresentando grande deficiência, e 76,5 milhões de brasileiros (mais de 1/3 da população) ainda sofrem com a destinação inadequada dos resíduos, em um país onde 30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico apresentam os mesmos problemas dos lixões, já que não contemplam o conjunto de medidas necessárias para proteção do meio ambiente contra danos e degradações.

“O desafio da gestão de resíduos sólidos urbanos continua bastante considerável, uma vez que, apesar de uma melhoria percentual, a cada ano um volume maior de resíduos é depositado em locais inadequados, sendo que mais de 3.300 municípios ainda fazem uso de unidades irregulares para destinação do lixo, o que significa graves riscos ao meio ambiente e impactos diretos na saúde da população”, destaca o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, ao lembrar que esse cenário contraria as determinações da  Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – Lei Federal N° 12.305/2010).

Os serviços de coleta mantiveram praticamente os mesmos índices de universalização observados anteriormente, com uma cobertura nacional de mais de 90%. As diferenças regionais, contudo, tornaram-se mais evidentes, já que as regiões Norte e Nordeste ainda estão com uma cobertura cerca de 80%, inferior à das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde o índice é superior a 90%.

O estudo da Abrelpe também mostrou que, em 2015, cada brasileiro gerou cerca de 391 kg de RSU, o que representa um volume similar e, em alguns casos, até maior do que aquele constatado em países mais desenvolvidos e com renda (PIB per capita) mais alta do que o Brasil.

De acordo com a entidade, a gestão adequada de resíduos sólidos é de vital importância para garantia de um futuro saudável e com alguma qualidade de vida, tendo sido incluída como uma das metas da nova agenda global dos 193 Estados-membros da ONU, que estabeleceram, por unanimidade, o compromisso de reduzir substancialmente, até 2030, a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reúso.

“No momento em que o mundo firma um pacto global em favor do meio ambiente, em que se discutem as bases da economia circular e se estabelecem as metas para um futuro sustentável, a gestão dos resíduos assume um caráter ainda mais prioritário para as sociedades”, afirma Silva Filho. “No entanto, o Brasil continua bastante atrasado no atendimento às determinações da PNRS, aprovada em 2010. No ritmo atual, o País não conseguirá cumprir o compromisso assumido perante a ONU, para implementar as ações definidas como prioridade até 2030”, observa o diretor- presidente da Abrelpe.

Coleta Seletiva

Segundo o Panorama elaborado pela Abrelpe, houve aumento paulatino das iniciativas municipais de coleta seletiva, conforme determinado pela PNRS, em todas as regiões do País. Em 2015, cerca de 70% dos municípios registraram tais atividades, que são cada vez mais demandadas pela sociedade. Em 2014, 64,8% dos municípios brasileiros apresentaram alguma iniciativa de coleta seletiva.

O aumento das iniciativas em municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi bastante considerável, enquanto nas regiões Sul e Sudeste mais de 85% dos municípios implementaram ações nesse sentido, um índice superior à média nacional.

Apesar desse aumento na abrangência das iniciativas de coleta seletiva, os índices de reciclagem no Brasil não apresentaram o mesmo avanço e, em alguns setores, houve até mesmo redução do total efetivamente reciclado, em comparação aos índices registrados anteriormente.

“O incremento da reciclagem é uma meta buscada não apenas no Brasil, mas também em várias partes do mundo, que já contam com medidas concretas de estímulo e desoneração para viabilizar os avanços pretendidos. Ações nesse sentido ainda são incipientes por aqui, e toda a cadeia da reciclagem sofre com a ausência de um sistema de gerenciamento integrado para superação dos gargalos existentes”, afirma o diretor-presidente da Abrelpe.

Aspectos econômicos

Para executar os serviços de limpeza urbana, incluindo coleta, transporte, destino final, varrição de ruas, manutenção de parques e demais serviços correlatos, em âmbito municipal, as prefeituras investiram, em média, recursos da ordem de R$ 10,15 por habitante/mês, e tiveram à disposição um contingente de 353.426 funcionários diretos, número que se manteve estável em comparação a 2014. Vale registrar, porém, que houve redução de 1,5% na quantidade de empregos gerados por empresas privadas.

Resíduos da construção e saúde

Além dos RSU, os municípios brasileiros, em geral, também assumiram a responsabilidade pelos resíduos de construção e demolição (RCD) abandonados em vias e logradouros públicos, e pelos resíduos de serviços de saúde  (RSS) gerados nas unidades públicas de atendimento à saúde.

Considerando os RSU, os RCD  abandonados em vias públicas e os RSS gerados em unidades públicas de Saúde, os municípios brasileiros ficaram responsáveis por um total de 125 milhões de toneladas de resíduos em 2015, quantidade suficiente para encher 1.450 estádios do Maracanã.

“As obrigações municipais para com a gestão de resíduos sólidos aumentam a cada ano, seja em termos de volume a gerenciar, seja em termos de obrigações a cumprir. Por outro lado, os orçamentos municipais têm seguido em sentido contrário, sofrendo com reduções periódicas. Esse cenário mostra claramente que serviços essenciais, como a limpeza urbana, não podem mais ficar vinculados ao orçamento geral das cidades, e devem ser custeados individualmente pelos geradores, o que garante a sustentabilidade financeira dos serviços e mais justiça social, com aplicação efetiva do princípio do poluidor-pagador”, finaliza o diretor-presidente da Abrelpe.

Abrelpe

Criada em 1976, a Abrelpe é uma associação civil sem fins lucrativos, que congrega e representa as empresas que atuam nos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Sua atuação está pautada nos princípios da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável e seu objetivo principal é promover o desenvolvimento técnico-operacional do setor de resíduos sólidos no Brasil.

Comprometida para o equacionamento das demandas decorrentes da gestão de resíduos,  desenvolve parcerias com poder público, iniciativa privada e instituições acadêmicas e, por meio de estudos, campanhas, eventos e premiações, busca conscientizar a sociedade para a correta gestão dos resíduos.

No contexto internacional, a Abrelpe é a representante no Brasil da International Solid Waste Association  (ISWA) e sede da Secretaria Regional para a América do Sul da Parceria Internacional para desenvolvimento dos serviços de gestão de resíduos junto a autoridades locais (Ipla), um programa reconhecido e mantido pela ONU, por meio das Comissão das Nações Unidas para Desenvolvimento Regional (UNCRD). Além disso, a Abrelpe é integrante da Iniciativa para os Resíduos Sólidos Municipais da  Climate and Clean Air Coalition (CCAC), uma parceria internacional para o meio ambiente que atua em diversas frentes para redução de poluentes e no combate às Mudanças Climáticas.

Fonte: Abrelpe 

22:00 · 28.03.2016 / atualizado às 22:00 · 28.03.2016 por

A Espiral da Morte

Focado na busca de respostas para três perguntas – por que o gelo dos polos está derretendo? Isso está sendo causado ou acelerado pelo ser humano? Que impactos podemos esperar nas próximas décadas se falharmos? – o jornalista Claudio Angelo viajou aos extremos do Planeta, conversou com dezenas de cientistas, ativistas, moradores de zonas vulneráveis, políticos, céticos sobre as Mudanças Climáticas, leu inúmeros trabalhos acadêmicos, esteve em conferências que buscavam mitigar o problema.

O resultado foi um trabalho de fôlego, que vai além das questões físicas, discute as implicações sociais, econômicas e culturais que ainda podem ocorrer. Unindo a curiosidade e o rigor de um jornalista especializado em cobrir ciência, ele vai direto à perspectiva de interesse geral: que caminho seguir pada garantir a sobrevivência da humanidade na Terra?

Claudio Angelo nasceu em Salvador, foi editor de Ciência da Folha de São Paulo entre 2004 e 2010, colaborou com as revistas Nature, Scientific American e Época e foi bolsista do Knight de Jornalismo Científico no MIT, nos Estados Unidos. Hoje trabalha no Observatório do Clima.

Mais informações:

Livro: A Espiral da Morte – como a humanidade alterou a máquina do clima

Autor: Claudio Angelo

Editora: Companhia das Letras

Preço: R$ 59,90

Tamanho: 496 páginas

12:05 · 02.03.2016 / atualizado às 12:40 · 02.03.2016 por

Entrevista_LaurentBili

O embaixador da França no Brasil, Laurent Bili, esteve em Fortaleza, na semana passada, onde concedeu entrevista exclusiva à página de Gestão Ambiental do Diário do Nordeste. Ele veio para participar da II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas, e se reuniu com o governador Camilo Santana; o prefeito Roberto Cláudio; e o reitor da UFC, professor Henry de Holanda Campos.

Acompanharam o embaixador na viagem, o diretor da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) no Brasil, Laurent Duriez; o cônsul-geral da França, em Recife, Bruno Bissonda; e a conselheira para Desenvolvimento Sustentável da Embaixada, Françoise Méteyer-Zaldine. Na agenda, o papel diplomático de levar Acordo de Paris, resultado da COP21, aos agentes locais, e viabilizar apoio lateral às cidades da região, sobretudo em Desenvolvimento Sustentável.

Confira a entrevista clicando aqui

08:00 · 19.02.2016 / atualizado às 12:28 · 19.02.2016 por

II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas

A II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas, primeiro evento nacional após a  21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) ,  em Paris, será realizada em Fortaleza, nos dias 24 e 25 de fevereiro. A Prefeitura de Fortaleza, em parceria com o Iclei, associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, promoverá o evento, no Centro de Eventos do Ceará.

O objetivo é buscar, a partir do Acordo de Paris, meios para aprofundar as discussões sobre o papel das cidades no enfrentamento às mudanças climáticas no Brasil, boas práticas, iniciativas e ferramentas regionais disponíveis para as cidades brasileiras e o caminho a ser trilhado para que as variáveis climáticas sejam incorporadas ao desenvolvimento urbano no País com ambição e escala.

“O Acordo de Paris instaurou um novo marco institucional para o enfrentamento das mudanças climáticas no qual governos municipais e estaduais são reconhecidos como atores essenciais para implementação de ações transformadoras no ambiente urbano”, lembra Pedro Roberto Jacobi, presidente do Secretariado para América do Sul do Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade.

“É uma grande satisfação receber um evento que discutirá experiências e casos que envolvem políticas públicas voltadas ao clima e às cidades. O prefeito Roberto Cláudio vem implementando, em Fortaleza, ações que dialogam diretamente com a questão climática, a exemplo do lançamento da Política de Desenvolvimento de Baixo Carbono, do investimento em modais não poluentes, como as bicicletas compartilhadas, do Plano de Arborização e da ampliação de áreas verdes com a criação de novos parques urbanos”, enfatiza Águeda Muniz, secretária de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

Durante o evento, será encerrado o projeto Urban LEDS, um programa de quatro anos, financiado pela União Europeia e desenvolvido pelo Iclei e ONU Habitat, em 37 cidades do Brasil, Índia, Indonésia e África do Sul para demonstrar estratégias de desenvolvimento urbano inclusivo de baixa emissão de carbono em condições de crescimento e transição acelerados.

A Embaixada Britânica, por meio dos recursos do Prosperity Fund, também apoia a realização do evento. Desde 2010 trabalhando em parceria com o Iclei em projetos relacionados à agenda climática e de infraestrutura de cidades, o fundo viabilizará a participação de especialistas britânicos para compartilharem experiências com cidades brasileiras.

A II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas contará, entre palestrantes, debatedores e plateia, com a participação de prefeitos do Brasil, além de representantes de governos estaduais, do governo federal e de cidades de outros países da América do Sul.

Também estão previstos representantes de instituições ligadas ao tema, como Abema, AFD, Anama, Avina, BID, CB27, CAF, Future Cities Catapult, CDP, Cebds, Fonari, FNP, Fundação Grupo Boticário, Fundação Konrad Adenauer, GIZ, ITDP, LEDS LAC, MercoCiudades, ONU Habitat, Sasa, SOS Mata Atlântica, WRI e WWF, entre outras.

CB27

Além da Jornada, Fortaleza também receberá, pela primeira vez, o CB27, reunião com todos os secretários de meio ambiente do Brasil. O encontro é uma troca de experiências quanto a projetos e ações desenvolvidos nas cidades do País. Na ocasião, a titular da Seuma apresentará a Política Ambiental de Fortaleza e o Programa Fortaleza Cidades Sustentável.

Iclei

Principal associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, o Iclei promove ação local para a sustentabilidade global e apoia cidades a se tornarem sustentáveis, resilientes, eficientes no uso de recursos, biodiversas, de baixo de carbono; a construírem infraestrutura inteligente e a desenvolverem uma economia urbana verde e inclusiva com o objetivo final de alcançar comunidades felizes e saudáveis.

Este movimento global congrega mais de 1.000 estados, metrópoles e cidades de pequeno e médio porte, em 86 países. Seu Secretariado para América do Sul (Iclei SAMS) apoia uma rede de mais de 40 cidades sul-americanas que representam mais de 100 milhões de habitantes em oito países, tais como Quito, Curitiba, Manaus, Ñuñoa, São José dos Campos, e Bogotá.

Mis informações, programação e inscrições, clique aqui

20:22 · 12.12.2015 / atualizado às 20:22 · 12.12.2015 por

Foi adotado por consenso, neste sábado (12), em Paris, um novo acordo global que busca combater os efeitos das mudanças climáticas, bem como reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE).

O documento, chamado Acordo de Paris, foi ratificado pelas 195 partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e pela União Europeia, durante a 21ª Conferência das Partes (COP21). Um dos objetivos é manter o aquecimento global “muito abaixo de 2ºC”, buscando ainda “esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 ° C acima dos níveis pré-industriais”. O Acordo de Paris sinaliza o consenso, inédito, de que não podemos continuar usando combustíveis fósseis e desmatando indefinidamente.

O texto final determina, no que diz respeito ao financiamento climático, que os países desenvolvidos deverão investir 100 bilhões de dólares por ano em medidas de combate à mudança do clima e adaptação em países em desenvolvimento.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que o Acordo de Paris marca um momento decisivo de transformação para reduzir os riscos da mudança climática. “Pela primeira vez, cada país do mundo se compromete a reduzir as emissões, fortalecer a resiliência e se unir em uma causa comum para combater a mudança do clima. O que já foi impensável se tornou um caminho sem volta”, disse Ban.

“O Acordo de Paris prepara o terreno para o progresso na erradicação da pobreza, no fortalecimento da paz e na garantia de uma vida de dignidade e oportunidade para todos”, acrescentou o chefe da ONU.

Papel Brasileiro

Comunicado oficial expedido pela Presidência da República, no começo da noite, destacou que  “o Acordo é justo e ambicioso, fortalecendo o regime multilateral e atendendo aos legítimos anseios da comunidade internacional”. O texto, assinado pela presidente Dilma Rousseff, afirmou, ainda que “os países desenvolvidos deverão prover recursos financeiros para as ações nos países em desenvolvimento” e que “0 Acordo de Paris fomenta, também, a possibilidade de apoio voluntário entre países em desenvolvimento, o que permitirá que o Brasil continue a promover a cooperação sul-sul”.

Em nota, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura destacou que, “o acordo reconhece como parte decisiva o papel da sociedade civil e do setor privado na implementação das ações de mitigação e de adaptação para o sucesso do acordo”. E que “reconhece o papel construtivo e decisivo da delegação brasileira para a elaboração desse marco histórico”.

“Esperamos, também, que o protagonismo da delegação brasileira na COP21 se traduza em uma forte atuação do governo em âmbito nacional para liderar a implementação dos compromissos assumidos pelo Brasil em sua INDC, o que contará com o apoio entusiasmo da Coalizão”, afirmou.

Destaca, ainda, que acredita que o Acordo de Paris cria um ambiente fértil para a implementação das inúmeras propostas da suas para promover uma economia florestal e agrícola competitiva, inclusive e de baixo carbono, em benefício do Brasil e do mundo. Cria um novo mecanismo de mercado, que toma como base experiência existente, e dá base para a continuidade e o incremento das atividades de Reduções de Emissões Provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+).

Também para a Coalizão do Clima, o Brasil teve papel de destaque na conferência mais uma vez, ajudando a construir consensos como tem feito desde a conferência de Durban, em 2011, quando surgiu o embrião do Acordo de Paris.

Ressalta, por fim, que o desafio que se coloca ao País agora é o da implementação. Se quiser fazer valer o compromisso com 1,5oC, o país terá de reajustar sua Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (INDC). Terá de entender que a exploração do pré-sal e o desmatamento, seja ele legal ou ilegal, são incompatíveis com essa meta.

“O Brasil vem desempenhando um papel fundamental em COPs climáticas e nesta não foi diferente. Ter sido um dos dois únicos países a apresentar meta absoluta para 2025 (o outro foi EUA) e ter trabalhado, nesta reta final, em prol de 1.5° C foram grandes contribuições para o sucesso de Paris”, afirmou Carlos Nomoto, secretário-geral do WWF-Brasil.

Fim que é começo

Conforme a Coalizão do Clima, o acordo foi inteiro construído sobre compromissos voluntários em corte de emissões e financiamento, que os países são apenas convidados a apresentar e que implementam conforme permitirem as circunstâncias. “A meta de descarbonização até o meio do século e a data do pico de emissões foram perdidas, e não há indicação de compromissos de finanças no longo prazo. Tudo dependerá da manutenção do espírito de engajamento que tornou a COP21 possível”, destacou.

“A conferência de Paris chega a um final que é somente o começo. O começo de um processo que leva os países a se reunirem em 2018 para começar a revisão das metas que devem ser apresentadas em 2020 que vigorarão até 2030. Estas metas têm que garantir que não aumentemos a temperatura mundial acima de 1,5. A luta por um futuro de segurança climática só começa aqui, precisamos ainda de financiamento climático adicional e acima de tudo fazer o dever de casa”, destacou André Nahur, coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.

Já para Tasneem Essop, chefe da delegação do WWF para as negociações climáticas da ONU, “O Acordo de Paris é um marco importante. Fizemos progressos aqui, mas o trabalho não está terminado. Temos de trabalhar quando voltarmos para casa, para fortalecer as ações nacionais lançadas por este acordo. Precisamos garantir, de forma mais rápida, novos esforços de cooperação dos governos, cidades, empresas e cidadãos para fazer cortes mais profundos nas emissões; mais recursos para transição energética em economias em desenvolvimento e proteção das populações mais pobres e vulneráveis. Os países devem voltar no próximo ano com o objetivo de implementar rapidamente e aplicar os compromissos assumidos aqui”, ponderou.

Protesto vermelho

“Ao meio-dia de hoje (hora de Paris), mais de dez mil pessoas tomaram a Avenida da Grand Armée, em Paris, para desenrolar longas faixas vermelhas em tributo às vítimas dos desastres climáticos, para e mostrar seu comprometimento em manter a luta por justiça climática”, destacou Bill McKibben, cofundador da 350.org.

“Todos os governos parecem agora reconhecer que a era dos combustíveis fósseis precisa acabar, e logo. Mas o poder da indústria dos combustíveis fósseis está refletido no texto, que prolonga a transição de tal forma que danos climáticos sem fim serão cometidos. Já que a velocidade é uma questão crucial agora, nós ativistas precisamos redobrar nossos esforços para enfraquecer essa indústria. O texto não salvou o Planeta, mas pode ter salvo a chance de salvar o Planeta”, afirmou.

May Boeve, diretora executiva da 350.org, disse que “isso marca o fim da era dos combustíveis fósseis. Não há nenhuma forma de atingir as metas colocadas nesse acordo a não ser manter o carvão, o petróleo e o gás sob o solo. O texto deve mandar uma mensagem clara para os investidores em combustíveis fósseis: desinvistam já”.

Ela ressaltou, ainda, que o trabalho agora é fazer com que os países mantenham sua palavra e acelerem a transição para 100% de energia renovável. “Mais de dez mil de nós foram para as ruas de Paris hoje para mostrar nosso comprometimento em manter a luta pela justiça climática, enquanto mais gente ainda protestava em outros lugares do mundo. Nossa mensagem é simples: um clima em que seja possível viver é a linha vermelha que estamos preparados para defender”, afirmou.

Lacunas sérias

“O texto final do acordo ainda tem lacunas muito sérias. Estamos muito preocupados com a exclusão dos direitos dos povos indígenas, a falta de financiamento para perdas e danos e, ainda que o texto reconheça a importância de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C, os compromissos atualmente assumidos pelos países ainda nos levariam a um aquecimento de mais de 3°C. Essas são linhas vermelhas que não podemos ultrapassar. Depois de Paris, vamos redobrar nossos esforços para trazer as soluções reais que a ciência e a justiça exigem”, concluiu.

Acesse o Acordo do Clima na Íntegra.

(Com informações da ONU Brasil, Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, 350.org, WWW-Brasil e Presidência da República)
11:45 · 12.12.2015 / atualizado às 13:43 · 12.12.2015 por
O slogan "1.5 Degrees" foi projetado na Torre Eiffel como parte da COP21, em Paris, France, nessa sexta-feira Foto: Agência Reuters / Charles Platiau  TPX IMAGES OF THE DAY
O slogan “1.5 Degrees” foi projetado na Torre Eiffel como parte da COP21, em Paris, nessa sexta-feira Foto: Agência Reuters / Charles Platiau

Paris. O presidente da 21ª Conferência das Partes (COP-21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), e ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, apresentou, neste sábado, o texto do acordo global de luta contra a mudança climática, que vem sendo discutido desde o dia 29 de novembro, em Paris.

“O texto sinaliza que estamos chegando a um acordo histórico. Pela primeira vez, todos os países do mundo concordam em agir contra o aquecimento global. A referência a 1,5 grau Celsius como uma meta de limitação de temperatura a ser perseguida é um avanço significativo na direção de um mundo com segurança climática e proteção dos mais pobres”, afirmou Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, rede que reúne entidades da sociedade civil com o objetivo de discutir a questão das mudanças climáticas no contexto brasileiro.

Rittl pondera, no entanto, que “o texto deixa essencialmente nas mãos de cada país, de forma voluntária, a decisão sobre ampliar as ações de corte de emissões e o financiamento aos países menos desenvolvidos. Isso será viável caso os países mantenham o espírito de engajamento que tornou Paris possível. Mas, se essa vontade falhar, corremos o risco de chegar a 2030 ainda numa trajetória de 3 graus Celsius, algo incompatível com a civilização como a conhecemos.”

Manifestações mostram desacordo

Diversa manifestações percorreram, neste sábado, as ruas de Paris, convocadas por organizações não-governamentais (ONGs) para mostrar desacordo com a proposta de acordo da Cúpula do Clima de Paris, que consideram insuficientes para combater o aquecimento climático.

A principal delas foi convocada junto ao Arco do Triunfo, onde os manifestantes, vestidos majoritariamente de vermelho, traçaram uma linha dessa mesma cor com a qual quiseram simbolizar os limites que não devem ser superados e a fronteira entre as vítimas do aquecimento global e seus causadores.

(Com informações do Observatório do Clima)

15:16 · 09.11.2015 / atualizado às 15:16 · 09.11.2015 por

Banner-hotsite-02

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) promove apresentação da minuta do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), que está atualmente em consulta pública on-line, em Fortaleza, no dia 13 de novembro, no Centro de Referência Ambiental do Parque Estadual do Cocó.

O evento será realizado em parceria com o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), o Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade (FCMCB), a Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Ceará (Sema) e reunirá representantes governamentais, empresariais, pesquisadores e da sociedade civil para que as dúvidas sobre o texto possam ser esclarecidas. A consulta estará aberta à a contribuições via formulário on line até o dia 22 de novembro.

Na abertura do evento, os representantes do FBMC, Gleyse Pelter e Neilton Fidélis, proferirão uma palestra sobre adaptação à mudança do clima. Em seguida, haverá uma apresentação pormenorizada do PNA e do processo de consulta pública, proferida pelo diretor substituto da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Pedro Christ. Após sua fala, será aberto um momento para esclarecimento de dúvidas sobre o documento e a consulta.

Segundo Carlos Klink, secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental/MMA, “a consulta pública do PNA é uma importante oportunidade para que as pessoas conheçam e opinem sobre o tema da Adaptação à Mudança do Clima, que cada vez mais se impõe na agenda política, social e econômica brasileira”, explica.

A organização disponibilizará, ao longo do evento, computadores conectados à Internet para que os interessados deixem sua contribuição na consulta.

Mais informações:

Apresentação do texto do PNA

Data: 13 de novembro

Horário: Das 14 às 18 horas

Local: Centro de Referência Ambiental do Parque Estadual do Cocó

Avenida Padre Antônio Tomás S/N – Cocó – Fortaleza

O evento será aberto a todos os interessados

Site: adaptacao.clima@mma.gov.br

telefone: (61) 2028-2621

Programação

14h – Abertura

14h30 às 15h – Adaptação à Mudança do Clima (Conceitos), por Gleyse Pelter e Neilton Fidélis – ambos do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas

15h às 15h15 – Processo de Consulta Pública do PNA – Pedro Christ – diretor substituto da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA

15h15 às 16h45 – Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima – Pedro Christ – diretor substituto da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA

16h45 às 18h – Sessão de perguntas e respostas / contribuições

18h – Encerramento

Fonte: MMA

17:42 · 06.11.2015 / atualizado às 18:03 · 07.11.2015 por

logo-cop-21

Brasília. Os ministros Laurent Fabius (Relações Exteriores e Desenvolvimento Internacional e presidente da COP21), Ségolène Royal (Ecologia, Desenvolvimento Sustentável e Energia) e Michel Sapin (Finanças e Contas Públicas) comemoraram, hoje, a aprovação de oito projetos pelo Fundo Verde para o Clima, principal instrumento multilateral de ajuda aos países pobres e vulneráveis em matéria de clima.

Com um orçamento de US$ 10,2 bilhões, o Fundo Verde tem como objetivo financiar a luta contra as mudanças climáticas nos países em desenvolvimento.

Menos de um ano após sua constituição, a adoção desses oito primeiros projetos – que viabilizarão ações destinadas à redução do gás de efeito estufa (GEE) e à proteção das populações dos países mais vulneráveis diante do impacto das alterações climáticas – representa uma nova etapa em direção à 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21).

Foram alocados US$ 168 milhões para a realização de dois projetos na África, três na Ásia e no Pacífico e três na América Latina e no Caribe. Ao todo, mais de 30 projetos estão sendo avaliados e serão apresentados ao longo de 2016.

A França, que contribui com US$ 1 bilhão para o Fundo Verde para o Clima, celebra esse forte gesto. A questão dos financiamentos, especialmente no que se refere à adaptação dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas, estará no cerne da COP21.

Encontre a lista dos projetos aprovados em www.greenclimate.fund

Fonte: Embaixada da França no Brasil

14:48 · 28.10.2015 / atualizado às 14:48 · 28.10.2015 por
A ANA e a Capes buscam apoiar a pesquisa científica e tecnológica em Mudanças Climáticas, usos da terra e seus impactos sobre os recursos hídricos: Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
A ANA e a Capes buscam apoiar a pesquisa científica e tecnológica em Mudanças Climáticas, usos da terra e seus impactos sobre os recursos hídricos: Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

A Agência Nacional de Águas (ANA) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) estão com o Edital Mudanças Climáticas e Recursos Hídricos aberto para recebimento de propostas de projetos de pesquisa sobre mudanças climáticas. Os pesquisadores interessados em participar da seleção deverão enviar as propostas até 12 de novembro, conforme as normas do edital, disponível no site da Capes.

Por meio deste edital, lançado em 13 de outubro, a ANA e a Capes buscam apoiar a pesquisa científica e tecnológica em Mudanças Climáticas e de usos da terra e seus impactos sobre os recursos hídricos. A área temática específica contemplada por esta seleção será a de “Desenvolvimento de Modelos Global e Regional do Sistema Terrestre e Geração de Cenários de Mudanças Climáticas e de Usos da Terra Voltados ao Fornecimento de Projeções de Alterações de Comportamentos Hidrológicos”.

O edital é voltado a pesquisadores de Instituições de Ensino Superior (IES) ou instituições de pesquisa brasileiras, públicas e privadas sem fins lucrativos, que possuam programas de pós-graduação stricto sensu recomendados pela Capes com áreas de concentração ou linhas de pesquisa nas áreas de Mudanças Climáticas e Hidrologia. Também podem participar cursos dirigidos aos temas contemplados no edital ou instituições que apresentem projeto viável de implantação de pós-graduação stricto sensu nas linhas de pesquisa mencionadas.

Para esta parceria, a ANA e a Capes investirão um total de R$ 5 milhões, sendo metade dos recursos provenientes de cada órgão. Até três projetos receberão os recursos, que poderão ser empregados em despesas de custeio e em bolsas de estudos nas seguintes modalidades: mestrado, doutorado, doutorado sanduíche e pós-doutorado no Brasil; doutorado sanduíche, estágio pós-doutoral e estágio sênior no exterior.

Os grupos de pesquisa dos projetos deverão contar com pelo menos três equipes, as quais devem pertencer a diferentes programas de pós-graduação stricto sensu de diferentes instituições de ensino superior, sendo que pelo menos uma das equipes deverá ser vinculada a IES sediada no Centro-Oeste, Nordeste ou Norte.

No que se refere aos conteúdos dos projetos, os trabalhos deverão ter caráter multi e interdisciplinar, contemplando, quando possível, o uso interativo de novas tecnologias da informação e comunicação para estimular a troca de conhecimentos pelos pesquisadores participantes. Além disso, as propostas deverão ter como objetivo final da formação de pelo menos três doutores na temática do edital, já que a parceria da ANA e da Capes busca formar recursos humanos que dominem a temática de Mudanças Climáticas.

Cronograma

12/11/15 – Data-limite para inscrição dos projetos

26/11/15 – Divulgação dos resultados preliminares

Até 5 dias após a publicação dos resultados no Diário Oficial da União – Prazo para envio de recurso

09/12/15 – Divulgação do resultado final

A partir de fevereiro de 2016 – Implementação dos auxílios

Mais Informações:

www.ana.gov.br

09:23 · 07.10.2015 / atualizado às 09:35 · 07.10.2015 por

VI_CBJA_destaque

De uma ponta, a tecnologia recria o fazer jornalístico e o futuro da profissão. Na outra, as Mudanças Climáticas transformam o Planeta. Entre elas, experimentam-se outras formas de desenvolvimento, das comunidades locais às grandes economias. Vivemos um “mundo em transição”. E este é o tema que conduz os debates do VI Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (VI CBJA). Ele será realizado no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, entre os dias 20 e 22 de outubro, com organização da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental (RBJA) e Instituto Envolverde.

O CBJA é o principal evento para jornalistas e profissionais de comunicação que atuam com pautas ambientais e de sustentabilidade no Brasil. A cada dois anos, reúne profissionais de todo o País para um diálogo aberto sobre a cobertura ambiental e uma atualização sobre temas fundamentais para o Desenvolvimento Sustentável. O evento também reúne pesquisadores da área de Jornalismo Ambiental em uma mostra científica reconhecida no cenário acadêmico.

Pautas em discussão

Nestes três dias, mesas de diálogo vão avaliar a cobertura da mídia sobre as pautas da sustentabilidade, como: “Mudanças climáticas e a pauta da COP 21”, “Resíduos sólidos e o desafio do século XXI” e “Crise de abastecimento de água: a pauta da urgência”. Já as rodas de conversa priorizam um olhar sobre as mudanças no ambiente jornalístico: “A era da desinformação – a manipulação da opinião pública através da web” e “De que Jornalismo o amanhã precisa?” reúne jornalistas que estão refletindo e experimentando nas fronteiras do fazer jornalístico.

Um diálogo de peso também está prometido na mesa “Convergência de mídias e novos negócios no jornalismo”, que traz a criatividade e o empreendedorismo de figuras como Gustavo Faleiros (Earth Journalism Network e Infoamazônia.org), Ricardo Voltolini (Ideia Sustentável) e Bruno Torturra (Fluxo), com mediação de Dal Marcondes (Envolverde).

Nomes de destaque

Outros debates sobre Jornalismo Investigativo, movimentações da Legislação Ambiental e Jornalismo Ambiental nas cidades também marcam presença, trazendo a experiência de nomes como Luciano Martins Costa (Observatório da Imprensa), Maria Zulmira (Planetária/criadora do Repórter Eco), Natália Viana (A Pública), Mario Osava (Inter Press Service), Sérgio Lírio (Carta Capital) e Liana John (Camirim Editorial, cinco vezes agraciada pelo Prêmio de Reportagem sobre Biodiversidade da Mata Atlântica).

A abertura fica por conta do testemunho corajoso de Lúcio Flávio Pinto (Jornal Pessoal), que chama a atenção para a linha de frente: “Eu sou da linha de frente e nunca vou sair. Porque isso dá uma qualidade única ao Jornalismo entre todas as Ciências: o ‘eu vi’, o ‘estar na hora certa, no lugar certo’. Vivência. É isso que falta para o jornalismo hoje”, ele adianta.

Depois de três dias de reflexão e crítica, a palestra de André Trigueiro (editor-chefe do Cidades e Soluções/Globo News) promete encerrar o VI CBJA com uma boa dose de entusiasmo. Trigueiro foi premiado mais de 20 vezes pelas suas reportagens e é hoje a maior referência brasileira no jornalismo ambiental televisivo. Ele divide com o público as inspirações de quem enxerga caminhos e papeis estratégicos para o Jornalismo neste cenário de um “Mundo em Transição”.

Mais informações:

VI Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental

Dias 20, 21 e 22 de outubro de 2015

Local: Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo

Inscrições gratuitas e informações: jornalismoambiental.org.br