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A maior praga do Planeta

Publicado em 24/01/2013 - 10:31 por | 1 Comentário

Aos 86 anos, o britânico David Attenborough é pessimista sobre o futuro

O naturalista britânico David Attenborough acredita que os humanos são “uma praga sobre a Terra” e disse, em entrevista à revista “Rádio Times”, que é preciso controlar o crescimento da população para garantir a sobrevivência.

O prestigiado naturalista, de 86 anos, mostrou seu pessimismo em relação ao futuro do Planeta, que, em sua visão, não será afetado apenas pelas mudanças climáticas, mas também pela presença maciça de humanos, para os quais talvez não haja recursos suficientes.

A carreira do Sir David Frederick Attenborough se confunde com a criação e evolução dos documentários sobre história natural nos últimos 57 anos. Seus inúmeros trabalhos foram feitos para a rede britânica de televisão BBC, da qual foi diretor de 1965 a 1972.

“Não se trata só da mudança climática. É também uma questão de espaço, se haverá lugares suficientes para cultivar alimentos para fornecer a essa enorme multidão”, explicou.

O naturalista e apresentador de documentários sobre a vida silvestre, que foi prêmio Príncipe de Astúrias em 2009, pediu, além disso que seja controlado o crescimento da população antes que o próprio planeta faça isso, como “já ocorre” em algumas zonas da África assoladas pela crise de fome.

“Seguimos desenvolvendo programas contra a fome na Etiópia. Há muita gente ali. Eles não conseguem se manter e não é desumano dizê-lo em voz alta. É a realidade”, declarou Attenborough.

Para o naturalista britânico, os efeitos de massificação humana serão visíveis em 50 anos e que, enquanto não houver uma linha de atuação coordenada por todos os países, a situação no Planeta “irá ficar pior ainda”.

A convicção de que o próprio humano será o destruidor do nosso Planeta faz com que o argumento seja habitual, expresso em diversas vezes em seus documentários.

Em mais de 60 anos de profissão, ele realizou diversas séries centradas na vida da Terra que lhe renderam vários prêmios dentro e fora do Reino Unido, uma forma de trabalhar que, segundo Attenborough, está em período de extinção.

“Esse tipo de programas, feito sob medida, quando a narração trabalhada combinava devidamente com as imagens, está fora de moda, igual a um chapéu velho”, comentou, atribuindo as mudanças à economia.

Rejeitou, entretanto qualquer tipo de nostalgia quanto a seu método de trabalho, já que não “acredita que seja necessário um novo Attenborough”.

Com informações das agências

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Fundo Clima investirá R$ 390 milhões

Publicado em 30/04/2012 - 9:46 por | Comentar

A intensificação das estiagens é um dos efeitos esperados das mudanças climáticas globais que exigem ações imediatas de mitigação Foto: Kid Júnior

O Fundo Clima investirá R$ 390 milhões em projetos de mitigação de efeitos das mudanças climáticas e preservação ambiental. O valor disponível para este ano é 70% superior ao destinado em 2011, de R$ 230 milhões.

Para operar a alocação desses recursos, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou, na sexta-feira (27 de abril), por meio da Secretaria de Mudanças Climáticas, o Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR 2012) do Fundo. O relatório, disponível no portal do MMA, detalha as linhas de financiamento e projetos com carteiras de crédito disponíveis de acordo com as necessidades de cada setor.

O PAAR é elaborado anualmente pelo MMA, aprovado pelo Comitê Gestor do Fundo Clima e deve conter informações sobre andamento dos projetos em execução, orçamento destinado e recursos disponíveis para aplicação. Além do detalhamento das prioridades gerais e específicas para o ano, detalhamento das modalidades de seleção, formas de aplicação e limites dos recursos alocados, bem como o limite de despesas para pagamento do agente financeiro.

“Para elaborarmos a proposta de aplicação dos recursos disponíveis ouvimos sugestões do Comitê Gestor e entidades públicas e privada”, destaca o gerente do Fundo Clima, Marcos Del Prette. Ele explica, ainda, que o PAAR também foi objeto de discussão prévia com vários parceiros e agentes interessados, com oficinas setoriais com as diretorias do MMA envolvidas na questão.

Também participaram das discussões representantes do Grupo Executivo sobre Mudança do Clima e do Comitê Gestor, antes de ser submetido à plenária e aprovado pelo mesmo Comitê Gestor do Fundo Clima.

Setores

Os recursos do Fundo Clima podem ser direcionados à ações e projetos ligados ao combate ao desmatamento dos biomas brasileiros, geração e distribuição de energia elétrica, agropecuária, produção de carvão vegetal e melhoria dos processos na siderurgia, transporte público urbano e sistemas modais de transportes interestadual de carga e passageiros, indústria de transformação e bens de consumo duráveis, indústrias químicas, fina e de base, indústria de papel e celulose, mineração, indústria da construção civil, serviços de saúde.

O fundo também apoia ações estratégicas relacionadas às elaboração da estratégia nacional de adaptação às mudanças climáticas e aos seus efeitos, áreas susceptíveis à desertificação (incluindo o combate à seca e uso responsável dos recursos hídricos), zona costeira, sistemas de prevenção e alerta de desastres naturais.

Fonte: Sophia Gebrim/ MMA

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Evaporação e formação de chuvas mais rápidas

Publicado em 29/04/2012 - 20:56 por | Comentar

 

O novo estudo confirma a tendência de agravamento de fenômenos meteorológicos extremos, conforme pesquisadores do IPPC já tinham alertado antes Foto: Kid Júnior

Estudo realizado por pesquisadores da Austrália e dos Estados Unidos destaca que os eventos extremos da natureza, como escassez e excesso de chuvas, decorrentes da mudança climática global, ficarão mais intensos nas regiões onde esses fenômenos já ocorrem com frequência.

Segundo artigo publicado na revista científica “Science” na quinta-feira passada (26 de abril), foram analisados 50 anos de medições de níveis de salinidade do mar e na atmosfera da Terra e verificou-se que o processo de evaporação e precipitação (chuva) tem ocorrido de forma mais rápida.

Os cientistas sugerem que este ciclo global da água poderá se intensificar em até 24% se as temperaturas globais aumentarem entre 2º C e 3ºC, conforme previsão feita pelo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

O efeito é classificado como “ricos cada vez mais ricos”, ou seja, onde já há estiagens intensas, a probabilidade de agravamento é alta e onde as regiões já são úmidas, as chuvas devem se acentuar.

Os estudiosos afirmam que essa mudança na disponibilidade de água doce (proveniente das chuvas), em resposta à mudança climática, representa um importante risco para a sociedade humana e ecossistemas. Uma redistribuição de chuvas afetaria, por exemplo, a disponibilidade de alimentos no mundo.

Fonte: G1

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Está chegando a hora de você mostrar que se preocupa com o Planeta onde vive

Publicado em 31/03/2012 - 13:12 por | Comentar

Chegou o dia da Hora do Planeta (Earth Hour), movimento global promovido pela Rede WWF em que as pessoas preocupadas com o futuro apagam as luzes em um ato simbólico contra o aquecimento global e os problemas ambientais que a humanidade enfrenta (dia 31 de março, das 20h30 às 21h30).

No mundo, a iniciativa que começou em Sidney, na Austrália, em 2007, se espalhou para mais 5.250 cidades pelo globo no ano passado e envolveu 1.8 bilhão de pessoas em 135 países nos sete continentes.

Não fique de fora. Participe da Hora do Planeta, apague suas luzes e reflita sobre como você pode mudar seu estilo de vida para ser mais sustentável!

Para mais informações, entre no site do movimento no Brasil: www.horadoplaneta.org.br. Cidades e empresas interessadas em apoiar a iniciativa podem se cadastrar pelo site ou enviarem um e-mail para cidades@wwf.org.br. O participante receberá um Termo de Adesão, no qual poderá cadastrar sua cidade.

No site da ONG, o internauta também pode conferir uma contagem regressiva para a Hora do Planeta e outras informações sobre o evento.

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População urbana deve quase dobrar até 2050

Publicado em 29/03/2012 - 7:31 por | Comentar

O crescimento populacional e a migração para os grandes centros urbanos prenunciam um futuro difícil Foto: sxc.hu

As cidades vão expandir em 1,5 milhão de quilômetros quadrados nos próximos 20 anos, afirmaram nesta terça-feira (27 de março), especialistas em meio ambiente reunidos em Londres para a conferência Planet Under Pressure. A área estimada é equivalente aos territórios da França, da Espanha e da Alemanha juntos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial passará de 7 bilhões para 9 bilhões em 2050, o que significa que, durante os próximos 38 anos, a cada semana, o mundo terá um milhão de habitantes a mais. Somado à migração de áreas rurais para as áreas urbanas, esse crescimento fará com que 6,3 bilhões de pessoas vivam em cidades em 2050, comparado aos 3,5 bilhões atuais.

Com o crescimento descontrolado da população mundial, aliado ao processo migratório desordenado de pessoas para as zonas urbanas, nos próximos 18 anos, o mundo necessitaria desenvolver infraestrutura de transportes, energia elétrica, habitação, saneamento básico e outros serviços em uma porção de terra do tamanho do estado brasileiro do Amazonas.

O estudo afirma que há um século, existiam menos de 20 cidades com mais de 1 milhão de habitantes. Hoje, existem 450, entre elas São Paulo.

“A questão não é se devemos urbanizar, e sim como devemos fazer isso. As cidades densas, desenhadas para serem eficientes, oferecem um dos caminhos mais promissores no que diz respeito à sustentabilidade”, disse Michail Fragkias, da Universidade do Arizona.

Fragkias lembrou que, há um século, eram apenas 20 as cidades com mais de um milhão de habitantes no mundo. Atualmente, esse número saltou para 450 cidades, que ocupam aproximadamente 5% da superfície terrestre.

Os debates sobre modelos urbanos foi um dos temas centrais do segundo dia da conferência, onde são discutidas soluções para que o mundo tenha um desenvolvimento mais sustentável – uma preliminar para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), que acontece em junho. Aproximadamente três mil especialistas, entre empresários, pesquisadores e ativistas, participam da Planet Under Pressure.

Poluição

O crescimento urbano aumenta a pressão sobre o meio ambiente. Cerca de 70% do dióxido de carbono expelido na atmosfera é proveniente das concentrações urbanas, e por isso a discussão sobre modelos de cidades sustentáveis é um dos temas centrais para combater as mudanças climáticas, disse Shobhakar Dhakal, diretor do Projeto Global de Carbono, sediado no Japão.

Em 2010, a atividade urbana foi responsável pela emissão de 25 bilhões de toneladas métricas de CO2 na atmosfera, comparado a 15 bilhões em 1990. Se não houver alterações nesses padrões, esse índice será de 36,5 bilhões em 2030. Segundo Dhakal, melhorar a eficiência da produção é um dos principais fatores para motivar essas mudanças.

“O crescimento das cidades desde a Segunda Guerra Mundial não é sustentável tanto do ponto de vista ambiental como do social. O custo ambiental do crescimento das cidades em curso é muito alto para continuar desta maneira”, afirmou Karen Seto, da Universidade de Yale, que também participou da conferência.

Outras soluções para diminuir o impacto ambiental do aumento da urbanização seriam aprimorar o zoneamento urbano, reverter a tendência de construir casas cada vez maiores, acabar com subsídios para carros e aumentar despesas com transporte público e estimular estilos de vida mais sustentáveis.

Mudanças climáticas

Embora a população esteja se estabilizando ou diminuindo nos países ricos, estas economias permanecem, de longe, as maiores fontes de danos ambientais, com emissões de gases-estufa per capita correspondentes ao dobro ou ao quádruplo daquelas dos países em desenvolvimento.

O grande crescimento populacional acontecerá em países em desenvolvimento, especialmente na África subsaariana. Estes países têm pouca responsabilidade nas mudanças climáticas, mas são os mais afetados porque têm poucos recursos financeiros e condições de se adaptar.

As estratégias para trabalhar com os fatores demográficos que contribuem para os danos ambientais seguem essencialmente em dois caminhos, afirmaram os especialistas. Um é o da mudança de padrões de consumo, de forma que os países ricos – e os gigantes emergentes ansiosos por reproduzir o estilo de vida dos primeiros – usem energia e recursos de forma mais sustentável.

O outro é proteger os direitos das mulheres, seu acesso à educação, ao trabalho e à contracepção. “Se você tem desenvolvimento econômico e educa as mulheres e elas conseguem oportunidades no mercado de trabalho e tendem, não só a reduzir o número de filhos, mas a retardar crucialmente o momento de tê-los”, explicou Sarah Harper, diretora do Instituto de Envelhecimento da População da Universidade de Oxford.

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Para cientistas, aquecimento global está perto de se tornar irreversível

Publicado em 27/03/2012 - 19:54 por | Comentar

O mundo está perto de atingir um estado crítico que vai torná-lo irreversivelmente mais quente, tornando esta década crítica nos esforços para conter o aquecimento global, alertaram cientistas nesta segunda-feira (26 de março).

Reunidos em Londres, na Inglaterra, para a conferência “Planeta sob pressão”, que se encerra amanhã (29 de março), pesquisadores afirmaram que mesmo com diferentes estimativas, as temperaturas do mundo parecem caminhar no sentido de um aumento de 6ºC até 2100, caso a emissão de gases do efeito estufa aumente sem controle.

Com o crescimento das emissões, especialistas dizem que o mundo está perto de atingir limites que vão tornar os efeitos do aquecimento global irreversíveis, como o derretimento da cobertura de gelo polar e perda de floresta.

“Esta é a década crítica. Se nós não invertermos a curva nesta década nós vamos ultrapassar estes limites”, disse Will Steffen, diretor-executivo do Instituto de Mudança Climática da Universidade Nacional da Austrália.

Apesar deste senso de urgência, um novo tratado global sobre mudança climática que obrigue os maiores poluidores mundiais, como os Estados Unidos e a China, a cortar emissões só será acordado em 2015 para entrar em vigor em 2020.

Momento limite

Para a cobertura de gelo – enormes refrigeradores que retardam o aquecimento do planeta – o ponto limite já foi ultrapassado, afirmou Steffen. A cobertura de gelo do oeste da Antártica já encolheu ao longo da última década e a cobertura da Groenlândia perdeu em torno de 200 km³ por ano, desde 1990.

A maioria das estimativas climáticas concorda que a Floresta Amazônica vai se tornar mais seca conforme o Planeta esquente. Mortes de grandes porções de floresta provocadas pela seca têm aumentado temores de que estamos prestes a viver um ponto limite, quando a vegetação vai parar de absorver emissões e começar a liberar gases na atmosfera.

Nos piores cenários, entre 30 a 63 bilhões de toneladas de carbono, podem ser liberadas por ano a partir de 2040, aumentando para até 380 bilhões até 2100. Como comparação, a quantidade de CO2 liberada por combustíveis fósseis anualmente é de 10 bilhões de toneladas.

O aumento do CO2 na atmosfera também tornou os oceanos mais ácidos conforme eles absorvem os gases. Nos últimos 200 anos, a acidificação dos oceanos ocorreu em uma velocidade não vista em 60 milhões de anos, disse Carol Turley do Laboratório Marinho de Plymouth.

Fonte: Agência Reuters

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Quem apaga as luzes mostra que se importa

Publicado em 23/03/2012 - 12:26 por | Comentar

Imagem de Amostra do You Tube 

Está chegando a hora de se unir a milhões de pessoas no mundo para mostrar sua preocupação com o meio ambiente. Março é o mês da Hora do Planeta (Earth Hour), o movimento global promovido pela Rede WWF em que a população de países do mundo inteiro apaga as luzes em um ato simbólico contra o aquecimento global e os problemas ambientais que a humanidade enfrenta.

Pelo quarto ano consecutivo, o WWF-Brasil convoca a sociedade brasileira a participar da Hora do planeta e em 2012, a campanha conta com patrocínio do Pão de Açúcar e da TIM. O Rio de Janeiro será, mais uma vez, a cidade-âncora da campanha brasileira. Ícones da paisagem carioca, como o Cristo Redentor, a igreja da Penha, o Monumento dos Pracinhas, a orla de Copacabana e o Arpoador, ficarão apagados das 20h30 às 21h30, no dia 31 de março.

Além do Rio, outras capitais já anunciaram a adesão. No ano passado, 123 municípios, entre eles 20capitais, aderiram ao movimento, o que tornou o Brasil o país com o maior número de cidades engajadas à Hora do Planeta.

“Neste ano, a Hora do Planeta no Brasil terá um componente especial: a Rio+20, que acontece em junho. O País será anfitrião da conferência mundial da Organização das Nações Unidas que debaterá o desenvolvimento sustentável. O ato de apagar as luzes no dia 31 será mais uma forma de mostrar ao mundo que nós, brasileiros, queremos um futuro com desenvolvimento econômico que respeite os limites do Planeta e gere inclusão social”, explica a superintendente de Comunicação e Engajamento do WWF-Brasil,Regina Cavini.

Diversas ações de mobilização estão sendo colocadas em prática, como apagar as luzes de suas sedes ou unidades, programação cultural específica voltada para o evento, divulgação e campanhas junto a clientes, colaboradores e seguidores em redes sociais. O HSBC, Mapfre, rede Meliá de Hotéis, Sanofi Farmacêutica, Sesc Teresópolis, Sheraton São Paulo, Shopping Metrô Santa Cruz , Submarino.com, TAM Nas Nuvens, Vivo, são algumas das empresas parceiras.

No mundo, a iniciativa que começou em Sidney, na Austrália, em 2007, se espalhou para mais 5.250 cidades pelo globo no ano passado e envolveu 1.8 bilhão de pessoas em 135 países nos sete continentes.

Não fique de fora. Participe da Hora do Planeta, apague suas luzes e reflita sobre como você pode mudar seu estilo de vida para ser mais sustentável.

Para mais informações, entre no site do movimento no Brasil: www.horadoplaneta.org.br. Cidades e empresas interessadas em apoiar a iniciativa podem se cadastrar pelo site ou enviarem um e-mail para cidades@wwf.org.br. O participante receberá um Termo de Adesão, no qual poderá cadastrar sua cidade.

No site da ONG, o internauta também pode conferir uma contagem regressiva para a Hora do Planeta e outras informações sobre o evento. Um vídeo promocional do ato também está disponível na página da instituição.

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Erosão do solo pode elevar ameaça do aquecimento global

Publicado em 16/02/2012 - 9:29 por | Comentar

Erosão causada por atividades humanas podem liberar estoques de carbono na atmosfera Foto: Natércia Rocha

O aquecimento global ficará pior à medida que a agricultura acelerar a taxa de erosão do solo, reduzindo a quantidade de carbono que o solo é capaz de armazenar, informou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) nesta segunda-feira (13 de fevereiro).

O solo contém quantidades enormes de carbono na forma de matéria orgânica, que fornece os nutrientes para o crescimento das plantas e melhora a fertilidade da terra e o movimento da água.

A faixa mais superficial do solo armazena sozinha cerca de 2,2 trilhões de toneladas de carbono – três vezes mais que o nível atualmente contido na atmosfera, informou o Livro do Ano 2012 do Pnuma. “O carbono do solo é facilmente perdido, mas difícil de ser reposto”, diz o relatório.

Ainda segundo o documento, os estoques de carbono no solo são altamente vulneráveis às atividades humanas. Eles diminuem de forma significativa (e em geral rapidamente) em resposta às mudanças na cobertura do solo e no uso da terra, tais como desmatamento, desenvolvimento urbano e o aumento das culturas, e como resultado de práticas agrícolas e florestais insustentáveis.

Tais atividades podem decompor a matéria orgânica. Quando isso ocorre, parte do carbono é convertido em dióxido de carbono – gás do efeito estufa que é um dos principais responsáveis pelo aquecimento global – e ele é perdido do solo.

Cerca de 24% das terras do Planeta já sofreram declínio na saúde e na produtividade ao longo dos últimos 25 anos em razão do uso insustentável do solo, disse o Pnuma.

Desde o século 19, aproximadamente 60% do carbono armazenado nos solos e na vegetação foi perdido como resultado das mudanças no uso da terra, tais como “limpá-la” para a agricultura e para as cidades.

À medida que a demanda global por alimentos, água e energia aumente drasticamente, como se prevê, o solo ficará sob uma pressão cada vez maior.

Fonte: Agência Reuters

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Mudança do clima impacta primeiro espécies nativas

Publicado em 08/01/2012 - 19:20 por | Comentar

A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) é endêmica do Brasil. Originalmente encontrada nas matas, hoje é vista raramente e o seu estado de conservação é crítico. Pode ser encontrada no interior do estado da Bahia Foto: Ciro Albano

 

Espécies nativas, que vivem em áreas específicas, podem ser as primeiras a desaparecer devido à mudança climática, indica uma pesquisa feita por cientistas dos Estados Unidos, divulgada nesta quarta-feira (4 de janeiro).

Segundo os autores, especialistas em biologia das Universidades de Connecticut e de Washington, estudos já realizados e que abordam o aquecimento global não contemplariam interações que já ocorrem na biodiversidade (animais e vegetais), como a movimentação e competição entre espécies. Tais fatores não considerados até então podem subestimar a extinção de espécies.

De acordo com Mark Urban, principal responsável pelo estudo, já existem provas de que animais e plantas já se movem em resposta às alterações no clima.

Ele cita como exemplo que, devido à elevação da temperatura, espécies que não podem receber calor devem se deslocar para altitudes mais elevadas, onde o frio é predominante. Entretanto, de acordo com os cientistas, nem todas as espécies conseguirão se dispersar rapidamente e podem morrer por isso, tendo seu lugar ocupado por outra espécie.

De acordo com um sistema matemático desenvolvido nesta pesquisa, animais endêmicos (que só existem em regiões específicas) poderão ser extintos mais rapidamente devido à dificuldade de dispersão.

Em regiões tropicais do Planeta, o que incluiria a América do Sul (e o Brasil), poderiam ser afetadas diretamente pelas alterações climáticas.

Fonte: Globo Natureza

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Meteorologistas preveem 2012 entre os mais quentes desde 1850

Publicado em 07/01/2012 - 15:38 por | Comentar

Previsão britânica diz que temperatura global pode ser 0,5°C maior que o período entre 1961 e 1990, mas não tão quente quanto 2010 Imagem: SXC.hu

Este ano pode se tornar um dos dez mais quentes desde 1850, com temperaturas globais quase 0,5 grau Celsius mais elevadas que a média registrada no período 1961-1990, afirmou o Departamento de Meteorologia da Grã-Bretanha (Met Office) nesta quarta-feira (4 de janeiro).

O Met Office e a Universidade de East Anglia divulgaram, no mês passado, dados preliminares mostrando que 2011 foi o 11º ano mais quente já registrado, 0,36 grau Celsius acima da média de longo prazo aferida entre as décadas de 1960 e 1990, que foi de 14 graus.

Os meteorologistas previram que em 2012 o desvio acima da média será de 0,48 grau, com uma margem de erro de 0,14 grau para mais ou menos.

“Em 2011, vimos um fortíssimo La Niña (fenômeno climático caracterizado pelo resfriamento das águas no Pacífico equatorial), que pode resfriar temporariamente as temperaturas globais. O La Niña voltou, e embora não seja tão forte quanto no começo do ano passado, ainda assim deve influenciar as temperaturas. Esperamos que 2012 seja ligeiramente mais quente do que no ano passado, mas não tão quente quanto 2010”, disse Adam Scaife, chefe do departamento do Met Office, que realiza previsões de longo prazo.

O Met Office disse que suas cifras relativas a 2011 foram parecidas com as publicadas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que estimou a temperatura do ano passado em 0,41º grau acima do normal.

A OMM considera que 2010 foi o ano mais quente já registrado, e todos os 12 anos mais quentes da história foram entre 1998 e 2011. O Met Office também inclui 1997 entre os 12 mais quentes.

As estimativas da OMM se baseiam em dados do Met Office, do Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos e do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, da Nasa.

Fonte: Agência Reuters

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