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Tag: Nordeste


17:01 · 19.06.2017 / atualizado às 17:14 · 19.06.2017 por
O Semiárido brasileiro apresenta um alto grau de vulnerabilidade, o que exige a adoção de soluções de convivência para impedir o avanço da desertificação Foto: Maristela Crispim

No Dia Mundial de Combate à Desertificação, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) apresentou editais para recuperação de áreas no Semiárido, com inscrições que vão até 27 de junho.

“Não há muito o que comemorar ainda. Queremos chamar a atenção das pessoas e dos governos sobre a urgência e gravidade do problema da desertificação nas terras secas”, destacou o diretor de Desenvolvimento Rural Sustentável e Combate à Desertificação do MMA, Valdemar Rodrigues

O Dia Mundial de Combate à Desertificação,  instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU),  em 1994, é comemorado, a cada ano, no dia 17 de junho.

O MMA traçou uma estratégia para a implementação de Unidades de Recuperação de Áreas Degradadas (Urad) e redução da vulnerabilidade climática na região semiárida brasileira.

Por meio de editais, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), para contratação de instituições implementadoras, serão atendidos pelo projeto seis estados, nove municípios e cerca de 15 comunidades.

“Precisamos criar ações transformadoras da realidade, porque as informações teóricas já temos todas. O investimento no projeto das Unidades de Recuperação de Áreas Degradadas vai melhorar nossa capacidade de adaptação para reduzir a vulnerabilidade no Semiárido”, destacou o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Integração

As Urads têm como unidade de trabalho as microbacias hidrográficas e conjugam ações ambientais, sociais e produtivas, com o envolvimento direto das comunidades e prefeituras.

Na área ambiental, o projeto prevê a recuperação de área de pastagem degradada por meio de cordões de pedra, terraceamento (técnica de conservação do solo), barragens sucessivas em pedra ou madeira, barragem subterrânea, produção de mudas para replantio e incentivo à Integração de Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF).

Do ponto de vista social, que deve ser integrado ao ambiental, as URADs devem garantir a segurança hídrica, o saneamento básico, fogões ecológicos (que diminuem o consumo de madeira e lenha e não geram fuligem ), e capacitação.

Já as ações produtivas atendem às necessidades das comunidades com incentivo e suporte técnico à avicultura, ovinocultura, apicultura, hortas, artesanato, bordados, horticultura e beneficiamento de frutas, entre outros.

“É um trabalho de formiguinha, mas, se não fizermos assim, não resolveremos o problema”, explica o diretor Valdemar Rodrigues. Entre os resultados esperados a curto prazo, estão a mitigação dos efeitos da seca e a geração de emprego e renda.

A médio prazo, a recuperação ambiental, melhoria da qualidade de vida, desenvolvimento de tecnologias de adaptação e redução de vulnerabilidades.

Pernambuco

No dia 21 de junho, as cidades de Triunfo (PE) e Serra Talhada (PE) vão inaugurar um projeto monitorado pelo Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável e Combate à Desertificação do MMA.

O projeto chama-se Implantação de Módulos de Manejo Sustentável da Agrobiodiversidade para o Combate à Desertificação no Semiárido Pernambucano e será desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco, por meio de convênio com o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.

Entre as atividades previstas, estão a inauguração de equipamentos que apoiam a produção rural sustentável, como casas de beneficiamento de frutas, e das “mandalas”, instalações que conjugam horticultura com a criação de galinhas.

Suscetíveis à desertificação

No Brasil, as áreas suscetíveis à desertificação correspondem a aproximadamente 15% do território nacional (1.344.766 km²), abrangendo 1.491 municípios em nove estados da região Nordeste, no norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo, com população estimada de 37,1 milhões de habitantes (IBGE, 2016).

Os estados mais comprometidos em termos absolutos são Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

A desertificação, definida como a degradação de terras nas zonas áridas, semiáridas e subúmidas secas, motivou a criação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD), da qual o Brasil é signatário, ao lado de 192 países, desde 1997.

Para favorecer o cumprimento das metas da UNCCD, o Brasil criou a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (Lei Nº 13.153/2015), cuja regulamentação depende da assinatura de decreto, já encaminhado, com mecanismos de informação, financiamento, envolvimento da sociedade e monitoramento.

Fonte: MMA

10:00 · 26.12.2016 / atualizado às 21:17 · 25.12.2016 por
Região deixa de gerar por ano 11,6 mil GWh de energia com o não aproveitamento dos resíduos urbanos, da pecuária e agroindústria, volume poderia suprir quase 16% de tudo que foi consumido em 2015 Foto: André Costa / Agência Diário
Região deixa de gerar por ano 11,6 mil GWh de energia com o não aproveitamento dos resíduos urbanos, da pecuária e agroindústria, volume poderia suprir quase 16% de tudo que foi consumido em 2015 Foto: André Costa / Agência Diário

Um levantamento inédito feito pela Associação Brasileira de Biogás e Biometano (ABiogás) mostra que o Nordeste desperdiça todos os anos 4,953 bilhões de metros cúbicos (m³) de biogás, volume suficiente para gerar anualmente 11,6 mil gigawatts-hora (GW/h) de energia.
Esse total equivale a 15,9% do que a região Nordeste consumiu no ano de 2015 ou 4,7 milhões de residências. Se levarmos em consideração o último o Censo Demográfico, cada lar brasileiro tem 3,3 moradores, o potencial de biogás disponível na região poderia abastecer até 15,5 milhões de pessoas com pegada de carbono negativa.
Em 2015, o consumo de energia elétrica no Nordeste totalizou 72,945 mil GWh, segundo a Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE). Desse total, 11,6 mil GW/h poderiam vir do biogás que deixou de ser aproveitado.
O Nordeste foi a região que mais sofreu com a estiagem e baixa nos reservatórios das hidrelétricas. Isso contribuiu para que a bandeira tarifaria de energia elétrica paga pelos consumidores estivesse vermelha em boa parte do ano de 2015, ou seja, com taxa extra por causa do ligamento das termelétricas de maior custo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumentou foi de 51% em média.
Se o biogás estivesse sendo usado na região, o custo da energia poderia ser menor. Entretanto, essa fonte de energia ainda aparece pouco na matriz elétrica brasileira. De acordo com os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o insumo responde apenas por 0,572% de toda energia elétrica produzida no Brasil atualmente.
Outra equivalência energética é que o biometano extraído da purificação do biogás e substituto do gás natural (de origem fóssil) – poderia chegar a uma produção anual de 2,2 bilhões m³ no Nordeste.
Para se ter uma ideia do volume, de acordo com o anuário estatístico da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a região comercializou 9,6 milhões de m³ de óleo diesel (via distribuidoras). Se utilizado o biometano ( limpo e renovável) poderia substituir 23% da demanda por diesel da região.
Para o vice-presidente da ABiogás, Alessandro Gardermann, o setor já tem regulações tanto da Aneel, como da ANP que permitem o uso do biogás para geração elétrica e para uso combustível de veículos leves e pesados.
“O biogás tem todas as condições de ser utilizado em qualquer lugar do Brasil e atender a necessidade crescente de energia elétrica e de biocombustíveis, mesmo assim é desprezado”, afirma.
Geração distribuída
A Aneel estima que perdas técnicas de energia no Brasil chegam a 7,5% da energia gerada. Hoje, a maior parte da geração de energia elétrica no Nordeste está concentrada em hidrelétricas e termelétricas e parques eólicos, que ficam longe dos centros consumidores, por isso grandes blocos de energia precisam ser deslocados por linhas de transmissão, o que aumentam as perdas.
A  vantagem do biogás é  ser uma fonte renovável e não intermitente, pois não depende das chuvas, vento ou sol.
Soma-se que o insumo é uma forma de geração de energia descentralizada, ou seja, quase sempre se gera próximo de onde se consome. Esse tipo de energia vem de fontes distribuídas pelo Brasil, deixando a geração mais próxima da carga, o que reduz as perdas técnicas na transmissão.
O energético pode sair da agroindústria, de resíduos sólidos urbanos, efluentes domésticos e industriais, dejetos de animais e até abatedouros. Gardermann lembra que Brasil é um dos maiores produtores de proteína animal e isso deve continuar crescendo, mas esse mesmo setor enfrenta três gargalos energéticos: não há gás, energia elétrica eficiente ou lenha para termelétricas. O biometano pode ocupar esse espaço e ganhar o mercado como um todo.
“O Nordeste é uma região produtora de alimentos e de etanol. Ambas atividades são produtoras de biomassa residual ou resíduos orgânicos que geram o biogás e o biometano, se esse potencial fosse aproveitado reduziria a pressão energética da região”, finaliza.
ABiogás
A Associação Brasileira de Biogás e Biometano  é uma organização fundada em 2013, com o objetivo de congregar os interesses dos vários agentes, tanto no Brasil quanto no exterior, que se dedicam ao desenvolvimento, produção e consumo do biogás e do biometano.
Tem ainda como objetivo promover a inserção definitiva do biogás e do biometano na matriz energética brasileira, através do desenvolvimento dos diversos segmentos envolvidos em sua produção, regulamentação e utilização.

11:51 · 21.09.2016 / atualizado às 15:24 · 21.09.2016 por
O juazeiro (Ziziphus joazeiro), como este de Parambu (CE), é uma árvore fascinante, que se mantém verde mesmo no período de estiagem Foto: Cid Barbosa
O juazeiro  é uma árvore fascinante, que se mantém verde mesmo no período de estiagem Foto: Cid Barbosa

O juazeiro (Ziziphus joazeiro) é uma digna árvore representante do Bioma Caatinga, que permanece verde o ano inteiro, com ou sem chuva. Mas nem todas as nossas árvores são assim. Grande parte perde as folhas todos os anos, no período de estiagem, para manterem-se vivas até que as chuvas cheguem e renovem o seu ciclo.

Esse é um dos motivos pelos quais hoje não é o Dia da Árvore no Nordeste (e nem no Norte). A Festa Anual da Árvore é comemorada em março nestas regiões, e não em setembro, como ocorre no Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

O principal motivo para essa distinção é que, aqui, tão perto da linha do Equador, as quatro estações do ano não são tão definidas e o período mais propício para o plantio é o chuvoso, no caso do Estado do Ceará, de fevereiro a maio.

Já que a melhor forma de comemorar a data é plantar árvores, elas necessitam dos devidos cuidados para vingarem, sendo o principal deles a irrigação adequada.

O decreto federal que estabelece a data comemorativa no território nacional é o 55.795, de 24 de fevereiro de 1965. Mas, do ponto de vista da valorização , todos os dias deveriam ser o Dia da Árvore, e não apenas um.

“E também todos os dias elas nos beneficiam e merecem respeito e carinho”, conforme Antonio Sérgio Farias Castro, engenheiro agrônomo e membro fundador do Movimento Pró-Árvore.

20:48 · 01.07.2016 / atualizado às 20:48 · 01.07.2016 por
Os aerogeradores já foram adicionados à paisagem do litoral cearense Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
Os aerogeradores já foram adicionados à paisagem do litoral cearense Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

Com capacidade de 97,2 MW, centrais do Complexo Eólico Santa Mônica e respectivos sistemas de transmissão serão construídos no município de Trairi

A Diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 353,5 milhões para a construção de quatro centrais eólicas no município de Trairi (CE) e de seus respectivos sistemas de transmissão.

As usinas, que constituem o Complexo Eólico Santa Mônica, terão capacidade instalada total de 97,2 MW e foram vencedoras do 22º Leilão de Energia Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, realizado em agosto de 2015.

As quatro centrais eólicas – Cacimbas, Estrela, Santa Mônica e Ouro Verde – entrarão em operação no segundo semestre de 2016. Os investimentos incluem a aquisição de 36 aerogeradores, além de máquinas e equipamentos nacionais, também destinados às quatro linhas de transmissão.

O Banco já aprovou para o Nordeste, até o momento, R$ 20,8 bilhões em financiamento para projetos eólicos, equivalentes a 7.406 MW de capacidade instalada na região.

O apoio do BNDES à energia eólica tem contribuído para a diversificação da matriz enérgica brasileira, com fonte alternativa de recursos renováveis e ambientalmente mais limpa.

O uso dos combustíveis fósseis para geração de energia, no mundo, é responsável pela emissão de, aproximadamente, 70% dos gases de efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2).

As usinas eólicas não produzem qualquer tipo de emissão de gases uma vez que utilizam uma fonte limpa e inesgotável, o vento. Atualmente, a capacidade instalada mundial de energia eólica evita a emissão da ordem de grandeza de 100 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

O apoio do Banco, em linha com a política de desenvolvimento local do BNDES, também inclui investimentos sociais que vão além daqueles exigidos para o licenciamento ambiental do projeto e equivalem a 0,5% do valor total do investimento do Grupo Engie, ex-GDF Suez, nestes quatro projetos eólicos.

Ações como a contratação de empresas locais para prestação de serviços gerais – fornecimento e transporte de ferramentas e materiais, limpeza, obras civis leves, evacuação de resíduos comuns – aumentam a renda dos negócios locais e podem demandar contratação de mão de obra adicional.

Fonte: BNDES

22:04 · 24.03.2016 / atualizado às 22:28 · 24.03.2016 por
Um dos efeitos esperados com o Aquecimento Global é o aumento de eventos extremos, como as secas Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário
A ferramenta, apresentada no Dia Mundial da Água 2016, visa acompanhar o fenômeno da seca do Semiárido brasileiro Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário

Agência Nacional de Águas (ANA), Ministério da Integração Nacional (MI), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e governos do Nordeste lançaram, nesta semana, o Monitor de Secas do Nordeste do Brasil, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Água. A ferramenta traz mapa elaborado com a colaboração de técnicos locais que enfrentam a seca no dia a dia.

O Monitor de Secas é um instrumento que mostra a magnitude da seca no Nordeste e seus impactos. O principal produto é um mapa mensal que acompanha a situação da seca, disponibilizando as informações de forma ilustrativa, depois de validadas por técnicos locais que vivenciam a seca em seu cotidiano.

O mapa leva em consideração dados de monitoramento e os impactos concretos no abastecimento, agricultura e pecuária, dentre outras áreas, para apresentar o retrato mais recente e fiel possível da seca de maneira periódica.

Trata-se de uma ferramenta importante, que estará disponível nas páginas das instituições parceiras, para dar apoio aos tomadores de decisão do setor público e privado, contribuindo para a melhor gestão de secas e para o planejamento coordenado e proativo de ações de preparação e de resposta.

O mapa do Monitor de Secas passa a ser publicado mensalmente na página monitordesecas.ana.gov.br, junto com a descrição do processo de elaboração, incluindo indicadores e evidências. É possível visualizar a progressão da situação da seca em cinco categorias: excepcional, extrema, grave, moderada e fraca. O mapa também identifica e delimita as áreas de impactos de curto e longo prazo.

O Brasil tem um longo histórico de secas, principalmente no Semiárido. A seca extrema que atinge a região desde 2012 vem estimulando ainda mais esforços para melhorar a gestão e adotar medidas permanentes de monitoramento e de preparação.

Por isso, o governo federal, junto com agências de água, clima e meio ambiente e órgãos de governos estaduais e federais que atuam nos nove Estados do Nordeste, empenharam-se na construção e implementação de uma ferramenta inspirada em metodologias já consolidadas e adaptada à realidade brasileira.

A iniciativa contou com o apoio do Banco Mundial no desenho e implementação experimental da ferramenta e de parceiros internacionais como o National Drought Mitigation Center (Centro Nacional de Mitigação de Secas), dos Estados Unidos e a Comisión Nacional del Água do México (Conagua).

Para saber mais assista ao vídeo na página do monitor de secas ou no canal da ANA no youtube.

O Lançamento do Monitor de Secas do Nordeste do Brasil foi no âmbito do “Seminário sobre a crise hídrica e a segurança de barragens no Brasil”, evento em comemoração ao Dia Mundial da Água 2016, promovido pela ANA e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O evento fez outros lançamentos importantes, como o Mestrado Profissional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos, uma parceria entre a ANA e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com coordenação da Universidade Estadual Paulista (Unesp); o novo portal do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH) e relatórios das Nações Unidas e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre Água e Saneamento.

Página do Monitor de Seca: monitordesecas.ana.gov.br

Fonte: ANA

14:48 · 28.10.2015 / atualizado às 14:48 · 28.10.2015 por
A ANA e a Capes buscam apoiar a pesquisa científica e tecnológica em Mudanças Climáticas, usos da terra e seus impactos sobre os recursos hídricos: Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
A ANA e a Capes buscam apoiar a pesquisa científica e tecnológica em Mudanças Climáticas, usos da terra e seus impactos sobre os recursos hídricos: Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

A Agência Nacional de Águas (ANA) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) estão com o Edital Mudanças Climáticas e Recursos Hídricos aberto para recebimento de propostas de projetos de pesquisa sobre mudanças climáticas. Os pesquisadores interessados em participar da seleção deverão enviar as propostas até 12 de novembro, conforme as normas do edital, disponível no site da Capes.

Por meio deste edital, lançado em 13 de outubro, a ANA e a Capes buscam apoiar a pesquisa científica e tecnológica em Mudanças Climáticas e de usos da terra e seus impactos sobre os recursos hídricos. A área temática específica contemplada por esta seleção será a de “Desenvolvimento de Modelos Global e Regional do Sistema Terrestre e Geração de Cenários de Mudanças Climáticas e de Usos da Terra Voltados ao Fornecimento de Projeções de Alterações de Comportamentos Hidrológicos”.

O edital é voltado a pesquisadores de Instituições de Ensino Superior (IES) ou instituições de pesquisa brasileiras, públicas e privadas sem fins lucrativos, que possuam programas de pós-graduação stricto sensu recomendados pela Capes com áreas de concentração ou linhas de pesquisa nas áreas de Mudanças Climáticas e Hidrologia. Também podem participar cursos dirigidos aos temas contemplados no edital ou instituições que apresentem projeto viável de implantação de pós-graduação stricto sensu nas linhas de pesquisa mencionadas.

Para esta parceria, a ANA e a Capes investirão um total de R$ 5 milhões, sendo metade dos recursos provenientes de cada órgão. Até três projetos receberão os recursos, que poderão ser empregados em despesas de custeio e em bolsas de estudos nas seguintes modalidades: mestrado, doutorado, doutorado sanduíche e pós-doutorado no Brasil; doutorado sanduíche, estágio pós-doutoral e estágio sênior no exterior.

Os grupos de pesquisa dos projetos deverão contar com pelo menos três equipes, as quais devem pertencer a diferentes programas de pós-graduação stricto sensu de diferentes instituições de ensino superior, sendo que pelo menos uma das equipes deverá ser vinculada a IES sediada no Centro-Oeste, Nordeste ou Norte.

No que se refere aos conteúdos dos projetos, os trabalhos deverão ter caráter multi e interdisciplinar, contemplando, quando possível, o uso interativo de novas tecnologias da informação e comunicação para estimular a troca de conhecimentos pelos pesquisadores participantes. Além disso, as propostas deverão ter como objetivo final da formação de pelo menos três doutores na temática do edital, já que a parceria da ANA e da Capes busca formar recursos humanos que dominem a temática de Mudanças Climáticas.

Cronograma

12/11/15 – Data-limite para inscrição dos projetos

26/11/15 – Divulgação dos resultados preliminares

Até 5 dias após a publicação dos resultados no Diário Oficial da União – Prazo para envio de recurso

09/12/15 – Divulgação do resultado final

A partir de fevereiro de 2016 – Implementação dos auxílios

Mais Informações:

www.ana.gov.br

12:18 · 11.02.2015 / atualizado às 12:36 · 11.02.2015 por

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Por Maristela Crispim

O mundo enfrenta desafios comuns relacionados às mudanças climáticas. Espera-se da negociação marcada para 30 de novembro a 11 de dezembro, em Paris, a COP 21, a celebração de compromissos compartilhados visando a redução das emissões por meio da estruturação de políticas de desenvolvimento consistentes dos países.

Foi com este espírito que, em visita à cidade de Fortaleza, Laurent Duriez, diretor da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) concedeu entrevista exclusiva ao Diário do Nordeste, destacando o interesse em investir no Nordeste.

Estabelecimento público de cooperação, a AFD luta há 70 anos contra a pobreza e para promover o desenvolvimento em 70 países, por meio de doações, empréstimos, fundos de garantia, financia projetos, programas e estudos e apoia os seus parceiros no fortalecimento de suas capacidades.

A Agência atua no desenvolvimento da França, executa e implementa operação bilateral para o desenvolvimento mundial. Tem 70 anos e trabalha em 70 países, historicamente na África e, mais recentemente, na América Latina e no Brasil, onde está há sete anos, para atuar nos desafios do desenvolvimento sustentável, em especial, a questão climática, por meio de projetos concretos com a cooperação entre atores franceses e brasileiros.

Banco de desenvolvimento

Duriez enfatiza que a AFD é agência, mas também é banco de desenvolvimento. “Em 2014 contratamos 8 bilhões de euros em projetos. No Brasil contratamos 1,7 bilhão de euros. Nossa prioridade é tudo que está relacionado ao desenvolvimento verde. Trabalhamos com os governos e o setor público”. Essa atuação se dá, entre outras, em áreas como mobilidade urbana (Curitiba e Rio de Janeiro); desenvolvimento inclusivo (Minas Gerais); eficiência energética (Rio Grande do Sul); e saneamento (Santa Catarina).

“Estamos aqui hoje porque queremos trabalhar mais com o Nordeste. Nesta cooperação entre a França e o Brasil, a região é muito relevante. Sabemos que existem oportunidades de desenvolvimento e que é preciso sair do triângulo Rio, São Paulo, Brasília para conhecer as prioridades dos governos, mas também dos atores econômicos na questão do desenvolvimento”, enfatiza.

Caravana do Clima

Falando sobre a Cúpula do Clima, Duriez destaca que o importante para a AFD, como banco de desenvolvimento, é mostrar que existem soluções concretas, que podem ser desenvolvidas, implementadas por diversos atores econômicos, governos, empresas, pessoas.

“A questão do clima só será resolvida se todos atuarem no mesmo sentido. Precisamos mostrar, por meio dos projetos que apoiamos, dos parceiros, nos 70 países que eu mencionei onde atuamos, que ações estão sendo desenvolvidas e resultados já existem”, ressalta.

Para levar isso ao público, ele adiantou a iniciativa de produzir, junto com a Embaixada da França, a Caravana do Clima, com a exposição itinerante “60 Soluções para o Clima”, do fotógrafo Yann-Arthus Bertrand, da ONG Good Planet e oportunidades de diálogo com diversos públicos, por meio das Alianças Francesas de todo Brasil.

Nordeste

Sobre o início da atuação no Ceará, Duriez diz que já está em fase de conversas com instituições: “Já tivemos contato com o Banco do Nordeste, que se mostrou interessado em trabalhar na área de resíduos sólidos. Também conversamos com o governo do Estado, sobre os desafios da seca e o gerenciamento dos recursos hídricos existentes, prioridade da AFD em termos de redução das perdas, que pode ser conseguida melhorando as redes de abastecimento, mas também melhorando o gerenciamento, o desempenho das distribuidoras. Enfim, estamos abertos a parcerias no Nordeste”.

09:41 · 05.08.2014 / atualizado às 10:38 · 05.08.2014 por

 

A iniciativa é do Programa Semear e poderão ser apoiados estudos temáticos, sistematizações de experiências e boas práticas, além de visitas de intercâmbio Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
A iniciativa é do Programa Semear e poderão ser apoiados estudos temáticos, sistematizações de experiências e boas práticas, além de visitas de intercâmbio Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Começaram ontem (04/08) as inscrições para o Edital de Apoio a Propostas de Gestão do Conhecimento em Zonas Semiáridas do Nordeste do Brasil – a primeira chamada vai até 29 de setembro. Promovido pelo Programa Semear, o edital visa facilitar o acesso da população rural a um conjunto de conhecimentos e inovações que contribuam para melhorar suas condições de vida, coexistir com as condições semiáridas e tirar maior proveito das possibilidades de desenvolvimento do Semiárido nordestino brasileiro.

“Investimos na gestão do conhecimento como estratégia para o desenvolvimento rural. O Edital é mais um instrumento para identificar, registrar e disseminar práticas e saberes contextualizados para a convivência com o Semiárido, gerados por diferentes atores sociais”, explica Ângela Brasileiro, coordenadora do Programa.

Serão apoiadas propostas de Estudos Temáticos, Sistematizações de Experiências, Inovações e Boas Práticas, além de Visitas de Intercâmbio que contemplem, pelo menos, uma das seguintes áreas temáticas: Inovações produtivas e tecnológicas; Recursos naturais e adaptação às mudanças climáticas; e Negócios Rurais.

As propostas selecionadas deverão ser implementadas em até seis meses e em municípios que compõem as zonas semiáridas dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, conforme indicado em anexo do Edital.

Podem participar Pessoas Jurídicas sem fins lucrativos, como associações, cooperativas, organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs), organizações não governamentais (ONGs), dentre outros. Apenas na categoria Estudos Temáticos, poderão participar também Pessoas Físicas, como pesquisadores, professores, técnicos, especialistas, agricultores, dentre outros.

O Programa Semear é implementado em parceria pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID)

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Áreas Temáticas para apresentação de propostas

Inovações produtivas e tecnológicas: identificação e promoção de inovações produtivas e/ou tecnológicas apropriadas para a convivência com o Semiárido, respeitando a cultura e as características bioclimáticas da região.

Recursos naturais e adaptação às mudanças climáticas: experiências de manejo de recursos naturais, energias alternativas, de recuperação de áreas degradadas e outras formas de adaptação às mudanças climáticas.

Negócios rurais: identificação e disseminação de experiências exitosas de negócios rurais, agrícolas e não agrícolas, que contribuam para a melhoria das condições socioeconômicas da população rural do Semiárido Nordestino.

Como se inscrever

A íntegra do Edital e o passo a passo das inscrições estão no Portal Semear: www.portalsemear.org.br

Informações também em:

www.facebook.com/programasemear1

www.youtube.com/user/programasemear

www.twitter.com/programasemear1

Fonte: Programa Semear

 

09:54 · 14.01.2014 / atualizado às 10:01 · 14.01.2014 por

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A primeira loja da Tiê Moda Ecológica do Nordeste será inaugurada amanhã, 15 de janeiro, em Fortaleza. A loja é a responsável pelo fardamento do Greenpeace no Brasil e tem como prioridade o uso de materiais ecológicos. A marca produz roupas, bijuterias, calçados, bolsas e brindes promocionais.

Modelos, estampas e etiquetas personalizadas são produzidos com algodão orgânico, amazônia plus e tecido PET. O tingimento do algodão é natural, com vegetais como pedaços de árvores e tubérculos, folhas e sementes, terra e pó de madeira. No caso de lãs e sedas também são utilizados açafrão e urucu.

São colorantes naturais do Brasil, especialmente dos bosques brasileiros anileiras (azuis), cedro (rosa), barbatimão (vinho), garapa de cana (amarelo), jenipapo (cinza), ipê (rosa), jatobá (marrom ou cinza), mangueira (verde), amoreira (amarelo), folhas do eucalipto (azulado cinzento) e pedaços da cebola (alaranjada).

À frente da Tiê Moda Ecológica no Nordeste está a empresária Fernanda Lenzi, que aposta no crescimento desse segmento. “O consumidor brasileiro está cada vez mais consciente do seu papel para ajudar na preservação do nosso Planeta e vai procurar consumir produtos fabricados com esse cuidado”, aposta.

A matriz da Tiê Moda Ecológica fica em Vila Madalena (SP), com ambiente idealizado para ser um reduto ecológico. Possui um charmoso jardim interno e os materiais usados na sua construção obedeceram às normas de sustentabilidade. A Rua Harmonia, onde está situada, foi eleita a mais ecológica da cidade, com diversas lojas que se preocupam com a preservação do meio ambiente.

A loja de Fortaleza também vai seguir a linha ecológica da grife. Localizada na Rua José Vilar, na Aldeota, o espaço terá móveis de madeira de demolição, embalagens ecológicas e um ambiente agradável. “Nossa ideia é tornar um espaço de encontro entre amigos”, antecipa Fernanda Lenzi.

Além da loja de Vila Madalena, a Tiê Moda Ecológica está presente em Sorocaba, Santos, Granja Viana e Campinas, em São Paulo, e ainda em Bonito (MS).

Matéria-primas naturais

As camisetas criadas a partir da malha de PET reciclado já fazem sucesso junto ao público de moda ecológica. Criado a partir da fiação das tiras cortadas da garrafa PET, o tecido tem a mesma qualidade e resistência do algodão, além de ser confortável. As garrafas PET também são matérias-primas para as bijuterias da marca.

O algodão orgânico é cultivado sem substâncias químicas nem agrotóxicas, nocivos à saúde humana e ao meio ambiente. Além dos benefícios ecológicos, tem vantagens econômicas e sociais, pois mantém os agricultores no campo, oferecendo uma oportunidade de renovação da produção algodoeira e gerando um novo cidadão consciente da preservação da natureza e os lucros resultantes da mesma.

Já o Amazônia Plus é um tecido composto de algodão orgânico e suavizante natural obtido da manteiga do Cupuaçu. Produzido com matéria-prima totalmente natural, é biodegradável, não contém silicone e permite um acabamento com alta absorção de água, devido à sua grande hidrofilia. O tecido protege ainda dos raios solares UVB E UVC.

Tiê-sangue

Escolhido como símbolo da marca, o tiê-sangue (Ramphocelus bresilius), também conhecido como sangue-de-boi, tiê-fogo, chau-baêta e tapiranga, é uma ave sul-americana passeriforme da família Thraupidae, tida como ave  símbolo da Mata Atlântica. A plumagem do macho é de um vermelho-vivo, que deu origem ao nome. Parte das asas e da cauda são pretas.

Serviço:

Tiê Moda Ecológica – loja Fortaleza

Rua José Vilar, 1420, Aldeota, Fortaleza

Facebook: www.facebook.com/tiefortaleza

08:12 · 19.07.2013 / atualizado às 08:12 · 19.07.2013 por
Recifes no litoral nordestino: conectividade entre recifes de corais e estuários será investigada por projeto apoiado por Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, na Paraíba Foto: Haroldo Palo Jr
Recifes no litoral nordestino: conectividade entre recifes de corais e estuários será investigada por projeto apoiado por Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, na Paraíba Foto: Haroldo Palo Jr

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza divulgou a lista das novas iniciativas de conservação da natureza que serão apoiadas a partir do segundo semestre deste ano. No total, serão doados R$ 1.388.638,19 em 19 novos projetos e programas, nos seis biomas brasileiros. Desse total, R$ 738.259,16 irão para dez iniciativas nos nove Estados do Nordeste do País.

Boa parte das iniciativas está relacionada ao ecossistema marinho da região, que terá quatro pesquisas apoiadas. Entre elas, está o projeto “Conectividade entre recifes de corais e estuários no Nordeste brasileiro: reconstruindo a vida dos peixes”, que será realizado pelo Instituto Harpia – Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Paraíba.

O objetivo é fazer uma análise da situação atual dos recifes na região, contribuindo para o entendimento da dinâmica das espécies que neles habitam, bem como propor estratégias de conservação para proteger os ecossistemas estudados. Desse modo, o projeto pretende contribuir para a implementação de ações mais efetivas de manejo para o ecossistema marinho.

Especificamente no Estado do Ceará, foi contemplado o projeto “Filogeografia, estrutura genética e conservação do facheiro-da-praia (Pilosocereus catingicola)” , da Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura.

Outro estudo apoiado no Nordeste acontecerá em sete Estados da região, aplicado pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan). Ele terá como foco estudar a distribuição geográfica e a conservação da lontra-neotropical (Lontra longicaudis) no Nordeste brasileiro.

A lontra-neotropical é um mamífero aquático que consta na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como “Deficiente de Dados”, desde 2000, sendo que foi considerada como “vulnerável” à extinção, por quase duas décadas.

Atualmente, são reconhecidas diversas ameaças à espécie, como desmatamento, contaminação e poluição dos ambientes aquáticos, além da caça. Apesar dos dados ineficientes sobre as populações dessa espécie, suspeita-se que ela já esteja ameaçada de extinção, o que potencializa ainda mais a importância dessa pesquisa.

Soluções a longo prazo

Além de projetos como o da lontra-neotropical, desenvolvidos em até dois anos, a Fundação Grupo Boticário também financia iniciativas de maior duração (até quatro anos). Chamadas de programas, elas visam a apoiar instituições para que empreendam ações de médio a longo prazos, resultando em medidas efetivas e práticas de conservação da natureza.

Nessa linha de financiamento serão apoiados dois programas, a partir do segundo semestre. Um deles será focado na Mata Atlântica e na Caatinga e será realizado pela Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (Save Brasil), com foco na avifauna desses biomas. Com ação em quatro Estados (São Paulo, Paraná, Bahia e Rio de Janeiro), essa iniciativa pretende registrar e monitorar aves brasileiras como ferramenta para avaliar a importância das unidades de conservação.

O outro programa selecionado será realizado em diversas regiões brasileiras, inclusive em áreas da Caatinga nordestina, pela Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape), de Goiás, e pretende incentivar a adoção de novas políticas públicas para criação e gestão de Unidades de Conservação (UCs). Para isso, será avaliado como diferentes estratégias de proteção do meio ambiente no país consideram os impactos das mudanças climáticas em suas propostas de ações.

Resultados

Em 23 anos de atuação, a Fundação Grupo Boticário já se firmou como uma grande financiadora, ligada à iniciativa privada, de iniciativas de conservação da natureza brasileira. Ao todo, 1.353 iniciativas já foram apoiadas em todos os estados brasileiros.

Para conferir a lista completa das 17 novas iniciativas selecionadas no Edital de Apoio a Projetos, bem como os respectivos técnicos e instituições responsáveis por cada uma delas, acesse o site www.fundacaogrupoboticario.org.br, no caminho O que fazemos > Editais > Projetos aprovados.

Inscrições abertas

O apoio a iniciativas de conservação da natureza feito pela Fundação Grupo Boticário é estruturado em três linhas de financiamento: dois editais de chamada pública (para projetos de até dois anos) e o Apoio a Programas, que contempla iniciativas de até quatro anos e com maiores valores de financiamento, em torno de R$400 mil.

As inscrições para os editais podem ser realizadas até 31 de agosto, no site www.fundacaogrupoboticario.org.br, por meio do link O que fazemos > Editais > Como inscrever.

Para o mais tradicional deles, o Edital de Apoio a Projetos, são aceitos projetos que contribuam para a conservação da natureza em todo o Brasil e que sejam realizados por instituições sem fins lucrativos, como organizações não governamentais ou fundações ligadas a universidades.

Já para o edital conjunto Fundação Grupo Boticário & Fundação Araucária, podem ser inscritos projetos de instituições paranaenses que contribuam para a conservação da natureza no Paraná, com prioridade para a região da Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucárias) e para a região litorânea do Estado.

Para a linha de financiamento de Apoio a Programas, criada em 2010, é necessário enviar, até 10 de setembro, uma carta-consulta para o e-mail picn@fundacaogrupoboticario.org.br, com informações gerais sobre a iniciativa a ser proposta.

Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.353 projetos de 465 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Projeto Oásis.

Fonte: Fundação Grupo Boticário