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Tag: Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO)


10:30 · 04.01.2018 / atualizado às 13:11 · 03.01.2018 por
A parceria pretende promover ações para reverter o processo de desertificação, com enfrentamento da degradação do solo, da água e da perda de biodiversidade nos ecossistemas da Caatinga Foto: Kid Júnior / Agência Diário

Reverter o processo de desertificação por meio de ações que enfrentem a degradação do solo, da água e a perda de biodiversidade nos ecossistemas da Caatinga é o objetivo do Projeto Redeser: Revertendo o Processo de Desertificação nas Áreas Suscetíveis do Brasil — Práticas Agroflorestais Sustentáveis e Conservação da Biodiversidade.

A iniciativa é fruto de parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), oficializada no dia 20 de dezembro, em Brasília.

O projeto será desenvolvido em seis estados do Semiárido e beneficiará 18 municípios: Delmiro Gouveia, Olho d’Água do Cascado e Piranhas, em Alagoas; Uauá, na Bahia; Crato, Barbalha e Jardim, no Ceará; Barreirinhas, Água Doce, Tutóia e Matões, no Maranhão; Santa Luzia, São Mamede e Várzea, na Paraíba; e Carnaúba dos Dantas, Equador, Parelhas e Santana do Seridó, no Rio Grande do Norte.

Entre as ações do projeto, cuja duração é de quatro anos, estão o manejo florestal de uso múltiplo, a promoção da gestão integrada dos recursos naturais em paisagens produtivas, a restauração de florestas e paisagens e a gestão de conhecimento, além de capacitação e sensibilização.

A FAO abrirá um escritório em Barreirinhas, cujo papel será articular com o Governo do Estado do Maranhão outras iniciativas na mesma área temática.

Para Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil, o desafio consiste em evitar a perda de solo e gerar renda para a população do Semiárido. “Temos um componente socioeconômico importante nesse projeto, não só ambiental”, destacou.

Na opinião do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, a luta contra a desertificação é mais do que necessária, é vital. “Trata-se de um projeto muito importante. Temos todo o interesse que a parceria com a FAO se prolongue e se intensifique”, salientou.

Áreas suscetíveis

No Brasil, 16% do território (1,34 milhão de km²), estão suscetíveis à desertificação. Essa área abrange mais de 1,4 mil municípios e quase 35 milhões de pessoas. Os impactos do projeto incidirão diretamente sobre 904.142 hectares, dos quais 618.062 hectares de floresta, sendo o restante terras de cultivo e pastagens.

Mais de 152 mil hectares da área de intervenção estão degradados. As atividades do projeto Redeser evitarão o desmatamento por meio do manejo dos recursos florestais no âmbito de propriedade (pequenos produtores rurais) e de paisagem rural.

Um componente específico trabalhará a recuperação das florestas degradadas por meio da implantação de viveiros florestais, treinamento de técnicos de viveiros e fortalecimento de bancos de sementes florestais.

No total, serão investidos 3,9 milhões de dólares, incluindo recursos do Fundo Mundial para o Ambiente (GEF), além de uma contrapartida de 18 cofinanciadores.

Cofinanciadores

Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza (Agendha)

Associação de Plantas do Nordeste (APNE)

Fundação Parque Tecnológico de Paraíba (Cepis)

Fundação Araripe

Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO)

Fundação de Educação Tecnológica e Cultural (Funetec)

Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (Iabs)

Centro Mundial Agroflorestal (Icraf)

Instituto Nacional do Semiárido (Insa)

Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Secretaria de Agricultura da Paraíba (SEAFDS)

Serviços de Apoio para Projetos Alternativos Comunitários (Seapac)

Secretaria de Meio Ambiente da Paraíba (SEIHRMACT)

Secretaria de Meio Ambiente de Crato (Sema)

Secretaria de Meio Ambiente de Alagoas (Samarh)

Secretaria de Planejamento do Rio Grande do Norte (Seplan)

Serviço Florestal Brasileiro (SFB)

Fonte: Nações Unidas no Brasil

10:55 · 17.10.2012 / atualizado às 21:56 · 17.10.2012 por
“O meio ambiente foi a ideia mais tardia que entrou no debate sobre segurança alimentar”, destaca o cientista chefe do Pnuma, Joseph Alcamo. Na imagem, tomates orgânicos produzidos no Centro-Sul do Ceará Foto: Honório Barbosa

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) fez um alerta, nesta terça-feira, Dia Mundial da Alimentação, sobre a necessidade de dar mais atenção à ecologia e ao meio ambiente para alcançar o objetivo de erradicar a fome no mundo.

A principal advertência foi que, se a ecologia e a proteção da biodiversidade não forem priorizadas, será cada vez mais difícil alcançar uma segurança alimentar mundial. Segundo números desta agência da Organização das Nações Unidas (ONU), um terço dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados, o que representa 1,3 bilhão de toneladas ao ano.

Segundo o relatório publicado ontem, a falta de alimentos sempre esteve relacionada com quatro pontos fixos: a disponibilidade, o acesso, a utilização e a estabilidade, enquanto a base dos recursos e o ecossistema não eram levados em consideração.

“O meio ambiente foi a ideia mais tardia que entrou no debate sobre segurança alimentar”, declarou o cientista chefe do Pnuma, Joseph Alcamo.

No relatório, intitulado “Evitar Futuras Crises de Fome: Fortalecer a Base Ecológica da Segurança Alimentar”, o Pnuma esmiúça os diversos tipos de abusos ao ecossistema, como a pesca em massa, o uso insustentável da água e as práticas agrícolas que degradam o meio ambiente.

“Esta é a primeira vez que a comunidade científica nos deu uma visão completa de como a base ecológica do sistema alimentício não só é pouco firme, mas como também está sendo enfraquecida”, afirmou Alcamo.

Além disso, o documento do Pnuma assinala que o caminho para garantir uma boa base ecológica, capaz de garantir a segurança alimentar mundial, parte em direção à reelaboração dos sistemas agrícolas sustentáveis e a uma mudança nas dietas e no armazenamento dos alimentos.

“O mundo necessita de uma grande revolução que entenda da melhor maneira como os alimentos são cultivados e como são produzidos em termos de contribuição natural”, declarou o subsecretário-geral e diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner.

O documento também aponta que enquanto a agricultura fornece 90% das calorias que são ingeridas no mundo, a pesca fornece os outros 10%, mas ambas as indústrias enfrentam várias ameaças, principalmente pelo aumento da população e pela mudança no estilo de vida e nos hábitos alimentares.

O relatório, que foi escrito por 12 cientistas e analistas em meio ambiente, foi elaborado junto a organizações como o Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (IFAD), o Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Fonte: G1