Busca

Tag: Parques e Reservas


10:00 · 11.07.2018 / atualizado às 10:31 · 11.07.2018 por
O objetivo é levar pessoas a Unidades de Conservação para lazer, educação ambiental e conscientização Foto: Marcelino Júnior (Parque Nacional de Ubajara)

O Brasil é o país com a maior biodiversidade do Planeta, e cerca de 2.500 Unidades de Conservação (UCs) ajudam a proteger este patrimônio. Porém, com exceção de parques mais conhecidos, como os Parques Nacionais da Tijuca, Iguaçu, Chapada Diamantina, Chapada dos Guimarães e Fernando de Noronha, a maior parte é pouco frequentada pela população. A campanha “Um Dia no Parque” quer mudar esta realidade e levar os brasileiros para os parques nacionais, no dia 22 de julho.

Idealizada pela Rede Pró UC, em parceria com a Coalizão Pró-Unidades de Conservação, e inspirada pelo Park Day, dos Estados Unidos, quando americanos se dirigem aos parques para acampar, fazer trilhas, observar pássaros, estrelas e aproveitar os parques nacionais, a campanha “Um Dia no Parque” tem o objetivo de mostrar às pessoas que perto delas provavelmente há uma UC, e que ali é possível praticar diferentes atividades, tanto sozinho quanto em grupo.

“Queremos mostrar que o meio ambiente está mais perto do que as pessoas imaginam. Você não precisa viajar ao outro extremo do País para apreciar a natureza. Valorizar parques e reservas é reconhecer a importância das áreas verdes protegidas para nossas vidas”, afirma a bióloga da Fundação SOS Mata Atlântica, Erika Guimarães, especialista em parques e reservas.

Além de levar as pessoas às UCs para lazer, a campanha quer mostrar ao público a importância destas áreas para a qualidade de vida também nas cidades, já que são responsáveis por cerca de 35% da água consumida no Brasil.

Uma pesquisa realizada em 2014, pelo WWF-Brasil, mostrou que a riqueza natural do Brasil é o maior orgulho de 58% dos brasileiros. A mesma pesquisa mostrou que 80% considera que a natureza não está protegida.

A data foi escolhida por ser próxima ao aniversário do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), a Lei que rege as UCs, criada em 2000. “Este é um projeto de longo prazo. Nosso objetivo é criar uma cultura de reconhecimento e valorização das Unidades de Conservação pela população brasileira”, afirma Angela Kuczach, diretora-executiva da Rede Pró UC.

A categoria “parques” foi a escolhida por ser a de mais fácil reconhecimento pela população, mas todas as categorias de Unidades de Conservação são contempladas na campanha.

“Envolver as comunidades locais, capacitá-las, mostrar novas perspectivas de turismo sustentável e de base comunitária em unidades de conservação, como fazemos no Sul da Bahia nos parques de Abrolhos, Pau Brasil e Monte Pascoal, é incentivar a conservação da natureza para a o bem-estar das pessoas”, detalha Mauricio Bianco, líder da Conservação Internacional (CI) no Brasil.

Potencial turístico

O Brasil tem um potencial turístico inexplorado. Um estudo publicado pelo Fórum Econômico Mundial, em 2017, mostrou que, em uma lista de 136 países, o Brasil é o primeiro em potencial de recursos. Porém, esta riqueza não é usada para atrair visitantes.

Os parques nacionais dos Estados Unidos, país em décimo lugar no mesmo item da lista, atraem anualmente cerca de 300 milhões de visitantes, arrecadam 17 bilhões de dólares e geram 306 mil empregos.

A Espanha, com uma população de 46,5 milhões, levou aos parques nacionais cerca de 15 milhões de visitantes. Já no Brasil, atraíram 10,7 milhões de visitantes em 2017.

“O incentivo ao ecoturismo beneficia tanto a população local, que tem a economia estimulada pelo fluxo de pessoas, com mais movimento na rede hoteleira, de alimentos e artesanato, entre outros, quanto os visitantes, com experiências enriquecedoras”, diz a coordenadora do Programa de Ciências do WWF-Brasil, Mariana Napolitano.

Coalizão Pró-Unidades de Conservação

A Coalizão  é um grupo de instituições que se propõe a congregar empresas e organizações da sociedade civil comprometidas com a valorização e a defesa das Unidades de Conservação da Natureza.

Fazem parte da Coalizão:

  • Rede Pró UC
  • Fundação SOS Mata Atlântica
  • Conservação Internacional (CI) Brasil
  • Fundação Grupo Boticário
  • Imaflora
  • Instituto Semeia
  • WWF-Brasil
  • The Nature Conservacy (TNC) Brasil
  • Imazon
18:35 · 08.05.2018 / atualizado às 18:35 · 08.05.2018 por
O projeto “A avifauna de Fernando de Noronha – Conheça os outros moradores da ilha”, da Associação Proscience, de Pernambuco, foi um dos selecionados Foto: Kid Júnior / Agência Diário

A Fundação SOS Mata Atlântica e a Repsol Sinopec Brasil apresentaram o resultado do edital que destinará R$ 300 mil para projetos que colaboram com o aumento do engajamento e presença da sociedade nas áreas protegidas.

As iniciativas selecionadas estão em Unidades de Conservação (UCs) públicas e privadas da Mata Atlântica e em ambientes marinhos e realizam atividades de pesquisa, voluntariado, qualificação de jovens, gênero, observação de aves e ciência cidadã, entre outras.

Foram selecionados dez projetos de oito estados da Mata Atlântica. Neste edital, foram 109 inscritos de 16 dos 17 estados abrangidos pelo bioma – o único estado sem propostas foi Sergipe. Este foi o recorde de inscrições desde a primeira edição do edital, em 2010. Dentre as propostas, 69% eram de ambientes marinhos e 31% de UCs públicas e privadas da Mata Atlântica.

Juntos, os projetos selecionados ajudam a proteger uma área de mais de 500 mil hectares e estão localizados em UCs de proteção integral – como o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes (SP) e o Monumento Natural Morro dos Conventos (SC) –, e de uso sustentável – como as Florestas Nacionais Ipanema (SP) e Assungui (PR) e a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Pedra D’Anta (PE).
“Recebemos muito mais inscrições do que esperávamos. Isso indica que valorizar parques e reservas e proteger o mar é uma preocupação relevante“, afirma a bióloga Erika Guimarães da Fundação SOS Mata Atlântica, especialista em Parques e Reservas.

Pela primeira vez o edital foi destinado para promover maior presença nas Unidades de Conservação – passando por pesquisa, até uso público e voluntariado. “Acreditamos que envolver a sociedade nessa causa é a melhor forma de garantir a efetividade das áreas protegidas, com a participação, cuidado e, principalmente, valorização de seus benefícios“, diz Diego Igawa Martinez, biólogo da Fundação SOS Mata Atlântica.

Ao longo de seus 31 anos, a SOS Mata Atlântica já apoiou mais de 500 UCs públicas e privadas no bioma Mata Atlântica, colaborando para a proteção de aproximadamente 2 milhões de hectares com um investimento de R$ 3 milhões. Em 2010, teve início a parceria com a Repsol Sinopec Brasil, no Programa Costa Atlântica, e esse trabalho conjunto já beneficiou 27 iniciativas em dez estados, com aporte de mais de R$ 1 milhão.

Veja a lista completa dos projetos apoiados

Geoambiental Brasil (SC)
Unidades de Conservação da Costa de Araranguá – difundindo a natureza local com o Roteiro Geoecológico
Divulgar a existência e a importância das Unidades de Conservação da Natureza da Costa de Araranguá, decretadas em dezembro de 2016, mas ainda desconhecidas pela sociedade, abordando a preservação e a geodiversidade da região.

Instituto Curicaca (RS)
Integração de jovens locais no Uso Público do Parque Estadual de Itapeva
Fortalecer o papel do Parque Estadual de Itapeva na conservação da biodiversidade associada aos usos indiretos pela visitação pública e a educação ambiental.

Associação de Catadores de Marisco de Ilha Grande – Piauí (PI)
Articulação de Mulheres Empoderadas em Atividades Sustentáveis
Desenvolver ações sustentáveis e de empoderamento social das marisqueiras residentes na Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba para o fortalecimento desta Unidade de Conservação.

Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo – FapUNIFESP (SP)
Análise do Perfil Socioeconômico e Experiência do Visitante no Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes – São Paulo: contribuições a gestão do uso público
Gerar informações e realizar oficinas para contribuir com a gestão do uso público baseada no turismo de mergulho, que vem sendo implementado de maneira gradual e planejada no Arquipélago de Alcatrazes após a criação do Refúgio de Vida Silvestre.

Associação Proscience (PE)
A avifauna de Fernando de Noronha – Conheça os outros moradores da ilha
Promover a conservação da avifauna de Fernando de Noronha e a aproximação da sociedade às Unidades de Conservação do arquipélago através da atividade de observação de aves, aliando uso público e instrumentos e ciência cidadã.

Instituto Manacá (SP)
Programa de abertura de escalada em rocha na Floresta Nacional de Ipanema, e monitoramento do Urubu-Rei nos setores de escalada
Fortalecer o uso público com a modalidade de escalada em rocha na Floresta Nacional de Ipanema, aliado à capacitação de monitores locais e monitoramento da ocorrência do Urubu-Rei (Sarcoramphus papa) nos afloramentos rochosos.

Associação Miríade (PR)
Trilhas da Gralha Azul – Projeto de Turismo de Base Comunitária com o protagonismo juvenil na Flona do Assungui – Campo Largo (PR)
Implantar um roteiro de turismo de base comunitária na Floresta Nacional do Assungui destacando as trilhas ecológicas com o protagonismo de jovens da região de 18 a 24 anos.

Oceânica – Pesquisa, Educação e Conservação (RN)
Águas da Mata Atlântica – APA Bonfim-Guaraíra
Fortalecer a presença e o engajamento da comunidade de Nísia Floresta e São José de Mipibu com a Área de Proteção Ambiental Bonfim-Guaraíra, utilizando a água como tema central e relacionando a proteção da Mata Atlântica na manutenção da qualidade dos recursos hídricos da região.

Bíon Consultoria e Assessoria Ambiental (MS)
Programa de Monitoria Voluntária no Parque Nacional da Serra da Bodoquena (MS): Estruturação e Fortalecimento
Estruturar, fortalecer e ampliar o Programa de Monitoria no Parque Nacional da Serra da Bodoquena (MS), através de capacitação, elaboração de materiais didáticos e outras metodologias.

Associação para a Conservação das Aves do Brasil (PE)
Observação de aves e Ciência Cidadã: um caminho para reconectar pessoas e natureza
Promover o engajamento da comunidade local com a Reserva Particular do Patrimônio Natural Pedra D’Anta e com a conservação da Mata Atlântica e sua biodiversidade.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica